Arte rupestre

Chamamos de arte rupestre aquela que compreende o amplo conjunto dos desenhos, pinturas e inscrições que foram realizadas pelo homem da pré-história. A manifestação artística que recebe este nome normalmente aparece no interior de cavernas e em superfícies rochosas cingidas pela marca da presença humana. Apesar de receber o nome de arte, existem contradições na discussão constante de especialistas sobre o desenho rupestre ser avaliado como uma forma de arte.

Arte rupestre
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A arte rupestre e sua importância

Quando descoberta por Marcelino Sanz de Sautuola na Caverna de Altamira, na Espanha, cerca de 150 anos atrás, acadêmicos consideraram a descoberta uma fraude. Isso devido ao pensamento darwiniano sobre a evolução das espécies, pois considerava-se que os primitivos não seriam avançados para produzir arte.

Este tipo de arte, conforme dito anteriormente, não é considerada como uma por alguns especialistas. Essa polêmica é meio complexa de ser entendida, mas é essencial reafirmarmos que esta representação artística é de suma importância como fonte de informações sobre o tempo e os costumes dos grupos humanos do período.

Alguns estudiosos acreditam que o desenvolvimento dessa manifestação esteve ligado de forma direta ao processo de dominação do fogo. Isso permitiu que alcançassem o conforto e a segurança que eram necessários para que os povos desenvolvessem formas mais complexas de comunicação, envolvendo a palavra e a arte.

Características

De uma forma geral, as manifestações de arte rupestre têm em comum os motivos de feição naturalista com a presença constante tanto de homens como de animais. As representações normalmente são representadas pelos homens rupestres de forma isolada ou realizando alguma ação coletiva como a caça, o parto de uma criança ou ainda o intercurso sexual. Os animais representados eram os que serviam de alimento – a caça – ou aqueles que atacavam os ambientes habitados pelos homens.

Também entre suas principais características, encontramos a intenção de registrar situações rotineiras, no entanto, algumas pesquisas mostraram que os ambientes em que a arte era produzida não eram próximos às moradas humanas, podendo deduzir-se que mesmo nos tempos antigos esse tipo de atividade era visto como algo de sentido e local especiais.

As representações eram feitas com elementos de proporção e tonalidade de forma a salientar o que era visto como importante pelo individuo que produzia a arte. Além disso, é importante dizer também que não era apenas as representações do cotidiano que compunham a arte rupestre. Algumas pinturas foram encontradas em cavernas e regiões poucos habitadas indicando que a manifestação também tinha um papel nos rituais funerários e religiosos.

Guerra dos Bôeres

A Guerra dos Bôeres aconteceu entre colonos holandeses e ingleses que lutaram pelo controle atual da África do Sul. Esta teve uma duração de três anos, de 11 de outubro de 1899 a 31 de maio de 1902.

Guerra dos Bôeres
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O começo

Em 1652, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, fundou um posto marítimo na África, localizado na extremidade sul, chamado de Cabo da Boa Esperança. A companhia incentivava agricultores holandeses, conhecidos também como bôeres, a se manter na região. Os bôeres utilizavam-se de mão de obra escrava.

A região do cabo passou a ser dominada pela Grã-Bretanha em 1806, onde mais tarde fundou suas colônias, com isso milhares de bôeres (mais de 10 mil que não se submeteram a autoridade britânica), migraram para dentro do continente africano, desalojando populações locais.

Após a migração, eles fundaram algumas repúblicas independentes, sendo as mais importantes chamadas de Transvaal e Orange.

Início da Guerra dos Bôeres

No local onde foram instaladas as repúblicas independentes de Transvaal e Orange, encontraram uma região rica em ouro e diamantes. Isso fazia com que outras pessoas se dirigissem ao local em busca das pedras para se tornarem ricas com a extração. Os bôeres, no entanto, não permitiam, gerando revolta e insatisfação contra o governo bôer.

A população da região pediu ajuda aos britânicos, que concordaram. Embora a primeira revolta contra os bôeres tenha fracassado, isto serviu de alerta aos bôeres, que reforçaram suas defesas e, em 1899, atacaram as colônias britânicas, iniciando-se à Guerra dos Bôeres.

Final trágico aos bôeres

No final de 1899, os bôeres chegaram a tomar três cidades britânicas, porém nos anos seguintes, os britânicos além de reconquistarem suas terras novamente, tomaram para si várias cidades dos bôeres.

No final da guerra, os bôeres formaram pequenos grupos que atacavam postos britânicos. Os britânicos reagiam ao ataque ateando fogo às fazendas de bôeres e prendendo milhares de civis em grandes campos.

