Funções do primeiro grau

As funções, independentemente de ser de 1° ou de 2° grau são usadas para relacionar valores de uma determinada expressão de acordo com os valores que a variável x assume.

Funções do primeiro grau

Funções do 1° grau

O termo função do 1° grau é usado para denominar qualquer função f de IR em IR que é apresentada como f(x) = ax + b, sendo que a e b são números reais e a sempre será diferente de 0.

Para que uma função seja de primeiro grau, ela deve apresentar uma expressão algébrica também de primeiro grau.

O termo a é denominado coeficiente de x, enquanto o número b é chamado de termo constante. Confira abaixo, para entender melhor esse conceito, algumas funções do 1° grau.

F(x) = 7x – 6, sendo que a= 7 e b= -6

F(x) = -4x -7, sendo que a= -4 e b= -7

F(x) = 8x, sendo que a= 8 e b= 0

Como fazer o gráfico de uma função?

Quando alteramos o valor de x, o valor de y também será alterado. Por exemplo, na expressão y = 2x -1, podemos determinar os valores 2 e 5 para x. Com isso, obteremos:

F(2)= 2.2 -1 = 3

F(5) = 2.5 -1 = 9

Com isso, obteremos sempre pares ordenados que são constituídos x, f(x)). Essas duas coordenadas obtidas auxiliarão na construção dos gráficos.

Agora vamos construir um gráfico. Para isso, vamos pegar a função y=3x -1. Seu gráfico é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy.

Precisamos então obter dois de seus pontos e interliga-los:

Quando temos x= 0 podemos substituir na função: y = 3.0 -1, e chegaremos ao resultado de que para x= 0, y= -1.

Quanto temos y= 0, faremos o mesmo processo: 0= 3x -1, chegando ao resultado de que para y= 0, x= 1/3.

Ou seja, um dos pontos é (0, -1) e o outro ponto é (1/3, 0)

Com isso, podemos marcar os pontos no plano cartesiano e em seguida interliga-los com uma reta, conforme imagem abaixo

Funções do primeiro grau

Função crescente ou decrescente

Quando aumentamos os valores determinados para x, devemos observar o que acontece com o y. Confira abaixo em tabela os valores de x aplicados na função e o resultado para y:

X

-3

-2

-1

0

1

2

3

Y

-10

-7

-4

-1

2

5

8

Com isso, podemos concluir que para cada valor de x aumentado com relação ao anterior, o y também aumentará. Dessa forma, podemos dizer que essa função é crescente.

A função f(x) = ax + b sempre será crescente quando o coeficiente de x for positivo (a > 0), e sempre será decrescente quando o coeficiente de x for negativo (a < 0).

Hibridismo

O conjunto de palavras que dispomos na língua portuguesa é extenso e, por isso, requer que conheçamos um pouco sobre a formação de cada uma destas que integram esse grupo, dentre as quais estão as palavras decorrentes do chamado hibridismo.

No português, léxico é nome que damos ao vocabulário que o idioma disponibiliza para que se estabeleça a comunicação entre os indivíduos. Assim, compreendemos que cada parte, que é gramaticalmente intitulada de morfema, ao unir-se ao radical dá origem a uma nova palavra.

Hibridismo

Do que se trata?

E é nesse contexto de composição das palavras que surge o hibridismo. Este que compreende o processo de formação de uma palavra a partir da junção de dois ou mais vocabulários/elementos de línguas distintas. Também pode se considerar hibridismo uma palavra decorrente da interpenetração de sintaxes derivadas de idiomas distintos.

Dessa forma, muitos gramáticos da língua portuguesa têm se posicionado, ao longo dos tempos, contrários ao hibridismo. Sobretudo devido a não regularidade exposta por tais elementos que, na maioria dos casos, derivam do grego e do latim.

Todavia, a utilização constante de alguns desses hibridismos pelos falantes do português tem levado as considerações dos gramáticos a ficarem somente na teoria, pois na prática, muitos dessas palavras híbridas já foram incorporadas ao nosso léxico, as tornando praticamente aportuguesadas. 

Exemplos de hibridismos predominantes na língua portuguesa:

Álcool (árabe) + metro (grego) = alcoômetro

Auto (grego) + clave (latim) = autoclave

Banana (africano) + al (latim) = bananal

Bi (latim) + cicl (grego) + et (latim) = bicicleta

Buro (francês) + cracia (grego) = burocracia

Caipora (tupi) + ismo (grego) = caiporismo

Endo (grego) + venoso (latim) = endovenoso

Floriano (português) + polis (grego) = Florianópolis

Hiper (grego) + acidez (português) = hiperacidez

Mono (grego) + Cultura (latim) = monocultura

Psico (grego) + motor (latim) = psicomotor

Romano (latim) + -ista (grego) = romanista

Socio (latim) + -logia (grego) = sociologia

Zinco  (alemão) + grafia (grego) = zincografia

Mais ocorrências de destaque

Grego e latim

Estrela + navegante = astronauta

Por si mesmo + móvel = automóvel

Um + olho = monóculo

Longe + visão = televisão

Latim e grego

Alto + medida = altímetro

Dez + medida = decímetro

Árabe e grego

Soda + forma = alcaloide

Tecidos vegetais

Todos os seres vivos são compostos por células e tecidos, no caso dos vegetais, os tecidos são divididos em tecidos meristemáticos, tecidos de revestimento, tecidos vasculares e tecidos fundamentais. Esses são formados por células que associam-se formando unidades que possuem estruturas e funções determinadas, conforme os nomes dados acima.

Tecidos vegetais

Os tecidos meristemáticos

Responsáveis pela formação dos outros tecidos, assim como pelo crescimento das plantas, os tecidos meristemáticos são formados por pequenas células que possuem uma grande capacidade de dividir-se por meio da mitose. Os tecidos denominados meristemáticos podem ser divididos em dois tipos: os primários e os secundários.

Os primários são responsáveis pelo crescimento primário das plantas, ou seja, pelo crescimento longitudinal. Por isso são encontrados principalmente no ápice dos caules e das raízes. Nestes primários, podemos encontrar ainda três tipos que são o protoderme, responsável por originar a epiderme, o fundamental, que origina os tecidos fundamentais, e o procâmbio, que origina os tecidos vasculares.

Os secundários são responsáveis pelo crescimento secundário, que se refere ao crescimento em espessura das plantas. As células que os formam são adultas que recuperam sua capacidade de realizar a divisão mitótica. Essas são caracterizadas de duas formas distintas: o felogênio, que é responsável pela formação das camadas da periderme, e o câmbio, responsável pela formação do floema e do xilema secundários.

Tecidos de revestimento

Entre os tecidos de revestimento encontramos a epiderme – reveste externamente os órgãos protegendo, absorvendo água, sais minerais, realizando a excreção e a secreção, e realizando trocas gasosas –, o Súber – também conhecido como cortiça, é composto de células mortas. Estes são responsáveis principalmente pela proteção das plantas.

Tecidos vasculares

Os tecidos conhecidos como vasculares ou de condução são responsáveis por transportar a seiva bruta e a seiva elaborada. Neste, temos o xilema – também conhecido como lenho, que é responsável por transportar a seiva bruta – e o floema – também conhecido como líber, responsável por transportar a seiva elaborada.

Tecidos fundamentais

Os tecidos fundamentais, podem ser divididos em dois grupos: os parênquimas e os de sustentação. Os primeiros estão presentes em diversas partes da planta, e são exemplos o clorofiliano, o amilífero, o aerífero e o aquífero que possuem funções distintas. Os clorofilianos são responsáveis pela realização da fotossíntese, os amilíferos, são responsáveis pelo armazenamento do amido como substância de reserva, os aeríferos acumulam o ar para a flutuação de plantas aquáticas, por exemplo, e os aquíferos armazenam água auxiliando na sobrevivência de plantas de climas seco. Os de sustentação podem ser colênquimas ou esclerênquimas: o primeiro é adaptado à sustentação dos órgãos em crescimento, enquanto o segundo confere rigidez às células da planta.

