Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo

Um grande conflito de interesses aconteceu no século XI, entre a Igreja Católica do Ocidente e a Igreja Católica do Oriente. Desse conflito ocorreu o Cisma do Oriente, que foi um acontecimento que estabeleceu o rompimento dentro da Igreja, onde ambos os lados passaram a defender suas próprias doutrinas, o que persiste até os dias atuais.

Definição

O Cisma do Oriente é um termo dado à divisão da Igreja Católica, que ocorreu em 1054, entre a igreja que era dirigida pelo papa, em Roma, e a igreja que era dirigida pelo patriarca, em Constantinopla.

Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo
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É possível afirmar que o Cisma foi resultado de um constante distanciamento entre as práticas cristãs realizadas pelas duas vertentes do catolicismo, que gerou um conflito entre ambas as partes, além de representar uma disputa pelo poder político e econômico na região mediterrânea.

As sedes da Igreja Católica

Durante a Idade Média, a Igreja Católica possuiu três sedes, uma localizada em Roma, no Ocidente, outra na cidade de Constantinopla, no Oriente e a terceira em Alexandria, no Egito. Esta última acabou perdendo sua importância depois da anexação do Egito ao Império Muçulmano.

Quando o Império Romano ainda estava no poder, foi estabelecido e acordado entre as duas partes da Igreja que a capital do Império seria Roma. Mas mesmo com a Igreja do Oriente concordando, havia ressentimento devido a algumas exigências jurídicas que os papas faziam.

Essas exigências foram mais marcantes entre 1048 e 1054, durante a ocupação do papa Leão IX, mas seus seguidores deram continuidade às suas determinações. E a Igreja do Ocidente passou a se opor ao sistema adotado pela Igreja do Oriente. 

Constantinopla x Roma

Com a discordância do sistema proposto de Igreja do Oriente, em Roma, as duas Igrejas, de Roma e Constantinopla, passaram a ter diversos conflitos ideológicos. Com o passar dos séculos as duas Igrejas cultivaram mais desigualdades culturais e políticas e após vários conflitos chegaram a causar a divisão do próprio Império Romano entre Ocidental e Oriental.

As Igrejas passaram a desenvolver suas próprias características com o tempo, o Império Romano chegou ao seu fim gerando uma nova estruturação. E no Oriente as tradições ainda eram as mesmas na sociedade e a Igreja cultivava a cristandade helenística. Enquanto a Igreja do Ocidente se influenciou pelos povos germanos, a Igreja do Oriente carregou a tradição e o rito grego e integrou, principalmente, o Império Bizantino.

O Cisma do Oriente

A partir do segundo milênio os conflitos aumentaram significativamente. Na Igreja Bizantina, em 1043, o patriarca Miguel Cerulário passou a pregar contra as Igrejas Latinas na cidade de Constantinopla. Alguns anos depois, Roma enviou o Cardeal Humberto para compreender e solucionar o problema em Constantinopla. Mas a crise já tinha tomado um grande espaço e o Cardeal decidiu excomungar o patriarca Miguel Cerulário. Esse ato acabou se estendendo por toda a Igreja Bizantina e o papa Leão IX foi excomungado. Foi neste momento que aconteceu o Cisma do Oriente, também chamado de O Grande Cisma do Oriente, que deu origem à Igreja Ortodoxa, no Oriente, e a Igreja Católica Apostólica Romana, no Ocidente.

Biografia do sultão Saladino

O árabe Salah al-Din Yusuf ibn Ayub, conhecido também como Saladino, foi um dos nomes mais importantes da história durante o período das Cruzadas, mais precisamente durante a Terceira Cruzada, que ocorreu entre os anos de 1189 à 1192.

Quem foi Saladino?

Saladino nasceu no ano de 1138, onde atualmente está localizado o Iraque, e morreu no ano de 1193 na cidade de Damasco, na Síria.

Se tornou conhecido por ser um grande defensor da fé islâmica, além de ser também um astuto comandante e administrador.

No Egito, na Síria e na Palestina se tornou sultão, e reconquistou diversos territórios muçulmanos perdidos durante as Cruzadas.

Biografia de Saladino

 A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada teve início pelo fato de Saladino ter tomado no ano de 1187 a cidade de Jerusalém, com isso o Papa Gregório VIII, expediu o mandato da Terceira Cruzada.

