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Biografia de Demócrito

Demócrito foi um filósofo, historiador e cientista atomista grego que viveu entre os anos de 460 a 360 a.C. Nascido em Abdera, localizado na costa do Mediterrâneo, se tornou muito conhecido por sua teoria atômica. Além disso, Demócrito se mostrava muito interessado pela história, linguística, meteorologia, astronomia e vários outros assuntos, evitando apenas temas como política e religião. Na cidade de Abdera, foi discípulo e sucessor de Leucipo de Mileto, além de ser autor de grandes textos científicos.

Demócrito e suas viagens

Por ser muito rico, viajou muito em função de seus estudos, se tornando um dos maiores sábios da antiguidade. Existem registros de viagens onde Demócrito passou pelo Egito, Grécia, Pérsia, Babilônia, índia e Etiópia.

De acordo com sua trajetória, historiadores informam que certa vez ele se decepcionou ao chegar a Atenas e descobrir que nenhuma pessoa daquela cidade já teria ouvido falar dele.

Curiosidade: Hoje em dia a cidade de Atenas possui um laboratório em sua homenagem, chamado de Laboratório Demócrito de Pesquisa Nuclear.

Biografia de Demócrito
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Teoria do Atomismo

Junto com Leucipo e Epicuro, Demócrito defendeu a doutrina do atomismo, que informava que toda matéria, isto é, todos os elementos do universo são formados de átomos rígidos infinitamente pequenos, que variam de tamanho e forma e que estão em constante movimento para a formação dos corpos. Estes átomos se agrupam em combinações formadas por processos mecânicos.

Para Demócrito os corpos perecem, no entanto, os átomos são eternos e a alma é um tipo brando de chama. O filósofo acreditava que se devia procurar a felicidade na moderação dos desejos e reconhecer a superioridade da alma sobre o corpo.

Demócrito e Platão

Os historiadores dizem que Platão tinha muita inveja e por isso detestava Demócrito, a ponto de querer que todos os seus livros fossem queimados.

Existe uma pequena história que diz que Demócrito ria e dava gargalhadas de tudo e dizia que o riso tornava a todos, pessoas mais sábias, o tornando conhecido, durante o renascimento, como “o filósofo que ri”.

Obras de Demócrito

  • Pequena ordem do mundo;
  • Pitágoras;
  • Da forma;
  • Ética.
  • Do bom ânimo;
  • Do entendimento;
  • Preceitos.

Percebemos que os estudos de Demócrito se aproximam de nossas noções científicas modernas, no entanto nenhuma obra de Demócrito sobreviveu até os tempos presentes, desta forma, tudo o que se sabe dele vem de citações e comentários de outros autores.

Seus fragmentos mais conhecidos foram organizados por Hermann Alexander Diels, em sua obra “Os Fragmentos dos Pré-socráticos”.

Simón Bolívar – Um líder latino-americano

Nascido em 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela, Simón José Antonio de La Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco se tornou um dos homens mais admirados pelo povo latino-americano. O venezuelano foi o responsável pelas revoluções que desencadearam a independência do seu país de origem e também da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Nascido na aristocracia colonial, Bolívar teve a oportunidade de conhecer importantes obras filosóficas greco-romanas e as iluministas. Ele foi um homem que recebeu exímia educação dos seus tutores.

O começo de uma longa trajetória

Após perder os pais, quando ainda tinha nove anos, Bolívar ficou sob os cuidados de um tio. Este enviou Simón para estudar na Espanha, isso aos 15 anos. Já dentro do território espanhol, o garoto latino-americano conheceu María Teresa Rodríguez Del Toro y Alayza. Em 1802, ambos se casam e, pouco tempo depois, após retorno a Venezuela já com a esposa, María morre de febre amarela e deixa Bolívar viúvo, após este episódio fez um juramento para jamais voltar a casar.

Anos mais tarde, em 1804, ele volta para a Espanha. Já no continente europeu, Bolívar assistiu de perto a proclamação de Napoleão para o cargo de imperador da França. Foi nesse momento que venezuelano passou a não mais respeitar Napoleão, o qual ele passou a enxergar como traidor das ideologias republicanas. Tempos depois, antes de retornar a Venezuela em 1807, Bolívar fez uma rápida visita aos Estados Unidos.

