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Isomeria

Isomeria (do grego iso = mesma(s); meros = partes) é o fenômeno relacionado à existência de dois ou mais compostos químicos que apresentam a mesma fórmula molecular, mas as fórmulas estruturais diferentes. Os compostos químicos com estas características são chamados de isômeros. A descoberta deste fenômeno ocorreu na primeira metade do século XIX e mostrou que as propriedades das substâncias químicas dependem não apenas de sua composição, mas também do arranjo espacial dos átomos dentro da molécula.

Menos frequente nos compostos inorgânicos, a isomeria ocorre principalmente em compostos de carbono, já que o grande número de combinações possíveis das longas cadeias de carbono favorece o aparecimento deste fenômeno. Sendo assim, a isomeria estuda as diferentes probabilidades de existência de compostos com mesma fórmula molecular.

Isomeria plana e espacial

Isomeria plana

Estuda os isômeros pela diferença entre as suas fórmulas estruturais planas. São cinco os casos em que esta isomeria ocorre:

Isomeria de posição – Os isômeros têm o mesmo tipo de cadeia e a mesma função, mas apresentam diferença na posição de um grupo funcional, de uma insaturação ou de um radical.

Exemplos:

– Diferente posição de um grupo funcional
Exemplo: F.M. C3H8O – 1-propanol e 2-propanol.

– Diferente posição de uma insaturação
Exemplo: F.M. C4H8 – 1-buteno e 2-buteno.

– Diferente posição de um radical
Exemplo: F.M. C6H14 – 2-metilpentano e 3-metilpentano.

– Diferente posição de um grupo funcional
Exemplo: F.M. C3H8O – 1-propanol e 2-propanol.

Isomeria de cadeia – Os isômeros pertencem a uma mesma função química, mas apresentam diferentes tipos de cadeias carbônicas.

Exemplos:

– Cadeia normal X cadeia ramificada
Exemplo: F.M. C4H10 – n-butano e metilpropano.

– Cadeia aberta insaturada X cadeia fechada saturada
Exemplo: F.M. C3H6 – propeno e ciclopropano.

Isomeria de função – Os isômeros pertencem a funções diferentes. Os três casos são:

– Álcool e Éter → CnH2n+2O
– Aldeído e Cetona → CnH2nO
– Ácido e Éster → CnH2nO2

Isomeria dinâmica ou tautomeria – Trata-se de um caso particular de isomeria, em que os isômeros de funções químicas diferentes estabelecem um equilíbrio químico dinâmico.

Exemplos:

Isomeria
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Isomeria de Compensação – Isômeros de mesma função química, com cadeias heterogêneas, que diferem pela posição do heteroátomo (átomo diferente do carbono presente nas cadeias carbônicas).

Exemplos:
– F.M. C4H10O – metoxipropano e etoxietano;
– F.M. C4H11N – metil-propilamina e dietilamina.

Isomeria Espacial

Na isomeria espacial, os isômeros têm a mesma fórmula molecular e fórmula espacial diferente. São dois os casos:

Isomeria Geométrica – Um composto químico apresenta esta isomeria quando tem dupla ligação carbono-carbono e se tiver ligantes diferentes a cada carbono da dupla ligação.

Isomeria Óptica – Os isômeros apresentam a propriedade de desviar o plano de vibração da luz polarizada. Os ácidos lácticos são exemplos de isômeros ópticos.

Funções químicas

Funções químicas é o nome dado aos grupos de substâncias compostas que apresentam propriedades químicas e comportamentos parecidos.

Dentro deste estudo encontramos as quatro principais funções: ácidos, bases, sais e óxidos. Para entendermos melhor o comportamento de cada substância e como se transformam em outras substâncias, vamos nos aprofundar um pouco mais para conhecer as funções químicas.

Ácidos

São compostos covalentes, que reagem com água, sofrendo ionização, formando soluções que apresentam como único cátion o hidrônio H3O1+, conhecido também como o cátion H1+.

