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Sistemas lineares

O agrupamento de equações as quais sua utilização se dá somente uma vez é denominado de sistema de equações lineares. Esse conjunto equacional é aplicado em diversas áreas da matemática aplicada, sobretudo em problemas numéricos em áreas como engenharia, biologia, física, economia, química, entre outros.

Uma equação dotada de variáveis na forma a1x1 + a2x2 + a3x3 + … + anxn = b, em a1, a2, a3,…, é considerada linear. Isso representa os coeficientes reais e o termo independente, expressado pelo coeficiente real b.

Exemplificando o assunto

  • x – 4y – z = 0
  • 4x + 5y – 10z = –3
  • 2x –3y + 5z = 6
  • x + y + z = 20

Compreendendo o sistema linear

Determinado grupo de p equações lineares variáveis x1, x2, x3…, xn compõem um sistema linear p de equações e n incógnitas.

Confira:

  • x + y = 3
  • x – y = 1

Com duas equações e duas variáveis:

  • 2x + 5y – 6z = 24
  • x – y + 10z = 30

Com duas equações e três variáveis:

  • x + 10y – 12z = 120
  • 4x – 2y – 20z = 60
  • –x + y + 5z = 10

Com três equações e três variáveis:

  • x – y – z + w = 10
  • 2x + 3y + 5z – 2w = 21
  • 4x – 2y – z + w = 16
Sistemas lineares
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Entendendo a resolução de um sistema linear

  • x + y = 3
  • x – y = 1

A esse sistema se refere uma solução por par ordenado (2,1), uma vez que o mesmo contempla as duas equações. Vejamos:

  • x = 2 e y = 1
  • 2 + 1 = 3 3 = 3
  • 2 – 1 = 1 1 = 1

A partir do sistema:

  • 2x + 2y + 2z = 20
  • 2x – 2y + 2z = 8
  • 2x – 2y – 2z = 0

É possível afirmar que a sequência ordenada (5,3,2) representa a solução do sistema, uma vez que as três equações do sistema linear. Vejamos a seguir:

2 . 5 + 2 . 3 + 2 . 2 = 20      10 + 6 + 4 = 20     20 = 20
2 . 5 – 2 . 3 + 2 . 2 = 8          10 – 6 + 4 = 8          8 = 8
2 . 5 – 2 . 3 – 2. 2 = 0          10 – 6 – 4 = 0          0 = 0

Sistema linear e sua classificação

A classificação de um sistema linear é dada a partir do número de soluções expressadas pelo mesmo. Confira a seguir:

  • Sistema Possível e Determinado (SPD) – dotado apenas de uma solução.
  • Sistema Possível e Indeterminado (SPI) – dotado de infinitas soluções.
  • Sistema Impossível (SI) – não possui solução.

Sistema linear e uma matriz: compreenda essa associação

É possível que os coeficientes de um sistema linear ocupem as linhas e colunas de uma matriz, o que configura em uma associação entre sistema linear e matriz. Confira:

Sistema 1:

x + y = 3
x – y = 1

Matriz completa:

1 1 3
1 -1 1

Matriz incompleta:

1 1
1 -1

Sistema 2:

x + 10y – 12z = 120
4x – 2y – 20z = 60
–x + y + 5z = 10

Matriz completa:

1 10 -12 120
4 -2 -20 60
-1 1 5 10

Matriz incompleta:

1 10 -12
4 -2 -20
-1 1 5

Importante!

É possível que o sistema também seja dotado de uma representação matricial. Confira no sistema de equações lineares a seguir:

x + 10y – 12z = 120
4x – 2y – 20z = 60
–x + y + 5z = 10

Representação matricial do sistema:

Representação matricial do sistema

Radiciação – Cálculos numéricos e propriedades

Certamente você já deve ter ouvido falar na escola sobre a raiz quadrada de um número. Essa operação é chamada de radiciação e a mesma representa a averiguação do valor de um número que, se multiplicado por ele mesmo certa quantidade de vezes, irá resultar em um novo número.

