Período regencial no Brasil

O período regencial no Brasil ocorreu entre os anos de 1831 à 1840. Foi um período rodeado de muita instabilidade, agitação e várias revoltas, onde o Brasil viveu uma experiência republicana em função do Ato Adicional.

O período ficou conhecido com a abdicação de D. Pedro I e o chamado “Golpe da Maioridade”, que ocorreu quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.

O que provocou o período regencial no Brasil?

O período regencial já era previsto na Constituição do Brasil do ano de 1824, onde dizia que, em caso de vacância do trono, o Brasil seria governado por três regentes.

Como D. Pedro I renunciou o trono no ano de 1831 e D. Pedro II tinha apenas cinco anos de idade (sucessor do trono), ficou estabelecida, então, uma regência trina provisória. A regência provisória tinha como principal função a de organizar a eleição para uma regência trina permanente.

Período regencial no Brasil
Foto: Reprodução

Qual era o papel da guarda nacional?

A guarda nacional foi criada pelo Padre Diogo Antônio Feijó, Ministro da Justiça. Ela tinha como função proteger a propriedade dos grandes fazendeiros. Era formada por filhos de aristocratas moderados.

Neste período foram distribuídas as patentes de coronéis aos grandes latifundiários. Essa atitude fez com que Padre Feijó recebesse apoio de vários líderes regionais.

Ato Adicional de 1834

Os membros da Câmara dos Deputados estabeleceram um conjunto de mudanças que afetavam diretamente as diretrizes da Constituição de 1824, o chamado Ato Adicional.

O Ato Adicional aprovou uma série de mudanças que refletiam bem o novo cenário político, agora sem a intervenção do poder régio, representado pelas alas liberal e conservadora, na tentativa de se equilibrarem no poder.

Este ato previa apenas um regente eleito pelo voto direto (voto censitário, onde só poderiam votar as pessoas que tivessem uma renda acima de cem mil réis). Com isso, Padre Feijó vence a eleição se tornando regente único.

Principais conflitos

Iniciaram-se uma série de conflitos separatistas a partir do ano de 1833, sendo os principais:

  • Cabanagem (Pará);
  • Guerra dos Farrapos (Rio Grande do Sul);
  • Revolta dos Escravos Malês (Salvador);
  • Sabinada (Bahia);
  • Balaiada (Maranhão).

Em função dos diversos conflitos, Padre Feijó foi altamente criticado por não ter pulso firme na tentativa de conter as revoltas que aconteciam.

A renúncia de Padre Feijó

No ano de 1837, sem conseguir ceder as pressões Padre Feijó renúncia seu cargo. Araújo Lima assume em seu lugar o cargo de regente único, sua regência é marcada por um regresso conservador.

Final do período regencial

Em função de uma grande crise política, insatisfações, brigas internas e as revoltas, os liberais acabaram fazendo o golpe da maioridade, antecipando, então, a maioridade de D. Pedro II, que tinha apenas catorze anos.

O golpe da maioridade buscava fortalecer o regime monárquico e consolidar a unidade territorial do Brasil, além de amenizar as insatisfações através de uma figura de maior legitimidade política, do que daqueles que representaram a regência anteriormente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *