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Concordância nominal

Você já reparou que quando vemos uma frase mal escrita, perdemos a credibilidade em seu conteúdo?

Isso acontece porque todos nós somos exigentes em relação à escrita. Por exemplo, se alguém envia um currículo em busca de uma vaga de emprego com erros de concordância, com certeza não será contratado, pois o texto foi mal redigido.

Erros de concordância naturalmente causam desconforto ao leitor, causando transtornos. Para evitar de escrever errado, é importante prestarmos atenção nos elementos que compõem uma frase.

Na concordância nominal, o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero e número.

Regra de concordância nominal

A regra básica de concordância nominal manda os termos determinantes (artigos, numerais e pronomes), e os termos modificadores (os adjetivos), concordarem com um termo determinado, que pode ser o substantivo ou o pronome substantivo, em gênero e número.

Sendo assim, quem “manda” na concordância nominal é o substantivo, que irá determinar se o gênero é masculino ou feminino e o seu número em singular ou plural. Os determinantes modificadores devem concordar com o núcleo do sintagma nominal (o substantivo).

Concordância nominal
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Identificando os elementos que estruturam o sintagma da frase

“Os seus três recentes livros foram lançados ontem.”

  • Núcleo do sintagma nominal → livros (substantivo);
  • Artigo → os;
  • Pronome → seus;
  • Numeral → três;
  • Adjetivo → recentes;
  • Particípio → lançados;

A frase inteira se encontra no masculino e no plural.

Palavras invariáveis (não se flexionam)

Algumas palavras não se flexionam em gênero e número. São elas: os advérbios, as conjunções e as preposições, portanto não concordam com o substantivo.

Uma das dificuldades da concordância nominal é saber diferenciar o adjetivo do advérbio.

– Adjetivo é modificador do substantivo;

– Adverbio é modificador do verbo.

Em alguns casos podemos usar ora o advérbio que é invariável, ora o adjetivo que é variável. Observe os exemplos abaixo:

“Vamos falar sério”.

É o modo como vamos falar, isto é, seriamente;

Advérbio (não se flexiona) → sério.

“Vamos falar sérios”.

Adjetivo → sérios (que se refere ao pronome “nós” sujeito oculto, em razão disso concorda com o plural).

Exemplos de concordância nominal

Exemplo 1:

“Sempre digo que não estamos só”. → frase incorreta.

Só → variável → deveria estar no plural.

“Sempre digo que não estamos sós”. → frase correta.

Exemplo 2:

“Os policiais estavam em alertas.” → frase incorreta.

Alertas → palavra invariável → deveria estar no singular.

“Os policiais estavam em alerta.” → frase correta.

Exemplo 3:

“Recebeu bastante elogios”.

Bastante → deveria estar no plural.

“Recebeu bastantes elogios” → frase correta.

Sessão, seção e cessão

Na língua portuguesa, encontramos uma gramática que se apresenta de forma muito extensa e com inúmeras palavras. Algumas muito semelhantes e outras completamente distintas. Mas às vezes nos deparamos com certas palavras que possuem o som idêntico e na escrita se diferem. Um exemplo desse caso são as palavras sessão, seção e cessão. Você sabe como empregá-las corretamente em uma frase? Continue lendo e descubra!

Palavras homófonas

As palavras que possuem o mesmo som e a grafia diferente são chamadas de homófonas. Essas palavras se diferem na escrita, como é o caso das palavras sessão, seção e cessão, porém, ao pronunciá-las, não há nenhuma diferença no som emitido e o significado dessas palavras é completamente diferente. Veja agora a diferença entre cada uma delas.

