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Período Mesolítico

O Mesolítico foi um período da pré-história, uma era de transição entre o Paleolítico e o Neolítico. Entretanto, nem todas as regiões do planeta Terra consideram o período Mesolítico, pois este é completamente ligado à Era Glacial, que provocou drásticas alterações climáticas apenas em alguns continentes.

O período Mesolítico teve seu início há cerca de dez mil anos a.C. e teve o seu fim por volta de seis mil anos a.C., quando a temperatura do planeta Terra ficou mais amena e o ser humano conseguiu desenvolver a agricultura. O termo Mesolítico significa Idade da Pedra.

Mesolítico e o homem

Neste período, o ser humano começou a utilizar a descoberta do fogo de forma estratégica, como, por exemplo:

  • Para espantar os animais maiores;
  • Para iluminar as habitações das cavernas;
  • Para cozinhar seus alimentos;
  • Para se proteger do frio.
Período Mesolítico
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O homem mesolítico e suas características gerais

O homem mesolítico, pautado pela necessidade de sobrevivência, começa a se habituar a permanecer sempre em um mesmo local (sedentarismo) e, com isso, desenvolve a agricultura, deixando de ser nômade.

Passa a inventar novos tipos de armamentos para combater os animais ferozes e para caçar alimentos com mais praticidade e proteção. A domesticação dos animais possibilitou garantir uma reserva de alimento para o momento que houvesse necessidade, eliminando a dependência da caça.

Facilitava a permanência do homem mesolítico em determinado local o fato de os grandes animais estarem procurando regiões altas e montanhosas, pois estes dificilmente encontravam alimentos nas regiões baixas.

O homem, por sua vez, procurava ficar perto dos rios, por serem fontes de alimentos graças à presença de peixes, moluscos e ovos de pássaros. Ao saírem das cavernas, suas moradias passaram a ser construídas por meio de madeiras, ramagens e galhos de árvores.

Divisão de tarefas – Homens e mulheres

Neste período também se inicia a divisão das tarefas sociais por gênero (feminino e masculino), sendo que:

– Os homens são responsáveis pela segurança e por trazer o alimento a comunidade;

– As mulheres são responsáveis em cuidar dos filhos e da organização das habitações.

Essa divisão de trabalho melhorou a organização social na pré-história, favorecendo o desenvolvimento das famílias.

Fim do período Mesolítico

O constante avanço do convívio humano em sociedade e o desenvolvimento de técnicas rudimentares como forma de suprir suas necessidades básicas – por exemplo: alimentação, sobrevivência e habitação – culminou com o término do período Mesolítico, dando início ao período Neolítico, o último período das eras da pré-história.

Período regencial no Brasil

O período regencial no Brasil ocorreu entre os anos de 1831 à 1840. Foi um período rodeado de muita instabilidade, agitação e várias revoltas, onde o Brasil viveu uma experiência republicana em função do Ato Adicional.

O período ficou conhecido com a abdicação de D. Pedro I e o chamado “Golpe da Maioridade”, que ocorreu quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.

O que provocou o período regencial no Brasil?

O período regencial já era previsto na Constituição do Brasil do ano de 1824, onde dizia que, em caso de vacância do trono, o Brasil seria governado por três regentes.

Como D. Pedro I renunciou o trono no ano de 1831 e D. Pedro II tinha apenas cinco anos de idade (sucessor do trono), ficou estabelecida, então, uma regência trina provisória. A regência provisória tinha como principal função a de organizar a eleição para uma regência trina permanente.

Período regencial no Brasil
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Qual era o papel da guarda nacional?

A guarda nacional foi criada pelo Padre Diogo Antônio Feijó, Ministro da Justiça. Ela tinha como função proteger a propriedade dos grandes fazendeiros. Era formada por filhos de aristocratas moderados.

Neste período foram distribuídas as patentes de coronéis aos grandes latifundiários. Essa atitude fez com que Padre Feijó recebesse apoio de vários líderes regionais.

Ato Adicional de 1834

Os membros da Câmara dos Deputados estabeleceram um conjunto de mudanças que afetavam diretamente as diretrizes da Constituição de 1824, o chamado Ato Adicional.

O Ato Adicional aprovou uma série de mudanças que refletiam bem o novo cenário político, agora sem a intervenção do poder régio, representado pelas alas liberal e conservadora, na tentativa de se equilibrarem no poder.

