Qual a diferença entre paradoxo e antítese?

Antes de adentrarmos na explicação sobre paradoxo e antítese, é importante saber de um conceito: as figuras de pensamento. Estas fazem parte das figuras de linguagem, que são o resultado de um desacordo entre o que se deseja falar realmente e o que foi dito. É composta, na verdade de desvios que ocultam um estado de consciência. Entre as linguagens de pensamento, estão o eufemismo, a ironia, a litote, a prosopopeia, a antítese e o paradoxo.

Antítese

Quando falamos em antítese estamos nos referindo à exposição de significados ou ideias contrárias, sendo por meio de palavras, frases ou orações. Por exemplo “Ela não chora, ri”, onde há uma oposição entre rir e chorar.

Esse recurso foi muito presente como característica da literatura barroca, como no trecho de Sermão da Sexagésima “… mas esse espírito tinha impulsos para os levar, não tinha regresso para os trazer; porque sair para tornar melhor é não sair”.

Qual a diferença entre paradoxo e antítese?
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Paradoxo

Já quando nos referimos ao paradoxo presente em um texto, o contraste está na ideia em contradição, como no soneto de Camões abaixo.

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer,
É um querer mais que bem-querer,
É um solitário andar por entre a gente,
É um não contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em perder,
É um estar-se preso por vontade,
É servir quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade,
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade
Sendo a si tão contrário o mesmo amor?

Como podemos ver, o texto é cheio de paradoxos, ou seja, cheio de ideias que aparentam ser contraditórias, mas tem explicação que transcende os limites da expressão verbal.

Para melhor entendimento, podemos citar um paradoxo que não envolve as palavras: a amizade entre um cão e um gato. Estes, conceitualmente, não se dão bem, mas vivem bem com a sua antítese – oposição de ideias – de amor e ódio.

Objetivos

Ambas as figuras de linguagem – e de pensamento – descritas neste artigo podem ser usadas para conferir ao texto maior expressividade, demonstrando mais sentimento fugindo da expressão verbal tradicional. Além disso, os textos em que há uma dessas figuras, ou ainda outras, ficam mais interessantes, divertidas e expressivas.

Biografia de Van Gogh

Vincent Van Gogh é considerado um dos pintores mais importantes da história. Nasceu na Holanda, no ano de 1853 e faleceu no ano de 1890. Foi o precursor da pintura de vanguarda, e através das cartas que enviava ao seu irmão chamado Theo, pesquisadores puderam resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho deste excelente e único pintor.

Início da vida de Van Gogh

Aos 15 anos, Van Gogh foi trabalhar para um comerciante de arte, localizado na cidade de Haia, alguns anos depois, foi morar em Londres e posteriormente em Paris.

Van Gogh possuía grande interesse por religião, então decidiu estudar Teologia, em Amsterdã, e logo após a conclusão do curso se tornou pastor na Bélgica, por cerca de seis anos. Por conta desta forte influência religiosa Van Gogh passou a realizar vários desenhos a lápis sempre com o foco nas histórias religiosas.

Com o voto de pobreza declarado, Van Gogh se desfez de todos os seus bens entre os pobres e passou a morar com o irmão Theo, em Haia, no ano de 1880, passando a se dedicar a pintura.

Biografia de Van Gogh
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Van Gogh e Gauguin

No ano de 1886, Van Gogh decide ir para Paris e após dois anos na cidade, resolve mudar-se para Arles, cidade localizada ao sul da França. O pintor decide alugar uma casa e passa a intensificar sua produção, junto ao pintor Gauguin.

O foco era montar junto à Gauguin um centro artístico de pintura naquela região.

Discussões e a perda do lóbulo da orelha

Após um período de boa convivência entre ambos, inicia-se uma fase de brigas e discussões, até que em 1888, Van Gogh em um ato de impulsividade ataca Gauguin com uma faca.

Frustrado e atormentado por se sentir um fracassado e não ser reconhecido como desejava, Van Gogh decide em um ato de loucura cortar o próprio lóbulo da orelha esquerda. Van Gogh embrulhou a orelha em um pedaço de papel e entregou a uma prostituta.

