Todos os posts de André Luiz Melo

Simón Bolívar – Um líder latino-americano

Nascido em 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela, Simón José Antonio de La Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco se tornou um dos homens mais admirados pelo povo latino-americano. O venezuelano foi o responsável pelas revoluções que desencadearam a independência do seu país de origem e também da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Nascido na aristocracia colonial, Bolívar teve a oportunidade de conhecer importantes obras filosóficas greco-romanas e as iluministas. Ele foi um homem que recebeu exímia educação dos seus tutores.

O começo de uma longa trajetória

Após perder os pais, quando ainda tinha nove anos, Bolívar ficou sob os cuidados de um tio. Este enviou Simón para estudar na Espanha, isso aos 15 anos. Já dentro do território espanhol, o garoto latino-americano conheceu María Teresa Rodríguez Del Toro y Alayza. Em 1802, ambos se casam e, pouco tempo depois, após retorno a Venezuela já com a esposa, María morre de febre amarela e deixa Bolívar viúvo, após este episódio fez um juramento para jamais voltar a casar.

Anos mais tarde, em 1804, ele volta para a Espanha. Já no continente europeu, Bolívar assistiu de perto a proclamação de Napoleão para o cargo de imperador da França. Foi nesse momento que venezuelano passou a não mais respeitar Napoleão, o qual ele passou a enxergar como traidor das ideologias republicanas. Tempos depois, antes de retornar a Venezuela em 1807, Bolívar fez uma rápida visita aos Estados Unidos.

Simón Bolívar - Um líder latino-americano
Foto: Reprodução

Em 1808, o imperador francês Napoleão promoveu um extremo ato de revolução popular na Espanha, movimento o qual ficou conhecido como Guerra Peninsular. Enquanto isso, na América, movimentos regionais tomavam forma para lutar em combate ao novo rei, o qual era irmão de Napoleão.

Independência da América espanhola

Era chegado, então, o momento de Caracas declarar independência, como assim fez, e nesse mesmo período Bolívar participava de uma missão diplomática em território inglês. No retorno, o líder latino realizou um discurso favorável à independência da América espanhola.

Em 1811, exatamente no dia 13 de agosto, o militar Francisco de Miranda comandou forças patriotas que conquistaram vitória em Valencia. Todavia, um ano depois, após inúmeros fracassos militares, Miranda acabou sendo entregue às tropas espanholas por dirigentes revolucionários.

Foi Bolívar quem escreveu o “Manifesto de Cartagena”, este que reforçava a ideia que Nova Granada deveria dar auxílio à libertação da Venezuela. Após invadir a Venezuela em 1813, ele passou a ser considerado Libertador. No mesmo ano, Bolívar conseguiu tomar Caracas, em junho, e proclamou a segunda república venezuelana, em agosto.
Ele foi também o responsável por organizar o Congresso de Angostura, este que fundou a Grande Colômbia (atual Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá) e concedeu a Bolívar o cargo de presidente. Em 1822, sob forças espanholas, o norte da América do Sul foi libertado depois da vitória de Antonio José de Sucre.
Em agosto de 1824, após conversas com José de San Martín e Sucre, consegue-se então desbaratar o exercito espanhol. Já em 1825, Sucre organizou a criação do Congresso do Alto Peru e, nomeada em homenagem a Bolívar, a República da Bolívia. Um ano depois, Bolívar concebia o Congresso do Panamá.
Por fim, no ano de 1829, a Colômbia e Venezuela se dividiram, enquanto que o Peru derrubou a Constituição bolivariana. Já a província de Quito, adotando o nome de Equador, se tornou uma nação independente.

Amor platônico

Amor platônico. Certamente não é a primeira vez que você ouve falar sobre esse assunto e tenha certeza, também não será a última. Esse tipo de amor teve sua origem a partir da concepção do antigo filósofo grego Platão (350 a.C.).