Revolução Gloriosa

O nome de Revolução Gloriosa foi dado ao movimento que ocorreu na Inglaterra, entre 1688 e 1689, marcado pela destituição do rei Jaime II.

O movimento também é conhecido como Revolução sem sangue, devido à forma pacífica como ocorreu. O movimento resultou na substituição do rei da dinastia, Stuart por Guilherme o príncipe de Orange, da Holanda.

Revolução Gloriosa

Início da Revolução

Um acordo secreto foi realizado entre o Parlamento inglês e o príncipe da Holanda (e genro de Jaime II) Guilherme de Orange, com a finalidade de entregar o trono britânico ao príncipe.

Jaime II queria que o país acompanhasse a doutrina católica, o que desagradava a maioria dos britânicos.

O Parlamento inglês se manifestou contra o rei Jaime II, e em junho de 1688, Guilherme de Orange foi aclamado rei com o título de Guilherme III.

Desta forma um compromisso de classes entre a burguesia inglesa e os grandes proprietários foi firmado, enquanto a população era marginalizada.

Nova ordem e fim da monarquia absolutista

Com a nova ordem, foi fácil perceber de que não era necessário acabar com a figura do rei, desde que este aceitasse ás decisões do Parlamento inglês, colocando fim ao absolutismo.

A Revolução Gloriosa representou a mudança de uma monarquia absolutista para uma monarquia parlamentar, inaugurando a nova configuração da política inglesa, onde o Parlamento possui poder superior ao do rei, enquanto que o rei se tornou um mero símbolo.

O rei Guilherme III aceitou a “Declaração de Direitos”, e em 1689, assumiu a Coroa, finalizando os constantes atritos entre o rei e o Parlamento inglês.

Declaração de direitos

A Declaração de Direitos era formada basicamente para reafirmar os poderes do Parlamento, limitando as prerrogativas reais, da seguinte forma: 

  • Reis não podem cancelar as leis do Parlamento;
  • Eliminação da censura política;
  • Estabelece impostos;
  • Direito a livre apresentação de petições;
  • Controle de questões militares (recrutamento e manutenção do exército);
  • Controle do Tesouro britânico (pelo Parlamento);
  • Funcionários do governo são fiscalizados pelo Parlamento;
  • Gastos da família real são controlados pelo Parlamento.

Liberdade religiosa

Foi aceito pelo rei o chamado “Ato de Tolerância”, que estabelecia liberdade religiosa a todos os cristãos, com exceção dos católicos.

Ambos os documentos (Ato de Tolerância e Declaração de Direitos), foram de extrema importância para o desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra.

A onde a burguesia inglesa, em comum acordo com a aristocracia rural, passou a exercer suas influências (poder) através do Parlamento, tornando a Inglaterra um Estado Liberal.

Império muçulmano

Todos nós já ouvimos falar dos árabes, da religião muçulmana e do islamismo. O império muçulmano realizou criações importantes, como por exemplo, os algarismos arábicos, o número zero e até mesmo a bússola, entre outros. Criações assim foram possíveis graças ao desenvolvimento de um grande império chamado de império muçulmano, que existiu entre os séculos VII e XIII, o qual vamos nos aprofundar a seguir.

Império muçulmano

Onde se desenvolveu?

Ocorreu na Península Arábica, localizada entre o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico, mais precisamente entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano índico, onde Maomé teve suas primeiras revelações. O clima da região é muito quente e seco, predominando grandes desertos e alguns oásis (pequenas regiões férteis em pleno deserto, graças a presença de água) garantindo a sobrevivência da população local.

