Arquivo da categoria: Geografia

Geocentrismo

Os estudos sobre a ordenação do Sistema Solar proporcionaram muitos anos de observações, de estudos e debates. Mas antes do Sistema Solar, alguns estudiosos defendiam outras teorias sobre o universo, entre as teorias mais conhecidas, temos a do Geocentrismo e do Heliocentrismo. Na Grécia, Aristóteles defendia a ideia de que o universo seria um enorme círculo finito e que a Terra estaria no centro desse círculo. Veja agora um pouco mais sobre o geocentrismo.

O que é o geocentrismo?

O Geocentrismo é uma teoria que se refere ao sistema cosmológico, segundo esta teoria a Terra seria o centro do Universo. Essa teoria foi criada por Cláudio Ptolomeu e foi aceita e defendida por aproximadamente 1400 anos. A Igreja Católica também defendia essa teoria.

O sistema geocêntrico, também conhecido como sistema Ptolomaico, foi defendido pelos estudiosos durante toda a Idade Média.

Cláudio Ptolomeu

Cláudio Ptolomeu, mais conhecido apenas por Ptolomeu, era astrônomo, geógrafo e matemático. Era uma das mais célebres personalidades da época do imperador Marco Aurélio. Foi o último dos grandes sábios gregos e ainda sintetizou o trabalho de seus predecessores.

Baseado na trigonometria, Ptolomeu afirmava que ao redor da Terra giravam a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, nessa sequência. Através de suas obras de astronomia, matemática, geometria, física e geografia, ele deu à civilização medieval o seu primeiro contato com a ciência grega.

Ptolomeu faleceu aos 78 anos de idade e deixou muitos de seus conhecimentos astronômicos por meio de um tratado, em treze volumes que é chamado de Almagesto.

Geocentrismo
Foto: Reprodução

As teorias de Ptolomeu

Além da sua teoria geocêntrica, onde o Universo girava em torno da Terra, Ptolomeu afirmava que cada planeta girava ao longo de um círculo pequeno que era chamado de epiciclo. Desta forma, cada planeta teria o seu próprio epiciclo.

O centro do epiciclo de cada planeta deveria se mover em um círculo maior, ao qual deu o nome de deferente, mas a Terra ficaria posicionada um pouco distante do centro do deferente.

Segundo a teoria de Ptolomeu, a Terra não estava no centro do deferente, este seria um círculo excêntrico em relação à Terra. Ptolomeu procurou explicar o fato dos planetas não se movimentarem de forma uniforme.

Ele ainda observou o movimento lunar e elaborou tabelas sobre isso, essas tabelas foram utilizadas séculos depois por Nicolau Copérnico.

O Almagesto

O Almagesto foi a principal obra de Ptolomeu. Esta obra era composta por 13 livros que foram traduzidos em aproximadamente 500 páginas, os assuntos abordados eram:

  • Astronomia esférica
  • Teoria solar
  • Teoria lunar
  • Teoria planetária
  • Eclipses
  • Estrelas fixas

Globalização – Um fenômeno de progresso mundial

O processo de globalização, conforme o nome já demonstra, se dá em escala global, mundial. Integrar e unir os aspectos econômicos, culturais, sociais e políticos de nações distintas é o que caracteriza a globalização.

O encurtamento das distâncias provocado pelo progresso ocorrido nos meios de transporte e de telecomunicações foi um dos fatores, se não o principal, para o avanço da globalização, uma vez que, no princípio, realizar uma viagem internacional, ou mesmo estabelecer contato entre continentes, eram situações que exigiam dias, semanas.

Um acontecimento no continente europeu, por exemplo, no passado levava quase dois meses para chegar ao conhecimento dos brasileiros, enquanto que hoje isso ocorre em tempo real.

Surgimento

O início do movimento de globalização se deu como alternativa para servir ao capitalismo, sobretudo, nos países considerados de primeiro mundo, os desenvolvidos. Isso ocorreu como forma dessas nações buscarem novos mercados de exploração comercial, uma vez que o consumo interno vivia em baixa.

Assim, o processo de globalização corresponde ao estágio mais avançado do sistema capitalista. Depois da queda do socialismo, o capitalismo ganhou forma e poder no mundo, e isso foi estimulado, sobretudo, pela era da globalização, principalmente nas esferas social e econômica.

Globalização - Um fenômeno de progresso mundial
Foto: Reprodução

As inovações tecnológicas desse período acrescentadas do fluxo comercial internacional foram determinantes para a integração das nações, ou seja, para a globalização.