Segundo o ideal de Platão, o amor platônico seria plenamente puro, baseado na virtude, desprovido de interesse e paixões (essas consideradas ilusórias, falsas, materiais e efêmeras).

A obra “O Banquete”, que foi assinada por Platão, no século IV a.C., foi onde surgiu a expressão “platônico”. Na publicação, o filósofo tratou de explicar sobre as distintas formas de compreender e praticar o amor.

Amor impossível

Com o passar dos tempos, o significado atribuído por Platão à expressão “amor platônico” foi perdendo espaço. De tal modo que, atualmente, é compreendida como a representação de um amor impossível ou mesmo não correspondido.

Trata-se de expressar um amor à distância que, por alguma razão, é impossível estar próximo, mas que é considerado perfeito e completamente fantasioso, cheio de idealizações.

Amor platônico
Foto: Reprodução

Identificando o amor platônico

Iniciado sempre de forma involuntária, um amor platônico é mais passível de ocorrer durante a adolescência ou ainda na juventude adulta, sobretudo alcançando pessoas com autoestima baixa, que apresentem timidez, vivam no isolamento, tenham dificuldade em se relacionar com a pessoa amada e que sejam introvertidas.

Elevar a pessoa amada a um nível inatingível. Assim é o amor platônico na sua vertente do impossível. Sensações como a inibição emocional, a imaturidade e a insegurança fazem parte da vida de quem possui esse amor.

As dores causadas por esse amor

O temor de entrar em um sofrimento pode ser um dos causadores de um amor platônico. Em determinadas situações, para algumas pessoas se torna menos doloroso conviver com um amor assim do que encarar possíveis decepções e tristezas em um relacionamento real.

A ocorrência do amor idealizado pode não ser tão dolorosa de encarar, mas isso depende se a pessoa envolvida tem a consciência de que toda a idealização criada inexiste, de fato, na realidade, uma vez que na maioria dos casos a pessoa amada sequer sabe dos sentimentos existentes por ela.

Globalização – Um fenômeno de progresso mundial

O processo de globalização, conforme o nome já demonstra, se dá em escala global, mundial. Integrar e unir os aspectos econômicos, culturais, sociais e políticos de nações distintas é o que caracteriza a globalização.

O encurtamento das distâncias provocado pelo progresso ocorrido nos meios de transporte e de telecomunicações foi um dos fatores, se não o principal, para o avanço da globalização, uma vez que, no princípio, realizar uma viagem internacional, ou mesmo estabelecer contato entre continentes, eram situações que exigiam dias, semanas.

Um acontecimento no continente europeu, por exemplo, no passado levava quase dois meses para chegar ao conhecimento dos brasileiros, enquanto que hoje isso ocorre em tempo real.

Surgimento

O início do movimento de globalização se deu como alternativa para servir ao capitalismo, sobretudo, nos países considerados de primeiro mundo, os desenvolvidos. Isso ocorreu como forma dessas nações buscarem novos mercados de exploração comercial, uma vez que o consumo interno vivia em baixa.

Assim, o processo de globalização corresponde ao estágio mais avançado do sistema capitalista. Depois da queda do socialismo, o capitalismo ganhou forma e poder no mundo, e isso foi estimulado, sobretudo, pela era da globalização, principalmente nas esferas social e econômica.

Globalização - Um fenômeno de progresso mundial
Foto: Reprodução

As inovações tecnológicas desse período acrescentadas do fluxo comercial internacional foram determinantes para a integração das nações, ou seja, para a globalização.

O avanço da tecnologia

Processos de inovação, considerados de revolução, sobretudo na área das telecomunicações e na informática, foram determinantes para acelerar a globalização. Por meio das redes de telefonia fixa, móvel, televisão, internet, fax, rádio, entre outras, a disseminação de informações e dados entre corporações, empresas e instituições financeiras, interligando os centros mercadológicos e comerciais do globo, se tornou rápido e bastante eficiente.

