O processo cíclico das rochas na Terra

No planeta Terra predominam três tipos de rochas, as quais são denominadas de ígneas, metamórficas e sedimentares. De tal modo que as características das mesmas se prezam por estarem em constante modificação de um tipo para o outro, uma espécie de ciclo conhecido como ciclo das rochas.

De ígneas para sedimentares

Devido os movimentos do planeta, inúmeras rochas ígneas são compostas há centenas de quilômetros no interior da superfície terrestre e, ao longo de anos e mais anos, acabam por emergir. Tais sedimentos rochosos sofrem interferência da ação de agentes naturais externos, a exemplo dos ventos, da água, das chuvas, da luz do sol, entre outros.

Assim, as características dessas rochas acabam por se modificarem e, tal processo de modificação do solo por agentes naturais externos é conhecido como intemperismo, cuja consequência disso têm-se as rochas sedimentares. Essas são compostas ao passo que os sedimentos formados pelo intemperismo se aglutinam nos fundos de lagos e rios.

O processo cíclico das rochas na Terra
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De sedimentares para metamórficas

As camadas do globo, com o passar do tempo, se sobrepõem e tais rochas sedimentares se acumulam em extensas profundidades. De tal modo que as mesmas passam a sofrer interferências devido a pressão do planeta e suas altas temperaturas internas. Esse processo as torna mais duras e assim passam a ser classificadas como rochas metamórficas.

De metamórficas em ígneas

A pressão e as altas temperaturas do interior da Terra podem provocar transformações ainda maiores nas rochas. De tal modo que as metamórficas podem passar por processos de calor até o seu derretimento (processo de fusão) e formação de lavas. Ao passo que essas lavas endurecem há a composição das rochas ígneas

Modificações diretas

Também é possível que ocorra o inverso desse processo. Ou seja, que as rochas ígneas sofram novas alterações e se transformem novamente em metamórficas. Do mesmo modo que é possível que as rochas metamórficas não se aqueçam, mas que surjam na superfície e passem por ações do intemperismo e se formem rochas sedimentares.

Entretanto, rochas sedimentares não podem se transformar diretamente em ígneas, isso porque as mesmas antes precisam passar pelo estágio de metamórficas e, somente depois poderão se alterar para ígneas.

Teoria dos mundos

Durante a Guerra Fria, ocorreu a separação dos países em todo o planeta Terra, quando os mesmos passaram a ser classificados segundo os seus aliados. Assim, as nações do globo passaram a ser separadas em “três mundos” (entre 1945  e 1990), a partir dos sistemas de produção e dos níveis de desenvolvimento.

A designação atribuída às subdivisões do mundo seguia o critério de grandeza econômica de cada nação. De tal modo que os países considerados ricos, mais desenvolvidos, ocupavam o posto de “primeiro mundo”, enquanto que na classificação de “segundo mundo” estavam as nações do antigo bloco socialista. Já os demais países faziam parte do “terceiro mundo”.

Primeiro Mundo

Situavam no estágio de “primeiro mundo” países cuja economia é capitalista e possui avançado grau de desenvolvimento econômico. Destacam nesse posto nações como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Holanda, entre outros.

Segundo Mundo

Segundo embasamento da Teoria dos Mundos, as nações do antigo bloco socialista são as que integram o chamado “segundo mundo”. Os integrantes desse posto são os países consagrados com economia planificada (socialista). Com exemplo desse grupo é possível identificar a antiga União Soviética.

Teoria dos mundos
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Terceiro Mundo

Nesse bloco incluem-se as nações capitalistas consideradas não ricas, atrasadas socialmente e economicamente devido a desproporcionalidade nas suas relações comerciais com países do “primeiro mundo”.

São nações que, geralmente, exportam manufaturas (matérias-primas) a um valor bem reduzido e importam manufaturas industrializadas e tecnologia a um alto custo, promovendo um agravamento no cenário de desigualdade social. Como exemplo de nações consideradas de “terceiro mundo” pode-se identificar a Argentina, México, Brasil, Egito, Índia, Arábia Saudita, entre outros.

Pós-comunismo

Devido a queda da União Soviética, o fim do regime socialista em grande parte do planeta e a integração das antigas nações do “segundo mundo” no leste europeu, o “segundo mundo” acabou inexistindo. De tal modo que, a partir de então, a divisão do mundo passou a ser renomeada em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos.

  • Desenvolvidos – São os países que integram o antigo “primeiro mundo”. São ricos, industrializados e apresentam alto índice de desenvolvimento humano, qualidade de vida.
  • Emergentes – Integram esse grupo as nações ricas e industrializadas, mas que ainda carregam problemas sociais e econômicos, a exemplo do Brasil.
  • Subdesenvolvidos – Nesse bloco fazem parte os países pobres e com baixo desenvolvimento humano, além de larga dependência externa e economia primária.

