Pragmatismo – O que é essa corrente filosófica?

O pragmatismo é uma doutrina filosófica surgida no século XIX, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos, tendo origem no Metaphysical Club, que era um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes Jr..

Em sua formulação original, esta corrente de pensamento propõe um método para determinar o significado de um conceito (uma palavra, frase, texto ou discurso) a partir da sua contextualização prática. Segundo o pragmatismo, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.

Pragmatismo – O que é essa corrente filosófica?

A história do pragmatismo

O pragmatismo foi inspirado em Ralph Waldo Emerson e, durante o início do século XX, espalhou-se pela cultura estadunidense e estendeu-se para a Inglaterra e outros países, como a Itália, perdurando até os dias de hoje, sob variadas formas.

Antes da Segunda Guerra Mundial, esta corrente filosófica foi dominante nos Estados Unidos, e depois sofreu um enfraquecimento devido à predominância da filosofia analítica. O ressurgimento do pragmatismo deu-se principalmente pela obra de Richard Rorty e, até hoje, esta doutrina filosófica é bastante popular e difundida nos EUA.

O conceito do pragmatismo e “os pragmatismos”

O pragmatismo quer dizer que uma afirmação deve ter alguma relação com a experiência para que tenha algum sentido. Por exemplo, quando dizemos “João é egoísta”, esta afirmação somente terá sentido se for possível, ao observamos o comportamento futuro de João, comprovar que ele é realmente egoísta por meio de suas atitudes.

A concepção do que constitui o pragmatismo varia de pensador para pensador, desde os clássicos (Charles Peirce, William James, John Dewey e Ferdinand Schiller) até os contemporâneos (Quine, Lewis, Rorty, dentre outros). Diante desses vários “pragmatismos”, o próprio Peirce mudou o nome de sua doutrina para pragmaticismo, com a finalidade de distingui-la das alterações feitas por outros autores.

Ainda assim, para a maioria dos adeptos do pragmatismo, este pensamento filosófico é, ao mesmo tempo, um método científico e uma teoria sobre a verdade, esta concebida em sentido dinâmico (diz respeito às ideias ou às maneiras de relação que os homens têm com os objetos).

Esta doutrina filosófica apresenta semelhanças com o empirismo, já que defende que uma teoria só pode ser comprovada pelas suas evidências práticas. Além disso, o pragmatismo original é contra a ciência pela ciência, defendendo um estudo que tenha utilidade social, ainda que a longo prazo, porém dá preferência ao que tenha utilidade imediata.

Períodos da Filosofia

A Filosofia estuda os problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, à mente, à linguagem e aos valores morais e estéticos.

Este campo do saber está dividido em relação à história da sociedade e apresenta vários períodos.

Períodos da Filosofia

Principais períodos da Filosofia

Pré-Socrático

Surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C., esta é considerada a primeira corrente de pensamento. Os filósofos anteriores a Sócrates se preocupavam com o Universo e com os fenômenos da natureza, buscando explicações por meio da razão e do conhecimento científico.

Alguns dos pré-socráticos são Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito.

Período Clássico

Esta é a época dos sofistas e de Sócrates. Os sofistas defendiam uma educação que objetivava a formação de um cidadão pleno, pronto para agir politicamente em prol do crescimento da cidade. Sócrates buscava entender o funcionamento do Universo por meio de um viés científico e considerava que a verdade está ligada ao bem moral dos seres humanos.

O discípulo de Sócrates, Platão, defendia que as ideias eram o foco do conhecimento intelectual e os pensadores deveriam entender o mundo da realidade.

Aristóteles desenvolveu a lógica dedutiva clássica como uma maneira de alcançar o conhecimento científico.

Sócrates é considerado um marco divisório da história da Filosofia Grega e o seu pensamento era desenvolvido a partir de diálogos críticos com seus interlocutores.

Período Pós-Socrático

Este período compreende o final do período clássico (320 a.C.) e o início da Era Cristã. Destacam-se três linhas de pensamento:

  • Ceticismo: os pensadores céticos defendiam que a dúvida deve estar sempre presente, pois não há como conhecer nada de modo exato e seguro;
  • Epicurismo: Os seguidores do pensador Epicuro defendiam que o bem tem origem na prática da virtude;
  • Estoicismo: Os estóicos defendiam a razão acima de qualquer coisa.