A modernização dos meios de transporte foi um dos principais fatores do fluxo comercial internacional, sobretudo o transporte marítimo, este responsável pela maior parte das transações comerciais entre os países (processo de importação e exportação).

Esse meio de deslocamento de bens e mercadorias é dotado de um grande aporte de carga, o que possibilita a difusão de mercadorias em várias partes do globo. Ou seja, um mesmo produto é comercializado em vários países do mundo.

Assim, o processo de globalização foi responsável por facilitar as relações comerciais entre diferentes nações, e ainda possibilitou a formação dos chamados blocos econômicos, os quais têm o papel de se fortalecer perante o mercado internacional.

Cultura de massa – Uma indústria de alienação

Certamente você deve ter ouvido falar na expressão “cultura de massa”, ou ainda “indústria cultural”, esta segunda que veio em substituição a primeira. Ambas traduzem a ideia que compreende alcançar a massa popular, a grande parte de uma população.

Ultrapassando qualquer que sejam os limites social, étnico, etário, psíquico e de gênero. Assim, a cultura de massa se dá por meio da veiculação de algum conteúdo pelos veículos de comunicação (jornal, rádio, TV e internet), esses que são dotados do poder de atingir toda, ou quase toda, uma população.

O início de tudo

Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Guarde bem esses nomes. Essa dupla de judeus filósofos alemães, ambos integrantes da Escola de Frankfurt, foram os precursores do que chamamos de “indústria cultural”.

Adorno e Horkheimer, quando na criação dessa expressão, já previam como a, à época, recém-desenvolvida mídia iria ser aplicada como armamento complementar nas batalhas travadas durante a Segunda Guerra Mundial. Tais filósofos, inclusive, foram vítimas de perseguições nazistas, o que os forçou a fugir para os Estados Unidos.

A chegada do século XX representou um divisor de águas para o setor cultural. Foi a partir desse período que surgiram os novos meios veículos de comunicação que, por sua vez, deram origem a cultura de massa, esta que desbaratou todas as outras vertentes culturais que predominavam até então.

Mas, com o nascimento do século XX e, com ele, dos novos meios de comunicação, estas modalidades culturais ficaram completamente submergidas sob o domínio da cultura de massa. Veículos como o cinema, o rádio e a televisão, ganharam notório destaque e se dedicaram, em grande parte, a homogeneizar os padrões da cultura.

Cultura de massa - Uma indústria de alienação
Foto: Reprodução

O que essa cultura representa?

Palavras como entorpecente, hipnotizante e indutiva definem, subjetivamente, a cultura de massa. A mesma é projetada no indivíduo humano de tal modo que este a internalize praticamente de forma compulsória. Desprezando, em muitos casos, valores éticos e morais.

O contemporâneo pensador francês Edgar Mortin sintetiza a cultura de massa como uma espécie de produto do poder industrial, algo pronto e padronizado para o consumo imediato, como forma de satisfazer os interesses de quem o produziu.

Essa chamada indústria cultural age por meio de apelos visuais e sonoros, formados por imagens e símbolos que contemplam, de forma a alienar, sobretudo as menos esclarecidas, mentes dos indivíduos com mensagens e ideias pré-definidas.

Números-índices

Utilizados com frequência por economistas, engenheiros e administradores, os números-índices são medidas estatísticas capazes de estabelecer comparações de conjuntos de variáveis que se relacionam entre si. São também os números-índices os responsáveis por permitir a obtenção de um quadro sintetizado das alterações significativas em áreas afins, a exemplo dos preços de matérias-primas, dos produtos acabados, volume físico de produto, entre outros.

A partir da utilização de números-índices é possível determinar: 1) As variações que se passaram ao longo do tempo; 2) As diferenças entre lugares; 3) As disparidades entre categorias afins, a exemplo de produtos, organizações, pessoas, entre outras.