Este ato previa apenas um regente eleito pelo voto direto (voto censitário, onde só poderiam votar as pessoas que tivessem uma renda acima de cem mil réis). Com isso, Padre Feijó vence a eleição se tornando regente único.

Principais conflitos

Iniciaram-se uma série de conflitos separatistas a partir do ano de 1833, sendo os principais:

  • Cabanagem (Pará);
  • Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul);
  • Revolta dos Escravos Malês (Salvador);
  • Sabinada (Bahia);
  • Balaiada (Maranhão).

Em função dos diversos conflitos, Padre Feijó foi altamente criticado por não ter pulso firme na tentativa de conter as revoltas que aconteciam.

A renúncia de Padre Feijó

No ano de 1837, sem conseguir ceder as pressões Padre Feijó renúncia seu cargo. Araújo Lima assume em seu lugar o cargo de regente único, sua regência é marcada por um regresso conservador.

Final do período regencial

Em função de uma grande crise política, insatisfações, brigas internas e as revoltas, os liberais acabaram fazendo o golpe da maioridade, antecipando, então, a maioridade de D. Pedro II, que tinha apenas catorze anos.

O golpe da maioridade buscava fortalecer o regime monárquico e consolidar a unidade territorial do Brasil, além de amenizar as insatisfações através de uma figura de maior legitimidade política, do que daqueles que representaram a regência anteriormente.

Movimento comunal

O movimento comunal surgiu na Idade Média a partir da força de vontade e desejo dos burgueses, mercadores e artesãos, assim como pela busca da liberdade econômica. Esse movimento marcou a tomada do poder dos senhores feudais pela burguesia e a sua consagração. As revoltas urbanas surgiram como resposta da insatisfação dos pobres e reformadores, contra a corrupção, coleta abusiva de impostos e a quebra do princípio básico de igualdade. O movimento comunal foi uma resposta à violência feudal.

Início do movimento comunal

Durante o período do feudalismo tanto a cidade quanto o campo eram dominados pelo senhor feudal (nobres senhores que possuíam muito poder político, militar e econômico), isto é os proprietários do feudo. As cidades eram protegidas por muros, que serviam inclusive para proteger os centros comerciais, chamados de burgos.

Por volta do século XI, com o crescimento populacional o comércio aumentou, as cidades passaram a apresentar forte influência econômica, fazendo com que os burgueses iniciassem uma luta pela sua autonomia em relação ao feudo, iniciando-se o movimento comunal.

Cidades comunas

De início, os senhores começaram a renunciar seus direitos mediante um pagamento, desta forma as cidades passavam a ser chamadas de cidades francas, que eram livres do domínio dos senhores feudais. No entanto alguns senhores não aceitavam o acordo, sendo assim, os burgueses decidiram iniciar um confronto, e as cidades que sofreram com este confronto foram chamadas de comunas. O movimento comunal ocorreu principalmente nas regiões onde a burguesia era mais forte, como no norte da França e na Itália.

Movimento comunal
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Burgueses passam a governar cidades

A burguesia passou a governar várias cidades, das quais se tornaram repúblicas soberanas (independentes). Nessas cidades os burgueses se integraram em atividades urbanas e alguns burgueses mais ricos passaram a exercer o poder político, estabelecendo as leis de aplicação local, cobrando impostos e exercendo poder sobre a milícia urbana. Nessa circunstância, dependendo da cidade o chefe recebia o título de prefeito, burgomestre, podestá ou doge. Na Itália, por exemplo, nem o poder imperial ou o senhorial foi capaz de se fixar.

Início das hansas

Muitas cidades alemãs, durante a Baixa Idade Média, que eram conhecidas como cidades livres, decidiram monopolizar o comércio de determinadas regiões. Essas associações eram denominadas de hansas ou ligas. A mais conhecida foi a Liga Hanseática, que dominou o comércio nos Mares Bálticos e do Norte.

Imigração alemã para terras brasileiras

O primeiro grupo de imigrantes alemães chegou ao Brasil em 1818, fixando-se no sul da Bahia, porém a primeira colônia fundada pelos alemães foi em São Leopoldo, no Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul. Na época, o Brasil havia se tornado independente de Portugal há pouco tempo, então Dom Pedro I, influenciado por José Bonifácio, decidiu inaugurar um programa de imigração para o Sul, induzido por questões de segurança nacional.

