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Zootecnia

Zootecnia é a ciência que se dedica ao estudo da criação, produção e manejo de animais domésticos economicamente úteis, como por exemplo, para o desenvolvimento do mercado: carne, ovos, leite e seus derivados. Isto é, possui a finalidade de incrementar sua produção como fonte alimentar e de outras finalidades.

O profissional formado em zootecnia também deve cuidar para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação.

Deve cuidar da reprodução dos mesmos, do melhoramento genético e da produção de alimentos, para que tenham cada vez mais qualidade. Possui o foco no aumento da produção e no lucro, sem descuidar do bem estar dos animais.

Campos de atuação

Possui um vasto campo de atuação, envolvendo pontos como:

  • Pesquisas genéticas;
  • Criação artificial de animais domésticos, silvestres e aquáticos;
  • Criação artificial de espécies vegetais, nativas e exóticas;
  • Melhoria das raças de animais;
  • Controle de doenças;
  • Nutrição e alimentação;
  • Desenvolvimento de tecnologias;
  • Técnicas específicas para a criação de animais;
  • Produtos específicos para a criação de animais;
  • Assessoria e execução de exposições e feiras agropecuárias.

O profissional de zootecnia

O profissional que trabalha dentro do ramo da zootecnia é designado como zootecnista ou zootécnico. É parte também de sua atuação, saber lidar com:

  • Administração;
  • Economia;
  • Comércio;
  • Pesquisa e planejamento agropecuário;
  • Consultoria;
  • Sustentabilidade ambiental.
Zootecnia
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O mercado de trabalho

O mercado de trabalho está voltado principalmente para a região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do Brasil, no entanto, podemos encontrar oportunidades neste ramo em outras localidades para quem se forma na área.

Já nas regiões Sul e Sudeste, a função de zootécnico é muito procurada para o ramo de laboratório e pesquisas, ou ainda em grandes frigoríficos e zoológicos.

Disciplinas do curso de zootecnia

Entre as disciplinas básicas encontramos na grade do curso de zootecnia as seguintes matérias:

  • Zoologia;
  • Biologia;
  • Anatomia;
  • Citologia;
  • Química;
  • Genética;
  • Física;
  • Matemática.

E posteriormente, disciplinas específicas da área de zootecnia, como:

  • Produção animal;
  • Fertilidade e conservação do solo;
  • Parasitologia;
  • Melhoramento genético;
  • Bioclimatologia;
  • Produção vegetal;
  • Administração e desenvolvimento rural.

Para obter o diploma é obrigatório fazer o estágio supervisionado. A duração do curso é de 5 (cinco) anos.

Regulamentação da profissão

A profissão é regulamentada e responde ao Conselho Federal de Medicina Veterinária. Para exercer a carreira, o zootecnista deve se registrar no conselho profissional de sua região.

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), estima que cerca de 15 (quinze) mil zootecnistas estejam atuando atualmente no Brasil.

Micologia – O estudo dos fungos

A micologia é uma das várias ramificações da biologia, no entanto, a disciplina se dedica em estudar os fungos.

O estudo que ocorre dentro da micologia é variado dentro de dimensões que podem ir do tamanho de um grande cogumelo, até mesmo a tamanhos microscópicos de fungos.

A palavra micologia é derivada de duas palavras gregas, que significam:

  • Mykes – cogumelo.
  • Logos – estudo.

Trajetória da micologia

Entre os anos de 480 à 406 a.C. os cogumelos foram descritos pela primeira vez nas obras de Eurípedes.

No ano de 371 à 288 a.C. o filósofo grego Teofrasto de Eresos, foi o primeiro a tentar classificar as plantas. Os cogumelos foram classificados como plantas com a ausência de certos órgãos.

No período da Idade Média, houve um pequeno avanço em relação aos estudos dos fungos.

No ano de 1737, Pier Antonio Micheli, em sua publicação de Nova Plantarum Genera, lançou bases para a classificação sistemática de musgos, ervas e fungos.

No ano de 1836, foram usadas pela primeira vez as palavras: micologia e micólogo, por M. J. Berkeley.

