Prosa medieval

A prosa medieval ocorreu na Idade Média, nos séculos XII a XIV, feita sob a encomenda de nobres ou de religiosos. A prosa medieval é um ciclo de histórias, de um modo geral sobre cavalaria, que dominavam o período medieval, sendo destinadas à diversão.

Em alguns registros encontramos um perfil religioso, em outros, um perfil histórico e genealógico, apresentando narrativas, em subdivisões e categorias específicas, tais como hagiografias, cronicões, livros de linhagem ou nobiliários e novelas de cavalaria.

Prosa medieval
Foto: Reprodução

Hagiografias

Relatam da vida de santos, tendo como objetivo moralizar e exemplificar, desta forma tais intenções foram produzidas dentro dos mosteiros. Muitas destas obras foram escritas em latim. Hagiografia é um tipo de biografia, descrição da vida, dentro do hagiológio (estudo da vida de santos, no cristianismo).

Cronicões

Uma ordenação cronológica de fatos históricos. Uma das primeiras tentativas medievais de prosa literária, sob a forma de relatos historiográficos, como por exemplo, a Crônica Breve do Arquivo Nacional e as Crônicas de Santa Cruz de Coimbra, embora ainda sem crítica objetiva, os cronicões forneciam conhecimentos dos costumes da época e uma visão dos principais fatos da história dos primeiros reis.

Livros de linguagem ou nobiliários

São compilações da linguagem genealógica de famílias nobres, relatando episódios ou feitos de origem lendária, desta forma orientavam a nobreza acerca de possíveis casamentos e relações de amizades, tendo como finalidade defender os privilégios feudais.

Novelas de cavalaria

Eram narrativas sobre os grandes feitos, de guerreiros e aventuras amorosas de cavaleiros medievais. São de autoria desconhecida, feitos de poemas que narravam aventuras heroicas de cavaleiros andantes, presentes na fase do Humanismo e se estenderam até o Renascimento, com o tempo se tornaram leituras mais populares, se estendendo inclusive para outros países.

Foram produzidas em áreas distintas da Europa, contribuindo assim para que fosse subdivididas em três grandes ciclos, sendo eles: O ciclo bretão ou arthuriano, fazendo referência aos feitos do rei Arthur e aos cavaleiros da Távola Redonda; o ciclo carolíngio, fazendo referência ao rei Carlos Magno e aos doze pares de cavaleiros da França; e o ciclo Clássico, tendo como referência a antiguidade grega e romana.

Literatura medieval portuguesa

A literatura deste período tinha como objetivo expressar a simplicidade, a ingenuidade e a passividade do homem medieval, dominado pelo pecado, sempre buscando agradar Deus. Com o passar do tempo (segundo período medieval) existe um rompimento, o homem passa a desenvolver novas formas e acaba saindo definitivamente das “trevas medievais”.

Citomegalovírus

O citomegalovírus é um vírus que pertence à família do herpes vírus, assim como, por exemplo os vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e herpes zoster. O citomegalovírus pode causar uma infecção do sistema nervoso central, digestivo e até mesmo na retina. O vírus está presente na grande maioria das pessoas, porém muitas vezes só se manifesta quando o sistema imune encontra-se comprometido (baixa imunidade).

Citomegalovírus
Foto: Reprodução

Características gerais do citomegalovírus

O citomegalovírus nunca abandona a pessoa infectada, e se manifesta apenas quando ocorre baixa imunidade do hospedeiro, como por exemplo, com pessoas em tratamento de câncer e da Aids, sendo assim não é correto afirmar que o citomegalovirose tenha cura. Citomegalovirose é o nome da doença causada pelo citomegalovírus.

Sintomas do citomegalovírus

Ocorrendo a baixa imunidade, sintomas como: febre, dor de cabeça e dor de garganta, ocorrem quando a doença encontra-se em uma fase mais avançada, nestes casos pode vir a comprometer o fígado e o baço.

Para determinada pessoa descobrir se possui esta doença o ideal é realizar um exame de sangue, tendo em vista que muitas pessoas apresentam a doença, porém não desenvolvem seus sintomas. O resultado citomegalovírus reagente CMV IgM indica a infecção aguda, e o CMV Igg permanece por toda vida do indivíduo.

