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Pré-Modernismo

Situado ao longo na história nas duas décadas iniciais do século XX, o período literário do pré-modernismo precedeu o movimento modernista de 22. Na essência, esse período não é considerado uma escola literária. O Pré-Modernismo é definido como uma corrente de autores que, após se identificarem como não correspondentes a nenhuma das estéticas predominantes no final do século XIX, lançaram produções impactantes, retratando novas ideologias temáticas/estilísticas na literatura.

Características do Pré-Modernismo

  • Ruptura com o academicismo
  • Ruptura com o passado e o parnasianismo
  • Predominância da linguagem coloquial
  • Exposição da realidade social brasileira
  • Regionalismo e nacionalismo
  • Marginalidade dos personagens (sertanejo, caipira, mulato)
  • Temáticas históricas, políticas, econômicas e sociais

Brasil – Autores pré-modernistas

O pré-modernismo foi o período em que os autores elevaram o tom no que tange a sociedade e aos estilos literários que existiam até então. Inúmeros escritores pré-modernos deixaram de lado a linguagem formal do arcadismo e, se utilizando de uma abordagem coloquial, passaram a explorar temáticas históricas, sociais, econômicas e políticas, sobretudo devido o instante pelo qual o Brasil passava, época da República do café com leite e outras revoluções.

Pré-modernismo
Euclides da Cunha | Foto: Reprodução

Euclides da Cunha (1866-1909)

Ocupante da cadeira de número sete na Academia Brasileira de Letras de 1903 a 1906, Euclides Rodrigues da Cunha foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro.

Obra destaque:

Os Sertões: Campanha de Canudos (1902), escrito regionalista, separado em três partes: A Terra, o Homem, A Luta. A obra expressa a vida do sertanejo e a Guerra de Canudos (1896-1897) no interior do Estado da Bahia.

Graça Aranha (1868-1931)

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e um dos fomentadores da Semana de Arte Moderna de 1922, José Pereira da Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense.

Obras destaque:

  • Canaã (1902)
  • Malazarte (1914)
  • A Estética da vida (1921)
  • Espírito Moderno (1925)

Monteiro Lobato (1882-1948)

Um dos mais famosos escritores do século XX, José Bento Renato Monteiro Lobato foi um escritor, editor, ensaísta e tradutor brasileiro. Sua fama é decorrente, sobretudo, das obras infantis de cunho educativo.

Obras destaque:

  • Sítio do Pica-pau Amarelo (1920-1947)
  • Urupês (1918)
  • Cidades Mortas (1919)

Lima Barreto (1881-1922)

Escritor e jornalista brasileiro, Afonso Henriques de Lima Barreto ficou mais conhecido como Lima Barreto. Autor de uma obra crítica atrelada às temáticas sociais, o escritor desbaratou o nacionalista ufanista e teceu críticas ao positivismo.

Obra destaque:

Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911). Obra com linguagem coloquial pela qual o autor critica a sociedade urbana da época.

Nêmesis – A deusa da mitologia grega

A mitologia grega é muito rica em suas histórias, estas são cheias de deuses e lutas. Entre esses deuses está Nêmesis, uma deusa muito bela que defendia a ética. Em alguns momentos fazia o bem, em outros fazia o mal, como forma de vingança ou punição por algum ato cometido. Conheça agora um pouco mais sobre essa deusa.

Quem era?

Nêmesis é uma deusa da mitologia grega. A palavra Nêmesis vem do verbo distribuir, mas já foi utilizada com diferentes significados por diversos autores. Quando escreveu a Odisseia, Homero utilizou com o sentido de desdém, da mesma forma fez Aristóteles. Mas, Heródoto, Claudio Eliano e Plutarco deram a ela o sentido de vingança.

A deusa faz referência à harmonia que deve haver no mundo, compensando bem com o mal de forma igual, para que haja equilíbrio. Ela era descrita como detentora de uma beleza que se comparava a da deusa Afrodite (deusa do amor), que chegou a atrair até o desejo de Zeus. A relação entre eles dois teria gerado Helena de Esparta e Pólux. Em suas representações artísticas a deusa geralmente aparece com asas.

