Cadeia alimentar

Todos os seres vivos precisam de energia para sobreviver e esta energia é obtida a partir do alimento que eles retiram do ambiente. Os seres vivos possuem diferentes formas de obter seus alimentos, e por isso existe a cadeia alimentar. Conheça um pouco mais sobre ela agora.

Cadeia alimentar
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Definição

Os seres vivos possuem um ciclo de vida, onde nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Além do ciclo de vida, há o ciclo da cadeia alimentar.

A cadeia alimentar, também conhecida como cadeia trófica, é um ciclo pelo qual os animais passam que surge no produtor e terminar no decompositor, passando pelos níveis tróficos. Neste último nível, os decompositores reciclam a matéria orgânica, iniciando o ciclo outra vez.

Para que haja um equilíbrio ecológico é preciso haver a interação das trocas e das relações que os seres vivos estabelecem entre si e com o meio ambiente.

A energia para sobreviver

As cadeias alimentares são ligadas diretamente em uma rede alimentar ou rede trófica. Essa rede tem início pelas plantas, que convertem a energia solar em energia química.

Sem a existência da radiação solar não seria possível existir um ecossistema, pois é partir dela que é feita a fotossíntese, processo que é responsável pela produção de energia nas plantas.

Todos os seres vivos precisam de energia para produzir as substâncias que são necessárias para que haja vida e reprodução deles. Existem basicamente duas formas de obter energia: através da energia do Sol (nos seres clorofilados) e através da alimentação dos seres clorofilados (nos seres não-clorofilados).

Os componentes da cadeia alimentar

A cadeia alimentar é composta pelos produtores, consumidores e decompositores. Veja um pouco mais sobre cada um deles a seguir:

  • Produtores: estes são organismos autótrofos clorofilados, ou seja, aqueles que produzem o próprio alimento através do processo de fotossíntese. Eles estão presentes em todas as cadeias alimentares e transformam a energia solar em energia química. Esta é a única forma de entrada de energia em um ecossistema.
  • Consumidores: estes podem ser classificados ainda como consumidores primários, secundários ou terciários. Se alimentam dos produtores (os primários) ou de outros consumidores (os secundários e terciários).
  • Decompositores: estes são responsáveis por rciclar a matéria orgânica, decompondo-a e degradando-a em matéria inorgânica. Essa matéria é reaproveitada pelos produtores e dá continuidade ao ciclo. Fazem parte os micro-organismos, como fungos e bactérias.

Exemplos de cadeia alimentar

Ecossistema Aquático

Produtor Alga
Consumidor primário Peixe herbívoro
Consumidor secundário Peixe carnívoro
Consumidor terciário Ave aquática
Decompositor Bactérias e fungos

Ecossistema Terrestre

Produtor Árvore
Consumidor primário Gafanhoto
Consumidor secundário Ave
Consumidor terciário Jaguatirica
Decompositor Bactérias e fungos

Biografia de Érico Veríssimo

Érico Veríssimo foi um dos melhores escritores romancistas brasileiros. Suas obras são muito famosas, ele fez parte do segundo tempo modernista e recebeu prêmios e homenagens por suas obras. Conheça agora um pouco mais sobre a vida e história desse escritor.

Biografia de Érico Veríssimo
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Nascimento

Érico Lopes Veríssimo nasceu no dia 17 de dezembro de 1905, em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Veio de uma família rica e tradicional, que acabou perdendo tudo no início do século. Os pais de Érico se chamavam Sebastião Veríssimo da Fonseca e Abagahy Lopes.

Inicialmente teve início nos estudos no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta. Quando tinha seus 13 anos, Veríssimo já lia vários autores nacionais, como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e também autores estrangeiros como Dostoievski e Walter Scott. No ano de 1920 ele foi para Porto Alegre, lá estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, porém não concluiu o seu curso. Voltou para Cruz Alta, abandonando os planos de cursar uma Universidade.

Vida profissional

No ano de 1925 ele trabalhou no Banco Nacional do Comércio. No ano seguinte, tornou-se sócio de uma farmácia e trabalhava como professor, dando aulas de literatura e inglês. Em 1929, ele começou a escrever seus contos para revistas e jornais. Após um ano, a farmácia em que era sócio foi a falência.

