Floresta amazônica

A floresta amazônica é uma das florestas tropicais mais importantes do mundo, conhecida popularmente como “pulmão do mundo”, devido sua tamanha biodiversidade e importância, está localizada ao norte da América do Sul, possui uma extensão de sete mil quilômetros quadrados, espalhadas pelos territórios: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

A maior concentração da floresta amazônica está localizada no Brasil, ocupando 61% do território brasileiro, entre os estados do Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, Pará e Roraima. A floresta possui uma fauna que corresponde a 80% das espécies do Brasil, e uma flora que contém mais de 20% de espécies vegetais do planeta terra, seus rios (Rio Amazonas e afluentes), representam a maior reserva de água doce do mundo.

Floresta amazônica
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Origem do nome Amazônia

O explorador espanhol Francisco de Orellana, em 1542, relatou em sua expedição, ter sido atacado por mulheres nuas que usavam arco e flecha, no rio Amazonas, Orellana então as chamou de amazonas, fazendo referência também a mitologia grega, onde as mulheres não aceitavam homens em suas tribos, dando origem ao nome de floresta amazônica.

Características gerais da floresta amazônica

É uma floresta tropical fechada, formada por árvores de porte grande, seu solo possui uma fina camada de nutrientes, que é formado por decomposição de folhas, frutos e animais mortos. A floresta é rica em húmus, sendo essencial para a grande maioria das espécies de plantas e árvores da região.

A região possui grande quantidade de chuva o que facilita em seu aproveitamento de produção, colaborando para manter o seu perfeito desenvolvimento. Sua vegetação rasteira está presente em pouca quantidade, tendo em vista que as árvores do local crescem muito próximas, evitando a chegada de raios solares ao solo, limitando o crescimento das pequenas plantas.

Os animais localizados na floresta amazônica são de pequeno e médio porte, como por exemplo: macacos. marsupiais, cobras, tucanos, pica-paus, morcegos, roedores, entre outros. Os rios que cortam a floreta possuem uma grande diversidade de espécie de peixes.

O clima é equatorial, pois a floresta amazônica se encontra perto da linha do equador, com temperaturas e índices pluviométricos elevados, sendo calor durante o dia e finais de tarde com chuva.

Floresta amazônica e seus problemas atuais

O desmatamento ilegal e predatório é um de seus principais problemas. Madeireiras cortam para vender troncos de árvores nobres e em extinção, fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo, colocando em risco todo ecossistema da região. Cientistas estrangeiros entram ilegalmente na floresta em busca de amostras de plantas ou espécies de animais, desenvolvendo substancias, registrando a patente em seu país de origem e lucrando, sem darem os devidos créditos ao Brasil.

Metamorfose

A palavra metamorfose, vem do grego metamorphosis, que de acordo com a biologia é utilizada para informar uma mudança na estrutura corporal, forma (órgãos, tecidos) e crescimento, mostrando certa diferenciação entre estágios, como por exemplo de larvas de diversos animais, como um inseto ou anfíbio, até que o mesmo alcance a fase adulta (de maturidade).

Metamorfose
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Diferença de larva e ninfa

Ninfa: inseto que nasce com a forma geral adulta e sua metamorfose é marcada pelo crescimento/desenvolvimento de asas. É conhecido por metamorfose gradual ou incompleta.

Larva: forma de um animal em desenvolvimento que ainda não tenha atingindo a maturação sexual, a larva pode ter aspectos parecidos com um animal adulto, como por exemplo, a barata, ou podem ser muito diferentes, como por exemplo, no caso das borboletas.

Metamorfose e seus três tipos distintos de desenvolvimento

Direto: nesta situação o inseto, anfíbio ou molusco já nasce com a forma definida, isto é, ao nascer (a partir da eclosão do ovo), o animal possui semelhança muito próxima ao adulto da mesma espécie, porém com o amadurecimento sexual em formação. Cientificamente é chamado de Ametábolos (sem metamorfose). Como exemplo, podemos citar o ser humano.

Gradual ou incompleta: o desenvolvimento no animal é indireto, do ovo nasce um organismo não tão semelhante ao animal em fase adulta, é chamado de ninfa ou imago, posteriormente se torna diferente na fase adulta, cientificamente são chamados de hemimetábolos (metamorfose incompleta). Como exemplo, podemos citar os gafanhotos que durante a fase ninfa não possuem asas, que estão presentes na fase adulta.