Maomé

Desde pequeno, Maomé começou a trabalhar como mercador, conhecendo várias regiões, costumes e tradições. Casou-se com uma viúva rica e assim pode se dedicar mais aos seus interesses religiosos. Um dia recebeu revelações sagradas, que diziam que havia um único Deus, Alá e um único profeta, Maomé. Então iniciou suas pregações religiosas, tentando converter a população ao Islamismo. Saiu de Meca e recebeu abrigo em Medina no ano de 622 (início do calendário muçulmano). As revelações de Maomé foram reunidas no Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos o qual o seguem até os dias atuais (o equivalente a Bíblia para os católicos).

História do império muçulmano

Após a morte de Maomé, violentas lutas aconteceram. Abu-Bakr, um chefe político e religioso decide governar em nome de Maomé em 632, com a intenção de preparar os árabes para a conquista da Terra. O domínio árabe acontece até o ano de 661, um governo que durou por 11 anos, trazendo como resultado à expansão muçulmana. Guerreiros atacaram a Pérsia e o Império Bizantino, e em pouco tempo dominaram vários territórios, passando a controlar, inclusive o comércio do Mediterrâneo. Alexandria, no Egito, resistiu a guerra por 2 anos, e posteriormente foi incendiada.

O governo muçulmano se divide

O império muçulmano ergue uma nova capital, localizada no Cairo, e após a morte de Califa Ali, em pouco tempo se desencadearam disputas internas pelo poder, originando uma guerra civil.

O governo do império muçulmano se dividiu em duas dinastias:

  • Dinastia dos Omeíadas: fundado por Califa Muhawiya.
  • Dinastia dos Abássidas: fundado pelos descendentes de Abas, que era tio de Maomé.

Aqui a capital se torna Bagdá, na Mesopotâmia, e o império que foi dividido passa a se tornar estados independentes.

Apesar de conquistarem novos territórios como, a Sicília, na Península Itálica, as Ilhas de Córsega e Sardenha, o império muçulmano foi perdendo território no Oriente, para os turcos e para os mongóis.

Contribuições para cultura ocidental

Devido as grandes contribuições, seu legado permanece presente e vivo até os dias atuais, como a difusão de obras greco-romanas, na arquitetura, na matemática, na literatura, nas ciências, em tecnologias como a pólvora, papel, bússola e astrolábio, entre outros.

Cilindros – Área e volume

Chamamos de cilindros os sólidos geométricos que possuem um corpo alongado e com aspecto arredondado, com o mesmo diâmetro em seu comprimento e com duas bases circulares em suas extremidades. Entre os cilindros, podemos encontrar os cilindros circulares retos ou oblíquos.

O reto apresenta um eixo e suas geratrizes perpendiculares aos planos das bases. Além disso, eles são congruentes à sua altura. O oblíquo, por sua vez, possui as geratrizes e o eixo oblíquos às bases e, além disso, estes não são congruentes à sua altura.

Como calcular a área de um cilindro?

Podemos considerar, quando se trata de um cilindro, a área lateral, a área da base e a área total, que terão suas fórmulas demonstradas e explicadas a seguir.

Área lateral

A área lateral de um cilindro pode ser visualizada por meio da planificação da figura, conforme demonstrado abaixo:

Cilindros – Área

Dessa forma, podemos observar que a altura é h, o raio r e a parte inferior da lateral é igual a 2πr. Com isso, concluímos que a área lateral AL de um cilindro pode ser calculada com a fórmula a seguir:

Cilindros – Área

Área da base

A área da base, representada por AB pode ser calculada com a fórmula usada para calcular a área de um círculo de raio r, uma vez que é um destes que compõe a sua base:

Cilindros – Área

O valor é ao quadrado pois o cilindro possui duas bases esféricas com raio r, iguais.

Área total

Para encontrar a área total, é preciso ter em mãos a área da base e a área lateral. Em seguida, você deverá somar esses dois elementos, conforme demonstrado na expressão abaixo.

Área total

Obs.: a área, aqui representada pela letra A, pode ter a letra S usada em sua representação dependendo do material de estudo. No entanto, a fórmula será a mesma e tem o mesmo fundamento, trocando apenas a letra de representação.

