Movimento circular

Na mecânica clássica, um movimento circular é aquele em que o objeto ou ponto material se desloca em uma trajetória circular. Existe uma força centrípeta que muda o vetor velocidade de direção e é continuamente aplicada para o centro do círculo, sendo também responsável pela aceleração centrípeta, que é orientada para o centro da circunferência-trajetória.

De acordo com a ausência ou a presença de aceleração tangencial, o movimento circular é classificado em movimento circular uniforme (MCU) e movimento circular uniformemente variado (MCUV).

Grandezas angulares

Para fazermos a análise dos movimentos circulares, é necessária a introdução de novas grandezas, que são chamadas de grandezas angulares, medidas sempre em radianos.

As grandezas angulares são as seguintes:

  • Deslocamento/espaço angular: φ (phi);
  • Velocidade angular: ω (ômega);
  • Aceleração angular: α (alpha);
  • No caso do MCU existe ainda o período T, uma propriedade também utilizada no estudo dos movimentos periódicos.
Movimento circular
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Equações do movimento circular

São três as equações que determinam o movimento circular:

  • Posição angular: S = φ .R, onde R é o raio da circunferência;
  • Velocidade angular média: ωm= Δφ/Δt;
  • Aceleração centrípeta: ac = v2/R, onde R é o raio da circunferência.

Movimento circular uniforme (MCU)

No movimento circular uniforme, o corpo descreve uma trajetória circular, podendo ser uma circunferência ou um arco de circunferência. A velocidade escalar permanece constante e a velocidade vetorial apresenta módulo constante, porém com direção variável. Já a aceleração tangencial é nula (at = 0), ao contrário da aceleração centrípeta (ac ≠ 0).

No MCU, o módulo da aceleração centrípeta é escrito da seguinte maneira: ac = v2/r, onde r é o raio da circunferência descrita pelo móvel.

Um corpo em movimento circular uniforme apresenta um movimento repetitivo, pois passa de tempo em tempo no mesmo ponto da trajetória. Trata-se de um movimento periódico, em que dois conceitos são muito importantes: frequência e período.

A frequência é o número de voltas que o corpo desenvolve em um determinado tempo (f = 1/T).

O período é o tempo gasto para se completar um ciclo (T = 1/f).

Movimento circular uniformemente variado (MCUV)

No MCUV, a velocidade é variável e a aceleração angular constante é diferente de zero.

As equações angulares do MCUV são as seguintes:

formula-3, onde θ e θ0 são, respectivamente, a posição final e inicial da partícula.

formula-2, onde ω ω0 são, respectivamente, a velocidade angular final e inicial da partícula.

formula-1

formula

Queda livre

O movimento de queda livre vem sendo estudado desde 300 a.C, com o filósofo grego Aristóteles. O filósofo afirmava que se duas pedras, uma mais pesada que a outra, fossem soltas de uma mesma altura, a mais pesada atingiria o solo mais rapidamente.

A afirmação de Aristóteles foi aceita como verdadeira durante vários séculos, até que por volta do século XVII, um físico e astrônomo italiano chamado Galileu Galilei contestou tal afirmação.

O experimento de Galileu Galilei

O físico Galileu Galilei era considerado o “pai da experimentação” e acreditava que as hipóteses feitas pelos cientistas deveriam ser comprovadas pelo método científico, isto é, por meio de experimentos e cálculos. Somente após a experimentação é que determinada afirmação poderia ser tida como verdadeira.

Ao realizar um experimento bem simples, Galilei pôde descobrir que a afirmação de Aristóteles não se verificava na prática. O experimento do físico italiano foi o seguinte: da Torre de Pisa, ele abandonou, da mesma altura e ao mesmo tempo, duas esferas de pesos diferentes, e acabou comprovando que ambas atingiam o solo no mesmo instante.

Ao realizar este experimento, Galileu Galilei confirmou que a afirmação de Aristóteles estava errada e teorizou a respeito da queda livre dos corpos: todos os corpos, independente de seu peso, caem juntos ao serem soltos de certa altura.

