Geocentrismo

Os estudos sobre a ordenação do Sistema Solar proporcionaram muitos anos de observações, de estudos e debates. Mas antes do Sistema Solar, alguns estudiosos defendiam outras teorias sobre o universo, entre as teorias mais conhecidas, temos a do Geocentrismo e do Heliocentrismo. Na Grécia, Aristóteles defendia a ideia de que o universo seria um enorme círculo finito e que a Terra estaria no centro desse círculo. Veja agora um pouco mais sobre o geocentrismo.

O que é o geocentrismo?

O Geocentrismo é uma teoria que se refere ao sistema cosmológico, segundo esta teoria a Terra seria o centro do Universo. Essa teoria foi criada por Cláudio Ptolomeu e foi aceita e defendida por aproximadamente 1400 anos. A Igreja Católica também defendia essa teoria.

O sistema geocêntrico, também conhecido como sistema Ptolomaico, foi defendido pelos estudiosos durante toda a Idade Média.

Cláudio Ptolomeu

Cláudio Ptolomeu, mais conhecido apenas por Ptolomeu, era astrônomo, geógrafo e matemático. Era uma das mais célebres personalidades da época do imperador Marco Aurélio. Foi o último dos grandes sábios gregos e ainda sintetizou o trabalho de seus predecessores.

Baseado na trigonometria, Ptolomeu afirmava que ao redor da Terra giravam a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, nessa sequência. Através de suas obras de astronomia, matemática, geometria, física e geografia, ele deu à civilização medieval o seu primeiro contato com a ciência grega.

Ptolomeu faleceu aos 78 anos de idade e deixou muitos de seus conhecimentos astronômicos por meio de um tratado, em treze volumes que é chamado de Almagesto.

Geocentrismo
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As teorias de Ptolomeu

Além da sua teoria geocêntrica, onde o Universo girava em torno da Terra, Ptolomeu afirmava que cada planeta girava ao longo de um círculo pequeno que era chamado de epiciclo. Desta forma, cada planeta teria o seu próprio epiciclo.

O centro do epiciclo de cada planeta deveria se mover em um círculo maior, ao qual deu o nome de deferente, mas a Terra ficaria posicionada um pouco distante do centro do deferente.

Segundo a teoria de Ptolomeu, a Terra não estava no centro do deferente, este seria um círculo excêntrico em relação à Terra. Ptolomeu procurou explicar o fato dos planetas não se movimentarem de forma uniforme.

Ele ainda observou o movimento lunar e elaborou tabelas sobre isso, essas tabelas foram utilizadas séculos depois por Nicolau Copérnico.

O Almagesto

O Almagesto foi a principal obra de Ptolomeu. Esta obra era composta por 13 livros que foram traduzidos em aproximadamente 500 páginas, os assuntos abordados eram:

  • Astronomia esférica
  • Teoria solar
  • Teoria lunar
  • Teoria planetária
  • Eclipses
  • Estrelas fixas

Trigonometria

A trigonometria tem como objetivo determinar as medidas de ângulos e distâncias inacessíveis. As situações envolvendo ângulos e medidas no cotidiano são comparadas às figuras triangulares no intuito da aplicação das relações e razões trigonométricas. Essas razões são chamadas de: seno, cosseno e tangente.

A palavra trigonometria é formada por três radicais gregos:

  • Tri (três);
  • Gonos (ângulos);
  • Metron (medir).

Seu objetivo é calcular as medidas dois lados e ângulos de um triângulo.

Primeiras aplicações da trigonometria

A trigonometria surgiu em 300 a.C. entre os gregos, que buscavam resolver problema de astronomia pura. As primeiras aplicações práticas ocorreram com Ptolemaios em 150 d.C., passando a aplicar nos estudos astronômicos e determinando latitude e longitude de cidades, entre outros pontos geográficos em seus mapas.

Em 400 d.C. a trigonometria foi para a Índia onde era usada também para cálculos direcionados à astronomia. Em torno de 800 d.C., depois, chegou ao islamismo, sendo desenvolvida e aplicada também na cartografia. Por volta de 1.100 d.C. a trigonometria chegou à Europa cristã, tendo sua aplicação de forma muito importante dentro da navegação oceânica.