Saladino: um vilão na visão da Igreja Católica

Analisando Saladino pelo ponto de vista da Igreja Católica, o mesmo foi considerado um grande inimigo que ousou desafiar as ordens da Igreja Católica invadindo e dominando Jerusalém e a Terra Santa. Estes foram os principais motivos para ser intitulado como “vilão” aos olhos dos europeus.

Posteriormente os cruzados conseguiram reconquistar Jerusalém, no entanto Saladino se manteve lutando, confrontando por anos os Estados Cruzados, e por muitas vezes conseguiu ser vitorioso.

Fama de conquistador sanguinário

Enquanto isso, no Ocidente, na Europa a fama de Saladino como conquistador sanguinário e matador de cristãos crescia cada vez mais, sendo inclusive comparado ao diabo.

Saladino: um herói na visão muçulmana

Para os muçulmanos, Saladino era um forte representante de seu povo, que lutou pelos preceitos de sua cultura e religião.

Conquistou o Egito, e restaurou o Sunismo (doutrina islâmica), conquistou a Síria, a Palestina, a Mesopotâmia, e ficou conhecido por ser um bom conquistador de terras.

Empregou reformas e construções nos estados que conquistou, sendo marcado como salvador e libertador do povo muçulmano.

Lutou defendendo com afinco contra as investidas de atrocidades causadas pelos cruzados, os quais mataram muitos de seus semelhantes, como também destruíram, roubaram, estupraram, escravizaram e raptaram.

Fama por derrotar três poderosos reis

Se tornou famoso por derrotar durante a Terceira Cruzada os três mais importantes reis da Europa na época, eram eles:

  • Filipe Augusto – França;
  • Ricardo, Coração de Leão – Inglaterra;
  • Barbarossa – Sacro Império Romano Germânico. 

Fim da Terceira Cruzada

Com a morte de Barbarossa e o abandono de Filipe, o rei Ricardo após algumas derrotas, decide assinar um acordo com Saladino para por fim a cruzada.

Então no ano de 1191, chega ao fim a Terceira Cruzada, e no ano de 1193 Saladino vem a falecer. Após sua morte seus súditos decidiram abrir o tesouro real para a realização do enterro de Saladino, no entanto, não havia quase ouro, já que antes de morrer, Saladino havia doado a maior parte de suas riquezas para a caridade.

Dadaísmo

O dadaísmo, também conhecido como movimento dadá, foi um movimento artístico que ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial. Era um movimento artístico da vanguarda artística moderna que teve início no Cabaret Voltaire. O dadaísmo era formado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos. Conheça agora mesmo um pouco mais sobre esse movimento.

O significado

Não se sabe ao certo a origem do termo dadaísmo, porém entre as versões feitas, a mais aceita é a que diz que ao abrir aleatoriamente um dicionário apareceu a palavra dada, que em francês significa “cavalo de madeira”. Mas essa palavra também pode ser utilizada indicando a falta de sentido que pode ter a linguagem, pois é muito comum vê-la sendo usada na fala dos bebês.

O grupo de artistas adotou então esse termo ao movimento, que era claramente contrário à Primeira Guerra Mundial e aos padrões da arte que havia sido estabelecida naquela época.

Quando surgiu?

O movimento do dadaísmo surgiu em um café, em Zurique, no ano de 1916. Neste local os cantores se apresentavam e era permitido recitar poemas. Após a Primeira Guerra Mundial ter iniciado, essa cidade acabou se transformando em um refúgio para pessoas de toda a Europa. Nela se reuniram pessoas de várias escolas como o cubismo francês, o expressionismo alemão e o futurismo italiano. Deste modo é possível observar que o dadaísmo não foi um movimento de rebeldia contra uma escola anterior, mas sim um movimento que passou a questionar o conceito de arte antes da Primeira Guerra Mundial.

Esse movimento surgiu com a intenção de destruir todos os sistemas e códigos estabelecidos no mundo da arte. É possível afirmar que este foi um movimento antipoético, antiartístico e antiliterário, já que questionava as artes. Poucos anos após o surgimento, o movimento se expandiu, alcançando as cidades de Barcelona, Berlim, Colônia, Nova York e Paris.