Nêmesis – A deusa da mitologia grega
Foto: Reprodução

Na mitologia grega

Nêmesis era uma deusa da segunda geração, filha da deusa Nix (deusa da noite), nasceu ao mesmo tempo em que Gaia concebeu Têmis. Por estar preocupada com Têmis, Gaia entregou-a a Nix para que cuidasse dela longe das loucuras de Urano. Mas Nix, já cansada, entregou Nêmesis e Têmis aos cuidados das moiras, que eram as deusas do destino.

As duas deusas foram criadas como irmãs e educadas por Cloto, Láquesis e Átropo. Elas possuíam atributos comuns e tiveram a mesma educação. Têmis tornou-se a personificação da ética e Nêmesis a personificação da retribuição e da justiça distributiva.

A importância da deusa

Essa deusa era encarregada de abater a desmesura, censurando o excesso de felicidade ou de orgulho dos reis. Um exemplo foi Creso, o rei da Lídia, este era um rei muito feliz com suas riquezas e seu poder. A deusa o castigou, levando-o à guerra contra Ciro II, rei da Pérsia. O reino caiu em ruínas e desgraça, compensando os excessos que faziam o rei feliz anteriormente.

Narciso

Outro no mito no qual Nêmesis faz parte é o de Narciso. Que era um homem extremamente contente com a sua beleza, ele desprezava o amor por isso. E consequentemente, acabava ferindo o coração de muitas jovens donzelas. Estas, desprezadas e muito tristes, pediram vingança à deusa Nêmesis.

A deusa causou um forte calor na terra para punir Narciso, com a alta temperatura, após uma caçada ele foi a uma fonte de água cristalina para se refrescar. Neste momento Narciso se deparou com o reflexo do seu belo rosto e apaixonou-se pela sua própria imagem. Como era incapaz de satisfazer a sua paixão, ele definhou até a morte.

Literatura grega

O pontapé inicial da literatura grega ocorreu na Europa há mais de 2800 anos, e a partir de então teve início sua evolução junto à sociedade global, tornando-se a base de praticamente todos os gêneros literários.

Absorvidos pelos romanos, os notáveis escritores literários gregos da antiguidade, juntamente com os clássicos latinos, assumiram papel fundamental na sociedade, adquirindo o posto de modelos globais, e assim a tradição da literatura ocidental foi desencadeada.

Após iniciado o processo de difusão da literatura grega, veio então a sua distribuição, de acordo com cada momento histórico. Assim, ficaram estabelecidos três extensos períodos: o da antiguidade, o bizantino e o moderno.

Os campos de atuação dos escritos gregos se davam por vertentes que contemplavam a filosofia, as crenças religiosas, além de todos os típicos mitos e temáticas predominantes na época.

Todo esse processo de disseminação da literatura grega culminou influenciando na constituição da literatura universal e nas atividades, estudos e ideologias científicas e artísticas modernas, a exemplo da educação, da psicanálise, do cinema e da arte contemporânea.

Literatura grega
Foto: Reprodução

Aspectos essenciais

  • Visão de mundo bastante objetiva
  • Embasamento pautado por lirismo e sensualidade
  • Relação próxima entre o humano e divino

Escritores e seus tipos de textos

A propagação das obras literárias gregas tomou o planeta Terra e seus principais escritores ganharam notoriedade devido os tipos particulares de escritos produzidos por cada um deles:

  • Homero e Hesíodo – epopeia
  • Pindaro e Safo – poesia
  • Demóstenes – oratória
  • Esopo – fábula
  • Plutarco – biografia
  • Heródoto – historiografia

Homero e sua contribuição literária

Entre todos os escritores gregos que alavancaram a literatura no mundo, Homero é, sem dúvida, o que ficou mais conhecido. Tal fato deve-se à grande influência que algumas das suas principais obras exerceram na vida de muitos admiradores da literatura.