Simón Bolívar - Um líder latino-americano
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Em 1808, o imperador francês Napoleão promoveu um extremo ato de revolução popular na Espanha, movimento o qual ficou conhecido como Guerra Peninsular. Enquanto isso, na América, movimentos regionais tomavam forma para lutar em combate ao novo rei, o qual era irmão de Napoleão.

Independência da América espanhola

Era chegado, então, o momento de Caracas declarar independência, como assim fez, e nesse mesmo período Bolívar participava de uma missão diplomática em território inglês. No retorno, o líder latino realizou um discurso favorável à independência da América espanhola.

Em 1811, exatamente no dia 13 de agosto, o militar Francisco de Miranda comandou forças patriotas que conquistaram vitória em Valencia. Todavia, um ano depois, após inúmeros fracassos militares, Miranda acabou sendo entregue às tropas espanholas por dirigentes revolucionários.

Foi Bolívar quem escreveu o “Manifesto de Cartagena”, este que reforçava a ideia que Nova Granada deveria dar auxílio à libertação da Venezuela. Após invadir a Venezuela em 1813, ele passou a ser considerado Libertador. No mesmo ano, Bolívar conseguiu tomar Caracas, em junho, e proclamou a segunda república venezuelana, em agosto.
Ele foi também o responsável por organizar o Congresso de Angostura, este que fundou a Grande Colômbia (atual Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá) e concedeu a Bolívar o cargo de presidente. Em 1822, sob forças espanholas, o norte da América do Sul foi libertado depois da vitória de Antonio José de Sucre.
Em agosto de 1824, após conversas com José de San Martín e Sucre, consegue-se então desbaratar o exercito espanhol. Já em 1825, Sucre organizou a criação do Congresso do Alto Peru e, nomeada em homenagem a Bolívar, a República da Bolívia. Um ano depois, Bolívar concebia o Congresso do Panamá.
Por fim, no ano de 1829, a Colômbia e Venezuela se dividiram, enquanto que o Peru derrubou a Constituição bolivariana. Já a província de Quito, adotando o nome de Equador, se tornou uma nação independente.

Biografia de Leonel Brizola

Leonel Brizola, mais conhecido como Brizola, nasceu na data de 22 de janeiro 1922, no povoado de Cruzinha. Estudante de engenharia, entrou no recém-fundado Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, em agosto de 1945, apoiando a política social de Getúlio Vargas.

Universitário atípico

Era considerado um universitário atípico, uma vez que não concordava com seus colegas de ideais comunistas ou udenistas. Se identificava com a classe trabalhadora e tinha orgulho de sua origem popular.

Ainda estudante, foi eleito Deputado Estadual, e foi uma das principais vozes da classe trabalhadora na Assembleia Constituinte do Estado do Rio Grande do Sul.

Brizola e o casamento

Casou-se no ano de 1950, com Neuza, irmã de Jango. Getúlio Vargas foi um dos padrinhos da cerimônia.

Getúlio e Brizola

Getúlio decide sair em sua campanha eleitoral pelo Brasil, levando consigo, como assessores, Jango, Brochado da Rocha e Brizola, conhecidos também como “Jardim de Infância” do Presidente.

Biografia de Leonel Brizola
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Torna-se um líder de esquerda

No decorrer de suas lutas, Brizola se afirmou ainda mais como importante líder brasileiro de esquerda, convocando forças progressistas a se unirem com ele, em uma Frente Nacional de Libertação, contra as lutas que chamavam de anti-imperialistas, no combate a espoliação estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Candidatou-se a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro e obteve a maior votação já registrada na história.

Líder popular

Participou assiduamente em reformas de base e na reforma agrária. Mobilizou a Frente Parlamentar Nacionalista, pela UNE e pela CGT. Apoiou as principais lideranças de esquerda, inclusive por Prestes, Arraes e Julião. A partir de então, as forças progressistas se dividiram em duas partes. De um lado o governo lutava por reformas fundamentais, e de outro lado Brizola utilizava o rádio e percorria todo o Brasil em pregações, mobilizando o povo para forçar as forças estruturais. Os seguidores de Brizola organizaram em “Grupos de Onze”, estruturando em locais de moradia e de trabalho para o ativismo político radical.