Internação de Van Gogh e o início de seu reconhecimento

Em 1889 o pintor passou a apresentar sinais de disfunção mental, estando tranquilo em um momento e transtornado em outro, com alucinações e delírios.

Foi internado em um asilo por seu irmão Theo, porém não deixou de fazer o que mais amava em sua vida, continuou pintando dentro do asilo, criando obras que cada vez mais se destacavam pela classe artística.

A chegada de seu suicídio

No ano de 1890 Van Gogh parecia estar recuperado, foi morar em Auvers-sur-Oise e voltou a se dedicar freneticamente a pintura, porém em julho do mesmo ano voltou a estar depressivo com a situação financeira que ele e seu irmão enfrentavam.

Atordoado com toda situação Van Gogh decide atirar contra si mesmo, no tórax. Levado ao hospital por amigos que o encontraram, Van Gogh não resistiu e após três dias de internação veio a falecer.

Arte reconhecida

Durante toda sua vida, Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras, sendo reconhecido posteriormente após sua morte.

Curiosidade: Alguns biógrafos dizem que Van Gogh arrancou o seu lóbulo da orelha como espécie de vingança contra sua amante Virginie, após descobrir que ela estava apaixonada por seu amigo Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado seu lóbulo da orelha para Virginie.

Principais obras de Van Gogh

  • Os comedores de batatas;
  • Caveira com cigarro acesso;
  • A ponte Debaixo de Chuva;
  • Natureza morta com absinto;
  • A italiana;
  • A vinha encantada;
  • A casa amarela;
  • Auto-retratos;
  • Retrato do Dr. Gachet;
  • Girassóis;
  • Oliveiras;
  • Vista de Arles, Pomar em flor;
  • A Igreja de Auvers.

Romantismo

O período cultural que ficou conhecido como romantismo teve início no final do século XVIII na Europa, mas que espalhou-se pelo restante do mundo até o final do século XIX. O romantismo despontou principalmente em três países no início: a Inglaterra, Alemanha e Itália. Na França, no entanto, foi o país em que o romantismo ganhou mais forças, e foi por meio deste que o estilo se espalhou.

Características

As principais características do movimento envolvem a valorização da emoção, amor platônico, temas religiosos, história, nacionalismo, liberdade de criação e individualismo, recebendo fortes influências dos ideais iluministas e da liberdade que foi conquistada durante a Revolução Francesa.

O romantismo nas artes

O romantismo e suas características tiveram algumas influências em diferentes formas de expressão de arte. Na literatura, por exemplo, a poesia lírica foi o formato do romantismo nos séculos XVIII e XIX. Nesta época, os poetas faziam muito uso de metáforas, comparações, frases diretas e palavras estrangeiras, abordando temas como a morte e os mistérios que a envolvem, os amores platônicos e os acontecimentos históricos nacionais.

Entre os principais escritores e obras, podemos citar William Blake, com a obra Cantos e Inocência; Goethe, com Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto; William Wordsworth com Baladas Líricas, Victor Hugo com Os Miseráveis e Alexandre Dumas com Os Três Mosqueteiros, entre muitos outros.

Romantismo
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Artes plásticas

As marcas deixadas nas artes plásticas pelo romantismo foram fortes, representando a natureza, os problemas sociais e urbanos, além da valorização das emoções e dos sentimentos. Como artistas importantes da época, podemos citar Eugène Delacroix e Francisco Goya.

Música

A valorização da liberdade de expressão e das emoções, assim como a utilização de todos os recursos da orquestra, marcaram a música do período do romantismo. Eram usados assuntos nacionalistas, folclóricos e populares, onde se destacaram músicos como Ludwig van Beethoven – cujas ultimas obras são consideradas românticas –, além de Fréderic Chopin, Franz Liszt, Franz Schubert, Feliz Mendelssohn, Hector Berlioz, entre outros.