Após realizar outros experimentos de queda de corpos, o astrônomo percebeu que os corpos atingiam o solo em diferentes instantes e, a partir desta observação, lançou a hipótese de que o ar exercia a ação de uma força que retardava o movimento do corpo.

Anos mais tarde a hipótese de Galilei foi comprovada experimentalmente. Quando dois corpos são abandonados de uma mesma altura, no vácuo ou no ar com resistência desprezível, o tempo de queda é o mesmo para ambos, mesmo que eles tenham pesos diferentes.

Queda livre
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Equações da queda livre de um corpo

Na Física, o movimento de queda livre dos corpos é uma particularidade do movimento uniformemente variado. Trata-se de um movimento acelerado, como provado pelo físico, astrônomo e matemático italiano Galileu Galilei.

O movimento de queda livre sofre a ação da aceleração da gravidade. Esta aceleração é representada por g e é variável para cada ponto da superfície da Terra. No estudo da Física, desprezando-se a resistência do ar, o valor da aceleração da gravidade é constante e aproximadamente igual a 9,8 m/s².

As equações que determinam o movimento de queda livre são as seguintes:

v = g.t     e      d = g.t²/2

Área das figuras planas

O cálculo da área das figuras planas faz parte dos conceitos relacionados à Geometria Euclidiana, que teve início na Grécia Antiga e foi fundamentada no estudo do ponto, da reta e do plano.

Este cálculo propõe-se a saber qual é a área da extensão de uma figura bidimensional, como um retângulo que pode representar a superfície de uma mesa, por exemplo.

Área é o nome dado à medida de uma superfície e a referência de unidade usada é o metro quadrado (m²).

Neste artigo, vamos abordar o cálculo da área das figuras geométricas planas mais comuns, e a área será representada pela letra S.

Cálculo da área de um triângulo

Um triângulo é um polígono de três lados e três ângulos. O cálculo da sua área pode ser feito multiplicando-se a base pela altura, que é obtida tomando por base a ponta do triângulo até a sua base.

Área das figuras planas

No triângulo equilátero, que é aquele que possui os três ângulos internos iguais, o cálculo da área pode ser feito pela seguinte fórmula:

Área das figuras planas , onde l representa a medida dos lados.

Cálculo da área de um retângulo

O retângulo é um quadrilátero equiângulo, isto é, possuem todos os ângulos internos iguais e os lados opostos também são iguais. No caso de um retângulo que apresenta todos os seus quatro lados iguais, trata-se de um tipo especial chamado de quadrado.

Por ser um paralelogramo, o cálculo da sua área usa a fórmula:

Área das figuras planas

Cálculo da área de um paralelogramo

Um paralelogramo é um quadrilátero que possui lados opostos iguais e paralelos. Podemos obter a área desta figura ao multiplicarmos a base pela altura. Observe a fórmula a seguir:

formula, onde h representa a altura e b a base.

Cálculo da área de um losango

O losango é um tipo especial de paralelogramo, pois além de apresentar todos os lados opostos iguais e paralelos, possui os quatro lados iguais, todos os ângulos internos iguais e as diagonais perpendiculares, o que possibilita a sua divisão em quatro triângulos iguais.

Observe a imagem a seguir:

 

Área das figuras planas

Caso as medidas de h e b estejam disponíveis, basta utilizar a mesma fórmula do paralelogramo para conhecer o valor da área. Caso contrário, devemos considerar a área de um dos quatro triângulos formados. Consideremos o seguinte: a base b é a metade da diagonal e a altura h é a metade da diagonal. Assim, para calcularmos a área total, multiplicamos o valor da área do triângulo por quatro.

Área das figuras planas

Ao simplificar, temos que:

Área das figuras planas

Cálculo diferencial

O cálculo diferencial, assim como o cálculo integral, surgiu a partir do teorema fundamental do cálculo. Os outros tipos de cálculos são subordinados a estes, o que os torna as principais áreas do cálculo. Conheça agora um pouco mais sobre o cálculo diferencial, como ele surgiu e como ocorre na prática.