O avanço da tecnologia

Processos de inovação, considerados de revolução, sobretudo na área das telecomunicações e na informática, foram determinantes para acelerar a globalização. Por meio das redes de telefonia fixa, móvel, televisão, internet, fax, rádio, entre outras, a disseminação de informações e dados entre corporações, empresas e instituições financeiras, interligando os centros mercadológicos e comerciais do globo, se tornou rápido e bastante eficiente.

A modernização dos meios de transporte foi um dos principais fatores do fluxo comercial internacional, sobretudo o transporte marítimo, este responsável pela maior parte das transações comerciais entre os países (processo de importação e exportação).

Esse meio de deslocamento de bens e mercadorias é dotado de um grande aporte de carga, o que possibilita a difusão de mercadorias em várias partes do globo. Ou seja, um mesmo produto é comercializado em vários países do mundo.

Assim, o processo de globalização foi responsável por facilitar as relações comerciais entre diferentes nações, e ainda possibilitou a formação dos chamados blocos econômicos, os quais têm o papel de se fortalecer perante o mercado internacional.

Neoliberalismo

O neoliberalismo é um grupo de ideias políticas e econômicas capitalistas, que defende que o estado não deve participar diretamente da economia do país. Dentro do neoliberalismo deve existir o livre mercado, garantindo o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

Podemos dizer que o neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado por teorias econômicas neoclássicas, sendo um produto do liberalismo econômico clássico.

Primeiros adeptos do neoliberalismo

Países como a Inglaterra, tiveram a primeira Ministra Margareth Tacher que adaptou o modelo no ano de 1970. Já os Estados Unidos adotou o neoliberalismo no ano de 1980, através do presidente norte-americano Ronald Reagan.

No Brasil os presidentes Fernando Collor de Melo, que governou no período de 1990 a 1992 e Fernando Henrique Cardoso, que governou no período de 1995 a 2003, seguiam as linhas e vertentes políticas econômicas neoliberais.

Neoliberalismo
Foto: Reprodução

Teóricos mais importantes do neoliberalismo

  • Friedrich Hayek;
  • Leopold Von Wiese;
  • Ludwig Von Mises;
  • Milton Fridman.

Foco principal da ideologia neoliberalista

O foco é permitir a livre circulação de capitais dentro da economia, sendo assim o papel do governo é cuidar de medidas de redução de serviços públicos, como as:

  • Privatizações de empresas estatais;
  • Controle de gastos públicos;
  • Menores investimentos em políticas assistencialistas, como por exemplo, a aposentadoria e o seguro desemprego.

Dentro do neoliberalismo encontramos uma política econômica que corresponde às experiências de adaptação aos princípios do liberalismo econômico focado no capitalismo moderno.

A importância da estabilidade financeira dentro do neoliberalismo

De acordo com a escola liberal clássica, o neoliberalismo acredita que a economia tem seu curso traçado de forma natural e livre, sendo o ponto determinante o seu preço.

O neoliberalismo traça outro percurso diferenciado do liberalismo a partir do pensamento de que o mercado deve ser desenvolvido de forma espontânea, isto é, para o preço servir de mecanismo de regulação da economia é importante que haja condições favoráveis ao bom funcionamento do mercado, sendo importante a sua estabilidade financeira.

O estado deve regular o mercado, em relação aos excessos na livre concorrência, no entanto um grupo de neoliberais possui a ideologia de que pequenas empresas também podem confrontar grandes monopólios.

Críticas positivas ao neoliberalismo

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema proporciona o desenvolvimento econômico e social de um país.

Defendem ainda que o neoliberalismo torna a economia mais competitiva, proporcionando maior desenvolvimento tecnológico, através da concorrência livre, fazendo tanto a inflação quanto os preços do mercado caírem (alimentando a concorrência na busca pelo menor preço).

O processo cíclico das rochas na Terra

No planeta Terra predominam três tipos de rochas, as quais são denominadas de ígneas, metamórficas e sedimentares. De tal modo que as características das mesmas se prezam por estarem em constante modificação de um tipo para o outro, uma espécie de ciclo conhecido como ciclo das rochas.

De ígneas para sedimentares

Devido os movimentos do planeta, inúmeras rochas ígneas são compostas há centenas de quilômetros no interior da superfície terrestre e, ao longo de anos e mais anos, acabam por emergir. Tais sedimentos rochosos sofrem interferência da ação de agentes naturais externos, a exemplo dos ventos, da água, das chuvas, da luz do sol, entre outros.