Sessão

A palavra sessão tem origem latina, da palavra sessio, que significa sentar-se. Sendo assim, é possível afirmar que essa palavra significa o espaço de tempo que alguma coisa dura, como, por exemplo, uma reunião, uma consulta, um espetáculo etc. Em casos como esses, é necessário que a pessoa se sente para que possa assistir ou participar do acontecimento. Veja a seguir alguns exemplos do uso dessa palavra:

  • Joana chegou muito cedo e quando entrou na sala a sessão do filme não havia começado.
  • Geralmente as sessões semanais com minha psicóloga demoram 40 minutos.
  • Marina fez uma sessão de autógrafos no lançamento do seu novo CD.
  • O Senado se reuniu hoje pela tarde para dar início a uma sessão onde será decidido se a PEC será aprovada ou não.
Sessão, seção e cessão
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Seção

A palavra seção tem origem também latina, da palavra sectio, que significa corte. Sendo assim, é possível afirmar que essa palavra significa a parte de um todo, de uma divisão ou subdivisão. Essa palavra pode ainda significar uma repartição de serviço público ou privado. Veja a seguir alguns exemplos do seu uso:

  • O queijo e o presunto ficam localizados na seção dos frios.
  • Camila chegou na seção de sapatos e lá encontrou sua amiga de infância.
  • Roberto teve problemas no trânsito e não conseguiu chegar a tempo em sua seção eleitoral.
  • A seção do jornal que fala sobre as novelas veio borrada.

Cessão

A palavra cessão tem, mais uma vez, origem latina, da palavra cessio, que significa ceder. Sendo assim, é possível afirmar que essa palavra significa ceder, dar, conceder, transferir um bem ou mesmo um direito. Ela pode significar ainda uma renúncia ou desistência de algo. Veja a seguir alguns exemplos do seu uso:

  • O restaurante cancelou a cessão de sobremesas aos clientes devido a problemas internos.
  • O juiz ordenou a cessão dos automóveis imediatamente.
  • Ainda hoje será confirmada a cessão do local para o evento da próxima semana.

Verbos anômalos

Os verbos anômalos são aqueles que, em sua conjugação, apresentam no radical alterações mais profundas do que os verbos irregulares. São considerados pela gramática como verbos anômalos, apenas os verbos “ser” e “ir”, pois estes perdem todo o radical ao serem conjugados.

No verbo “ser” encontramos radicais diferentes, percebemos pela diferença entre: seja, era. Já no verbo “ir”, entramos: vou, fui, irei.

Por tanto os verbos “ser” e “ir”, são os únicos que entram por completo na denominação de verbos anômalos, pois sofrem alterações diferentes das que ocorrem com os verbos irregulares, por exemplo.

Já os verbos “ter” e “pôr”, apesar de serem indicados como anômalos em algumas pequenas ramificações da gramática, não perdem todo o radical ao serem conjugados.

Verbos anômalos
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Tabela de conjugação dos verbos anômalos “ser” e “ir”

Verbo indicativo – SER

                        Presente                         Pretérito imperfeito     Pretérito perfeito
1ª p.s. Sou Era Fui
2ª p.s. És Eras Foste
3ª p.s. É Era Foi
1ª p.pl. Somos Éramos Fomos
2ª p.pl. Sois Éreis Fostes
3ª p.pl. São Eram Foram

Verbo indicativo – IR

                      Presente                         Pretérito imperfeito     Pretérito perfeito
1ª p.s. Vou La Fui
2ª p.s. Vais Las Foste
3ª p.s. Vai La Foi
1ª p.pl. Vamos Lamos Fomos
2ª p.pl. Ides Leis Fostes
3ª p.pl. Vão Lam Foram

Verbo indicativo – SER

       Pretérito mais que perfeito   Futuro do presente      Futuro do pretérito
1ª p.s. Fora Serei Seria
2ª p.s. Foras Serás Serias
3ª p.s. Fora Será Seria
1ª p.pl. Fôramos Seremos Seríamos
2ª p.pl. Fôreis Sereis Seríeis
3ª p.pl. Foram Serão Seriam