Unidades de medidas

A presença das unidades de medidas é uma constante no cotidiano de todo ser humano. Tanto para constatar a extensão de objetos e coisas, além de distâncias, áreas, a prática de medição numérica é muito comum. A unidade básica mais utilizada é o metro.

Entretanto, a utilização de um elemento de medida ou de outro depende da dimensão do que vai se medir. Há casos, por exemplo, em que o metro se torna obsoleto para precisar a extensão de coisas objetos/áreas muito extensas, fazendo-se necessário medir por meio do quilômetro.

Por outro lado, há situações em que o metro configura um elemento de medida grande demais para delimitar algo cuja dimensão é mínima, sendo preciso, assim, a utilização de unidades menores como o centímetro, milímetro. Todos esses conceitos se aplicam a outros sistemas de medida como área e volume, por exemplo.

Unidades de medidas
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Unidades de comprimento

Chamados de unidades secundárias de comprimento, os múltiplos e submúltiplos do metro possuem, consequentemente, valores e símbolos diferentes. Confira no esquema abaixo.

Unidades de comprimento

Conversão de medidas de comprimento

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 10. Exemplo: 5 m = 50 dm.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 10. Exemplo: 5 m = 0,5 dam.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m = 500 cm / 5 m = 0,005 km.

Unidades de área

Unidades de área

Conversão de medidas de área

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 100. Exemplo: 5 m2 = 500 dm2.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 100. Exemplo: 5 m2 = 0,05 dm2.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m2 = 500 cm2 / 5 m2 = 0,005 km2.

Unidades de volume

Unidades de volume

Conversão de medidas de volume

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 500 dm3.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 0,05 dm3.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m3 = 500 cm3 / 5 m3 = 0,005 km3.

Compreendendo o litro

Uma medida de volume bastante conhecida do dia a dia da sociedade e que equivale a 1 dm3. Assim é compreendido o litro.

  • 1 litro = 0,005 m3 => 1 m3 = 1000 litros
  • 1 litro = 1 dm3
  • 1 litro = 1.000 cm3
  • 1 litro = 1.000.000 mm3

Por dentro do Sistema Internacional de Unidades (SI)

Fundamentado em seis unidades básicas, o Sistema Internacional de Unidades (SI) possui o metro como unidade fundamental de comprimento. Entretanto, para cada unidade há também as unidades secundárias, essas representadas por meio do acréscimo de um prefixo, a partir da proporção da medida, à nomenclatura da unidade principal. Confira abaixo:

  • Tera = T
  • Giga = G
  • Mega = M
  • Quilo = k
  • Hecto = h
  • Deca = da
  • Deci = d
  • Centi = c
  • Mili = m
  • Micro = m
  • Nano = n
  • Pico = p
  • Fento = f
  • Atto = a

Nomenclatura científica

Estudantes de biologia e áreas afins sempre enxergam a nomenclatura científica como sendo um tanto complexo. Entretanto, se aprofundar nas regras e diretrizes da nomenclatura é fundamental, sobretudo para utilização em trabalhos internacionais, uma vez que tais nomenclaturas passaram a ser empregadas de forma unificada em todo o mundo, a partir de 1901, com base em produções científicas realizadas pelo naturalista Lineu.

Por dentro das regras essenciais

  • Uma espécie científica é sempre binominal. O que significa que esta será sempre formada por dois nomes, em que o primeiro representa o gênero e o outro a espécie.
  • O primeiro nome de uma espécie, em hipótese alguma, representa a família, pois esta representa uma categoria mais extensa e envolve vários gêneros.
  • A identidade de uma espécie será sempre constatada por apenas um nome científico.
  • Qualquer que seja o nome da espécie, esse será sempre o mesmo em qualquer parte da Terra.
  • As nomenclaturas científicas são sempre em latim, visto que essa é uma língua imortalizada e, por isso, não é mais passível de modificações em sua grafia ou pronúncia.
  • O nome científico deve sempre estar escrito de forma destacada, em geral sempre se utiliza o estilo itálico.
  • Se utilizado de forma isolada, sozinho, a denominação do gênero irá se referir a todas as espécies inseridas no mesmo.
  • Quando se quer referir a uma determinada espécie, a nomenclatura da mesma deve ser antecipada com o nome do gênero.
  • A denominação do gênero precisa ser escrita sempre com letra maiúscula, enquanto que o da espécie com grafia minúscula.
  • Após já ter sido citado em um trecho, uma nomenclatura pode ser reescrita no mesmo texto de forma que o primeiro nome seja abreviado.
Nomenclatura científica
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Outras regras importantes