São capazes de conduzir corrente elétrica, como é o caso do Ácido Clorídrico, Acido Fórmico, Ácido Bórico, entre outros.

  • Características dos ácidos: sabor azedo, a exemplo do limão. Possuem boa condução da eletricidade e conseguem alterar a cor dos indicadores, substâncias que servem para identificar se a substância possui caráter ácido ou básico.
  • Onde podem ser encontrados: podem ser utilizados como corrosivos, como na limpeza de baterias de automóveis, na produção de fertilizantes, em compostos orgânicos e até mesmo na limpeza de metais e ligas de aço.
  • Exemplo: H2SO4  → H3O1+ + HSO4
Funções químicas
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Bases

Bases são substâncias que em contato com a água produzem o ânion OH-, conhecido também como hidroxila. Reconhecemos uma base através da presença do OH-, presente sempre ao lado direito da fórmula.

  • Características das bases: sabor adstringente, a exemplo da maça. Conduz eletricidade em água. Conseguem alterar a cor dos indicadores e reagem com ácidos formando sal e água.
  • Onde podem ser encontradas: em soda cáustica para desentupir pias, antiácido estomacal, no preparo e argamassa para a construção civil, na criação de tintas e até mesmo na limpeza doméstica.
  • Exemplo: NaOH(s)  → Na1++  OH1-

Sais

São compostos capazes de se dissociar na água, liberando íons, mesmo em pequena porcentagem, sendo que pelo menos um cátion é diferente de H3O1+ e pelo menos um ânion é diferente de OH1-.

São formados a partir da reação de um ácido com uma base, tornando-se a reação de neutralização, formando também água.

  • Características dos sais: conduzem eletricidade quando estão na fase líquida (por conter elétrons livres) e, de um modo geral, são sólidos quando em temperatura e pressão ambiente.
  • Onde podem ser encontradas: água do mar, sal de cozinha, conservação de carnes, soda cáustica e até mesmo no gás cloro.
  • Exemplo: NaCl → Na1+ +  Cl1-

Óxidos

São compostos formados apenas por dois elementos químicos, dos quais o oxigênio é o elemento mais eletronegativo. É conhecido também por compostos binários.

  • Características dos óxidos: os óxidos se formam através da combinação do oxigênio com quase todos os elementos da tabela periódica.
  • Onde podem ser encontrados: para a fabricação de cimento, tijolo e cerâmica. Podem agir como bactericidas e fungicidas, já na agricultura servem para corrigir a acidez do solo.
  • Exemplos: CO2, SO2, SO3, P2O5

Poluentes radioativos

Há muitos anos começaram as experiências com material nuclear, e isso tem feito com que muitos resíduos fiquem na atmosfera. No entanto, esse material acaba se espalhando pela Terra devido às forças das correntes de ar e, posteriormente, como consequência, isso acaba chegando ao solo e aos oceanos, sendo incorporada e absorvida inclusive pelos seres vivos que aqui habitam. Mas essa não é a única forma de liberação desse material no meio ambiente: existem ainda as usinas nucleares que produz lixo atômico e não tem onde descarta-lo. Esse problema atual tem trazido muitas consequências para o meio ambiente.

Outras formas de emissão

Além das formas citadas acima, há ainda outros meios de emissão. Existem agentes bacteriológicos que atuam na produção desse material quando os adubos são mal acondicionados, ou ainda quando suas embalagens não são tratadas da forma correta. Além disso, os esgotos, quando não tratados, causam bactérias e vírus. Existe ainda a liberação de agentes químicos como os detergentes não biodegradáveis, por exemplo, que contaminam o solo, assim como inseticidas caseiros e muitos outros produtos.

Emissão natural

A emissão natural pode acontecer por meio de agentes físicos, no caso de erosão do solo e perturbações do meio ambiente.  Estas podem passar a liberar gases e produtos químicos com um nível elevado de radiação.