Danos causados pelo citomegalovírus

Caso o paciente não realize o tratamento com a manifestação do vírus, podem vir a ocorrer as seguintes complicações (apenas em pacientes muito debilitados):

  • Comprometimento do intestino ou fígado;
  • Coriorretinite, que pode levar à cegueira;
  • Comprometimento do sistema nervoso central, podendo gerar inclusive falta de movimentos nas pernas, mielite ou encefalite.
  • A transmissão pode ocorrer através das vias respiratórias: tosse, espirro, saliva, secreção brônquica e da faringe;
  • Por transfusão de sangue;
  • Por transmissão vertical da mulher grávida para o feto;
  • Por via sexual, considerado um causador de doença sexualmente transmissível;
  • Por compartilhamento de objetos contaminados, como por exemplo, copos, talheres, toalhas, roupas intimas. Embora seja uma transmissão pouco comum, é possível, tendo em vista que o vírus não é destruído por condições ambientais.

Meios de transmissão do citomegalovírus

  • A transmissão pode ocorrer através das vias respiratórias: tosse, espirro, saliva, secreção brônquica e da faringe;
  • Por transfusão de sangue;
  • Por transmissão vertical da mulher grávida para o feto;
  • Por via sexual, considerado um causador de doença sexualmente transmissível;
  • Por compartilhamento de objetos contaminados, como por exemplo, copos, talheres, toalhas, roupas intimas. Embora seja uma transmissão pouco comum, é possível, tendo em vista que o vírus não é destruído por condições ambientais.

Citomegalovírus e seu tratamento

O tratamento para o citomegalovírus ocorre com remédios que servem para combater os sintomas e, nos casos mais graves, o paciente pode recorrer a medicamento antiviral, que deve ser utilizado pelo prazo de 30 dias.

Recomendações finais

Utilize sempre preservativo nas relações sexuais como forma de evitar a transmissão do citomegalovírus; não compartilhe de copos, xícaras e talheres caso não tenha certeza de que estejam bem lavados; caso seja um portador do citomegalovírus fique atento pois pode ocorrer infecção aguda, caso suas reservas imunológicas venham a se esgotar/diminuir; procure sempre por orientação médica especializada.

Era cenozoica

A era cenozoica ocorreu durante 65 milhões de anos, também conhecida como Idade dos Mamíferos, que se estende até os dias atuais. É dividida entre o período terciário (que compõe quase todo o cenozoico) e o período quaternário (que compõe os dois últimos dois milhões de anos). O período terciário é dividido em dois subperíodos, chamados de paleógeno e neógeno.

É através da era cenozoica que o planeta terra assumiu sua forma moderna, isto é, invertebrados, peixes, répteis eram essencialmente modernos, porém mamíferos, pássaros, protozoários, plantas e flores se desenvolveram apenas durante a era cenozoica.

Era cenozoica
Foto: Reprodução

A principal característica da era cenozoica ocorreu após o cataclismo, isto é, meteoro que se chocou com o planeta Terra, no final da era mesozoica e que foi o principal responsável pela extinção dos dinossauros, que até então predominavam sobre o planeta Terra.

Idade dos mamíferos

A era cenozoica é conhecida também como Idade dos Mamíferos tendo em vista que alguns animais conseguiram sobreviver ao período de escassez de comida, período este que se estendeu até o início da era cenozoica, e ao longo do tempo estes animais foram evoluindo para ficar como os conhecemos hoje, sendo o mamífero, a principal espécie a evoluir.

Geosfera da era cenozoica

A fragmentação das massas de terra continental que teve início no período mesozoico continuou até a sua configuração atual, teve início no fim do período jurássico, onde foi separado a África da América do Sul e a Austrália da Antártica, desta forma o grande continente do sul chamado de Gondwana deixou de existir.

A América do Norte se separou da Europa, e com isso aumentou o Oceano Atlântico, a África se moveu para região norte, fechando o Oceano de Tethys e criando os Alpes, já a Índia se chocou com a Ásia, formando o Himalaia.

Biosfera paleógeno

A diversificação foi grande durante o período paleógeno, muitos mamíferos e pássaros se modificaram, quando estavam em condições tropicais, no inferior dos continentes encontrava-se diferentes linhagens de mamíferos, em formas gigantes, semelhante aos rinocerontes atuais, chamados de uintatérios, localizados na Ásia e América do Norte, haviam enormes pássaros carnívoros não voadores, os diatrymideos da Laurásia e o Sul com os Phorusrhacideos.