Etimologia

A palavra cálculo, na Roma antiga, era calculus, que significa uma pequena pedra ou seixo que era utilizado para a contagem e para o jogo. O verbo latino, calculare significa “figurar”, “computar”, “calcular”.

Definição

Atualmente o cálculo é um sistema de métodos para resolver problemas quantitativos de uma natureza particular, como por exemplo no cálculo de probabilidades, no cálculo de variações e etc.

O cálculo diferencial trabalha com o estudo das taxas com que as grandezas mudam. Ele é uma das duas principais áreas do cálculo. Isaac Newton e Gottfried Leibniz, os criadores do cálculo moderno, formularam independentemente o teorema fundamental do cálculo que relaciona a diferenciação e a integração. Desta forma, o cálculo diferencial e o cálculo integral estão ligados pelo teorema fundamental do cálculo, que afirma que a diferenciação é o processo inverso da integração.

Cálculo diferencial
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A origem do cálculo

Alguns afirmam que o cálculo foi inventado pelos dois grandes gênios do século XVII, Isaac Newton e Gottfried Leibniz, porém o Cálculo é um produto de um longo processo evolutivo que teve seu início na Grécia Antiga e continuou evoluindo no século XIX.

Tanto Newton quanto Leibniz foram homens que contribuíram grandemente na matemática, tiveram uma importância decisiva, porém o Cálculo não teve início com eles. Esses dois reconheceram e exploraram a intrínseca relação entre o problema da tangente a uma função f(x) e a área sob esse mesmo gráfico, que naquela época ainda não era compreendida corretamente.

É possível afirmar que Newton e Leibniz foram os primeiros a compreender profundamente o teorema fundamental do cálculo. Este teorema diz que a solução do problema da tangente pode ser utilizada para resolver o problema da área. Este, provavelmente, é o teorema mais importante da matemática, que foi descoberto por ambos, porém independentemente um do outro. Mesmo tendo sido os dois que fizeram a descoberta, Leibniz levou os méritos por apresentar um trabalho mais claro. Estudiosos que os sucederam uniram os raciocínios de ambos para criar então uma arte de resolução de problemas de poder e versatilidade de impressionar.

Biografia de Donatello

Donatello foi um escultor italiano do período do Renascimento Cultural que ficou muito famoso. Ele trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua. Usava diversas técnicas para confeccionar esculturas em baixo relevo com variados materiais, como o mármore, bronze e madeira. Conheça agora um pouco mais sobre esse escultor que faz parte da história.

Nascimento

Donato di Niccolo di Betto Bardi, mais conhecido como Donatello, nasceu em 1386, na cidade de Florença, na Itália. Ele se tornou um dos ícones do Renascimento, que foi o movimento cultural vigente da época.

Era filho de um tecelão de lã, que se chamava Niccolo di Betto Bardi. Sua família era muito modesta. Donatello e seu pai eram muito diferentes, o escultor foi educado inicialmente na casa da família Martelli. E os seus primeiros conhecimentos artísticos vieram do treinamento que ele recebeu em uma oficina de ourives. De 1402 a 1404 ele esteve em Roma com Brunelleschi estudando os clássicos, ainda quando jovem, trabalhou por um curto período na oficina do artista Lorenzo Ghiberti,

Primeiros trabalhos

De 1404 a 1407, Donatello foi ajudante de Lorenzo Ghiberti na porta norte do Battistero. No ano seguinte, trabalhou na obra do Duomo de Florença, neste fez a estátua de Davi em mármore, com uma coroa de amaranto e membros alongados, apoiado em uma só perna ao qual corresponde uma torção do busto, e as mãos realistas. Em 1416, a estátua foi transportada para o Palazzo Vecchio.

Entre os anos de 1409 e 1411, esculpiu o “São João Evangelista”, uma composição clássica, mas humana e apoiada em estudos anatômicos, que viriam a ser um importante modelo do Moisés de Michelangelo.