Teatro

A religiosidade, o cotidiano, o individualismo e a subjetividade de Willian Shakespeare foram a forma da manifestação do romantismo na dramaturgia. Neste segmento artístico, Victor Hugo também obteve destaque por levar muitas inovações ao teatro. Além disso, os mais conhecidos dramaturgos do período foram Friedrich von Schiller e Goethe.

O romantismo brasileiro

No Brasil, o romantismo teve início no ano de 1863, quando ainda estava presente a euforia proveniente da Independência do país. Os artistas românticos brasileiros optaram por demonstrar em suas obras as fortes inspirações na natureza, além das questões políticas e sociais do país. Eram valorizados o amor sofrido, a importância da natureza, o cotidiano popular e a religiosidade cristã. A literatura, meio artístico em que o estilo se manifestou mais fortemente, teve três gerações.

A primeira geração, conhecida como nacionalista ou indianista, valorizada muito os temas nacionais e fatos históricos do país, que envolviam a vida dos índios. Estes eram representados como “bons selvagens” e acabaram se tornando símbolo do Brasil. Como autores de destaque, podemos citar Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.

A segunda geração, por sua vez, ficou conhecida como o mal do século. Nessa época, eram relatados os temas amorosos extremos marcados por um pessimismo, a tristeza, uma visão decadente da sociedade e da vida. Muitos dos escritores desta época morreram jovens. Como exemplo de escritores que marcaram o período, podemos citar Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo.

Por fim, a terceira geração, conhecida como condoreira, foi marcada pela forte crítica social. A escravidão, por exemplo, era fortemente criticada por escritores como Castro Alves.

Biografia de Lima Barreto

O escritor, mulato e de família pobre era um aluno brilhante. Seu nome de batismo era Afonso Henriques de Lima Barreto, o menino nasceu em 13 de maio de 1881 e teve seu estudo no Colégio Pedro II devido à proteção que recebia do Visconde de Ouro Preto. Após alguns anos, entrou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde começou a estudar engenharia e foi alvo de muitas críticas, preconceito social e racial. Sua mãe faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas seu pai enlouqueceu quando ele já estudava, fazendo com que desistisse de seu curso para trabalhar e sustentar sua família.

Arrumou um emprego como escrevente copista na Secretaria de Guerra, mas para conseguir mais dinheiro, escrevia textos para os jornais cariocas da época. O autor tinha pensamentos relacionados ao anarquismo militando na imprensa socialista do período em que viveu.

Por ter lido muito depois de concluir o segundo grau, a qualidade de seus textos e de sua produção era excelente, de forma que pode iniciar sua carreira como jornalista. Nesta época, contribuiu com conteúdo de qualidade para diversas revistas como Brás Cubas, Fonfon, Careta, entre outras.

Alcoólatra e depressivo, Lima Barreto chegou a ser internado com problemas psiquiátricos, e faleceu no dia 1 de novembro de 1922, aos 41 anos de idade de um ataque cardíaco proveniente de seu alcoolismo.

Biografia de Lima Barreto
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Estilo do autor

Lima Barreto escrevia desde romances até sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas, sempre buscando abordar em seus trabalhos as injustiças sociais que aconteciam. Foi um dos críticos do regime político da República velha e foi elemento de transição entre o Realismo e o Modernismo. Ele, no entanto, possuía um estilo literário que contradizia os padrões da época, sendo fluente, coloquial e despojado.

Quando vivo, trabalhou com obras que relatavam suas experiências pessoais e denunciou a desigualdade social – em Clara dos Anjos –, o racismo que os negros sofriam – assim como ele mesmo, como mulato –, e também as decisões políticas da época.

Principais obras do autor

Entre suas principais obras, podemos citar “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e ninfa”, “Os bruzundangas”, “Clara dos Anjos” e “Diário Íntimo”.

A obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi sua principal obra e contava a história de Policarpo Quaresma, um funcionário público, nacionalista e fanático que tinha desejos absurdos como de resolver os problemas do país e tornar como língua oficial do Brasil o tupi.