Micologia – O estudo dos fungos
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A micologia estuda os fungos em diversas áreas, como por exemplo:

  • Na medicina (remédios, micose, fungos, cogumelos, entre outros);
  • Dentro das indústrias;
  • Na agricultura;
  • Bioquímica (estuda processos químicos que ocorrem nos fungos);
  • Alimentos em geral (queijos, pães, cogumelos, entre outros);
  • Morfologia (estuda as formas dos fungos e suas partes);
  • Sistemática (descreve a biodiversidade e as relações entre os organismos).

Dentro do estudo dos fungos na medicina encontramos grandes descobertas, como é o caso do Penicillium chrysogenum, um fungo descoberto por Alexander Fleming e que deu origem à penicilina. Encontramos também, dentro da medicina o estudo de micoses.

No ramo das industrias encontramos outra parte importante dentro do estudo da micologia, como a produção de alimentos, laticínios, bebidas alcoólicas, etc.

Se não houvesse tanto interesse por este estudo, pouco saberíamos sobre vários tipos de remédios e alimentos.

Micologia e a classificação dos fungos

  • Zygomycota;
  • Ascomycota;
  • Basidiomycota;
  • Deuteromycota.

Todos os fungos pertencem ao Reino Fungi. A micologia estuda cada divisão, que vai desde os fungos mais perigosos e mortais, até os indispensáveis para o combate de doenças bacterianas.

Os cientistas que estudam os fungos são chamados de micologistas ou micetologistas. Estes profissionais são graduados dentro da área de Biologia, onde realizam especialização em fungos, através de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Evolução das espécies

De acordo com o princípio da evolução das espécies que habitaram e habitam o nosso planeta, é de conhecimento que elas não foram criadas independentemente, e sim que são descendentes de outras espécies, isto é, estão todas ligadas por laços evolutivos. No entanto, antes de chegarmos a explicação de Charles Darwin, em seu tratado “A Origem das Espécies”, do ano de 1859, vamos conhecer as duas hipóteses acerca da evolução das espécies:

  • Fixismo ou criacionismo
  • Evolucionismo

Fixismo ou criacionismo

Baseava-se no livro Gêneses, onde afirmava que as espécies eram fixas e imutáveis ao longo do tempo, isto é, as espécies permaneciam no mesmo formato, desde sua criação, seres inalterados até os dias de hoje, com o passar dos milhares de anos.

Evolucionismo

Este é o tema de nosso artigo, o qual vamos compreender melhor ao longo do texto. Dentro da teoria da evolução das espécies, encontramos o evolucionismo que admite mudanças nos seres vivos até os dias de hoje, com base nas seguintes teorias:

  • Lamarckismo;
  • Darwinismo;
  • Mutacionismo;
  • Teoria Sintética ou Neodarwinismo.

Lamarckismo

Teoria desenvolvida por Jean Baptiste Lamarck, que viveu no ano de 1744 e morreu em 1829. Diz que as características adquiridas durante a vida, em decorrência da lei do uso e desuso, são transmitidas aos seus descendentes, isto é, informa que o uso constante de um determinado órgão determina a sua hipertrofia e o seu desuso a sua atrofia.

A teoria de Lamarck usa como exemplo a girafa que vive em lugares onde o solo é de um modo geral, seco e sem capim, sendo assim, esse animal se viu obrigado a buscar alimentos em folhas e brotos no alto das árvores. Com o hábito de forçar a se esticar para cima, ao longo do tempo, resultou no alongamento de suas pernas anteriores e pescoço.

Evolução das espécies
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Darwinismo

Teoria desenvolvida por Charles Darwin, que viveu no ano de 1809 e morreu em1882. Darwin formulou a teoria da seleção natural. Ao viajar para a Argentina encontrou fósseis de preguiça e de tatus gigantes, bastante semelhantes aos atuais, Darwin percebeu então que havia algumas diferenças a depender do local onde o animal era encontrado.

Darwin passa a perceber que a origem das espécies e a adaptação ao meio ambiente eram processos muito relacionados.  Sua teoria recebeu influências da teoria de Lamarck em relação à lei da herança dos caracteres adquiridos e de Thomas Malthus, que diz que a população cresce em progressão geométrica e o alimento em aritmética, preconizando com isso uma luta pela sobrevivência.