Consequências

Essa poluição é a mais perigosa de todas, pois produz uma contaminação radioativa, ou seja, um efeito químico proveniente de ondas de energia. Essa já está presente no ambiente de formas naturais, em níveis aceitáveis e, passado este nível, sua presença pode ocasionar em muitas doenças à quaisquer organismos vivos com os quais entre em contato.

Entre as doenças, podemos citar leucemia, câncer, perda de cabelo e muitas outras. Além disso, vem o agravante: até então, não existe nenhuma forma de livrar-se dessa contaminação radioativa.

Poluentes radioativos

Poluentes radioativos

Existem no mundo muitos poluentes radioativos, mas entre os mais perigosos, encontramos o estrôncio 90. Este possui uma meia vida relativamente alta, ou seja, o intervalo de tempo em que perde a capacidade de emitir radioatividade é relativamente grande, e, além disso, é metabolizado pelo organismo animal de forma muito semelhante ao cálcio.

A ingestão de leite e ovos contaminados faz com que o estrôncio 90 chegue ao corpo, alojando-se nos ossos. Isso fará com que a atividade da medula óssea seja alterada quanto à produção das células sanguíneas, trazendo sérios riscos de o indivíduo passar por uma anemia muito forte, ou até mesmo de adquirir leucemia.

Ácidos

A definição mais usada para os ácidos é a de Arrhenius: ácidos são substâncias que se ionizam em solução aquosa liberando íons H+. Por exemplo, vamos pegar o ácido clorídrico. Este, em solução aquosa, se decompõe conforme demonstrado abaixo:

Ácidos

Características

Como citamos, os ácidos são substâncias que dão origem a íons quando em solução aquosa. Além disso, neste mesmo meio, são capazes de conduzir eletricidade justamente por se desdobrarem em íons. Com sabor azedo, o limão, o vinagre e o tamarindo são exemplos de elementos que contêm ácidos.

Algumas substâncias conhecidas como indicadores têm a propriedade de alterar suas cores de acordo com o caráter da substância: ácido ou básico. Quando a solução é ácida, os indicadores terão suas cores alteradas. Como exemplo dessas substâncias, podemos citar o tornassol e a fenolftaleína.

Quando em reação com as bases, os ácidos passam por uma reação chamada neutralização, originando sais e água.

Ácidos
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Ácidos orgânicos

Existem alguns ácidos que fazem parte de nossa alimentação, como por exemplo, o ácido acético, presente no vinagre; ácido tartático, presente na uva; ácido málico, presente na maçã; ácido fosfórico, que é utilizado no processo de fabricação de refrigerantes à base de cola; e o ácido carbônico, que é um dos constituintes das águas gaseificadas e refrigerantes.

Ácidos inorgânicos

Ao contrário dos ácidos orgânicos, estes, quando ingeridos, podem inclusive levar a pessoa à morte. Como exemplo, podemos citar o ácido sulfúrico, ácido clorídrico, ácido fluorídrico, ácido nítrico e ácido cianídrico – este último é usado em câmaras de gás para executar pessoas condenadas à morte.

A força dos ácidos

Os ácidos podem ser fracos ou fortes, mas como saber de qual se trata? Isso se deve ao grau de ionização de cada um deles.

Para definir, você pode usar a seguinte regra:

m = número de átomos de oxigênio – número de hidrogênios ionizáveis

Tendo isso em mente, siga a seguinte regra:

m = 3 – ácido muito forte

m = 2 – ácido forte

m = 1 – ácido semiforte

m = 0 – ácido fraco

Atenção: essa regra não se aplica aos hidrácidos. O H2CO3 é uma exceção.

Ácidos fracos

Os ácidos fracos são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente alta. Por exemplo:

Ácidos

Neste caso, temos duas setas que indicam que os sentidos das reações possuem dimensões diferentes – isso posto propositalmente para mostrar que a dissociação dos íons ocorre com menor frequência do que a formação de CH3COOH.

Ácidos fortes

Os ácidos fortes, por outro lado, são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente baixa.