Conjuntos numéricos

A matemática estudada hoje em dia nas escolas precisou de muitas mudanças na organização de conceitos matemáticos para ser estruturada. Os conjuntos numéricos foram estruturados com rigor por Georg Cantor partindo dos números inteiros usados para contar até os mais complexos que são usados em engenharias e áreas igualmente complexas.

Os conjuntos numéricos são, enfim, compreendidos como um conjunto de números cujas características são semelhantes. Confira abaixo alguns dos conjuntos de números.

Conjuntos dos números naturais

Os números naturais compreendem todos aqueles que são inteiros e positivos, inclusive o 0. Representado pela letra N, o conjunto pode ausentar o 0, mas como N*, que representará o conjunto dos números naturais não nulos.

N= {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, …}

N*= {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, …}

Conjunto dos números inteiros

Os números inteiros são todos os números naturais somados aos seus opostos negativos. Esse grupo, representado pela letra Z, possui alguns subconjuntos.

Z = { …, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, … }

Inteiros não negativos

O conjunto de números inteiros não negativos é igual ao conjunto dos números naturais, porém é representado por Z+.

Inteiros não positivos

É o conjunto que somente apresenta os números inteiros negativos, representado por Z -.

Z = { …, -5, -4, -3, -2, -1, 0}

Inteiros não negativos e não nulos

É o conjunto semelhante ao conjunto dos números inteiros não negativos, somente excluindo o zero.

Z*+ = { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, … }

Z*+ = N*

Inteiros não positivos e não nulos

São todos os números do conjunto Z , com exceção do zero:

Z*= {…, -4, -3, -2, -1}

Conjunto dos números racionais

O conjunto dos números racionais e composto por todos os números inteiros acrescidos dos números decimais finitos (3,45, por exemplo), os números decimais infinitos periódicos (repetindo uma sequência de algarismos da parte decimal infinitamente, como 2,040404040404…). Esse conjunto é representado pela letra Q.

Conjunto dos números irracionais

Esse conjunto é representado pela letra I e é composto por todos os números decimais infinitos não-periódicos, como o Pi, por exemplo. O Pi vale 3,14159265… e, além dele, estão inclusos nesse conjunto ainda as raízes não exatas como a raiz quadrada de 2 que dá algo como 1,4142135…

Conjunto dos números reais

Os números reais, representados pela letra R, formam um conjunto com todos os conjuntos explicados anteriormente.

Conjuntos numéricos
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Neoclassicismo

Tendência dominante da arte europeia no final do século XVIII e no começo do século XIX, o neoclassicismo tem como principais características a revalorização dos valores gregos e romanos antigos que possivelmente foi estimulada pelas escavações e descobertas realizadas neste período em sítios arqueológicos de Atenas, Herculano e Pompeu.

Influenciando a arte de todo o ocidente no período, o neoclassicismo teve como base alguns ideais do iluminismo também, buscando os princípios da moderação, equilíbrio e idealismo.

O início

O neoclassicismo teve seus primeiros sinais vistos nas primeiras décadas do século XVIII, tendo uma série de fatores que fizeram com que surgisse na Europa. Esses fatores visavam o combate às últimas formas de manifestação do Barroco e do Rococó. O esgotamento da fórmula barroca, assim como a condenação dos seus excessos, decorativismo fútil, falta de decoro e outros elementos, em conjunto com o grande e crescente interesse pela antiguidade fizeram com que ressurgissem os valores desses tempos antigos, assim como da harmonia, racionalismo e aperfeiçoamento pessoal.

Características nas artes plásticas

Nas artes plásticas, as principais características do neoclassicismo eram o retorno ao estilo greco-romano, culto à teoria de Aristóteles, formalismo, racionalismo, democracia, exatidão nos contornos nas pinturas, sobriedade nos ornamentos e nas cores e pinceladas que não marcavam a superfície.

