Cronobiologia

Cronobiologia (do grego khronos – crono = tempo; biós = vida e logos = estudo) é a ciência responsável por estudar os ritmos e os fenômenos biológicos que ocorrem nos seres vivos com uma periodicidade determinada. Ou seja, este ramo da Biologia é responsável pelo estudo do “relógio biológico” dos seres vivos.

As primeiras ideias sobre a existência dos relógios biológicos são do século XVIII, porém somente no século XX a cronobiologia passou a ser internacionalmente aceita. Em 1960, no evento “Cold Spring Harbor Symposium of Quantitative Biology – Biological Clocks”, as principais vertentes deste novo campo do saber científico foram definidas.

Cronobiologia

O ritmo biológico do ser humano

O ritmo biológico do ser humano vem sendo analisado por pesquisadores desde a Grécia Antiga, no entanto, foi apenas no fim da década de 1950 que o estudo deste mecanismo passou a ser reconhecido como uma disciplina científica – surgia aí a Cronobiologia, ramo de estudo da biologia em função do tempo.

Todos os seres vivos, inclusive o ser humano, desenvolveram ritmos de expressão funcional para se adaptarem à alternância entre o dia (luz) e a noite (escuridão). A Cronobiologia contribui fornecendo indicações de como o nosso organismo se comporta em determinados períodos do dia.

No decorrer do dia, todos os seres vivos apresentam um conjunto de ritmos denominado ritmos circadianos, que se repetem a cada 24 horas. Além dos ritmos circadianos, existem também os ritmos ultradianos, que são múltiplos ciclos que se repetem a cada 24 horas, como a respiração ou os batimentos cardíacos; e os ciclos infradianos, aqueles que se completam dentro de 28 horas ou mais.

O núcleo supra quiasmático do hipotálamo é considerado o nosso relógio biológico, pois os neurônios presentes nesta estrutura são os responsáveis pelo ritmo circadiano.

A variação dos ritmos biológicos

Os ritmos biológicos variam de pessoa para pessoa, sendo assim, existem pessoas que são matutinas e outras vespertinas.

Os indivíduos que acordam muito cedo, bem dispostos e bem-humorados, são classificados como pessoas do cronotipo matutino. Já os indivíduos que dormem até tarde e só se sentem dispostos após o almoço, com o máximo de eficiência ao entardecer, são classificados como de cronotipo vespertino.

Há, ainda, as pessoas mistas, que são aquelas que não estão nem um extremo nem em outro. Os indivíduos mistos representam o grupo de maior parte da população (80%) e ora apresentam predominância matutina, ora vespertina, e conseguem se adaptar com facilidade aos horários impostos. 

Civilização japonesa

As alternativas de formação da civilização japonesa vêm sendo pesquisadas por historiadores e arqueólogos. Duas crônicas semi-míticas, o Kojiki (registro de assuntos antigos) e o Nihon shoki ou Nihongi (Crônicas do Japão) são os registros mais antigos de que se tem conhecimento da história japonesa, juntamente aos relatos chineses. O primeiro foi selecionado em 712 d.C. e o segundo em 720 d.C. Tais crônicas são as principais fontes da história antiga do Japão e abordam os sucessos ocorridos entre os séculos VII a.C. e VII d.C.

Civilização japonesa

Origem dos primeiros colonos

Considera-se que a origem dos primeiros colonos do arquipélago japonês provavelmente é a zona oriental da Sibéria durante o neolítico, por volta do ano 3000 a.C., porém existem ainda evidências linguísticas que sugerem também a presença de alguns colonizadores da região das ilhas polinésias.

Outra possibilidade é a de que os ainos tenham chegado ao arquipélago durante no decorrer dessa primeira fase, só que nos primeiros tempos a predominância era dos protojaponeses de raça mongolóide.

A primeira referência registrada ao Japão é encontrada nas crônicas oficiais chinesas da dinastia Han. Contam que, no ano 57 d.C., existia o estado de Nu en Wo, que era um dos estados que ocupavam o arquipélago japonês. Estas crônicas também falam sobre uma sociedade muito desenvolvida com uma organização hierárquica, que possuía um comércio de intercâmbio.

