Zootecnia

Zootecnia é a ciência que se dedica ao estudo da criação, produção e manejo de animais domésticos economicamente úteis, como por exemplo, para o desenvolvimento do mercado: carne, ovos, leite e seus derivados. Isto é, possui a finalidade de incrementar sua produção como fonte alimentar e de outras finalidades.

O profissional formado em zootecnia também deve cuidar para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação.

Deve cuidar da reprodução dos mesmos, do melhoramento genético e da produção de alimentos, para que tenham cada vez mais qualidade. Possui o foco no aumento da produção e no lucro, sem descuidar do bem estar dos animais.

Campos de atuação

Possui um vasto campo de atuação, envolvendo pontos como:

  • Pesquisas genéticas;
  • Criação artificial de animais domésticos, silvestres e aquáticos;
  • Criação artificial de espécies vegetais, nativas e exóticas;
  • Melhoria das raças de animais;
  • Controle de doenças;
  • Nutrição e alimentação;
  • Desenvolvimento de tecnologias;
  • Técnicas específicas para a criação de animais;
  • Produtos específicos para a criação de animais;
  • Assessoria e execução de exposições e feiras agropecuárias.

O profissional de zootecnia

O profissional que trabalha dentro do ramo da zootecnia é designado como zootecnista ou zootécnico. É parte também de sua atuação, saber lidar com:

  • Administração;
  • Economia;
  • Comércio;
  • Pesquisa e planejamento agropecuário;
  • Consultoria;
  • Sustentabilidade ambiental.
Zootecnia
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O mercado de trabalho

O mercado de trabalho está voltado principalmente para a região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do Brasil, no entanto, podemos encontrar oportunidades neste ramo em outras localidades para quem se forma na área.

Já nas regiões Sul e Sudeste, a função de zootécnico é muito procurada para o ramo de laboratório e pesquisas, ou ainda em grandes frigoríficos e zoológicos.

Disciplinas do curso de zootecnia

Entre as disciplinas básicas encontramos na grade do curso de zootecnia as seguintes matérias:

  • Zoologia;
  • Biologia;
  • Anatomia;
  • Citologia;
  • Química;
  • Genética;
  • Física;
  • Matemática.

E posteriormente, disciplinas específicas da área de zootecnia, como:

  • Produção animal;
  • Fertilidade e conservação do solo;
  • Parasitologia;
  • Melhoramento genético;
  • Bioclimatologia;
  • Produção vegetal;
  • Administração e desenvolvimento rural.

Para obter o diploma é obrigatório fazer o estágio supervisionado. A duração do curso é de 5 (cinco) anos.

Regulamentação da profissão

A profissão é regulamentada e responde ao Conselho Federal de Medicina Veterinária. Para exercer a carreira, o zootecnista deve se registrar no conselho profissional de sua região.

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), estima que cerca de 15 (quinze) mil zootecnistas estejam atuando atualmente no Brasil.

Micologia – O estudo dos fungos

A micologia é uma das várias ramificações da biologia, no entanto, a disciplina se dedica em estudar os fungos.

O estudo que ocorre dentro da micologia é variado dentro de dimensões que podem ir do tamanho de um grande cogumelo, até mesmo a tamanhos microscópicos de fungos.

A palavra micologia é derivada de duas palavras gregas, que significam:

  • Mykes – cogumelo.
  • Logos – estudo.

Trajetória da micologia

Entre os anos de 480 à 406 a.C. os cogumelos foram descritos pela primeira vez nas obras de Eurípedes.

No ano de 371 à 288 a.C. o filósofo grego Teofrasto de Eresos, foi o primeiro a tentar classificar as plantas. Os cogumelos foram classificados como plantas com a ausência de certos órgãos.

No período da Idade Média, houve um pequeno avanço em relação aos estudos dos fungos.

No ano de 1737, Pier Antonio Micheli, em sua publicação de Nova Plantarum Genera, lançou bases para a classificação sistemática de musgos, ervas e fungos.

No ano de 1836, foram usadas pela primeira vez as palavras: micologia e micólogo, por M. J. Berkeley.

