Teoria de Lamarck

Jean Baptiste Lamarck, foi um importante biólogo, que contribuiu para estudos dentro da sistematização dos conhecimentos de História Natural. Nasceu no dia 1 de agosto de 1744, na cidade de Bazentin (França) e faleceu no ano de 1829, em Paris.

É considerado o primeiro cientista a desenvolver uma teoria da evolução, muito antes de Charles Darwin. Lamarck foi o primeiro a usar o termo “biologia” para direcionar a ciência que estuda os seres vivos, além disso, foi o primeiro cientista que fundou estudos de paleontologia dos invertebrados.

Teoria de Lamarck

Teoria da evolução e transformação

Suas teorias eram transformistas, isto é, direcionando ao princípio de que os seres vivos evoluem e se transformam, como é o caso de por exemplo, organismos mais simples, onde com o passar do tempo, iriam se transformando em seres mais complexos, atingindo em um determinado momento uma condição de vida ideal.

Teoria do uso e desuso

Mostra que os órgãos possuem evoluções distintas conforme o seu uso, isto é, com o passar do tempo, aquele órgão menos utilizado tende a ser atrofiado, até desaparecer, como exemplo, podemos citar o apêndice humano, que ao longo da evolução, perdeu sua função original.

Em contra partida, os órgãos mais utilizados possuem funções essenciais e importantes para a sobrevivência, estes órgãos tendem a ganhar força e se desenvolverem de forma proporcional ao tempo utilizado.

 O exemplo mais utilizado por Lamarck é o crescimento do pescoço da girafa, onde segundo Lamarck, devido ao esforço da girafa para alcançar alimentos no alto das árvores, desenvolveu um pescoço cada vez maior, como forma de evolução para sua sobrevivência.

Neste caso a lei do uso e desuso é afirmada por Lamarck, como sendo transmitida aos seus descendentes.

Influência

Na terceira edição do livro de Charles Darwin, Origem das Espécies, Darwin chegou a elogiar as pesquisas de Lamarck, no entanto mesmo estando enganado quanto as suas interpretações, Lamarck é muito respeitado no meio científico, por ter questionado o fixismo e ter defendido ideias sobre a evolução.

Principais diferenças entre a teoria de Lamarck e Darwin

O meio

  • Para Lamarck o meio cria necessidades que induzem mudanças nos hábitos e nas formas dos seres vivos;
  • Para Darwin o meio exerce uma seleção natural, favorecendo os seres vivos que possuam características mais apropriadas para determinado ambiente e num determinado tempo.

Características

  • Para Lamarck as novas características surgem pelo uso ou desuso repetido de um órgão ou parte do corpo;
  • Para Darwin certos indivíduos apresentam características que lhes conferem melhor adaptação em comparação aos demais.

Descendentes

  • Lamarck diz que as características adquiridas são passadas aos seus descendentes;
  • Darwin diz que os seres mais aptos vivem mais tempo, reproduzem-se em maior quantidade e assim transmitem as suas características aos seus descendentes.

Marilena Chaui

Marilena de Souza Chaui nasceu no ano de 1941 ao dia 4 de setembro na cidade de São Paulo. Filha de um jornalista chamado Nicolau Chaui e sua esposa, a professora Laura de Souza Chaui. No Grupo escolar Pindorama fez o curso primário, passando a estudar, em seguida, no Colégio Nossa Senhora do Calvário e terminando no Colégio Estadual Presidente Roosevelt.  No ano de 1960, a filósofa entrou na Universidade de São Paulo para cursar filosofia, terminando o curso cinco anos depois.

Orientada pelo professor Doutor Bento Prado de Almeida Ferraz Junior, Chaui defendeu em 1967 sua dissertação de mestrado. “Merleau-Ponty e a crítica do humanismo”. No mesmo ano, iniciou doutorado na França. Sua tese de livre docência “A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade” foi defendida em 1977. Especializou-se em História da Filosofia Moderna e em Filosofia Política.

Marilena Chaui

Vida profissional

No ano de 1987, Marilena Chaui prestou concurso e passou a ser a professora titular de filosofia, ministrando, desde então, aulas no Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. A professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) é, atualmente, historiadora de filosofia brasileira.

Reconhecimento

Além de professora, Chaui é presidente da Associação Nacional de Estudos Filosóficos do século XVII, Doutora Honoris Causa pela Universidade de Paris VIII e Doutora Honoris Causa pela Universidade Nacional de Córdoba, da Argentina.