Volume

Agora que sabemos como encontrar a área de um cilindro, vamos descobrir como calcular o seu volume?

Para isso, independentemente de o cilindro ser circular reto ou oblíquo, é preciso multiplicar a área da base pela altura do cilindro. Se ficou difícil para entender dessa forma, confira a fórmula demonstrada abaixo:

Volume

Confira o exemplo abaixo:

Se temos um cilindro com altura h igual a 10 e raio igual a 6, podemos realizar o cálculo utilizando a fórmula:

Volume

Verbos abundantes

Chamamos de verbos abundantes um dos tipos de verbos irregulares presentes na gramática portuguesa.

Verbos irregulares

Quando falamos de verbos irregulares, estamos nos referindo àqueles que se diferenciam dos outros por não seguirem as conjugações a que pertencem. Outras formas pelas quais se diferenciam, é nas terminações – verbos anômalos – ou não apresentando forma verbal – verbos defectivos.

Verbos abundantes – O que são?

Verbos abundantes

Os verbos abundantes, como explicamos anteriormente, são um dos tipos de verbos irregulares. Estes diferenciam-se dos outros verbos por apresentarem mais de uma palavra que corresponde à mesma forma verbal. Se ficou confuso para entender, vamos à definição:

Os verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes para o mesmo tempo e pessoa são chamados de abundantes.

Isso normalmente acontece com o particípio, causando problemas de entendimento para aqueles que já apresentam problemas para entender as regras gramaticais. Apesar de soarem de forma “errada”, eles são corretos, embora não muito usuais.

Exemplos

Como citamos anteriormente, normalmente esses verbos abundantes apresentam-se em particípios, que podem ser tanto regulares – terminados em ado/ido – ou irregulares.

Vamos colocar em uma tabela alguns verbos abundantes para facilitar o entendimento.

Infinitivo

Particípio regular

Particípio irregular

Eleger

Elegido

Eleito

Entregar

Entregado

Entregue

Aceitar

Aceitado

Aceito

Expulsar

Expulsado

Expulso

Isentar

Isentado

Isento

Imprimir

Imprimido

Impresso

Matar

Matado

Morto

Soltar

Soltado

Solto

Suspender

Suspendido

Suspenso

Esses são apenas alguns de muitos exemplos que podem ser dados de verbos abundantes.

Vamos entender com alguns exemplos?

Os políticos foram eleitos pelo povo.

Os políticos foram elegidos pelo povo.

Nesse caso, as duas formas estão corretas e passando a mesma mensagem da mesma forma como no exemplo a seguir:

Eu deveria ter impresso o trabalho antes de vir.

Eu deveria ter imprimido o trabalho antes de vir.

Voz ativa e passiva

Quando falamos em particípio, no entanto, é importante lembrar que os regulares são usados na voz ativa – ter e haver – e os irregulares na voz passiva – ser, estar, ficar.

Curiosidades

Alguns verbos somente possuem particípio irregular, como por exemplo no caso de abrir, que é aberto, cobrir – coberto, dizer – dito, escrever – escrito, entre outros.

Quando falamos no particípio pego, devemos saber que ele somente será usadi no português contemporâneo na voz passiva, por exemplo quando falamos “Fui pego em flagrante”. Em qualquer outra situação deve ser usar apenas pegado, independentemente de ser na voz ativa ou passiva.

Método científico

O método é uma palavra que deriva do grego métodos, significando o caminho para chegar a um determinado fim. Quando usamos essa palavra para falar de método científico, estamos falando de um conjunto de regras que são usadas para o desenvolvimento de experiências para produzir um conhecimento ou corrigir e complementar aqueles que já existem.

Este normalmente é usado para estudar um fenômeno de maneira racional para que os enganos possam ser evitados. É preciso encontrar provas e evidências para conseguir chegar à conclusões e afirmações fundamentadas. O método envolve todas as abordagens, técnicas e processos usados para formular ideias e resolver os problemas que aparecem durante a aquisição de um determinado conhecimento.