Golpe militar de 1964

Brizola no Rio Grande do Sul articulou um movimento de resistência armada, ao lado do general Ladário, comandante do 3° Exército. Optou pelo exilio no Uruguai e após 15 anos de exilio, Brizola continuou com sua luta organizada armada contra a ditadura militar.

Sua volta ao Brasil

No ano de 1982, Brizola retornou ao Brasil com a volta das eleições diretas, se candidatou a Presidente da República, ficando em terceiro lugar, atrás de Collor e Lula, que disputaram o segundo turno, onde Collor conquistou a posição de Presidente.

No ano seguinte disputou o governo do Rio de Janeiro, e foi eleito pela segunda vez. No ano de 1994, ele tenta novamente a eleição para Presidente, porém, sua carreira política estava abalada ao ter apoiado o Presidente Fernando Collor de Melo que sofreu Impeachment.

Fim da carreira política

Seu prestígio foi diminuindo. No ano seguinte se candidatou como vice-presidente na chapa de Lula, mas foi Fernando Henrique Cardoso que conseguiu a reeleição.

Em sua última década Brizola continuou envolvido na política, porém sem grandes feitos. Após uma viagem ao Uruguai retornou ao Brasil com uma infecção intestinal e forte gripe.

No dia 21 de junho de 2004, Brizola sofreu um enfarto agudo do miocárdio e faleceu.

Biografia de Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, nasceu no dia 14 de março de 1847, na cidade de Muritiba, BA, e faleceu no dia 6 de julho de 1871, na cidade de Salvador, BA. Castro Alves é um importante poeta do condoreirismo, referente a terceira fase do romantismo. Possui fortes ideais políticos, colaborando inclusive em favor da abolição da escravatura durante toda sua carreira. Infelizmente, Castro Alves morreu antes de ver os escravos libertados, pois a Lei Aurea foi assinada apenas no ano de 1888.

Infância de Castro Alves

Filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro, Castro Alves foi escrever suas primeiras poesias aos 17 anos de idade, após a morte de sua mãe no ano de 1859. Então seu pai se casa com Maria Rosário Guimarães, no mesmo ano em que Castro Alves decide morar em Recife. Em Recife, Castro Alves recebe fortes influências do líder estudantil Tobias Barreto, iniciando fortes ideais abolicionistas e republicanos.

O poeta dos escravos

Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos”, por ser contra a escravidão. Fez vários poemas sobre a questão, entre eles encontramos o belíssimo, “A Canção do Africano”. Fundou com seus amigos uma sociedade abolicionista, que contava também com Rui Barbosa. No entanto, Castro Alves não vive a tempo de ver a abolição da escravatura no Brasil ser de fato efetivada.

Castro Alves e seu foco político

Com ideais liberais, também escreveu obras sobre a situação política da república que estava por vir, tendo contato com grandes escritores da literatura brasileira, como por exemplo, Machado de Assis e José de Alencar.

Biografia de Castro Alves
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Problemas de saúde

O escritor sofreu com tuberculose a partir do ano de 1863. Realizando uma caçada machucou o pé, onde posteriormente teve que amputá-lo, depois de várias tentativas malsucedidas de tratamento.

Estilo literário

Sua temática tem o social como foco principal, vários autores da época questionavam a escravidão e apoiavam a proclamação da república. Em seus poemas, o escritor mostrava a miséria humana e como o tratamento dado aos escravos era errado. Castro Alves sempre colocava os escravos como heróis em suas histórias. Alguns poemas abordavam romances, sensualidade e paixão. O lirismo amoroso também é muito presente em suas obras.

Principais poemas de Castro Alves

  • A Canção do Africano;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso;
  • Adormecida;
  • Amar e Ser Amado;
  • Amemos! Dama Negra;
  • As Duas Flores;
  • Espumas Flutuantes;
  • Hinos do Equador;
  • Minhas Saudades;
  • O Adeus de Teresa;
  • O Coração;
  • O Laço da Fita;
  • O Navio Negreiro;
  • Os Anjos da Meia Noite;
  • Vozes da África.