Filosofia Antiga

A partir daqui, as preocupações filosóficas concentram-se na relação entre os seres humanos, ou seja, na vida social.

Filosofia Medieval

Durante o período medieval, a filosofia clássica sobreviveu dentro dos mosteiros religiosos. Influenciadas pela Igreja, as indagações tinham um viés filosófico-teológico, com a intenção de conciliar a fé e a razão.

Filosofia Moderna

René Descartes com a aplicação da dúvida metódica é considerado um dos pais da filosofia moderna. Com a entrada da burguesia, a mentalidade moderna sofre mudanças de abordagens no antropocentrismo, racionalismo e individualismo.

Filosofia Contemporânea

Com o conhecimento mais amplo, surge um novo objeto de estudo: o próprio homem. Em cada época da Filosofia Contemporânea destaca-se uma corrente de pensamento com os seus respectivos pensadores.

Descartes, Kant e Hegel estão entre os filósofos idealistas; Pascal e Spinoza fazem parte da tradição racionalista pós-cartesiana; Francis Bacon, Locke e Hume são alguns dos principais representantes do empirismo moderno.

Nas primeiras décadas do século XX surge a tendência existencialista, com Kierkegaard, Nietzsche, Camus, Sartre, dentre outros. No pensamento pós-moderno, algumas das influências marcantes são de Foucault, Deleuze, Adorno, dentre outros.

Divisões da gramática

Todos nós, quando crianças e adolescentes, passamos pelas aulas de Português e Gramática, certo? A Gramática é um livro usado para ensinar a todos as regras que envolvem a língua portuguesa, falada por nós, brasileiros e em muitos outros países. Dentro deste livro encontramos alguns fatos que acabam por nortear a língua e que, habitualmente, são divididos em três partes mais específicas para facilitar seu estudo: a fonologia, a morfologia e a sintaxe, que serão explicados em seguida. Essa divisão, no entanto, não é normalmente repassada aos alunos em sala de aula e, portanto, eles apenas aprendem acerca dos assuntos, mas não sabem distinguir suas divisões.

Divisões da gramática

Tipos de gramática

Existem ainda alguns tipos de gramática:

A gramática normativa busca a padronização da língua e normalmente é usada em livros didáticos e salas de aula. Nela estão estabelecidas normas para se falar e escrever de forma correta. Já a gramática descritiva é responsável pela descrição dos fatos da língua portuguesa, não estabelecendo o certo ou o errado, mas sim investigando esses fatos. Nela estão enfatizados principalmente o uso oral da língua e suas variações. A gramática histórica é o terceiro tipo de gramática. Neste, são estudadas a origem das línguas e toda a sua evolução durante a história. E por fim, o quarto tipo: a gramática comparativa. Nesta são estudadas as línguas em comparação com a sua família, como por exemplo no caso do português que engloba a gramática comparativa das línguas românicas.

Fonologia

Na área da gramática destinada à fonologia, tratamos sobre os fonemas e os sons da língua, além das sílabas que são formadas por esses fonemas. Nesta parte, o objetivo maior é estudar os elementos distintos e menores, que são chamados de fonemas. Estes são responsáveis pela diferenciação do significado das palavras e das sílabas pelas quais são formados.

Neste segmento, estudamos a ortoepia, que é o estudo da articulação e da pronúncia de todos os vocábulos; a ortografia, que se refere mais à preocupação com a forma como as palavras são grafadas; e por fim a prosódia, que é a parte em que estudamos a acentuação tônica dos vocábulos.

Os destaques neste segmento são os estudos a respeito das vogais e semivogais, consoantes, classificação de sílabas quanto à tonicidade, emprego de letras, encontros vocálicos e consonantais, entre outras coisas.

Morfologia

Na morfologia estudamos a estruturação, a formação e os mecanismos de flexão de cada uma das palavras. Nessa parte estão explicadas as classes gramaticais, ou seja, os substantivos, adjetivos, advérbios, preposições, artigos, numerais, verbos, pronomes, conjunções e interjeições.