Método científico

De onde surgiu?

O pensamento de Descartes deu origem à metodologia científica, sendo posteriormente desenvolvida por Isaac Newton. No entanto, existem registros de que na Grécia Antiga os métodos científicos já eram usados para decisões entre duas hipóteses. Seus princípios, no entanto, somente se consolidaram nos séculos XVII e XVIII com o surgimento da física.

O que é?

Para desenvolver uma teoria, é preciso que, em primeiro lugar, você observe. Isso pode ser feito por todos, independentemente de usar aparelhos ou ser feita a olho nu. Quando falamos de ciência, no entanto, estamos falando de observações cuidadosas e precisas, visualizadas em seus mínimos detalhes.

Tendo observado, o segundo passo é desenvolver uma hipótese. Para isso, você deve testar e realizar muitos experimentos. O pesquisador, a partir de então, fará suposições e propostas de ideias lógicas para explicar suas observações e, em seguida, poderá testar cada uma das hipóteses que, quando confirmadas, geram leis e teorias.

A lei é um enunciado que pode ser feito depois de várias observações que tiveram resultados semelhantes. Ela é usada somente para definir aqueles eventos que se manifestam de forma invariável e uniforme.

Quando não se trata de uma lei, ela pode ser uma teoria que é testada por vários experimentos. Essa, então, pode ser definida como um método científico criado por meio de experimentos, sendo algo que responde questões iniciais e que ocorrem durante o processo, e além disso, prevê fatos de futuros experimentos que podem trazer à teoria algumas modificações.

Os elementos

O método científico consiste em alguns elementos que o compõe. O primeiro deles é a caracterização, que é composta pelas quantificações, observações e medidas. Em seguida, vêm as hipóteses que envolvem as explicações hipotéticas dessas observações e medidas. Posteriormente, temos as previsões, que nada mais são do que as deduções lógicas das hipóteses formuladas anteriormente. Finalmente temos os experimentos, em que são realizados testes de todos os três elementos citados anteriormente.

Revolução Industrial no Brasil

A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em torno do século XVIII. Em seguida, espalhou-se pela Europa durante o mesmo período, sendo que o Brasil sofreu um impacto de desaceleração devido ao fato de que nesta época era colônia de Portugal. Portugal havia imposto o Pacto Colonial que determinava que era proibida a abertura de indústrias no Brasil, de forma que os colonos deveriam comprar os produtos manufaturados diretamente de Portugal. Isso fez com que o país não recebesse investimentos nesse sentido na mesma época.

Revolução Industrial no Brasil

Os primeiros investimentos

Somente ao final do século XIX e início do século XX que o Brasil começou a desenvolver-se significativamente por meio dos cafeicultores de São Paulo que possuíam capital sobrando para realizar investimentos no setor industrial.

No início, as principais atividades industriais que foram implementadas no país foram a produção de tecidos e o processamento de alimentos. Com pequeno e médio porte, estas indústrias concentravam-se em centros urbanos nos estados do Sudeste do país, e eram guiadas pela burguesia industrial.

O grande avanço acontece ao final da República das Oligarquias, quando o governo de Getúlio Vargas começou a incentivar o desenvolvimento da indústria nacional. A partir de então, as mudanças no modelo econômico passou de agrário-exportador para industrial.

Dez anos depois do início do governo de Vargas, no ano de 1930, o incentivo industrial passou a ser forte e patrocinado pelo Estado. Com isso, foram criadas empresas estatais que atuavam em setores pesados. Nesse contexto, surgiram grandes empresas que perduram até os dias de hoje como a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional, entre outras.