Micologia – O estudo dos fungos
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A micologia estuda os fungos em diversas áreas, como por exemplo:

  • Na medicina (remédios, micose, fungos, cogumelos, entre outros);
  • Dentro das indústrias;
  • Na agricultura;
  • Bioquímica (estuda processos químicos que ocorrem nos fungos);
  • Alimentos em geral (queijos, pães, cogumelos, entre outros);
  • Morfologia (estuda as formas dos fungos e suas partes);
  • Sistemática (descreve a biodiversidade e as relações entre os organismos).

Dentro do estudo dos fungos na medicina encontramos grandes descobertas, como é o caso do Penicillium chrysogenum, um fungo descoberto por Alexander Fleming e que deu origem à penicilina. Encontramos também, dentro da medicina o estudo de micoses.

No ramo das industrias encontramos outra parte importante dentro do estudo da micologia, como a produção de alimentos, laticínios, bebidas alcoólicas, etc.

Se não houvesse tanto interesse por este estudo, pouco saberíamos sobre vários tipos de remédios e alimentos.

Micologia e a classificação dos fungos

  • Zygomycota;
  • Ascomycota;
  • Basidiomycota;
  • Deuteromycota.

Todos os fungos pertencem ao Reino Fungi. A micologia estuda cada divisão, que vai desde os fungos mais perigosos e mortais, até os indispensáveis para o combate de doenças bacterianas.

Os cientistas que estudam os fungos são chamados de micologistas ou micetologistas. Estes profissionais são graduados dentro da área de Biologia, onde realizam especialização em fungos, através de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Neoliberalismo

O neoliberalismo é um grupo de ideias políticas e econômicas capitalistas, que defende que o estado não deve participar diretamente da economia do país. Dentro do neoliberalismo deve existir o livre mercado, garantindo o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

Podemos dizer que o neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado por teorias econômicas neoclássicas, sendo um produto do liberalismo econômico clássico.

Primeiros adeptos do neoliberalismo

Países como a Inglaterra, tiveram a primeira Ministra Margareth Tacher que adaptou o modelo no ano de 1970. Já os Estados Unidos adotou o neoliberalismo no ano de 1980, através do presidente norte-americano Ronald Reagan.

No Brasil os presidentes Fernando Collor de Melo, que governou no período de 1990 a 1992 e Fernando Henrique Cardoso, que governou no período de 1995 a 2003, seguiam as linhas e vertentes políticas econômicas neoliberais.

Neoliberalismo
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Teóricos mais importantes do neoliberalismo

  • Friedrich Hayek;
  • Leopold Von Wiese;
  • Ludwig Von Mises;
  • Milton Fridman.

Foco principal da ideologia neoliberalista

O foco é permitir a livre circulação de capitais dentro da economia, sendo assim o papel do governo é cuidar de medidas de redução de serviços públicos, como as:

  • Privatizações de empresas estatais;
  • Controle de gastos públicos;
  • Menores investimentos em políticas assistencialistas, como por exemplo, a aposentadoria e o seguro desemprego.

Dentro do neoliberalismo encontramos uma política econômica que corresponde às experiências de adaptação aos princípios do liberalismo econômico focado no capitalismo moderno.

A importância da estabilidade financeira dentro do neoliberalismo

De acordo com a escola liberal clássica, o neoliberalismo acredita que a economia tem seu curso traçado de forma natural e livre, sendo o ponto determinante o seu preço.

O neoliberalismo traça outro percurso diferenciado do liberalismo a partir do pensamento de que o mercado deve ser desenvolvido de forma espontânea, isto é, para o preço servir de mecanismo de regulação da economia é importante que haja condições favoráveis ao bom funcionamento do mercado, sendo importante a sua estabilidade financeira.

O estado deve regular o mercado, em relação aos excessos na livre concorrência, no entanto um grupo de neoliberais possui a ideologia de que pequenas empresas também podem confrontar grandes monopólios.

Críticas positivas ao neoliberalismo

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema proporciona o desenvolvimento econômico e social de um país.