Verbo indicativo – IR

        Pretérito mais que perfeito    Futuro do presente     Futuro do pretérito
1ª p.s. Fora Irei Iria
2ª p.s. Foras Irás Irias
3ª p.s. Fora Irá Iria
1ª p.pl. Fôramos Iremos Iríamos
2ª p.pl. Fôreis Ireis Iríeis
3ª p.pl. Foram Irão Iriam

Verbo subjuntivo – SER

                                   Presente                  Pretérito Imperfeito            Futuro
1ª p.s. Seja Fosse For
2ª p.s. Sejas Fosses Fores
3ª p.s. Seja Fosse For
1ª p.pl. Sejamos Fôssemos Formos
2ª p.pl. Sejais Fôsseis Fordeis
3ª p.pl. Sejam Fossem Forem

Verbo subjuntivo – IR

                                  Presente                      Pretérito Imperfeito            Futuro
1ª p.s. Fosse For
2ª p.s. Vás Fosses Fores
3ª p.s. Fosse For
1ª p.pl. Vamos Fôssemos Formos
2ª p.pl. Vades Fôsseis Fordes
3ª p.pl. Vão Fosseis Forem

Verbo imperativo infinitivo flexionado – SER

                        Imperativo               Imperativo negativo          Infinitivo flexionado
1ª p.s. Ser
2ª p.s. Não sejas Seres
3ª p.s. Seja Não seja Ser
1ª p.pl. Sejamos Não sejamos Sermos
2ª p.pl. Sede Não sejais Serdes
3ª p.pl. Sejam Não sejam Serem

Verbo imperativo infinitivo flexionado – IR

                           Imperativo          Imperativo negativo          Infinitivo flexionado
1ª p.s. Ir
2ª p.s. Vai Não vás Ires
3ª p.s. Não vá Ir
1ª p.pl. Vamos Não vamos Irmos
2ª p.pl. Ide Não vades Irdes
3ª p.pl. Vão Não vão Irem

Formas nominais não conjugadas – SER

Infinitivo                                                        Particípio                                 Gerúndio
Ser                                                                 Sido                                           Sendo

Formas nominais não conjugadas – IR

Infinitivo                                                        Particípio                                 Gerúndio
Ir                                                                     Ido                                             Indo

Concordância verbal

Na concordância verbal a regra básica é fazer o verbo concordar em número, isto é, no singular ou no plural, e na pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da frase.

Sujeito simples

Ocorre quando o verbo concorda com o sujeito em pessoa e número, estando o sujeito antes ou depois do verbo. Por exemplo:

“A cantora excursionará por vários países da Europa.”

“Tu a expulsarias de casa?”

“Desapareceram no meio da mata os fugitivos.”

Sujeito composto

Neste caso o verbo vai para o plural. Por exemplo:

“Sua raiva e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem.”

“Ainda reinavam a confusão e a alegria.”

“Eu e você somos pessoas responsáveis.”

Observação: o verbo ficará no singular se os núcleos se referirem à pessoa ou coisa ou se os núcleos aparecerem resumidos por “tudo”, “nada” e “ninguém”, por exemplo:

“Caneta, lápis, papel, tudo era necessário para o trabalho.”

Sujeito composto posposto ao verbo

Neste caso o verbo vai para o plural. Por exemplo:

“Caíram na cama as crianças e as mães exaustas.”

Concordância verbal
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Sujeito composto de diferentes pessoas

Aqui o verbo vai para o plural na pessoa que prevalecer, sendo que a 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª, e a 2ª prevalece sobre a 3ª. Por exemplo:

“Eu, tu e ele faremos a proposta ao professor.”

“Atiraremos a pedra você e eu.”

Sujeito representado por um coletivo

Ocorre quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de um adjunto adnominal plural, admitem-se a concordância com o coletivo ou com o adjunto adnominal. Por exemplo:

“A equipe de basquete deixou o estádio.”

“A equipe de jogadores deixaram o estágio.”