Completa: nesta situação os animais nascem diferentemente da mesma espécie que se encontra em fase adulta, isto é, a partir do nascimento do ovo, surge uma larva que se transforma em pupa (crisálida), em seguida em imago, chegando a fase adulta, neste caso, passa por uma metamorfose (modificação física), um crescimento gradual com troca do exoesqueleto, cientificamente chamado de holometábolos (metamorfose completa). Como exemplo, podemos citar a mosca varejeira, joaninha, borboleta, cigarra, efêmera e a barata, todas passam pelas transações de ovo, larva, pupa até a fase adulta.

Metamorfose conforme o habitat

Normalmente a metamorfose é acompanhada de mudanças no habitat, porém podem ocorrer sem que haja tais alterações, como por exemplo, mudanças de hábitos entre insetos e anfíbios. As libélulas são insetos aquáticos durante a idade prematura, e posteriormente se tornam insetos voadores na fase adulta, já as rãs, sofrem metamorfose, transformando de um girino aquático até se tornar um anfíbio em fase adulta e de forma definitiva. Mudanças significativas no habitat e nos hábitos é notada em várias espécies de crustáceos, que passam por metamorfoses físicas até a fase adulta.

Oceanografia

A oceanografia também é conhecida como oceanologia, é a ciência que estuda os oceanos buscando compreender, descrever e prever os acontecimentos desde ambiente. Teve como início as primeiras viagens de navegação que aconteciam nos oceanos, que possuem registros desde 7230 a.C., através do comercio que existia entre Grécia e a Ilha de Melos.

Conforme os anos foram se passando os antigos egípcios desenvolveram tecnologia naval, melhorando as técnicas de navegação, suas viagens aconteciam até o Mar Mediterrâneo, porém, alguns historiadores dizem que os egípcios chegaram até o oceano Atlântico, colaborando com o povoamento das Américas.

Oceanografia
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Oceanografia e seus quatro aspectos

A oceanografia estuda os oceanos através de quatro aspectos, sendo eles: físico, químico, biológico e geológico.

Oceanografia física: estuda os processos físicos nos oceanos e suas relações, tanto com a atmosfera como também com a litosfera. Trabalha com as características das massas de água e estuda fenômenos como, correntes marinhas, ondas, marés, vórtices e outros. A oceanografia trabalha com boias oceanográficas, sensoriamento remoto e modelos hidrodinâmicos, entre outros, e juntamente com a meteorologia ajuda nas informações do funcionamento da dinâmica climática mundial, como por exemplo, fenômenos como o El Ninõ.

Oceanografia química: estuda a química dos oceanos como um todo, visando sua composição química, concentração de compostos na água e a geoquímica dos oceanos. É o ramo da oceanografia que estuda a poluição dos oceanos, realizando análises de comportamento de metais pesados, óleos, graxas e matéria orgânica em todos os seus aspectos dentro do oceano e de seus sedimentos, procura caracterizar também os processos de bio-magnificação e bio-acumulação, isto é, a forma como um elemento químico é transmitido na cadeia alimentar.

Oceanografia biológica: estuda a biota (nome do superdomínio que corresponde à vida na terra em sua totalidade), e a ecologia dos oceanos, busca compreender os mecanismos biológicos que estão conectados diretamente ou indiretamente com os oceanos, a oceanografia biológica estuda os organismos marinhos em três categorias: plâncton, nécton e bentos.

Oceanografia geológica: se vale da geologia para estudar os processos geológicos que acontecem no oceano, tópicos como, o estudo do gênese dos oceanos, sedimentação marinha, geomorfologia, formação de feições geológicas, entre outros temas. Sua aplicabilidade é muito utilizada na exploração de petróleo e de recursos minerais marinhos.

Oceanógrafo estuda a oceanografia

A pessoa que se aprofunda nos estudos e chega a se formar em oceanografia é chamado de oceanógrafo. O oceanógrafo está habilitado a trabalhar na pesquisa científica dos oceanos e na gestão dos recursos marinhos e ambientais. No Brasil a profissão foi regulamentada em 2008, o profissional desta área busca trabalhar com a preocupação focada na preservação ambiental e a exploração sustentada de recursos naturais.

A maior parte do número de empregos está ligado a órgãos públicos e empresas, através de consultorias ambientais. Empresas nas áreas de pesca, mineração, meteorologia e ONGs oferecem boas oportunidades ao profissional.