Quem foi Olga Benário Prestes?

Maria Bergner, mais conhecida no Brasil como Olga Benário Prestes ou Olga Benário, foi uma revolucionária alemã, nascida no dia 12 de fevereiro de 1908, na cidade de Munique, em uma família judia de classe média. Filha de uma dama de alta sociedade de Munique e de um advogado social democrata, Olga entrou em contato com ideias liberais avançadas ao ver o exemplo do pai, que trabalhava com as causas trabalhistas dos operários atingidos pela crise que se instalara no país.

Desde 1926, Olga Benário Prestes era membro do Partido Comunista alemão e foi acusada de atividades subversivas e presa em 1929.

A vida de Olga Benário Prestes

Aos 15 anos de idade, Olga já possuía uma formação cultural sólida composta por grandes escritores e pensadores alemães. Também se aproximou da Juventude Comunista, organização na qual começou a militar de forma ativa.

As atividades na organização aproximaram Olga do dirigente Otto Braun, com quem foi morar aos 16 anos. Em 1928, a alemã, juntamente a outros integrantes da Juventude Comunista, invadiu a prisão de Moahit para libertá-lo. Ambos fugiram para Moscou, onde Olga fez treinamento militar e carreira no Comintern.

Quem foi Olga Benário Prestes?
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Ao lado de Luís Carlos Prestes

Após ser presa em 1929 e libertada, Olga Benário foi para a União Soviética, lugar em que passou a trabalhar na Internacional Comunista e onde conheceu o líder revolucionário brasileiro Luís Carlos Prestes, que liderou a famosa Coluna Prestes. Olga fez parte de um grupo de estrangeiros que acompanhariam Prestes em seu retorno ao Brasil, onde ele deveria liderar uma revolução que tentaria implementar o comunismo no país.

O casal chegou ao Brasil em abril de 1935 e instalou-se no Rio de Janeiro para organizar os preparativos da revolução. Após o fracasso da Intentona Comunista de 1935 nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, Olga e Luís Carlos Prestes foram presos e separados, em março de 1936.

Logo depois, Olga declarou aos jornalistas brasileiros que estava esperando um filho de Prestes. Mesmo grávida, a alemã foi deportada para a Alemanha nazista, seis meses depois. Ela foi entregue à polícia política alemã, a Gestapo, e enviada para um campo de concentração. Lá, nasceu Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário Prestes e Luís Carlos Prestes.

Anita foi entregue a sua avó paterna após uma campanha internacional pela sua libertação, e Olga continuou presa. Em 1942, morreu executada pelos nazistas na câmara de gás.

Biografia de Donatello

Donatello foi um escultor italiano do período do Renascimento Cultural que ficou muito famoso. Ele trabalhou em Florença, Prato, Siena e Pádua. Usava diversas técnicas para confeccionar esculturas em baixo relevo com variados materiais, como o mármore, bronze e madeira. Conheça agora um pouco mais sobre esse escultor que faz parte da história.

Nascimento

Donato di Niccolo di Betto Bardi, mais conhecido como Donatello, nasceu em 1386, na cidade de Florença, na Itália. Ele se tornou um dos ícones do Renascimento, que foi o movimento cultural vigente da época.

Era filho de um tecelão de lã, que se chamava Niccolo di Betto Bardi. Sua família era muito modesta. Donatello e seu pai eram muito diferentes, o escultor foi educado inicialmente na casa da família Martelli. E os seus primeiros conhecimentos artísticos vieram do treinamento que ele recebeu em uma oficina de ourives. De 1402 a 1404 ele esteve em Roma com Brunelleschi estudando os clássicos, ainda quando jovem, trabalhou por um curto período na oficina do artista Lorenzo Ghiberti,

Primeiros trabalhos

De 1404 a 1407, Donatello foi ajudante de Lorenzo Ghiberti na porta norte do Battistero. No ano seguinte, trabalhou na obra do Duomo de Florença, neste fez a estátua de Davi em mármore, com uma coroa de amaranto e membros alongados, apoiado em uma só perna ao qual corresponde uma torção do busto, e as mãos realistas. Em 1416, a estátua foi transportada para o Palazzo Vecchio.