No ano de 1931 Veríssimo casou-se com Mafalda Halfem Volpe e com ela teve dois filhos. Após isso ele se mudou novamente para Porto Alegre e lá foi contratado para trabalhar como secretário de redação da Revista do Globo, onde conviveu com escritores renomados. No ano seguinte foi promovido a Diretor da Revista do Globo e passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo.

Primeira fase de Érico

O Segundo Tempo Modernista ocorreu entre 1930 e 1940, e Érico fez parte dele, neste a literatura trazia para reflexão os problemas sociais. Sua primeira publicação literária aconteceu no ano de 1932, quando publicou uma coletânea de contos chamada “Fantoche”. Nesta primeira fase, a preocupação era ética e urbana. A fase de transição dele é refletida em sua obra “O Resto é Silencio”, onde o narrador analisa a reação de sete pessoas que presenciam o suicídio de uma moça.

Segunda fase de Érico

Diferente da primeira fase, nesta segunda Érico se volta para uma investigação completa do passado histórico do Rio Grande do Sul. Sua obra “O Tempo e o Vento”, composta por três romances mostra as famílias do patriarcalismo gaúcho.

No ano de 1941, Veríssimo foi para os Estados Unidos em uma missão cultural, a qual foi convidado pelo Departamento de Estado americano. Se sentindo ameaçado pela ditadura do governo Vargas, em 1943, passou a lecionar Literatura brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Após 10 anos passou a ocupar o posto de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. Em 28 de novembro de 1975, Érico Veríssimo morre vítima de enfarte.

Principais obras

Entre as suas principais obras temos:

Fantoche, contos, 1932
Clarissa, ficção, 1933
Caminhos Cruzados, ficção, 1935
Música ao Longe, ficção, 1935
A Vida de Joana D’Arc, biografia, 1935
Um Lugar ao Sol, ficção, 1936
As Aventuras do Avião Vermelho, literatura infantil, 1936
Os Três Porquinhos, literatura infantil, 1936
Meu ABC, literatura infantil, 1936
As Aventuras de Tibicuera, romance didático, 1937
Olhai os Lírios do Campo, ficção, 1938
A Vida do Elefante Basílio, 1939
Outra Vez os Três Porquinhos, 1939
Viagem à Aurora do Mundo, 1939
Saga, ficção, 1940
Gato Preto em Campo de Neve, impressões de viagem, 1941
As Mãos de Meu Filho, contos, 1942
O Resto é Silencio, ficção, 1942
A Volta do Gato Preto, impressões de viagem, 1946
O Tempo e o Vento I, O Continente, 1948
O Tempo e o Vento II, O Retrato, 1951
Noite, novela, 1954
Gente e Bichos, 1956
O Ataque, novelas, 1959
O Tempo e o Vento III, O Arquipélago, 1961
O Senhor Embaixador, 1965
O Prisioneiro, 1967
Incidente em Antares, 1971
Solo de Clarineta, memórias, vol.I, 1973; Vol.II, 1975

Clima subtropical

Característico da transição entre os climas tropicais que possuem latitudes menores e temperaturas maiores e climas que tem temperaturas mais frias e latitudes maiores, como o clima temperado, o clima subtropical apresenta características mescladas entre os tipos de clima de transição.

Clima subtropical
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Onde está presente?

Este tipo de clima pode ser encontrado principalmente no lado oriental dos continentes, na região sul da América do Norte, no sul e no centro da China, na Austrália, na África e em alguns países da América do sul como o norte da Argentina e do Uruguai e o sul do Brasil e Paraguai.

Clima subtropical no Brasil

No Brasil, é comum encontrarmos esse clima em regiões como a região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Campinas, Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul.

Aqui no país, este clima é caracterizado pelas temperaturas médias anuais que ficam abaixo dos 21°C, além da amplitude térmica entre 9°C e 13°C. A neve é rara em regiões mais baixas, mas ocasionais em regiões de maior altitude. Nestas, o verão é ameno e o inverno mais frio.