Nos primeiros 50 anos de imigração, o estado do Rio Grande do Sul recebeu entre 20 e 28 mil alemães, sendo que quase todos eles se dedicaram à colonização agrícola.

A distribuição geográfica da imigração alemã

Desde a fundação de São Leopoldo, cerca de 300 mil alemães vieram para o Brasil. Em 1827, os primeiros imigrantes alemães chegaram ao porto de Santos e se dirigiram a Santo Amaro. Os grupos que vieram depois foram para locais como São Roque, Embu, Itapecerica, Rio Claro e cafezais no interior do estado de São Paulo.

Dois anos depois, deu-se o início da colonização de Santa Catarina, que hoje é o mais alemão dos estados brasileiros, sendo que 35% de sua população têm ascendência alemã. No estado do Paraná, a colonização alemã começou pela cidade de Rio Negro; em 1833, o número de imigrantes aumentou em Curitiba. Embora em menor número que nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a imigração alemã também ocorreu em estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

O ápice da imigração alemã no Brasil ocorreu após a I Guerra Mundial e antes do início da Segunda Grande Guerra, entre os anos de 1920 e 1930. Naquele período, a Alemanha passava por grandes tensões de cunho político e econômico.

Imigração alemã para terras brasileiras
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As características da imigração alemã

Os colonos alemães adaptaram-se em terras brasileiras sem abdicar de sua cultura, construindo um novo espaço onde puderam manter o seu próprio estilo de vida junto aos traços da cultura brasileira.

Muitos dos imigrantes alemães eram artesãos, industriais, comerciantes, professores e profissionais do meio urbano, e a mão de obra alemã contribuiu bastante para o desenvolvimento da industrialização do sul do país.

Um dos traços visíveis da expansão da imigração alemã no território brasileiro é a ampla rede de igrejas luteranas nas frentes de colonização, o que pode exemplificar um pouco a vasta influência alemã no país.

Cartel, truste e holding

Aproximadamente no ano de 1870, alguns países europeus iniciaram fusões de grandes empresas, em função das várias crises de mercado, onde as empresas mais fortes e rendáveis absorviam as empresas menores. Com isso, se desenvolveu uma concentração do capital, nas mãos de poucas empresas, trazendo grandes modificações no sistema capitalista.

A partir das modificações no funcionamento do sistema capitalista, surgiram grandes corporações tanto no ramo industrial como no financeiro, chamadas de cartel, truste e holding. Estes três ramos desenvolveram um grande monopólio, modificando o capitalismo da livre concorrência.

Cartel

Cartel é uma associação entre empresas do mesmo ramo de produção, com o objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência.

As empresas em comum acordo decidem sobre o preço, que se torna uniformizado, de um modo geral em um alto nível (mais caro), e as quotas de produção se tornam fixadas para as empresas membro.

Os cartéis tiveram início mais precisamente na Alemanha e seu auge ocorreu durante as guerras mundiais. Os cartéis prejudicam a economia, impedindo o consumidor de buscar a livre-concorrência, e até mesmo beneficiar empresas não rendáveis.

Como exemplo, podemos citar a seguinte situação: todos os postos de combustíveis decidem manter um único valor para o preço da gasolina, sendo de cinco reais o litro. O valor é desleal com o consumidor, e apesar da prática de cartel ser proibida em muitos países do mundo (inclusive no Brasil), ainda encontramos esta pratica nos dias de hoje.

Cartel, Truste e Holding
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Truste

Truste é uma forma de oligopólio (situação de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado), na qual as empresas envolvidas abrem mão de sua independência legal para constituir uma única organização.

O Truste pode ser de duas formas:

– Truste Vertical: visa controlar de forma sequencial a produção de determinado gênero industrial, sendo que as empresas podem ser de diversos ramos.
– Truste Horizontal: constituído por empresas do mesmo ramo.

Como exemplo, podemos citar uma fusão entre a Sadia e a Perdigão, que formaram a Brasil Foods, atuando no ramo de produtos alimentícios.

No Brasil a formação de trustes é proibida por lei, no entanto alguns setores continuam formando trustes para evitar a concorrência, tanto que o governo brasileiro criou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para ter maior controle e visando evitar a formação de truste.