Entre os anos de 1409 e 1411, esculpiu o “São João Evangelista”, uma composição clássica, mas humana e apoiada em estudos anatômicos, que viriam a ser um importante modelo do Moisés de Michelangelo.

Em 1411, trabalhou a pedra para a Igreja de Orsanmichele. De 1411 a 1412 fez o “São Marcos”. Em 1417, completou uma estátua de “São Jorge” comissionado pela guilda dos artesãos de armaduras, pois eles queriam uma figura que apresentasse suas armas.

Por volta de 1423, esculpiu o “São Ludovico em Tolosa”, que foi inserido em um tabernáculo de ordem coríntia.

Biografia de Donatello
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Trabalhos posteriores (1422 – 1440)

Em 1422 produziu a Madona Pazi, que se localiza em Berlim. Três anos depois fez o “Crucifixo” de madeira da igreja de Santa Cruz de Florença. De 1425 a 1427, ajudou Michelozzo no monumento fúnebre do Papa João XXII, O Battistero, onde fez a figura de bronze do defunto. Em 1427, em Pisa, elaborou os painéis de mármore do monumento fúnebre do “Cardeal Brancacci” para uma igreja de Nápoles.

Em Siena, durante 1425 e 1427, forneceu os relevos com “O Banquete de Herodes” e as estátuas “Fé” e “Esperança”. O “Davi” de bronze veio em 1430, essa obra foi realizada pela comissão de Cosme de Médici. Essa estátua pode representar tanto Davi da bíblia, quanto o deus Mercúrio.

Entre 1431 e 1433, em Roma, fez o “Tabernáculo do Sacramento” para a basílica de São Pedro. Voltando para Florença, trabalhou para o Duomo. Em 1435 produziu a “Anunciação” para a igreja de Santa Cruz.

Entre 1437 e 1443 fez os “            Apóstolos”, “Confessores” e “Mártires”. Fez ainda os santos “Cosme e Damião”, que eram patronos dos Médici e santos “Estevão e Lorenço”.

Em 1438, esculpiu a estátua de “São João Batista”, em Veneza. Em 1440 ele fez o “Busto de um Jovem com Camafeu” e a tumba de Niccolo e Fioretta Martelli.

Os seus últimos anos

Entre 1443 e 1450, ergueu em Pádua, uma estátua para Erasmo da Narnj. Quando retornou a Florença em 1453, fez a “Madalena” em madeira, que hoje está no museu Duomo.

“Giuditta e Oloferne”, criados em bronze, foram iniciados para a catedral de Siena, mas acabaram sendo destinados ao jardim do palácio Médici na Via Larga.

Depois de terminar um “São João Batista” para o Duomo, Donatello teve sua última encomenda, dois púlpitos de bronze para a igreja de São Lourenço, “Púlpito da Ressureição” e “Púlpito da Paixão”. Foram projetados por ele, mas executados com ajuda de outros. Em 1466, em Florença, o escultor morre.

Biografia do sultão Saladino

O árabe Salah al-Din Yusuf ibn Ayub, conhecido também como Saladino, foi um dos nomes mais importantes da história durante o período das Cruzadas, mais precisamente durante a Terceira Cruzada, que ocorreu entre os anos de 1189 à 1192.

Quem foi Saladino?

Saladino nasceu no ano de 1138, onde atualmente está localizado o Iraque, e morreu no ano de 1193 na cidade de Damasco, na Síria.

Se tornou conhecido por ser um grande defensor da fé islâmica, além de ser também um astuto comandante e administrador.

No Egito, na Síria e na Palestina se tornou sultão, e reconquistou diversos territórios muçulmanos perdidos durante as Cruzadas.

Biografia de Saladino

 A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada teve início pelo fato de Saladino ter tomado no ano de 1187 a cidade de Jerusalém, com isso o Papa Gregório VIII, expediu o mandato da Terceira Cruzada.