As regiões mais ao sul do Brasil que possuem clima subtropical são representadas pela classificação climática de Köppen-Geiger como Cfa ou Cfb, sendo que a primeira é o subtropical com verões quentes, correspondendo às regiões mais baixas, e o segundo com verões amenos, correspondendo às regiões mais altas.

Características principais

Neste tipo de clima, há a presença de quatro estações bem definidas e a distribuição regular da precipitação (de chuvas) durante o ano. O verão é quente e apresenta temperaturas em torno de 22°C e uma taxa de precipitação alta. O outono possui precipitações que quase sempre são provocadas por tufões e furacões como nos Estados Unidos, por exemplo, enquanto o inverno tem temperaturas entre 0°C e 10°C com bastante chuva e muita umidade. A primavera, em contrapartida, possui temperaturas mais amenas e chuvas regulares.

Além disso, as regiões onde predomina o clima subtropical apresentam umidade relativa do ar anual entre 60% e 85%, com um índice pluviométrico anual entre 500 e 1000 milímetros. Nesses locais pode ocorrer geadas durante o inverno, principalmente nas regiões que são mais altas.

A vegetação das regiões de clima subtropical não são padronizadas, podendo variar de acordo com a altitude do local. Em regiões mais altas, por exemplo, podem ser encontradas vegetações como bosques de araucárias, já nas planícies, em contrapartida, há a predominância dos pampas, que são campos que apresentam vegetação rasteira de gramíneas.

Clima temperado

O clima temperado acontece em regiões centrais da Europa, sudeste da Austrália, litoral sul da América do Sul, nordeste da China, norte do Japão e parte do Oriente Médio. Este tipo de clima pode ser dividido em 5 classificações, que serão demonstradas em um tópico deste artigo.

Características

Com temperaturas variadas ao longo do ano, o clima temperado apresenta uma média acima de 10° nos meses mais quentes e entre -3° e 18°C nos meses mais frios. O verão é relativamente quente, o outono tem temperaturas gradativamente mais baixas no decorrer dos dias, a primavera temperaturas mais altas gradativas no decorrer dos dias e o inverno é bem frio, caracterizando estações bem definidas.

De uma forma geral, suas características envolvem o índice pluviométrico entre 1.500 mm e 2.000 mm como uma média anual, verões moderados e invernos frios, além da umidade relativa do ar que no inverno é em torno de 80% e no verão 90%.

Clima temperado
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Tipos de climas temperados

Clima temperado mediterrâneo

Normalmente as regiões entre as latitudes de 30° e 40° possuem o clima temperado mediterrâneo. Neste, o inverno está diretamente associado às chuvas, e é caracterizado por temperaturas amenas decorrentes das correntes marítimas quentes. Durante o verão a precipitação de chuva é quase nula, sendo essa época bem quente e seca devido aos centros barométricos de alta pressão. Em áreas costeiras, as temperaturas do verão são um pouco mais amenas devido às correntes frias do oceano. Lisboa, Madrid, Roma e Santiago são exemplos de cidades com este clima.

Clima Subtropical úmido

Presente no interior dos continentes, ou ainda no litoral ao leste dos continentes, esse clima acomete regiões entre as latitudes 25° e 35°. Nessas regiões, o verão é úmido devido as massas tropicais instáveis, e no leste asiático os invernos podem ser secos e mais frios que regiões com latitudes similares devido à pressão atmosférica alta da Sibéria. São exemplos de cidade com este clima as cidades de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Houston, Ialta, Ludian e Brisbane.

Clima temperado marítimo

Localizado entre as latitudes de 45° e 55°, este clima está normalmente próximo aos locais com clima mediterrâneo. Os verões nestas localidades são frescos e nublados, e os invernos são frios, mas amenos quando comparados aos invernos de outros climas. São exemplos de cidades com esse clima Limoges, langebaanweg, Ponta Delgada e Prince Rupert.

Clima temperado subártico

Esse tipo de clima acontece próximo aos polos quando comparado aos climas temperados marítimos, mas está limitado ou a estreitos litorais da parte ocidental dos continentes, ou em ilhas de litorais, principalmente no Hemisfério Norte. Como exemplo de locais com esse clima, podemos citar Punta Arenas, Monte Dinero e Torshavn.