Princípios básicos da teoria de Darwin

  • Indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações;
  • Todo organismo tem capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes, no entanto apenas alguns desses descendentes irão chegar à idade adulta;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência, pois apesar de nascerem muitos seres, poucos atingem a maturidade, mantendo constante o número de indivíduos na espécie;
  • Na busca pela sobrevivência organismos com variações favoráveis possuem maiores chances de sobreviver;
  • Organismos com variações vantajosas têm maiores chances de deixar sobreviventes, através da transmissão de caracteres de pais para filhos;
  • Ao longo das gerações a atuação da seleção natural, mantém ou melhora o grau de adaptação destes seres ao meio.

Mutacionismo

Teoria desenvolvida por Hugo de Vries, que viveu no ano de 1848 e morreu em 1935. Dentro da teoria do mutacionismo, Vries corrige o erro da hereditariedade onde Darwin e Lamarck haviam se equivocado (caracteres adquiridos), sugerindo que a variação de uma mesma espécie se daria por alterações no material genético.

Neodarwinismo ou Teoria Sintética

É a junção da:

  • Adaptação da teoria de Lamarck;
  • Seleção natural de Darwin;
  • Mutação de Hugo de Vries.

É possível verificarmos as evidências da evolução das espécies através de:

  • Fósseis;
  • Radiação adaptativa ou divergência evolutiva;
  • Convergência adaptativa;
  • Órgãos homólogos e análogos;
  • Órgãos vestigiais;
  • Embriologia comparada.

Nomenclatura científica

Estudantes de biologia e áreas afins sempre enxergam a nomenclatura científica como sendo um tanto complexo. Entretanto, se aprofundar nas regras e diretrizes da nomenclatura é fundamental, sobretudo para utilização em trabalhos internacionais, uma vez que tais nomenclaturas passaram a ser empregadas de forma unificada em todo o mundo, a partir de 1901, com base em produções científicas realizadas pelo naturalista Lineu.

Por dentro das regras essenciais

  • Uma espécie científica é sempre binominal. O que significa que esta será sempre formada por dois nomes, em que o primeiro representa o gênero e o outro a espécie.
  • O primeiro nome de uma espécie, em hipótese alguma, representa a família, pois esta representa uma categoria mais extensa e envolve vários gêneros.
  • A identidade de uma espécie será sempre constatada por apenas um nome científico.
  • Qualquer que seja o nome da espécie, esse será sempre o mesmo em qualquer parte da Terra.
  • As nomenclaturas científicas são sempre em latim, visto que essa é uma língua imortalizada e, por isso, não é mais passível de modificações em sua grafia ou pronúncia.
  • O nome científico deve sempre estar escrito de forma destacada, em geral sempre se utiliza o estilo itálico.
  • Se utilizado de forma isolada, sozinho, a denominação do gênero irá se referir a todas as espécies inseridas no mesmo.
  • Quando se quer referir a uma determinada espécie, a nomenclatura da mesma deve ser antecipada com o nome do gênero.
  • A denominação do gênero precisa ser escrita sempre com letra maiúscula, enquanto que o da espécie com grafia minúscula.
  • Após já ter sido citado em um trecho, uma nomenclatura pode ser reescrita no mesmo texto de forma que o primeiro nome seja abreviado.
Nomenclatura científica
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Outras regras importantes

  • Toda espécie é possível de ter variedades ou subespécies. Exemplo: A. palmatum atropurpureum.
  • É possível que algumas espécies apareçam com a denominação do gênero, mas sem indicar a espécie. Isso ocorre devido poucas pesquisas  sobre tal ou mesmo em casos de espécies novas.
  • Em casos de espécies cujo nome foi modificado, tal denominação original não passa a ser esquecida, mas permanece válida enquanto sinônimo.
  • Caso um segundo nome que foi dado a uma espécie seja verificado, posteriormente, como errado, o nome original vota a ter predominância.
  • É normal que determinadas letras apareçam entre as nomenclaturas, a exemplo de “var” (variedade), “x” (espécie híbrida de junípero), entre outras.

Transpiração vegetal

A transpiração vegetal é um processo pelo qual a planta expele quantidade de água excedente pelas folhas. Através do sistema de transpiração vegetal, a seiva bruta é levada para as folhas através do xilema. O xilema é o tecido das plantas vasculares, por onde circula a água com sais minerais que dissolvidos integram a seiva bruta, percorrendo da raiz até às folhas.