Defendem ainda que o neoliberalismo torna a economia mais competitiva, proporcionando maior desenvolvimento tecnológico, através da concorrência livre, fazendo tanto a inflação quanto os preços do mercado caírem (alimentando a concorrência na busca pelo menor preço).

Movimento comunal

O movimento comunal surgiu na Idade Média a partir da força de vontade e desejo dos burgueses, mercadores e artesãos, assim como pela busca da liberdade econômica. Esse movimento marcou a tomada do poder dos senhores feudais pela burguesia e a sua consagração. As revoltas urbanas surgiram como resposta da insatisfação dos pobres e reformadores, contra a corrupção, coleta abusiva de impostos e a quebra do princípio básico de igualdade. O movimento comunal foi uma resposta à violência feudal.

Início do movimento comunal

Durante o período do feudalismo tanto a cidade quanto o campo eram dominados pelo senhor feudal (nobres senhores que possuíam muito poder político, militar e econômico), isto é os proprietários do feudo. As cidades eram protegidas por muros, que serviam inclusive para proteger os centros comerciais, chamados de burgos.

Por volta do século XI, com o crescimento populacional o comércio aumentou, as cidades passaram a apresentar forte influência econômica, fazendo com que os burgueses iniciassem uma luta pela sua autonomia em relação ao feudo, iniciando-se o movimento comunal.

Cidades comunas

De início, os senhores começaram a renunciar seus direitos mediante um pagamento, desta forma as cidades passavam a ser chamadas de cidades francas, que eram livres do domínio dos senhores feudais. No entanto alguns senhores não aceitavam o acordo, sendo assim, os burgueses decidiram iniciar um confronto, e as cidades que sofreram com este confronto foram chamadas de comunas. O movimento comunal ocorreu principalmente nas regiões onde a burguesia era mais forte, como no norte da França e na Itália.

Movimento comunal
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Burgueses passam a governar cidades

A burguesia passou a governar várias cidades, das quais se tornaram repúblicas soberanas (independentes). Nessas cidades os burgueses se integraram em atividades urbanas e alguns burgueses mais ricos passaram a exercer o poder político, estabelecendo as leis de aplicação local, cobrando impostos e exercendo poder sobre a milícia urbana. Nessa circunstância, dependendo da cidade o chefe recebia o título de prefeito, burgomestre, podestá ou doge. Na Itália, por exemplo, nem o poder imperial ou o senhorial foi capaz de se fixar.

Início das hansas

Muitas cidades alemãs, durante a Baixa Idade Média, que eram conhecidas como cidades livres, decidiram monopolizar o comércio de determinadas regiões. Essas associações eram denominadas de hansas ou ligas. A mais conhecida foi a Liga Hanseática, que dominou o comércio nos Mares Bálticos e do Norte.

Biografia de Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, nasceu no dia 14 de março de 1847, na cidade de Muritiba, BA, e faleceu no dia 6 de julho de 1871, na cidade de Salvador, BA. Castro Alves é um importante poeta do condoreirismo, referente a terceira fase do romantismo. Possui fortes ideais políticos, colaborando inclusive em favor da abolição da escravatura durante toda sua carreira. Infelizmente, Castro Alves morreu antes de ver os escravos libertados, pois a Lei Aurea foi assinada apenas no ano de 1888.

Infância de Castro Alves

Filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro, Castro Alves foi escrever suas primeiras poesias aos 17 anos de idade, após a morte de sua mãe no ano de 1859. Então seu pai se casa com Maria Rosário Guimarães, no mesmo ano em que Castro Alves decide morar em Recife. Em Recife, Castro Alves recebe fortes influências do líder estudantil Tobias Barreto, iniciando fortes ideais abolicionistas e republicanos.

O poeta dos escravos

Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos”, por ser contra a escravidão. Fez vários poemas sobre a questão, entre eles encontramos o belíssimo, “A Canção do Africano”. Fundou com seus amigos uma sociedade abolicionista, que contava também com Rui Barbosa. No entanto, Castro Alves não vive a tempo de ver a abolição da escravatura no Brasil ser de fato efetivada.