Sujeito constituído pelos pronomes “que” e “quem”

Que: o verbo concordará em número e pessoa com o antecedente se tiver o pronome relativo “que”. Por exemplo:

“Fui eu que falei.”

“Fomos nós que falamos.”

“Fui eu que paguei a conta.”

“Fomos nós que pagamos a conta.”

Quem: o verbo irá para 3ª pessoa do singular se tivermos o pronome “quem”. Por exemplo:

“Fui eu quem pagou a conta.”

“Fomos nós quem pagou a conta.”

Núcleos do sujeito ligados por “ou”

O verbo ficará no singular sempre que houver ideia de exclusão. Por exemplo:

“O garoto ou a garota será o representante da classe.”

Núcleos do sujeito ligados por “com”

O verbo vai para o plural. Por exemplo:

“O pedreiro com o pintor foram jantar.”

Verbos transitivos

Na Gramática, os verbos são as palavras que exprimem ações, estado, mudança de estado e fenômenos meteorológicos, sempre levando-se em conta determinado tempo. Os verbos são classificados quanto à semântica, quanto à morfologia e quanto às conjugações. Dentro da Semântica, uma das classificações são os verbos transitivos, tema deste artigo.

Quais são os verbos transitivos?

Os verbos transitivos (VT) são aqueles que necessitam de complemento por possuírem o sentido incompleto. Estes verbos transitam e precisam de um complemento para que a ação verbal tenha sentido.

Preste atenção nos exemplos a seguir:

Tenho uma estante cheia de livros.

(Quem tem, tem alguma coisa, certo? Tenho o quê? Uma estante cheia de livros.)

Gosto muito da sua companhia.

(Quem gosta, gosta de alguém ou de algo, certo? Gosto de quê? Da sua companhia.)

Classificação dos verbos transitivos

Os verbos transitivos são classificados em verbos transitivos diretos (VTD), verbos transitivos indiretos (VTI) e verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI, também denominados bitransitivos).

Verbos transitivos
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Verbos transitivos diretos (VTD)

São os verbos que exigem complemento sem preposição obrigatória, isto é, os complementos se unem ao verbo sem o auxílio de uma preposição. Confira o exemplo a seguir:

Li o artigo que você publicou.

(Li o quê? O artigo que você publicou).

Perceba que o verbo necessita de complemento, mas sem preposição. Quando houver dúvida sobre o verbo transitivo, uma dica é tentar completá-lo com “alguma coisa”, pois geralmente ele aceita este complemento.

Verbos transitivos indiretos (VTI)

São os verbos que exigem complemento com preposição obrigatória, isto é, se unem ao verbo com o auxílio de uma preposição. Confira os exemplos a seguir:

Preciso de um computador novo.

(Quem precisa, precisa de algo).

Ela acredita em contos de fadas.

(Quem acredita, acredita em algo ou alguma coisa).

Verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI) ou verbos bitransitivos

Os verbos transitivos diretos e indiretos, também conhecidos como bitransitivos, são aqueles acompanhados de um objeto direto e um indireto, concomitantemente. Confira os exemplos a seguir:

Exemplos: A empresa fornece alimentação aos trabalhadores.

Objeto direto: alimentação
Objeto indireto: aos trabalhadores

Ele agradeceu aos ouvintes a audiência.

Objeto direto: a audiência
Objeto indireto: aos ouvintes

Perdoa-lhe tudo. (= Perdoa tudo a ele)

Objeto direto: tudo
Objeto indireto: lhe

Qual a diferença entre paradoxo e antítese?

Antes de adentrarmos na explicação sobre paradoxo e antítese, é importante saber de um conceito: as figuras de pensamento. Estas fazem parte das figuras de linguagem, que são o resultado de um desacordo entre o que se deseja falar realmente e o que foi dito. É composta, na verdade de desvios que ocultam um estado de consciência. Entre as linguagens de pensamento, estão o eufemismo, a ironia, a litote, a prosopopeia, a antítese e o paradoxo.