Transpiração estomática

A respiração mais comum entre os vegetais é chamada de transpiração estomática. Essa respiração ocorre através dos estômatos, cuja abertura o próprio vegetal pode controlar. A transpiração estomatal (fechamento e abertura) ocorre durante a fotossíntese.

Os estômatos são anexos epidérmicos das folhas, constituídos por duas células-guardas ou também conhecidas como estomáticas. Repletas de cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda chamada de ostíolo. Ao lado do ostíolo, encontramos duas ou mais células, conhecidas por anexas. O ostíolo abre-se, no interior da olha, numa grande cavidade denominada de câmara subestomática.

A função da transpiração estomática é a transpiração e trocas gasosas que devem ocorrer durante a respiração. Sua transpiração é fundamental para garantir a sobrevivência da planta. Caso ocorra em excesso a perda de água em forma de vapor, este procedimento pode até matar a planta.

Transpiração vegetal
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Transpiração cuticular

A transpiração cuticular é pouco comum, ocorrendo em cerca de 10% das plantas. Ocorre quando a cutícula, localizada na epiderme da folha, permite a passagem de água. Nestes casos a planta possui uma cutícula que impermeabiliza a folha, evitando a perda de água em excesso. Como exemplo, podemos citar os cactos, que possuem uma cutícula espessa para evitar a sua desidratação.

Fatores que modificam a transpiração vegetal

  • Temperatura: se a temperatura aumentar pode-se observar um aumento na transpiração da planta, pois a temperatura causa efeito sobre o potencial de água. Caso a planta esteja com uma temperatura superior ao ambiente, a mesma continuará transpirando;
  • Iluminação: a transpiração está completamente ligada a iluminação, afinal como os estômatos entram em funcionamento ao amanhecer, a taxa de transpiração também entra em funcionamento. No período noturno os estômatos estão fechados;
  • Água no solo: quando há pouca água no solo os estômatos de um modo geral diminuem seu funcionamento, diminuindo a transpiração da planta, evitando a sua futura desidratação;
  • Umidade do ar: quando a umidade do ar é baixa, a transpiração da planta também tende a aumentar;
  • Vento: o vento sobre a folha tende a retirar o vapor de água presente em sua superfície, desenvolvendo o aumento da transpiração.

Meiose

O processo de divisão celular em que uma célula diploide (2n) que forma quatro células haploides (n) é denominado meiose. Ela consiste em dois processos de divisões celulares que são acompanhadas por uma duplicação cromossômica.

Trata-se de uma reprodução assexuada simples e direta que produz organismos geneticamente iguais. É caracterizada por uma redução do número de cromossomos à metade nas quatro células filhas resultantes.

Fases da meiose

A redução dos cromossomos é resultado de uma única duplicação e duas divisões sucessivas denominadas meiose I e meiose II. Na primeira, reducional, há a redução pela metade do número de cromossomos. Esta é dividida em quatro fases denominadas prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. A meiose II, por sua vez, é equacional, pois o número de cromossomos das células que sofrem a divisão igual nas células originárias. Nessa etapa, as fases também são quatro denominadas prófase II, anáfase II, metáfase II e telófase II.

Meiose I

Prófase I

Essa fase é longa e complexa, e por isso é subdividida em outras 5. A primeira é o leptóteno, quando acontece a condensação dos cromossomos duplicados na interfase. A segunda, é o zigóteno, quando os cromossomos homólogos que foram duplicados e condensados se emparelham ao longo do comprimento. Em seguida, tem a terceira fase, que é o paquíteno, quando os pares pareados se completam e encontram-se espessos, uma vez que os filamentos estão muito condensados.

A quarta fase é conhecida como permutação ou crossing-over, onde acontece a quebra de cromátides homólogas e começa a troca dos pedaços e a ressoldagem da parte trocada. É essa fase que permite a variabilidade genética. Por fim, a quinta fase, conhecida como diplóteno, que é quando os cromossomos homólogos começam a separar-se, mas ainda permanecem unidos nos pontos das cromátides de permutação.

A prófase I chega ao fim com a condensação máxima dos cromossomos e o seu deslocamento em direção aos extremos do citoplasma.

