Biografia de Leonel Brizola

Leonel Brizola, mais conhecido como Brizola, nasceu na data de 22 de janeiro 1922, no povoado de Cruzinha. Estudante de engenharia, entrou no recém-fundado Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, em agosto de 1945, apoiando a política social de Getúlio Vargas.

Universitário atípico

Era considerado um universitário atípico, uma vez que não concordava com seus colegas de ideais comunistas ou udenistas. Se identificava com a classe trabalhadora e tinha orgulho de sua origem popular.

Ainda estudante, foi eleito Deputado Estadual, e foi uma das principais vozes da classe trabalhadora na Assembleia Constituinte do Estado do Rio Grande do Sul.

Brizola e o casamento

Casou-se no ano de 1950, com Neuza, irmã de Jango. Getúlio Vargas foi um dos padrinhos da cerimônia.

Getúlio e Brizola

Getúlio decide sair em sua campanha eleitoral pelo Brasil, levando consigo, como assessores, Jango, Brochado da Rocha e Brizola, conhecidos também como “Jardim de Infância” do Presidente.

Biografia de Leonel Brizola
Foto: Reprodução

Torna-se um líder de esquerda

No decorrer de suas lutas, Brizola se afirmou ainda mais como importante líder brasileiro de esquerda, convocando forças progressistas a se unirem com ele, em uma Frente Nacional de Libertação, contra as lutas que chamavam de anti-imperialistas, no combate a espoliação estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Candidatou-se a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro e obteve a maior votação já registrada na história.

Líder popular

Participou assiduamente em reformas de base e na reforma agrária. Mobilizou a Frente Parlamentar Nacionalista, pela UNE e pela CGT. Apoiou as principais lideranças de esquerda, inclusive por Prestes, Arraes e Julião. A partir de então, as forças progressistas se dividiram em duas partes. De um lado o governo lutava por reformas fundamentais, e de outro lado Brizola utilizava o rádio e percorria todo o Brasil em pregações, mobilizando o povo para forçar as forças estruturais. Os seguidores de Brizola organizaram em “Grupos de Onze”, estruturando em locais de moradia e de trabalho para o ativismo político radical.

Golpe militar de 1964

Brizola no Rio Grande do Sul articulou um movimento de resistência armada, ao lado do general Ladário, comandante do 3° Exército. Optou pelo exilio no Uruguai e após 15 anos de exilio, Brizola continuou com sua luta organizada armada contra a ditadura militar.

Sua volta ao Brasil

No ano de 1982, Brizola retornou ao Brasil com a volta das eleições diretas, se candidatou a Presidente da República, ficando em terceiro lugar, atrás de Collor e Lula, que disputaram o segundo turno, onde Collor conquistou a posição de Presidente.

No ano seguinte disputou o governo do Rio de Janeiro, e foi eleito pela segunda vez. No ano de 1994, ele tenta novamente a eleição para Presidente, porém, sua carreira política estava abalada ao ter apoiado o Presidente Fernando Collor de Melo que sofreu Impeachment.

Fim da carreira política

Seu prestígio foi diminuindo. No ano seguinte se candidatou como vice-presidente na chapa de Lula, mas foi Fernando Henrique Cardoso que conseguiu a reeleição.

Em sua última década Brizola continuou envolvido na política, porém sem grandes feitos. Após uma viagem ao Uruguai retornou ao Brasil com uma infecção intestinal e forte gripe.

No dia 21 de junho de 2004, Brizola sofreu um enfarto agudo do miocárdio e faleceu.

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