Para entender melhor, vejamos o exemplo da raiz quadrada de nove. A raiz desse número é três, uma vez que três multiplicado por ele mesmo irá resultar no numeral nove. Assim, a radicalização compreende a operação contrária à exponenciação ou potenciação: √a= b ⇔ a = b².

Na história, os registros indicam que a primeira vez que um sinal surgiu para indicar o radical ocorreu em um trabalho matemático do italiano Leonardo Fibonacci (1170-1250), denominado de Geometriae de Practica (1220). Enquanto que o atual símbolo utilizado para representar a raiz quadrada de um número (√) surgiu em 1525, em um trabalho de Christoff Rudolff (1499-1545).

Radiciação - Cálculos numéricos e propriedades
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Exemplificando a radiciação

  • √36 = 6 ⇔ 36 = 6², a raiz quadrada de 36 é 6, pois 6 x 6 = 36.
  • √49 = 7 ⇔ 49 = 7², a raiz quadrada de 49 é 7, pois 7 x 7 = 49.
  • ∛27 = 3 ⇔ 27 = 3³, a raiz cúbica de 27 é 3, pois 3 x 3 x 3 = 27.
  • 4√81 = 3 ⇔ 81 = 34 , a raiz biquadrádica, ou raiz quarta, de 81 é 3, pois 3 x 3 x 3 x 3 = 81.

Conferindo as notações

Em uma notação típica radiciação n√a = b, o índice n expressa a quantidade de vezes que o número buscado foi multiplicado por ele mesmo. Enquanto que o radicando a representa o algarismo pelo qual se vai obter a raiz, esta indicada por b cujo símbolo do radical é expresso por √.

Entretanto, é importante ressaltar que se o índice for dois não se faz necessário indicá-lo no radical. A radiciação pode ser compreendida como potência francionária: n√ab = ab/n, considerando sempre n≥ 2, uma vez que a mesma de se define como uma operação inversa a uma potenciação.

A radiciação e suas propriedades

  • n√ab = ab/n, entenda: √49 = √7² = 72/2 = 7;
  • (n√a)n = a, entenda: (√8)² = (81/2)² = 82/2 = 8;
  • n√(a . b) = n√a . n√b, entenda: √(2 . 4) = √2 . √4, ressaltando: n√(a + b) ≠ n√a + n√b;
  • n√a/b = n√a / n√b, entenda: ∛3/2 = ∛3 / ∛2;
  • (n√a)m = n√am, entenda: (√3)³ = (31/2)³ = 33/2 = √3³ ;
  • mn√ab = m.n√ab, entenda: ∛√64 = 3.2√8² .

Efeitos decorrentes das propriedades

  • Todo radicando nulo possui uma raiz nula
  • Todo radicando positivo possui uma raiz positiva.
  • Um radicando negativo em um radical de índice sua raiz será inexistente.
  • Um radicando negativo em um radical de índice ímpar possui raiz negativa.
  • Todo radical com índice par resultará em uma raiz positiva.

Pulso eletromagnético

Uma corrente elétrica é capaz de gerar campo magnético e campos magnéticos variáveis, dotada da propriedade de atrair correntes em condutores vizinhos. Tal conceito é a “chave” para que se entenda o fenômeno de pulso eletromagnético (PEM).

A compreensão dessa força exige relação direta com duas leis que fundamentam o eletromagnetismo, são elas: a Lei de Faraday e a Lei de Lorentz.

Também conhecida como lei da indução eletromagnética, a Lei de Faraday é a que explica a geração de corrente elétrica em um circuito disposto sob a ação de um campo magnético variável ou por um circuito em movimento em um campo magnético constante.

Já a Lei de Lorentz representa a acumulação da força elétrica, gerada de um campo elétrico “E”, com força magnética em decorrência de um campo magnético “B”. Estes agem em uma partícula carregada eletricamente em movimento no espaço.

Pulso eletromagnético
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Influência em meios eletrônicos

O pulso eletromagnético representa a interferência que um campo eletromagnético adequado pode exercer em qualquer equipamento eletrônico, haja vista que o mesmo promoverá uma corrente elétrica.

A variação da distância do equipamento eletrônico especificado, a partir do campo magnético, poderá haver a formação de uma corrente elétrica complementar, que por sua vez promoverá o funcionamento inadequado ou provocar danos ao equipamento.

Ocorrências do PEM e/ou aplicações

  • A radiação emitida por aparelhos computadores;
  • Explosões na alta atmosfera de bombas nucleares. Tal evento pode provocar o PEM devido o choque entre raios X e os raios Gama emitidos após uma explosão desse porte. Exemplo disso ocorreu no Havaí, onde anos atrás uma detonação assim provocou o pulso eletromagnético;
  • Perfuração em placas de aço e outros metais. O método que se utiliza de campos eletromagnéticos foi desenvolvida por engenheiros alemães.

Poderio bélico

Ao longo da história da Terra o homem foi capaz de descobrir os efeitos da tecnologia do pulso eletromagnético no emprego de armas militares. Tal método se dá nas bombas nucleares que são detonadas acima do globo, distante centenas de quilômetros da superfície terrestre. Entretanto, essa utilização depende de três aspectos: a altitude em que o artefato foi detonado, o rendimento da energia liberada e a interação total com o campo magnético do Planeta.

Poliedros

Não é difícil nos depararmos no dia a dia com exemplos de objetos que representam formas de figuras geométricas espaciais. Tais figuras levam o nome de sólidos geométricos e se dividem em dois tipos: poliedros e corpos redondos. Esta publicação, especificamente, evidencia os poliedros em suas propriedades e definições.

Entretanto, antes de qualquer aprofundamento no assunto é preciso compreender a definição dessas figuras geométricas. Os poliedros representam figuras geométricas compostas por três elementos essenciais, são eles: vértices, arestas e faces.

Para ser considerado um poliedro regular, uma forma geométrica precisa ser dotada de faces cujos polígonos sejam regulares e congruentes. Nesse grupo, podemos evidenciar como exemplo típicos corpos presentes em nosso cotidiano, como a pirâmide e o cubo.

Poliedros
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Poliedros de Platão

No universo dos poliedros, existem inúmeras representações geométricas dos mais variados tipos e formatos. Entretanto, somente cinco dessas figuras são consideradas como poliedros de Platão.

Isso se dá em decorrência de somente tais corpos possuírem suas faces com a mesma quantidade de arestas, em que todos os ângulos poliédricos são dotados do mesmo número de arestas e se enquadram na relação de Euler. Tais poliedros que, pela matemática geométrica são considerados de Plantão, são:

  • Tetraedro = Quatro faces
  • Hexaedro (cubo) = Seis faces
  • Octaedro = Oito faces
  • Dodecaedro = Doze faces
  • Icosaedro = Vinte faces

Relação de Euler

Associada à relação de dependência entre os elementos de um poliedro, a fórmula de Euler nada mais é do que uma expressão matemática formulada a partir dos estudos do matemático suíço Leonhard Euler (1707–1783). Tal fórmula foi desenvolvida por Euler em 14 de novembro de 1750, e constitui-se da seguinte maneira:

V – A + F = 2.

V = vértice.

A = arestas.

F = faces.

A expressão de Euler serve como fator determinante do número de faces, arestas e vértices de qualquer forma geométrica que constitua algum tipo de poliedro.

Associação dos poliedros

A contribuição do filósofo Platão no estudo dos poliedros foi além das representações geométricas. Isso porque em meados do século VI antes de Cristo o estudioso relacionou essas formas a elementos constituintes da natureza terrestre. Vejamos tais relações:

  • Tetraedro = fogo
  • Hexaedro (cubo) = terra
  • Octaedro = ar
  • Dodecaedro = universo
  • Icosaedro = água

Outros poliedros

Fora os poliedros de Platão, outros sólidos geométricos presentes no dia a dia também são considerados poliedros, são eles: prismas, pirâmides, paralelepípedos, blocos retangulares e quadrangulares são considerados poliedros.