No ano de 1902, a Grã-Bretanha exterminou o exército bôer e os civis bôeres se renderam por meio do tratado de Vereeniging. Este determinava que a população bôer receberia 3 milhões de libras esterlinas em compensação, além da promessa de um governo.

O tratado de Vereeniging se extinguiu sem ter sido colocado em prática e os bôeres colocaram seus cidadãos sob o domínio do Império Britânico.

Surgimento da União Sul-Africana

Com o fim das repúblicas bôeres que agora se tornavam colônias britânicas, no ano de 1910, se tornaram províncias da chamada União Sul-Africana.

História da Argentina

De acordo com estudos arqueológicos, os primeiros habitantes a existirem na região da Argentina são de aproximadamente 131 mil anos, segundo análises, estes habitantes eram nômades. Os Espanhóis se estabeleceram e iniciaram uma colonização na região da Argentina em 1516, quando o espanhol e navegador Juan Diaz de Sólis, navegando pelo Rio da Prata, tornou oficial a conquista do território.

A região dos pampas era habitada por indígenas e a região norte era parte do Império Inca. Buenos Aires, a capital, foi fundada em 1534, ainda no século XVI ocorreu o início da exploração da prata, no século XVII os espanhóis passaram a utilizar a mão de obra indígena com a finalidade de exploração da prata. Os índios guaranis argentinos foram catequizados pelas missões jesuíticas no mesmo período, e em 1767 a Companhia de Jesus foi expulsa da Argentina.

História da Argentina
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Argentina enquanto colônia

Enquanto colônia, a Argentina se envolveu em dois conflitos: o primeiro em 1776, espanhóis e índios guaranis iniciaram uma briga para expulsar os portugueses da região do Rio da Prata; e o segundo em 1806, onde a Argentina resistiu a invasão dos ingleses.

Argentina se torna independente

Em 9 de julho de 1816 a Argentina se tornou independente. Após este feito iniciou-se uma guerra civil, onde somente em 1853 os unitaristas conseguiram promulgar a primeira Constituição da Argentina.

Tríplice Aliança

Em 1865 a Argentina forma junto com o Brasil e o Uruguai a Tríplice Aliança, para lutar contra as forças paraguaias, conhecida como A Guerra do Paraguai, que foi vencida pela tríplice aliança em 1879.

No final do século XIX, até as primeiras décadas do século XX, ocorreu um período de imigração de europeus, para a Argentina, sobretudo de italianos. O início do século foi marcado também por governos radicais, que debilitaram a democracia e a economia, que sofreu sucessivas crises.

Período de ouro à ditadura militar

Em 1946 inicia-se na Argentina o período de ouro, onde passa a ser governada pelo presidente populista Juan Domingos Perón. Em 1955, Perón é deposto e exilado por um golpe militar, retornando ao poder na Argentina depois, governando até a sua morte. Sua esposa, Isabelita Perón assumiu o poder, porém foi obrigada pelos militares a renunciar em 1976, instalando-se então uma ditadura militar na Argentina. Durante a ditadura ocorreram sucessivos golpes, dezenas de mortos e milhares de pessoas desaparecidas.

Democracia na Argentina

Em 1983 a Argentina retorna a uma democracia, ocorrendo a eleição do presidente Raul Afonsin. Em 1989, ele renunciou em favor ao presidente eleito Carlos Menem, que permaneceu na presidência até 1999, através de dois mandatos consecutivos. Fernando de La Rua foi eleito para o lugar de Menem, La Rua realizou ajustes e cortes no governo na tentativa de evitar uma crise econômica, o que resultou em grande insatisfação popular.

Durante o ápice da crise, o país chegou a ter cinco presidentes em apenas duas semanas. Em 25 de maio de 2003, Nestor Kirchner foi eleito pelo povo, assumindo a presidência, atualmente na Argentina, a sucessora de Nestor Kirchner é Cristina Kirchner, sua esposa e presidente da Argentina.

Sonetos

Chamamos de sonetos, do italiano sonetto – que significa pequena canção, ou ainda pequeno som – os poemas que possuem uma composição elaborada de forma fixa. Estes possuem 14 versos, e tem origem atribuída aos poetas da Sicília, ou da Provença.

Sonetos
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História

Acredita-se que foi criado no começo do século XII na Sicília para ser cantado na corte de Frederico II Hohenstaufen por Jacopo da Lentini, poeta siciliano e imperial. A letra era escrita para música possuindo uma oitava e dois tercetos com melodias diferentes.