O legado desse poeta épico ganhou o universo, sobretudo, devido a obras como a Ilíada, cuja narrativa se restringe a descrever os embates e conflitos da Guerra de Tróia. Além, claro, de outro escrito: Odisseia. Obra em que Homero tratou de narrar as aventuras de Ulisses no retorno para casa depois do fim da Guerra de Tróia.

Entretanto, nunca foi constatada a existência de Homero. Fato intrigante que desencadeou o movimento denominado de “Questão Homérica”, que passou a estudar dúvidas quanto a existência do poeta e também as suas supostas obras. Contudo, o legado atribuído a Homero passou a servir de fundamentação para grandes nomes da literatura como Virgilio, Joyce e Camões.

Epístola

Você sabe o que é uma epístola? Ao ler a bíblia nos deparamos com as Epístolas de São Paulo, mas não é apenas na bíblia que podemos encontrar as epístolas. Essa escrita era usada principalmente na literatura latina, há muitos anos atrás. Conheça um pouco mais sobre a epístola agora.

Definição

A palavra epístola vem de tempos muito remotos, segundo o latim significa “carta, mensagem escrita e não assinada”. Esse é um texto escrito em forma de carta, para ser correspondido a alguma pessoa ou até mesmo a ninguém. A diferença da epístola para a carta é que a primeira expressa opiniões, manifestos e discussões que vão além das questões ou interesses meramente pessoais ou utilitários, mas elas não deixam de possuir o estilo formal, que combina amores objetivos e apelos subjetivos com o debate de cenas abrangentes e abstratas.

Chamamos de epistolografia o ato de redigir as próprias epístolas, de epistolaridade a maneira como se classifica a execução dos escritos ficcionais e de epistológrafo o autor das epístolas. Estas, quando reunidas podem vir a ser publicadas devido a seu interesse histórico, institucional ou documental.

Epístola
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Onde podemos encontrar?

Podemos encontrar as epístolas na literatura latina, por exemplo. Entre os principais autores temos Horácio, Varrão, Plínio, Ovídio, Sêneca e, principalmente, Cícero. Algumas gerações que sucederam também copiaram esse tipo de escrita ao serem influenciados pelos autores acima.

Também é possível encontrar na bíblia, em alguns escritos presentes no Novo Testamento. Como exemplo temos as Epístolas de São Paulo. A partir do Renascimento esse gênero textual passou a se expandir com os humanistas. Eles utilizavam as epístolas como forma de transmitir os acontecimentos mundiais, já que na época ainda não havia imprensa jornalística.

Na literatura

Além de se constituir como um gênero literário da epistolografia, surgiu ainda um estilo epistolar de redação que não possuía a intenção de ser uma correspondência. Podendo ser um prólogo de um autor, introduzindo e justificando sua obra, ou um recurso ficcional para a narração de personagens fictícios através de cartas.

Atualmente, com a propagação de meios eletrônicos de escrita, o futuro desse gênero parece se revigorar, porém através de outros moldes e estilos mais atuais.

Romantismo

O período cultural que ficou conhecido como romantismo teve início no final do século XVIII na Europa, mas que espalhou-se pelo restante do mundo até o final do século XIX. O romantismo despontou principalmente em três países no início: a Inglaterra, Alemanha e Itália. Na França, no entanto, foi o país em que o romantismo ganhou mais forças, e foi por meio deste que o estilo se espalhou.

Características

As principais características do movimento envolvem a valorização da emoção, amor platônico, temas religiosos, história, nacionalismo, liberdade de criação e individualismo, recebendo fortes influências dos ideais iluministas e da liberdade que foi conquistada durante a Revolução Francesa.

O romantismo nas artes

O romantismo e suas características tiveram algumas influências em diferentes formas de expressão de arte. Na literatura, por exemplo, a poesia lírica foi o formato do romantismo nos séculos XVIII e XIX. Nesta época, os poetas faziam muito uso de metáforas, comparações, frases diretas e palavras estrangeiras, abordando temas como a morte e os mistérios que a envolvem, os amores platônicos e os acontecimentos históricos nacionais.

Entre os principais escritores e obras, podemos citar William Blake, com a obra Cantos e Inocência; Goethe, com Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto; William Wordsworth com Baladas Líricas, Victor Hugo com Os Miseráveis e Alexandre Dumas com Os Três Mosqueteiros, entre muitos outros.

Romantismo
Foto: Reprodução

Artes plásticas

As marcas deixadas nas artes plásticas pelo romantismo foram fortes, representando a natureza, os problemas sociais e urbanos, além da valorização das emoções e dos sentimentos. Como artistas importantes da época, podemos citar Eugène Delacroix e Francisco Goya.

Música

A valorização da liberdade de expressão e das emoções, assim como a utilização de todos os recursos da orquestra, marcaram a música do período do romantismo. Eram usados assuntos nacionalistas, folclóricos e populares, onde se destacaram músicos como Ludwig van Beethoven – cujas ultimas obras são consideradas românticas –, além de Fréderic Chopin, Franz Liszt, Franz Schubert, Feliz Mendelssohn, Hector Berlioz, entre outros.

Teatro

A religiosidade, o cotidiano, o individualismo e a subjetividade de Willian Shakespeare foram a forma da manifestação do romantismo na dramaturgia. Neste segmento artístico, Victor Hugo também obteve destaque por levar muitas inovações ao teatro. Além disso, os mais conhecidos dramaturgos do período foram Friedrich von Schiller e Goethe.

O romantismo brasileiro

No Brasil, o romantismo teve início no ano de 1863, quando ainda estava presente a euforia proveniente da Independência do país. Os artistas românticos brasileiros optaram por demonstrar em suas obras as fortes inspirações na natureza, além das questões políticas e sociais do país. Eram valorizados o amor sofrido, a importância da natureza, o cotidiano popular e a religiosidade cristã. A literatura, meio artístico em que o estilo se manifestou mais fortemente, teve três gerações.

A primeira geração, conhecida como nacionalista ou indianista, valorizada muito os temas nacionais e fatos históricos do país, que envolviam a vida dos índios. Estes eram representados como “bons selvagens” e acabaram se tornando símbolo do Brasil. Como autores de destaque, podemos citar Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.

A segunda geração, por sua vez, ficou conhecida como o mal do século. Nessa época, eram relatados os temas amorosos extremos marcados por um pessimismo, a tristeza, uma visão decadente da sociedade e da vida. Muitos dos escritores desta época morreram jovens. Como exemplo de escritores que marcaram o período, podemos citar Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo.

Por fim, a terceira geração, conhecida como condoreira, foi marcada pela forte crítica social. A escravidão, por exemplo, era fortemente criticada por escritores como Castro Alves.

Neoclassicismo

Tendência dominante da arte europeia no final do século XVIII e no começo do século XIX, o neoclassicismo tem como principais características a revalorização dos valores gregos e romanos antigos que possivelmente foi estimulada pelas escavações e descobertas realizadas neste período em sítios arqueológicos de Atenas, Herculano e Pompeu.

Influenciando a arte de todo o ocidente no período, o neoclassicismo teve como base alguns ideais do iluminismo também, buscando os princípios da moderação, equilíbrio e idealismo.

O início

O neoclassicismo teve seus primeiros sinais vistos nas primeiras décadas do século XVIII, tendo uma série de fatores que fizeram com que surgisse na Europa. Esses fatores visavam o combate às últimas formas de manifestação do Barroco e do Rococó. O esgotamento da fórmula barroca, assim como a condenação dos seus excessos, decorativismo fútil, falta de decoro e outros elementos, em conjunto com o grande e crescente interesse pela antiguidade fizeram com que ressurgissem os valores desses tempos antigos, assim como da harmonia, racionalismo e aperfeiçoamento pessoal.

Características nas artes plásticas

Nas artes plásticas, as principais características do neoclassicismo eram o retorno ao estilo greco-romano, culto à teoria de Aristóteles, formalismo, racionalismo, democracia, exatidão nos contornos nas pinturas, sobriedade nos ornamentos e nas cores e pinceladas que não marcavam a superfície.