Sintaxe

Por último, temos a sintaxe, parte da gramática em que são estudadas as relações entre os termos de uma oração. Essa última parte, no entanto, é também dividida para facilitar o seu estudo.

A sintaxe das funções, sua primeira parte, é responsável pelo estudo da estrutura das orações e dos períodos, enquanto a sintaxe das relações, a segunda parte, é responsável pelo estudo da regência, da colocação pronominal e da concordância. São estudados nessa parte os termos essenciais, termos integrantes e os termos acessórios das orações.

Constituição de 1934

Promulgada no dia 16 de julho de 1934, a Constituição Brasileira de 1934 foi a segunda republicana do Brasil, além da mais curta com uma duração de somente três anos. Ela foi desenvolvida com o objetivo de “organizar um regime democrático que assegure à Nação, a unidade, a liberdade, a justiça e o bem-estar social e econômico”.

Constituição de 1934

Contexto histórico

Getúlio Vargas era o presidente do Brasil desde 1930, quando assumiu no lugar de Júlio Prestes que foi eleito, mas impedido de assumir. Este governo provisório teve impacto com a nomeação de interventores de confiança que ficavam principalmente nas regiões onde a oposição ao governo era forte.

A revolução constitucionalista acontecia no ano de 1932 com tropas de São Paulo compostas por militares do exército, pela força pública e por voluntários lutando contra as forças do exército. O regime político foi uma questão muito levantada depois dessa revolução.

O atual presidente, então, percebeu que o apelo constitucionalista estava ganhando forças e, por isso, decidiu instituir, acelerando o processo de redemocratização, o código eleitoral que determinou que o voto passaria a ser secreto, e que as mulheres passariam a ter direito de votar. Além disso, ele determinou as eleições para a Assembleia Constituinte em maio do mesmo ano. Neste ano, foi aprovada uma nova constituição que entrou para substituir a Constituição de 1891.

Características da constituição de 1934

A constituição de 1934 determinava que ficava proibida qualquer diferenciação salarial que fosse baseada em critérios de sexo, idade, estado civil ou nacionalidade, além de oferecer novas conquistas às classes trabalhadoras. Ficou determinado que a carga horária era de 8 horas por dia, assim como houve a criação do salário mínimo. Entre os direitos dos trabalhadores, foi criado ainda o repouso semanal, as férias remuneradas, indenização do trabalhador demitido sem justa causa e a proibição da mão-de-obra de menores de 14 anos. Foram criados também o Tribunal do Trabalho e a legislação trabalhista.

Foi incentivado ainda o desenvolvimento do ensino superior e médio com o objetivo de fazer com que as gerações futuras estivessem preparadas para assumir postos que seriam gerados devido aos avanços que eram pretendidos no setor econômico. O ensino primário gratuito, público e obrigatório ficou instituído, assim como o uso de grades curriculares diferentes para meninos e meninas.

Na economia, as preocupações estavam relacionadas ao desenvolvimento da indústria nacional e, portanto, foram desenvolvidas leis que permitiam a criação de institutos de pesquisa e fundações além de aberturas de linha de crédito para viabilização da economia e da expansão do parque industrial.

O direito de voto

Ficou determinada nesta constituição que o voto, a partir de então, seria secreto. Além disso, todos os cidadãos maiores de 21 anos poderiam votar a partir dessa constituição, inclusive as mulheres. Ficavam excluídos somente os analfabetos, soldados, padres e mendigos.

Império carolíngio

Carlos Magno

Também conhecido como Império de Carlos Magno, o Império Carolíngio aconteceu durante o reinado de Carlos Magno, imperador, e foi o momento de maior esplendor do Reino Franco. Carlos Magno foi, com uma política de expansionismo militar, expandido seu império indo além dos limites que seu pai alcançou.

O auge do poder de Magno se deu quando se aproximou da Igreja Católica e o papa Leão III o coroou como imperador do Sacro Império Romano-Germânico, sendo dessa forma o defensor e disseminador da fé em suas terras conquistadas.