Assim, as características dessas rochas acabam por se modificarem e, tal processo de modificação do solo por agentes naturais externos é conhecido como intemperismo, cuja consequência disso têm-se as rochas sedimentares. Essas são compostas ao passo que os sedimentos formados pelo intemperismo se aglutinam nos fundos de lagos e rios.

O processo cíclico das rochas na Terra
Foto: Reprodução

De sedimentares para metamórficas

As camadas do globo, com o passar do tempo, se sobrepõem e tais rochas sedimentares se acumulam em extensas profundidades. De tal modo que as mesmas passam a sofrer interferências devido a pressão do planeta e suas altas temperaturas internas. Esse processo as torna mais duras e assim passam a ser classificadas como rochas metamórficas.

De metamórficas em ígneas

A pressão e as altas temperaturas do interior da Terra podem provocar transformações ainda maiores nas rochas. De tal modo que as metamórficas podem passar por processos de calor até o seu derretimento (processo de fusão) e formação de lavas. Ao passo que essas lavas endurecem há a composição das rochas ígneas

Modificações diretas

Também é possível que ocorra o inverso desse processo. Ou seja, que as rochas ígneas sofram novas alterações e se transformem novamente em metamórficas. Do mesmo modo que é possível que as rochas metamórficas não se aqueçam, mas que surjam na superfície e passem por ações do intemperismo e se formem rochas sedimentares.

Entretanto, rochas sedimentares não podem se transformar diretamente em ígneas, isso porque as mesmas antes precisam passar pelo estágio de metamórficas e, somente depois poderão se alterar para ígneas.

Teoria dos mundos

Durante a Guerra Fria, ocorreu a separação dos países em todo o planeta Terra, quando os mesmos passaram a ser classificados segundo os seus aliados. Assim, as nações do globo passaram a ser separadas em “três mundos” (entre 1945  e 1990), a partir dos sistemas de produção e dos níveis de desenvolvimento.

A designação atribuída às subdivisões do mundo seguia o critério de grandeza econômica de cada nação. De tal modo que os países considerados ricos, mais desenvolvidos, ocupavam o posto de “primeiro mundo”, enquanto que na classificação de “segundo mundo” estavam as nações do antigo bloco socialista. Já os demais países faziam parte do “terceiro mundo”.

Primeiro Mundo

Situavam no estágio de “primeiro mundo” países cuja economia é capitalista e possui avançado grau de desenvolvimento econômico. Destacam nesse posto nações como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Holanda, entre outros.

Segundo Mundo

Segundo embasamento da Teoria dos Mundos, as nações do antigo bloco socialista são as que integram o chamado “segundo mundo”. Os integrantes desse posto são os países consagrados com economia planificada (socialista). Com exemplo desse grupo é possível identificar a antiga União Soviética.

Teoria dos mundos
Foto: Reprodução

Terceiro Mundo

Nesse bloco incluem-se as nações capitalistas consideradas não ricas, atrasadas socialmente e economicamente devido a desproporcionalidade nas suas relações comerciais com países do “primeiro mundo”.

São nações que, geralmente, exportam manufaturas (matérias-primas) a um valor bem reduzido e importam manufaturas industrializadas e tecnologia a um alto custo, promovendo um agravamento no cenário de desigualdade social. Como exemplo de nações consideradas de “terceiro mundo” pode-se identificar a Argentina, México, Brasil, Egito, Índia, Arábia Saudita, entre outros.

Pós-comunismo

Devido a queda da União Soviética, o fim do regime socialista em grande parte do planeta e a integração das antigas nações do “segundo mundo” no leste europeu, o “segundo mundo” acabou inexistindo. De tal modo que, a partir de então, a divisão do mundo passou a ser renomeada em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos.

  • Desenvolvidos – São os países que integram o antigo “primeiro mundo”. São ricos, industrializados e apresentam alto índice de desenvolvimento humano, qualidade de vida.
  • Emergentes – Integram esse grupo as nações ricas e industrializadas, mas que ainda carregam problemas sociais e econômicos, a exemplo do Brasil.
  • Subdesenvolvidos – Nesse bloco fazem parte os países pobres e com baixo desenvolvimento humano, além de larga dependência externa e economia primária.

Era Mesozoica

Com o fim do período Permiano se iniciou a Era Mesozoica, que se divide em três períodos:

  • Triássico;
  • Jurássico;
  • Cretáceo.