É reconhecida devido à sua produção acadêmica que conquistou muito êxito tendo, inclusive, algumas obras que se destacaram entre as pessoas leigas por serem escritos em termos mais simples e de fácil compreensão.

Além de sua produção acadêmica, Marilena Chaui é reconhecida por sua participação no âmbito político e intelectual do Brasil, sendo integrante fundadora do Partido dos Trabalhadores. Foi secretária da cultura de São Paulo e tem papel ativo na vida política do país.

Trabalhos

Entre suas obras publicadas, estão O que é ideologia, Da realidade sem mistérios ao mistério do mundo, Seminários – o nacional e o popular na cultura brasileira, Cultura e democracia – o discurso competente e outras falas, Desejo, paixão e ação na ética de Espinosa, Introdução à história da filosofia volumes 1 e 2, A nervura do real e Política em Espinosa.

Ela recebeu ainda o Prêmio Jabuti no ano 2000 na categoria Ciências Humanas e Educação com o livro A Nervura do Real.

Era Mesozoica

A Mesozoica é quarta Era da ordem das eras geológicas, cuja idade se compreende entre 250 a 65 bilhões de anos atrás. A origem dessa nomenclatura se deve a junção de meso (meio) e zoico (vida). A divisão da Era Mesozoica compreende três grandes períodos, são eles do mais remoto ao mais recente: o triássico, o jurássico e o cretáceo.

Aspectos determinantes no planeta Terra se constituíram durante esse período. Destaque para a formação do grupo de animais mamíferos, o vulcanismo em larga escala e o desenvolvimento da flora.

Além dessas, outras características, consideradas ainda mais importantes, também se desenvolveram durante a Era Mesozoica: a sedimentação dos fundos marinhos, a formação das extensas jazidas de petróleo que hoje são objeto de exploração e a origem dos dinossauros e répteis.

Era Mesozoica

Época triássica

Triássico foi o período primitivo da Era Mesozoica. Nessa etapa da existência do globo terrestre, todos os continentes ainda estavam agrupados, o que constituía somente um continente gigante, chamado de Pangeia. Os primeiros fósseis de animais mamíferos, assim como o aparecimento das primeiras espécies de répteis, foram encontrados ao final da época triássica.

Época jurássica

Durante esse período o nível da água dos oceanos subiu de forma considerável, fazendo surgir os mares intracontinentais. A separação da Pangeia, processo de divisão dos continentes, teve como período inicial a época jurássica.

O progresso e a variedade da fauna e dos dinossauros na Terra também ocorreram nesse período. Foi no jurássico que as espécies terrestres, aéreas e marinhas se perpetuaram em larga escala. As reservas petrolíferas do globo, originadas a partir das sedimentações, também tiveram o seu início durante essa época.

Época crustácea

Último período da era mesozoica, o crustáceo representou transformações importantes no processo de desenvolvimento da do planeta, a exemplo da separação de alguns continentes, como a América do Sul e África.

Entretanto, o que mais marcou a época crustácea e, consequentemente, colocou um fim na Era Mesozoica foi a conhecida extinção dos dinossauros e seus descendentes.

Segundo a geografia, o desaparecimento desses seres ocorreu devido o impacto de um gigantesco meteoro que, ao atingir o globo terrestre, provocou mudanças climáticas que afetaram as condições de sobrevivência desses animais em seu habitat na Terra.

Principais animais da Era Mesozoica 

  • Lactiossauro
  • Plesiossauro
  • Diplodocus
  • Brontossauro
  • Dismenorreia
  • Tricerratops
  • Igualodonte
  • Ceratossauro
  • Tiranossauro
  • Pterodáctilo
  • Pteranodonte

Espelhos parabólicos

Fundamentalmente utilizados para evitar desvirtuações em experimentos científicos e medidas de alta precisão, os chamados espelhos parabólicos são aqueles em que a área reflexiva é composta por um paraboloide de revolução.

A configuração tridimensional desse tipo de espelho é a mesma empregada na fabricação de antenas parabólicas. Assim, os espelhos parabólicos são capazes de convergir raios paralelos no foco, permitindo assim a sua aplicação para diversas finalidades.

Espelhos parabólicos

Utilização

A aplicação desses espelhos é muito comum em geradores de energia solar, telescópios, fogões solares, faróis de automóveis e de embarcações, entre outros.