Antítese

Quando falamos em antítese estamos nos referindo à exposição de significados ou ideias contrárias, sendo por meio de palavras, frases ou orações. Por exemplo “Ela não chora, ri”, onde há uma oposição entre rir e chorar.

Esse recurso foi muito presente como característica da literatura barroca, como no trecho de Sermão da Sexagésima “… mas esse espírito tinha impulsos para os levar, não tinha regresso para os trazer; porque sair para tornar melhor é não sair”.

Qual a diferença entre paradoxo e antítese?
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Paradoxo

Já quando nos referimos ao paradoxo presente em um texto, o contraste está na ideia em contradição, como no soneto de Camões abaixo.

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer,
É um querer mais que bem-querer,
É um solitário andar por entre a gente,
É um não contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em perder,
É um estar-se preso por vontade,
É servir quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade,
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade
Sendo a si tão contrário o mesmo amor?

Como podemos ver, o texto é cheio de paradoxos, ou seja, cheio de ideias que aparentam ser contraditórias, mas tem explicação que transcende os limites da expressão verbal.

Para melhor entendimento, podemos citar um paradoxo que não envolve as palavras: a amizade entre um cão e um gato. Estes, conceitualmente, não se dão bem, mas vivem bem com a sua antítese – oposição de ideias – de amor e ódio.

Objetivos

Ambas as figuras de linguagem – e de pensamento – descritas neste artigo podem ser usadas para conferir ao texto maior expressividade, demonstrando mais sentimento fugindo da expressão verbal tradicional. Além disso, os textos em que há uma dessas figuras, ou ainda outras, ficam mais interessantes, divertidas e expressivas.

Agente da passiva

Voz ativa e voz passiva

Antes de adentrarmos nos estudos sobre agente da passiva, é importante relembrarmos alguns conceitos. Você sabe o que é voz ativa e voz passiva?

Quando uma oração apresenta um sujeito praticante de uma determinada ação e o objeto que a sofreu, dizemos que a oração está na voz ativa. No caso em que o sujeito é paciente (sofre a ação ao invés de praticá-la), a oração está na voz passiva.

Agente da passiva

O que é o agente da passiva?

O praticante da ação, no caso de uso de voz passiva, é denominado agente da passiva.

Confira os exemplos abaixo para entender melhor:

Voz ativa: A menina rasgou o livro.

Voz passiva: O livro foi rasgado pela menina.

No primeiro caso, na voz ativa, a menina é o sujeito, a ação é rasgou e o objeto é o livro. O livro sofreu uma ação pelas mãos da menina. Já no segundo caso, na voz passiva, o livro sofreu a ação de ser rasgado pela menina que, neste caso, é a agente da passiva.

Classificações do agente da passiva

Além dessa explicação rápida, é preciso frisar que o agente da passiva pode ser classificado de três formas diferentes.

  • Quanto à relação: neste caso, está sempre associado ao verbo transitivo na voz passiva;
  • Quanto à forma: o agente da passiva sempre, neste caso, se liga ao verbo por meio de uma preposição (normalmente a preposição por e suas variações);
  • Quanto ao valor: por fim, pode ser classificado quanto ao valor, indicando o elemento que pratica a ação verbal.

Agente da passiva indeterminado

Pode ser também que, no português moderno com a voz passiva sintética ou simplificada, o agente da passiva fique indeterminado como no exemplo abaixo:

Vendem-se livros > neste caso, está na voz passiva sintética.

Livros são vendidos > voz passiva, sem poder determinar por quem são vendidos os livros.

Representações do agente da passiva

O agente da passiva pode ser representado em diversas orações de formas diferentes, podendo ser pelo substantivo ou palavra substantivada, pelo pronome, pelo numeral ou ainda pela oração substantiva.