Dadaísmo
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As principais características

Entre as principais características do movimento, podemos citar:

  • Objetos comuns do cotidiano que eram apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
  • Irreverência artística;
  • Combate às formas de arte institucionalizadas;
  • Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
  • Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
  • Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc.) na composição das obras de artes plásticas;
  • Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.

Os principais artistas

Entre os principais artistas do dadaísmo temos:

  • Tristan Tzara
  • Marcel Duchamp
  • Hans Arp
  • Julius Evola
  • Francis Picabia
  • Max Ernst
  • Man Ray
  • Raoul Hausmann
  • Guillaume Apollinaire
  • Hugo Ball
  • Jean Crotti
  • Marcel Janco
  • Hans Richter

Ondas gravitacionais

Quem é que nunca ouviu a famosa história da maçã que cai diante de Isaac Newton quando ele tem o estalo sobre a gravidade? Apesar de não termos como saber se essa cena específica aconteceu realmente, existem aqueles que acreditam que ele observou a queda de uma maçã e a Lua, dessa forma intuindo que o movimento da fruta e do satélite natural estariam sob a ação da mesma força.

Gravidade

O cientista chegou a uma conclusão correta, pois a gravidade não é responsável apenas por atrair os corpos na superfície da Terra, mas também é a maior influência para que os astros do Universo se movimentem.

Isaac Newton, no entanto, ao fazer essa descoberta, ignorou alguns fatores determinantes com relação à gravidade. Segundo ele, a força da gravidade atua instantaneamente à distância, sem ter qualquer motivo conhecido para ser transmitida de um corpo para o outro. Como exemplo, podemos citar um caso em que a lua tivesse desaparecido. Neste, as marés imediatamente baixariam onde estavam altas anteriormente.

Ondas gravitacionais
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Albert Einstein

Quem deu atenção a essas questões ignoradas por ele foi Einstein, que, em sua Teoria da Relatividade Geral, descreveu uma hipótese a partir da qual deduziu que o tempo e o espaço estariam diretamente relacionados.

Para ele, a força gravitacional deve ser pensada sempre em quatro dimensões, sendo que três delas são as dimensões do espaço – profundidade, altura e largura – e o tempo.

Para quem não consegue imaginar essas dimensões juntas, é possível fazer uma analogia para explicar melhor. Quando você coloca uma bola de boliche e uma bola de gude em uma cama elástica, a menor seria acelerada somente até chocar-se contra a bola maior. Este é o mesmo caso de um meteoro que estivesse próximo a um planeta.

Ondas gravitacionais

No ano de 1974 descobriu-se a existência de um pulsar binário que tinha uma perda de energia mais rápida do que o previsto. Acredita-se, de acordo com estudos de cientistas, que a causa da perda seja causada pelas ondas gravitacionais geradas pelo sistema.

As ondas gravitacionais nada mais são do que ondas que transmitem energia por meio de deformações presentes no espaço-tempo.

Alguns pesquisadores conseguiram encontrar finalmente algumas evidências das ondas gravitacionais que foram causadas pelo Big Bang. Os resultados podem ser comprovados e, se o forem, poderão mudar tudo que já foi conhecido neste campo no mundo da física.

Essas ondulações cósmicas são essenciais para a evolução do Universo, e nada mais são do que perturbações na estrutura do espaço-tempo – na geometria do Universo. Acredita-se piamente que são resultantes do Big Bang, mas, para ser confirmado realmente, é preciso observar a radiação cósmica de fundo efetuada com um satélite que foi lançado em 2009 e chamado de Planck.

Essas ondas, quando comprovadas, serão a prova de que o Big Bang realmente aconteceu. Além dessa, existem muitas provas de que ele aconteceu, mas isso aumentará a confiança teórica e observacional da comunidade de cientistas.

Era Mesozoica

Com o fim do período Permiano se iniciou a Era Mesozoica, que se divide em três períodos:

  • Triássico;
  • Jurássico;
  • Cretáceo.

A Era mesozoica durou aproximadamente 185 milhões de anos, sendo dominada especificadamente pelos dinossauros.

Nesse período os dinossauros tiveram a chance de se desenvolver, evoluindo ao longo do período triássico e, graças a influências climáticas (sobre as quais discorreremos no decorrer deste artigo), os dinossauros puderam crescer durante os períodos jurássico e cretáceo, o qual acompanharemos a seguir.