Tenentismo no Brasil

O tenentismo ocorreu no Brasil nas décadas de 1920 e 1930, foi um movimento social de caráter político-militar, ganhou força entre jovens tenentes do exército e militares de média e baixa patente durante os últimos anos de República Velha, conhecido também como período da República das Oligarquias.

O movimento foi muito influenciado pelos anseios políticos das populações urbanas, os militares se mostraram favoráveis as tendências políticas republicanas liberais, entre outros pontos.

Tenentismo no Brasil
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Tenentismo defendia mudanças no governo

O movimento defendia a mudança, a reforma política e social do governo, que naquele momento era dominado por representantes das oligarquias cafeeiras, isto é, o famoso coronelismo. O tenentismo, mesmo tendo características conservadoras e autoritárias, queria o fim da corrupção, defendendo as seguintes e principais mudanças: o fim do voto de cabresto (fraude nas eleições que só beneficiavam os coronéis); reforma do sistema educacional público; mudança no sistema de voto aberto para secreto.

O movimento também era favorável à liberdade dos meios de comunicação, os tenentistas queriam que o poder Executivo tivesse suas atribuições restringidas, maior autonomia ao poder judiciário e até mesmo a moralização dos representantes do poder Legislativo.

Momento de tensão nas eleições de 1922

Durante as eleições que aconteceram em 1922, os tenentes apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha, em oposição estava o mineiro Arthur Bernardes, político fortemente comprometido com os cafeicultores, esta primeira manifestação foi conhecida como “Reação Republicana”, fortes críticas foram atribuídas nos jornais da época falsamente a Arthur Bernardes, com a vitória das oligarquias, a primeira manifestação tenentista ocorreu no episódio chamado de “18 do Forte de Copacabana”. Em julho de 1922, no Rio de Janeiro

No Rio Grande do Sul, em 1923 houve uma revolta militar e em São Paulo, em 1924, houve outra revolta militar, mostrando a partir daí a presença dos tenentistas no cenário político. Os tenentistas de ambas as cidades se juntaram para a formação de uma guerrilha conhecida como Coluna Prestes, de 1925 a 1927, foi um grupo composto por civis e militares armados, que seguiram milhares de quilômetros sob os cuidados do líder Luís Carlos Prestes, com o objetivo de conscientizar a população contra as injustiças sociais promovidas pelo governo republicano.

Tenentismo se torna cada vez mais fraco

A pós a Revolução de 1930, o movimento tenentista perde forças e Getúlio Vargas chega ao poder. Getúlio Vargas conseguiu dividir o movimento, onde importantes nomes do tenentismo passaram a atuar como interventores federais, enquanto outros continuaram no movimento, fazendo parte da Coluna Prestes.

Megablocos econômicos

Com o acontecimento da globalização (um processo econômico social que estabeleceu a integração em caráter econômico, social, político e cultural entre mercados e pessoas de diferentes países), a economia mundial desenvolveu blocos econômicos que possuem a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros desses blocos.

Vantagens como impostos e tarifas alfandegárias não são cobradas entre estes países, além de buscarem por soluções para problemas comerciais, são conhecidos como megablocos econômicos por garantirem o crescimento econômico de todos os países envolvidos nos blocos.

Megablocos econômicos
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Formação de um megabloco econômico

Através de características onde cada país pertencente a determinado bloco econômico deve ter como, por exemplo, uma Zona Livre de Comércio, buscando assim a liberação do fluxo de mercadorias, uma Zona Livre de Comércio serve para interagir com a economia de cada bloco; União monetária, é quando os países que formam um bloco adotam uma moeda em comum acordo e um banco único para interagir dentro do bloco; União Aduaneira é um livre comércio com uma tarifa externa em comum a todos os países deste bloco, tendo em vista que a todos não se exige uma tarifa alfandegária.

A uniformização de todos os países pertencentes ao bloco, tais como legislação, economia, fiscal, ambiental, trabalhista, padronização de tarifas de comércio exterior, mercadoria, serviços e pessoas, entre outros, relativo ao interior do bloco.

Que países podem participar de um bloco econômico?

Os blocos econômicos são formados por países com afinidades culturais ou comerciais, ou por países vizinhos. Alguns especialistas afirmam não ser aconselhável um país viver fora de um bloco econômico, cada vez mais os blocos são uma tendência mundial.

Principais megablocos econômicos mundiais

União Europeia: oficializada em 1992, este megabloco econômico é formado pela Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Finlândia e Suécia. A moeda utilizada é o Euro, possui sistema financeiro e bancário comum, os cidadãos dos países membros podem circular e estabelecer residência em qualquer dos países da União Europeia.

Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA): oficializada em 1991, formado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Colocaram o fim as barreiras alfandegárias, possuem regras comerciais, proteção comercial, leis financeiras em comum, e reduziram tarifas de mais de vinte mil produtos.

Mercado Comum do Sul (MERCOSUL): oficializado em 1991, formado pelo Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Tem como objetivo excluir barreiras comerciais, aumentando o comércio entre eles, também é estabelecido tarifa zero e futuramente existe a pretensão de criar uma moeda única.

Outro megablocos económicos importantes: Pacto Andino, Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Mercado Comum Centro-Americano (MCCA), Aliança do Pacífico e o Benelux.

Camadas da atmosfera

Com uma massa de aproximadamente 5 x 1018 kg, a camada atmosférica terrestre possui aproximadamente ¾ dessa massa nos primeiros 11 km a partir da superfície do planeta. A camada faz com que o planeta Terra, quando visto do espaço, tenha uma coloração azul brilhante, efeito cromático que é derivado da dispersão da luz solar sobre a atmosfera – isso acontece também em outros planetas que sejam dotados de atmosfera.

Camadas da atmosfera
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O que é a atmosfera terrestre?

A atmosfera é uma camada de gases que protege a vida na Terra com a absorção da radiação ultravioleta solar, mantendo, por meio do efeito estufa, o planeta aquecido e reduzindo temperaturas extremas de noite e dia. Os gases que a formam são, principalmente, o nitrogênio, oxigênio e argônio, sendo que os restantes são chamados de gases traços – entre eles podemos nomear os gases do efeito estufa que são os vapores de água, metano, ozônio, óxido nitroso e dióxido de carbono.

Além disso, a camada pode apresentar ainda algumas substâncias naturais, mas em quantidades muito pequenas em uma amostra de ar não purificada. Da mesma forma, podemos encontrar diversos poluentes industriais como o cloro, flúor, compostos de enxofre e mercúrio, por exemplo.

Camadas da atmosfera

Agora que entendemos o que é a atmosfera terrestre, vamos conhecer suas camadas. Nelas, a temperatura varia de acordo com a altitude, trazendo uma relação variante entre temperatura e altura. Essa é uma das bases da classificação das camadas.

Podemos estruturar a atmosfera em cinco camadas, sendo que três delas são relativamente quentes e estão separadas por duas capadas relativamente frias. Entre as camadas, temos a área de contato, áreas de descontinuidade que são nomeadas com o nome da camada subjacente, mais o sufixo pausa.

Troposfera

A troposfera é a camada que está localizada mais próxima da Terra, se estendendo até a base da estratosfera. Nela está concentrado aproximadamente 70% do peso atmosférico e, além disso, é somente nela que nós humanos, e todos os seres vivos, podemos respirar normalmente. Com uma espessura média entre 12 km e 17 km, a camada abrange praticamente todos os fenômenos meteorológicos e, além disso, é nessa camada que podemos ver os aviões voando, além de balões e outros.

Estratosfera

Com gás ozônio em sua composição, a estratosfera é a segunda mais próxima da Terra. Esse gás é responsável por barrar os raios ultravioletas e faz com que seja conhecida por todos como a Camada de Ozônio. Com até 50 km de altura, nessa camada o fluxo de ar é baixo e isso faz com que não seja propícia para a presença de seres vivos.

Mesosfera

Chamamos de mesosfera a terceira camada, contando a partir da Terra. Entre suas principais características, estão a baixíssima temperatura, oscilando sempre em torno de – 100°C – mas isso não é uniforme em toda a extensão. A temperatura somente fica mais quente nas partes de contato com a estratosfera, mantendo uma troca de calor entre elas.

Termosfera

Podendo alcançar 500 km de altura, essa é a camada mais extensa entre todas. A camada atinge temperaturas próximas aos 1000°C, uma vez que o ar é escasso e dessa forma essa camada absorve mais facilmente a radiação solar. Essa é a camada mais quente de toda a atmosfera.

Exosfera

Por último, temos a camada mais distante da terra, que alcança até 800 km de altura. Não existe gravidade nessa camada, composta essencialmente por gás hélio e hidrogênio. As partículas desprendem-se com facilidade e é nessa camada que estão os satélites de dados, telescópios espaciais e outros equipamentos espaciais.