Ácidos

A definição mais usada para os ácidos é a de Arrhenius: ácidos são substâncias que se ionizam em solução aquosa liberando íons H+. Por exemplo, vamos pegar o ácido clorídrico. Este, em solução aquosa, se decompõe conforme demonstrado abaixo:

Ácidos

Características

Como citamos, os ácidos são substâncias que dão origem a íons quando em solução aquosa. Além disso, neste mesmo meio, são capazes de conduzir eletricidade justamente por se desdobrarem em íons. Com sabor azedo, o limão, o vinagre e o tamarindo são exemplos de elementos que contêm ácidos.

Algumas substâncias conhecidas como indicadores têm a propriedade de alterar suas cores de acordo com o caráter da substância: ácido ou básico. Quando a solução é ácida, os indicadores terão suas cores alteradas. Como exemplo dessas substâncias, podemos citar o tornassol e a fenolftaleína.

Quando em reação com as bases, os ácidos passam por uma reação chamada neutralização, originando sais e água.

Ácidos
Foto: Reproduão

Ácidos orgânicos

Existem alguns ácidos que fazem parte de nossa alimentação, como por exemplo, o ácido acético, presente no vinagre; ácido tartático, presente na uva; ácido málico, presente na maçã; ácido fosfórico, que é utilizado no processo de fabricação de refrigerantes à base de cola; e o ácido carbônico, que é um dos constituintes das águas gaseificadas e refrigerantes.

Ácidos inorgânicos

Ao contrário dos ácidos orgânicos, estes, quando ingeridos, podem inclusive levar a pessoa à morte. Como exemplo, podemos citar o ácido sulfúrico, ácido clorídrico, ácido fluorídrico, ácido nítrico e ácido cianídrico – este último é usado em câmaras de gás para executar pessoas condenadas à morte.

A força dos ácidos

Os ácidos podem ser fracos ou fortes, mas como saber de qual se trata? Isso se deve ao grau de ionização de cada um deles.

Para definir, você pode usar a seguinte regra:

m = número de átomos de oxigênio – número de hidrogênios ionizáveis

Tendo isso em mente, siga a seguinte regra:

m = 3 – ácido muito forte

m = 2 – ácido forte

m = 1 – ácido semiforte

m = 0 – ácido fraco

Atenção: essa regra não se aplica aos hidrácidos. O H2CO3 é uma exceção.

Ácidos fracos

Os ácidos fracos são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente alta. Por exemplo:

Ácidos

Neste caso, temos duas setas que indicam que os sentidos das reações possuem dimensões diferentes – isso posto propositalmente para mostrar que a dissociação dos íons ocorre com menor frequência do que a formação de CH3COOH.

Ácidos fortes

Os ácidos fortes, por outro lado, são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente baixa.

Ácidos

Toda reação é, mesmo que irrisoriamente, reversível e, por isso, foram colocadas duas dimensões diferentes demonstrando que a dissociação dos íons acontece com mais frequência do que a reversão do processo, ou seja, do que a formação de HCl.

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