Castro Alves e seu foco político

Com ideais liberais, também escreveu obras sobre a situação política da república que estava por vir, tendo contato com grandes escritores da literatura brasileira, como por exemplo, Machado de Assis e José de Alencar.

Biografia de Castro Alves
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Problemas de saúde

O escritor sofreu com tuberculose a partir do ano de 1863. Realizando uma caçada machucou o pé, onde posteriormente teve que amputá-lo, depois de várias tentativas malsucedidas de tratamento.

Estilo literário

Sua temática tem o social como foco principal, vários autores da época questionavam a escravidão e apoiavam a proclamação da república. Em seus poemas, o escritor mostrava a miséria humana e como o tratamento dado aos escravos era errado. Castro Alves sempre colocava os escravos como heróis em suas histórias. Alguns poemas abordavam romances, sensualidade e paixão. O lirismo amoroso também é muito presente em suas obras.

Principais poemas de Castro Alves

  • A Canção do Africano;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso;
  • Adormecida;
  • Amar e Ser Amado;
  • Amemos! Dama Negra;
  • As Duas Flores;
  • Espumas Flutuantes;
  • Hinos do Equador;
  • Minhas Saudades;
  • O Adeus de Teresa;
  • O Coração;
  • O Laço da Fita;
  • O Navio Negreiro;
  • Os Anjos da Meia Noite;
  • Vozes da África.

Evolução das espécies

De acordo com o princípio da evolução das espécies que habitaram e habitam o nosso planeta, é de conhecimento que elas não foram criadas independentemente, e sim que são descendentes de outras espécies, isto é, estão todas ligadas por laços evolutivos. No entanto, antes de chegarmos a explicação de Charles Darwin, em seu tratado “A Origem das Espécies”, do ano de 1859, vamos conhecer as duas hipóteses acerca da evolução das espécies:

  • Fixismo ou criacionismo
  • Evolucionismo

Fixismo ou criacionismo

Baseava-se no livro Gêneses, onde afirmava que as espécies eram fixas e imutáveis ao longo do tempo, isto é, as espécies permaneciam no mesmo formato, desde sua criação, seres inalterados até os dias de hoje, com o passar dos milhares de anos.

Evolucionismo

Este é o tema de nosso artigo, o qual vamos compreender melhor ao longo do texto. Dentro da teoria da evolução das espécies, encontramos o evolucionismo que admite mudanças nos seres vivos até os dias de hoje, com base nas seguintes teorias:

  • Lamarckismo;
  • Darwinismo;
  • Mutacionismo;
  • Teoria Sintética ou Neodarwinismo.

Lamarckismo

Teoria desenvolvida por Jean Baptiste Lamarck, que viveu no ano de 1744 e morreu em 1829. Diz que as características adquiridas durante a vida, em decorrência da lei do uso e desuso, são transmitidas aos seus descendentes, isto é, informa que o uso constante de um determinado órgão determina a sua hipertrofia e o seu desuso a sua atrofia.

A teoria de Lamarck usa como exemplo a girafa que vive em lugares onde o solo é de um modo geral, seco e sem capim, sendo assim, esse animal se viu obrigado a buscar alimentos em folhas e brotos no alto das árvores. Com o hábito de forçar a se esticar para cima, ao longo do tempo, resultou no alongamento de suas pernas anteriores e pescoço.

Evolução das espécies
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Darwinismo

Teoria desenvolvida por Charles Darwin, que viveu no ano de 1809 e morreu em1882. Darwin formulou a teoria da seleção natural. Ao viajar para a Argentina encontrou fósseis de preguiça e de tatus gigantes, bastante semelhantes aos atuais, Darwin percebeu então que havia algumas diferenças a depender do local onde o animal era encontrado.

Darwin passa a perceber que a origem das espécies e a adaptação ao meio ambiente eram processos muito relacionados.  Sua teoria recebeu influências da teoria de Lamarck em relação à lei da herança dos caracteres adquiridos e de Thomas Malthus, que diz que a população cresce em progressão geométrica e o alimento em aritmética, preconizando com isso uma luta pela sobrevivência.

