Narratologia

A narratologia é o estudo da narrativa. Ela examina o que as narrativas têm em comum, o que as diferenciam umas das outras enquanto narrativas e ainda procura descrever os sistemas específicos de regras que presidem a produção e o processamento narrativo.

Narratologia

Origem do termo narratologia

O termo “narratologia” é uma tradução do termo francês “narratologie”, introduzido por Tzvetan Todorov, no livro “Grammaire du Décaméron” de 1969.

Este estudo insere-se historicamente na tradição do formalismo russo e do estruturalismo francês.

Estrutura de uma narrativa

A estrutura de uma narrativa serve para organizar o andamento da história. Aristóteles, em sua obra “Poética”, já se utilizava de estruturas narrativas, desenvolvendo as características de um drama.

A estrutura de uma narrativa, também pode ser chamada de modo narrativo, que pode ser:

  • Épico: a história é narrada por meio de episódios.
  • Lírico: a história é narrada por meio de harmonia entre a narração e a música. Existe musicalidade nas palavras.
  • Dramático: a história é narrada por meio de uma interpretação ou representação.

Elementos da narrativa

A narrativa pode ser explícita ou implícita. Explícita como ocorre no caso de um repórter que escreve e apresenta a sua matéria. Implícita como ocorre na grande maioria dos livros de literatura destinado ao romance, onde o narrador é o autor da história, assumindo ou não sua identidade.

Formas de narração

  • Onisciente: possui o conhecimento completo da narrativa, personagens, e situação. Narrador clássico e mais conhecido na literatura.
  • Incluso: também chamado de participante, quando a narrativa participa como um dos personagens. Narra em primeira pessoa ou apenas como observador.
  • Oculto: conhecido também como ausente, ocorre quando o narrador não se mostra.

Personagens

Protagonista: personagem principal, geralmente personifica o “bem”, defende valores morais de seu narrador. Popularmente chamado de herói. No caso de ser um protagonista que vá de contraexemplo, é chamado de anti-herói.

Antagonista: pode ser um personagem tão importante quanto o protagonista, ou até mesmo ser classificado como o segundo personagem mais importante. De um modo geral personifica o “mal” e vai contra os valores morais defendidos pelo narrador. Popularmente chamado de vilão.

Par romântico: vária no gênero (masculino e feminino), representa um forte sentimento de afeto do protagonista, considerado um “ponto fraco”.

Personagem humorístico: conhecido também como “comic relief”, é o personagem feito para quebrar situações de drama ou suspense. De um modo geral são amigos ou ajudantes do protagonista ou antagonista.

Teoria narrativa

Discurso: ordem cronológica dos acontecimentos de um texto narrativo.

História: é a sequência na qual os acontecimentos realmente ocorrem.

Narração: o ato de narrar os acontecimentos.

Narrador: traz a dinâmica própria da história. É o produto das relações e interações de seus componentes dos mais vários níveis e em todos os seus aspectos.

Biosfera

Atualmente, de acordo com estudos e provas científicas, o único local onde há vida no Universo é a Terra. Isso é possível em nosso planeta devido à luz do Sol que, graças à posição da Terra em relação ao Sol, chega em uma grande quantidade de energia. A energia solar permite que a vida de plantas e animais sobrevivam se alimentando de nutrientes da terra, plantas e outros animais.

Fotossíntese

As plantas sobrevivem graças à fotossíntese. O processo acontece a absorção da água e do gás carbônico e a liberação do oxigênio. Neste, a energia solar é transformada em outro tipo de energia que é aproveitado para toda a sua realização. Com isso, animais que se alimentam de plantas adquirirão energia, e os que se alimentarem deles também.

Divisões da Terra

O planeta Terra pode ser dividido em quatro camadas, conforme descrição a seguir:

A litosfera é a parte sólida da Terra que é formada a partir das rochas. A hidrosfera, por sua vez, é o conjunto total de águas no planeta envolvendo rios, lagos, oceanos e etc., enquanto a atmosfera é como chamamos a camada de ar que envolve o planeta. Por fim temos a biosfera, que é o nome que recebem as regiões do planeta que são habitadas.