Ácidos

Toda reação é, mesmo que irrisoriamente, reversível e, por isso, foram colocadas duas dimensões diferentes demonstrando que a dissociação dos íons acontece com mais frequência do que a reversão do processo, ou seja, do que a formação de HCl.

Corantes

Os corantes são substâncias que, quando adicionadas a outras, altera a sua cor, podendo ser uma tintura, um pigmento, uma tinta ou até mesmo um composto químico. Estes podem ser feitos por compostos químicos naturais ou sintéticos que podem ser aplicados tanto em água quanto em outros solventes formando uma solução que normalmente é usada para a aplicação do corante. Quando aplicadas, estas substâncias fixam-se a um substrato que pode ser, por exemplo, cabelo humano, papel, tecidos, entre outros.

Corantes

História

Os corantes vêm sendo usados há muitos anos pelo homem, sendo que algumas pinturas encontradas datam de mais de 4 mil anos. As pinturas e maquiagens usadas pelos egípcios eram feitas por meio da extração de pigmentos da natureza. O vermelho era difícil de ser extraído nos tempos antigos e, por isso, era caro e estava sempre associado à realeza.

Passado algum tempo, a curiosidade e a procura por cores diferentes fez com que o homem buscasse uma forma de ter corantes de forma mais prática e de fácil acesso, sendo dessa forma desenvolvido o corante sintético.

Os corantes sintéticos foram desenvolvidos por Willian Henry Perkin que, em sua fábrica, passou a produzi-los. Estes começaram a ser usados no ano de 1856 e, hoje em dia, mais de 90% dos corantes utilizados para diversos fins são sintéticos. Atualmente, um dos corantes mais utilizados é o que dá a cor ao jeans, desenvolvido no ano de 1880 que recebeu o nome de Índigo. Este, ao contrário da maioria, normalmente é extraído de forma natural, assim como a henna.

Características

Os corantes apresentam cor por serem compostos que absorvem a radiação na faixa da luz visível, sendo que cada cor está relacionada com um comprimento de onda específico. Em sua estrutura, a maior parte dos corantes apresenta vários anéis aromáticos que unem-se por meio de ligações que facilitam a circulação de elétrons pelos anéis. Essa circulação, por sua vez, facilita a absorção das cores por meio da radiação. Para o desenvolvimento de novos corantes.

Corantes para a indústria de alimentos

Os corantes que são usados na indústria dos alimentos, normalmente são fabricados do urucum – cerca de 70% dos corantes naturais são fabricados dele assim como 50% dos ingredientes naturais que tem como função dar cor aos alimentos.

Existem ainda outras plantas e extratos de onde são extraídas as substâncias que são usadas como corantes para alimentos, de forma a deixar a sua coloração o mais natural possível.

Energia nuclear no Brasil

O Brasil é um dos países que possui usinas de geração de energia nuclear, também conhecida como termonuclear. As reações nucleares são uma maneira de produzir energia. A energia nuclear é proveniente de reações de fissão, com efeito em cadeia de modo controlado. No Brasil encontramos um programa de uso de energia nuclear para fins pacíficos, cerca de 3 mil instalações estão em funcionamento, utilizando este material para aplicações na indústria, saúde e pesquisa.

Energia nuclear no Brasil

O que são reações de fissão?

É quando o núcleo do átomo de urânio se torna instável ao ser bombardeado com nêutrons moderados. O átomo se rompe praticamente ao meio, originando dois núcleos médios, que acabam liberando dois ou três nêutrons e com uma grande quantidade de energia.

Vantagens de produzir energia nuclear        

  • Grande quantidade de energia gerada;
  • Usinas termonucleares são consideradas fontes de energia barata e limpa;
  • Não libera gases estufa;
  • Utiliza-se pequena área para construção da usina;
  • Grande disponibilidade de combustível;
  • Pequeno risco no transporte do combustível;
  • Pequena quantidade de resíduos;
  • Independência de fatores climáticos.