Efeitos econômicos e sociais

A implementação da indústria no Brasil teve efeitos econômicos e sociais positivos e negativos:

Positivos

Houve a diminuição da dependência da importação de produtos manufaturados, assim como o aumento da produção e a diminuição dos custos que, consequentemente, deixavam o preço final dos produtos mais barato. Além disso, houve uma grande geração de empregos e uma organização dos trabalhadores das indústrias em sindicatos. Isso gerou as condições de trabalho, direitos do trabalhador e salários mais justos, perdurando essa prática até os dias atuais. Podemos citar ainda os grandes avanços em setores como transportes, infraestrutura e iluminação urbana.

Negativos

No entanto, alguns efeitos negativos são visíveis e muito prejudiciais à história de nosso país, trazendo consequências até os dias atuais. Houve um grande aumento da poluição do ar e dos rios, pois algumas das indústrias descartavam produtos químicos e lixo nos córregos e rios. Além disso, houve nos centros urbanos um grande e desordenado crescimento populacional. Isso devido ao êxodo rural e a busca por empregos e melhores condições de vida. No início da Revolução Industrial, em sua primeira etapa, mais precisamente, ocorreu em grandes quantidades o uso de mão-de-obra infantil – que apesar de ser proibida atualmente, ainda acontece em algumas empresas.

Biografia de Ariano Suassuna

Professor, advogado, teatrólogo e escritor, Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de julho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, na Paraíba. Desde 1990, o paraibano ocupava, até a sua morte, em 23 de julho de 2014, no Recife, Pernambuco, a 32ª cadeira da Academia Brasileira de Letras. Ele morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Suassuna teve como pai João Suassuna e Rita de Cássia Vilar como mãe. Com pouco mais de três anos, o romancista paraibano perdeu o pai –que já tinha governado o estado nordestino entre 1924 e 1928- após ser assassinado no Rio de Janeiro (RJ), devido conflitos políticos pouco antes da Revolução de 1930.

Depois a perda do marido, Rita mudou-se com Suassuna e outros oito filhos para Taperoá, no Sertão da Paraíba. E foi lá onde o escritor estudou o primário e se habituou às temáticas e expressões regionais que anos depois se tornaram referência em suas obras.

Biografia de Ariano Suassuna

Carreira inicial

As primeiras publicações de Suassuna ocorreram em 1942, após ter se mudado com a família para o Recife. O escritor começava a trilhar carreira, à época, com textos publicados em jornais pernambucanos.

Quatro anos depois, em 1946, ele ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde se integrou a um grupo de artistas e escritores, cujo líder era Hermilo Borba Filho. Juntos, eles fundaram o Teatro do Estudante de Pernambuco.

Um ano depois, Suassuna idealizou sua primeira trama teatral: “Uma Mulher Vestida de Sol”, com a qual conquistou o prêmio Nicolau Carlos Magno. Em 1950, já graduado, ele passou a atuar como advogado. No ano seguinte, transferiu-se de volta para Taperoá, onde desenvolveu a peça teatral “Torturas de um Coração”.

Apogeu

Pouco tempo depois, Suassuna retornou à capital pernambucana e deu formas a representação de “O Auto da Compadecida”, em 1955, encenada em 1957 pelo Teatro Adolescente do Recife e que foi coroada com medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. A trama alçou Suassuna nacional e internacionalmente, pois esta chegou a ser interpretada em nove línguas e foi ainda adaptada para a sétima arte.

Suassuna foi pai de seis filhos com a esposa Zélia de Andrade Lima, com quem casou-se em 19 de janeiro de 1957. Ele também se consagrou como membro fundador do Conselho Federal de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, participando de ambos de 1967 a 1973 e de 1968 a 1972, respectivamente.

O escritor paraibano também foi nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de 1969 a 1974. Nesse período, em 1970, ele deu origem ao Movimento Armorial, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina: do Barroco ao Armorial”.

Suassuna também desempenhou a função de Secretário de Educação e Cultura do Recife, de 1975 a 1978, e fez doutorado em história pela UFPE, em 1976, onde também lecionou por mais de 30 anos. Sua obra de quase 800 páginas “Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta” (1971), foi relançada em 2005 tendo a segunda edição esgotada em menos de 30 dias.