Lei dos senos

Esta lei estabelece que em um determinado triângulo, a razão entre o valor de um lado e o seno de seu ângulo oposto, será sempre constante.

Como por exemplo, podemos citar em um triângulo ABC de lados a, b, c a lei dos senos é representada pela seguinte fórmula:

Lei dos senos

Lei dos cossenos

A lei dos cossenos mostra que em qualquer triângulo, o quadrado de um dos lados corresponde à soma dos quadrados dos outros dois lados, menos o dobro do produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo entre eles.

Confira a fórmula:

Lei dos cossenos

Lei das tangentes

Esta lei estabelece a relação entre as tangentes de dois ângulos de um triângulo e os comprimentos de seus lados opostos.

Sendo assim, um triângulo ABC, de lados a, b, c e ângulos α, β e φ, opostos a estes três lados, temos:

Lei das tangentes

Trigonometria e seus estudos aplicados atualmente

  • Circunferência;
  • Funções circulares;
  • Relações trigonométricas;
  • Mudança de quadrante;
  • Fórmulas de transformações;
  • Equações trigonométricas;
  • Inequações trigonométricas;
  • Resolução de triângulo quaisquer.

Exercícios de trigonometria

Exemplo 1: um avião ao decolar forma com a pista um ângulo de 30°. Determine a sua altura após ter percorrido a distância de 200 metros.

Exemplo 1

Exemplo 1

A altura do avião será de 100 metros.

Exemplo 2: um poste de 4 metros de altura projeta uma sombra de 43 metros sobre o solo. Qual é a inclinação dos raios luminosos que originam a sombra?

Exemplo 2

Exemplo 2

A inclinação dos raios são de 30°.

Biografia de Leonel Brizola

Leonel Brizola, mais conhecido como Brizola, nasceu na data de 22 de janeiro 1922, no povoado de Cruzinha. Estudante de engenharia, entrou no recém-fundado Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, em agosto de 1945, apoiando a política social de Getúlio Vargas.

Universitário atípico

Era considerado um universitário atípico, uma vez que não concordava com seus colegas de ideais comunistas ou udenistas. Se identificava com a classe trabalhadora e tinha orgulho de sua origem popular.

Ainda estudante, foi eleito Deputado Estadual, e foi uma das principais vozes da classe trabalhadora na Assembleia Constituinte do Estado do Rio Grande do Sul.

Brizola e o casamento

Casou-se no ano de 1950, com Neuza, irmã de Jango. Getúlio Vargas foi um dos padrinhos da cerimônia.

Getúlio e Brizola

Getúlio decide sair em sua campanha eleitoral pelo Brasil, levando consigo, como assessores, Jango, Brochado da Rocha e Brizola, conhecidos também como “Jardim de Infância” do Presidente.

Biografia de Leonel Brizola
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Torna-se um líder de esquerda

No decorrer de suas lutas, Brizola se afirmou ainda mais como importante líder brasileiro de esquerda, convocando forças progressistas a se unirem com ele, em uma Frente Nacional de Libertação, contra as lutas que chamavam de anti-imperialistas, no combate a espoliação estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Candidatou-se a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro e obteve a maior votação já registrada na história.

Líder popular

Participou assiduamente em reformas de base e na reforma agrária. Mobilizou a Frente Parlamentar Nacionalista, pela UNE e pela CGT. Apoiou as principais lideranças de esquerda, inclusive por Prestes, Arraes e Julião. A partir de então, as forças progressistas se dividiram em duas partes. De um lado o governo lutava por reformas fundamentais, e de outro lado Brizola utilizava o rádio e percorria todo o Brasil em pregações, mobilizando o povo para forçar as forças estruturais. Os seguidores de Brizola organizaram em “Grupos de Onze”, estruturando em locais de moradia e de trabalho para o ativismo político radical.

Golpe militar de 1964

Brizola no Rio Grande do Sul articulou um movimento de resistência armada, ao lado do general Ladário, comandante do 3° Exército. Optou pelo exilio no Uruguai e após 15 anos de exilio, Brizola continuou com sua luta organizada armada contra a ditadura militar.

Sua volta ao Brasil

No ano de 1982, Brizola retornou ao Brasil com a volta das eleições diretas, se candidatou a Presidente da República, ficando em terceiro lugar, atrás de Collor e Lula, que disputaram o segundo turno, onde Collor conquistou a posição de Presidente.