Carlos Magno conseguiu conquistar a Saxônia, Lombardia, Baviera e uma faixa de onde é, atualmente, a Espanha. Além de suas grandes conquistas militares, o reinado de Carlos Magno foi marcado também por grandes avanços nas áreas cultural, educacional e administrativa.

Entre suas principais conquistas, podemos citar a Germânia, Pavia, Ducado de Friuli, Ilhas Baleares, Ducado de Spoleto e Barcelona.

Império carolíngio

Carlos Magno faleceu em 814, e ao mesmo tempo o Império Carolíngio foi perdendo forças, passando de mãos em mãos aos imperadores seguintes. As terras que foram por ele conquistadas foram divididas em 843 entre seus netos por meio de um tratado que ficou conhecido como Tratado de Verdun.

Os avanços

Com grande preocupação em manter a cultura greco-romana, Magno investiu em construções de escolas e no desenvolvimento da arte, além de criar e inserir um novo sistema monetário. Isso fez com que o período de Carlos Magno e o Império Carolíngio ficassem conhecidos também como o Renascimento Carolíngio.

Administração

Magno se viu obrigado a criar um novo sistema para administração de territórios, uma vez que com suas conquistas teve um amplo território para governar e administrar. Ele determinou que os condes administrariam alguns pedaços de terra e assim dividiu as regiões em condados. Era necessária, no entanto, uma fiscalização em cada um desses condados e, para isso, criou um cargo chamado de missi dominici. Aqueles que fossem designados para este cargo deveriam fiscalizar pessoalmente os territórios e deixar o imperador a par de tudo que lá acontecesse.

Educação

Sob orientação de Carlos Magno, o monge Alcuíno, natural da Inglaterra, desenvolveu um projeto escolar para melhorar a área educacional. O planejamento tinha como um de seus principais objetivos a manutenção dos conhecimentos clássicos, tanto gregos como romanos. Nas escolas, que funcionavam junto aos bispados – escolas catedrais –, às cortes – escolas palatinas – e junto aos mosteiros – escolas manacais –, os estudantes aprendiam muito sobre aritmética, geometria, dialética, retórica, gramática, astronomia e música, as sete artes liberais.

Cultura

Com construções de palácios e igrejas, iluminuras – pequenos livros que tinham detalhes dourados e muitas ilustrações – e relicários, essa época foi marcada por uma grande influência de culturas grega, romana e bizantina e teve sua arte denominada Arte Carolíngia.

Intentona Comunista

A Intentona Comunista, também conhecida como “Revolta Vermelha de 35” e “Levante Comunista”, foi uma tentativa de golpe que ocorreu em novembro de 1935, liderado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB). Seu objetivo era derrubar o atual presidente, Getúlio Vargas, e assumir o poder do país em nome da Aliança Nacional Libertadora. O PCB tinha como líderes do grupo, Luís Carlos Prestes, sua esposa Olga Benário, Rodolfo Ghioldi, Arthur Ernest Ewert e Ranieri Gonzáles.

Intentona Comunista

Aliança Nacional Libertadora

A Aliança Nacional Libertadora (ANL) era composta de ex-tenentes, de comunistas, de socialistas, de líderes sindicais e de liberais excluídos do poder. No ano de 1935, Luís Carlos Prestes apresentou um documento em nome da ANL que requeria a renúncia do Presidente Getúlio Vargas. Em represália, o governo decretou a ilegalidade da ANL, que se tornou impedida de atuar publicamente, sendo assim, a organização passou a funcionar na ilegalidade e sigilosamente.

Principais objetivos

  • Derrubar o governo de Getúlio Vargas;
  • Implementar mudanças sociais, políticas e econômicas no Brasil com ideias relacionadas aos ideais comunistas;
  • Apoiavam uma revolução nacional popular contra as oligarquias, o autoritarismo e o imperialismo;
  • Queriam a abolição da dívida externa.

Como ocorreu?