Era Mesozoica
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Período Triássico

Durante este período, todos os continentes se encontravam agrupados, formando o que chamamos de Pangeia, isto é, um único continente.

Principais eventos

  • Repteis diferenciados, Mais baixos e em sua maioria quadrúpedes;
  • Surgimento de répteis voadores, como os pterossáurios;
  • O Postosuchus foi o réptil dominante da época;
  • Surgimento do primeiro mamífero.

Os primeiros fósseis de animais mamíferos mais antigos datam dessa época, e nesse mesmo período se iniciou o surgimento de diversos tipos de répteis. A temperatura média do planeta era quase o dobro da atual, favorecendo o aparecimento de formações de arenito e evaporito.

Período Jurássico

Neste período ocorreu um aumento no nível da água dos oceanos, dando origem aos mares intracontinentais, principiando-se com isso a divisão da pangeia, isto é, a separação dos continentes.

Principais eventos

  • Surgimento da primeira ave, chamada de Archaeopterys Lithographica;
  • Crescimento abundante das Amonites (moluscos gigantes);
  • Surgimento dos dinossauros.

O período jurássico é marcado pela diversidade de fauna terrestre, aérea e marinha, além do surgimento de sedimentações que culminaram nas reservas petrolíferas contemporâneas.

Período Cretássio

A última separação de continentes ocorreu no período Cretássio, entre a África e a América do Sul.

Principais eventos

  • Surgimento do Tiranossauro Rex, que tinha mais de 15 metros de comprimento e cerca de 6 metros de altura, pesando cerca de 8 toneladas;
  • Primeiras plantas com flor, as chamadas angiospérmicas;
  • Final do período traz a extinção dos dinossauros e outros grupos de organismos.

É um período marcado pela extinção dos dinossauros, fato que marcou o fim da Era Mesozóica. Acredita-se que a extinção de todos os dinossauros foi causada por um impacto de um grande meteoro no planeta Terra e pela modificação climática.

Era Mesozóica – Aspectos gerais

É conhecida como a era dos répteis. O nome Mesozóico é de origem grega, fazendo referência ao meio animal, sendo interpretado como “a idade medieval da vida”. O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmido a partir do período jurássico.

Darwinismo

Darwinismo é o nome dado aos estudos e teorias do naturalista britânico Charles Darwin, que viveu entre os anos de 1809 a 1882. Darwin é considerado o pai da Teoria da Evolução. O termo darwinismo é também conhecido como evolucionismo. Seus estudos surgiram em oposição à ideia do criacionismo, que prega que todos os seres vivos presentes no planeta Terra surgiram da criação de “Deus”, um ser superior.

Seleção natural darwinista

Dentro dos estudos da doutrina darwinista, acredita-se que os ambientes (natureza) selecionam os organismos que sobreviverão, isto é, os mais adequados para habitar determinado ambiente. Darwin deu a isso o nome de “seleção natural”.

As espécies que se mostrarem com mais facilidade para sobreviver em determinado ambiente, serão as que irão se multiplicar e evoluir, sendo os seus descendentes os dominadores daquela região. Já os organismos que não forem capazes de se adaptar em dado ambiente serão, consequentemente, extintos.

Capacidade de reprodução segundo Darwin

Segundo as observações de Darwin, a capacidade de reprodução dos organismos é maior do que a capacidade do meio-ambiente de proporcionar condições para o seu sustento; é o caso de alimentos e um local para se esconder de predadores.

Com base em suas experiências científicas, Darwin percebeu que sempre existirá uma “luta pela sobrevivência”, desta forma sempre encontraremos variações entre as espécies, sendo que uma terá mais facilidade de sobreviver do que outra. Desta forma ocorrerá sempre a propagação de organismos mais adaptados, ao passo que os mais fracos serão naturalmente eliminados.

Darwinismo
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Darwinismo e o mutualismo

Atualmente escutamos muitos naturalistas falando em mutualismo, teoria sintética ou neodarwinismo, que significa dizer que após o descobrimento do DNA humano, percebemos que as mutações genéticas e a seleção natural ocorrem apenas com a finalidade de que novas espécies de seres vivos possam vir a surgir na Terra.

Darwinismo e os animais criados em cativeiro

Aqui Darwin pode perceber que quando os animais são criados em cativeiro, com todos possuindo as mesmas condições ideais para a sua sobrevivência, os animais em tal situação possuem as mesmas chances de sobreviver. Com isso, todos se reproduzem rapidamente, não ocorrendo o que chamamos de seleção natural, tendo em vista a neutralização da ação.