Desvantagens de produzir energia nuclear

  • Lixo nuclear radioativo (deve ter cuidado ao armazená-lo, sempre em locais seguros e isolados);
  • Mais caro, quando comparado a outras formas;
  • Riscos de acidades nucleares;
  • Problemas ambientais em função do aquecimento de ecossistemas aquáticos (devido a água de resfriamento dos reatores).

Qual é o papel no Brasil?

A energia nuclear tem como papel complementar as fontes de energéticas disponíveis no brasil. Não existe fonte de energia que represente solução única de forma sustentável para um país.

Um exemplo disso, são as mudanças que vem ocorrendo no sistema elétrico brasileiro, que por muito tempo foi baseado em fontes hídricas e atualmente passa por uma mudança no sentido de se tornar um sistema hidrotérmico.

Estamos vivendo a expansão da contribuição de outras fontes renováveis (eólica, solar, biomassa), porém, estas não irão reduzir a necessidade da complementação térmica. Afinal, todas as fontes renováveis dependem de ciclos da natureza e requerem a complementação térmica para os períodos em que não estão em funcionamento.

Usinas termonucleares em funcionamento no Brasil

Atualmente no Brasil, encontramos em funcionamento duas usinas: Angra 1 e Angra 2, que se encontram no município de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Possuem potencial de geração de energia de 2 mil megawatts. Está previsto a inauguração de Angra 3 para o ano de 2015, que irá adicionar 1080 megawatts de energia elétrica.

Método científico

O método é uma palavra que deriva do grego métodos, significando o caminho para chegar a um determinado fim. Quando usamos essa palavra para falar de método científico, estamos falando de um conjunto de regras que são usadas para o desenvolvimento de experiências para produzir um conhecimento ou corrigir e complementar aqueles que já existem.

Este normalmente é usado para estudar um fenômeno de maneira racional para que os enganos possam ser evitados. É preciso encontrar provas e evidências para conseguir chegar à conclusões e afirmações fundamentadas. O método envolve todas as abordagens, técnicas e processos usados para formular ideias e resolver os problemas que aparecem durante a aquisição de um determinado conhecimento.

Método científico

De onde surgiu?

O pensamento de Descartes deu origem à metodologia científica, sendo posteriormente desenvolvida por Isaac Newton. No entanto, existem registros de que na Grécia Antiga os métodos científicos já eram usados para decisões entre duas hipóteses. Seus princípios, no entanto, somente se consolidaram nos séculos XVII e XVIII com o surgimento da física.

O que é?

Para desenvolver uma teoria, é preciso que, em primeiro lugar, você observe. Isso pode ser feito por todos, independentemente de usar aparelhos ou ser feita a olho nu. Quando falamos de ciência, no entanto, estamos falando de observações cuidadosas e precisas, visualizadas em seus mínimos detalhes.

Tendo observado, o segundo passo é desenvolver uma hipótese. Para isso, você deve testar e realizar muitos experimentos. O pesquisador, a partir de então, fará suposições e propostas de ideias lógicas para explicar suas observações e, em seguida, poderá testar cada uma das hipóteses que, quando confirmadas, geram leis e teorias.

A lei é um enunciado que pode ser feito depois de várias observações que tiveram resultados semelhantes. Ela é usada somente para definir aqueles eventos que se manifestam de forma invariável e uniforme.

Quando não se trata de uma lei, ela pode ser uma teoria que é testada por vários experimentos. Essa, então, pode ser definida como um método científico criado por meio de experimentos, sendo algo que responde questões iniciais e que ocorrem durante o processo, e além disso, prevê fatos de futuros experimentos que podem trazer à teoria algumas modificações.

Os elementos

O método científico consiste em alguns elementos que o compõe. O primeiro deles é a caracterização, que é composta pelas quantificações, observações e medidas. Em seguida, vêm as hipóteses que envolvem as explicações hipotéticas dessas observações e medidas. Posteriormente, temos as previsões, que nada mais são do que as deduções lógicas das hipóteses formuladas anteriormente. Finalmente temos os experimentos, em que são realizados testes de todos os três elementos citados anteriormente.