No ano seguinte disputou o governo do Rio de Janeiro, e foi eleito pela segunda vez. No ano de 1994, ele tenta novamente a eleição para Presidente, porém, sua carreira política estava abalada ao ter apoiado o Presidente Fernando Collor de Melo que sofreu Impeachment.

Fim da carreira política

Seu prestígio foi diminuindo. No ano seguinte se candidatou como vice-presidente na chapa de Lula, mas foi Fernando Henrique Cardoso que conseguiu a reeleição.

Em sua última década Brizola continuou envolvido na política, porém sem grandes feitos. Após uma viagem ao Uruguai retornou ao Brasil com uma infecção intestinal e forte gripe.

No dia 21 de junho de 2004, Brizola sofreu um enfarto agudo do miocárdio e faleceu.

Verbos anômalos

Os verbos anômalos são aqueles que, em sua conjugação, apresentam no radical alterações mais profundas do que os verbos irregulares. São considerados pela gramática como verbos anômalos, apenas os verbos “ser” e “ir”, pois estes perdem todo o radical ao serem conjugados.

No verbo “ser” encontramos radicais diferentes, percebemos pela diferença entre: seja, era. Já no verbo “ir”, entramos: vou, fui, irei.

Por tanto os verbos “ser” e “ir”, são os únicos que entram por completo na denominação de verbos anômalos, pois sofrem alterações diferentes das que ocorrem com os verbos irregulares, por exemplo.

Já os verbos “ter” e “pôr”, apesar de serem indicados como anômalos em algumas pequenas ramificações da gramática, não perdem todo o radical ao serem conjugados.

Verbos anômalos
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Tabela de conjugação dos verbos anômalos “ser” e “ir”

Verbo indicativo – SER

                        Presente                         Pretérito imperfeito     Pretérito perfeito
1ª p.s. Sou Era Fui
2ª p.s. És Eras Foste
3ª p.s. É Era Foi
1ª p.pl. Somos Éramos Fomos
2ª p.pl. Sois Éreis Fostes
3ª p.pl. São Eram Foram

Verbo indicativo – IR

                      Presente                         Pretérito imperfeito     Pretérito perfeito
1ª p.s. Vou La Fui
2ª p.s. Vais Las Foste
3ª p.s. Vai La Foi
1ª p.pl. Vamos Lamos Fomos
2ª p.pl. Ides Leis Fostes
3ª p.pl. Vão Lam Foram

Verbo indicativo – SER

       Pretérito mais que perfeito   Futuro do presente      Futuro do pretérito
1ª p.s. Fora Serei Seria
2ª p.s. Foras Serás Serias
3ª p.s. Fora Será Seria
1ª p.pl. Fôramos Seremos Seríamos
2ª p.pl. Fôreis Sereis Seríeis
3ª p.pl. Foram Serão Seriam

Verbo indicativo – IR

        Pretérito mais que perfeito    Futuro do presente     Futuro do pretérito
1ª p.s. Fora Irei Iria
2ª p.s. Foras Irás Irias
3ª p.s. Fora Irá Iria
1ª p.pl. Fôramos Iremos Iríamos
2ª p.pl. Fôreis Ireis Iríeis
3ª p.pl. Foram Irão Iriam

Verbo subjuntivo – SER

                                   Presente                  Pretérito Imperfeito            Futuro
1ª p.s. Seja Fosse For
2ª p.s. Sejas Fosses Fores
3ª p.s. Seja Fosse For
1ª p.pl. Sejamos Fôssemos Formos
2ª p.pl. Sejais Fôsseis Fordeis
3ª p.pl. Sejam Fossem Forem

Verbo subjuntivo – IR

                                  Presente                      Pretérito Imperfeito            Futuro
1ª p.s. Fosse For
2ª p.s. Vás Fosses Fores
3ª p.s. Fosse For
1ª p.pl. Vamos Fôssemos Formos
2ª p.pl. Vades Fôsseis Fordes
3ª p.pl. Vão Fosseis Forem

