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Zootecnia

Zootecnia é a ciência que se dedica ao estudo da criação, produção e manejo de animais domésticos economicamente úteis, como por exemplo, para o desenvolvimento do mercado: carne, ovos, leite e seus derivados. Isto é, possui a finalidade de incrementar sua produção como fonte alimentar e de outras finalidades.

O profissional formado em zootecnia também deve cuidar para que os animais vivam em boas condições, cuidando do peso, da saúde e da alimentação.

Deve cuidar da reprodução dos mesmos, do melhoramento genético e da produção de alimentos, para que tenham cada vez mais qualidade. Possui o foco no aumento da produção e no lucro, sem descuidar do bem estar dos animais.

Campos de atuação

Possui um vasto campo de atuação, envolvendo pontos como:

  • Pesquisas genéticas;
  • Criação artificial de animais domésticos, silvestres e aquáticos;
  • Criação artificial de espécies vegetais, nativas e exóticas;
  • Melhoria das raças de animais;
  • Controle de doenças;
  • Nutrição e alimentação;
  • Desenvolvimento de tecnologias;
  • Técnicas específicas para a criação de animais;
  • Produtos específicos para a criação de animais;
  • Assessoria e execução de exposições e feiras agropecuárias.

O profissional de zootecnia

O profissional que trabalha dentro do ramo da zootecnia é designado como zootecnista ou zootécnico. É parte também de sua atuação, saber lidar com:

  • Administração;
  • Economia;
  • Comércio;
  • Pesquisa e planejamento agropecuário;
  • Consultoria;
  • Sustentabilidade ambiental.
Zootecnia
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O mercado de trabalho

O mercado de trabalho está voltado principalmente para a região Centro-Oeste, onde se concentra boa parte das fazendas do Brasil, no entanto, podemos encontrar oportunidades neste ramo em outras localidades para quem se forma na área.

Já nas regiões Sul e Sudeste, a função de zootécnico é muito procurada para o ramo de laboratório e pesquisas, ou ainda em grandes frigoríficos e zoológicos.

Disciplinas do curso de zootecnia

Entre as disciplinas básicas encontramos na grade do curso de zootecnia as seguintes matérias:

  • Zoologia;
  • Biologia;
  • Anatomia;
  • Citologia;
  • Química;
  • Genética;
  • Física;
  • Matemática.

E posteriormente, disciplinas específicas da área de zootecnia, como:

  • Produção animal;
  • Fertilidade e conservação do solo;
  • Parasitologia;
  • Melhoramento genético;
  • Bioclimatologia;
  • Produção vegetal;
  • Administração e desenvolvimento rural.

Para obter o diploma é obrigatório fazer o estágio supervisionado. A duração do curso é de 5 (cinco) anos.

Regulamentação da profissão

A profissão é regulamentada e responde ao Conselho Federal de Medicina Veterinária. Para exercer a carreira, o zootecnista deve se registrar no conselho profissional de sua região.

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), estima que cerca de 15 (quinze) mil zootecnistas estejam atuando atualmente no Brasil.

Micologia – O estudo dos fungos

A micologia é uma das várias ramificações da biologia, no entanto, a disciplina se dedica em estudar os fungos.

O estudo que ocorre dentro da micologia é variado dentro de dimensões que podem ir do tamanho de um grande cogumelo, até mesmo a tamanhos microscópicos de fungos.

A palavra micologia é derivada de duas palavras gregas, que significam:

  • Mykes – cogumelo.
  • Logos – estudo.

Trajetória da micologia

Entre os anos de 480 à 406 a.C. os cogumelos foram descritos pela primeira vez nas obras de Eurípedes.

No ano de 371 à 288 a.C. o filósofo grego Teofrasto de Eresos, foi o primeiro a tentar classificar as plantas. Os cogumelos foram classificados como plantas com a ausência de certos órgãos.

No período da Idade Média, houve um pequeno avanço em relação aos estudos dos fungos.

No ano de 1737, Pier Antonio Micheli, em sua publicação de Nova Plantarum Genera, lançou bases para a classificação sistemática de musgos, ervas e fungos.