Clima temperado continental

Típico de regiões do interior dos continentes em latitudes superiores a 45°, esse clima é caracterizado por uma falta de chuva, principalmente no inverno. Isso acontece devido à distância que separa as regiões das áreas de influência marítima. As temperaturas de verão são muito altas e as de inverno muito frias, no entanto, a temperatura média anual é inferior aos 10°C. O clima é comum em cidades como Moscou, Chicago e Kiev.

Belle Époque

A expressão Belle Époque, que significa bela época quando traduzida do francês, foi um período que designava o clima intelectual e artístico de um determinado período. Apesar de não ser demarcada rigorosamente no tempo, acredita-se que a Belle Époque é um período que, normalmente, é compreendido como um momento da trajetória da história da França com início ao final do século XIX e fim na eclosão da Primeira Guerra Mundial. Diz-se que não pode ser demarcada no tempo, pois é mais um estado espiritual do que alto concreto.

Belle Époque
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Características

A época conhecida pelo nome de Belle Époque foi marcada por um florescimento do belo, pelas transformações e pelo avanço de paz entre o território francês e os países europeus próximos. Durante este período, houve não apenas a paz a as transformações, mas também novas descobertas tecnológicas que influenciaram inclusive o cenário cultural quando apareceram os cabarés, o cancan e o cinema. Nasce o impressionismo e a Art Noveau trazendo ainda mais novidades para o cenário artístico.

O progresso

Durante este período foram inventadas inovações como o telefone, o cinema, o avião, o automóvel, o telégrafo sem fio e muitas outras que acabaram influenciando e inspirando novas percepções da realidade. Paris, a Cidade Luz, possuía muitos cafés, balés, óperas, livrarias, teatros, boulevards e alta costura e, por isso, era considerada como o centro de produção e exportação da cultura mundial.

Arte e literatura

A corrente artística comum deste período era a Art Noveau, que valorizava os ornamentos cores vivas e curvas sinuosas, sendo uma arte essencialmente decorativa. Suas principais obras são fachadas de edifícios, objetos de decoração como móveis, portões e joias, por exemplo. Na literatura, este movimento influenciou trazendo obras que voltavam-se para as épocas “áureas” de cada país. Havia ainda um desejo de libertação do antigo e uma procura pelo novo.

A arte viveu ainda, com o desenvolvimento das comunicações e da eletricidade, a cultura do divertimento. Por meio dos cabarés, essa cultura acabou ganhando um status social. O parque de diversão e o cinema foram desenvolvidos na indústria do divertimento devido à diminuição da jornada de trabalho e o desenvolvimento da eletricidade. Dessa forma, com ingressos baratos e um desprendimento momentâneo da realidade, esses tornaram-se ferramentas de divertimento em massa.

Belle Époque no Brasil

O Brasil durante o período da Belle Époque teve uma profunda ligação com a França, pois os membros da elite brasileira frequentavam Paris ao menos uma vez por ano para ficar por dentro de todas as inovações. A duração deste período no Brasil difere dos outros países, assim como o avanço tecnológico que aconteceu em duas das regiões mais prósperas do país que são a cafeeira, em São Paulo e a do ciclo da borracha, na Amazônia.

Genética

A genética é o ramo da biologia que estuda a transmissão dos caracteres hereditários, ou seja, a natureza química do material hereditário. Antigamente, acreditava-se que as características passavam de pais para filhos por meio do sangue em partes proporcionais entre os progenitores. No entanto, algum tempo depois essa concepção foi deixada de lado: por meio de alguns experimentos, a ciência comprovou a existência de elementos que teriam como objetivo justamente a transmissão dessas características: os gametas.

Genética
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A transmissão genética de características

Apesar de ser sabido que não era pelo sangue que eram transmitidas essas características, ainda assim estavam parcialmente errados. Não eram exatamente os gametas que carregavam essa função, mas sim os cromossomos, que são parte de seu conteúdo nuclear. O gene foi evidenciado algum tempo depois como um elemento pertencente aos cromossomos que era o real transportador dos caracteres hereditários. Cada um destes genes ocupa um lugar definido ao longo dos cromossomos.