Influência e aplicação

Na área de administração, os números-índices exercem papel fundamental, sobretudo no que se refere a frequente desvalorização de uma moeda e quando o processo de crescimento econômico promove alterações continuadas nos hábitos dos consumidores. Tudo isso colabora para a ocorrência de transformações qualitativas e quantitativas na composição da produção nacional e de cada empresa.

Já na economia, a aplicação dos números-índices é essencial como um mecanismo de extrema utilidade para economistas, tanto para solucionar problemas relacionados tanto a microeconomia como a macroeconomia. Como exemplo, nessa área é possível constatar como exemplo, por meio dos números-índices, a precisão de se obter até que ponto o preço de algum produto foi elevado com relação aos preços dos outros produtos em um mesmo mercado econômico.

Enquanto que se a necessidade for estabelecer a inflação se fará necessário aferir a elevação dos preços dos vários produtos como um todo, por meio do índice geral de preços.

Números-índices
Foto: Reprodução

Compreendendo o conceito de relativo

O total em dinheiro gasto a cada 12 meses (um ano), se comparado a determinado ano base, sofre variação de um ano para o outro em decorrência das alterações no número de unidades comparadas dos diferentes artigos, assim como por causa das alternâncias nos preços unitários de tais produtos. Assim, constituem-se três variáveis, são elas: valor, quantidade e preço. De forma que o valor corresponde ao resultado do produto entre o preço e a quantidade.

Aplicação de índices agregativos ponderados

Um problema comum quando o assunto são os índices ponderados -além da fórmula a ser empregada para expressar as alterações de preço e de quantidade dos bens- é o critério para a fixação dos pesos correspondentes a cada um dos deles. A consideração levantada pelos métodos mais utilizados tem como fundamento a cooperação de cada bem no valor transacionado total. Esta é estabelecida, geralmente, respeitando dois critérios: o peso fixo na época básica ou o peso cambiante no período atual.

Entendendo o índice de Laspeyres (método da época Básica)

O índice de Laspeyres nada mais é do que a representação de uma média ajuizada de relativos, em que os aspectos que determinam isso são constituídos segundo preços e as qualidades da época básica. Assim, no índice de Laspeyres o fundamento que ajuíza os relativos é a época básica. Por isso tal menção na nomenclatura do método.

Pré-Modernismo

Situado ao longo na história nas duas décadas iniciais do século XX, o período literário do pré-modernismo precedeu o movimento modernista de 22. Na essência, esse período não é considerado uma escola literária. O Pré-Modernismo é definido como uma corrente de autores que, após se identificarem como não correspondentes a nenhuma das estéticas predominantes no final do século XIX, lançaram produções impactantes, retratando novas ideologias temáticas/estilísticas na literatura.

Características do Pré-Modernismo

  • Ruptura com o academicismo
  • Ruptura com o passado e o parnasianismo
  • Predominância da linguagem coloquial
  • Exposição da realidade social brasileira
  • Regionalismo e nacionalismo
  • Marginalidade dos personagens (sertanejo, caipira, mulato)
  • Temáticas históricas, políticas, econômicas e sociais

Brasil – Autores pré-modernistas

O pré-modernismo foi o período em que os autores elevaram o tom no que tange a sociedade e aos estilos literários que existiam até então. Inúmeros escritores pré-modernos deixaram de lado a linguagem formal do arcadismo e, se utilizando de uma abordagem coloquial, passaram a explorar temáticas históricas, sociais, econômicas e políticas, sobretudo devido o instante pelo qual o Brasil passava, época da República do café com leite e outras revoluções.

Pré-modernismo
Euclides da Cunha | Foto: Reprodução

Euclides da Cunha (1866-1909)

Ocupante da cadeira de número sete na Academia Brasileira de Letras de 1903 a 1906, Euclides Rodrigues da Cunha foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro.