Holding

Holding é uma empresa que possui como atividade principal, a participação acionária majoritária em uma ou mais empresas. É uma empresa que possui a maior parte das ações de outras empresas e que detém o controle de sua administração e políticas.

É uma gestora de participações sociais, que administra um conglomero de um determinado grupo. Neste sistema encontramos uma autonomia das empresas que são controladas pelo holding.

Como exemplo, podemos citar o Grupo Silvio Santos, que é um holding que controla mais de quarenta empresas, entre elas podemos citar, o Banco Panamericano, Lojas do Baú da Felicidade e a SSR Cosméticos (que é responsável pela marca Jequiti). O sistema holding é autorizado no Brasil até hoje.

Economia açucareira

A cana de açúcar foi uma das principais riquezas que Portugal encontrou no Brasil, quando ainda era sua colônia. A economia açucareira movimentou a colônia que com o cultivo da cana de açúcar fez com que se tornasse um local economicamente viável. Conheça agora um pouco mais sobre esse assunto.

O início

A partir do ano de 1530, muitas pressões econômicas e políticas fizeram com que Portugal passasse a modificar a tônica de sua dominação sobre as terras brasileiras. Portugal tentava proteger o território dos invasores e ao mesmo tempo potencializar a exploração econômica da colônia. Desta forma, o governo português buscou formas em que fosse possível transformar a colônia em um lugar economicamente viável.

Como a colônia brasileira não possuía uma economia complexa baseada na exploração de atividades comerciais, Portugal teve que preparar todos os recursos como a mão de obra e a tecnologia necessárias para a exploração das terras. Ao observar as características do solo brasileiro e a procura pelo açúcar em todo continente europeu, os portugueses decidiram investir no cultivo da cana de açúcar.

O cultivo da cana de açúcar foi viabilizado por meio de três elementos fundamentais: o trabalho escravo, a monocultura e as grandes propriedades.

Economia açucareira
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A instalação da economia açucareira

A instalação da economia açucareira no Brasil se deu principalmente devido a expansão da demanda que provocou um sensível aumento dos preços do açúcar. Outros fatores que fizeram com que o cultivo da cana de açúcar fosse escolhido foi a experiência que os portugueses adquiriram com a produção das ilhas atlânticas, o solo, clima e regime de chuvas que eram bastante favoráveis, principalmente no litoral nordestino, a existência do tráfico africano para mão de obra escrava e a aliança com o capital flamengo. Quem financiou a instalação dos engenhos na colônia, o transporte, refino e comercialização do açúcar na Europa foram os holandeses.

As fazendas e propriedades

Nas colônias açucareiras haviam diversos tipos de fazendas e propriedades. A grande propriedade senhoril, também chamada de engenho, constituía-se de quatro edificações que eram características da época: a casa grande, a senzala e o engenho. Haviam ainda as fazendas livres, que eram médias e pequenas propriedades, e as fazendas obrigadas, que eram terras que os senhores de engenho cediam a um colono. Este tinha a obrigação de moer a sua cana no engenho do senhor e deixar com ele mais da metade da sua produção.

Foi essa organização econômica que definiu como seria a sociedade nos primeiros séculos da História do Brasil, uma sociedade patriarcal, conservadora, escravista, miscigenada e geradora da imobilidade social.

A decadência da economia açucareira

O processo de decadência da economia açucareira no Brasil teve início na segunda metade do século XVI, e está ligada diretamente à concorrência da produção antilhana. Quando os holandeses foram expulsos da colônia brasileira, em 1654, montaram um complexo produtor de açúcar. Neste complexo passaram a desenvolver técnicas modernas que possibilitaram o aumento da produtividade com um custo menor de produção, gerando assim um menor preço para o mercado.

O Brasil não se adaptou à nova concorrência e perdeu a condição de primeira exportadora mundial de açúcar e passou a ocupar a quinta posição.

Colonialismo português

O colonialismo português é definido por uma ocupação de uma terra estrangeira, à sua exploração agrícola e à instalação de colonos.

Durante os séculos XV e XVI ocorreu o período de auge do colonialismo. Os portugueses colonizaram o continente americano e, durante este processo, o objetivo principal dos colonizadores era a exploração de recursos naturais e minerais.

Neste artigo vamos conhecer e entender um pouco mais sobre o colonialismo português.

O que é colonialismo?