A primeira revolta ocorreu na noite de 23 de novembro de 1935, em Natal seguido pelo Recife, e logo após no Rio de Janeiro em 27 de novembro do mesmo ano. A revolução deveria ganhar outros focos no país, mas devido à falta de organização, a revolução resultou em ataques em datas diferentes. Além disso, houve uma ausência do apoio popular – Luís Carlos Prestes estava confiante de receber apoio popular, mas isso aconteceu em proporções menores -, de forma que as tropas oficiais conseguiram combater os revoltosos facilmente, impedindo uma ameaça maior.

O movimento ocorreu em apenas três cidades:

  • Natal (RN)
  • Recife (PE)
  • Rio de Janeiro (RJ)

O presidente Getúlio Vargas utilizou as forças militares de seu governo, combatendo e finalizando em poucos dias a rebelião. Diversas pessoas que participaram da Intentona Comunista foram rendidas e presas, inclusive o líder Luís Carlos Prestes.

Olga Benário, apesar de estar grávida de Luís Carlos Prestes, foi deportada para a Alemanha onde morreu em um campo de concentração nazista por ser judia.

Consequências

  • Decretação de Estado de Sítio (suspensão de todos os direitos civis) no final do ano de 1935;
  • Aumento da repressão aos opositores, principalmente aos comunistas, que foram considerados pelo governo como uma “ameaça à paz nacional”;
  • Enfraquecimento da oposição política;
  • Maior concentração de poder nas mãos do presidente Getúlio Vargas;
  • Aumento do autoritarismo do governo de Getúlio Vargas, que usou a “ameaça comunista” como pretexto para manter-se no poder durante o Estado Novo.

Art Nouveau

A história e a arte sempre andam juntas, os acontecimentos históricos e sociais de cada época, consequentemente interferem e influenciam na arte e literatura. Por volta do ano de 1830, o governo britânico incentivou a criação de escolas de desenhos devido ao início da Revolução industrial. Com isso muitas pessoas passaram a criticar a interferência do capitalismo industrial no mundo artístico, fazendo com que um novo estilo artístico surgisse, a Art Nouveau que surgiu como uma reação às ordens da sociedade industrial.

Art Nouveau

Definição

Em português chama-se “Arte Nova”, a Art Nouveau é um estilo artístico que surgiu na França na década de 1890. Em seguida esse estilo tomou conta da Europa, Estados Unidos e diversos países do mundo, chegando até ao Brasil.

A Art Nouveau foi um estilo que atingiu muitos setores artísticos como o design, a arquitetura, as artes decorativas, as artes gráficas e a criação de móveis, também conhecida como arte mobiliária. Este estilo artístico teve destaque no mundo das artes durante anos e terminou no final da década de 1920.

As principais características

Entre as principais características desse estilo temos: a utilização de materiais como o vidro, a madeira e o cimento; a relação com a produção industrial em série; o uso dos conhecimentos físicos e também matemáticos; a valorização da lógica e do conhecimento racional; a oposição ao movimento romântico e à valorização das expressões sentimentais nas artes; a busca da massificação das artes plásticas através da valorização dos processos industriais; a valorização de temas ligados à natureza, como plantas flores, árvores e animais, retratados com linhas em movimento, dando valor às formas; a figura feminina era muito retratada nas pinturas e ilustrações; os arabescos eram muito utilizados nas ilustrações; as cores possuíam tonalidades frias nas pinturas; e no âmbito social, a Art Nouveau estava muito ligada ao desenvolvimento da burguesia industrial.

A Art Nouveau no Brasil

A Art Nouveau chegou ao Brasil no início do século XX. O estilo teve grandes influências em nosso país, principalmente na pintura decorativa e na arquitetura. Este estilo ainda influenciou, embora que sem muita expressão, o movimento modernista brasileiro. É possível encontrar as influências desse estilo, principalmente, nas obras de John Graz, que era artista decorador, e Antonio Gomide, que era pintor e desenhista.