Princípios básicos da teoria de Darwin

  • Indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações;
  • Todo organismo tem capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes, no entanto apenas alguns desses descendentes irão chegar à idade adulta;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência, pois apesar de nascerem muitos seres, poucos atingem a maturidade, mantendo constante o número de indivíduos na espécie;
  • Na busca pela sobrevivência organismos com variações favoráveis possuem maiores chances de sobreviver;
  • Organismos com variações vantajosas têm maiores chances de deixar sobreviventes, através da transmissão de caracteres de pais para filhos;
  • Ao longo das gerações a atuação da seleção natural, mantém ou melhora o grau de adaptação destes seres ao meio.

Mutacionismo

Teoria desenvolvida por Hugo de Vries, que viveu no ano de 1848 e morreu em 1935. Dentro da teoria do mutacionismo, Vries corrige o erro da hereditariedade onde Darwin e Lamarck haviam se equivocado (caracteres adquiridos), sugerindo que a variação de uma mesma espécie se daria por alterações no material genético.

Neodarwinismo ou Teoria Sintética

É a junção da:

  • Adaptação da teoria de Lamarck;
  • Seleção natural de Darwin;
  • Mutação de Hugo de Vries.

É possível verificarmos as evidências da evolução das espécies através de:

  • Fósseis;
  • Radiação adaptativa ou divergência evolutiva;
  • Convergência adaptativa;
  • Órgãos homólogos e análogos;
  • Órgãos vestigiais;
  • Embriologia comparada.

Números-índices

Utilizados com frequência por economistas, engenheiros e administradores, os números-índices são medidas estatísticas capazes de estabelecer comparações de conjuntos de variáveis que se relacionam entre si. São também os números-índices os responsáveis por permitir a obtenção de um quadro sintetizado das alterações significativas em áreas afins, a exemplo dos preços de matérias-primas, dos produtos acabados, volume físico de produto, entre outros.

A partir da utilização de números-índices é possível determinar: 1) As variações que se passaram ao longo do tempo; 2) As diferenças entre lugares; 3) As disparidades entre categorias afins, a exemplo de produtos, organizações, pessoas, entre outras.

Influência e aplicação

Na área de administração, os números-índices exercem papel fundamental, sobretudo no que se refere a frequente desvalorização de uma moeda e quando o processo de crescimento econômico promove alterações continuadas nos hábitos dos consumidores. Tudo isso colabora para a ocorrência de transformações qualitativas e quantitativas na composição da produção nacional e de cada empresa.

Já na economia, a aplicação dos números-índices é essencial como um mecanismo de extrema utilidade para economistas, tanto para solucionar problemas relacionados tanto a microeconomia como a macroeconomia. Como exemplo, nessa área é possível constatar como exemplo, por meio dos números-índices, a precisão de se obter até que ponto o preço de algum produto foi elevado com relação aos preços dos outros produtos em um mesmo mercado econômico.

Enquanto que se a necessidade for estabelecer a inflação se fará necessário aferir a elevação dos preços dos vários produtos como um todo, por meio do índice geral de preços.

Números-índices
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Compreendendo o conceito de relativo

O total em dinheiro gasto a cada 12 meses (um ano), se comparado a determinado ano base, sofre variação de um ano para o outro em decorrência das alterações no número de unidades comparadas dos diferentes artigos, assim como por causa das alternâncias nos preços unitários de tais produtos. Assim, constituem-se três variáveis, são elas: valor, quantidade e preço. De forma que o valor corresponde ao resultado do produto entre o preço e a quantidade.

Aplicação de índices agregativos ponderados

Um problema comum quando o assunto são os índices ponderados -além da fórmula a ser empregada para expressar as alterações de preço e de quantidade dos bens- é o critério para a fixação dos pesos correspondentes a cada um dos deles. A consideração levantada pelos métodos mais utilizados tem como fundamento a cooperação de cada bem no valor transacionado total. Esta é estabelecida, geralmente, respeitando dois critérios: o peso fixo na época básica ou o peso cambiante no período atual.