Quem descobriu as leis de transmissão de características hereditárias foi Gregor Mendel que, por meio do cruzamento de ervilhas encontrou semelhança na transmissão. Seus trabalhos, no entanto, ficaram esquecidos por muitos anos quando, em 1900, três pesquisadores que trabalhavam independentemente redescobriram seu trabalho e confirmaram suas descobertas.

A lei de Mendel

Gregor Mendel, nascido em 1822, estudou matemática e ciências por conta própria, mantendo-se sempre interessado na área. Realizou estudos meteorológicos, estudou a vida das abelhas e cultivou plantas, sempre criando novas variedades dos frutos pera a maçã. Entre os anos de 1856 e 1865, realizou estudos e experimentos envolvendo ervilhas objetivando descobrir como eram transmitidas as características hereditárias de pais para filhos. Em 1965 ele apresentou seu trabalho sobre as suas leis da hereditariedade à Sociedade de História Natural de Brünn, mas seu estudo ficou praticamente desconhecido no mundo das ciências até que os pesquisadores citados anteriormente redescobriram e retomaram as leis de Mendel.

Considerado atualmente como pai da genética, Mendel teve reconhecimento apenas após a sua morte no ano de 1884 em Brünn.

  • 1° Lei de Mendel: “cada caráter é determinado por um par de fatores que se separam na formação dos gametas, indo um fator do par para cada gameta, que é, portanto, puro”.
  • 2° Lei de Mendel: “os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso”.

A importância da genética

Este campo da biologia, além de revelar como são transmitidas as características hereditárias, ajuda na identificação de anormalidades cromossômicas mesmo que durante o desenvolvimento do embrião. Isso é importante pois tem caráter preventivo e curativo no descobrimento prévio e na utilização de terapias genéticas como medidas corretivas.

Pré-história no Brasil

De acordo com estudos arqueológicos, o território que atualmente compreende o Brasil foi povoado por seres humanos entre 40 mil e 50 mil anos atrás, sendo que os primeiros que chegaram aqui vieram da Ásia passando, provavelmente, pelo Estreito de Bering. Estes espalharam-se pelo continente americano chegando ao sul e povoando o atual território brasileiro.

As regiões do território brasileiro em que existem evidências de ocupação pré-histórica são, principalmente, as regiões da Amazônia, Piauí, litoral dos estados de SP, SC, RJ e ES – principalmente –, e a região de Lagoa Santa.

Pré-história no Brasil
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Sítios arqueológicos

Muitos sítios arqueológicos pré-históricos são estudados no Brasil, sendo que os mais importantes ficam no interior do Piauí, na região de São Raimundo Nonato. Estes estudos foram responsáveis pela descoberta de ossos de animais pré-históricos, machados de pedra, artefatos de cerâmica e milhares de pinturas rupestres datadas de aproximadamente 40 mil anos atrás.

Além deste, existe um sítio localizado na caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre às margens do rio Amazonas. A vida de grupos humanos pré-históricos foi revelada em um estudo de 1990, datando a vida de 11 mil anos atrás. Encontraram no local vestígios de fogueiras, pinturas rupestres, pontas de lanças de pedras e pedaços de objetos de cerâmica.

Sambaquis

Outra forma de estudo pré-histórico são os sambaquis. Estes, também conhecidos como concheiros, representam a vida pré-histórica no litoral do país e são formados pelo acúmulo de conchas e resíduos descartados pelos homens durante milhares de anos. Entre suas camadas de conchas, encontram-se artefatos, diversos objetos pré-históricos e ossos de grupos diferentes que habitaram a região.

Características dos homens pré-históricos

Os estudos permitiram dar uma ideia de como era a vida dos homens que aqui viveram durante a pré-história. Estes viviam de caça, pesca e coleta de frutos, e usavam como armas para a caça os machados e lanças de madeira com pontas de pedra. Usavam o fogo para preparar seus alimentos e para se protegerem dos animais e já habitavam, em sua maioria, as cavernas. No litoral, os homens viviam em cabanas de madeira e palha fabricadas por eles mesmos para morar.