Metáfase I

Na metáfase I, acontece uma desintegração da membrana nuclear, e acontece a disposição dos pares de cromossomos homólogos mantidos pelos quiasmas na região equatorial da célula. Isso faz com que os homólogos de cada um dos pares fique voltado para polos opostos na célula.

Anáfase I

Nesta etapa acontece o deslocamento dos cromossomos homólogos para os polos opostos das células. As cromátides irmãs, neste caso, ao contrário da mitose, não se separam, mas sim os cromossomos homólogos.

Telófase I

Os cromossomos duplicados começam a chegar ao polo, e com isso tem início essa etapa. Eles começam a descondensar e os nucléolos e a carioteca reaparecem. Tem início então a divisão do citoplasma que origina duas células filhas – haploides -, chamada de citocinese.

Intercinese

A intercinese é o intervalo que existe entre as duas divisões da meiose e é curto.

Meiose
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Meiose II

Prófase II

A prófase II tem início na condensação dos cromossomos, além de haver ainda o desaparecimento dos nucléolos e migração dos centros celulares para os polos opostos da célula. Essa etapa é marcada pela desintegração da carioteca e, além disso, os cromossomos encontram-se espalhados no citoplasma.

Metáfase II

Nesta etapa acontece a organização dos cromossomos unidos pelo centrômero no polo equatorial da célula. As cromátides voltam para os polos opostos da célula e acontece ainda a divisão do centrômero e separação das cromátides irmãs.

Anáfase II

As cromátides irmãs são puxadas para os polos opostos da célula.

Telófase II

É a fase de conclusão da segunda divisão. Nesta, os cromossomos se descondensam e acontece o reaparecimento dos nucléolos e a reintegração da carioteca. O citoplasma, enfim, se divide, resultando finalmente nas quatro células-filhas.

Bioluminescência

Você já ouviu falar em bioluminescência? Este é um fenômeno que faz com que alguns organismos vivos possam emitir luz. Um exemplo de ser vivo que passa por esse fenômeno é o vagalume, um inseto que emite uma luz. Conheça um pouco mais sobre esse fenômeno e tire as suas dúvidas agora.

Definição

Bioluminescência é uma palavra híbrida, que vem do grego bios, que significa vida, e do latim “lumen”, que significa luz. É um fenômeno de emissão de luz por organismos vivos.

Esta é uma forma de ocorrência natural de quimioluminescência, onde a energia resultante de uma reação química é lançada sob a forma de emissão de luz. Este fenômeno acontece em parte dos seres vivos, com exceção dos vertebrados de vida terrestre (como os anfíbios, as aves, os répteis e os mamíferos) e plantas superiores.

Bioluminescência
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Como ocorre?

Na bioluminescência acontece uma transformação da energia química em energia luminosa, o que faz com que os seres emitam luz. Esse fenômeno ocorre em diversos grupos de organismos, desde os vertebrados e invertebrados marinhos, até os micro-organismos.

Estudos bioquímicos desse fenômeno revelam que ele varia bastante, geralmente dependendo da ação de uma enzima, a luciferase, sobre um substrato, a luciferina. Elas reagem entre si, com a oxidação de um substrato pelo oxigênio e liberam luz.

Nos insetos, como o vagalume, por exemplo, além de luciferina e luciferase, é preciso ainda ter a presença de ATP (trifosfato de adenosina), que é consumido durante a emissão de luz. Essa é uma reação altamente específica para ATP, e não ocorre com outros compostos fodforilados. Os vagalumes produzem luciferina (que é um pigmento), que reage com o oxigênio para criar luz, e luciferase (que é uma enzima), que age como catalisadora da reação, para a acelerar. Essa reação é mediada algumas vezes por cofatores, como iões de cálcio ou ATP. A reação química pode acontecer tanto no interior quanto no exterior das células. Nas bactérias, a expressão de genes que são relacionados com a bioluminescência é controlada por um operão, chamado “operão Lux”.