Verbo imperativo infinitivo flexionado – SER

                        Imperativo               Imperativo negativo          Infinitivo flexionado
1ª p.s. Ser
2ª p.s. Não sejas Seres
3ª p.s. Seja Não seja Ser
1ª p.pl. Sejamos Não sejamos Sermos
2ª p.pl. Sede Não sejais Serdes
3ª p.pl. Sejam Não sejam Serem

Verbo imperativo infinitivo flexionado – IR

                           Imperativo          Imperativo negativo          Infinitivo flexionado
1ª p.s. Ir
2ª p.s. Vai Não vás Ires
3ª p.s. Não vá Ir
1ª p.pl. Vamos Não vamos Irmos
2ª p.pl. Ide Não vades Irdes
3ª p.pl. Vão Não vão Irem

Formas nominais não conjugadas – SER

Infinitivo                                                        Particípio                                 Gerúndio
Ser                                                                 Sido                                           Sendo

Formas nominais não conjugadas – IR

Infinitivo                                                        Particípio                                 Gerúndio
Ir                                                                     Ido                                             Indo

Globalização – Um fenômeno de progresso mundial

O processo de globalização, conforme o nome já demonstra, se dá em escala global, mundial. Integrar e unir os aspectos econômicos, culturais, sociais e políticos de nações distintas é o que caracteriza a globalização.

O encurtamento das distâncias provocado pelo progresso ocorrido nos meios de transporte e de telecomunicações foi um dos fatores, se não o principal, para o avanço da globalização, uma vez que, no princípio, realizar uma viagem internacional, ou mesmo estabelecer contato entre continentes, eram situações que exigiam dias, semanas.

Um acontecimento no continente europeu, por exemplo, no passado levava quase dois meses para chegar ao conhecimento dos brasileiros, enquanto que hoje isso ocorre em tempo real.

Surgimento

O início do movimento de globalização se deu como alternativa para servir ao capitalismo, sobretudo, nos países considerados de primeiro mundo, os desenvolvidos. Isso ocorreu como forma dessas nações buscarem novos mercados de exploração comercial, uma vez que o consumo interno vivia em baixa.

Assim, o processo de globalização corresponde ao estágio mais avançado do sistema capitalista. Depois da queda do socialismo, o capitalismo ganhou forma e poder no mundo, e isso foi estimulado, sobretudo, pela era da globalização, principalmente nas esferas social e econômica.

Globalização - Um fenômeno de progresso mundial
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As inovações tecnológicas desse período acrescentadas do fluxo comercial internacional foram determinantes para a integração das nações, ou seja, para a globalização.

O avanço da tecnologia

Processos de inovação, considerados de revolução, sobretudo na área das telecomunicações e na informática, foram determinantes para acelerar a globalização. Por meio das redes de telefonia fixa, móvel, televisão, internet, fax, rádio, entre outras, a disseminação de informações e dados entre corporações, empresas e instituições financeiras, interligando os centros mercadológicos e comerciais do globo, se tornou rápido e bastante eficiente.

A modernização dos meios de transporte foi um dos principais fatores do fluxo comercial internacional, sobretudo o transporte marítimo, este responsável pela maior parte das transações comerciais entre os países (processo de importação e exportação).

Esse meio de deslocamento de bens e mercadorias é dotado de um grande aporte de carga, o que possibilita a difusão de mercadorias em várias partes do globo. Ou seja, um mesmo produto é comercializado em vários países do mundo.

Assim, o processo de globalização foi responsável por facilitar as relações comerciais entre diferentes nações, e ainda possibilitou a formação dos chamados blocos econômicos, os quais têm o papel de se fortalecer perante o mercado internacional.

Cultura de massa – Uma indústria de alienação

Certamente você deve ter ouvido falar na expressão “cultura de massa”, ou ainda “indústria cultural”, esta segunda que veio em substituição a primeira. Ambas traduzem a ideia que compreende alcançar a massa popular, a grande parte de uma população.

Ultrapassando qualquer que sejam os limites social, étnico, etário, psíquico e de gênero. Assim, a cultura de massa se dá por meio da veiculação de algum conteúdo pelos veículos de comunicação (jornal, rádio, TV e internet), esses que são dotados do poder de atingir toda, ou quase toda, uma população.

O início de tudo

Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Guarde bem esses nomes. Essa dupla de judeus filósofos alemães, ambos integrantes da Escola de Frankfurt, foram os precursores do que chamamos de “indústria cultural”.