É um sistema onde temos a metrópole como colonizador e a colônia, como o colonizado. A título de exemplo, podemos citar Portugal como sendo a metrópole (o colonizador) e o Brasil como a colônia sendo (colonizado). A estrutura da colônia é totalmente organizada e estruturada pela metrópole, como por exemplo, funções estruturais políticas, sociais e ideológicas.

Colonialismo português
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Colonialismo de Portugal

Graças ao colonialismo realizado por Portugal, este país se desenvolveu se tornando um grande império, que permaneceu forte durante vários séculos, sendo desmantelado somente no século XX.

Foi pioneiro dentre os países europeus, unificado como Estado Nacional, isto é, um conjunto de instituições que controlam e administram uma nação, através de uma estrutura própria e politicamente organizada.

Este passo permitiu a Portugal avanços comerciais, e ainda impulsionando o interesse pela navegação em busca de acesso a novos mercados.

Portugal se torna um império colonial

No século XV, Portugal se tornou um império colonial, sendo o primeiro e o mais duradouro império colonial do mundo, dominando territórios em quatro continentes.

Obtendo sucesso em suas navegações Portugal escolheu três dinastias portuguesas para colherem os benefícios, sendo elas:

  • Os Alvis;
  • Os Habsburgo;
  • Os Bragança.

Estando também incluído Portugal.

Portugal é pautado pelo sentido militar e evangelizador

Inicialmente o expansionismo português ocorreu em função do sentido militar e evangelizador, posteriormente veio o interesse comercial. Portugal então decide investir em uma nova rota para chegar ao mercado das especiarias localizado no Oriente. Portugal realizou toda a sua rota pelo contorno do continente africano, durante este trajeto foi conquistando vários pontos no litoral africano, o qual ficou chamada de Périplo Africano. Os lucros do país passaram a provir destes pontos conquistados.

Portugueses chegam ao Brasil

Apenas no século XIX em meio a uma crise causada pelo império Napoleônico, toda a corte real portuguesa veio às pressas para o Brasil, com cerca de catorze navios com aproximadamente quinze mil pessoas.

Portugal passou a tirar muito proveito do sistema colonial, sendo a base da sustentação econômica, porém no final do mesmo século, o império de Portugal passou a se desmantelar. O Brasil passa a ser independente apenas no ano de 1822.

Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo

Um grande conflito de interesses aconteceu no século XI, entre a Igreja Católica do Ocidente e a Igreja Católica do Oriente. Desse conflito ocorreu o Cisma do Oriente, que foi um acontecimento que estabeleceu o rompimento dentro da Igreja, onde ambos os lados passaram a defender suas próprias doutrinas, o que persiste até os dias atuais.

Definição

O Cisma do Oriente é um termo dado à divisão da Igreja Católica, que ocorreu em 1054, entre a igreja que era dirigida pelo papa, em Roma, e a igreja que era dirigida pelo patriarca, em Constantinopla.

Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo
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É possível afirmar que o Cisma foi resultado de um constante distanciamento entre as práticas cristãs realizadas pelas duas vertentes do catolicismo, que gerou um conflito entre ambas as partes, além de representar uma disputa pelo poder político e econômico na região mediterrânea.

As sedes da Igreja Católica

Durante a Idade Média, a Igreja Católica possuiu três sedes, uma localizada em Roma, no Ocidente, outra na cidade de Constantinopla, no Oriente e a terceira em Alexandria, no Egito. Esta última acabou perdendo sua importância depois da anexação do Egito ao Império Muçulmano.

Quando o Império Romano ainda estava no poder, foi estabelecido e acordado entre as duas partes da Igreja que a capital do Império seria Roma. Mas mesmo com a Igreja do Oriente concordando, havia ressentimento devido a algumas exigências jurídicas que os papas faziam.

Essas exigências foram mais marcantes entre 1048 e 1054, durante a ocupação do papa Leão IX, mas seus seguidores deram continuidade às suas determinações. E a Igreja do Ocidente passou a se opor ao sistema adotado pela Igreja do Oriente. 

Constantinopla x Roma

Com a discordância do sistema proposto de Igreja do Oriente, em Roma, as duas Igrejas, de Roma e Constantinopla, passaram a ter diversos conflitos ideológicos. Com o passar dos séculos as duas Igrejas cultivaram mais desigualdades culturais e políticas e após vários conflitos chegaram a causar a divisão do próprio Império Romano entre Ocidental e Oriental.