Literatura grega

O pontapé inicial da literatura grega ocorreu na Europa há mais de 2800 anos, e a partir de então teve início sua evolução junto à sociedade global, tornando-se a base de praticamente todos os gêneros literários.

Absorvidos pelos romanos, os notáveis escritores literários gregos da antiguidade, juntamente com os clássicos latinos, assumiram papel fundamental na sociedade, adquirindo o posto de modelos globais, e assim a tradição da literatura ocidental foi desencadeada.

Após iniciado o processo de difusão da literatura grega, veio então a sua distribuição, de acordo com cada momento histórico. Assim, ficaram estabelecidos três extensos períodos: o da antiguidade, o bizantino e o moderno.

Os campos de atuação dos escritos gregos se davam por vertentes que contemplavam a filosofia, as crenças religiosas, além de todos os típicos mitos e temáticas predominantes na época.

Todo esse processo de disseminação da literatura grega culminou influenciando na constituição da literatura universal e nas atividades, estudos e ideologias científicas e artísticas modernas, a exemplo da educação, da psicanálise, do cinema e da arte contemporânea.

Literatura grega
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Aspectos essenciais

  • Visão de mundo bastante objetiva
  • Embasamento pautado por lirismo e sensualidade
  • Relação próxima entre o humano e divino

Escritores e seus tipos de textos

A propagação das obras literárias gregas tomou o planeta Terra e seus principais escritores ganharam notoriedade devido os tipos particulares de escritos produzidos por cada um deles:

  • Homero e Hesíodo – epopeia
  • Pindaro e Safo – poesia
  • Demóstenes – oratória
  • Esopo – fábula
  • Plutarco – biografia
  • Heródoto – historiografia

Homero e sua contribuição literária

Entre todos os escritores gregos que alavancaram a literatura no mundo, Homero é, sem dúvida, o que ficou mais conhecido. Tal fato deve-se à grande influência que algumas das suas principais obras exerceram na vida de muitos admiradores da literatura.

O legado desse poeta épico ganhou o universo, sobretudo, devido a obras como a Ilíada, cuja narrativa se restringe a descrever os embates e conflitos da Guerra de Tróia. Além, claro, de outro escrito: Odisseia. Obra em que Homero tratou de narrar as aventuras de Ulisses no retorno para casa depois do fim da Guerra de Tróia.

Entretanto, nunca foi constatada a existência de Homero. Fato intrigante que desencadeou o movimento denominado de “Questão Homérica”, que passou a estudar dúvidas quanto a existência do poeta e também as suas supostas obras. Contudo, o legado atribuído a Homero passou a servir de fundamentação para grandes nomes da literatura como Virgilio, Joyce e Camões.

A relação entre antígenos e anticorpos

De acordo com a biologia, anticorpos nada mais são do que glicoproteínas existentes no sangue do hospedeiro, enquanto que os antígenos são considerados quaisquer substâncias dos seres infecciosos.

Ao passo que um antígeno se aloja no hospedeiro, uma reação imune é desencadeada com a constatação e produção de anticorpos, seguida da ativação de células do sistema imunológico. Esse tipo de reação é conhecida como antígeno-anticorpo.

A constatação dos anticorpos dos mais variados antígenos existentes em distintos patógenos – parasitas, fungos, vírus e bactérias -, compreende ligações reversíveis e não covalentes, como pontes de hidrogênio, ligações iônicas e interações hidrofóbicas e de Van der Waal.

Entendendo as ligações

Afinidade é o nome dado ao elo de união entre antígeno e anticorpo. Essa força de ligação é expressa, geralmente, por meio da dissociação constante. De tal modo que o Kd é responsável por descrever a concentração necessária dos antígenos para preencher os espaços de ligação de metade das moléculas de anticorpos existentes em uma solução com anticorpo.

Uma interação mais extensa e resistente é indicada por um Kd menor, haja vista que uma concentração mais tímida de antígenos é necessária para preencher os locais de ligação.