Em faróis

Os raios luminosos de uma fonte de luz, lâmpada, são refletidos em um feixe mais aglomerado. Com isso, ocorre a amplificação da intensidade luminosa que incide na direção do eixo.

Fogões solares

Esses são movidos aos raios luminosos do sol, estes que ao incidirem nos espelhos parabólicos do fogão se concentram em uma panela e a deixa aquecida para o preparo de comidas.

Geradores de energia solar

Em tais equipamentos, os espelhos parabólicos incidem os raios solares que aquecem a água a elevadas temperaturas e que com isso movimentam as turbinas que geram a energia elétrica.

Telescópios

Os espelhos agem por meio da objetiva, esta que consegue aglutinar sobre o foco as ondas luminosas de pequena intensidade, o que assim facilita a percepção de objetos a milhares de quilômetros de distância.

Outras finalidades

Engana-se quem pensa que todas as funções dos espelhos parabólicos podem ser tão facilmente perceptíveis. Há também aquelas aplicações em que a luz não é tão visível assim.

Exemplo disso são as antenas parabólicas. Isso mesmo! Aquelas anteninhas com formato circular -que certamente você deve ter uma no telhado da sua casa ou apartamento- refletem as ondas eletromagnéticas igualmente os espelhos parabólicos refletem a luz visível aos nossos olhos.

Feito isso, elas convergem o sinal para um aparelho receptor eletrônico, este que decodifica os sinais recebidos dos satélites que estão localizados bem além da nossa atmosfera.

Já na acústica, os microfones são um exemplo claro do formato parabólico. Esses equipamentos permitem a concentração de sons –algumas vezes até mesmo aqueles bem distantes- e em seguida canalizam para equipamentos amplificadores que liberam o áudio captado.

Outras utilizações, como em consultórios odontológicos para que os dentistas enxerguem o interior da boca dos pacientes; além de na segurança de empresas e edifícios permitindo maior visibilidade da calçada da edificação, os espelhos parabólicos são decisivos em relação aos espelhos esféricos.

União Ibérica

Engana-se quem pensa que os portugueses tiveram vida fácil durante todo o período colonial. Tal constatação disso pode ser observada com o desaparecimento do rei português dom Sebastião, fato ocorrido durante o confronto contra os mouros marroquinos em Alcácer-Quibir, em 1578.

Diante do cenário descrito acima, à época, teve início uma das mais difíceis crises sucessórias do trono português, uma vez que a morte prematura do jovem rei pegou os portugueses de surpresa, sem que houvesse nenhum lusitano pronto assumir o cargo.

Assim, o tio-avô de dom Sebastião, o cardeal do Henrique, assumiu o Estado português. Todavia, pouco tempo de assumido o cargo, o mesmo também veio a morrer, dificultando novamente o trono português que não tinha de pronto um herdeiro para assumir o posto de rei.

União Ibérica

Duas monarquias nas mãos de um rei

À época, vendo livre o comando do Estado português, o rei da Espanha e neto do falecido rei de Portugal dom Manuel I, Felipe II, se coloca a postos para ganhar o cargo.

Para enfrentar a resistência dos portugueses e chegar ao trono, o monarca espanhol se utilizou do parentesco e ainda ameaçou os lusitanos com exércitos armados.

Assim, a partir da força e do poder de Felipe II foi então sacramentada a União Ibérica, em 1580, esta que marcou a centralização em um único governo dos comandos da Espanha e do Estado português. 

Reinado de Felipe II

Com a vitória do rei hispânico, a Espanha –que havia gastado fortunas durante embates militares- ganhou a oportunidade de se reestabelecer financeiramente.

Para a obtenção de lucros financeiros os espanhóis teriam que estabelecer o mercado de escravos com os portugueses e ainda assumir o controle da maior parte do território americano colonizado por Portugal. Investidas que não tiveram a permissão do novo imperador.

Felipe II teve a audácia de deixar nas mãos dos comerciantes e burocratas portugueses o controle de grande parte do que esses lusitanos já haviam conquistado.

Assim, em 1581 sob os olhos do monarca espanhol foi firmado o Tratado de Tomar. Esse acordo garantiu aos navios portugueses o controle do comércio com a colônia, a permanência dos líderes lusitanos no Brasil, além determinar o respeito às leis e costumes brasileiros implantados pelos lusitanos.

Declínio da União

Ao passo que a União Ibérica constituiu os governos espanhol e português em apenas um, essa também serviu com brecha para as nações contrárias a Espanha.