Em 1411, trabalhou a pedra para a Igreja de Orsanmichele. De 1411 a 1412 fez o “São Marcos”. Em 1417, completou uma estátua de “São Jorge” comissionado pela guilda dos artesãos de armaduras, pois eles queriam uma figura que apresentasse suas armas.

Por volta de 1423, esculpiu o “São Ludovico em Tolosa”, que foi inserido em um tabernáculo de ordem coríntia.

Biografia de Donatello
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Trabalhos posteriores (1422 – 1440)

Em 1422 produziu a Madona Pazi, que se localiza em Berlim. Três anos depois fez o “Crucifixo” de madeira da igreja de Santa Cruz de Florença. De 1425 a 1427, ajudou Michelozzo no monumento fúnebre do Papa João XXII, O Battistero, onde fez a figura de bronze do defunto. Em 1427, em Pisa, elaborou os painéis de mármore do monumento fúnebre do “Cardeal Brancacci” para uma igreja de Nápoles.

Em Siena, durante 1425 e 1427, forneceu os relevos com “O Banquete de Herodes” e as estátuas “Fé” e “Esperança”. O “Davi” de bronze veio em 1430, essa obra foi realizada pela comissão de Cosme de Médici. Essa estátua pode representar tanto Davi da bíblia, quanto o deus Mercúrio.

Entre 1431 e 1433, em Roma, fez o “Tabernáculo do Sacramento” para a basílica de São Pedro. Voltando para Florença, trabalhou para o Duomo. Em 1435 produziu a “Anunciação” para a igreja de Santa Cruz.

Entre 1437 e 1443 fez os “            Apóstolos”, “Confessores” e “Mártires”. Fez ainda os santos “Cosme e Damião”, que eram patronos dos Médici e santos “Estevão e Lorenço”.

Em 1438, esculpiu a estátua de “São João Batista”, em Veneza. Em 1440 ele fez o “Busto de um Jovem com Camafeu” e a tumba de Niccolo e Fioretta Martelli.

Os seus últimos anos

Entre 1443 e 1450, ergueu em Pádua, uma estátua para Erasmo da Narnj. Quando retornou a Florença em 1453, fez a “Madalena” em madeira, que hoje está no museu Duomo.

“Giuditta e Oloferne”, criados em bronze, foram iniciados para a catedral de Siena, mas acabaram sendo destinados ao jardim do palácio Médici na Via Larga.

Depois de terminar um “São João Batista” para o Duomo, Donatello teve sua última encomenda, dois púlpitos de bronze para a igreja de São Lourenço, “Púlpito da Ressureição” e “Púlpito da Paixão”. Foram projetados por ele, mas executados com ajuda de outros. Em 1466, em Florença, o escultor morre.

Bioluminescência

Você já ouviu falar em bioluminescência? Este é um fenômeno que faz com que alguns organismos vivos possam emitir luz. Um exemplo de ser vivo que passa por esse fenômeno é o vagalume, um inseto que emite uma luz. Conheça um pouco mais sobre esse fenômeno e tire as suas dúvidas agora.

Definição

Bioluminescência é uma palavra híbrida, que vem do grego bios, que significa vida, e do latim “lumen”, que significa luz. É um fenômeno de emissão de luz por organismos vivos.

Esta é uma forma de ocorrência natural de quimioluminescência, onde a energia resultante de uma reação química é lançada sob a forma de emissão de luz. Este fenômeno acontece em parte dos seres vivos, com exceção dos vertebrados de vida terrestre (como os anfíbios, as aves, os répteis e os mamíferos) e plantas superiores.

Bioluminescência
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Como ocorre?

Na bioluminescência acontece uma transformação da energia química em energia luminosa, o que faz com que os seres emitam luz. Esse fenômeno ocorre em diversos grupos de organismos, desde os vertebrados e invertebrados marinhos, até os micro-organismos.

Estudos bioquímicos desse fenômeno revelam que ele varia bastante, geralmente dependendo da ação de uma enzima, a luciferase, sobre um substrato, a luciferina. Elas reagem entre si, com a oxidação de um substrato pelo oxigênio e liberam luz.