No ano de 1836, foram usadas pela primeira vez as palavras: micologia e micólogo, por M. J. Berkeley.

Micologia – O estudo dos fungos
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A micologia estuda os fungos em diversas áreas, como por exemplo:

  • Na medicina (remédios, micose, fungos, cogumelos, entre outros);
  • Dentro das indústrias;
  • Na agricultura;
  • Bioquímica (estuda processos químicos que ocorrem nos fungos);
  • Alimentos em geral (queijos, pães, cogumelos, entre outros);
  • Morfologia (estuda as formas dos fungos e suas partes);
  • Sistemática (descreve a biodiversidade e as relações entre os organismos).

Dentro do estudo dos fungos na medicina encontramos grandes descobertas, como é o caso do Penicillium chrysogenum, um fungo descoberto por Alexander Fleming e que deu origem à penicilina. Encontramos também, dentro da medicina o estudo de micoses.

No ramo das industrias encontramos outra parte importante dentro do estudo da micologia, como a produção de alimentos, laticínios, bebidas alcoólicas, etc.

Se não houvesse tanto interesse por este estudo, pouco saberíamos sobre vários tipos de remédios e alimentos.

Micologia e a classificação dos fungos

  • Zygomycota;
  • Ascomycota;
  • Basidiomycota;
  • Deuteromycota.

Todos os fungos pertencem ao Reino Fungi. A micologia estuda cada divisão, que vai desde os fungos mais perigosos e mortais, até os indispensáveis para o combate de doenças bacterianas.

Os cientistas que estudam os fungos são chamados de micologistas ou micetologistas. Estes profissionais são graduados dentro da área de Biologia, onde realizam especialização em fungos, através de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Neoliberalismo

O neoliberalismo é um grupo de ideias políticas e econômicas capitalistas, que defende que o estado não deve participar diretamente da economia do país. Dentro do neoliberalismo deve existir o livre mercado, garantindo o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

Podemos dizer que o neoliberalismo é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado por teorias econômicas neoclássicas, sendo um produto do liberalismo econômico clássico.

Primeiros adeptos do neoliberalismo

Países como a Inglaterra, tiveram a primeira Ministra Margareth Tacher que adaptou o modelo no ano de 1970. Já os Estados Unidos adotou o neoliberalismo no ano de 1980, através do presidente norte-americano Ronald Reagan.

No Brasil os presidentes Fernando Collor de Melo, que governou no período de 1990 a 1992 e Fernando Henrique Cardoso, que governou no período de 1995 a 2003, seguiam as linhas e vertentes políticas econômicas neoliberais.

Neoliberalismo
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Teóricos mais importantes do neoliberalismo

  • Friedrich Hayek;
  • Leopold Von Wiese;
  • Ludwig Von Mises;
  • Milton Fridman.

Foco principal da ideologia neoliberalista

O foco é permitir a livre circulação de capitais dentro da economia, sendo assim o papel do governo é cuidar de medidas de redução de serviços públicos, como as:

  • Privatizações de empresas estatais;
  • Controle de gastos públicos;
  • Menores investimentos em políticas assistencialistas, como por exemplo, a aposentadoria e o seguro desemprego.

Dentro do neoliberalismo encontramos uma política econômica que corresponde às experiências de adaptação aos princípios do liberalismo econômico focado no capitalismo moderno.

A importância da estabilidade financeira dentro do neoliberalismo

De acordo com a escola liberal clássica, o neoliberalismo acredita que a economia tem seu curso traçado de forma natural e livre, sendo o ponto determinante o seu preço.

O neoliberalismo traça outro percurso diferenciado do liberalismo a partir do pensamento de que o mercado deve ser desenvolvido de forma espontânea, isto é, para o preço servir de mecanismo de regulação da economia é importante que haja condições favoráveis ao bom funcionamento do mercado, sendo importante a sua estabilidade financeira.

O estado deve regular o mercado, em relação aos excessos na livre concorrência, no entanto um grupo de neoliberais possui a ideologia de que pequenas empresas também podem confrontar grandes monopólios.

Críticas positivas ao neoliberalismo

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema proporciona o desenvolvimento econômico e social de um país.