O Kd, geralmente, varia de 10-7 a 10-11M tanto para antígenos naturais quanto para anticorpos específicos. Uma mistura de anticorpos com distintas afinidades ao antígeno de determinado patógeno estará presente no soro de um indivíduo imunizado.

A força total de ligação entre antígeno e anticorpo, por sua vez, é denominada de avidez. Essa pode ser compreendida como aquela que considera a flexibilidade gerada pela “dobradiça” da área dos anticorpos, possibilitando que somente um anticorpo seja suficiente de se unir a antígenos multivalentes por mais de um espaço de ligação.

Assim, a compatibilidade de qualquer um dos espaços de ligação ao antígeno será igual para cada epítopo – porção determinada do antígeno no qual o anticorpo está ligado. A ligação a todos os espaços de todos os epítopos do antígeno disponível deve ser considerada pela força de ligação do anticorpo ao antígeno.

A relação entre antígenos e anticorpos
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Reações do tipo antígeno-anticorpo estão presentes em:

  • Aniquilar células de agentes infecciosos, como os microrganismos
  • Arruinar ou eliminar moléculas, a exemplo das toxinas produzidas pelas bactérias
  • Banir tecidos estranhos do organismo, como o da rejeição em transplantes

Era Mesozoica

A Mesozoica é quarta Era da ordem das eras geológicas, cuja idade se compreende entre 250 a 65 bilhões de anos atrás. A origem dessa nomenclatura se deve a junção de meso (meio) e zoico (vida). A divisão da Era Mesozoica compreende três grandes períodos, são eles do mais remoto ao mais recente: o triássico, o jurássico e o cretáceo.

Aspectos determinantes no planeta Terra se constituíram durante esse período. Destaque para a formação do grupo de animais mamíferos, o vulcanismo em larga escala e o desenvolvimento da flora.

Além dessas, outras características, consideradas ainda mais importantes, também se desenvolveram durante a Era Mesozoica: a sedimentação dos fundos marinhos, a formação das extensas jazidas de petróleo que hoje são objeto de exploração e a origem dos dinossauros e répteis.

Era Mesozoica

Época triássica

Triássico foi o período primitivo da Era Mesozoica. Nessa etapa da existência do globo terrestre, todos os continentes ainda estavam agrupados, o que constituía somente um continente gigante, chamado de Pangeia. Os primeiros fósseis de animais mamíferos, assim como o aparecimento das primeiras espécies de répteis, foram encontrados ao final da época triássica.

Época jurássica

Durante esse período o nível da água dos oceanos subiu de forma considerável, fazendo surgir os mares intracontinentais. A separação da Pangeia, processo de divisão dos continentes, teve como período inicial a época jurássica.

O progresso e a variedade da fauna e dos dinossauros na Terra também ocorreram nesse período. Foi no jurássico que as espécies terrestres, aéreas e marinhas se perpetuaram em larga escala. As reservas petrolíferas do globo, originadas a partir das sedimentações, também tiveram o seu início durante essa época.

Época crustácea

Último período da era mesozoica, o crustáceo representou transformações importantes no processo de desenvolvimento da do planeta, a exemplo da separação de alguns continentes, como a América do Sul e África.

Entretanto, o que mais marcou a época crustácea e, consequentemente, colocou um fim na Era Mesozoica foi a conhecida extinção dos dinossauros e seus descendentes.

Segundo a geografia, o desaparecimento desses seres ocorreu devido o impacto de um gigantesco meteoro que, ao atingir o globo terrestre, provocou mudanças climáticas que afetaram as condições de sobrevivência desses animais em seu habitat na Terra.

Principais animais da Era Mesozoica 

  • Lactiossauro
  • Plesiossauro
  • Diplodocus
  • Brontossauro
  • Dismenorreia
  • Tricerratops
  • Igualodonte
  • Ceratossauro
  • Tiranossauro
  • Pterodáctilo
  • Pteranodonte

Espelhos parabólicos

Fundamentalmente utilizados para evitar desvirtuações em experimentos científicos e medidas de alta precisão, os chamados espelhos parabólicos são aqueles em que a área reflexiva é composta por um paraboloide de revolução.