Os vestígios de cerâmica eram de recipientes usados para armazenar grãos e água, principalmente, e faziam pinturas rupestres para representar cenas do cotidiano. Para desenhar, usavam sangue de animais, carvão, minerais e água misturados. Viviam em grupos de grandes famílias que possuíam divisão de tarefas entre homens e mulheres. Aqueles dedicavam-se à caça, pesca e proteção, enquanto estas cuidavam do preparo dos alimentos e das crianças. Sua expectativa de vida, devido às dificuldades da vida, doenças, ataques de animais e condições de higiene muito ruins, era entre 25 e 30 anos.

Caleidoscópio

Caleidoscópio é o nome que recebe o aparelho óptico formado por um pequeno tubo feito de cartão ou metal com alguns fragmentos de vidro colorido. Com o reflexo da luz exterior, estes apresentam a cada movimento uma combinação diferente de efeito visual. Com origem das palavras gregas καλός, que significa “belo, bonito”, είδος, que significa “imagem, figura”, e σκοπέω, que significa “olhar para, observar”, o nome caleidoscópio significa observar uma imagem bonita.

Caleidoscópio
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História

Inventado no ano de 1817 por um físico escocês chamado Dawid Brewster, o caleidoscópio conquistou admiração universal. Foi inventado como um brinquedo, mas atualmente é usado também para fornecer padrões de desenho. No século XVII o caleidoscópio já era conhecido, e um rico francês comprou um exemplar feito com pérolas e gemas preciosas no lugar de pedaços de vidro colorido pelo valor de 20 mil francos.

Brewster fabricou o primeiro caleidoscópio com um tubo com pequenos fragmentos de vidro colorido e três espelhos formando um ângulo de 45 a 60 graus entre si. Quando feito com um ângulo de 45°, forma 8 imagens duplicadas em cada um dos três espelhos. Com 60°, formava 6 imagens e com 90° formava 4 imagens.

Como fazer?

Para fazer o seu próprio caleidoscópio, você vai precisar de:

  • Um tubo de papelão;
  • Um disco de vidro transparente de diâmetro correspondente ao interior do tubo;
  • Um disco de vidro transparente e um opaco de diâmetro igual ao externo do tubo;
  • Três espelhos de 2 cm menor que o tubo e de largura tal que possam ser dispostas em triângulo no interior;
  • Alguns cacos de vidro coloridos de tintas vivazes e contrastantes. Adicione também pedaços de papel prateado, lascas metálicas e pequenos pregos brilhantes de forma a obter desenhos mais extravagantes.

Passo a passo

  1. Una os pedaços de espelhos formando um triângulo e cole-os com um papel adesivo. Coloque-os a 2 cm do fundo.
  2. Introduza o disco de vidro menor transparente no fundo apoiando-o nas extremidades dos espelhos.
  3. Pelo fundo, coloque os cacos coloridos sobre o espelho. Procure fixar se achar necessário, o disco com um anel de papelão.
  4. Apoie sobre o anel de papelão o vidro opaco, que deve ser fixado no tubo de papelão com papel adesivo.
  5. Em seguida, cole um disco de papel com um furo circular de 1cm de diâmetro sobre o terceiro disco de vidro.
  6. Na outra extremidade, cole um disco de papel com um furo circular de 1 cm de diâmetro.

Clima desértico

O clima desértico é marcado em regiões que possuem a presença de deserto. É fácil de encontrar em lugares como Saara, Arábia, Austrália, Atacama, Kalahari, Neguev, Norte do México, Sudoeste da África do Sul, Sonora, entre outros no caso de clima desértico quente. No caso de clima desértico gelado, podemos citar: Mongólia, Turquestão, Grande Bacia do oeste do EUA, entre outros.

Geralmente encontramos o clima desértico em latitudes de 12° e 30°. É caracterizado pelo baixo índice de pluviosidade que dá aos locais com o clima assim a sua fisionomia característica, sendo solo árido e flora esparsa e seca.

Clima desértico
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Categorias

O ambiente de um clima desértico pode ser dividido em duas categorias diferentes de acordo com a amplitude térmica e a sua localização, que conferem características diferentes aos dois climas.