Defendem ainda que o neoliberalismo torna a economia mais competitiva, proporcionando maior desenvolvimento tecnológico, através da concorrência livre, fazendo tanto a inflação quanto os preços do mercado caírem (alimentando a concorrência na busca pelo menor preço).

Movimento comunal

O movimento comunal surgiu na Idade Média a partir da força de vontade e desejo dos burgueses, mercadores e artesãos, assim como pela busca da liberdade econômica. Esse movimento marcou a tomada do poder dos senhores feudais pela burguesia e a sua consagração. As revoltas urbanas surgiram como resposta da insatisfação dos pobres e reformadores, contra a corrupção, coleta abusiva de impostos e a quebra do princípio básico de igualdade. O movimento comunal foi uma resposta à violência feudal.

Início do movimento comunal

Durante o período do feudalismo tanto a cidade quanto o campo eram dominados pelo senhor feudal (nobres senhores que possuíam muito poder político, militar e econômico), isto é os proprietários do feudo. As cidades eram protegidas por muros, que serviam inclusive para proteger os centros comerciais, chamados de burgos.

Por volta do século XI, com o crescimento populacional o comércio aumentou, as cidades passaram a apresentar forte influência econômica, fazendo com que os burgueses iniciassem uma luta pela sua autonomia em relação ao feudo, iniciando-se o movimento comunal.

Cidades comunas

De início, os senhores começaram a renunciar seus direitos mediante um pagamento, desta forma as cidades passavam a ser chamadas de cidades francas, que eram livres do domínio dos senhores feudais. No entanto alguns senhores não aceitavam o acordo, sendo assim, os burgueses decidiram iniciar um confronto, e as cidades que sofreram com este confronto foram chamadas de comunas. O movimento comunal ocorreu principalmente nas regiões onde a burguesia era mais forte, como no norte da França e na Itália.

Movimento comunal
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Burgueses passam a governar cidades

A burguesia passou a governar várias cidades, das quais se tornaram repúblicas soberanas (independentes). Nessas cidades os burgueses se integraram em atividades urbanas e alguns burgueses mais ricos passaram a exercer o poder político, estabelecendo as leis de aplicação local, cobrando impostos e exercendo poder sobre a milícia urbana. Nessa circunstância, dependendo da cidade o chefe recebia o título de prefeito, burgomestre, podestá ou doge. Na Itália, por exemplo, nem o poder imperial ou o senhorial foi capaz de se fixar.

Início das hansas

Muitas cidades alemãs, durante a Baixa Idade Média, que eram conhecidas como cidades livres, decidiram monopolizar o comércio de determinadas regiões. Essas associações eram denominadas de hansas ou ligas. A mais conhecida foi a Liga Hanseática, que dominou o comércio nos Mares Bálticos e do Norte.

Biografia de Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, nasceu no dia 14 de março de 1847, na cidade de Muritiba, BA, e faleceu no dia 6 de julho de 1871, na cidade de Salvador, BA. Castro Alves é um importante poeta do condoreirismo, referente a terceira fase do romantismo. Possui fortes ideais políticos, colaborando inclusive em favor da abolição da escravatura durante toda sua carreira. Infelizmente, Castro Alves morreu antes de ver os escravos libertados, pois a Lei Aurea foi assinada apenas no ano de 1888.

Infância de Castro Alves

Filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro, Castro Alves foi escrever suas primeiras poesias aos 17 anos de idade, após a morte de sua mãe no ano de 1859. Então seu pai se casa com Maria Rosário Guimarães, no mesmo ano em que Castro Alves decide morar em Recife. Em Recife, Castro Alves recebe fortes influências do líder estudantil Tobias Barreto, iniciando fortes ideais abolicionistas e republicanos.

O poeta dos escravos

Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos”, por ser contra a escravidão. Fez vários poemas sobre a questão, entre eles encontramos o belíssimo, “A Canção do Africano”. Fundou com seus amigos uma sociedade abolicionista, que contava também com Rui Barbosa. No entanto, Castro Alves não vive a tempo de ver a abolição da escravatura no Brasil ser de fato efetivada.