Características e curiosidades

Veja agora algumas características e curiosidades da bioluminescência:

  • É uma forma de luminescência ou emissão de “luz fria”;
  • Menos de 20% da luz gera radiação térmica;
  • Algumas formas são mais brilhantes (ou só existem) à noite, seguindo um ritmo circadiano;
  • A bioluminescência não-marinha é raramente encontrada;
  • A forma de bioluminescência terrestre mais conhecida é o vagalume;
  • Estima-se que 90% da vida abissal produz, de alguma forma, bioluminescência;
  • Grande parte da emissão de luz desses seres pertence ao espectro de luz azul e verde, cores que mais facilmente se transmite pela água do mar;
  • Algumas espécies emitem vermelho e infravermelho e o gênero Tomopterise emite a luz amarela;
  • Não deve ser confundida com fluorescência, fosforescência ou refração de luz.

Maré vermelha

A maré vermelha é também conhecida como floração, lagoa vermelha e rio vermelho. Acontece em função da aglomeração, um desequilíbrio ecológico de microalgas dinoflageladas, devido à multiplicação destas. Isto é, são espécies de algas tóxicas, chamadas de Gonyaulax catenella.

No entanto a existência deste evento não condiz necessariamente com a denominação de seu nome (maré vermelha), tendo em vista que a coloração da água pode variar em sua superfície. A cor pode variar de avermelhada como para tonalidades marrons.

Onde ocorre o fenômeno da maré vermelha?

O fenômeno da maré vermelha pode ocorrer tanto na água salgada como na água doce. No Brasil, este fenômeno acontece muito nos estados de Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso.

Maré vermelha
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Por que acontece este fenômeno?

Suas principais causas podem estar relacionadas às seguintes situações, sendo elas:

  • Alteração na salinidade da água;
  • Oscilação térmica da água;
  • Excesso de sais minerais decorrentes de escoamento de esgoto (alterando as condições bióticas da zona pelágica, que fica de zero a duzentos metros de profundidade);
  • Fartura de nutrientes;
  • Pouca profundidade (com o rápido processo de re-suspensão de sedimento pela ação dos ventos e a migração diurna do fundo para a superfície nesses ambientes, sob elevadas temperaturas, aumenta a ocorrência de células vegetativas no plâncton).

A aceleração da reprodução acoplada à aglomeração das algas, com proporcional incidente de morte faz com que ocorra um efeito em cadeia na fauna aquática de um determinado local, liberando substâncias tóxicas em alta concentração. Estas substâncias são capazes de envenenar a água e os organismos e animais que ali vivem.

Diminuição de oxigenação da água

Através do grande número de algas dinoflageladas, ocorre um bloqueio efetuado por elas impedindo a passagem de luminosidade dentro do mar, atenuando o processo fotossintético com a diminuição de oxigênio na água.

Consequências que podem causar ao ser humano

A maré vermelha pode trazer danos à saúde do ser humano, tais como:

  • Diarreia;
  • Problemas respiratórios;
  • Problemas de circulação;

Estes sintomas podem ser causados, caso o indivíduo tenha se alimentado de algum animal que tenha sido eventualmente intoxicado pela maré vermelha, como por exemplo, ostras, peixes e camarões.

Alimentos vendidos assim causam um grande prejuízo à produtividade pesqueira, financeiramente e economicamente. Prejuízos como tornar a água imprópria para o banho e lazer, limitando os turistas e banhistas da região.

Darwinismo

Darwinismo é o nome dado aos estudos e teorias do naturalista britânico Charles Darwin, que viveu entre os anos de 1809 a 1882. Darwin é considerado o pai da Teoria da Evolução. O termo darwinismo é também conhecido como evolucionismo. Seus estudos surgiram em oposição à ideia do criacionismo, que prega que todos os seres vivos presentes no planeta Terra surgiram da criação de “Deus”, um ser superior.

Seleção natural darwinista

Dentro dos estudos da doutrina darwinista, acredita-se que os ambientes (natureza) selecionam os organismos que sobreviverão, isto é, os mais adequados para habitar determinado ambiente. Darwin deu a isso o nome de “seleção natural”.

As espécies que se mostrarem com mais facilidade para sobreviver em determinado ambiente, serão as que irão se multiplicar e evoluir, sendo os seus descendentes os dominadores daquela região. Já os organismos que não forem capazes de se adaptar em dado ambiente serão, consequentemente, extintos.