Neoclassicismo

Obras, autores e características das diversas expressões de arte

Na pintura, podemos citar como exemplo de obra deste período “O Juramento dos Horácios” do artista francês Jacques-Louis David, obra inspirada na história da Roma Antiga. Além deste artista, Dominique Ingres, com obras como “Bonaparte”, “A Bela Célia”, “A Grande Odalisca” e “O Banhista” e outros artistas como Pierre-Paul Prud’hon, Antoine-Jean Gros, Karl Briullov, Andrea Appiani, Benjamin West e muito mais.

Na escultura, as obras visavam inspirar-se no passado e, acima de todos os escultores, destacou-se o italiano Antonio Canova com suas obras que dominavam a cena europeia com estátuas de heróis e figuras mitológicas. Entre suas obras, podemos citar “Perseu com a Cabeça da Medusa” e “Eros revive Psique com um beijo”. Outros escultores como Jean-Antoine Houdon, William Wetmore Story e Richard Westmacott inspiraram-se no neoclassicismo em diversos países.

A arquitetura teve marcas peculiares durante o movimento do neoclassicismo. Suas obras eram feitas com materiais nobres, processos técnicos avançados, mas sistemas construtivos simples. As abóbadas de berço, cúpulas, pórticos colunados entre diversas outras características peculiares.

Na literatura, por sua vez, os textos apresentavam linguagens claras, sintéticas, nobres e gramaticalmente corretas, libertando-se em partes do classicismo anterior. O arcadismo, presente na Itália, em Portugal e no Brasil, foi a principal expressão deste movimento na literatura.

Revolução Verde

Revolução verde foi o nome que recebeu um conjunto de mudanças implantado no segmento agropecuário em países subdesenvolvidos. Seu objetivo principal era solucionar o problema da fome, e é fundamentado na aplicação da biotecnologia para produzir sementes melhoradas, assim como a utilização de fertilizantes, defensivos, adubos, mecanização de campo e tudo que fosse possível para tornar maior a produção dos alimentos no mundo.

O termo usado para designar esse conjunto de mudanças foi criado no ano de 1966 em Washington, mas esse processo aconteceu de fato ao final da década de 1940.

Como aconteceu a revolução?

O desenvolvimento de sementes com especificações para cada tipo de solo e clima, além da adaptação do solo para o plantio foram o principal meio da revolução. Com alta resistência às pragas e doenças, além de ter seu plantio feito com ajuda de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e outros equipamentos, a revolução ajudou a aumentar a produção de forma significativa.

O programa foi idealizado exatamente com o objetivo de aumentar a produção com a implementação de técnicas de alteração genética de sementes, baseando-se no intenso uso dessas, da irrigação e colheita com uso extensivo de tecnologia.

O início da revolução se deu por meio dos avanços tecnológicos do pós-guerra, quando pesquisadores prometiam aumentar a produtividade e resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento.

Revolução Verde

O programa

Com início no século XX, o programa foi iniciado com o convite do governo mexicano para a Fundação Rockfeller para fazer estudos a respeito da fragilidade da agricultura do país. Os cientistas, a partir de então, passaram a desenvolver variedades de milho e trigo que tinham alta produtividade, alcançando para o México um grande aumento na produção. As sementes passaram a ser inseridas em outros países alcançando também excelentes resultados.

A fundação conseguiu, com isso, uma expansão de seu mercado consumidor passando a vender verdadeiros pacotes de insumos agrícolas para países em desenvolvimento como a Índia, o Brasil e o México.

Resultados

Apesar de prometer acabar com a fome nos países em desenvolvimento, este objetivo não foi cumprido pelo programa. Neste sentido, os resultados foram negativos, pois apesar de ter aumentado a produção dos países, acabou criando uma grande dependência destes países pelas sementes modificadas, alterou a cultura dos pequenos proprietários, não resolveu o problema da fome e, de quebra, ainda aumentou a concentração fundiária. Vários problemas sociais não foram resolvidos, apesar de ter gerado os benefícios das tecnologias que trouxeram mais resultados na produção agrícola.