Nos insetos, como o vagalume, por exemplo, além de luciferina e luciferase, é preciso ainda ter a presença de ATP (trifosfato de adenosina), que é consumido durante a emissão de luz. Essa é uma reação altamente específica para ATP, e não ocorre com outros compostos fodforilados. Os vagalumes produzem luciferina (que é um pigmento), que reage com o oxigênio para criar luz, e luciferase (que é uma enzima), que age como catalisadora da reação, para a acelerar. Essa reação é mediada algumas vezes por cofatores, como iões de cálcio ou ATP. A reação química pode acontecer tanto no interior quanto no exterior das células. Nas bactérias, a expressão de genes que são relacionados com a bioluminescência é controlada por um operão, chamado “operão Lux”.

Características e curiosidades

Veja agora algumas características e curiosidades da bioluminescência:

  • É uma forma de luminescência ou emissão de “luz fria”;
  • Menos de 20% da luz gera radiação térmica;
  • Algumas formas são mais brilhantes (ou só existem) à noite, seguindo um ritmo circadiano;
  • A bioluminescência não-marinha é raramente encontrada;
  • A forma de bioluminescência terrestre mais conhecida é o vagalume;
  • Estima-se que 90% da vida abissal produz, de alguma forma, bioluminescência;
  • Grande parte da emissão de luz desses seres pertence ao espectro de luz azul e verde, cores que mais facilmente se transmite pela água do mar;
  • Algumas espécies emitem vermelho e infravermelho e o gênero Tomopterise emite a luz amarela;
  • Não deve ser confundida com fluorescência, fosforescência ou refração de luz.

Economia açucareira

A cana de açúcar foi uma das principais riquezas que Portugal encontrou no Brasil, quando ainda era sua colônia. A economia açucareira movimentou a colônia que com o cultivo da cana de açúcar fez com que se tornasse um local economicamente viável. Conheça agora um pouco mais sobre esse assunto.

O início

A partir do ano de 1530, muitas pressões econômicas e políticas fizeram com que Portugal passasse a modificar a tônica de sua dominação sobre as terras brasileiras. Portugal tentava proteger o território dos invasores e ao mesmo tempo potencializar a exploração econômica da colônia. Desta forma, o governo português buscou formas em que fosse possível transformar a colônia em um lugar economicamente viável.

Como a colônia brasileira não possuía uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais, Portugal teve que preparar todos os recursos como a mão de obra e a tecnologia necessárias para a exploração das terras. Ao observar as características do solo brasileiro e a procura pelo açúcar em todo continente europeu, os portugueses decidiram investir no cultivo da cana de açúcar.

O cultivo da cana de açúcar foi viabilizado por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e as grandes propriedades.

Economia açucareira
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A instalação da economia açucareira

A instalação da economia açucareira no Brasil se deu principalmente devido a expansão da demanda que provocou um sensível aumento dos preços do açúcar. Outros fatores que fizeram com que o cultivo da cana de açúcar fosse escolhido foi a experiência que os portugueses adquiriram com a produção das ilhas atlânticas, o solo, clima e regime de chuvas que eram bastante favoráveis, principalmente no litoral nordestino, a existência do tráfico africano para mão de obra escrava e a aliança com o capital flamengo. Quem financiou a instalação dos engenhos na colônia, o transporte, refino e comercialização do açúcar na Europa foram os holandeses.

As fazendas e propriedades

Nas colônias açucareiras haviam diversos tipos de fazendas e propriedades. A grande propriedade senhoril, também chamada de engenho, constituía-se de quatro edificações que eram características da época: a casa grande, a senzala e o engenho. Haviam ainda as fazendas livres, que eram médias e pequenas propriedades, e as fazendas obrigadas, que eram terras que os senhores de engenho cediam a um colono. Este tinha a obrigação de moer a sua cana no engenho do senhor e deixar com ele mais da metade da sua produção.

Foi essa organização econômica que definiu como seria a sociedade nos primeiros séculos da História do Brasil, uma sociedade patriarcal, conservadora, escravista, miscigenada e geradora da imobilidade social.