Castro Alves e seu foco político

Com ideais liberais, também escreveu obras sobre a situação política da república que estava por vir, tendo contato com grandes escritores da literatura brasileira, como por exemplo, Machado de Assis e José de Alencar.

Biografia de Castro Alves
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Problemas de saúde

O escritor sofreu com tuberculose a partir do ano de 1863. Realizando uma caçada machucou o pé, onde posteriormente teve que amputá-lo, depois de várias tentativas malsucedidas de tratamento.

Estilo literário

Sua temática tem o social como foco principal, vários autores da época questionavam a escravidão e apoiavam a proclamação da república. Em seus poemas, o escritor mostrava a miséria humana e como o tratamento dado aos escravos era errado. Castro Alves sempre colocava os escravos como heróis em suas histórias. Alguns poemas abordavam romances, sensualidade e paixão. O lirismo amoroso também é muito presente em suas obras.

Principais poemas de Castro Alves

  • A Canção do Africano;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso;
  • Adormecida;
  • Amar e Ser Amado;
  • Amemos! Dama Negra;
  • As Duas Flores;
  • Espumas Flutuantes;
  • Hinos do Equador;
  • Minhas Saudades;
  • O Adeus de Teresa;
  • O Coração;
  • O Laço da Fita;
  • O Navio Negreiro;
  • Os Anjos da Meia Noite;
  • Vozes da África.

Evolução das espécies

De acordo com o princípio da evolução das espécies que habitaram e habitam o nosso planeta, é de conhecimento que elas não foram criadas independentemente, e sim que são descendentes de outras espécies, isto é, estão todas ligadas por laços evolutivos. No entanto, antes de chegarmos a explicação de Charles Darwin, em seu tratado “A Origem das Espécies”, do ano de 1859, vamos conhecer as duas hipóteses acerca da evolução das espécies:

  • Fixismo ou criacionismo
  • Evolucionismo

Fixismo ou criacionismo

Baseava-se no livro Gêneses, onde afirmava que as espécies eram fixas e imutáveis ao longo do tempo, isto é, as espécies permaneciam no mesmo formato, desde sua criação, seres inalterados até os dias de hoje, com o passar dos milhares de anos.

Evolucionismo

Este é o tema de nosso artigo, o qual vamos compreender melhor ao longo do texto. Dentro da teoria da evolução das espécies, encontramos o evolucionismo que admite mudanças nos seres vivos até os dias de hoje, com base nas seguintes teorias:

  • Lamarckismo;
  • Darwinismo;
  • Mutacionismo;
  • Teoria Sintética ou Neodarwinismo.

Lamarckismo

Teoria desenvolvida por Jean Baptiste Lamarck, que viveu no ano de 1744 e morreu em 1829. Diz que as características adquiridas durante a vida, em decorrência da lei do uso e desuso, são transmitidas aos seus descendentes, isto é, informa que o uso constante de um determinado órgão determina a sua hipertrofia e o seu desuso a sua atrofia.

A teoria de Lamarck usa como exemplo a girafa que vive em lugares onde o solo é de um modo geral, seco e sem capim, sendo assim, esse animal se viu obrigado a buscar alimentos em folhas e brotos no alto das árvores. Com o hábito de forçar a se esticar para cima, ao longo do tempo, resultou no alongamento de suas pernas anteriores e pescoço.

Evolução das espécies
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Darwinismo

Teoria desenvolvida por Charles Darwin, que viveu no ano de 1809 e morreu em1882. Darwin formulou a teoria da seleção natural. Ao viajar para a Argentina encontrou fósseis de preguiça e de tatus gigantes, bastante semelhantes aos atuais, Darwin percebeu então que havia algumas diferenças a depender do local onde o animal era encontrado.

Darwin passa a perceber que a origem das espécies e a adaptação ao meio ambiente eram processos muito relacionados.  Sua teoria recebeu influências da teoria de Lamarck em relação à lei da herança dos caracteres adquiridos e de Thomas Malthus, que diz que a população cresce em progressão geométrica e o alimento em aritmética, preconizando com isso uma luta pela sobrevivência.