Durante alguns períodos históricos, o Japão sofreu interferências de ideias estrangeiras, assim como também teve longos períodos de mínimo contato com o exterior. Ao longo do tempo, a civilização japonesa desenvolveu a habilidade de estudar e absorver elementos de outras culturas que complementavam as suas crenças estéticas.

A cultura japonesa

As manifestações culturais (artísticas e religiosas) mais antigas do Japão datam dos séculos VII e VIII e têm relação com o budismo. O pincel é um instrumento bastante utilizado pelos japoneses na prática da pintura e da caligrafia. A língua denominada aglutinante possui cerca de 120 milhões de falantes no Japão, aproximadamente 200 mil no Havaí e cerca de 400 mil pessoas no Brasil.

A classe guerreira do Japão, os samurais, surgiu como os administradores das províncias e a sua função era representar os ricos cortesãos que habitavam na capital Kyoto. Os famosos samurais fizeram parte de uma casta privilegiada naquele país até o ano de 1871, quando o sistema feudal ruiu. 

Funções químicas

Funções químicas é o nome dado aos grupos de substâncias compostas que apresentam propriedades químicas e comportamentos parecidos.

Dentro deste estudo encontramos as quatro principais funções: ácidos, bases, sais e óxidos. Para entendermos melhor o comportamento de cada substância e como se transformam em outras substâncias, vamos nos aprofundar um pouco mais para conhecer as funções químicas.

Ácidos

São compostos covalentes, que reagem com água, sofrendo ionização, formando soluções que apresentam como único cátion o hidrônio H3O1+, conhecido também como o cátion H1+.

São capazes de conduzir corrente elétrica, como é o caso do Ácido Clorídrico, Acido Fórmico, Ácido Bórico, entre outros.

  • Características dos ácidos: sabor azedo, a exemplo do limão. Possuem boa condução da eletricidade e conseguem alterar a cor dos indicadores, substâncias que servem para identificar se a substância possui caráter ácido ou básico.
  • Onde podem ser encontrados: podem ser utilizados como corrosivos, como na limpeza de baterias de automóveis, na produção de fertilizantes, em compostos orgânicos e até mesmo na limpeza de metais e ligas de aço.
  • Exemplo: H2SO4  → H3O1+ + HSO4
Funções químicas
Foto: Reprodução

Bases

Bases são substâncias que em contato com a água produzem o ânion OH-, conhecido também como hidroxila. Reconhecemos uma base através da presença do OH-, presente sempre ao lado direito da fórmula.

  • Características das bases: sabor adstringente, a exemplo da maça. Conduz eletricidade em água. Conseguem alterar a cor dos indicadores e reagem com ácidos formando sal e água.
  • Onde podem ser encontradas: em soda cáustica para desentupir pias, antiácido estomacal, no preparo e argamassa para a construção civil, na criação de tintas e até mesmo na limpeza doméstica.
  • Exemplo: NaOH(s)  → Na1++  OH1-

Sais

São compostos capazes de se dissociar na água, liberando íons, mesmo em pequena porcentagem, sendo que pelo menos um cátion é diferente de H3O1+ e pelo menos um ânion é diferente de OH1-.

São formados a partir da reação de um ácido com uma base, tornando-se a reação de neutralização, formando também água.

  • Características dos sais: conduzem eletricidade quando estão na fase líquida (por conter elétrons livres) e, de um modo geral, são sólidos quando em temperatura e pressão ambiente.
  • Onde podem ser encontradas: água do mar, sal de cozinha, conservação de carnes, soda cáustica e até mesmo no gás cloro.
  • Exemplo: NaCl → Na1+ +  Cl1-

Óxidos

São compostos formados apenas por dois elementos químicos, dos quais o oxigênio é o elemento mais eletronegativo. É conhecido também por compostos binários.

  • Características dos óxidos: os óxidos se formam através da combinação do oxigênio com quase todos os elementos da tabela periódica.
  • Onde podem ser encontrados: para a fabricação de cimento, tijolo e cerâmica. Podem agir como bactericidas e fungicidas, já na agricultura servem para corrigir a acidez do solo.
  • Exemplos: CO2, SO2, SO3, P2O5

A relação entre antígenos e anticorpos

De acordo com a biologia, anticorpos nada mais são do que glicoproteínas existentes no sangue do hospedeiro, enquanto que os antígenos são considerados quaisquer substâncias dos seres infecciosos.