Seleção artificial

Em sua teoria Darwin também observou que a influência do homem durante o processo de criação de animais ocorre conforme suas necessidades, isto é, realizando um tipo de seleção, chamada de seleção artificial. Como exemplo, podemos citar a diferença entre um porco selvagem e um doméstico.

Literatura grega

O pontapé inicial da literatura grega ocorreu na Europa há mais de 2800 anos, e a partir de então teve início sua evolução junto à sociedade global, tornando-se a base de praticamente todos os gêneros literários.

Absorvidos pelos romanos, os notáveis escritores literários gregos da antiguidade, juntamente com os clássicos latinos, assumiram papel fundamental na sociedade, adquirindo o posto de modelos globais, e assim a tradição da literatura ocidental foi desencadeada.

Após iniciado o processo de difusão da literatura grega, veio então a sua distribuição, de acordo com cada momento histórico. Assim, ficaram estabelecidos três extensos períodos: o da antiguidade, o bizantino e o moderno.

Os campos de atuação dos escritos gregos se davam por vertentes que contemplavam a filosofia, as crenças religiosas, além de todos os típicos mitos e temáticas predominantes na época.

Todo esse processo de disseminação da literatura grega culminou influenciando na constituição da literatura universal e nas atividades, estudos e ideologias científicas e artísticas modernas, a exemplo da educação, da psicanálise, do cinema e da arte contemporânea.

Literatura grega
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Aspectos essenciais

  • Visão de mundo bastante objetiva
  • Embasamento pautado por lirismo e sensualidade
  • Relação próxima entre o humano e divino

Escritores e seus tipos de textos

A propagação das obras literárias gregas tomou o planeta Terra e seus principais escritores ganharam notoriedade devido os tipos particulares de escritos produzidos por cada um deles:

  • Homero e Hesíodo – epopeia
  • Pindaro e Safo – poesia
  • Demóstenes – oratória
  • Esopo – fábula
  • Plutarco – biografia
  • Heródoto – historiografia

Homero e sua contribuição literária

Entre todos os escritores gregos que alavancaram a literatura no mundo, Homero é, sem dúvida, o que ficou mais conhecido. Tal fato deve-se à grande influência que algumas das suas principais obras exerceram na vida de muitos admiradores da literatura.

O legado desse poeta épico ganhou o universo, sobretudo, devido a obras como a Ilíada, cuja narrativa se restringe a descrever os embates e conflitos da Guerra de Tróia. Além, claro, de outro escrito: Odisseia. Obra em que Homero tratou de narrar as aventuras de Ulisses no retorno para casa depois do fim da Guerra de Tróia.

Entretanto, nunca foi constatada a existência de Homero. Fato intrigante que desencadeou o movimento denominado de “Questão Homérica”, que passou a estudar dúvidas quanto a existência do poeta e também as suas supostas obras. Contudo, o legado atribuído a Homero passou a servir de fundamentação para grandes nomes da literatura como Virgilio, Joyce e Camões.

Czarismo

Czarismo foi um sistema político que ocorreu na Rússia no final do século 18. Até a revolução de 1917, o país foi governado de forma absoluta pelo imperador russo, Czar Nicolau II. Czar era o título que se dava ao imperador russo.

O regime de czarismo é muito parecido com o absolutismo, onde o imperador russo agia em função da grandeza imperial e da ampliação de seu poder, isto é, governando com poder absoluto.

Czarismo e as classes dominantes

As classes dominantes viveram durante esse período, cercadas de luxo e recheadas de privilégios, como por exemplo, viviam em enormes residências que possuíam arquitetura neoclássica, andavam em carruagens pomposas, belos vestidos e trajes. Além disso, organizavam grandes bailes e ocupavam o topo da pirâmide social.

Mais de 70% dos cargos públicos eram ocupados pelo império, os ricos e poderosos, garantindo a eles uma série de benefícios, como por exemplo, bons salários, impostos menores e até mesmo encaminhar seus filhos com mais facilidades a universidades ou exército.