Adorno e Horkheimer, quando na criação dessa expressão, já previam como a, à época, recém-desenvolvida mídia iria ser aplicada como armamento complementar nas batalhas travadas durante a Segunda Guerra Mundial. Tais filósofos, inclusive, foram vítimas de perseguições nazistas, o que os forçou a fugir para os Estados Unidos.

A chegada do século XX representou um divisor de águas para o setor cultural. Foi a partir desse período que surgiram os novos meios veículos de comunicação que, por sua vez, deram origem a cultura de massa, esta que desbaratou todas as outras vertentes culturais que predominavam até então.

Mas, com o nascimento do século XX e, com ele, dos novos meios de comunicação, estas modalidades culturais ficaram completamente submergidas sob o domínio da cultura de massa. Veículos como o cinema, o rádio e a televisão, ganharam notório destaque e se dedicaram, em grande parte, a homogeneizar os padrões da cultura.

Cultura de massa - Uma indústria de alienação
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O que essa cultura representa?

Palavras como entorpecente, hipnotizante e indutiva definem, subjetivamente, a cultura de massa. A mesma é projetada no indivíduo humano de tal modo que este a internalize praticamente de forma compulsória. Desprezando, em muitos casos, valores éticos e morais.

O contemporâneo pensador francês Edgar Mortin sintetiza a cultura de massa como uma espécie de produto do poder industrial, algo pronto e padronizado para o consumo imediato, como forma de satisfazer os interesses de quem o produziu.

Essa chamada indústria cultural age por meio de apelos visuais e sonoros, formados por imagens e símbolos que contemplam, de forma a alienar, sobretudo as menos esclarecidas, mentes dos indivíduos com mensagens e ideias pré-definidas.

Concordância verbal

Na concordância verbal a regra básica é fazer o verbo concordar em número, isto é, no singular ou no plural, e na pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da frase.

Sujeito simples

Ocorre quando o verbo concorda com o sujeito em pessoa e número, estando o sujeito antes ou depois do verbo. Por exemplo:

“A cantora excursionará por vários países da Europa.”

“Tu a expulsarias de casa?”

“Desapareceram no meio da mata os fugitivos.”

Sujeito composto

Neste caso o verbo vai para o plural. Por exemplo:

“Sua raiva e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem.”

“Ainda reinavam a confusão e a alegria.”

“Eu e você somos pessoas responsáveis.”

Observação: o verbo ficará no singular se os núcleos se referirem à pessoa ou coisa ou se os núcleos aparecerem resumidos por “tudo”, “nada” e “ninguém”, por exemplo:

“Caneta, lápis, papel, tudo era necessário para o trabalho.”

Sujeito composto posposto ao verbo

Neste caso o verbo vai para o plural. Por exemplo:

“Caíram na cama as crianças e as mães exaustas.”

Concordância verbal
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Sujeito composto de diferentes pessoas

Aqui o verbo vai para o plural na pessoa que prevalecer, sendo que a 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª, e a 2ª prevalece sobre a 3ª. Por exemplo:

“Eu, tu e ele faremos a proposta ao professor.”

“Atiraremos a pedra você e eu.”

Sujeito representado por um coletivo

Ocorre quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de um adjunto adnominal plural, admitem-se a concordância com o coletivo ou com o adjunto adnominal. Por exemplo:

“A equipe de basquete deixou o estádio.”

“A equipe de jogadores deixaram o estágio.”

Sujeito constituído pelos pronomes “que” e “quem”

Que: o verbo concordará em número e pessoa com o antecedente se tiver o pronome relativo “que”. Por exemplo:

“Fui eu que falei.”

“Fomos nós que falamos.”

“Fui eu que paguei a conta.”

“Fomos nós que pagamos a conta.”

Quem: o verbo irá para 3ª pessoa do singular se tivermos o pronome “quem”. Por exemplo:

“Fui eu quem pagou a conta.”

“Fomos nós quem pagou a conta.”

Núcleos do sujeito ligados por “ou”

O verbo ficará no singular sempre que houver ideia de exclusão. Por exemplo:

“O garoto ou a garota será o representante da classe.”