Nos mares surgiram as primeiras baleias dentadas arcaicas, os crocodilianos sobreviveram a extinção dos dinossauros e protistas marinhos gigantes, chamados de foraminíferos, evoluíram durante o Eoceno (segunda época cenozoica). Equinodermos, corais, briozoários, esponja e insetos eram modernos, e as formigas até mais numerosas do que hoje em dia.

Biosfera neógeno

Neste período evoluíram mamíferos modernos, plantas com flores, e até mesmo a evolução dos gramados, conduzindo assim a vida e evolução de animais adaptados a vida nas savanas e pradarias, os cavalos conquistaram uma história bem sucedida durante o período neógeno.

Mamíferos como os mastrodontes, viveram em todos os continentes, menos na Australia, outros mamíferos, como os litoptermos, notoungulatos, boriaenas evoluíram em isolamento na América do Sul. Durante o período também surgiu os australopithecineos, nas savanas da África.

Nos oceanos as baleias modernas haviam substituído as baleias dentadas arcaicas, sendo animais mais inteligentes, e nos mares também surgiu os maiores tubarões carnívoros, chamados de charcharodon.

Período quaternário

A evolução moderna da flora e da fauna de insetos, alguns mamíferos de grande porte ainda existiam, onde sobreviveram até a idade do gelo do pleistoceno.

Regiões polares

Chamamos de regiões polares os polos do nosso planeta. Essas áreas da Terra são pouco povoadas devido às baixíssimas temperaturas. Com uma área de 35 milhões de km², essa porção do planeta encontramos o polo ártico, com 21 milhões de km² que é constituído pelo Oceano Glacial Ártico. Localizado entre o Círculo Polar Ártico e o Polo Norte. O polo Norte é constituído por uma camada de gelo muito espessa que tem aproximadamente 2 km.

Já a região polar antártica, localizada no extremo sul do planeta Terra é considerado um continente que chamamos de Antártica. Com uma extensão de 14.108.000 km², sua extensão territorial, assim como no Polo Norte, é formada por gelo.

Regiões polares
Foto: Reprodução

Características

O polo norte e o polo sul possuem características peculiares quando comparadas às outras regiões do mundo, mas muito parecidas entre eles. A temperatura normalmente não passa dos 10°C nos dias mais quentes do ano, e ainda possuem o fenômeno conhecido como Sol da Meia-Noite, que é quando o Sol fica durante 24 horas brilhando. Além disso, o que poucos sabem é que essas duas regiões são responsáveis por regular a temperatura do planeta, portanto é essencial a preocupação com a preservação dessas calotas polares. Outra característica comum às duas regiões, são os oceanos bastante frios e com baixo teor de sal.

O Ártico e composto por uma massa de gelo solitária que aumenta o gelo durante o inverno, conhecida como banquisa e, em contrapartida, a Antártida é um continente que possui uma vela geleira. Sua espessura é grande e compõe mais de 90% do gelo de todo o planeta.

Fauna e flora

A coloração da neve, comum nas duas regiões, afeta não só o visual do ambiente, mas também a fauna. Por exemplo, lá são comuns animais como a coruja branca, o urso polar, lebres diversas e a raposa do ártico, todos com coloração mais esbranquiçada. A cadeia alimentar começa, nas duas regiões, com o plâncton vegetal flutuante, que é unicelular e se reproduz rapidamente durante o verão – quando tem 20 horas de claridade -. Muitos pequenos animais como as larvas, crustáceos, moluscos e peixes mais jovens alimentam-se dos plânctons, e estes, por sua vez, são alimentos para animais maiores – cetáceos, como a baleia, peixes, como o arenque e o bacalhau, e para alguns pássaros marinhos, como a andorinha do Ártico).

Em pequenas ilhas rochosas e desérticas da região – arquipélagos circumpolares – são encontrados ainda animais como focas e morsas durante a primavera, e aves marinhas durante o verão. Existem ainda durante a primavera alguns elefantes marinhos nas praias da Antártida, região onde os residentes permanentes são pinguins e focas.

Nesses pequenos arquipélagos, a tundra é a vegetação com charcos e rochedos que ficam cobertos por liquens. Além disso, existem nas regiões também as florestas de pinheiros e bétulas da taiga do norte, onde podem ser encontrados outros animais como o alce, o lemingo, o lobo, entre outros.