Gêneros textuais

As variadas formas de linguagem que podem ser empregadas nos textos são denominadas gêneros textuais. Apesar de poderem estar mescladas em um texto, será nomeado aquele que for mais constante em seu decorrer. Estes são, ainda, a forma como a língua e as palavras são organizadas para manifestar diversas situações de comunicação.

O conjunto de características de um texto irá determinar o seu gênero textual: assunto, quem está falando, para quem se está falando, finalidade ou ainda se o texto é narrativo, instrucional, argumentativo, entre outros.

Gêneros textuais

Gênero textual x gênero literário

Mas atenção, uma confusão muito comum é quando ao gênero literário. Estes são classificados conforme a sua forma, podendo ser gênero lírico, gênero épico, gênero dramático, entre outros. Já os gêneros textuais abrangem todos os textos da língua, e não apenas os literários. Ficou confuso? Vamos explicar. Os gêneros textuais abrangem além dos textos escritos, os orais que são usados para comunicação.

Quais são?

Com estilo e estrutura próprios, os tipos de gêneros textuais podem ser identificados por suas características. Confira alguns dos gêneros abaixo:

Carta

A carta possui algumas características específicas, como ter um destinatário e um remetente determinados, podendo ser pessoal, institucional, ao leitor ou aberta. Além disso, o tipo de escrita – dissertativa, narrativa ou descritiva – será escolhido dependendo do objetivo dessa carta. A estrutura formal é fixa: apresenta-se inicialmente a saudação, em seguida o que pretende-se falar, ou seja, o corpo da carta, e por fim a despedida.

Notícia

Uma notícia é um gênero textual dos gêneros jornalísticos. Possui linguagem narrativa e descritiva e tem como objetivo informar um determinado fato. Existem ainda alguns elementos que são marcantes neste gênero, que são o tempo, o lugar, pessoas envolvidas no fato, entre outras.

Além destes, podemos citar ainda outros gêneros textuais: reportagem e entrevista que, junto à notícia, são gêneros essencialmente jornalísticos, conto maravilhoso, conto de fadas, fábula, lenda, narrativa de ficção científica, romance, conto, piada, relato de viagem, diário, autobiografia, curriculum vitae, biografia, relato histórico, artigo de opinião, carta de leitor, carta de solicitação, editorial, ensaio, resenhas críticas, seminário, conferência, palestra, entrevista de especialista, relatório científico, regulamento, textos prescritivos, entre outros.

Por serem muitos e extremamente abrangentes, seria difícil estudar a todos os gêneros textuais. Portanto, sempre que for escrever um texto de um determinado gênero, é essencial que você busque referências e estude suas características e a linguagem para que siga o gênero da forma correta.

O que é um acróstico?

Você já ouviu falar em acróstico? Chamamos por esse nome um gênero de composição que normalmente é poética e tem uma estrutura formada por uma palavra escrita verticalmente formando com suas letras iniciais ou finais uma sequência significativa.

Você deve ter visto isso em sua infância quando, na escola, alguns professores pediam para escrever uma poesia com seu nome, conforme o exemplo abaixo:

Meus olhos perdem-se em seu olhar

Ante à beleza infindável

Revelada nos mistérios de sua alma. Passo a vida

Imaginando o dia em que ser

Amado por ti será mais do que um breve espaço de sonhar.

Esse tipo de trabalho, no entanto, não é feito somente com nomes, mas com palavras conforme o exemplo abaixo, de autoria de Santher, uma poetisa paranaense.

Minha Razão de Viver

Felicidade maior que se

Instalou em minha vida…

Luz que ilumina e me mostra o

Horizonte a seguir… Abrigo

Onde repouso meus

Sonhos, sem nunca pensar em desistir.

Como criar um acróstico?

Criar um acróstico é muito simples: escolha uma palavra, podendo ser um nome de animal, um objeto, um personagem, um nome ou até mesmo uma frase inteira, e a escreva na vertical, sendo que em cada linha constará uma letra. A partir disso, basta abrir a mente e soltar a imaginação desenvolvendo frases.