A Era mesozoica durou aproximadamente 185 milhões de anos, sendo dominada especificadamente pelos dinossauros.

Nesse período os dinossauros tiveram a chance de se desenvolver, evoluindo ao longo do período triássico e, graças a influências climáticas (sobre as quais discorreremos no decorrer deste artigo), os dinossauros puderam crescer durante os períodos jurássico e cretáceo, o qual acompanharemos a seguir.

Era Mesozoica
Foto: Reprodução

Período Triássico

Durante este período, todos os continentes se encontravam agrupados, formando o que chamamos de Pangeia, isto é, um único continente.

Principais eventos

  • Repteis diferenciados, Mais baixos e em sua maioria quadrúpedes;
  • Surgimento de répteis voadores, como os pterossáurios;
  • O Postosuchus foi o réptil dominante da época;
  • Surgimento do primeiro mamífero.

Os primeiros fósseis de animais mamíferos mais antigos datam dessa época, e nesse mesmo período se iniciou o surgimento de diversos tipos de répteis. A temperatura média do planeta era quase o dobro da atual, favorecendo o aparecimento de formações de arenito e evaporito.

Período Jurássico

Neste período ocorreu um aumento no nível da água dos oceanos, dando origem aos mares intracontinentais, principiando-se com isso a divisão da pangeia, isto é, a separação dos continentes.

Principais eventos

  • Surgimento da primeira ave, chamada de Archaeopterys Lithographica;
  • Crescimento abundante das Amonites (moluscos gigantes);
  • Surgimento dos dinossauros.

O período jurássico é marcado pela diversidade de fauna terrestre, aérea e marinha, além do surgimento de sedimentações que culminaram nas reservas petrolíferas contemporâneas.

Período Cretássio

A última separação de continentes ocorreu no período Cretássio, entre a África e a América do Sul.

Principais eventos

  • Surgimento do Tiranossauro Rex, que tinha mais de 15 metros de comprimento e cerca de 6 metros de altura, pesando cerca de 8 toneladas;
  • Primeiras plantas com flor, as chamadas angiospérmicas;
  • Final do período traz a extinção dos dinossauros e outros grupos de organismos.

É um período marcado pela extinção dos dinossauros, fato que marcou o fim da Era Mesozóica. Acredita-se que a extinção de todos os dinossauros foi causada por um impacto de um grande meteoro no planeta Terra e pela modificação climática.

Era Mesozóica – Aspectos gerais

É conhecida como a era dos répteis. O nome Mesozóico é de origem grega, fazendo referência ao meio animal, sendo interpretado como “a idade medieval da vida”. O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmido a partir do período jurássico.

Biogeografia

Biogeografia é a ciência responsável pelo estudo da distribuição dos seres vivos no espaço geográfico e através do tempo geológico, buscando apreender os padrões de organização espacial e os processos que resultaram em determinadas disposições biológicas. A biogeografia agrega os conhecimentos de diversas outras ciências, tais como a biologia, climatologia, geografia, geologia, ecologia e ciência da evolução.

O objeto central da Biogeografia é o estudo da evolução das espécies e o modo como as diversas condições ambientais atuam no desenvolvimento da vida.

Histórico da biogeografia

A origem da Biogeografia está nos estudos do naturalista, geógrafo, antropólogo e biólogo britânico Alfred Russel Wallace, desenvolvidos no arquipélago malaio. O pesquisador descreveu inúmeras espécies daquele local e percebeu que, ao norte, em determinada região, as espécies tinham relação com espécies do continente asiático; enquanto que, nas ilhas localizadas mais ao sul, as espécies eram relacionadas com espécies do continente australiano.

Esta conclusão resultou em uma subsequente delimitação e mapeamento das regiões pesquisadas e estudadas por Wallace. Mais tarde, tais regiões receberam o nome de “Linha de Wallace”.

A Biogeografia, enquanto teoria científica, também cresceu com a contribuição dos trabalhos de outros pesquisadores, a saber: Alexander Von Humboldt, Hewett Cottrell Watson, Alphonse de Candolle, Philip Lutley Sclater, dentre outros biólogos e exploradores.

Biogeografia
Foto: Reprodução

Divisão didática da biogeografia

O botânico De Candolle dividiu a Biogeografia em suas subáreas: A Biogeografia Ecológica e a Biogeografia Histórica.