Czarismo
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Czarismo e a população

Nesse período, a Rússia era gigante em termos territoriais e populacionais, o equivalente a quase quatro vezes o tamanho do Brasil, com uma população de aproximadamente 140 milhões de habitantes. Um país atrasado, onde mais de 80% de seus súditos trabalhavam no campo, no auge da Revolução Industrial.

Com rendas familiares baixas, a pobreza assombrava boa parte da população. Epidemias de cólera exterminavam parcelas significativas da população, onde em sua grande maioria eram analfabetos. Com uma diferença exorbitante entre o “mundo” dos pobres e o “mundo” dos ricos não iria demorar muito até que uma rebelião organizada entre a população miserável estourasse.

Início do capitalismo selvagem

Nicolau II decide modernizar a economia do país, incentivando a industrialização e a construção de um grande sistema de ferrovias. A principal delas, a Transiberiana, ligava a Rússia europeia aos territórios mais distantes da Ásia, sendo quase concluída em 1890.

Para dar conta dos gastos, o regime czarista aumentou ainda mais os impostos da população miserável e buscou altos empréstimos em bancos estrangeiros. Como resultado obteve uma dívida externa exorbitante, e então em questão de pouco tempo a Rússia estaria na mãos de banqueiros ingleses, americanos e franceses.

Entre 1890 a 1900 a população urbana dobrou de tamanho, ocorre o surgimento do proletariado russo e muitos abandonam o campo em busca de qualidade de vida. As atuais jornadas de trabalho chegavam a 15 horas por dia, com baixos salários, sem qualquer tipo de assistência social.

Mudanças no czarismo

Surgem os primeiros partidos de esquerda, e outros grupos passam a se organizar clandestinamente em 1890, reivindicando melhores condições de trabalho. No ano de 1886 ocorre uma greve que contou com mais de 40 mil operários, trazendo como resultados:

  • Reajuste salarial;
  • Redução da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Czar Nicolau II tenta impedir o surgimento de novas organizações operárias, porém sua opressão não mostra qualquer resultado. Entre os grandes líderes de esquerda se destacam dois que entraram posteriormente para a história da Revolução Russa de 1917, o ditador Josef Stálin e Vladimir IIitch Ulianov.

Guerra, pobreza e muita fome

Não bastando todos os problemas que o país russo enfrentava naquele período, em 1904, o país decide entrar em guerra contra o Japão, em busca de controle de territórios localizados no nordeste da China. Nicolau II teve como resultado uma derrota humilhante, onde aproximadamente 4,3 marinheiros perderam suas vidas.

Com o alto custo da guerra, os preços dos alimentos no país alcançou altos índices, e o povo que já estava descontente com o regime czarista, revolta-se ainda mais com Czar.

Em 1905 o ano foi marcado por várias revoltas populares que foram reprimidas por czar com extrema violência.

O fim do czarismo

Em janeiro de 1917 mais de 676.000 mil trabalhadores foram às ruas em greve, e até mesmo as tropas que haviam sido enviadas para acabar com a manifestação acabaram se juntando a eles, marcando o fim do czarismo e o início da União Soviética.

Cinismo

O cinismo (em grego antigo kynikós; em latim cinicus) foi uma corrente filosófica fundada por Antístenes, seguidor de Sócrates, aproximadamente no ano 400 a.C. Para os adeptos do cinismo, os cínicos, o propósito da vida era viver na virtude, de acordo com a natureza. O filósofo Antístenes foi o primeiro a definir o cinismo, sendo seguido por Diógenes de Sinope, que levou esta corrente de pensamento a extremos lógicos e passou a ser considerado como o modelo de filósofo cínico, devido à sua autossuficiência e apatheia diante das vicissitudes da vida, ideais dos cínicos.

Origem do termo

A origem do termo “cinismo” apresenta controvérsias: alguns pesquisadores acreditam que ele é proveniente do Ginásio Cinosarge, espaço em que Antístenes teria construído sua Escola; outros estudiosos afirmam que “cinismo” deriva da palavra grega kynós, que significa “cachorro”, sendo uma alusão à vida destes animais.

De qualquer forma, o termo tem origem no grego Kynismós, passa pelo latim cynismu até chegar aos dias atuais.