Ao passo que um antígeno se aloja no hospedeiro, uma reação imune é desencadeada com a constatação e produção de anticorpos, seguida da ativação de células do sistema imunológico. Esse tipo de reação é conhecida como antígeno-anticorpo.

A constatação dos anticorpos dos mais variados antígenos existentes em distintos patógenos – parasitas, fungos, vírus e bactérias -, compreende ligações reversíveis e não covalentes, como pontes de hidrogênio, ligações iônicas e interações hidrofóbicas e de Van der Waal.

Entendendo as ligações

Afinidade é o nome dado ao elo de união entre antígeno e anticorpo. Essa força de ligação é expressa, geralmente, por meio da dissociação constante. De tal modo que o Kd é responsável por descrever a concentração necessária dos antígenos para preencher os espaços de ligação de metade das moléculas de anticorpos existentes em uma solução com anticorpo.

Uma interação mais extensa e resistente é indicada por um Kd menor, haja vista que uma concentração mais tímida de antígenos é necessária para preencher os locais de ligação.

O Kd, geralmente, varia de 10-7 a 10-11M tanto para antígenos naturais quanto para anticorpos específicos. Uma mistura de anticorpos com distintas afinidades ao antígeno de determinado patógeno estará presente no soro de um indivíduo imunizado.

A força total de ligação entre antígeno e anticorpo, por sua vez, é denominada de avidez. Essa pode ser compreendida como aquela que considera a flexibilidade gerada pela “dobradiça” da área dos anticorpos, possibilitando que somente um anticorpo seja suficiente de se unir a antígenos multivalentes por mais de um espaço de ligação.

Assim, a compatibilidade de qualquer um dos espaços de ligação ao antígeno será igual para cada epítopo – porção determinada do antígeno no qual o anticorpo está ligado. A ligação a todos os espaços de todos os epítopos do antígeno disponível deve ser considerada pela força de ligação do anticorpo ao antígeno.

A relação entre antígenos e anticorpos
Foto: Reprodução

Reações do tipo antígeno-anticorpo estão presentes em:

  • Aniquilar células de agentes infecciosos, como os microrganismos
  • Arruinar ou eliminar moléculas, a exemplo das toxinas produzidas pelas bactérias
  • Banir tecidos estranhos do organismo, como o da rejeição em transplantes

Revolução do Porto

A Revolução Liberal do Porto – ou, simplesmente, Revolução do Porto – foi um movimento de caráter militar iniciado em agosto do ano de 1820 na cidade do Porto e que se espalhou rapidamente por Portugal até chegar à sua capital, Lisboa.

Desde a sua primeira manifestação até a chegada em Lisboa, o movimento conquistou o apoio de importantes estratos sociais portugueses, dentre os quais a burguesia, o clero, a nobreza e o Exército.

A Revolução do Porto ocorreu no continente europeu, porém está ligada a vários acontecimentos da história do Brasil no século XIX.

Antecedentes históricos

Desde 1808, quando a Família Real Portuguesa fugiu para a então colônia Brasil, Portugal sofria com uma grave crise econômica, política e social. A mudança da corte portuguesa, que fugira da invasão das tropas francesas lideradas por Napoleão Bonaparte, trouxe profundas consequências para Portugal e sua população.

Uma das consequências foi a abertura dos portos brasileiros, pondo fim ao monopólio comercial português sobre o Brasil que durava praticamente três séculos. Com a perda do monopólio colonial, a metrópole não conseguiu resistir à concorrência britânica, os preços subiram e a moeda se desvalorizou.

Além disso, aumentou a insatisfação com a ditadura do marechal Beresford, regente inglês que governou o país enquanto o rei se refugia no Brasil.

Revolução do Porto
Foto: Reprodução

Com esses acontecimentos, o descontentamento e o espírito revolucionário foram crescendo até culminar na Revolução do Porto. Em 1818, na cidade do Porto, foi criado o Sinédrio, grupo formado por liberais que pregavam a expulsão dos ingleses e que buscavam afirmar o Exército Português no país.