  • Biogeografia ecológica: Cabe a esta subárea estudar como os processos ecológicos que ocorrem a curto prazo agem sobre o padrão de distribuição dos organismos e explicar esta distribuição em função de suas adaptações às condições atuais do meio;
  • Biogeografia histórica: Esta subárea estuda como os processos ecológicos que ocorrem a longo prazo agem sobre o padrão de distribuição dos seres vivos e explica esta distribuição em função de fatores históricos.

As regiões biogeográficas terrestres

Seguindo a linha do estudo inicial realizado por Wallace, as diversas regiões do planeta passaram a ser gradualmente mapeadas, pesquisadas e catalogadas, resultando na divisão de oito grandes regiões biogeográficas da parte continental do planeta Terra. São elas:

  • Região Paleártica – Europa, norte da África até o Deserto do Saara, norte da Península Arábica e toda Ásia ao norte do Himalaia, incluindo China e Japão;
  • Região Neoártica – Toda a América do Norte, incluindo a Groelândia, até o centro do México;
  • Região Neotropical – Desde o centro do México até o sul da América do Sul;
  • Região Afro-tropical ou Etiópica – África sub-saariana e o sul da Península Arábica;
  • Região Indo-malaia – Subcontinente indiano, sul da China, Indochina, Filipinas e a metade Ocidental da Indonésia;
  • Região Australiana – Indonésia Oriental, Nova Guiné, Austrália e Nova Zelândia;
  • Região Oceânica – As demais ilhas do Oceano Pacífico;
  • Região Antártica – O continente e o oceano com o mesmo nome.

Linha do Equador

A Linha do Equador é uma linha imaginária que possui mais de 40 mil quilômetros de extensão, presente em toda a circunferência da Terra e responsável por dividir o globo terrestre em dois hemisférios: o Hemisfério Sul, também denominado meridional ou austral, que apresenta o Polo Sul; e o Hemisfério Norte, também conhecido como setentrional ou boreal, que contém o Polo Norte.

Além de ser importante para os estudos da Geografia, esta divisão serve como uma referência para a localização de um determinado local.

A Linha do Equador é o resultado da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro, sendo perpendicular ao eixo de rotação.

Latitude e longitude

A referência para a localização de um determinado local é possível por meio da latitude e da longitude.

A latitude é a distância de qualquer ponto da superfície terrestre em relação à linha do Equador e é estabelecida em graus, sendo que a linha do Equador é o marco inicial, representado como 0º. A partir do marco inicial temos a latitude norte (N) e a latitude sul (S), que medem até 90º. Já a longitude é medida ao longo do Equador, sendo a distância entre um ponto e o Meridiano de Greenwich, podendo ir de 0º a 180º para Leste ou para Oeste.

Existem também outros paralelos importantes, como o trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico, no hemisfério Norte; e o trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico, no hemisfério Sul.

Linha do Equador
Foto: Reprodução

Equador geodésico, terrestre e celeste

  • Equador geodésico – É o círculo máximo, definido em um modelo esférico a Terra, que é perpendicular ao eixo. É a referência para a medição das latitudes, de 0º a 90º, para Norte e para Sul.
  • Equador terrestre – É a linha à superfície da Terra em que a latitude é igual a 0º, sendo uma linha irregular.
  • Equador celeste – É a circunferência resultante da intersecção do plano do Equador com a esfera celeste.

Os cruzamentos da Linha do Equador

A Linha do Equador cruza os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, assim como os seguintes países: São Tomé, Gabão, República Democrática do Congo, Uganda, Quênia, Somália, Maldivas, Indonésia, Kiribati, Equador, Colômbia e Brasil.

No território brasileiro essa linha imaginária corta os estados do Pará, Roraima, Amazonas e Amapá, mas apenas uma capital: Macapá, capital do estado do Amapá.

Em Macapá existe um complexo turístico-cultural, com destaque para o Marco Zero, que é um obelisco de 30 metros de altura com uma abertura no alto.

Fiordes

Fiordes são estruturas denominadas vales rochosos que encontram-se inundados pelo mar. Essas formações surgem no litoral de países que, de uma forma geral, são vizinhos aos polos sul e norte, e podem ultrapassar a dimensão de 350 quilômetros, além de mais de mil metros de altura.

O nome vem do norueguês, onde fiorde significa algo semelhante à “porto seguro”, devido a paisagem maravilhosa e as águas calmas dos locais que, além de favorecerem a pescaria, são excelentes para a ancoragem dos barcos.