Existem, no entanto, fontes que relacionam a invenção dos sonetos a outros poetas provençais, mas é de comum acordo que sua difusão se deu por meio dos poetas italianos. Durante muito tempo o número de linhas e a disposição das rimas permaneceu variável. Foi com o poeta Guittone d’Arezzo que isso mudou: ele foi o primeiro poeta a adotar e aderir ao soneto, que foi reconhecido como a melhor forma de expressão de uma emoção isolada, pensamento ou ideia.

A estrutura foi aperfeiçoada por Francesco Petrarca, mesmo poeta responsável pela difusão pela Europa em suas viagens. Em seguida, Sá de Miranda estruturou uma nova estética poética em Portugal: foi ele quem introduziu ao soneto a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas, assim como os decassílabos.

Willian Sheakespeare, posteriormente, desenvolveu o soneto inglês com uma composição diferente: três quartetos e um dístico.

Destaques

Além dos citados anteriormente, temos ainda Luíz Vaz de Camões, destaque na estética de Sá de Miranda que imortalizou o soneto com a temática do amor na língua portuguesa. Além disso, Dante Alighieri, muito famoso por sua obra A Divina Comédia, foi um seguidor de Guittone e desde a infância já compunha sonetos. Seu primeiro trabalho de grande importância foi a união de vários sonetos, chamado Vita Nuova.

Podemos citar ainda outros grandes sonetistas, principalmente da língua portuguesa como Augusto dos Anjos, Cláudio Manuel da Costa, Gregório de Matos Guerra, Cruz e Souza, Luís Vaz de Camões, Vinícius de Moraes, Olavo Bilac, Florbela Espanca, entre muitos outros.

Estrutura e composição

Compostos de forma fixa, os sonetos possuem 14 versos que estão dispostos em 4 estrofes ou estâncias. Estas estrofes são formadas de dois quartetos e dois tercetos. Outra característica importante de sua estrutura, é a presença de uma mesma métrica em todos os catorze versos, ou seja, apresentam o mesmo número de sílabas poéticas. Normalmente, os sonetos são compostos por dez sílabas poéticas em cada verso, mas existem ainda os dodecassílabos, também conhecidos como alexandrinos, que apresentam versos com 12 sílabas poéticas.

Existem três formas principais de posicionamento das rimas dentro dos sonetos: as rimas entrelaçadas ou opostas com estrutura abba em que o primeiro verso rima com o quarto e o segundo rima com o terceiro; rimas alternadas com estrutura abab em que o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo rima com o quarto; e, por último, as rimas emparelhadas com estrutura aabb, em que o primeiro verso rima com o segundo e o terceiro rima com o quarto.

Além disso, existe outro conceito muito importante dentro do estudo dos sonetos: a sonoridade. Isso está diretamente relacionado com o posicionamento das sílabas tônicas que, quando combinadas, fazem com que o soneto assuma uma dinâmica melódica. Diante disso, podem ser classificados em heroico ou sáfico.

Os versos heroicos são os decassílabos que possuem sílabas tônicas nas posições 6 e 10, enquanto os versos sáficos são os decassílabos com sílabas tônicas nas posições 4, 8 e 10.

Reino Fungi

O Reino Fungi é composto por organismos eucariontes, heterotróficos que se alimentam de nutrientes absorvidos do meio, com espécies unicelulares e multicelulares, formadas por filamentos denominados de hifas. São popularmente conhecidos como leveduras (fermento), bolores, mofos, orelha-de-pau e cogumelos.

Dentro do Reino Fungi, existem espécies de vida livre ou associadas em simbiose com outros organismos, como por exemplo, os liquens, uma relação interespecífica de fungos e algas. Algumas espécies também são parasitas, com plantas e animais. A grande maioria são saprófagos, isto é, se alimentam da decomposição de cadáveres.  Em todos os casos os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos, estas enzimas atuam imediatamente no meio orgânico no qual eles se instalam.

Reino Fungi
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Estrutura dos fungos

Os fungos são compostos por hifas que são filamentos de células que formam uma rede, chamada de micélio, que se estende até o alimento e realiza a absorção de seus nutrientes. Os fungos possuem geralmente paredes celulares feitas com quitina e outros materiais.

As hifas podem ser modificadas para produzir estruturas celulares altamente especializadas, como por exemplo, no caso de fungos que parasitam plantas, estes fungos possuem haustórios que perfuram as células da planta e digerem as substâncias em seu interior, alguns fungos que vivem no subsolo capturam vermes e pequenos animais.