A Revolução

A explosão da Revolução Liberal do Porto ocorreu efetivamente no dia 24 de agosto de 1820, aproveitando a ausência do marechal Beresford, que fazia uma visita ao rei D. João VI no Brasil. Os grupos militares iniciaram os levantes no campo de Santo Ovídio e foram até a Câmara Municipal.

Contando com o apoio das tropas militares e do povo, os rebeldes conseguiram a adesão de Lisboa no movimento, capital onde foi instalada a “Junta Provisional do Conselho do Reino”. Esta junta buscava o exercício do governo em nome do rei e a preparação dos trabalhos constituintes.

No mês de dezembro do mesmo ano ocorreram as eleições para as Cortes Constituintes, órgão máximo da revolução. Em março do ano de 1821, a primeira constituição portuguesa foi aprovada e jurada pelo rei, já de volta a Portugal, no mês de setembro do mesmo ano. Ao voltar para Portugal, a Corte Portuguesa deixa D. Pedro de Alcântara como regente do Brasil.

Linha do Equador

A Linha do Equador é uma linha imaginária que possui mais de 40 mil quilômetros de extensão, presente em toda a circunferência da Terra e responsável por dividir o globo terrestre em dois hemisférios: o Hemisfério Sul, também denominado meridional ou austral, que apresenta o Polo Sul; e o Hemisfério Norte, também conhecido como setentrional ou boreal, que contém o Polo Norte.

Além de ser importante para os estudos da Geografia, esta divisão serve como uma referência para a localização de um determinado local.

A Linha do Equador é o resultado da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro, sendo perpendicular ao eixo de rotação.

Latitude e longitude

A referência para a localização de um determinado local é possível por meio da latitude e da longitude.

A latitude é a distância de qualquer ponto da superfície terrestre em relação à linha do Equador e é estabelecida em graus, sendo que a linha do Equador é o marco inicial, representado como 0º. A partir do marco inicial temos a latitude norte (N) e a latitude sul (S), que medem até 90º. Já a longitude é medida ao longo do Equador, sendo a distância entre um ponto e o Meridiano de Greenwich, podendo ir de 0º a 180º para Leste ou para Oeste.

Existem também outros paralelos importantes, como o trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico, no hemisfério Norte; e o trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico, no hemisfério Sul.

Linha do Equador
Foto: Reprodução

Equador geodésico, terrestre e celeste

  • Equador geodésico – É o círculo máximo, definido em um modelo esférico a Terra, que é perpendicular ao eixo. É a referência para a medição das latitudes, de 0º a 90º, para Norte e para Sul.
  • Equador terrestre – É a linha à superfície da Terra em que a latitude é igual a 0º, sendo uma linha irregular.
  • Equador celeste – É a circunferência resultante da intersecção do plano do Equador com a esfera celeste.

Os cruzamentos da Linha do Equador

A Linha do Equador cruza os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, assim como os seguintes países: São Tomé, Gabão, República Democrática do Congo, Uganda, Quênia, Somália, Maldivas, Indonésia, Kiribati, Equador, Colômbia e Brasil.

No território brasileiro essa linha imaginária corta os estados do Pará, Roraima, Amazonas e Amapá, mas apenas uma capital: Macapá, capital do estado do Amapá.

Em Macapá existe um complexo turístico-cultural, com destaque para o Marco Zero, que é um obelisco de 30 metros de altura com uma abertura no alto.

Modos de produção

Ao longo da história encontramos vários modos de produção, isto porque dentro das transformações em sociedade encontramos estes sempre estarão presentes. Atualmente enxergamos o capitalismo como o maior e mais bem consolidado sistema produtivo, porém encontramos outros modos de produção pré-capitalistas.

O que é modo de produção?

Modo de produção é o mesmo que forças produtivas, somadas às relações de consumo, por exemplo: quando vamos a uma loja de roupas, compramos blusas, calças, meias, etc. Nesta situação estamos adquirindo bens. Quando pagamos por uma passagem de avião ou uma consulta ao dentista, estamos pagando por serviços.

Por vivemos em uma sociedade estamos constantemente participando da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, isto é, estamos a todo o momento participando da vida econômica em sociedade. Sendo assim, entendemos como modo de produção, a forma como a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui.