Saladino: um vilão na visão da Igreja Católica

Analisando Saladino pelo ponto de vista da Igreja Católica, o mesmo foi considerado um grande inimigo que ousou desafiar as ordens da Igreja Católica invadindo e dominando Jerusalém e a Terra Santa. Estes foram os principais motivos para ser intitulado como “vilão” aos olhos dos europeus.

Posteriormente os cruzados conseguiram reconquistar Jerusalém, no entanto Saladino se manteve lutando, confrontando por anos os Estados Cruzados, e por muitas vezes conseguiu ser vitorioso.

Fama de conquistador sanguinário

Enquanto isso, no Ocidente, na Europa a fama de Saladino como conquistador sanguinário e matador de cristãos crescia cada vez mais, sendo inclusive comparado ao diabo.

Saladino: um herói na visão muçulmana

Para os muçulmanos, Saladino era um forte representante de seu povo, que lutou pelos preceitos de sua cultura e religião.

Conquistou o Egito, e restaurou o Sunismo (doutrina islâmica), conquistou a Síria, a Palestina, a Mesopotâmia, e ficou conhecido por ser um bom conquistador de terras.

Empregou reformas e construções nos estados que conquistou, sendo marcado como salvador e libertador do povo muçulmano.

Lutou defendendo com afinco contra as investidas de atrocidades causadas pelos cruzados, os quais mataram muitos de seus semelhantes, como também destruíram, roubaram, estupraram, escravizaram e raptaram.

Fama por derrotar três poderosos reis

Se tornou famoso por derrotar durante a Terceira Cruzada os três mais importantes reis da Europa na época, eram eles:

  • Filipe Augusto – França;
  • Ricardo, Coração de Leão – Inglaterra;
  • Barbarossa – Sacro Império Romano Germânico. 

Fim da Terceira Cruzada

Com a morte de Barbarossa e o abandono de Filipe, o rei Ricardo após algumas derrotas, decide assinar um acordo com Saladino para por fim a cruzada.

Então no ano de 1191, chega ao fim a Terceira Cruzada, e no ano de 1193 Saladino vem a falecer. Após sua morte seus súditos decidiram abrir o tesouro real para a realização do enterro de Saladino, no entanto, não havia quase ouro, já que antes de morrer, Saladino havia doado a maior parte de suas riquezas para a caridade.

Biografia de Auguste Comte

Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, mais conhecido como Auguste Comte, foi um importante filósofo e sociólogo francês do século XIX. É considerado o pai do Positivismo e da disciplina Sociologia. Auguste Comte nasceu na cidade de Montpellier, na França em 19 de janeiro de 1798, e veio a falecer na cidade de Paris, na França em 5 de setembro de 1857.

Inteligência reconhecida desde jovem

Aos 16 anos de idade, em 1814, Comte entra para a Escola Politécnica. Influenciado por personalidades como Aristóteles, Bacon, Descartes, Hume, Condorcet e Diderot, todos ligados ao Positivismo e considerados percursores ao tema. Desde adolescente, Comte sacrificava sua alimentação para comprar livros, posteriormente passa a se dedicar a meditação.

Pai da Sociologia

No ano de 1817, aos 19 anos de idade, descobre o princípio da relatividade. Com apenas 24 anos, no ano de 1822, após 60 horas de meditação, descobre a Lei dos Três Estados, conhecida também como Lei da Inteligência, Comte cria então a Sociologia. A partir de então Comte ganha a fama de pai da Sociologia Positiva.

Casamento e crise

Aos 27 anos Comte decide se casar com Carolina Massin, e devido a situações de conflito entre o casal, Comte acaba tendo uma crise nervosa no ano de 1828, aos 30 anos de idade. Neste período Comte se afastou das aulas que ministrava a celebridades da época, e sua mãe veio de Paris para ajudar em seu restabelecimento.

Durante a recuperação de sua crise Comte escreveu seu curso de Filosofia Positiva, em seis volumes, que posteriormente foram editados nos anos de 1830 e 1842. Carolina abandona o marido e assim, passou a receber uma pensão, proporcional aos lucros de Comte como professor.