Juros simples e compostos

Os juros, além de estarem presentes no estudo da matemática, são o pesadelo de muitas pessoas. Com certeza você já ouviu falar sobre eles: bancos com taxas de juros, taxas Selic, entre outras coisas, certo? Mas você entende o que são os juros?

juros-simples-e-compostos

Juros nada mais são do que um atributo de uma aplicação financeira. É como se o devedor – quem pega emprestado – tivesse que pagar uma tarifa para utilizar o dinheiro do credor – o que está emprestando . Por exemplo, se você pegou emprestado R$ 100,00, terá que pagar esse valor somado às taxas de juros. Existem, no entanto, dois tipos de juros que serão explicados a seguir.

Juros simples

O juro simples é aquele que é adicionado ao capital inicial no final da aplicação. Por exemplo, se você tem juros simples de 5% ao mês sobre o valor de R$ 100,00 que emprestou, isso significa que você terá mensalmente um acréscimo de R$ 5,00 ao valor pago.

A fórmula usada para calcular esse tipo de juros é:

j = C.i.t

Considerando que:

J= juros

C= capital

i= taxa

t= tempo

Confira a fórmula aplicada ao exemplo abaixo:

Se uma pessoa empresta a outra um valor igual a R$ 2.000,00, a juros simples pelo prazo de 3 meses, e a taxa é de 3% ao mês, quanto será pago de juros ao final de todo o tempo?

C = R$ 2.000,00

t = 3 meses

i = 3% ou 0,03 a.m. (ao mês)

Então: J = C.i.t

J= 2.000 x 3 x 0,03

J= 180

Com isso, temos que ao final do empréstimo o devedor pagará R$ 180 reais de juros.

Juros compostos

O juro composto, ao contrário do simples, é somado ao capital ao final de cada período de aplicação, formando enfim um novo capital. Por exemplo, se o capital inicial é igual à R$ 100,00 e a taxa de juro composto é de 5% por período – nesse caso usamos o mês -, a cada mês você terá que pagar 5% a mais sobre o valor pago no mês interior. Ou seja, no primeiro mês, você pagará R$ 105,00, no segundo mês, pagará R$ 110,25, no terceiro R$ 115,77 e assim por diante.

A fórmula usada para calcular os juros compostos é:

Juros compostos

Sendo que:

M = montante

C = Capital

i = taxa de juros

t = tempo

Vamos considerar o mesmo problema que usamos para os juros simples, mas aplicando os juros compostos:

Juros compostos

Ou seja, ao final do empréstimo os juros serão de R$ 185,45, totalizando o valor do montante descoberto no cálculo. Se quisermos fazer a conta por mês, basta mudar o período, mas sempre mudar o valor do Capital no segundo mês em diante para o valor encontrado no período anterior. Nesse caso, teríamos que ao primeiro mês, os juros seriam de R$ 60,00, ao segundo mês, de 61,80 e ao terceiro mês R$ 63,65.

Materialismo histórico

O termo materialismo histórico é usado para denominar a abordagem metodológica do estudo da sociedade, economia e história desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels. No entanto, a expressão nunca foi usada pelos dois, apenas posteriormente por outros para referir-se ao método.

Materialismo histórico
Foto: Reprodução

 

Objetivos

O materialismo histórico tem como objetivo encontrar as causas de desenvolvimento e de mudanças na sociedade humana nos meios em que produzem coletivamente as necessidades da vida. Tendo a teoria marxista como base, o principal objetivo do materialismo histórico é explicar a história da sociedade humana em todas as épocas usando como base os fatos materiais, econômicos e técnicos.

Compreendendo o contexto

Pode-se comparar a sociedade, para melhor entendimento, com um edifício em que as fundações e a infraestrutura seriam as forças econômicas e a superestrutura, o prédio em si, seria formado das ideias, costumes, instituições políticas, religiosas e jurídicas.

Marx, em sua obra de 1847 chamada A Miséria da Filosofia estabeleceu uma polêmica com Proudhon no trecho a seguir: “As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial.”

Forças produtivas, relações de produção e materialismo histórico

A teoria socialista foi desenvolvida por Karl Marx (1818-1883) a partir da análise crítica e científica do capitalismo. Sua maior preocupação não era a respeito de uma sociedade ideal, mas da compreensão da dinâmica do capitalismo.

O socialismo marxista foi fundamentado em princípios básicos:

– Teoria da mais-valia: nela era demonstrada a maneira como o trabalhador é explorado na produção capitalista.