Classicismo

A Era clássica foi dividida em três estilos literários: o Classicismo, o Barroco e o Arcadismo. A época conhecida como classicismo foi marcada por uma doutrina estética de ordem, equilíbrio e simplicidade. Dos povos de movimentos clássicos, temos os antigos gregos, os romanos, depois os franceses, ingleses e muitos outros, sendo que cada um deles possuía características particulares, mas sempre com ideias muito comuns a respeito do mundo, do homem e da arte. Também conhecido como Quinhentismo, o classicismo se deu na época do Renascimento – na Europa do século XV a XVI –, quando ocorreram muitas transformações não só culturais, mas também políticas e econômicas. O classicismo chegou ao fim no ano de 1580 com a o domínio da Espanha sobre Portugal e com a morte do escritor Camões.

Foco

O foco do classicismo está nas faculdades intelectuais, e não tanto nas emocionais quando se refere à criação de uma obra de arte. Esta busca a expressão dos valores universais, e não das ideias individuais ou nacionais.

A inspiração deste movimento se deu com o modelo da Antiguidade Clássica Greco-Romana, além do Renascentismo Italiano, de onde foram tiradas as normas e os princípios.

Principais características

O movimento Classicista teve como principais características a harmonia das proporções, a simplicidade e equilíbrio aplicados na composição, além da idealização da realidade. Além disso, sempre houve a recusa da emotividade e a exuberância decorativa do barroco.

Classicismo

Quando se fala em literatura, pode-se dizer que o classicismo foi um retrato vivo da Renascença, pois estes seguiram de perto a literatura da antiguidade revelando em suas obras uma estrutura formal, rigidez das normas de composição e, além disso, em seu conteúdo, o paganismo, amor platônico, entre outras marcas da tradição mais antiga.

Havia nesse tipo de literatura, a busca por um homem universal, além dos valores greco-latinos, novas medidas e formatos de composição, consciência da nação, entre outras. Escrita basicamente em versos, a literatura classicista apresenta temáticas sempre grandiosas e heroicas, referindo-se à história de um povo. É caracterizada por sua composição que tem proposição, invocação, além da dedicatória, narração e epílogo.

Principais autores e obras

Entre os nomes dessa literatura, temos Luís Vaz de Camões, cuja literatura envolvia poesias tanto líricas quanto épicas, além de peças teatrais. Entre suas obras mais conhecidas, podemos citar “Os Lusíadas”, que é considerada uma obra-prima.

Outros escritores foram destaque, porém não tanto quanto Camões, como Sá de Miranda, Bernardim Riveiro e Antônio Ferreira.

Poluentes radioativos

Há muitos anos começaram as experiências com material nuclear, e isso tem feito com que muitos resíduos fiquem na atmosfera. No entanto, esse material acaba se espalhando pela Terra devido às forças das correntes de ar e, posteriormente, como consequência, isso acaba chegando ao solo e aos oceanos, sendo incorporada e absorvida inclusive pelos seres vivos que aqui habitam. Mas essa não é a única forma de liberação desse material no meio ambiente: existem ainda as usinas nucleares que produz lixo atômico e não tem onde descarta-lo. Esse problema atual tem trazido muitas consequências para o meio ambiente.

Outras formas de emissão

Além das formas citadas acima, há ainda outros meios de emissão. Existem agentes bacteriológicos que atuam na produção desse material quando os adubos são mal acondicionados, ou ainda quando suas embalagens não são tratadas da forma correta. Além disso, os esgotos, quando não tratados, causam bactérias e vírus. Existe ainda a liberação de agentes químicos como os detergentes não biodegradáveis, por exemplo, que contaminam o solo, assim como inseticidas caseiros e muitos outros produtos.

Emissão natural

A emissão natural pode acontecer por meio de agentes físicos, no caso de erosão do solo e perturbações do meio ambiente.  Estas podem passar a liberar gases e produtos químicos com um nível elevado de radiação.

Consequências

Essa poluição é a mais perigosa de todas, pois produz uma contaminação radioativa, ou seja, um efeito químico proveniente de ondas de energia. Essa já está presente no ambiente de formas naturais, em níveis aceitáveis e, passado este nível, sua presença pode ocasionar em muitas doenças à quaisquer organismos vivos com os quais entre em contato.