Obra destaque:

Os Sertões: Campanha de Canudos (1902), escrito regionalista, separado em três partes: A Terra, o Homem, A Luta. A obra expressa a vida do sertanejo e a Guerra de Canudos (1896-1897) no interior do Estado da Bahia.

Graça Aranha (1868-1931)

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e um dos fomentadores da Semana de Arte Moderna de 1922, José Pereira da Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense.

Obras destaque:

  • Canaã (1902)
  • Malazarte (1914)
  • A Estética da vida (1921)
  • Espírito Moderno (1925)

Monteiro Lobato (1882-1948)

Um dos mais famosos escritores do século XX, José Bento Renato Monteiro Lobato foi um escritor, editor, ensaísta e tradutor brasileiro. Sua fama é decorrente, sobretudo, das obras infantis de cunho educativo.

Obras destaque:

  • Sítio do Pica-pau Amarelo (1920-1947)
  • Urupês (1918)
  • Cidades Mortas (1919)

Lima Barreto (1881-1922)

Escritor e jornalista brasileiro, Afonso Henriques de Lima Barreto ficou mais conhecido como Lima Barreto. Autor de uma obra crítica atrelada às temáticas sociais, o escritor desbaratou o nacionalista ufanista e teceu críticas ao positivismo.

Obra destaque:

Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911). Obra com linguagem coloquial pela qual o autor critica a sociedade urbana da época.

O processo cíclico das rochas na Terra

No planeta Terra predominam três tipos de rochas, as quais são denominadas de ígneas, metamórficas e sedimentares. De tal modo que as características das mesmas se prezam por estarem em constante modificação de um tipo para o outro, uma espécie de ciclo conhecido como ciclo das rochas.

De ígneas para sedimentares

Devido os movimentos do planeta, inúmeras rochas ígneas são compostas há centenas de quilômetros no interior da superfície terrestre e, ao longo de anos e mais anos, acabam por emergir. Tais sedimentos rochosos sofrem interferência da ação de agentes naturais externos, a exemplo dos ventos, da água, das chuvas, da luz do sol, entre outros.

Assim, as características dessas rochas acabam por se modificarem e, tal processo de modificação do solo por agentes naturais externos é conhecido como intemperismo, cuja consequência disso têm-se as rochas sedimentares. Essas são compostas ao passo que os sedimentos formados pelo intemperismo se aglutinam nos fundos de lagos e rios.

O processo cíclico das rochas na Terra
Foto: Reprodução

De sedimentares para metamórficas

As camadas do globo, com o passar do tempo, se sobrepõem e tais rochas sedimentares se acumulam em extensas profundidades. De tal modo que as mesmas passam a sofrer interferências devido a pressão do planeta e suas altas temperaturas internas. Esse processo as torna mais duras e assim passam a ser classificadas como rochas metamórficas.

De metamórficas em ígneas

A pressão e as altas temperaturas do interior da Terra podem provocar transformações ainda maiores nas rochas. De tal modo que as metamórficas podem passar por processos de calor até o seu derretimento (processo de fusão) e formação de lavas. Ao passo que essas lavas endurecem há a composição das rochas ígneas

Modificações diretas

Também é possível que ocorra o inverso desse processo. Ou seja, que as rochas ígneas sofram novas alterações e se transformem novamente em metamórficas. Do mesmo modo que é possível que as rochas metamórficas não se aqueçam, mas que surjam na superfície e passem por ações do intemperismo e se formem rochas sedimentares.

Entretanto, rochas sedimentares não podem se transformar diretamente em ígneas, isso porque as mesmas antes precisam passar pelo estágio de metamórficas e, somente depois poderão se alterar para ígneas.

Teoria dos mundos

Durante a Guerra Fria, ocorreu a separação dos países em todo o planeta Terra, quando os mesmos passaram a ser classificados segundo os seus aliados. Assim, as nações do globo passaram a ser separadas em “três mundos” (entre 1945  e 1990), a partir dos sistemas de produção e dos níveis de desenvolvimento.