Princípios básicos da teoria de Darwin

  • Indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações;
  • Todo organismo tem capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes, no entanto apenas alguns desses descendentes irão chegar à idade adulta;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência, pois apesar de nascerem muitos seres, poucos atingem a maturidade, mantendo constante o número de indivíduos na espécie;
  • Na busca pela sobrevivência organismos com variações favoráveis possuem maiores chances de sobreviver;
  • Organismos com variações vantajosas têm maiores chances de deixar sobreviventes, através da transmissão de caracteres de pais para filhos;
  • Ao longo das gerações a atuação da seleção natural, mantém ou melhora o grau de adaptação destes seres ao meio.

Mutacionismo

Teoria desenvolvida por Hugo de Vries, que viveu no ano de 1848 e morreu em 1935. Dentro da teoria do mutacionismo, Vries corrige o erro da hereditariedade onde Darwin e Lamarck haviam se equivocado (caracteres adquiridos), sugerindo que a variação de uma mesma espécie se daria por alterações no material genético.

Neodarwinismo ou Teoria Sintética

É a junção da:

  • Adaptação da teoria de Lamarck;
  • Seleção natural de Darwin;
  • Mutação de Hugo de Vries.

É possível verificarmos as evidências da evolução das espécies através de:

  • Fósseis;
  • Radiação adaptativa ou divergência evolutiva;
  • Convergência adaptativa;
  • Órgãos homólogos e análogos;
  • Órgãos vestigiais;
  • Embriologia comparada.

Transpiração vegetal

A transpiração vegetal é um processo pelo qual a planta expele quantidade de água excedente pelas folhas. Através do sistema de transpiração vegetal, a seiva bruta é levada para as folhas através do xilema. O xilema é o tecido das plantas vasculares, por onde circula a água com sais minerais que dissolvidos integram a seiva bruta, percorrendo da raiz até às folhas.

Transpiração estomática

A respiração mais comum entre os vegetais é chamada de transpiração estomática. Essa respiração ocorre através dos estômatos, cuja abertura o próprio vegetal pode controlar. A transpiração estomatal (fechamento e abertura) ocorre durante a fotossíntese.

Os estômatos são anexos epidérmicos das folhas, constituídos por duas células-guardas ou também conhecidas como estomáticas. Repletas de cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda chamada de ostíolo. Ao lado do ostíolo, encontramos duas ou mais células, conhecidas por anexas. O ostíolo abre-se, no interior da olha, numa grande cavidade denominada de câmara subestomática.

A função da transpiração estomática é a transpiração e trocas gasosas que devem ocorrer durante a respiração. Sua transpiração é fundamental para garantir a sobrevivência da planta. Caso ocorra em excesso a perda de água em forma de vapor, este procedimento pode até matar a planta.

Transpiração vegetal
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Transpiração cuticular

A transpiração cuticular é pouco comum, ocorrendo em cerca de 10% das plantas. Ocorre quando a cutícula, localizada na epiderme da folha, permite a passagem de água. Nestes casos a planta possui uma cutícula que impermeabiliza a folha, evitando a perda de água em excesso. Como exemplo, podemos citar os cactos, que possuem uma cutícula espessa para evitar a sua desidratação.

Fatores que modificam a transpiração vegetal

  • Temperatura: se a temperatura aumentar pode-se observar um aumento na transpiração da planta, pois a temperatura causa efeito sobre o potencial de água. Caso a planta esteja com uma temperatura superior ao ambiente, a mesma continuará transpirando;
  • Iluminação: a transpiração está completamente ligada a iluminação, afinal como os estômatos entram em funcionamento ao amanhecer, a taxa de transpiração também entra em funcionamento. No período noturno os estômatos estão fechados;
  • Água no solo: quando há pouca água no solo os estômatos de um modo geral diminuem seu funcionamento, diminuindo a transpiração da planta, evitando a sua futura desidratação;
  • Umidade do ar: quando a umidade do ar é baixa, a transpiração da planta também tende a aumentar;
  • Vento: o vento sobre a folha tende a retirar o vapor de água presente em sua superfície, desenvolvendo o aumento da transpiração.