Neoclassicismo

Obras, autores e características das diversas expressões de arte

Na pintura, podemos citar como exemplo de obra deste período “O Juramento dos Horácios” do artista francês Jacques-Louis David, obra inspirada na história da Roma Antiga. Além deste artista, Dominique Ingres, com obras como “Bonaparte”, “A Bela Célia”, “A Grande Odalisca” e “O Banhista” e outros artistas como Pierre-Paul Prud’hon, Antoine-Jean Gros, Karl Briullov, Andrea Appiani, Benjamin West e muito mais.

Na escultura, as obras visavam inspirar-se no passado e, acima de todos os escultores, destacou-se o italiano Antonio Canova com suas obras que dominavam a cena europeia com estátuas de heróis e figuras mitológicas. Entre suas obras, podemos citar “Perseu com a Cabeça da Medusa” e “Eros revive Psique com um beijo”. Outros escultores como Jean-Antoine Houdon, William Wetmore Story e Richard Westmacott inspiraram-se no neoclassicismo em diversos países.

A arquitetura teve marcas peculiares durante o movimento do neoclassicismo. Suas obras eram feitas com materiais nobres, processos técnicos avançados, mas sistemas construtivos simples. As abóbadas de berço, cúpulas, pórticos colunados entre diversas outras características peculiares.

Na literatura, por sua vez, os textos apresentavam linguagens claras, sintéticas, nobres e gramaticalmente corretas, libertando-se em partes do classicismo anterior. O arcadismo, presente na Itália, em Portugal e no Brasil, foi a principal expressão deste movimento na literatura.

Classicismo

A Era clássica foi dividida em três estilos literários: o Classicismo, o Barroco e o Arcadismo. A época conhecida como classicismo foi marcada por uma doutrina estética de ordem, equilíbrio e simplicidade. Dos povos de movimentos clássicos, temos os antigos gregos, os romanos, depois os franceses, ingleses e muitos outros, sendo que cada um deles possuía características particulares, mas sempre com ideias muito comuns a respeito do mundo, do homem e da arte. Também conhecido como Quinhentismo, o classicismo se deu na época do Renascimento – na Europa do século XV a XVI –, quando ocorreram muitas transformações não só culturais, mas também políticas e econômicas. O classicismo chegou ao fim no ano de 1580 com a o domínio da Espanha sobre Portugal e com a morte do escritor Camões.

Foco

O foco do classicismo está nas faculdades intelectuais, e não tanto nas emocionais quando se refere à criação de uma obra de arte. Esta busca a expressão dos valores universais, e não das ideias individuais ou nacionais.

A inspiração deste movimento se deu com o modelo da Antiguidade Clássica Greco-Romana, além do Renascentismo Italiano, de onde foram tiradas as normas e os princípios.

Principais características

O movimento Classicista teve como principais características a harmonia das proporções, a simplicidade e equilíbrio aplicados na composição, além da idealização da realidade. Além disso, sempre houve a recusa da emotividade e a exuberância decorativa do barroco.

Classicismo

Quando se fala em literatura, pode-se dizer que o classicismo foi um retrato vivo da Renascença, pois estes seguiram de perto a literatura da antiguidade revelando em suas obras uma estrutura formal, rigidez das normas de composição e, além disso, em seu conteúdo, o paganismo, amor platônico, entre outras marcas da tradição mais antiga.

Havia nesse tipo de literatura, a busca por um homem universal, além dos valores greco-latinos, novas medidas e formatos de composição, consciência da nação, entre outras. Escrita basicamente em versos, a literatura classicista apresenta temáticas sempre grandiosas e heroicas, referindo-se à história de um povo. É caracterizada por sua composição que tem proposição, invocação, além da dedicatória, narração e epílogo.

Principais autores e obras

Entre os nomes dessa literatura, temos Luís Vaz de Camões, cuja literatura envolvia poesias tanto líricas quanto épicas, além de peças teatrais. Entre suas obras mais conhecidas, podemos citar “Os Lusíadas”, que é considerada uma obra-prima.

Outros escritores foram destaque, porém não tanto quanto Camões, como Sá de Miranda, Bernardim Riveiro e Antônio Ferreira.