A história dos cínicos

Os cínicos gregos e romanos clássicos consideravam que a virtude era inteiramente suficiente para o alcance da felicidade. Os cínicos clássicos seguiram esta filosofia a ponto de negligenciarem tudo que não promovesse a virtude, como a sociedade, o dinheiro, a higiene etc., procurando libertarem-se de convenções e tornando-se autossuficientes, vivendo apenas de acordo com a natureza. Os cínicos rejeitavam noções convencionais de felicidade, como aquelas que envolvem dinheiro, poder ou fama.

Cinismo
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Princípios fundamentais do cinismo

O cinismo é uma das filosofias mais marcantes da filosofia helenística e, embora nunca tenha existido uma doutrina oficial, os princípios oficiais desta corrente filosófica podem ser resumidos da seguinte forma:

  • O objetivo da vida é a felicidade (Eudaimonia) e clareza ou lucidez mental;
  • A Eudaimonia é alcançada ao se viver de acordo com a natureza (Physis);
  • A arrogância é causada por falsos julgamentos de valor, que acarretam emoções negativas, desejos não naturais e caráter vicioso;
  • A Eudaimonia depende de autossuficiência, apatheia, arete, filantropia, paresia e indiferença para com as vicissitudes da vida;
  • A evolução do indivíduo dá-se através de práticas ascéticas, que ajudam-no a se livrar de influências – como riqueza, fama ou poder – que não têm valor na natureza;
  • Os adeptos da filosofia cínica praticam o descaramento ou a desfaçatez, desfigurando as leis, os costumes e convenções sociais aceitos pela sociedade como corretos;
  • A sabedoria maior consiste na ação, não apenas no pensamento.

Biogeografia

Biogeografia é a ciência responsável pelo estudo da distribuição dos seres vivos no espaço geográfico e através do tempo geológico, buscando apreender os padrões de organização espacial e os processos que resultaram em determinadas disposições biológicas. A biogeografia agrega os conhecimentos de diversas outras ciências, tais como a biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.

O objeto central da Biogeografia é o estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais atuam no desenvolvimento da vida.

Histórico da biogeografia

A origem da Biogeografia está nos estudos do naturalista, geógrafo, antropólogo e biólogo britânico Alfred Russel Wallace, desenvolvidos no arquipélago malaio. O pesquisador descreveu inúmeras espécies daquele local e percebeu que, ao norte, em determinada região, as espécies tinham relação com espécies do continente asiático; enquanto que, nas ilhas localizadas mais ao sul, as espécies eram relacionadas com espécies do continente australiano.

Esta conclusão resultou em uma subsequente delimitação e mapeamento das regiões pesquisadas e estudadas por Wallace. Mais tarde, tais regiões receberam o nome de “Linha de Wallace”.

A Biogeografia, enquanto teoria científica, também cresceu com a contribuição dos trabalhos de outros pesquisadores, a saber: Alexander Von Humboldt, Hewett Cottrell Watson, Alphonse de Candolle, Philip Lutley Sclater, dentre outros biólogos e exploradores.

Biogeografia
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Divisão didática da biogeografia

O botânico De Candolle dividiu a Biogeografia em suas subáreas: A Biogeografia Ecológica e a Biogeografia Histórica.

  • Biogeografia ecológica: Cabe a esta subárea estudar como os processos ecológicos que ocorrem a curto prazo agem sobre o padrão de distribuição dos organismos e explicar esta distribuição em função de suas adaptações às condições atuais do meio;
  • Biogeografia histórica: Esta subárea estuda como os processos ecológicos que ocorrem a longo prazo agem sobre o padrão de distribuição dos seres vivos e explica esta distribuição em função de fatores históricos.

As regiões biogeográficas terrestres

Seguindo a linha do estudo inicial realizado por Wallace, as diversas regiões do planeta passaram a ser gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas, resultando na divisão de oito grandes regiões biogeográficas da parte continental do planeta Terra. São elas:

  • Região Paleártica – Europa, norte da África até o Deserto do Saara, norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão;
  • Região Neoártica – Toda a América do Norte, incluindo a Groelândia, até o centro do México;
  • Região Neotropical – Desde o centro do México até o sul da América do Sul;
  • Região Afro-tropical ou Etiópica – África sub-saariana e o sul da Península Arábica;
  • Região Indo-malaia – Subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia;
  • Região Australiana – Indonésia Oriental, Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia;
  • Região Oceânica – As demais ilhas do Oceano Pacífico;
  • Região Antártica – O continente e o oceano com o mesmo nome.