Os principais artistas da Art Nouveau

Entre os principais artistas desse estilo, temos:

  • Victor Horta – projetista e arquiteto belga
  • Ferdinand Hodles – pintor suíço
  • Emile Gallé – designer e artesão francês
  • Alfons Maria Mucha – designer e ilustrador checo
  • August Endell – arquiteto alemão
  • Jan Toorop – pintor holandês
  • Hector Guimard – arquiteto e desenhista industrial francês
  • Antoni Gaudí – arquiteto espanhol
  • Henry Van de Velde – projetista, designer e arquiteto belga
  • Gustav Klimt – pintor austríaco
  • Joseph Olbrich – arquiteto austríaco
  • Les Vingt – pintor belga
  • Emilie Flöge – designer austríaca

Pop Art

Muitos movimentos artísticos fizeram e fazem parte do mundo. De acordo com o passar dos anos, novas influências vão surgindo e em consequência disso aparecem novos movimentos artísticos. Entre eles está a Pop Art, movimento que se desenvolveu na década de 1950. Veja agora um pouco mais sobre esse movimento.

Pop Art
Foto: Reprodução

Definição

A Pop Art, é uma abreviatura de Popular Art (em inglês), foi um movimento artístico que aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos durante a década de 1950. Ela exerceu uma grande influência no mundo artístico e também cultural das épocas que vieram posteriormente.

Esse movimento foi uma espécie de reação artística ao movimento do expressionismo abstrato que aconteceu nas décadas de 1949 e 1950. Utilizava em suas representações pictóricas imagens e símbolos de natureza popular. A Pop Art influenciou ainda o grafismo e desenhos relacionados à moda.

Surgimento

Esse movimento surgiu particularmente na Inglaterra e Estados Unidos, no final dos anos 50. Recebeu esse nome em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway assim o chamou quando se referia a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental, principalmente os produtos que tinham origem norte americana.

As raízes da Pop Art vêm do dadaísmo de Duchamp e o objetivo era fazer oposição ao expressionismo abstrato, que predominava desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Consequentemente trouxe à tona o conceito da arte figurativa.

Principais características

Entre as principais características do movimento temos a crítica irônica que fazia a sociedade, através dos objetos de consumo. Muitos eram os temas utilizados como inspiração para compor a trajetória da Pop Art no mundo artísticos, entre eles podemos citar a publicidade, quadrinhos e ilustrações.

Os artistas da Pop Art

Entre os vários artistas desse movimento, podemos destacar cinco deles:

  • Andy Warhol – que foi o maior representante da Pop Art. Além de pintor Warhol era ainda cineasta. Costumava fazer serigrafias e retratos sobre telas de mitos como Marilyn Monroe, Pelé, Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy e Elvis Presley.
  • Peter Blake – ele foi o criador da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
  • Wayne Thiebaud – foi um pintor norte-americano que teve destaque a partir da criação de obras com teor humorístico e nostálgico.
  • Roy Lichtenstein – foi um pintor norte-americano que trabalhava muito com as histórias em quadrinho e através delas criticava a cultura de massas.
  • Jasper Johns – também foi um pintor norte-americano, a sua principal obra foi Flag em 1954.

Inspirações

Os artistas da Pop Art se inspiravam na cultura de massas para criar as suas obras de arte, desta forma se aproximavam criticando de forma irônica a vida cotidiana da época, que era materialista e consumista.

Eles usavam latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinho, bandeiras e outros objetos. Usavam cores vivas e modificavam o formato desses objetos.

Commonwealth

Commonwealth ou Commonwealth of Nations é a Comunidade de Nações, uma organização intergovernamental que é composta por 53 países que são membros independentes. Com exceção de Moçambique e Ruanda, todos os países que a compõe fazer parte do Império Britânico. Seu símbolo é o chefe da Commonwealt que é, atualmente, a rainha Isabel II que também é monarca de dezesseis desses membros da organização.

Recentemente, Fiji e Zimbábue tiveram sua participação suspensa devido a afrontas graves aos princípios democráticos e direitos humanos. Além disso, os países mais recentes são Ruanda, Moçambique e Camarões.

Commonwealth
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Objetivos

A organização tem como objetivo a cooperação entre os Estados-membros em um quadro de valores e objetivos comuns que foram descritos na Declaração de Cingapura. Entre esses objetivos comuns estão a promoção da democracia, dos direitos humanos, da boa governança, do estado de direito, da liberdade individual, do igualitarismo, do livre comércio, do multilateralismo e da paz mundial. Esta, no entanto, não é uma união política, mas sim uma organização intergovernamental por meio da qual os países que tem diversas origens sociais, econômicas e políticas são considerados iguais. O secretariado permanente da Commonwealth é responsável por realizar suas atividades. Este é chefiado pelo Secretário-Geral e por reuniões entre os Chefes de Governo da organização.

A atividade que é mais visível da organização é chamada de Jogos da Commonwealth, produto de uma dessas entidades. Esses países não são considerados, entre si, como estrangeiros.

Origem

Suas raízes apontam para um início da instituição no ano de 1870, no entanto, somente foi reconstituída no ano de 1949, quando houve a Declaração de Londres. Nesta, ficou acordado que os países membros seriam livremente e igualmente associados, ou seja, não seriam diferenciados por nenhuma característica e poderiam aderir livremente à organização. Além disso, ficou acordado ainda que trabalhariam todos de forma conjunta para que conseguissem alcançar o interesse comum de seus cidadãos para o desenvolvimento, a democracia e a paz.

Os valores citados anteriormente – liberdade, democracia, paz, estado de direito e oportunidade para todos – foram definidos em duas reuniões bienais, a primeira realizada no ano de 1971 em Cingapura com uma reafirmação no ano de 1991, na reunião que aconteceu em Harare, em Zimbábue.

Manutenção

A manutenção dos valores dentro dessa organização é responsabilidade do Grupo de Ação Ministerial da Commonwealth (CMAG) que é um grupo rotativo composto por nove ministros das relações exteriores. Estes avaliam a natureza das infrações e recomendam medidas de ação coletiva entre os países, podendo suspender ou recomendar que um país seja expulso.

Catação – Zoológica e separação de misturas

O termo catação pode ser utilizado de formas diferenciadas, afinal existem dois tipos de catação. A catação dentro do campo da zoologia, é voltado para o comportamento entre animais (de uma mesma espécie ou não). Já dentro do campo da separação de misturas, é um termo característico de trabalho, função ou técnica voltado para realização de separação de materiais. Vamos nos aprofundar melhor em cada tipo de catação, conhecendo explicações mais aprofundadas e exemplos a seguir.

Catação - Zoológica e separação de misturas
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Catação em zoologia

No campo da zoologia a catação é um termo que se refere ao hábito encontrado em vários animais, de buscar, procurar ou catar entre os pelos de outro animal, de sua espécie ou não, ectoparasitas (parasitas que se instalam na superfície do corpo, como por exemplo, piolhos, ácaro vermelho, pulgas, carrapatos e sanguessugas, entre outros).

Tipos de catação em zoologia

  • Catação: Um exemplo é quando um pássaro de uma determinada espécie realiza a catação de ectoparasitas em mamíferos, como elefantes, rinocerontes ou girafas.
  • Catação social: Quando a catação ocorre entre animais da mesma espécie, como por exemplo, entre os primatas, popularmente conhecidos como macacos. Para estes, membros de uma mesma comunidade, a catação tem como finalidade fortalecer o vínculo afetivo e manter a unidade e saúde do grupo.
  • Autocatação: Se o animal decide realizar a catação em si mesmo, esta é chamada de autocatação, tendo como finalidade de manter a higiene de seu corpo.

Separação de misturas – Método da catação

A separação de misturas é a separação de substancias do tipo “sólido-sólido”, que são selecionadas manualmente através de pinça, colher, ou outro objeto que ajude na separação. Como exemplo, podemos citar a catação de grãos bons e ruins de feijão.

O termo catação, também pode ser utilizado para separar diferentes tipos de materiais que compõem o lixo, como o vidro, metais, borracha, papel, plástico, entre outros, destinados à reciclagem.

Dentro do método de separação de sólidos podemos utilizar além da catação, outras formas, cada uma com as suas especialidades e focos diferenciados, como por exemplo, a levitação, dissolução peneiração, separação magnética, ventilação e dissolução fracionaria.