Entendendo o índice de Laspeyres (método da época Básica)

O índice de Laspeyres nada mais é do que a representação de uma média ajuizada de relativos, em que os aspectos que determinam isso são constituídos segundo preços e as qualidades da época básica. Assim, no índice de Laspeyres o fundamento que ajuíza os relativos é a época básica. Por isso tal menção na nomenclatura do método.

Quem foi Olga Benário Prestes?

Maria Bergner, mais conhecida no Brasil como Olga Benário Prestes ou Olga Benário, foi uma revolucionária alemã, nascida no dia 12 de fevereiro de 1908, na cidade de Munique, em uma família judia de classe média. Filha de uma dama de alta sociedade de Munique e de um advogado social democrata, Olga entrou em contato com ideias liberais avançadas ao ver o exemplo do pai, que trabalhava com as causas trabalhistas dos operários atingidos pela crise que se instalara no país.

Desde 1926, Olga Benário Prestes era membro do Partido Comunista alemão e foi acusada de atividades subversivas e presa em 1929.

A vida de Olga Benário Prestes

Aos 15 anos de idade, Olga já possuía uma formação cultural sólida composta por grandes escritores e pensadores alemães. Também se aproximou da Juventude Comunista, organização na qual começou a militar de forma ativa.

As atividades na organização aproximaram Olga do dirigente Otto Braun, com quem foi morar aos 16 anos. Em 1928, a alemã, juntamente a outros integrantes da Juventude Comunista, invadiu a prisão de Moahit para libertá-lo. Ambos fugiram para Moscou, onde Olga fez treinamento militar e carreira no Comintern.

Quem foi Olga Benário Prestes?
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Ao lado de Luís Carlos Prestes

Após ser presa em 1929 e libertada, Olga Benário foi para a União Soviética, lugar em que passou a trabalhar na Internacional Comunista e onde conheceu o líder revolucionário brasileiro Luís Carlos Prestes, que liderou a famosa Coluna Prestes. Olga fez parte de um grupo de estrangeiros que acompanhariam Prestes em seu retorno ao Brasil, onde ele deveria liderar uma revolução que tentaria implementar o comunismo no país.

O casal chegou ao Brasil em abril de 1935 e instalou-se no Rio de Janeiro para organizar os preparativos da revolução. Após o fracasso da Intentona Comunista de 1935 nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, Olga e Luís Carlos Prestes foram presos e separados, em março de 1936.

Logo depois, Olga declarou aos jornalistas brasileiros que estava esperando um filho de Prestes. Mesmo grávida, a alemã foi deportada para a Alemanha nazista, seis meses depois. Ela foi entregue à polícia política alemã, a Gestapo, e enviada para um campo de concentração. Lá, nasceu Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário Prestes e Luís Carlos Prestes.

Anita foi entregue a sua avó paterna após uma campanha internacional pela sua libertação, e Olga continuou presa. Em 1942, morreu executada pelos nazistas na câmara de gás.

Imigração alemã para terras brasileiras

O primeiro grupo de imigrantes alemães chegou ao Brasil em 1818, fixando-se no sul da Bahia, porém a primeira colônia fundada pelos alemães foi em São Leopoldo, no Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul. Na época, o Brasil havia se tornado independente de Portugal há pouco tempo, então Dom Pedro I, influenciado por José Bonifácio, decidiu inaugurar um programa de imigração para o Sul, induzido por questões de segurança nacional.

Nos primeiros 50 anos de imigração, o estado do Rio Grande do Sul recebeu entre 20 e 28 mil alemães, sendo que quase todos eles se dedicaram à colonização agrícola.

A distribuição geográfica da imigração alemã

Desde a fundação de São Leopoldo, cerca de 300 mil alemães vieram para o Brasil. Em 1827, os primeiros imigrantes alemães chegaram ao porto de Santos e se dirigiram a Santo Amaro. Os grupos que vieram depois foram para locais como São Roque, Embu, Itapecerica, Rio Claro e cafezais no interior do estado de São Paulo.