Modos de produção
Foto: Reprodução

Tipos de modo de produção

Modo de produção primitivo

Ocorreu quando os homens não produziam seu próprio alimento. Eram chamados de nômades, o trabalho era realizado de forma coletiva, como por exemplo, caçando, pescando e coletando plantas. Neste modelo de produção não havia desigualdade social.

Modelo de produção escravista

Neste modelo a terra, os instrumentos de produção e os escravos eram de propriedade do senhor. O escravo era tido como um objeto, da mesma forma que, por exemplo, uma ferramenta. Aqui a relação era de domínio e de sujeição, onde uma minoria sendo comandada pelos senhores, se encarregava de explorar a maioria, dominada pelos escravos.  Nesse modelo os meios de produção eram a terra, o gado, as minas e os instrumentos de produção. A maioria dos escravos trabalhava na agricultura, mineração e serviço doméstico. Outros escravos eram gladiadores, onde faziam parte da política de pão e circo.

Modo de produção feudal

Formado por senhores e servos. Aqui os servos não eram escravos, não sendo considerados propriedade dos senhores. Trabalhavam em troca de casa e comida, revezando entre trabalhar com o senhor e um pouco para eles mesmos. O servo tinha o direito de cultivar um pedaço de terra, que era cedido pelo senhor, onde poderia viver com sua família. As relações feudais entraram em crise tendo em vista a dificuldade no desenvolvimento das forças produtivas, onde deram espaço e início as relações capitalistas de produção.

Modo de produção capitalista

O que caracteriza o modo de produção capitalista é a relação assalariada de produção, isto é, o trabalho assalariado. O modo que substituiu o feudal, o capitalismo é movido a dinheiro e lucro. Aqui se originam duas classes sociais, a burguesia e os trabalhadores assalariados.

O capitalismo possui quatro etapas:

  • Pré-capitalismo: ocorreu durante a transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista (final do feudal, onde ocorreu ambos os modos de produção);
  • Capitalismo comercial: conhecido também como a hegemônica da sociedade, o lucro é concentrado na mão dos comerciantes;
  • Capitalismo Industrial: capital é investido nas indústrias, se tornando a atividade econômica mais importante, fixando o trabalho assalariado;
  • Capitalismo financeiro: instituições financeiras (bancos), passam a controlar as atividades econômicas, financiando áreas como a agricultura, à pecuária, a indústria e o comercio.

Biografia de Auguste Comte

Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, mais conhecido como Auguste Comte, foi um importante filósofo e sociólogo francês do século XIX. É considerado o pai do Positivismo e da disciplina Sociologia. Auguste Comte nasceu na cidade de Montpellier, na França em 19 de janeiro de 1798, e veio a falecer na cidade de Paris, na França em 5 de setembro de 1857.

Inteligência reconhecida desde jovem

Aos 16 anos de idade, em 1814, Comte entra para a Escola Politécnica. Influenciado por personalidades como Aristóteles, Bacon, Descartes, Hume, Condorcet e Diderot, todos ligados ao Positivismo e considerados percursores ao tema. Desde adolescente, Comte sacrificava sua alimentação para comprar livros, posteriormente passa a se dedicar a meditação.

Pai da Sociologia

No ano de 1817, aos 19 anos de idade, descobre o princípio da relatividade. Com apenas 24 anos, no ano de 1822, após 60 horas de meditação, descobre a Lei dos Três Estados, conhecida também como Lei da Inteligência, Comte cria então a Sociologia. A partir de então Comte ganha a fama de pai da Sociologia Positiva.

Casamento e crise

Aos 27 anos Comte decide se casar com Carolina Massin, e devido a situações de conflito entre o casal, Comte acaba tendo uma crise nervosa no ano de 1828, aos 30 anos de idade. Neste período Comte se afastou das aulas que ministrava a celebridades da época, e sua mãe veio de Paris para ajudar em seu restabelecimento.

Durante a recuperação de sua crise Comte escreveu seu curso de Filosofia Positiva, em seis volumes, que posteriormente foram editados nos anos de 1830 e 1842. Carolina abandona o marido e assim, passou a receber uma pensão, proporcional aos lucros de Comte como professor.