De tal forma que durante a união das coroas, holandeses, ingleses e franceses tentaram invadir as terras brasileiras, numa tentativa de assim conseguir atrapalhar o reinado de Felipe II.

Nesse aspecto é possível identificar, por exemplo, a invasão de autoridades holandesas ao Brasil. Durante o período, a atividade açucareira em quase todo o litoral do Nordeste ficou submetida ao monopólio holandês.

Já enfraquecida, a União Ibérica teve o seu fim decretado a partir da chamada “Restauração”, em 1640, quando os portugueses desbarataram a dominação dos espanhóis sob o território lusitano.  Com isso, o controle de Portugal foi para as mãos de dom João IV, que dava início a dinastia de Bragança.

Agente da passiva

Voz ativa e voz passiva

Antes de adentrarmos nos estudos sobre agente da passiva, é importante relembrarmos alguns conceitos. Você sabe o que é voz ativa e voz passiva?

Quando uma oração apresenta um sujeito praticante de uma determinada ação e o objeto que a sofreu, dizemos que a oração está na voz ativa. No caso em que o sujeito é paciente (sofre a ação ao invés de praticá-la), a oração está na voz passiva.

Agente da passiva

O que é o agente da passiva?

O praticante da ação, no caso de uso de voz passiva, é denominado agente da passiva.

Confira os exemplos abaixo para entender melhor:

Voz ativa: A menina rasgou o livro.

Voz passiva: O livro foi rasgado pela menina.

No primeiro caso, na voz ativa, a menina é o sujeito, a ação é rasgou e o objeto é o livro. O livro sofreu uma ação pelas mãos da menina. Já no segundo caso, na voz passiva, o livro sofreu a ação de ser rasgado pela menina que, neste caso, é a agente da passiva.

Classificações do agente da passiva

Além dessa explicação rápida, é preciso frisar que o agente da passiva pode ser classificado de três formas diferentes.

  • Quanto à relação: neste caso, está sempre associado ao verbo transitivo na voz passiva;
  • Quanto à forma: o agente da passiva sempre, neste caso, se liga ao verbo por meio de uma preposição (normalmente a preposição por e suas variações);
  • Quanto ao valor: por fim, pode ser classificado quanto ao valor, indicando o elemento que pratica a ação verbal.

Agente da passiva indeterminado

Pode ser também que, no português moderno com a voz passiva sintética ou simplificada, o agente da passiva fique indeterminado como no exemplo abaixo:

Vendem-se livros > neste caso, está na voz passiva sintética.

Livros são vendidos > voz passiva, sem poder determinar por quem são vendidos os livros.

Representações do agente da passiva

O agente da passiva pode ser representado em diversas orações de formas diferentes, podendo ser pelo substantivo ou palavra substantivada, pelo pronome, pelo numeral ou ainda pela oração substantiva.

G20 – O grupo dos 20

Constituído por ministros da economia e presidentes de bancos centrais de 19 países cujas economias são as mais desenvolvidas do mundo, acrescidos da União Europeia, o G20, ou ainda Grupo dos 20, foi criado no ano de 1990.

G20 - O grupo dos 20

Objetivos

O grupo promove debates realizados de forma construtiva envolvendo países emergentes e industrializados. Esses debates abrangem assuntos como a estabilidade econômica global, políticas nacionais e cooperação internacional. De uma forma geral, seu objetivo é reunir as economias mais importantes e promover discussões em torno das questões-chave da economia global.

Entre os principais objetivos da criação do grupo que age como um tipo de fórum de consulta e cooperação relacionada aos assuntos financeiros internacionais, podemos citar:

  • Realização de debates a respeito das políticas globais de forma a conseguir promover de forma sustentável o desenvolvimento econômico mundial;
  • Eliminação de restrições em torno do movimento de capital internacional;
  • Criação de condições de mercado de trabalho flexíveis;
  • Garantir os direitos de propriedade privados;
  • Privatização.

Países membros

Os países membros são a África do Sul, Argentina, Brasil, México, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, Alemanha, França, Itália, Rússia, Reino Unido, Austrália e União Europeia. O grupo, no entanto, não tem pessoal fixo como em organizações internacionais: a presidência anual é rotativa alternando entre os países membros. No ano de 2014, por exemplo, a presidência esteve nas mãos da Austrália e no ano de 2008 esteve com o Brasil.