Solubilidade

Quando falamos em solubilidade, estamos nos referindo a capacidade de uma substância se dissolver em outra. Isso acontece somente quando, de acordo com o princípio da solubilidade, as duas substâncias foram semelhantes. “Semelhante dissolve semelhante”. Mas o que isso significa?

Solubilidade

Polar e apolar

As substâncias podem ser divididas em polares e apolares de acordo com suas polaridades. Tendo isso em mente, podemos dizer que as substâncias polares dissolvem substâncias polares, e as apolares dissolvem substâncias apolares.

Como exemplo disso, podemos pegar algo comum em nosso cotidiano: cozinhar macarrão. Quando colocamos a água na panela para cozinhar macarrão, é comum adicionarmos um fio de óleo na água para que a massa não grude. Mas você já reparou que o óleo e a água nunca se misturam? Isso devido ao fato de o óleo ser uma substância apolar e a água polar.

Solutos, solventes e soluções

É preciso que, antes de continuarmos a estudar a solubilidade, fiquemos atentos a alguns conceitos: o que são solutos, solventes e soluções?

Chamamos de solutos todas as substâncias que são dissolvidas no solvente e, de uma forma geral, este estará em quantidades inferiores em uma solução. O solvente é a substância usada para dissolver o soluto, e a união dos dois é solução, desde que forme uma mistura homogênea. As soluções podem ser líquidas, como os refrigerantes, sólidas, como o bronze que é formado por cobre e estanho, ou gasosas, como o ar atmosférico.

Coeficiente de solubilidade

Chamamos de coeficiente de solubilidade a quantidade de um soluto que é necessária para que uma determinada quantidade padrão de solvente em uma temperatura determinada fique saturada.

Tipos de soluções

As soluções são caracterizadas por meio da quantidade de soluto dissolvido, e classificadas como saturadas, insaturadas e supersaturadas. Quando falamos em soluções saturadas, estamos falando de uma mistura de uma determinada quantidade de soluto igual ou superior à sua solubilidade em uma determinada temperatura dissolvido. Neste caso, haverá excesso de soluto e, consequentemente, não se dissolverá totalmente, caracterizando a mistura com um corpo de fundo. Como exemplo de solução saturada podemos citar um copo de leite com achocolatado quando colocamos em excesso: o chocolate forma um corpo de fundo.

As insaturadas, são as soluções que têm soluto dissolvido em uma quantidade inferior à sua solubilidade na temperatura determinada. Continuando com o exemplo do leite, é quando todo o chocolate fica misturado no leite. Já as supersaturadas são aquelas soluções em que o solvente e o soluto encontram-se em temperaturas em que o coeficiente de solubilidade é maior. Nesse caso, a solução seria ou resfriada ou aquecida, e isso diminuiria o coeficiente de solubilidade. Apesar de o soluto permanecer dissolvido, a solução será completamente instável fazendo com que vibrações, até mesmo bem pequenas, façam com que a quantidade de soluto em excesso dissolvida se precipite.

Catação – Zoológica e separação de misturas

O termo catação pode ser utilizado de formas diferenciadas, afinal existem dois tipos de catação. A catação dentro do campo da zoologia, é voltado para o comportamento entre animais (de uma mesma espécie ou não). Já dentro do campo da separação de misturas, é um termo característico de trabalho, função ou técnica voltado para realização de separação de materiais. Vamos nos aprofundar melhor em cada tipo de catação, conhecendo explicações mais aprofundadas e exemplos a seguir.

Catação - Zoológica e separação de misturas
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Catação em zoologia

No campo da zoologia a catação é um termo que se refere ao hábito encontrado em vários animais, de buscar, procurar ou catar entre os pelos de outro animal, de sua espécie ou não, ectoparasitas (parasitas que se instalam na superfície do corpo, como por exemplo, piolhos, ácaro vermelho, pulgas, carrapatos e sanguessugas, entre outros).