Biografia de Auguste Comte
Foto: Reprodução

O amor por Clotilde leva a criatividade

No final do ano em 1844, Comte conhece Clotilde De Vaux e desenvolve um amor platônico por ela, este sentimento leva Comte à criatividade, então Comte cria a Moral Teórica e a Moral Prática. Clotilde vem a falecer no início do ano de 1846, então Comte se aproxima do Catolicismo, influenciado por Clotilde.

Igreja independente do Estado

Comte escreve o Sistema de Política Positiva em 4 volumes, no ano de 1851 a 1854, sendo o primeiro tratado de sociologia, mostrando a separação espiritual e a temporal, isto é, igreja independente do Estado.

Fim de Auguste Comte

Aos 59 anos de idade Comte vem a falecer, deixando de herança criações como a Sociologia Positiva e a Moral Positiva, além de ter conseguido definir e classificar as ciências. Suas ideias impressionam até hoje todos os intelectuais de todos os países do mundo.

Obras

  • Sistema de Filosofia Positiva – 1830-1842;
  • Sistema de Política Positiva ou Tratado de Sociologia instituído a Religião da Humanidade – 1851-1854;
  • Catecismo Positivista ou Sumária Exposição da Religião Universal – 1852;
  • Apelo aos Conservadores – 1855;
  • Síntese Subjetiva ou Sistema Universal das Concepções próprias do Estado Normal da Humanidade – 1856;
  • Testamento, Orações Quotidianas, Confissões anuaus e Correspondências com Madame Clotilde de Vaux – 1884;
  • Circulares Anuais – 1850-1857;
  • Tratado Filosófico D’Astronomia Popular – 1845;
  • Tratado elementar de Geometria Analítica – 1841;
  • Cartas a M. Vallat – 1815-1844;
  • Cartas a John Stuart Mill – 1841-1844;
  • Correspondências Inéditas de Auguste Comte (Elaborado pela Sociedade Positivista) – 1903.

Máxima de Auguste Comte

 “Ordem e progresso.” Lema este inspirado na doutrina desse filósofo francês, teve grande influência na formação da república no Brasil.

Epístola

Você sabe o que é uma epístola? Ao ler a bíblia nos deparamos com as Epístolas de São Paulo, mas não é apenas na bíblia que podemos encontrar as epístolas. Essa escrita era usada principalmente na literatura latina, há muitos anos atrás. Conheça um pouco mais sobre a epístola agora.

Definição

A palavra epístola vem de tempos muito remotos, segundo o latim significa “carta, mensagem escrita e não assinada”. Esse é um texto escrito em forma de carta, para ser correspondido a alguma pessoa ou até mesmo a ninguém. A diferença da epístola para a carta é que a primeira expressa opiniões, manifestos e discussões que vão além das questões ou interesses meramente pessoais ou utilitários, mas elas não deixam de possuir o estilo formal, que combina amores objetivos e apelos subjetivos com o debate de cenas abrangentes e abstratas.

Chamamos de epistolografia o ato de redigir as próprias epístolas, de epistolaridade a maneira como se classifica a execução dos escritos ficcionais e de epistológrafo o autor das epístolas. Estas, quando reunidas podem vir a ser publicadas devido a seu interesse histórico, institucional ou documental.

Epístola
Foto: Reprodução

Onde podemos encontrar?

Podemos encontrar as epístolas na literatura latina, por exemplo. Entre os principais autores temos Horácio, Varrão, Plínio, Ovídio, Sêneca e, principalmente, Cícero. Algumas gerações que sucederam também copiaram esse tipo de escrita ao serem influenciados pelos autores acima.

Também é possível encontrar na bíblia, em alguns escritos presentes no Novo Testamento. Como exemplo temos as Epístolas de São Paulo. A partir do Renascimento esse gênero textual passou a se expandir com os humanistas. Eles utilizavam as epístolas como forma de transmitir os acontecimentos mundiais, já que na época ainda não havia imprensa jornalística.

Na literatura

Além de se constituir como um gênero literário da epistolografia, surgiu ainda um estilo epistolar de redação que não possuía a intenção de ser uma correspondência. Podendo ser um prólogo de um autor, introduzindo e justificando sua obra, ou um recurso ficcional para a narração de personagens fictícios através de cartas.

Atualmente, com a propagação de meios eletrônicos de escrita, o futuro desse gênero parece se revigorar, porém através de outros moldes e estilos mais atuais.