As Igrejas passaram a desenvolver suas próprias características com o tempo, o Império Romano chegou ao seu fim gerando uma nova estruturação. E no Oriente as tradições ainda eram as mesmas na sociedade e a Igreja cultivava a cristandade helenística. Enquanto a Igreja do Ocidente se influenciou pelos povos germanos, a Igreja do Oriente carregou a tradição e o rito grego e integrou, principalmente, o Império Bizantino.

O Cisma do Oriente

A partir do segundo milênio os conflitos aumentaram significativamente. Na Igreja Bizantina, em 1043, o patriarca Miguel Cerulário passou a pregar contra as Igrejas Latinas na cidade de Constantinopla. Alguns anos depois, Roma enviou o Cardeal Humberto para compreender e solucionar o problema em Constantinopla. Mas a crise já tinha tomado um grande espaço e o Cardeal decidiu excomungar o patriarca Miguel Cerulário. Esse ato acabou se estendendo por toda a Igreja Bizantina e o papa Leão IX foi excomungado. Foi neste momento que aconteceu o Cisma do Oriente, também chamado de O Grande Cisma do Oriente, que deu origem à Igreja Ortodoxa, no Oriente, e a Igreja Católica Apostólica Romana, no Ocidente.

Biografia do sultão Saladino

O árabe Salah al-Din Yusuf ibn Ayub, conhecido também como Saladino, foi um dos nomes mais importantes da história durante o período das Cruzadas, mais precisamente durante a Terceira Cruzada, que ocorreu entre os anos de 1189 à 1192.

Quem foi Saladino?

Saladino nasceu no ano de 1138, onde atualmente está localizado o Iraque, e morreu no ano de 1193 na cidade de Damasco, na Síria.

Se tornou conhecido por ser um grande defensor da fé islâmica, além de ser também um astuto comandante e administrador.

No Egito, na Síria e na Palestina se tornou sultão, e reconquistou diversos territórios muçulmanos perdidos durante as Cruzadas.

Biografia de Saladino

 A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada teve início pelo fato de Saladino ter tomado no ano de 1187 a cidade de Jerusalém, com isso o Papa Gregório VIII, expediu o mandato da Terceira Cruzada.

Saladino: um vilão na visão da Igreja Católica

Analisando Saladino pelo ponto de vista da Igreja Católica, o mesmo foi considerado um grande inimigo que ousou desafiar as ordens da Igreja Católica invadindo e dominando Jerusalém e a Terra Santa. Estes foram os principais motivos para ser intitulado como “vilão” aos olhos dos europeus.

Posteriormente os cruzados conseguiram reconquistar Jerusalém, no entanto Saladino se manteve lutando, confrontando por anos os Estados Cruzados, e por muitas vezes conseguiu ser vitorioso.

Fama de conquistador sanguinário

Enquanto isso, no Ocidente, na Europa a fama de Saladino como conquistador sanguinário e matador de cristãos crescia cada vez mais, sendo inclusive comparado ao diabo.

Saladino: um herói na visão muçulmana

Para os muçulmanos, Saladino era um forte representante de seu povo, que lutou pelos preceitos de sua cultura e religião.

Conquistou o Egito, e restaurou o Sunismo (doutrina islâmica), conquistou a Síria, a Palestina, a Mesopotâmia, e ficou conhecido por ser um bom conquistador de terras.

Empregou reformas e construções nos estados que conquistou, sendo marcado como salvador e libertador do povo muçulmano.

Lutou defendendo com afinco contra as investidas de atrocidades causadas pelos cruzados, os quais mataram muitos de seus semelhantes, como também destruíram, roubaram, estupraram, escravizaram e raptaram.

Fama por derrotar três poderosos reis

Se tornou famoso por derrotar durante a Terceira Cruzada os três mais importantes reis da Europa na época, eram eles:

  • Filipe Augusto – França;
  • Ricardo, Coração de Leão – Inglaterra;
  • Barbarossa – Sacro Império Romano Germânico. 

Fim da Terceira Cruzada

Com a morte de Barbarossa e o abandono de Filipe, o rei Ricardo após algumas derrotas, decide assinar um acordo com Saladino para por fim a cruzada.