Conceito

Com uma dinâmica característica da língua portuguesa, o acróstico consiste em uma criação em que temos que, a partir de uma letra, criar vocábulos, poemas e frases. Trata-se de um tipo de recriação textual, da mesma forma como é caracterizado o resumo, a resenha, a paráfrase e o esquema.

É importante frisar, também, que, apesar de nos exemplos acima terem começado sempre com as letras na posição inicial de uma frase, estas também podem ser intermediárias ou finais.

O que é um acróstico?

História

Desde muito tempo, na antiguidade, os acrósticos faziam parte da literatura, sendo usados pelos escritores gregos e latinos e, além disso, na Idade Média pelos monges. Utilizado amplamente durante o barroco, entre os séculos XVI e XVII, o acróstico recebeu esse nome que deriva da palavra grega Akrós, que significa extremo, e Stikhon, que significa linha ou verso.

Tipos de acrósticos

Como citamos anteriormente, apesar de os exemplos demonstrados serem somente de um tipo, existem diversas variantes. As principais, e mais simples, são o acróstico alfabético e o acróstico mesóstico.

Acróstico alfabético

Nesta, as letras do alfabeto são enfileiradas verticalmente.

Acróstico mesóstico

É quando as letras da palavra-chave usada encontram-se no meio da composição, podendo ser no final de cada hemistíquio ou início do segundo.

Hibridismo

O conjunto de palavras que dispomos na língua portuguesa é extenso e, por isso, requer que conheçamos um pouco sobre a formação de cada uma destas que integram esse grupo, dentre as quais estão as palavras decorrentes do chamado hibridismo.

No português, léxico é nome que damos ao vocabulário que o idioma disponibiliza para que se estabeleça a comunicação entre os indivíduos. Assim, compreendemos que cada parte, que é gramaticalmente intitulada de morfema, ao unir-se ao radical dá origem a uma nova palavra.

Hibridismo

Do que se trata?

E é nesse contexto de composição das palavras que surge o hibridismo. Este que compreende o processo de formação de uma palavra a partir da junção de dois ou mais vocabulários/elementos de línguas distintas. Também pode se considerar hibridismo uma palavra decorrente da interpenetração de sintaxes derivadas de idiomas distintos.

Dessa forma, muitos gramáticos da língua portuguesa têm se posicionado, ao longo dos tempos, contrários ao hibridismo. Sobretudo devido a não regularidade exposta por tais elementos que, na maioria dos casos, derivam do grego e do latim.

Todavia, a utilização constante de alguns desses hibridismos pelos falantes do português tem levado as considerações dos gramáticos a ficarem somente na teoria, pois na prática, muitos dessas palavras híbridas já foram incorporadas ao nosso léxico, as tornando praticamente aportuguesadas. 

Exemplos de hibridismos predominantes na língua portuguesa:

Álcool (árabe) + metro (grego) = alcoômetro

Auto (grego) + clave (latim) = autoclave

Banana (africano) + al (latim) = bananal

Bi (latim) + cicl (grego) + et (latim) = bicicleta

Buro (francês) + cracia (grego) = burocracia

Caipora (tupi) + ismo (grego) = caiporismo

Endo (grego) + venoso (latim) = endovenoso

Floriano (português) + polis (grego) = Florianópolis

Hiper (grego) + acidez (português) = hiperacidez

Mono (grego) + Cultura (latim) = monocultura

Psico (grego) + motor (latim) = psicomotor

Romano (latim) + -ista (grego) = romanista

Socio (latim) + -logia (grego) = sociologia

Zinco  (alemão) + grafia (grego) = zincografia

Mais ocorrências de destaque

Grego e latim

Estrela + navegante = astronauta

Por si mesmo + móvel = automóvel

Um + olho = monóculo

Longe + visão = televisão

Latim e grego

Alto + medida = altímetro

Dez + medida = decímetro

Árabe e grego

Soda + forma = alcaloide