Núcleos do sujeito ligados por “com”

O verbo vai para o plural. Por exemplo:

“O pedreiro com o pintor foram jantar.”

Zootecnia

Zootecnia é a ciência que se dedica ao estudo da criação, produção e manejo de animais domésticos economicamente úteis, como por exemplo, para o desenvolvimento do mercado: carne, ovos, leite e seus derivados. Isto é, possui a finalidade de incrementar sua produção como fonte alimentar e de outras finalidades.

O profissional formado em zootecnia também deve cuidar para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação.

Deve cuidar da reprodução dos mesmos, do melhoramento genético e da produção de alimentos, para que tenham cada vez mais qualidade. Possui o foco no aumento da produção e no lucro, sem descuidar do bem estar dos animais.

Campos de atuação

Possui um vasto campo de atuação, envolvendo pontos como:

  • Pesquisas genéticas;
  • Criação artificial de animais domésticos, silvestres e aquáticos;
  • Criação artificial de espécies vegetais, nativas e exóticas;
  • Melhoria das raças de animais;
  • Controle de doenças;
  • Nutrição e alimentação;
  • Desenvolvimento de tecnologias;
  • Técnicas específicas para a criação de animais;
  • Produtos específicos para a criação de animais;
  • Assessoria e execução de exposições e feiras agropecuárias.

O profissional de zootecnia

O profissional que trabalha dentro do ramo da zootecnia é designado como zootecnista ou zootécnico. É parte também de sua atuação, saber lidar com:

  • Administração;
  • Economia;
  • Comércio;
  • Pesquisa e planejamento agropecuário;
  • Consultoria;
  • Sustentabilidade ambiental.
Zootecnia
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O mercado de trabalho

O mercado de trabalho está voltado principalmente para a região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do Brasil, no entanto, podemos encontrar oportunidades neste ramo em outras localidades para quem se forma na área.

Já nas regiões Sul e Sudeste, a função de zootécnico é muito procurada para o ramo de laboratório e pesquisas, ou ainda em grandes frigoríficos e zoológicos.

Disciplinas do curso de zootecnia

Entre as disciplinas básicas encontramos na grade do curso de zootecnia as seguintes matérias:

  • Zoologia;
  • Biologia;
  • Anatomia;
  • Citologia;
  • Química;
  • Genética;
  • Física;
  • Matemática.

E posteriormente, disciplinas específicas da área de zootecnia, como:

  • Produção animal;
  • Fertilidade e conservação do solo;
  • Parasitologia;
  • Melhoramento genético;
  • Bioclimatologia;
  • Produção vegetal;
  • Administração e desenvolvimento rural.

Para obter o diploma é obrigatório fazer o estágio supervisionado. A duração do curso é de 5 (cinco) anos.

Regulamentação da profissão

A profissão é regulamentada e responde ao Conselho Federal de Medicina Veterinária. Para exercer a carreira, o zootecnista deve se registrar no conselho profissional de sua região.

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), estima que cerca de 15 (quinze) mil zootecnistas estejam atuando atualmente no Brasil.

Micologia – O estudo dos fungos

A micologia é uma das várias ramificações da biologia, no entanto, a disciplina se dedica em estudar os fungos.

O estudo que ocorre dentro da micologia é variado dentro de dimensões que podem ir do tamanho de um grande cogumelo, até mesmo a tamanhos microscópicos de fungos.

A palavra micologia é derivada de duas palavras gregas, que significam:

  • Mykes – cogumelo.
  • Logos – estudo.

Trajetória da micologia

Entre os anos de 480 à 406 a.C. os cogumelos foram descritos pela primeira vez nas obras de Eurípedes.

No ano de 371 à 288 a.C. o filósofo grego Teofrasto de Eresos, foi o primeiro a tentar classificar as plantas. Os cogumelos foram classificados como plantas com a ausência de certos órgãos.

No período da Idade Média, houve um pequeno avanço em relação aos estudos dos fungos.

No ano de 1737, Pier Antonio Micheli, em sua publicação de Nova Plantarum Genera, lançou bases para a classificação sistemática de musgos, ervas e fungos.

No ano de 1836, foram usadas pela primeira vez as palavras: micologia e micólogo, por M. J. Berkeley.