Origem

No ano de 1975 houve uma reunião entre as seis maiores economias mundiais daquela época com o objetivo de estabelecer uma cooperação entre eles. Conhecido como G6, no ano seguinte, o grupo recebeu mais um participante, mudando então seu nome para G7.

Posteriormente, ao final do século XX, houveram muitas mudanças na realidade mundial de forma que o G7 passou a ser visto como um grupo elitista e obsoleto. A União Soviética foi dividida e a Alemanha unificada, a Rússia, herdeira da União Soviética, entrou na economia de mercado com uma grande importância, sendo então inserida no grupo que passa a ser conhecido como G8, contando com a representação da União Europeia.

No ano de 2008, George W. Bush, presidente dos Estados Unidos da época reuniu os líderes das 20 mais importantes economias em uma reunião que pretendia ser uma resposta para o rescaldo decorrente da crise financeira originada nos Estados Unidos. A partir de então, o grupo que passou a se chamar G20 passou a reunir-se duas vezes ao ano.

Corantes

Os corantes são substâncias que, quando adicionadas a outras, altera a sua cor, podendo ser uma tintura, um pigmento, uma tinta ou até mesmo um composto químico. Estes podem ser feitos por compostos químicos naturais ou sintéticos que podem ser aplicados tanto em água quanto em outros solventes formando uma solução que normalmente é usada para a aplicação do corante. Quando aplicadas, estas substâncias fixam-se a um substrato que pode ser, por exemplo, cabelo humano, papel, tecidos, entre outros.

Corantes

História

Os corantes vêm sendo usados há muitos anos pelo homem, sendo que algumas pinturas encontradas datam de mais de 4 mil anos. As pinturas e maquiagens usadas pelos egípcios eram feitas por meio da extração de pigmentos da natureza. O vermelho era difícil de ser extraído nos tempos antigos e, por isso, era caro e estava sempre associado à realeza.

Passado algum tempo, a curiosidade e a procura por cores diferentes fez com que o homem buscasse uma forma de ter corantes de forma mais prática e de fácil acesso, sendo dessa forma desenvolvido o corante sintético.

Os corantes sintéticos foram desenvolvidos por Willian Henry Perkin que, em sua fábrica, passou a produzi-los. Estes começaram a ser usados no ano de 1856 e, hoje em dia, mais de 90% dos corantes utilizados para diversos fins são sintéticos. Atualmente, um dos corantes mais utilizados é o que dá a cor ao jeans, desenvolvido no ano de 1880 que recebeu o nome de Índigo. Este, ao contrário da maioria, normalmente é extraído de forma natural, assim como a henna.

Características

Os corantes apresentam cor por serem compostos que absorvem a radiação na faixa da luz visível, sendo que cada cor está relacionada com um comprimento de onda específico. Em sua estrutura, a maior parte dos corantes apresenta vários anéis aromáticos que unem-se por meio de ligações que facilitam a circulação de elétrons pelos anéis. Essa circulação, por sua vez, facilita a absorção das cores por meio da radiação. Para o desenvolvimento de novos corantes.

Corantes para a indústria de alimentos

Os corantes que são usados na indústria dos alimentos, normalmente são fabricados do urucum – cerca de 70% dos corantes naturais são fabricados dele assim como 50% dos ingredientes naturais que tem como função dar cor aos alimentos.

Existem ainda outras plantas e extratos de onde são extraídas as substâncias que são usadas como corantes para alimentos, de forma a deixar a sua coloração o mais natural possível.

Fiordes

Fiordes são estruturas denominadas vales rochosos que encontram-se inundados pelo mar. Essas formações surgem no litoral de países que, de uma forma geral, são vizinhos aos polos sul e norte, e podem ultrapassar a dimensão de 350 quilômetros, além de mais de mil metros de altura.

O nome vem do norueguês, onde fiorde significa algo semelhante à “porto seguro”, devido a paisagem maravilhosa e as águas calmas dos locais que, além de favorecerem a pescaria, são excelentes para a ancoragem dos barcos.

Fiordes

Como se desenvolveram os fiordes?

As estruturas, segundo pesquisas, foram criadas devido à ação do gelo durante as idades glaciais nos últimos 3 milhões de anos. Com a queda da temperatura da Terra, as geleiras expandiam-se ao mesmo tempo em que o nível médio dos oceanos baixava.

As superfícies terrestres mais quentes foram atingidas por mantos de gelo com um tamanho superior a 1 milhão de quilômetros quadrados formando escavações com um tamanho imenso.