Biosfera – O que é?

Biosfera

Chamamos de biosfera o conjunto dos ecossistemas que existem no planeta Terra, onde todos os seres vivos fazem parte – muito embora o conceito normalmente seja usado também incluindo os habitats. A biosfera envolve todo o ambiente onde existe vida, deste as montanhas mais altas até o fundo do mar.

A seleção natural atua diversificadamente em cada uma das regiões, pois em cada um dos ecossistemas, variam as condições ambientais de forma que um determinado animal não sobreviveria fora de seu ecossistema. Por exemplo, quando falamos de animais marinhos, estamos falando de animais que sobrevivem embaixo da água, o que não seria possível para animais de outros ecossistemas que não tem essa capacidade.

Pode-se dizer que a biosfera está relacionada aos outros três componentes abióticos do planeta (hidrosfera, litosfera e atmosfera).

Intervenção do homem na biosfera

A presença do homem em determinados ambientes acaba transformando-os, mostrando não só a fragilidade da biosfera – com a extinção de diversos animais –, mas também a sua capacidade de resistir a determinadas modificações.

No entanto, isso somente quando dentro do limite. Nas últimas décadas os limites tem sido ultrapassados e o resultado tem sido desastroso, o que fez com que a UNESCO, em 1970, lançasse o “Programa Homem e Biosfera”, que fez com que determinadas áreas, denominadas “Reservas da Biosfera” fossem preservadas para serem estudadas e tornarem-se ecologicamente sustentáveis.

Rosmini e sua filosofia

Antonio Francesco Davide Ambrogio Rosmini Serbati nasceu no dia 24 de março de 1797, em Rovereto, na Itália, e faleceu no dia 1º de julho de 1855, em Stresa. Durante a sua vida, Rosmini dedicou-se aos estudos de filosofia, política, ascética e pedagogia. Após finalizar os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, o italiano recebeu a Ordenação sacerdotal em 1821. Antonio Rosmini demonstrou bastante interesse nos estudos filosóficos, encorajado pelo Papa Pio VIII, e buscou conciliar os ensinamentos da Igreja Católica com as ideias filosóficas e modernas.

Rosmini e sua filosofia

A filosofia de Antonio Rosmini

Rosmini define a filosofia como a ciência do ser e a divide em dois campos: a ideologia e a lógica, que estudam o “ser ideal”; e a antologia e a metafísica, que abordam o “ser real”.

A principal preocupação de suas ideias não era o “conhecer”, mas sim o estudo do ente inteligente como tal. Assim sendo, trata-se de um problema cuja natureza é metafísica, base do problema do conhecer e do ente inteligente (ou espiritual) do qual se desdobram não apenas o problema do conhecimento, como também todos os outros referentes ao homem como ser real. Isto quer dizer que o ser inteligente é a primeira razão do conhecer e o objeto da filosofia do qual desenrola o conhecimento do “ser pensado” que dispensa da experiência sensível. O sujeito humano, em sua existência, não seria nada além da realização da essência do ser, enquanto o “ser ideal” vai além de tudo e o seu objetivo não possui limites próprios, porém é limitado pela mente que o contempla.

De acordo com as ideias de Rosmini, o ser é sempre “objeto por essência” e, por isso, o real, enquanto não se tornar conhecido, não é objeto; e o ser real apenas torna-se conhecido pelo ser ideal. Para Rosmini, a lei e a política formavam a dignidade dos seres humanos, pois a liberdade e a propriedade privada eram conseqüências da dignidade do homem e, sendo assim, elas deveriam ser protegidas. A filosofia de Antonio Rosmini foi influenciada pelas ideias de Santo Agostinho, São Tomás e Platão.

As obras de Antonio Rosmini

Uma das obras mais famosas de Rosmini é “As cinco chagas da Santa Igreja”. Também produziu a carta encíclica “Fides et ratio” e as “Máximas de perfeição cristã”. O filósofo italiano fundou o Instituto da Caridade e o das Irmãs da Providência, objetivando um bom ambiente para a formação humana e religiosa.