  • Toda espécie é possível de ter variedades ou subespécies. Exemplo: A. palmatum atropurpureum.
  • É possível que algumas espécies apareçam com a denominação do gênero, mas sem indicar a espécie. Isso ocorre devido poucas pesquisas  sobre tal ou mesmo em casos de espécies novas.
  • Em casos de espécies cujo nome foi modificado, tal denominação original não passa a ser esquecida, mas permanece válida enquanto sinônimo.
  • Caso um segundo nome que foi dado a uma espécie seja verificado, posteriormente, como errado, o nome original vota a ter predominância.
  • É normal que determinadas letras apareçam entre as nomenclaturas, a exemplo de “var” (variedade), “x” (espécie híbrida de junípero), entre outras.

Sistemas lineares

O agrupamento de equações as quais sua utilização se dá somente uma vez é denominado de sistema de equações lineares. Esse conjunto equacional é aplicado em diversas áreas da matemática aplicada, sobretudo em problemas numéricos em áreas como engenharia, biologia, física, economia, química, entre outros.

Uma equação dotada de variáveis na forma a1x1 + a2x2 + a3x3 + … + anxn = b, em a1, a2, a3,…, é considerada linear. Isso representa os coeficientes reais e o termo independente, expressado pelo coeficiente real b.

Exemplificando o assunto

  • x – 4y – z = 0
  • 4x + 5y – 10z = –3
  • 2x –3y + 5z = 6
  • x + y + z = 20

Compreendendo o sistema linear

Determinado grupo de p equações lineares variáveis x1, x2, x3…, xn compõem um sistema linear p de equações e n incógnitas.

Confira:

  • x + y = 3
  • x – y = 1

Com duas equações e duas variáveis:

  • 2x + 5y – 6z = 24
  • x – y + 10z = 30

Com duas equações e três variáveis:

  • x + 10y – 12z = 120
  • 4x – 2y – 20z = 60
  • –x + y + 5z = 10

Com três equações e três variáveis:

  • x – y – z + w = 10
  • 2x + 3y + 5z – 2w = 21
  • 4x – 2y – z + w = 16
Sistemas lineares
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Entendendo a resolução de um sistema linear

  • x + y = 3
  • x – y = 1

A esse sistema se refere uma solução por par ordenado (2,1), uma vez que o mesmo contempla as duas equações. Vejamos:

  • x = 2 e y = 1
  • 2 + 1 = 3 3 = 3
  • 2 – 1 = 1 1 = 1

A partir do sistema:

  • 2x + 2y + 2z = 20
  • 2x – 2y + 2z = 8
  • 2x – 2y – 2z = 0

É possível afirmar que a sequência ordenada (5,3,2) representa a solução do sistema, uma vez que as três equações do sistema linear. Vejamos a seguir:

2 . 5 + 2 . 3 + 2 . 2 = 20      10 + 6 + 4 = 20     20 = 20
2 . 5 – 2 . 3 + 2 . 2 = 8          10 – 6 + 4 = 8          8 = 8
2 . 5 – 2 . 3 – 2. 2 = 0          10 – 6 – 4 = 0          0 = 0

Sistema linear e sua classificação

A classificação de um sistema linear é dada a partir do número de soluções expressadas pelo mesmo. Confira a seguir:

  • Sistema Possível e Determinado (SPD) – dotado apenas de uma solução.
  • Sistema Possível e Indeterminado (SPI) – dotado de infinitas soluções.
  • Sistema Impossível (SI) – não possui solução.

Sistema linear e uma matriz: compreenda essa associação

É possível que os coeficientes de um sistema linear ocupem as linhas e colunas de uma matriz, o que configura em uma associação entre sistema linear e matriz. Confira:

Sistema 1:

x + y = 3
x – y = 1

Matriz completa:

1 1 3
1 -1 1

Matriz incompleta:

1 1
1 -1

Sistema 2:

x + 10y – 12z = 120
4x – 2y – 20z = 60
–x + y + 5z = 10

Matriz completa:

1 10 -12 120
4 -2 -20 60
-1 1 5 10

Matriz incompleta:

1 10 -12
4 -2 -20
-1 1 5

Importante!