Tipos de catação em zoologia

  • Catação: Um exemplo é quando um pássaro de uma determinada espécie realiza a catação de ectoparasitas em mamíferos, como elefantes, rinocerontes ou girafas.
  • Catação social: Quando a catação ocorre entre animais da mesma espécie, como por exemplo, entre os primatas, popularmente conhecidos como macacos. Para estes, membros de uma mesma comunidade, a catação tem como finalidade fortalecer o vínculo afetivo e manter a unidade e saúde do grupo.
  • Autocatação: Se o animal decide realizar a catação em si mesmo, esta é chamada de autocatação, tendo como finalidade de manter a higiene de seu corpo.

Separação de misturas – Método da catação

A separação de misturas é a separação de substancias do tipo “sólido-sólido”, que são selecionadas manualmente através de pinça, colher, ou outro objeto que ajude na separação. Como exemplo, podemos citar a catação de grãos bons e ruins de feijão.

O termo catação, também pode ser utilizado para separar diferentes tipos de materiais que compõem o lixo, como o vidro, metais, borracha, papel, plástico, entre outros, destinados à reciclagem.

Dentro do método de separação de sólidos podemos utilizar além da catação, outras formas, cada uma com as suas especialidades e focos diferenciados, como por exemplo, a levitação, dissolução peneiração, separação magnética, ventilação e dissolução fracionaria.

Adsorção

É possível perceber que as substâncias em estado sólido e líquido possuem a capacidade de interação entre elas. Isso acontece, pois nesses estados físicos, as moléculas acabam ficando mais próximas umas das outras e consequentemente com a densidade mais elevada. Já as substâncias que se encontram em estado gasoso, a interação acontece, porém com uma menor frequência, pois existe certa distância entre uma molécula e outra.

Adsorção
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Definição

Entre as diversas formas de interação que podem ocorrer entre as moléculas, existe a adsorção. Neste, um fluído, que é chamado de adsorvido, se adere a uma superfície de uma substância, que é chamada de adsorvente. O grau de adsorção depende da temperatura, da pressão e da área da superfície. E essa interação que acontece entre adsorvido e adsorvente pode acontecer através das forças de naturezas física ou química.

A fisissorção

A fisissorção, também conhecida como adsorção física, é quando a adsorção ocorre por interações físicas entre as partes. Nela as moléculas ou átomos se aderem à superfície do adsorvente, geralmente isso acontece através das forças de Van der Waals, que mesmo sendo ligações intermoleculares de longo alcance, são muito fracas e incapazes de formar ligações químicas.

Quando uma molécula é fisicamente adsorvida retém a sua identidade, mesmo podendo ser deformada pela presença dos campos de força da superfície. É usada em máscaras contra gases e na purificação e descoloração de líquidos.

A quimissorção

A quimissorção, também conhecida como adsorção química, é quando a adsorção ocorre por forças de natureza química. Nela as moléculas ou átomos unem-se à superfície do adsorvente através da formação de ligações químicas, que geralmente são covalentes.

Exemplo de adsorção

Um exemplo muito comum de um caso onde ocorre a adsorção é no uso do carvão para remover odores em geladeiras. É comum que os alimentos armazenados na geladeira comecem a se decompor lentamente, soltando substâncias gasosas voláteis, que consequentemente, exalam certos odores desagradáveis. O carvão possui uma grande quantidade de poros em sua superfície, estes adsorvem os gases e eliminam o odor.

A diferença entre adsorção e absorção

É importante saber diferenciar adsorção de absorção. Existe uma grande semelhança tanto na escrita, quanto na pronúncia dessas palavras, porém são dois processos diferentes.

Na absorção, a substância absorvida é embebida pela substância absorvente, como exemplo temos uma esponja que absorve a água.

Já no caso da adsorção, a substância fica retida apenas na superfície do adsorvente, ou seja, ela não é incorporada ao volume da outra.