Capacidade de reprodução segundo Darwin

Segundo as observações de Darwin, a capacidade de reprodução dos organismos é maior do que a capacidade do meio-ambiente de proporcionar condições para o seu sustento; é o caso de alimentos e um local para se esconder de predadores.

Com base em suas experiências científicas, Darwin percebeu que sempre existirá uma “luta pela sobrevivência”, desta forma sempre encontraremos variações entre as espécies, sendo que uma terá mais facilidade de sobreviver do que outra. Desta forma ocorrerá sempre a propagação de organismos mais adaptados, ao passo que os mais fracos serão naturalmente eliminados.

Darwinismo
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Darwinismo e o mutualismo

Atualmente escutamos muitos naturalistas falando em mutualismo, teoria sintética ou neodarwinismo, que significa dizer que após o descobrimento do DNA humano, percebemos que as mutações genéticas e a seleção natural ocorrem apenas com a finalidade de que novas espécies de seres vivos possam vir a surgir na Terra.

Darwinismo e os animais criados em cativeiro

Aqui Darwin pode perceber que quando os animais são criados em cativeiro, com todos possuindo as mesmas condições ideais para a sua sobrevivência, os animais em tal situação possuem as mesmas chances de sobreviver. Com isso, todos se reproduzem rapidamente, não ocorrendo o que chamamos de seleção natural, tendo em vista a neutralização da ação.

Seleção artificial

Em sua teoria Darwin também observou que a influência do homem durante o processo de criação de animais ocorre conforme suas necessidades, isto é, realizando um tipo de seleção, chamada de seleção artificial. Como exemplo, podemos citar a diferença entre um porco selvagem e um doméstico.

Cronobiologia

Cronobiologia (do grego khronos – crono = tempo; biós = vida e logos = estudo) é a ciência responsável por estudar os ritmos e os fenômenos biológicos que ocorrem nos seres vivos com uma periodicidade determinada. Ou seja, este ramo da Biologia é responsável pelo estudo do “relógio biológico” dos seres vivos.

As primeiras ideias sobre a existência dos relógios biológicos são do século XVIII, porém somente no século XX a cronobiologia passou a ser internacionalmente aceita. Em 1960, no evento “Cold Spring Harbor Symposium of Quantitative Biology – Biological Clocks”, as principais vertentes deste novo campo do saber científico foram definidas.

Cronobiologia

O ritmo biológico do ser humano

O ritmo biológico do ser humano vem sendo analisado por pesquisadores desde a Grécia Antiga, no entanto, foi apenas no fim da década de 1950 que o estudo deste mecanismo passou a ser reconhecido como uma disciplina científica – surgia aí a Cronobiologia, ramo de estudo da biologia em função do tempo.

Todos os seres vivos, inclusive o ser humano, desenvolveram ritmos de expressão funcional para se adaptarem à alternância entre o dia (luz) e a noite (escuridão). A Cronobiologia contribui fornecendo indicações de como o nosso organismo se comporta em determinados períodos do dia.

No decorrer do dia, todos os seres vivos apresentam um conjunto de ritmos denominado ritmos circadianos, que se repetem a cada 24 horas. Além dos ritmos circadianos, existem também os ritmos ultradianos, que são múltiplos ciclos que se repetem a cada 24 horas, como a respiração ou os batimentos cardíacos; e os ciclos infradianos, aqueles que se completam dentro de 28 horas ou mais.

O núcleo supra quiasmático do hipotálamo é considerado o nosso relógio biológico, pois os neurônios presentes nesta estrutura são os responsáveis pelo ritmo circadiano.

A variação dos ritmos biológicos

Os ritmos biológicos variam de pessoa para pessoa, sendo assim, existem pessoas que são matutinas e outras vespertinas.

Os indivíduos que acordam muito cedo, bem dispostos e bem-humorados, são classificados como pessoas do cronotipo matutino. Já os indivíduos que dormem até tarde e só se sentem dispostos após o almoço, com o máximo de eficiência ao entardecer, são classificados como de cronotipo vespertino.

Há, ainda, as pessoas mistas, que são aquelas que não estão nem um extremo nem em outro. Os indivíduos mistos representam o grupo de maior parte da população (80%) e ora apresentam predominância matutina, ora vespertina, e conseguem se adaptar com facilidade aos horários impostos.