A configuração tridimensional desse tipo de espelho é a mesma empregada na fabricação de antenas parabólicas. Assim, os espelhos parabólicos são capazes de convergir raios paralelos no foco, permitindo assim a sua aplicação para diversas finalidades.

Espelhos parabólicos

Utilização

A aplicação desses espelhos é muito comum em geradores de energia solar, telescópios, fogões solares, faróis de automóveis e de embarcações, entre outros.

Em faróis

Os raios luminosos de uma fonte de luz, lâmpada, são refletidos em um feixe mais aglomerado. Com isso, ocorre a amplificação da intensidade luminosa que incide na direção do eixo.

Fogões solares

Esses são movidos aos raios luminosos do sol, estes que ao incidirem nos espelhos parabólicos do fogão se concentram em uma panela e a deixa aquecida para o preparo de comidas.

Geradores de energia solar

Em tais equipamentos, os espelhos parabólicos incidem os raios solares que aquecem a água a elevadas temperaturas e que com isso movimentam as turbinas que geram a energia elétrica.

Telescópios

Os espelhos agem por meio da objetiva, esta que consegue aglutinar sobre o foco as ondas luminosas de pequena intensidade, o que assim facilita a percepção de objetos a milhares de quilômetros de distância.

Outras finalidades

Engana-se quem pensa que todas as funções dos espelhos parabólicos podem ser tão facilmente perceptíveis. Há também aquelas aplicações em que a luz não é tão visível assim.

Exemplo disso são as antenas parabólicas. Isso mesmo! Aquelas anteninhas com formato circular -que certamente você deve ter uma no telhado da sua casa ou apartamento- refletem as ondas eletromagnéticas igualmente os espelhos parabólicos refletem a luz visível aos nossos olhos.

Feito isso, elas convergem o sinal para um aparelho receptor eletrônico, este que decodifica os sinais recebidos dos satélites que estão localizados bem além da nossa atmosfera.

Já na acústica, os microfones são um exemplo claro do formato parabólico. Esses equipamentos permitem a concentração de sons –algumas vezes até mesmo aqueles bem distantes- e em seguida canalizam para equipamentos amplificadores que liberam o áudio captado.

Outras utilizações, como em consultórios odontológicos para que os dentistas enxerguem o interior da boca dos pacientes; além de na segurança de empresas e edifícios permitindo maior visibilidade da calçada da edificação, os espelhos parabólicos são decisivos em relação aos espelhos esféricos.

União Ibérica

Engana-se quem pensa que os portugueses tiveram vida fácil durante todo o período colonial. Tal constatação disso pode ser observada com o desaparecimento do rei português dom Sebastião, fato ocorrido durante o confronto contra os mouros marroquinos em Alcácer-Quibir, em 1578.

Diante do cenário descrito acima, à época, teve início uma das mais difíceis crises sucessórias do trono português, uma vez que a morte prematura do jovem rei pegou os portugueses de surpresa, sem que houvesse nenhum lusitano pronto assumir o cargo.

Assim, o tio-avô de dom Sebastião, o cardeal do Henrique, assumiu o Estado português. Todavia, pouco tempo de assumido o cargo, o mesmo também veio a morrer, dificultando novamente o trono português que não tinha de pronto um herdeiro para assumir o posto de rei.

União Ibérica

Duas monarquias nas mãos de um rei

À época, vendo livre o comando do Estado português, o rei da Espanha e neto do falecido rei de Portugal dom Manuel I, Felipe II, se coloca a postos para ganhar o cargo.

Para enfrentar a resistência dos portugueses e chegar ao trono, o monarca espanhol se utilizou do parentesco e ainda ameaçou os lusitanos com exércitos armados.

Assim, a partir da força e do poder de Felipe II foi então sacramentada a União Ibérica, em 1580, esta que marcou a centralização em um único governo dos comandos da Espanha e do Estado português. 