Então no ano de 1191, chega ao fim a Terceira Cruzada, e no ano de 1193 Saladino vem a falecer. Após sua morte seus súditos decidiram abrir o tesouro real para a realização do enterro de Saladino, no entanto, não havia quase ouro, já que antes de morrer, Saladino havia doado a maior parte de suas riquezas para a caridade.

Czarismo

Czarismo foi um sistema político que ocorreu na Rússia no final do século 18. Até a revolução de 1917, o país foi governado de forma absoluta pelo imperador russo, Czar Nicolau II. Czar era o título que se dava ao imperador russo.

O regime de czarismo é muito parecido com o absolutismo, onde o imperador russo agia em função da grandeza imperial e da ampliação de seu poder, isto é, governando com poder absoluto.

Czarismo e as classes dominantes

As classes dominantes viveram durante esse período, cercadas de luxo e recheadas de privilégios, como por exemplo, viviam em enormes residências que possuíam arquitetura neoclássica, andavam em carruagens pomposas, belos vestidos e trajes. Além disso, organizavam grandes bailes e ocupavam o topo da pirâmide social.

Mais de 70% dos cargos públicos eram ocupados pelo império, os ricos e poderosos, garantindo a eles uma série de benefícios, como por exemplo, bons salários, impostos menores e até mesmo encaminhar seus filhos com mais facilidades a universidades ou exército.

Czarismo
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Czarismo e a população

Nesse período, a Rússia era gigante em termos territoriais e populacionais, o equivalente a quase quatro vezes o tamanho do Brasil, com uma população de aproximadamente 140 milhões de habitantes. Um país atrasado, onde mais de 80% de seus súditos trabalhavam no campo, no auge da Revolução Industrial.

Com rendas familiares baixas, a pobreza assombrava boa parte da população. Epidemias de cólera exterminavam parcelas significativas da população, onde em sua grande maioria eram analfabetos. Com uma diferença exorbitante entre o “mundo” dos pobres e o “mundo” dos ricos não iria demorar muito até que uma rebelião organizada entre a população miserável estourasse.

Início do capitalismo selvagem

Nicolau II decide modernizar a economia do país, incentivando a industrialização e a construção de um grande sistema de ferrovias. A principal delas, a Transiberiana, ligava a Rússia europeia aos territórios mais distantes da Ásia, sendo quase concluída em 1890.

Para dar conta dos gastos, o regime czarista aumentou ainda mais os impostos da população miserável e buscou altos empréstimos em bancos estrangeiros. Como resultado obteve uma dívida externa exorbitante, e então em questão de pouco tempo a Rússia estaria na mãos de banqueiros ingleses, americanos e franceses.

Entre 1890 a 1900 a população urbana dobrou de tamanho, ocorre o surgimento do proletariado russo e muitos abandonam o campo em busca de qualidade de vida. As atuais jornadas de trabalho chegavam a 15 horas por dia, com baixos salários, sem qualquer tipo de assistência social.

Mudanças no czarismo

Surgem os primeiros partidos de esquerda, e outros grupos passam a se organizar clandestinamente em 1890, reivindicando melhores condições de trabalho. No ano de 1886 ocorre uma greve que contou com mais de 40 mil operários, trazendo como resultados:

  • Reajuste salarial;
  • Redução da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Czar Nicolau II tenta impedir o surgimento de novas organizações operárias, porém sua opressão não mostra qualquer resultado. Entre os grandes líderes de esquerda se destacam dois que entraram posteriormente para a história da Revolução Russa de 1917, o ditador Josef Stálin e Vladimir IIitch Ulianov.

Guerra, pobreza e muita fome

Não bastando todos os problemas que o país russo enfrentava naquele período, em 1904, o país decide entrar em guerra contra o Japão, em busca de controle de territórios localizados no nordeste da China. Nicolau II teve como resultado uma derrota humilhante, onde aproximadamente 4,3 marinheiros perderam suas vidas.

Com o alto custo da guerra, os preços dos alimentos no país alcançou altos índices, e o povo que já estava descontente com o regime czarista, revolta-se ainda mais com Czar.

Em 1905 o ano foi marcado por várias revoltas populares que foram reprimidas por czar com extrema violência.

O fim do czarismo

Em janeiro de 1917 mais de 676.000 mil trabalhadores foram às ruas em greve, e até mesmo as tropas que haviam sido enviadas para acabar com a manifestação acabaram se juntando a eles, marcando o fim do czarismo e o início da União Soviética.