É possível que o sistema também seja dotado de uma representação matricial. Confira no sistema de equações lineares a seguir:

x + 10y – 12z = 120
4x – 2y – 20z = 60
–x + y + 5z = 10

Representação matricial do sistema:

Representação matricial do sistema

Transpiração vegetal

A transpiração vegetal é um processo pelo qual a planta expele quantidade de água excedente pelas folhas. Através do sistema de transpiração vegetal, a seiva bruta é levada para as folhas através do xilema. O xilema é o tecido das plantas vasculares, por onde circula a água com sais minerais que dissolvidos integram a seiva bruta, percorrendo da raiz até às folhas.

Transpiração estomática

A respiração mais comum entre os vegetais é chamada de transpiração estomática. Essa respiração ocorre através dos estômatos, cuja abertura o próprio vegetal pode controlar. A transpiração estomatal (fechamento e abertura) ocorre durante a fotossíntese.

Os estômatos são anexos epidérmicos das folhas, constituídos por duas células-guardas ou também conhecidas como estomáticas. Repletas de cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda chamada de ostíolo. Ao lado do ostíolo, encontramos duas ou mais células, conhecidas por anexas. O ostíolo abre-se, no interior da olha, numa grande cavidade denominada de câmara subestomática.

A função da transpiração estomática é a transpiração e trocas gasosas que devem ocorrer durante a respiração. Sua transpiração é fundamental para garantir a sobrevivência da planta. Caso ocorra em excesso a perda de água em forma de vapor, este procedimento pode até matar a planta.

Transpiração vegetal
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Transpiração cuticular

A transpiração cuticular é pouco comum, ocorrendo em cerca de 10% das plantas. Ocorre quando a cutícula, localizada na epiderme da folha, permite a passagem de água. Nestes casos a planta possui uma cutícula que impermeabiliza a folha, evitando a perda de água em excesso. Como exemplo, podemos citar os cactos, que possuem uma cutícula espessa para evitar a sua desidratação.

Fatores que modificam a transpiração vegetal

  • Temperatura: se a temperatura aumentar pode-se observar um aumento na transpiração da planta, pois a temperatura causa efeito sobre o potencial de água. Caso a planta esteja com uma temperatura superior ao ambiente, a mesma continuará transpirando;
  • Iluminação: a transpiração está completamente ligada a iluminação, afinal como os estômatos entram em funcionamento ao amanhecer, a taxa de transpiração também entra em funcionamento. No período noturno os estômatos estão fechados;
  • Água no solo: quando há pouca água no solo os estômatos de um modo geral diminuem seu funcionamento, diminuindo a transpiração da planta, evitando a sua futura desidratação;
  • Umidade do ar: quando a umidade do ar é baixa, a transpiração da planta também tende a aumentar;
  • Vento: o vento sobre a folha tende a retirar o vapor de água presente em sua superfície, desenvolvendo o aumento da transpiração.

Cartel, truste e holding

Aproximadamente no ano de 1870, alguns países europeus iniciaram fusões de grandes empresas, em função das várias crises de mercado, onde as empresas mais fortes e rendáveis absorviam as empresas menores. Com isso, se desenvolveu uma concentração do capital, nas mãos de poucas empresas, trazendo grandes modificações no sistema capitalista.

A partir das modificações no funcionamento do sistema capitalista, surgiram grandes corporações tanto no ramo industrial como no financeiro, chamadas de cartel, truste e holding. Estes três ramos desenvolveram um grande monopólio, modificando o capitalismo da livre concorrência.

Cartel

Cartel é uma associação entre empresas do mesmo ramo de produção, com o objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência.

As empresas em comum acordo decidem sobre o preço, que se torna uniformizado, de um modo geral em um alto nível (mais caro), e as quotas de produção se tornam fixadas para as empresas membro.

Os cartéis tiveram início mais precisamente na Alemanha e seu auge ocorreu durante as guerras mundiais. Os cartéis prejudicam a economia, impedindo o consumidor de buscar a livre-concorrência, e até mesmo beneficiar empresas não rendáveis.

Como exemplo, podemos citar a seguinte situação: todos os postos de combustíveis decidem manter um único valor para o preço da gasolina, sendo de cinco reais o litro. O valor é desleal com o consumidor, e apesar da prática de cartel ser proibida em muitos países do mundo (inclusive no Brasil), ainda encontramos esta pratica nos dias de hoje.

Cartel, Truste e Holding
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Truste

Truste é uma forma de oligopólio (situação de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado), na qual as empresas envolvidas abrem mão de sua independência legal para constituir uma única organização.

O Truste pode ser de duas formas:

– Truste Vertical: visa controlar de forma sequencial a produção de determinado gênero industrial, sendo que as empresas podem ser de diversos ramos.
– Truste Horizontal: constituído por empresas do mesmo ramo.

Como exemplo, podemos citar uma fusão entre a Sadia e a Perdigão, que formaram a Brasil Foods, atuando no ramo de produtos alimentícios.