A designação atribuída às subdivisões do mundo seguia o critério de grandeza econômica de cada nação. De tal modo que os países considerados ricos, mais desenvolvidos, ocupavam o posto de “primeiro mundo”, enquanto que na classificação de “segundo mundo” estavam as nações do antigo bloco socialista. Já os demais países faziam parte do “terceiro mundo”.

Primeiro Mundo

Situavam no estágio de “primeiro mundo” países cuja economia é capitalista e possui avançado grau de desenvolvimento econômico. Destacam nesse posto nações como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Holanda, entre outros.

Segundo Mundo

Segundo embasamento da Teoria dos Mundos, as nações do antigo bloco socialista são as que integram o chamado “segundo mundo”. Os integrantes desse posto são os países consagrados com economia planificada (socialista). Com exemplo desse grupo é possível identificar a antiga União Soviética.

Teoria dos mundos
Foto: Reprodução

Terceiro Mundo

Nesse bloco incluem-se as nações capitalistas consideradas não ricas, atrasadas socialmente e economicamente devido a desproporcionalidade nas suas relações comerciais com países do “primeiro mundo”.

São nações que, geralmente, exportam manufaturas (matérias-primas) a um valor bem reduzido e importam manufaturas industrializadas e tecnologia a um alto custo, promovendo um agravamento no cenário de desigualdade social. Como exemplo de nações consideradas de “terceiro mundo” pode-se identificar a Argentina, México, Brasil, Egito, Índia, Arábia Saudita, entre outros.

Pós-comunismo

Devido a queda da União Soviética, o fim do regime socialista em grande parte do planeta e a integração das antigas nações do “segundo mundo” no leste europeu, o “segundo mundo” acabou inexistindo. De tal modo que, a partir de então, a divisão do mundo passou a ser renomeada em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos.

  • Desenvolvidos – São os países que integram o antigo “primeiro mundo”. São ricos, industrializados e apresentam alto índice de desenvolvimento humano, qualidade de vida.
  • Emergentes – Integram esse grupo as nações ricas e industrializadas, mas que ainda carregam problemas sociais e econômicos, a exemplo do Brasil.
  • Subdesenvolvidos – Nesse bloco fazem parte os países pobres e com baixo desenvolvimento humano, além de larga dependência externa e economia primária.

Unidades de medidas

A presença das unidades de medidas é uma constante no cotidiano de todo ser humano. Tanto para constatar a extensão de objetos e coisas, além de distâncias, áreas, a prática de medição numérica é muito comum. A unidade básica mais utilizada é o metro.

Entretanto, a utilização de um elemento de medida ou de outro depende da dimensão do que vai se medir. Há casos, por exemplo, em que o metro se torna obsoleto para precisar a extensão de coisas objetos/áreas muito extensas, fazendo-se necessário medir por meio do quilômetro.

Por outro lado, há situações em que o metro configura um elemento de medida grande demais para delimitar algo cuja dimensão é mínima, sendo preciso, assim, a utilização de unidades menores como o centímetro, milímetro. Todos esses conceitos se aplicam a outros sistemas de medida como área e volume, por exemplo.

Unidades de medidas
Foto: Reprodução

Unidades de comprimento

Chamados de unidades secundárias de comprimento, os múltiplos e submúltiplos do metro possuem, consequentemente, valores e símbolos diferentes. Confira no esquema abaixo.

Unidades de comprimento

Conversão de medidas de comprimento

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 10. Exemplo: 5 m = 50 dm.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 10. Exemplo: 5 m = 0,5 dam.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m = 500 cm / 5 m = 0,005 km.

Unidades de área

Unidades de área

Conversão de medidas de área

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 100. Exemplo: 5 m2 = 500 dm2.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 100. Exemplo: 5 m2 = 0,05 dm2.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m2 = 500 cm2 / 5 m2 = 0,005 km2.