– Teoria da luta das classes: nessa teoria, afirma-se que a história da sociedade humana é baseada em uma história de luta das classes, ou ainda do conflito permanente que existe entre os exploradores e os explorados.

E por fim a teoria do materialismo histórico, sobre o que se trata este artigo.

O que é?

A teoria, como já explicamos acima, é uma forma de esboçar a história dos modos de produção prevendo o colapso do capitalismo, que é o modo de produção vigente. A teoria envolve toda e qualquer forma produtiva desenvolvida e criada pelo homem em seu ambiente no decorrer do tempo evidenciando que os acontecimentos históricos acabam determinados por condições materiais, ou seja, econômicas, da sociedade.

Forças produtivas e relações de produção

A estrutura da sociedade, segundo os pensamentos de Marx, depende de como a produção social de bens é organizada pelos homens. Segundo ele, a produção social abrange dois fatores básicos que são as forças produtivas e as relações de produção.

O termo forças produtivas foi usado por ele para denominar as condições materiais de toda a produção, ou seja, tudo que é usado para a produção, como por exemplo os instrumentos, técnicas de trabalho, matéria prima e os homens usados na produção. Com isso e com a forma de divisão de trabalho, pode-se reconhecer o nível de desenvolvimento dessas forças produtivas.

Já as relações de produção se referem mais à maneira como os homens se organizam para conseguir executar de forma eficaz a atividade produtiva. Isso envolve às maneiras como são apropriados e distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho. Esse tipo de relação pode ser cooperativista, quando trata-se de um mutirão, escravista, servis – como era na Europa feudal – e capitalista, como é na indústria atual.

As duas coisas são condições naturais e históricas em quaisquer atividades produtivas que acontecem na sociedade, e a forma como são reproduzidas em uma sociedade é o que Marx chamou de modo de produção.

Frase, oração e período

As frases, orações e períodos são elementos que compõe um texto e são estudados pela gramática da língua portuguesa. Mas você sabe o que cada um deles significa?

Frase, oração e período
Foto: Reprodução

Frase

Quando falamos em frase, estamos nos referindo a um enunciado que possui um sentido completo, transmitindo com sucesso determinada mensagem. É sempre terminada em sinais de pontuação independentemente de ser ponto final, exclamação, interrogação, dois pontos ou ainda as reticências e possui um propósito comunicativo. Existem dois tipos de frase: a verbal ou a nominal.

Referir-se à uma frase como uma frase verbal significa que ela possui um verbo e, ao contrário, a frase nominal não possui um verbo.

Por exemplo:

O Brasil possui um grande potencial turístico. – esta é uma frase verbal.

Você precisa ir embora! – esta é uma frase verbal.

Silêncio! – esta é uma frase nominal.

Ai! – esta é uma frase nominal.

Oração

Chamamos de oração o enunciado que possui verbo ou locução verbal e que tenha sentido completo. As frases podem ser caracterizadas como orações desde que seu enunciado possua um sentido completo e que tenha verbo.

Ex.: Camila terminou a leitura do livro.

Essa é uma oração e uma frase, pois seu enunciado nos dá a ideia e a total compreensão de seu sentido e possui um verbo.

Mas atenção, nem toda frase é oração:

Ex.: Que dia lindo!

Observando esse enunciado, podemos concluir que é uma frase, pois faz sentido, mas não é uma oração, pois não possui verbo. A frase pode contar ainda com mais de uma oração, confira abaixo:

Brincamos de bola. – uma oração.

Entrei em casa e sentei-me para jantar. – duas orações.

Cheguei, vi, venci. – três orações.

Período

Período é o termo que usamos para denominar a frase que é constituída de uma ou mais orações que forma um todo, um enunciado com sentido completo. Os períodos podem ser simples ou compostos, conforme explicação abaixo:

Período simples: é constituído por uma oração apenas. Esta recebe o nome de oração absoluta.

Ex.: Quero aquele sanduíche.

O tempo é o melhor remédio.

Período composto: é, ao contrário do simples, constituído por duas ou mais orações.

Ex.: Quando você partiu minha vida ficou vazia.

Quero flores para presentear meu grande amor.

Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece ao anoitecer.

Dica: uma forma simples de descobrir quantas orações existem em um período é contando quantos verbos ou locuções verbais esse período tem, pois toda oração está centrada em um desses dois elementos.