No Brasil a formação de trustes é proibida por lei, no entanto alguns setores continuam formando trustes para evitar a concorrência, tanto que o governo brasileiro criou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para ter maior controle e visando evitar a formação de truste.

Holding

Holding é uma empresa que possui como atividade principal, a participação acionária majoritária em uma ou mais empresas. É uma empresa que possui a maior parte das ações de outras empresas e que detém o controle de sua administração e políticas.

É uma gestora de participações sociais, que administra um conglomero de um determinado grupo. Neste sistema encontramos uma autonomia das empresas que são controladas pelo holding.

Como exemplo, podemos citar o Grupo Silvio Santos, que é um holding que controla mais de quarenta empresas, entre elas podemos citar, o Banco Panamericano, Lojas do Baú da Felicidade e a SSR Cosméticos (que é responsável pela marca Jequiti). O sistema holding é autorizado no Brasil até hoje.

Meiose

O processo de divisão celular em que uma célula diploide (2n) que forma quatro células haploides (n) é denominado meiose. Ela consiste em dois processos de divisões celulares que são acompanhadas por uma duplicação cromossômica.

Trata-se de uma reprodução assexuada simples e direta que produz organismos geneticamente iguais. É caracterizada por uma redução do número de cromossomos à metade nas quatro células filhas resultantes.

Fases da meiose

A redução dos cromossomos é resultado de uma única duplicação e duas divisões sucessivas denominadas meiose I e meiose II. Na primeira, reducional, há a redução pela metade do número de cromossomos. Esta é dividida em quatro fases denominadas prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. A meiose II, por sua vez, é equacional, pois o número de cromossomos das células que sofrem a divisão igual nas células originárias. Nessa etapa, as fases também são quatro denominadas prófase II, anáfase II, metáfase II e telófase II.

Meiose I

Prófase I

Essa fase é longa e complexa, e por isso é subdividida em outras 5. A primeira é o leptóteno, quando acontece a condensação dos cromossomos duplicados na interfase. A segunda, é o zigóteno, quando os cromossomos homólogos que foram duplicados e condensados se emparelham ao longo do comprimento. Em seguida, tem a terceira fase, que é o paquíteno, quando os pares pareados se completam e encontram-se espessos, uma vez que os filamentos estão muito condensados.

A quarta fase é conhecida como permutação ou crossing-over, onde acontece a quebra de cromátides homólogas e começa a troca dos pedaços e a ressoldagem da parte trocada. É essa fase que permite a variabilidade genética. Por fim, a quinta fase, conhecida como diplóteno, que é quando os cromossomos homólogos começam a separar-se, mas ainda permanecem unidos nos pontos das cromátides de permutação.

A prófase I chega ao fim com a condensação máxima dos cromossomos e o seu deslocamento em direção aos extremos do citoplasma.

Metáfase I

Na metáfase I, acontece uma desintegração da membrana nuclear, e acontece a disposição dos pares de cromossomos homólogos mantidos pelos quiasmas na região equatorial da célula. Isso faz com que os homólogos de cada um dos pares fique voltado para polos opostos na célula.

Anáfase I

Nesta etapa acontece o deslocamento dos cromossomos homólogos para os polos opostos das células. As cromátides irmãs, neste caso, ao contrário da mitose, não se separam, mas sim os cromossomos homólogos.

Telófase I

Os cromossomos duplicados começam a chegar ao polo, e com isso tem início essa etapa. Eles começam a descondensar e os nucléolos e a carioteca reaparecem. Tem início então a divisão do citoplasma que origina duas células filhas – haploides -, chamada de citocinese.

Intercinese

A intercinese é o intervalo que existe entre as duas divisões da meiose e é curto.

Meiose
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Meiose II

Prófase II

A prófase II tem início na condensação dos cromossomos, além de haver ainda o desaparecimento dos nucléolos e migração dos centros celulares para os polos opostos da célula. Essa etapa é marcada pela desintegração da carioteca e, além disso, os cromossomos encontram-se espalhados no citoplasma.

Metáfase II

Nesta etapa acontece a organização dos cromossomos unidos pelo centrômero no polo equatorial da célula. As cromátides voltam para os polos opostos da célula e acontece ainda a divisão do centrômero e separação das cromátides irmãs.

Anáfase II

As cromátides irmãs são puxadas para os polos opostos da célula.

Telófase II

É a fase de conclusão da segunda divisão. Nesta, os cromossomos se descondensam e acontece o reaparecimento dos nucléolos e a reintegração da carioteca. O citoplasma, enfim, se divide, resultando finalmente nas quatro células-filhas.