Unidades de volume

Unidades de volume

Conversão de medidas de volume

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 500 dm3.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 0,05 dm3.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m3 = 500 cm3 / 5 m3 = 0,005 km3.

Compreendendo o litro

Uma medida de volume bastante conhecida do dia a dia da sociedade e que equivale a 1 dm3. Assim é compreendido o litro.

  • 1 litro = 0,005 m3 => 1 m3 = 1000 litros
  • 1 litro = 1 dm3
  • 1 litro = 1.000 cm3
  • 1 litro = 1.000.000 mm3

Por dentro do Sistema Internacional de Unidades (SI)

Fundamentado em seis unidades básicas, o Sistema Internacional de Unidades (SI) possui o metro como unidade fundamental de comprimento. Entretanto, para cada unidade há também as unidades secundárias, essas representadas por meio do acréscimo de um prefixo, a partir da proporção da medida, à nomenclatura da unidade principal. Confira abaixo:

  • Tera = T
  • Giga = G
  • Mega = M
  • Quilo = k
  • Hecto = h
  • Deca = da
  • Deci = d
  • Centi = c
  • Mili = m
  • Micro = m
  • Nano = n
  • Pico = p
  • Fento = f
  • Atto = a

Nomenclatura científica

Estudantes de biologia e áreas afins sempre enxergam a nomenclatura científica como sendo um tanto complexo. Entretanto, se aprofundar nas regras e diretrizes da nomenclatura é fundamental, sobretudo para utilização em trabalhos internacionais, uma vez que tais nomenclaturas passaram a ser empregadas de forma unificada em todo o mundo, a partir de 1901, com base em produções científicas realizadas pelo naturalista Lineu.

Por dentro das regras essenciais

  • Uma espécie científica é sempre binominal. O que significa que esta será sempre formada por dois nomes, em que o primeiro representa o gênero e o outro a espécie.
  • O primeiro nome de uma espécie, em hipótese alguma, representa a família, pois esta representa uma categoria mais extensa e envolve vários gêneros.
  • A identidade de uma espécie será sempre constatada por apenas um nome científico.
  • Qualquer que seja o nome da espécie, esse será sempre o mesmo em qualquer parte da Terra.
  • As nomenclaturas científicas são sempre em latim, visto que essa é uma língua imortalizada e, por isso, não é mais passível de modificações em sua grafia ou pronúncia.
  • O nome científico deve sempre estar escrito de forma destacada, em geral sempre se utiliza o estilo itálico.
  • Se utilizado de forma isolada, sozinho, a denominação do gênero irá se referir a todas as espécies inseridas no mesmo.
  • Quando se quer referir a uma determinada espécie, a nomenclatura da mesma deve ser antecipada com o nome do gênero.
  • A denominação do gênero precisa ser escrita sempre com letra maiúscula, enquanto que o da espécie com grafia minúscula.
  • Após já ter sido citado em um trecho, uma nomenclatura pode ser reescrita no mesmo texto de forma que o primeiro nome seja abreviado.
Nomenclatura científica
Foto: Reprodução

Outras regras importantes

  • Toda espécie é possível de ter variedades ou subespécies. Exemplo: A. palmatum atropurpureum.
  • É possível que algumas espécies apareçam com a denominação do gênero, mas sem indicar a espécie. Isso ocorre devido poucas pesquisas  sobre tal ou mesmo em casos de espécies novas.
  • Em casos de espécies cujo nome foi modificado, tal denominação original não passa a ser esquecida, mas permanece válida enquanto sinônimo.
  • Caso um segundo nome que foi dado a uma espécie seja verificado, posteriormente, como errado, o nome original vota a ter predominância.
  • É normal que determinadas letras apareçam entre as nomenclaturas, a exemplo de “var” (variedade), “x” (espécie híbrida de junípero), entre outras.