Entre as doenças, podemos citar leucemia, câncer, perda de cabelo e muitas outras. Além disso, vem o agravante: até então, não existe nenhuma forma de livrar-se dessa contaminação radioativa.

Poluentes radioativos

Poluentes radioativos

Existem no mundo muitos poluentes radioativos, mas entre os mais perigosos, encontramos o estrôncio 90. Este possui uma meia vida relativamente alta, ou seja, o intervalo de tempo em que perde a capacidade de emitir radioatividade é relativamente grande, e, além disso, é metabolizado pelo organismo animal de forma muito semelhante ao cálcio.

A ingestão de leite e ovos contaminados faz com que o estrôncio 90 chegue ao corpo, alojando-se nos ossos. Isso fará com que a atividade da medula óssea seja alterada quanto à produção das células sanguíneas, trazendo sérios riscos de o indivíduo passar por uma anemia muito forte, ou até mesmo de adquirir leucemia.

Ácidos

A definição mais usada para os ácidos é a de Arrhenius: ácidos são substâncias que se ionizam em solução aquosa liberando íons H+. Por exemplo, vamos pegar o ácido clorídrico. Este, em solução aquosa, se decompõe conforme demonstrado abaixo:

Ácidos

Características

Como citamos, os ácidos são substâncias que dão origem a íons quando em solução aquosa. Além disso, neste mesmo meio, são capazes de conduzir eletricidade justamente por se desdobrarem em íons. Com sabor azedo, o limão, o vinagre e o tamarindo são exemplos de elementos que contêm ácidos.

Algumas substâncias conhecidas como indicadores têm a propriedade de alterar suas cores de acordo com o caráter da substância: ácido ou básico. Quando a solução é ácida, os indicadores terão suas cores alteradas. Como exemplo dessas substâncias, podemos citar o tornassol e a fenolftaleína.

Quando em reação com as bases, os ácidos passam por uma reação chamada neutralização, originando sais e água.

Ácidos
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Ácidos orgânicos

Existem alguns ácidos que fazem parte de nossa alimentação, como por exemplo, o ácido acético, presente no vinagre; ácido tartático, presente na uva; ácido málico, presente na maçã; ácido fosfórico, que é utilizado no processo de fabricação de refrigerantes à base de cola; e o ácido carbônico, que é um dos constituintes das águas gaseificadas e refrigerantes.

Ácidos inorgânicos

Ao contrário dos ácidos orgânicos, estes, quando ingeridos, podem inclusive levar a pessoa à morte. Como exemplo, podemos citar o ácido sulfúrico, ácido clorídrico, ácido fluorídrico, ácido nítrico e ácido cianídrico – este último é usado em câmaras de gás para executar pessoas condenadas à morte.

A força dos ácidos

Os ácidos podem ser fracos ou fortes, mas como saber de qual se trata? Isso se deve ao grau de ionização de cada um deles.

Para definir, você pode usar a seguinte regra:

m = número de átomos de oxigênio – número de hidrogênios ionizáveis

Tendo isso em mente, siga a seguinte regra:

m = 3 – ácido muito forte

m = 2 – ácido forte

m = 1 – ácido semiforte

m = 0 – ácido fraco

Atenção: essa regra não se aplica aos hidrácidos. O H2CO3 é uma exceção.

Ácidos fracos

Os ácidos fracos são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente alta. Por exemplo:

Ácidos

Neste caso, temos duas setas que indicam que os sentidos das reações possuem dimensões diferentes – isso posto propositalmente para mostrar que a dissociação dos íons ocorre com menor frequência do que a formação de CH3COOH.

Ácidos fortes

Os ácidos fortes, por outro lado, são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente baixa.

Ácidos

Toda reação é, mesmo que irrisoriamente, reversível e, por isso, foram colocadas duas dimensões diferentes demonstrando que a dissociação dos íons acontece com mais frequência do que a reversão do processo, ou seja, do que a formação de HCl.