Gravidade

Todos nós já percebemos que qualquer objeto que deixamos cair tem um destino certo: o chão. Esta ocorrência nos parece lógica, no entanto, isto só acontece graças à existência de uma força física denominada gravidade.

A gravidade, também denominada gravitação, é o fenômeno natural pelo qual todos os corpos físicos se atraem. É uma das quatro forças fundamentais da natureza, ao lado do eletromagnetismo, força forte e força fraca.

A atração gravitacional exercida pela Terra confere peso aos objetos fazendo com que eles caiam no chão quando são soltos.

Gravidade
Foto: Reprodução

A gravidade mantém a Terra, os demais planetas e os satélites em suas respectivas órbitas, além de ser responsável pela formação das marés, pelo aquecimento do interior de estrelas e planetas em formação e outros fenômenos não só no planeta Terra, mas em todo o Universo. Esta força existe de diferentes formas em todos os planetas do sistema solar. Na Lua, por exemplo, a gravidade é menor que na Terra.

A descoberta da gravidade e a Lei da gravitação universal

O cientista inglês Isaac Newton descobriu a força da gravidade por volta do ano de 1660. Não se sabe da veracidade da história, mas conta-se que, certo dia, ao repousar sob uma macieira e ser acertado por uma maçã, Newton decidiu estudar o motivo pelo qual os corpos são atraídos para a superfície do planeta.

De acordo com a Lei da gravitação universal do cientista inglês, a força da gravidade é proporcional às massas dos corpos em interação e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre si.

Peso é a denominação dada à força de atração entre dois objetos.

A aceleração da gravidade

A região ao redor da Terra é conhecida como campo gravitacional e, quando os corpos chegam até lá, sofrem variação em sua velocidade, pois adquirem aceleração, denominada aceleração da gravidade.

Essa aceleração, representada pela letra g, é dividida em duas, a saber: aceleração da gravidade na superfície da Terra e aceleração da gravidade para corpos externos à Terra.

A representação matemática da força que atrai os corpos para o centro da Terra (força peso) é dada pela seguinte equação:

P = m.g

Onde temos que:

P = peso do corpo;

m = massa do corpo;

g = aceleração da gravidade.

A Teoria de Newton postula que a força de atração gravitacional entre o corpo e a Terra é dada pela seguinte equação:

F = G m.M / R²

Ciclo do Pau Brasil

O pau Brasil já era conhecido – não por esse nome – pelos europeus antes mesmo de Cabral chegar à América. De coloração avermelhada, a madeira era trazida das Índias pelos árabes – que conseguiam grandes lucros – e agradavam a todos, pois era usada para retirada de um corante usado para tingir tecidos. A coloração vermelha nos tecidos era, durante muito tempo, reservada aos eclesiásticos, e acabou caindo no gosto dos burgueses.

Desde a idade média esse pigmento – depois denominado brasilina – extraído da madeira era usado para tingir tecidos. Seu valor, durante o séc. XVI era tão alto que acabou influenciando em disputas por novas terras entre os franceses, holandeses e portugueses.

A árvore pertence à família das leguminosas e à espécie Caesalpinia echinata – devido aos espinhos em grande quantidade que possui no tronco – e foi praticamente extinta no século XX.

Ciclo do Pau Brasil
Foto: Reprodução

Expedição de 1503

Apenas 3 anos após o descobrimento do Brasil, Américo Vespúcio fez uma segunda expedição às terras descobertas e enviou ao rei de Portugal, Dom Manuel, uma carta relatório que o informava a respeito das riquezas procuradas nas terras. No texto, ele informava que as de maior proveito eram infinitas árvores de pau Brasil. Na Mata Atlântica, encontraram além do Pau Brasil – na região do Espírito Santo e da Bahia -, muitas madeiras de lei como a caviúna, jacarandá e outras. A árvore pau Brasil recebeu esse nome por ser encontrada em grandes quantidades em terras brasileiras.

O comércio da árvore tão valiosa ficou sob monopólio da coroa, mas os lucros acabaram sendo inferiores ao que Portugal vinha adquirindo com as especiarias que eram trazidas da Índia. Com isso, a coroa acabou por colocar a extração da madeira nas mãos de uma companhia particular, no entanto, esta deveria vender todo o produto à coroa.