A decadência da economia açucareira

O processo de decadência da economia açucareira no Brasil teve início na segunda metade do século XVI, e está ligada diretamente à concorrência da produção antilhana. Quando os holandeses foram expulsos da colônia brasileira, em 1654, montaram um complexo produtor de açúcar. Neste complexo passaram a desenvolver técnicas modernas que possibilitaram o aumento da produtividade com um custo menor de produção, gerando assim um menor preço para o mercado.

O Brasil não se adaptou à nova concorrência e perdeu a condição de primeira exportadora mundial de açúcar e passou a ocupar a quinta posição.

Número de ouro

O número de ouro ainda é um mistério para os matemáticos, alguns afirmam que esse número possui características divinas, é como uma dádiva pois suas aplicações são ilimitadas. Também é conhecido como número Phi e é utilizado desde tempos remotos. Quer conhecer um pouco mais sobre esse número? Continue lendo!

Definição

O número de ouro, também conhecido como número Phi (lê-se o ph com som de f), razão áurea, razão de ouro e divina proporção, é um número irracional que se torna muito misterioso e enigmático, isso acontece porque ele surge em uma infinidade de elementos da natureza na forma de razão, conhecida como razão áurea. Esta razão é considerada por muitos estudiosos uma oferta de Deus ao mundo, pois não conseguem explica-la.

A origem

A origem do número de ouro é muito remota, ele existe há tanto tempo quanto os registros históricos conseguem alcançar. Há diversos registros desde a antiguidade em que é possível mostrar a presença desse número.

Se voltarmos ao Egito Antigo, no tempo da construção das pirâmides, é possível afirmar que as pirâmides de Gizé foram construídas tendo como base a razão áurea, onde a razão entre a altura de uma face e a metade do lado da base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. O templo de Parthenon, que foi construído entre 447 e 443 a.C., possui a razão de ouro no retângulo que contem a fachada.

Número de ouro
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Sua representação e fórmula

O número de ouro é representado por uma letra grega, phi (onde o som do ph é f), esta letra grega é a inicial do nome de Phídas (Fídas), que era um escultor e também arquiteto. Ele foi encarregado da construção do Parthenon, localizado em Atenas.

A fórmula que resume a razão áurea e se chega ao número de ouro é:

Número de ouro
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Onde pode ser encontrado?

A razão áurea foi utilizada pelos pitagóricos na estrela pentagonal, Endoxus, que era um matemático grego, utilizou os seus estudos sobre proporções para estudar a secção áurea, Fibonacci usou a razão áurea na solução do problema dos coelhos e criou a famosa sequência de números de Fibonacci, Leonardo Da Vinci utilizou a razão áurea para atingir a perfeição de suas obras.

Mas a quantidade de aplicações possíveis para o número de ouro não pode ser feita de forma precisa. Este aparece também nas flores, diversos tipos de plantas, nas conchas, em triângulos, retângulos e muitas outras obras da natureza e do homem.

Sequência de Fibonacci

Provavelmente você já deve ter ouvido falar na sequência de Fibonacci. Esta é uma das principais sequências que existe e está presente em nosso cotidiano, até mesmo na natureza. É possível encontrar essa sequência até em filmes de ficção como O Código Da Vinci. Quer saber mais sobre ela? Continue lendo e descubra agora mesmo!

Sequência

Uma sequência é todo conjunto ou grupo em que os seus elementos estão escritos em uma determinada ordem lógica. Por exemplo:

A sequência dos números ímpares = 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13…

A sequência dos números pares = 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12…

A sequência dos múltiplos de 5 = 0, 5, 10, 15, 20, 25, 30…

Essas sequências podem ser classificadas como finitas ou infinitas.

Leonardo de Pisa e a população de coelhos

Leonardo de Pisa (1170 – 1250), também conhecido como Fibonacci, era um famoso matemático italiano que criou uma sequência que tem o seu nome. Esta foi criada a partir da observação do crescimento de uma população de coelhos.

Sequência de Fibonacci
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O matemático começou a pensar sobre quantos coelhos teria em um ano, para esse estudo ele partiu dos seguintes pressupostos:

  • Inicialmente haveria apenas um casal de coelhos;
  • Os casais só amadurecem sexualmente após o segundo mês de vida;
  • Não haveriam problemas genéticos no cruzamento consanguíneo;
  • Todos os meses, cada casal dá à luz a um novo casal;
  • Os coelhos não morrem.

Com essas condições, Fibonacci pode notar que a partir do terceiro mês a quantidade de coelhos no mês seguinte era igual à soma desses dois meses anteriores. Isso aconteceu pois no primeiro mês havia apenas um casal de coelhos, como a maturidade sexual só era atingida a partir do segundo mês, no mês continuava a ter apenas um casal de coelhos. No terceiro mês haveria o nascimento de mais um casal, totalizando assim dois casais. No quarto mês, com o nascimento de mais um casal, gerado pelo primeiro casal (já que o segundo ainda não teria amadurecido sexualmente), teremos três casais. No quinto mês, mais dois casais são gerados, totalizando cinco casais. Seguindo essa lógica e fazendo os cálculos, ao final de um ano seriam 144 casais de coelhos.

A sequência de Fibonacci na natureza

Sequência de Fibonacci
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Fibonacci ficou fascinado com a sua descoberta e passou a procurar na natureza essa sequência, além dos coelhos, ele achou a sequência nas conchas dos caramujos, no camaleão, no elefante, girassol, pinha, pétalas de rosas entre outros.

Maré vermelha

A maré vermelha é também conhecida como floração, lagoa vermelha e rio vermelho. Acontece em função da aglomeração, um desequilíbrio ecológico de microalgas dinoflageladas, devido à multiplicação destas. Isto é, são espécies de algas tóxicas, chamadas de Gonyaulax catenella.

No entanto a existência deste evento não condiz necessariamente com a denominação de seu nome (maré vermelha), tendo em vista que a coloração da água pode variar em sua superfície. A cor pode variar de avermelhada como para tonalidades marrons.

Onde ocorre o fenômeno da maré vermelha?

O fenômeno da maré vermelha pode ocorrer tanto na água salgada como na água doce. No Brasil, este fenômeno acontece muito nos estados de Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso.

Maré vermelha
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Por que acontece este fenômeno?

Suas principais causas podem estar relacionadas às seguintes situações, sendo elas:

  • Alteração na salinidade da água;
  • Oscilação térmica da água;
  • Excesso de sais minerais decorrentes de escoamento de esgoto (alterando as condições bióticas da zona pelágica, que fica de zero a duzentos metros de profundidade);
  • Fartura de nutrientes;
  • Pouca profundidade (com o rápido processo de re-suspensão de sedimento pela ação dos ventos e a migração diurna do fundo para a superfície nesses ambientes, sob elevadas temperaturas, aumenta a ocorrência de células vegetativas no plâncton).

A aceleração da reprodução acoplada à aglomeração das algas, com proporcional incidente de morte faz com que ocorra um efeito em cadeia na fauna aquática de um determinado local, liberando substâncias tóxicas em alta concentração. Estas substâncias são capazes de envenenar a água e os organismos e animais que ali vivem.

Diminuição de oxigenação da água

Através do grande número de algas dinoflageladas, ocorre um bloqueio efetuado por elas impedindo a passagem de luminosidade dentro do mar, atenuando o processo fotossintético com a diminuição de oxigênio na água.

Consequências que podem causar ao ser humano

A maré vermelha pode trazer danos à saúde do ser humano, tais como:

  • Diarreia;
  • Problemas respiratórios;
  • Problemas de circulação;

Estes sintomas podem ser causados, caso o indivíduo tenha se alimentado de algum animal que tenha sido eventualmente intoxicado pela maré vermelha, como por exemplo, ostras, peixes e camarões.

Alimentos vendidos assim causam um grande prejuízo à produtividade pesqueira, financeiramente e economicamente. Prejuízos como tornar a água imprópria para o banho e lazer, limitando os turistas e banhistas da região.