Biografia de Auguste Comte
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O amor por Clotilde leva a criatividade

No final do ano em 1844, Comte conhece Clotilde De Vaux e desenvolve um amor platônico por ela, este sentimento leva Comte à criatividade, então Comte cria a Moral Teórica e a Moral Prática. Clotilde vem a falecer no início do ano de 1846, então Comte se aproxima do Catolicismo, influenciado por Clotilde.

Igreja independente do Estado

Comte escreve o Sistema de Política Positiva em 4 volumes, no ano de 1851 a 1854, sendo o primeiro tratado de sociologia, mostrando a separação espiritual e a temporal, isto é, igreja independente do Estado.

Fim de Auguste Comte

Aos 59 anos de idade Comte vem a falecer, deixando de herança criações como a Sociologia Positiva e a Moral Positiva, além de ter conseguido definir e classificar as ciências. Suas ideias impressionam até hoje todos os intelectuais de todos os países do mundo.

Obras

  • Sistema de Filosofia Positiva – 1830-1842;
  • Sistema de Política Positiva ou Tratado de Sociologia instituído a Religião da Humanidade – 1851-1854;
  • Catecismo Positivista ou Sumária Exposição da Religião Universal – 1852;
  • Apelo aos Conservadores – 1855;
  • Síntese Subjetiva ou Sistema Universal das Concepções próprias do Estado Normal da Humanidade – 1856;
  • Testamento, Orações Quotidianas, Confissões anuaus e Correspondências com Madame Clotilde de Vaux – 1884;
  • Circulares Anuais – 1850-1857;
  • Tratado Filosófico D’Astronomia Popular – 1845;
  • Tratado elementar de Geometria Analítica – 1841;
  • Cartas a M. Vallat – 1815-1844;
  • Cartas a John Stuart Mill – 1841-1844;
  • Correspondências Inéditas de Auguste Comte (Elaborado pela Sociedade Positivista) – 1903.

Máxima de Auguste Comte

 “Ordem e progresso.” Lema este inspirado na doutrina desse filósofo francês, teve grande influência na formação da república no Brasil.

Biografia de Van Gogh

Vincent Van Gogh é considerado um dos pintores mais importantes da história. Nasceu na Holanda, no ano de 1853 e faleceu no ano de 1890. Foi o precursor da pintura de vanguarda, e através das cartas que enviava ao seu irmão chamado Theo, pesquisadores puderam resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho deste excelente e único pintor.

Início da vida de Van Gogh

Aos 15 anos, Van Gogh foi trabalhar para um comerciante de arte, localizado na cidade de Haia, alguns anos depois, foi morar em Londres e posteriormente em Paris.

Van Gogh possuía grande interesse por religião, então decidiu estudar Teologia, em Amsterdã, e logo após a conclusão do curso se tornou pastor na Bélgica, por cerca de seis anos. Por conta desta forte influência religiosa Van Gogh passou a realizar vários desenhos a lápis sempre com o foco nas histórias religiosas.

Com o voto de pobreza declarado, Van Gogh se desfez de todos os seus bens entre os pobres e passou a morar com o irmão Theo, em Haia, no ano de 1880, passando a se dedicar a pintura.

Biografia de Van Gogh
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Van Gogh e Gauguin

No ano de 1886, Van Gogh decide ir para Paris e após dois anos na cidade, resolve mudar-se para Arles, cidade localizada ao sul da França. O pintor decide alugar uma casa e passa a intensificar sua produção, junto ao pintor Gauguin.

O foco era montar junto à Gauguin um centro artístico de pintura naquela região.

Discussões e a perda do lóbulo da orelha

Após um período de boa convivência entre ambos, inicia-se uma fase de brigas e discussões, até que em 1888, Van Gogh em um ato de impulsividade ataca Gauguin com uma faca.

Frustrado e atormentado por se sentir um fracassado e não ser reconhecido como desejava, Van Gogh decide em um ato de loucura cortar o próprio lóbulo da orelha esquerda. Van Gogh embrulhou a orelha em um pedaço de papel e entregou a uma prostituta.