Esse processo chama-se erosão glacial, e teve como resultado a formação de vales estreitos com paredões íngremes que, posteriormente, com a alta das temperaturas da terra que fizeram com que o gelo derretesse, foram inundados com o aumento do nível das águas dos mares.

Os maiores fiordes

Essas estruturas possuem dimensões incríveis que podem ultrapassar os 350 quilômetros de comprimento e ainda possuem uma parte submersa de aproximadamente 1500 metros.

Na costa norte do Pacífico, na América do Norte, na costa sul do Chile e nas costas ocidentais da Noruega encontram-se os maiores fiordes existentes no mundo.

A Noruega é um país que apresenta montanhas desgastadas, cachoeiras e muita neve, além da presença de fiordes por todo o seu território. O mais profundo deles, no país, recebe o nome de Fiorde de Sogn com uma profundidade de 1308 metros e mais de 200 km de extensão.

Fiordes no Brasil

O Brasil possui um fiorde, apesar de ser mais frequente em outras regiões, conhecido como Saco do Mamanguá. Localizado em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, este possui montanhas altas em seus dois lados, além de um manguezal que é cortado por muitos rios de água doce.

Muito preservada e de difícil acesso, a região possui duas unidades de conservação: Área de Proteção Ambiental e Reserva Ecológica de Juatinga. Considerado um fiorde tropical, o acesso é difícil e pode ser feito somente por meio de barco, gastando cerca de 40 minutos a partir de Paraty-Mirim.

Tecido ósseo

Altamente rígido e resistente, o tecido ósseo é formado por células e material extracelular calcificado que recebe o nome de matriz óssea. Essa é importante para a nutrição de uma das células responsáveis pela formação do tecido ósseo, a célula osteócito.

Funções

O tecido ósseo tem como funções principais a sustentação e a proteção dos órgãos vitais do organismo de um ser vivo.

Tecido ósseo

Como é formado?

É formado por basicamente três tipos de célula:

  • Osteócitos: essas são as células que estão na parte interior da matriz óssea. Ocupam as lacunas que se formam entre as células dos ossos conhecidas como canalículos. Cada um desses espaços contém uma célula osteócito, cujos prolongamentos estabelecem contato por meio de junções comunicantes. Estas são o meio de transmissão de pequenas moléculas e íons de um osteócito para o outro.
  • Osteoblastos: as células conhecidas como osteoblastos são aquelas que sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, participando também de sua mineralização. Estão presentes lado a lado nas superfícies ósseas e, uma vez que fique aprisionado na matriz recém sintetizada, este recebe um novo nome: osteócito.
  • Osteoclasto: gigantes, muito ramificadas e móveis, as células osteoclastos contém muitos núcleos e citoplasma granuloso. Estes cavam lacunas na matriz óssea chamadas lacunas de Howship e possuem prolongamentos vilosos em torno da qual existe uma zona citoplasmática. Essa zona é conhecida como zona clara e apesar de ser rica em filamentos de actina, é pobre em organelas. Nesta zona há a adesão do osteoclasto com a matriz criando um ambiente fechado de reabsorção óssea.

Classificações

O tecido ósseo pode ser dividido de duas formas em dois tipos cada:

1ª classificação.

Osso compacto: este não possui espaço medular e está presente quase em toda a diáfise de ossos longos, na periferia dos ossos curtos e nos ossos chatos. Nestes últimos, forma duas camadas conhecidas como tábua interna e externa. Possui canais de Volkmann e canais de Havers, responsáveis por abrigar nervos e vasos sanguíneos.

Osso esponjoso: encontrado na parte mais profunda da diáfise de ossos longos, separando as tábuas dos ossos chatos e no centro dos ossos curtos, o osso esponjoso possui amplos espaços medulares que o dão o aspecto poroso.

2ª classificação

Tecido ósseo primário ou imaturo: trata-se do primeiro tecido ósseo que aparece no osso. Aos poucos, esse é substituído por tecido ósseo lamelar e permanece somente perto das suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos dentários e algumas regiões de inserção dos tendões durante a fase adulta do indivíduo.

Tecido ósseo secundário ou lamelar: possui fibras colágenas que estão organizadas em lamelas, paralelas ou ainda dispostas concentricamente ao redor dos vasos e canais, sendo dessa forma constituídos os sistemas de Havers. Esse tecido normalmente é encontrado em adultos.