Literatura de cordel

A poesia popular impressa e divulgada em folhetos que eram ilustrados com xilogravura, recebeu o nome de literatura de cordel. O nome foi dado pois em Portugal estas poesias eram impressas e expostas amarradas em cordões que eram estendidos em lojas de mercados populares e nas ruas para apreciação do povo. No Brasil, esta expressão artística também ficou conhecida como folheto.

Literatura de cordel

Características

O gênero popular normalmente é escrito na forma rimada e originada em relatos orais. Posteriormente, são impressos. Isso se deve ao Renascimento no século XVI quando era popular a impressão dos relatos orais.

Normalmente são ilustrados com xilogravuras, e possuem uma estrutura de estrofes comuns que podem ter dez, oito ou ainda seis versos. Os principais assuntos abordados nestes livretos são as festas, a seca, a política, além de disputas, brigas, atos de heroísmo, morte de personalidades, entre outras coisas.

Os próprios autores, ou ainda terceiros que entravam em contato com a arte, recitavam-na em praças com o acompanhamento de violas.

O Brasil e a literatura de cordel

O nome, como dissemos acima, da literatura de cordel ao chegar no Brasil, era outro, mas no Nordeste ficou conhecida por seu nome original, apesar de não estar normalmente pendurado em barbantes. Esta prática não tornou-se tradição por aqui, não sendo esta uma característica regra no país.

Com custo relativamente baixo, esse tipo de obra continua sendo vendido pelos próprios autores em feiras, expostos em lonas ou malas. Em locais como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Bahia e Paraíba, a literatura de cordel faz muito sucesso devido ao seu baixo preço, aos tons humorísticos usados e aos relatos da vida cotidiana.

No início, este tipo de arte era feito por cantadores que, viajando por fazendas, cidades pequenas e vilarejos do sertão, improvisavam versos. A arte chegou ao Brasil, oriunda de Portugal, e instalou-se na Bahia, em Salvador, e espalhando-se por todo o Nordeste – arredores de onde chegou e tornou-se popular -, onde marca a história até os dias atuais.

Atualmente, apesar de não ser muito popular, a literatura de cordel pode ter suas obras  consultadas na Biblioteca Central Blanche Knopf e no Museu do Homem do Nordeste, onde encontram-se coleções destes.

Autores

Entre os autores mais famosos, podemos citar Leandro Gomes de Barros, José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Zé Vicente, Gonçalo Ferreira da Silva, entre outros. Além disso, esse tipo de literatura influenciou autores nordestinos como Ariano Suassuna, José Lins do Rego, João Cabral de Melo e Guimarães Rosa.

Arcaísmo

Quando falamos em uma palavra arcaica, queremos dizer que ela já não é usada há muito tempo. Mas e quando estamos falando em literatura?

Arcaísmo

Arcaísmo literário

Normalmente encontrado em obras literárias, o arcaísmo literário é muito usado como um recurso de estilo nos dias atuais. Este acaba tornando o texto mais culto, decadente ou solene, por exemplo. Mas o que isso significa, exatamente?

Significa que para deixar o texto mais culto e solene, as pessoas passam a usar expressões típicas da época à que o texto literário faz referência. Estas, no entanto, não tem mais uso nos dias de hoje ou na época em que foram escritas.

Quando o texto é naturalmente antigo, os arcaísmos que podem ser encontrados em seu decorrer não são propositais, visto que eram expressões da época. Muitas das palavras que usamos atualmente, no entanto, acabarão tornando-se arcaísmos em um tempo futuro, assim como os arcaísmos atuais já foram palavras usuais em algum tempo. Isso se dá devido ao processo de evolução da língua que acaba sendo modificada pelos próprios falantes com o passar do tempo.

Quando não usar?

É importante que, ao tentar falar de forma mais culta usando arcaísmos, você analise se será facilmente compreendido em suas expressões, uma vez que essas já caíram em desuso. Em linguagem teórica e científica, por exemplo, este tipo de linguagem não deve ser usada, pois acabará prejudicando a compreensão dos textos. Isso deve ser evitado, portanto, sempre que não for um texto referente à época e estritamente histórico, pois sempre comprometerá a clareza do texto para leitores que não tenham conhecimentos necessários para entender estes termos.

Exemplos

Se ainda não ficou totalmente claro para você o que são os termos arcaicos,  confira alguns exemplos de palavras que são atualmente arcaicas:

Ceroula, que significa cueca; vosmecê, que significa você; outrossim, que significa também; quiçá, que significa talvez; apalermado, que significa bobo; e magote, que significa grande quantidade.

Existem ainda algumas expressões que acabarão se tornando arcaicas, pois atualmente já estão caindo em desuso. Confira algumas delas:

O uso de mesóclise do pronome oblíquo: far-se-á, levantar-nos-emos, entre outros;

Pretérito mais-que-perfeito: amara, fizera, conhecera.

Deu para entender melhor? Mas calma: se você se deparar com alguns dos termos que, atualmente, já são considerados arcaicos, fique tranquilo. A maioria deles está documentada em dicionário podendo, enfim, ser facilmente pesquisada e compreendida.

Literatura barroca

A literatura barroca ocorreu no final do século XVI e início do século XVII, e é caracterizada por dilemas e oposições decorridos da crise do Renascimento. A dificuldade econômica decorrente do declínio do comércio do oriente e o posicionamento da Igreja Católica formaram grandes influências neste período. Havia nesta época um conflito entre os homens barrocos e os conservadores religiosos, pois aqueles desejavam, ao mesmo tempo, a salvação divina e os prazeres mundanos.

Literatura barroca

Características da literatura barroca

O pecado e o perdão andam juntos dentro da literatura barroca, assim como o dualismo, que é a arte do conflito. Tudo é inconstante e está em constante movimento: o bem e o mal, espírito e matéria, céu e inferno, fé e razão. Este período mostra o quanto a vida é breve e que por isso deve ser aproveitada.

Marcada por uma forte linguagem culta e erudita, a literatura barroca apresenta abusos de figuras de linguagem no texto, muitas metáforas, antítese, hipérbato, paradoxo e prosopopeia.

  • Metáforas: expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas;
  •  Antítese: presença de paradoxos, arte do conflito, contraposição de conceitos, palavras ou objetos distintos. Antíteses mais comuns na literatura barroca: claro e escuro, vide e morte, tristeza e alegria;
  • Hipérbato: ideia de grandiosidade;
  • Paradoxo: ideias contrárias em um único pensamento;
  •   Prosopopeia: personificação de seres inanimados, trazendo mais dinamicidade a história.

Literatura barroca no Brasil

  • Gregório de matos, autor que recebeu o apelido de “Boca de Inferno” (devido à sua linguagem considerada de baixo calão, usada em seus textos), foi um dos poetas mais conhecidos do barroco brasileiro;
  • Bento Teixeira, autor de “Prosopopéia”, um dos iniciantes na escola literária barroca;
  • Manuel Botelho de Oliveira, autor de “Música do Parnaso”.

A arte barroca da contrarreforma

É formada pela contrarreforma, época em que igrejas, capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais estavam em alta. As obras de arte falavam aos fiéis, a arte barroca tinha que convencer e impor admiração da população.

A passagem do tempo

O tempo, para o homem barroco, é algo que passa rápido e, em sua vida, tudo se destrói. No entanto, para ele existe a contradição: apesar de a vida ser breve, é preciso saber aproveitar o tempo antes que ele termine.

Cultismo e conceptismo barroco

Cultismo é caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante e de alto nível. É repleta de jogos de palavras.

Conceptismo é o jogo de ideias e de conceitos que estão acompanhados de raciocínio lógico e do nacionalismo. Utiliza uma retórica aprimorada, com o intuito de convencer, ensinar. Neste período as frases são formadas em ordem rigorosa.

Antropocentrismo e teocentrismo

Conflito constante entre o homem e a religião, entre o prazer pagão e a fé divina. O homem entra em constantes questionamentos, como: aproveitar os prazeres carnais da vida ou se conservar “santo” para garantir a “vida eterna”?