Internação de Van Gogh e o início de seu reconhecimento

Em 1889 o pintor passou a apresentar sinais de disfunção mental, estando tranquilo em um momento e transtornado em outro, com alucinações e delírios.

Foi internado em um asilo por seu irmão Theo, porém não deixou de fazer o que mais amava em sua vida, continuou pintando dentro do asilo, criando obras que cada vez mais se destacavam pela classe artística.

A chegada de seu suicídio

No ano de 1890 Van Gogh parecia estar recuperado, foi morar em Auvers-sur-Oise e voltou a se dedicar freneticamente a pintura, porém em julho do mesmo ano voltou a estar depressivo com a situação financeira que ele e seu irmão enfrentavam.

Atordoado com toda situação Van Gogh decide atirar contra si mesmo, no tórax. Levado ao hospital por amigos que o encontraram, Van Gogh não resistiu e após três dias de internação veio a falecer.

Arte reconhecida

Durante toda sua vida, Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras, sendo reconhecido posteriormente após sua morte.

Curiosidade: Alguns biógrafos dizem que Van Gogh arrancou o seu lóbulo da orelha como espécie de vingança contra sua amante Virginie, após descobrir que ela estava apaixonada por seu amigo Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado seu lóbulo da orelha para Virginie.

Principais obras de Van Gogh

  • Os comedores de batatas;
  • Caveira com cigarro acesso;
  • A ponte Debaixo de Chuva;
  • Natureza morta com absinto;
  • A italiana;
  • A vinha encantada;
  • A casa amarela;
  • Auto-retratos;
  • Retrato do Dr. Gachet;
  • Girassóis;
  • Oliveiras;
  • Vista de Arles, Pomar em flor;
  • A Igreja de Auvers.

Biografia de Lima Barreto

O escritor, mulato e de família pobre era um aluno brilhante. Seu nome de batismo era Afonso Henriques de Lima Barreto, o menino nasceu em 13 de maio de 1881 e teve seu estudo no Colégio Pedro II devido à proteção que recebia do Visconde de Ouro Preto. Após alguns anos, entrou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde começou a estudar engenharia e foi alvo de muitas críticas, preconceito social e racial. Sua mãe faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas seu pai enlouqueceu quando ele já estudava, fazendo com que desistisse de seu curso para trabalhar e sustentar sua família.

Arrumou um emprego como escrevente copista na Secretaria de Guerra, mas para conseguir mais dinheiro, escrevia textos para os jornais cariocas da época. O autor tinha pensamentos relacionados ao anarquismo militando na imprensa socialista do período em que viveu.

Por ter lido muito depois de concluir o segundo grau, a qualidade de seus textos e de sua produção era excelente, de forma que pode iniciar sua carreira como jornalista. Nesta época, contribuiu com conteúdo de qualidade para diversas revistas como Brás Cubas, Fonfon, Careta, entre outras.

Alcoólatra e depressivo, Lima Barreto chegou a ser internado com problemas psiquiátricos, e faleceu no dia 1 de novembro de 1922, aos 41 anos de idade de um ataque cardíaco proveniente de seu alcoolismo.

Biografia de Lima Barreto
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Estilo do autor

Lima Barreto escrevia desde romances até sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas, sempre buscando abordar em seus trabalhos as injustiças sociais que aconteciam. Foi um dos críticos do regime político da República velha e foi elemento de transição entre o Realismo e o Modernismo. Ele, no entanto, possuía um estilo literário que contradizia os padrões da época, sendo fluente, coloquial e despojado.

Quando vivo, trabalhou com obras que relatavam suas experiências pessoais e denunciou a desigualdade social – em Clara dos Anjos –, o racismo que os negros sofriam – assim como ele mesmo, como mulato –, e também as decisões políticas da época.

Principais obras do autor

Entre suas principais obras, podemos citar “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e ninfa”, “Os bruzundangas”, “Clara dos Anjos” e “Diário Íntimo”.

A obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi sua principal obra e contava a história de Policarpo Quaresma, um funcionário público, nacionalista e fanático que tinha desejos absurdos como de resolver os problemas do país e tornar como língua oficial do Brasil o tupi.