Fiordes

Como se desenvolveram os fiordes?

As estruturas, segundo pesquisas, foram criadas devido à ação do gelo durante as idades glaciais nos últimos 3 milhões de anos. Com a queda da temperatura da Terra, as geleiras expandiam-se ao mesmo tempo em que o nível médio dos oceanos baixava.

As superfícies terrestres mais quentes foram atingidas por mantos de gelo com um tamanho superior a 1 milhão de quilômetros quadrados formando escavações com um tamanho imenso.

Esse processo chama-se erosão glacial, e teve como resultado a formação de vales estreitos com paredões íngremes que, posteriormente, com a alta das temperaturas da terra que fizeram com que o gelo derretesse, foram inundados com o aumento do nível das águas dos mares.

Os maiores fiordes

Essas estruturas possuem dimensões incríveis que podem ultrapassar os 350 quilômetros de comprimento e ainda possuem uma parte submersa de aproximadamente 1500 metros.

Na costa norte do Pacífico, na América do Norte, na costa sul do Chile e nas costas ocidentais da Noruega encontram-se os maiores fiordes existentes no mundo.

A Noruega é um país que apresenta montanhas desgastadas, cachoeiras e muita neve, além da presença de fiordes por todo o seu território. O mais profundo deles, no país, recebe o nome de Fiorde de Sogn com uma profundidade de 1308 metros e mais de 200 km de extensão.

Fiordes no Brasil

O Brasil possui um fiorde, apesar de ser mais frequente em outras regiões, conhecido como Saco do Mamanguá. Localizado em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, este possui montanhas altas em seus dois lados, além de um manguezal que é cortado por muitos rios de água doce.

Muito preservada e de difícil acesso, a região possui duas unidades de conservação: Área de Proteção Ambiental e Reserva Ecológica de Juatinga. Considerado um fiorde tropical, o acesso é difícil e pode ser feito somente por meio de barco, gastando cerca de 40 minutos a partir de Paraty-Mirim.

Ciclones, furacões e tufões

Ciclone, furacão, tufão… Na natureza encontramos diversos fenômenos provenientes das ações dos ventos, mudanças de temperatura, clima e outros fatores. Será que os três fenômenos mencionados no início deste texto possuem diferenças? Os três termos descrevem o mesmo tipo de fenômeno, porém, existe uma diferença básica entre ciclone, furacão e tufão. Todos os três fenômenos são caracterizados como tempestades giratórias violentas que recebem o nome coletivo de ciclones tropicais. O ciclone, o furacão e o tufão se formam sobre águas tropicais quentes e a velocidade do vento no olho do ciclone pode alcançar 120 km/h. Mas então qual é a diferença entre os três fenômenos?

Ciclones, furacões e tufões

A diferença entre ciclones, furacões e tufões

As tempestades recebem o seu nome de acordo com as listas sazonais mantidas pelas agências de meteorologia. Assim sendo, a diferenciação básica dos três termos diz respeito à região onde cada um deles tem a sua origem.

Os furacões têm início no Atlântico, Caribe e noroeste do Pacífico; os tufões formam-se no oeste do Pacífico e no sudeste do Oceano Índico.

O tufão possui ventos de mais de 118 km/h e ocorre devido a variações de temperatura e direção dos ventos, apresentando as mesmas características de um furacão; o ciclone é caracterizado como uma tempestade violenta em regiões tropicais ou sub-tropicais quando os ventos alcançam velocidade acima dos 50 km/h.

Já os furacões possuem uma velocidade maior que 199 km/h e costumam girar no sentido horário no hemisfério sul e no sentido anti-horário no hemisfério norte.

Além dos três fenômenos mencionados, existe ainda o tornado, que é o mais forte de todos os fenômenos meteorológicos. Embora seja menor que o ciclone, furacão ou tufão, a velocidade dos ventos do tornado costuma atingir 490 km/h nas zonas temperadas do hemisfério norte, possuindo um enorme poder de destruição.

“No olho do furacão”

Os furacões são formados por um “olho”, que é um tipo de buraco no meio deste fenômeno, por onde o ar frio desce, podendo ter 20 km de diâmetro; já as denominadas “paredes do olho” são as regiões onde o ar quente sobe através de um movimento circular ao redor do olho, o que confere ao furacão o seu aspecto característico. É nesta região em que se concentra a umidade da tempestade.

Outra característica dos furacões é que eles costumam girar em um sentido na parte superior e em outro na parte inferior.