  • Quente: apresenta alta amplitude térmica diurna, isto é, por se localizar em regiões de alta pressão a insolação durante o dia é muito intenso o que eleva a temperatura rapidamente, podendo chegar a até 50°C em alguns lugares. No período da noite ocorre o inverso, o calor irradia muito rápido e a temperatura cai drasticamente, porém a temperatura nunca fica abaixo de 0°C.
  • Frio: é gelado o tempo inteiro com pequenas oscilações de frio na parte do dia, podendo ficar abaixo de 0°C a qualquer momento (em especial durante o período noturno), incluindo até o risco de nevar.

Diferenças entre os climas

Além da questão da diferença de temperatura entre ambos os ambientes, outra característica é a localização de um clima desértico quente e de outro frio. Em climas quentes os desertos são encontrados geralmente na costa ocidental dos continentes, chegando até o litoral (sem ir até o litoral oriental). No caso do clima frio, os desertos são encontrados no interior dos continentes em regiões limitadas por altas montanhas.

Nos desertos de clima quente sua fauna é composta por roedores, répteis, aracnídeos, insetos e camelos. Com a falta de água, os seres deste clima sofreram determinadas adaptações, onde a maioria desenvolveu hábitos noturnos para evitar as elevadas temperaturas do dia. A vegetação é composta por gramíneas, cactos e pequenos arbustos que se adaptam à seca da região através de xeromorfia.

Já a situação que encontramos em desertos de clima frio, a fauna é composta por pinguins, peixe-do-gelo, lagópode, elefante-marinho, baleia azul, focas, entre outras espécies. Sua vegetação é composta pela tundra, planta muito rasteira, constituída por ervas, musgos e líquens.

Ponto de fusão e ponto de ebulição

Ponto de fusão

O ponto de fusão é conhecido como aquela temperatura em que uma determinada substância passa do estado sólido para o estado líquido. Este é um valor constante, caracterizando uma substância pura. Sua determinação, portanto, constitui um dos métodos pelos quais podemos determinar o grau de pureza da substância.

Quando, ao determinarmos o ponto de fusão de uma substância, obtivermos um valor de temperatura superior a 1°C, essa substância não será pura. As temperaturas em que os elementos químicos entram em fusão são funções periódicas de seus números atômicos. Isso significa que esses valores variam periodicamente na mesma medida em que este número atômico aumenta.

Ponto de fusão e ponto de ebulição
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Ponto de ebulição

Já o ponto de ebulição, é como chamamos a temperatura em que uma determinada substância líquida passa para o estado gasoso em uma determinada pressão. Assim como no ponto de fusão, uma substância pura nunca terá um ponto de ebulição com temperatura superior a 1°C. Quando isso ocorrer, em ambos os casos, trata-se de uma mistura.

A tabela periódica

Na tabela periódica, segue-se um padrão. É possível perceber que os pontos de ebulição e fusão variam de acordo com o número atômico dos elementos químicos, sendo, dessa forma, propriedades periódicas. O crescimento das temperaturas de fusão e ebulição dos elementos segue o esquema de setas a seguir.

A tabela periódica
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Os elementos pertencentes à uma mesma família do lado esquerdo da tabela possuem os pontos de fusão e ebulição que diminuem conforme o número atômico do elemento aumenta – de baixo para cima. Do lado direito da tabela, em contrapartida, o crescimento do ponto de fusão e ebulição dos elementos de uma mesma família aumentam de cima para baixo, ou seja, os elementos que possuem menores temperaturas de fusão e ebulição estão na parte superior da tabela.

Quando falamos de elementos que pertencem ao mesmo período, ou seja, à mesma linha da tabela, podemos observar que os pontos de ebulição aumentam das laterais para o centro da tabela.

Curiosidades

Você percebeu que existem dois elementos em destaque na imagem acima?

O elemento da tabela periódica representado pela letra C, o carbono, deveria, devido à sua posição na tabela periódica, ter um ponto de fusão baixo. No entanto, a variedade grafite apresenta ponto de fusão muito alto no valor de 3.727°C’’². Em destaque na imagem acima, da mesma forma como o carbono, o tungstênio, representado pela letra W na tabela periódica, é o elemento metálico com o maior ponto de fusão no valor de 3.410°C.