Micologia – O estudo dos fungos
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A micologia estuda os fungos em diversas áreas, como por exemplo:

  • Na medicina (remédios, micose, fungos, cogumelos, entre outros);
  • Dentro das indústrias;
  • Na agricultura;
  • Bioquímica (estuda processos químicos que ocorrem nos fungos);
  • Alimentos em geral (queijos, pães, cogumelos, entre outros);
  • Morfologia (estuda as formas dos fungos e suas partes);
  • Sistemática (descreve a biodiversidade e as relações entre os organismos).

Dentro do estudo dos fungos na medicina encontramos grandes descobertas, como é o caso do Penicillium chrysogenum, um fungo descoberto por Alexander Fleming e que deu origem à penicilina. Encontramos também, dentro da medicina o estudo de micoses.

No ramo das industrias encontramos outra parte importante dentro do estudo da micologia, como a produção de alimentos, laticínios, bebidas alcoólicas, etc.

Se não houvesse tanto interesse por este estudo, pouco saberíamos sobre vários tipos de remédios e alimentos.

Micologia e a classificação dos fungos

  • Zygomycota;
  • Ascomycota;
  • Basidiomycota;
  • Deuteromycota.

Todos os fungos pertencem ao Reino Fungi. A micologia estuda cada divisão, que vai desde os fungos mais perigosos e mortais, até os indispensáveis para o combate de doenças bacterianas.

Os cientistas que estudam os fungos são chamados de micologistas ou micetologistas. Estes profissionais são graduados dentro da área de Biologia, onde realizam especialização em fungos, através de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Neoliberalismo

O neoliberalismo é um grupo de ideias políticas e econômicas capitalistas, que defende que o estado não deve participar diretamente da economia do país. Dentro do neoliberalismo deve existir o livre mercado, garantindo o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

Podemos dizer que o neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado por teorias econômicas neoclássicas, sendo um produto do liberalismo econômico clássico.

Primeiros adeptos do neoliberalismo

Países como a Inglaterra, tiveram a primeira Ministra Margareth Tacher que adaptou o modelo no ano de 1970. Já os Estados Unidos adotou o neoliberalismo no ano de 1980, através do presidente norte-americano Ronald Reagan.

No Brasil os presidentes Fernando Collor de Melo, que governou no período de 1990 a 1992 e Fernando Henrique Cardoso, que governou no período de 1995 a 2003, seguiam as linhas e vertentes políticas econômicas neoliberais.

Neoliberalismo
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Teóricos mais importantes do neoliberalismo

  • Friedrich Hayek;
  • Leopold Von Wiese;
  • Ludwig Von Mises;
  • Milton Fridman.

Foco principal da ideologia neoliberalista

O foco é permitir a livre circulação de capitais dentro da economia, sendo assim o papel do governo é cuidar de medidas de redução de serviços públicos, como as:

  • Privatizações de empresas estatais;
  • Controle de gastos públicos;
  • Menores investimentos em políticas assistencialistas, como por exemplo, a aposentadoria e o seguro desemprego.

Dentro do neoliberalismo encontramos uma política econômica que corresponde às experiências de adaptação aos princípios do liberalismo econômico focado no capitalismo moderno.

A importância da estabilidade financeira dentro do neoliberalismo

De acordo com a escola liberal clássica, o neoliberalismo acredita que a economia tem seu curso traçado de forma natural e livre, sendo o ponto determinante o seu preço.

O neoliberalismo traça outro percurso diferenciado do liberalismo a partir do pensamento de que o mercado deve ser desenvolvido de forma espontânea, isto é, para o preço servir de mecanismo de regulação da economia é importante que haja condições favoráveis ao bom funcionamento do mercado, sendo importante a sua estabilidade financeira.

O estado deve regular o mercado, em relação aos excessos na livre concorrência, no entanto um grupo de neoliberais possui a ideologia de que pequenas empresas também podem confrontar grandes monopólios.

Críticas positivas ao neoliberalismo

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema proporciona o desenvolvimento econômico e social de um país.

Defendem ainda que o neoliberalismo torna a economia mais competitiva, proporcionando maior desenvolvimento tecnológico, através da concorrência livre, fazendo tanto a inflação quanto os preços do mercado caírem (alimentando a concorrência na busca pelo menor preço).