Dois anos depois, deu-se o início da colonização de Santa Catarina, que hoje é o mais alemão dos estados brasileiros, sendo que 35% de sua população têm ascendência alemã. No estado do Paraná, a colonização alemã começou pela cidade de Rio Negro; em 1833, o número de imigrantes aumentou em Curitiba. Embora em menor número que nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a imigração alemã também ocorreu em estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

O ápice da imigração alemã no Brasil ocorreu após a I Guerra Mundial e antes do início da Segunda Grande Guerra, entre os anos de 1920 e 1930. Naquele período, a Alemanha passava por grandes tensões de cunho político e econômico.

Imigração alemã para terras brasileiras
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As características da imigração alemã

Os colonos alemães adaptaram-se em terras brasileiras sem abdicar de sua cultura, construindo um novo espaço onde puderam manter o seu próprio estilo de vida junto aos traços da cultura brasileira.

Muitos dos imigrantes alemães eram artesãos, industriais, comerciantes, professores e profissionais do meio urbano, e a mão de obra alemã contribuiu bastante para o desenvolvimento da industrialização do sul do país.

Um dos traços visíveis da expansão da imigração alemã no território brasileiro é a ampla rede de igrejas luteranas nas frentes de colonização, o que pode exemplificar um pouco a vasta influência alemã no país.

Pré-Modernismo

Situado ao longo na história nas duas décadas iniciais do século XX, o período literário do pré-modernismo precedeu o movimento modernista de 22. Na essência, esse período não é considerado uma escola literária. O Pré-Modernismo é definido como uma corrente de autores que, após se identificarem como não correspondentes a nenhuma das estéticas predominantes no final do século XIX, lançaram produções impactantes, retratando novas ideologias temáticas/estilísticas na literatura.

Características do Pré-Modernismo

  • Ruptura com o academicismo
  • Ruptura com o passado e o parnasianismo
  • Predominância da linguagem coloquial
  • Exposição da realidade social brasileira
  • Regionalismo e nacionalismo
  • Marginalidade dos personagens (sertanejo, caipira, mulato)
  • Temáticas históricas, políticas, econômicas e sociais

Brasil – Autores pré-modernistas

O pré-modernismo foi o período em que os autores elevaram o tom no que tange a sociedade e aos estilos literários que existiam até então. Inúmeros escritores pré-modernos deixaram de lado a linguagem formal do arcadismo e, se utilizando de uma abordagem coloquial, passaram a explorar temáticas históricas, sociais, econômicas e políticas, sobretudo devido o instante pelo qual o Brasil passava, época da República do café com leite e outras revoluções.

Pré-modernismo
Euclides da Cunha | Foto: Reprodução

Euclides da Cunha (1866-1909)

Ocupante da cadeira de número sete na Academia Brasileira de Letras de 1903 a 1906, Euclides Rodrigues da Cunha foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro.

Obra destaque:

Os Sertões: Campanha de Canudos (1902), escrito regionalista, separado em três partes: A Terra, o Homem, A Luta. A obra expressa a vida do sertanejo e a Guerra de Canudos (1896-1897) no interior do Estado da Bahia.

Graça Aranha (1868-1931)

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e um dos fomentadores da Semana de Arte Moderna de 1922, José Pereira da Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense.

Obras destaque:

  • Canaã (1902)
  • Malazarte (1914)
  • A Estética da vida (1921)
  • Espírito Moderno (1925)

Monteiro Lobato (1882-1948)

Um dos mais famosos escritores do século XX, José Bento Renato Monteiro Lobato foi um escritor, editor, ensaísta e tradutor brasileiro. Sua fama é decorrente, sobretudo, das obras infantis de cunho educativo.

Obras destaque:

  • Sítio do Pica-pau Amarelo (1920-1947)
  • Urupês (1918)
  • Cidades Mortas (1919)

Lima Barreto (1881-1922)

Escritor e jornalista brasileiro, Afonso Henriques de Lima Barreto ficou mais conhecido como Lima Barreto. Autor de uma obra crítica atrelada às temáticas sociais, o escritor desbaratou o nacionalista ufanista e teceu críticas ao positivismo.

Obra destaque:

Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911). Obra com linguagem coloquial pela qual o autor critica a sociedade urbana da época.