Reinado de Felipe II

Com a vitória do rei hispânico, a Espanha –que havia gastado fortunas durante embates militares- ganhou a oportunidade de se reestabelecer financeiramente.

Para a obtenção de lucros financeiros os espanhóis teriam que estabelecer o mercado de escravos com os portugueses e ainda assumir o controle da maior parte do território americano colonizado por Portugal. Investidas que não tiveram a permissão do novo imperador.

Felipe II teve a audácia de deixar nas mãos dos comerciantes e burocratas portugueses o controle de grande parte do que esses lusitanos já haviam conquistado.

Assim, em 1581 sob os olhos do monarca espanhol foi firmado o Tratado de Tomar. Esse acordo garantiu aos navios portugueses o controle do comércio com a colônia, a permanência dos líderes lusitanos no Brasil, além determinar o respeito às leis e costumes brasileiros implantados pelos lusitanos.

Declínio da União

Ao passo que a União Ibérica constituiu os governos espanhol e português em apenas um, essa também serviu com brecha para as nações contrárias a Espanha.

De tal forma que durante a união das coroas, holandeses, ingleses e franceses tentaram invadir as terras brasileiras, numa tentativa de assim conseguir atrapalhar o reinado de Felipe II.

Nesse aspecto é possível identificar, por exemplo, a invasão de autoridades holandesas ao Brasil. Durante o período, a atividade açucareira em quase todo o litoral do Nordeste ficou submetida ao monopólio holandês.

Já enfraquecida, a União Ibérica teve o seu fim decretado a partir da chamada “Restauração”, em 1640, quando os portugueses desbarataram a dominação dos espanhóis sob o território lusitano.  Com isso, o controle de Portugal foi para as mãos de dom João IV, que dava início a dinastia de Bragança.

Confúcio

Esse homem tão admirado pelos orientais nasceu em 551 a. C. e viveu até 479 a. C. Os pensamentos de Confúcio foram codificados nos Anacletos de Confúcio, uma obra que no Oriente possui valor tão sagrado quanto a Bíblia para o Ocidente.

O compilado é uma relíquia entre os mínimos e confiáveis registros que traduzem os ensinamentos de Confúcio. Este livro é formado por vários aforismos deixados pelo filósofo chinês.

Confúcio

Vida

A trajetória de Confúcio teve início ao longo da região Nordeste da China, local onde atualmente se situa a província de Xantug. Ainda com três anos, o pensador teve que lidar com a perda do pai, que era a base de sustentação da família.

Apesar de mergulhado em dificuldades com a mãe devido à morte do pai, Confúcio se graduou em história e arqueologia e se tornou um professor referência na educação. A filosofia dos seus ensinamentos era sustentada em Lao Tzu, o Taoísmo e K’ung Fu-Tzu.

Todavia, mais adiante, o filósofo passou a adotar uma postura que não se pautava em explorar temáticas como a vida após a morte. Suas diretrizes filosóficas se restringiam a alavancar as relações entre os seres humanos, como prova um dos seus aforismos: "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?".

Influência pública

O auge da trajetória de Confúcio pode ser compreendido quando ele conquistou o título de filósofo da Corte. A partir de então o pensador alçava seus ideais com o intuito de que os homens públicos que integravam os governos da China pudessem se tornar referência perante a sociedade. 

Segundo a concepção do Confucionismo, a premissa para um governo digno e exitoso era a “virtude interior”, esta que seria responsável por impor respeito aos líderes governantes. Para ele, era essencial manter desprezo para com qualquer tipo de formas de opressão e sustentar a bandeira de que o Estado devia servir a população. 

Com o passar dos tempos, as obras de Confúcio foram traduzidas para idiomas do Ocidente e assim seus pensamentos ganharam regiões como Europa e as Américas. Suas obras consistem no Livro dos Poemas, Livro da História, Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações, o 1º I Ching. Além de versões como Chang Yü, Cheng Hsüan e de Ho Yen.