Alimentação dos fungos

Os fungos não possuem a clorofila, como no caso das plantas, por isso não podem realizar a fotossíntese e, consequentemente, não produzem seu próprio alimento. Eles soltam ao seu redor uma enzima chamada exoenzima, um tipo de enzima digestiva, essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o alimento digerido pelas exoenzimas.

Dentro do nicho ecológico, encontramos os decompositores e os parasitas. Os parasitas ficam em organismos vivos, já os decompositores se fixam em organismos mortos.

Os fungos parasitas podem ser, insectívoros ou helmintívoros, ambos comedores de insetos ou minhocas. Os insectívoros liberam uma substância pegajosa à sua volta, onde moscas e pequenos insetos ficam presos e são digeridos. Os helmintívoros liberam uma substância tranquilizadora que imobiliza as minhocas.

Reprodução dos fungos – Assexuada e sexuada

A reprodução assexuada ocorre através da mitose, como é o caso do fungo penicillium, um tipo de fungo terrestre, através de células chamadas de conidiósporos, que são jogadas no ambiente, cada uma dessas células poderá gerar um novo ser, dependendo de o local onde caírem, como por exemplo, em um pão ou em uma fruta.

A reprodução sexuada ocorre, por exemplo, com o champignon, muito utilizado na culinária. É um cogumelo que produz esporângios com formato de raquete de tênis, que se chamam basídios. Dentro de cada basídio ocorre uma meiose, originando quatro células, chamadas de basidiósporos, eu são liberados no ambiente através de brotamento. Os basidiósporos irão se desenvolver em local apropriado.

Doenças causadas por fungos nos seres humanos

As micoses são doenças causadas por fungos, as mais comuns podem ocorrer na pele, podendo-se manifestar em qualquer parte do corpo humano. Entre micoses mais comuns temos as que ocorrem no couro cabeludo, barba e unhas e pés. Elas podem afetar as mucosas com a da boca, provocando a doença chamada popularmente de sapinho. Alguns fungos podem parasitar dentro do organismo, como é o caso do fungo causador da histoplasmose, doença grave que ataca os pulmões.

Verbos reflexivos

Ao longo de nossa jornada de estudos encontramos dentro da gramática na Língua Portuguesa muitas classificações, não é verdade? E a cada momento que estudamos, nos aprofundamos ainda mais nas particularidades de nossa língua, provando o quanto o nosso conhecimento está caminhando para se tornar cada vez mais completo e avançado.

A partir de agora vamos nos aprofundar um pouco mais em nossos estudos, conhecendo mais uma categoria de nossa classe gramatical representada pelos verbos, os chamados verbos reflexivos.

Verbos reflexivos
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O que são verbos reflexivos?

O termo reflexivo tem muita semelhança com o verbo refletir e, na verdade, é exatamente ai onde o estudo pretende chegar, pois quando se trata de um verbo reflexivo, esta classificação quer nos dizer que a ação praticada pelo sujeito reflete nele mesmo. Analise o exemplo abaixo:

“O menino se feriu com o objeto pontiagudo.”

Quem praticou a ação foi o menino, assim, concordamos que a ação voltou para ele mesmo. Isto é, além de pegar, tocar o objeto, o menino ficou ferido.  Como podemos perceber, antes do verbo aparece um pronome pessoal oblíquo, desta forma devemos concordar que além desses aspectos, isto é, aqueles que fazem com que o verbo se torne reflexivo, ele aparece acompanhado desse pronome.

Qual a diferença entre verbos reflexivos e verbos pronominais?

Se tanto os verbos reflexivos e os verbos pronominais trazem consigo o pronome oblíquo “se”, então qual é a diferença entre eles? Descobrimos as diferenças através de minúcias relacionadas às ocorrências linguísticas, isto é:

  • Verbos reflexivos: aqueles cujo pronome pessoal oblíquo apenas os acompanha, haja vista que a ação do sujeito ocorre nele mesmo.
  • Verbos pronominais: como a própria classificação nos informa, são aqueles que, necessariamente, trazem para junto de si esse pronome.

Análise de exemplos

“A funcionária feriu-se com um objeto pontiagudo durante a execução de um trabalho.”

Aqui verificamos que a funcionária executou a ação, isto é, teve contato com o objeto pontiagudo e, ao mesmo tempo, recebeu a ação de se ferir com ele. Portanto, podemos dizer que essa ação voltou para quem a praticou, se tratando então de um verbo reflexivo.

“O garoto queixou-se de dor durante a aula.”

Verificamos o uso do pronome oblíquo que se materializa em virtude de uma exigência, isto é, dos próprios pressupostos gramaticais, por isso, equivale dizer que se trata de um verbo pronominal neste caso.