Foi determinado pelos primeiros mercadores que o comprometimento da exploração das terras era de enviar 6 navios por ano, explorar 300 léguas do território e construir feitorias no litoral. No entanto, precisavam pagar 4 mil ducados por ano à coroa devido à licença concedida. Quando o prazo venceu, Fernando de Noronha renovou até 1511 e, durante o período, a exploração foi o equivale te a 20 mil quintais – 4 arrobas ou ainda 60 kg a unidade -, sendo que cada um valia aproximadamente 2 ducados e meio.

No ano de 1513, o contrato passou para Jorge Lopes Bixorde, no entanto, a companhia dele poderia comercializar a madeira mais amplamente e livremente, desde que pagasse o imposto no valor de 1/5 do carregamento.

O ciclo teve continuidade até o ano de 1832, que foi quando foram descobertos os primeiros corantes artificiais. Somente em 1875, no entanto, D. Pedro II retirou os impostos especiais cobrados na exportação, deixando o valor semelhante ao das outras madeiras.

O pau Brasil

Gabriel Soares de Souza escreveu no Tratado Descritivo do Brasil em 1587 que a madeira estava presente em grandes quantidades desde o litoral do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Norte. Extraído de forma rudimentar, a madeira era derrubada pelos índios – que chamavam a árvore de ibirapitinga – que as empilhavam em troca de presentes. O transporte também era feito por eles que carregavam nos ombros por várias léguas, caminhando até o porto. Além disso, carregavam os navios.

A exploração não formou núcleos de povoamento, no entanto foi retratada não apenas em documentos portugueses, mas também em obras de artistas que retratavam os primeiros anos do Brasil. Não tardou a acabar essa riqueza que antes era facilmente encontrada no país. Aos poucos, a madeira deixou de ter taxas especiais e passou a ser taxada da mesma forma como as outras madeiras. Esse foi o primeiro produto explorado pelos portugueses, e passou a ser usada, inclusive, para a fabricação de instrumentos musicais – como o violino e o violoncelo -, pois dava o timbre perfeito à eles.

Adsorção

É possível perceber que as substâncias em estado sólido e líquido possuem a capacidade de interação entre elas. Isso acontece, pois nesses estados físicos, as moléculas acabam ficando mais próximas umas das outras e consequentemente com a densidade mais elevada. Já as substâncias que se encontram em estado gasoso, a interação acontece, porém com uma menor frequência, pois existe certa distância entre uma molécula e outra.

Adsorção
Foto: Reprodução

Definição

Entre as diversas formas de interação que podem ocorrer entre as moléculas, existe a adsorção. Neste, um fluído, que é chamado de adsorvido, se adere a uma superfície de uma substância, que é chamada de adsorvente. O grau de adsorção depende da temperatura, da pressão e da área da superfície. E essa interação que acontece entre adsorvido e adsorvente pode acontecer através das forças de naturezas física ou química.

A fisissorção

A fisissorção, também conhecida como adsorção física, é quando a adsorção ocorre por interações físicas entre as partes. Nela as moléculas ou átomos se aderem à superfície do adsorvente, geralmente isso acontece através das forças de Van der Waals, que mesmo sendo ligações intermoleculares de longo alcance, são muito fracas e incapazes de formar ligações químicas.

Quando uma molécula é fisicamente adsorvida retém a sua identidade, mesmo podendo ser deformada pela presença dos campos de força da superfície. É usada em máscaras contra gases e na purificação e descoloração de líquidos.

A quimissorção

A quimissorção, também conhecida como adsorção química, é quando a adsorção ocorre por forças de natureza química. Nela as moléculas ou átomos unem-se à superfície do adsorvente através da formação de ligações químicas, que geralmente são covalentes.

Exemplo de adsorção

Um exemplo muito comum de um caso onde ocorre a adsorção é no uso do carvão para remover odores em geladeiras. É comum que os alimentos armazenados na geladeira comecem a se decompor lentamente, soltando substâncias gasosas voláteis, que consequentemente, exalam certos odores desagradáveis. O carvão possui uma grande quantidade de poros em sua superfície, estes adsorvem os gases e eliminam o odor.

A diferença entre adsorção e absorção

É importante saber diferenciar adsorção de absorção. Existe uma grande semelhança tanto na escrita, quanto na pronúncia dessas palavras, porém são dois processos diferentes.

Na absorção, a substância absorvida é embebida pela substância absorvente, como exemplo temos uma esponja que absorve a água.

Já no caso da adsorção, a substância fica retida apenas na superfície do adsorvente, ou seja, ela não é incorporada ao volume da outra.