Cartel, truste e holding

Aproximadamente no ano de 1870, alguns países europeus iniciaram fusões de grandes empresas, em função das várias crises de mercado, onde as empresas mais fortes e rendáveis absorviam as empresas menores. Com isso, se desenvolveu uma concentração do capital, nas mãos de poucas empresas, trazendo grandes modificações no sistema capitalista.

A partir das modificações no funcionamento do sistema capitalista, surgiram grandes corporações tanto no ramo industrial como no financeiro, chamadas de cartel, truste e holding. Estes três ramos desenvolveram um grande monopólio, modificando o capitalismo da livre concorrência.

Cartel

Cartel é uma associação entre empresas do mesmo ramo de produção, com o objetivo de dominar o mercado e disciplinar a concorrência.

As empresas em comum acordo decidem sobre o preço, que se torna uniformizado, de um modo geral em um alto nível (mais caro), e as quotas de produção se tornam fixadas para as empresas membro.

Os cartéis tiveram início mais precisamente na Alemanha e seu auge ocorreu durante as guerras mundiais. Os cartéis prejudicam a economia, impedindo o consumidor de buscar a livre-concorrência, e até mesmo beneficiar empresas não rendáveis.

Como exemplo, podemos citar a seguinte situação: todos os postos de combustíveis decidem manter um único valor para o preço da gasolina, sendo de cinco reais o litro. O valor é desleal com o consumidor, e apesar da prática de cartel ser proibida em muitos países do mundo (inclusive no Brasil), ainda encontramos esta pratica nos dias de hoje.

Cartel, Truste e Holding
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Truste

Truste é uma forma de oligopólio (situação de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado), na qual as empresas envolvidas abrem mão de sua independência legal para constituir uma única organização.

O Truste pode ser de duas formas:

– Truste Vertical: visa controlar de forma sequencial a produção de determinado gênero industrial, sendo que as empresas podem ser de diversos ramos.
– Truste Horizontal: constituído por empresas do mesmo ramo.

Como exemplo, podemos citar uma fusão entre a Sadia e a Perdigão, que formaram a Brasil Foods, atuando no ramo de produtos alimentícios.

No Brasil a formação de trustes é proibida por lei, no entanto alguns setores continuam formando trustes para evitar a concorrência, tanto que o governo brasileiro criou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para ter maior controle e visando evitar a formação de truste.

Holding

Holding é uma empresa que possui como atividade principal, a participação acionária majoritária em uma ou mais empresas. É uma empresa que possui a maior parte das ações de outras empresas e que detém o controle de sua administração e políticas.

É uma gestora de participações sociais, que administra um conglomero de um determinado grupo. Neste sistema encontramos uma autonomia das empresas que são controladas pelo holding.

Como exemplo, podemos citar o Grupo Silvio Santos, que é um holding que controla mais de quarenta empresas, entre elas podemos citar, o Banco Panamericano, Lojas do Baú da Felicidade e a SSR Cosméticos (que é responsável pela marca Jequiti). O sistema holding é autorizado no Brasil até hoje.

Maré vermelha

A maré vermelha é também conhecida como floração, lagoa vermelha e rio vermelho. Acontece em função da aglomeração, um desequilíbrio ecológico de microalgas dinoflageladas, devido à multiplicação destas. Isto é, são espécies de algas tóxicas, chamadas de Gonyaulax catenella.

No entanto a existência deste evento não condiz necessariamente com a denominação de seu nome (maré vermelha), tendo em vista que a coloração da água pode variar em sua superfície. A cor pode variar de avermelhada como para tonalidades marrons.

Onde ocorre o fenômeno da maré vermelha?

O fenômeno da maré vermelha pode ocorrer tanto na água salgada como na água doce. No Brasil, este fenômeno acontece muito nos estados de Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso.

Maré vermelha
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Por que acontece este fenômeno?

Suas principais causas podem estar relacionadas às seguintes situações, sendo elas:

  • Alteração na salinidade da água;
  • Oscilação térmica da água;
  • Excesso de sais minerais decorrentes de escoamento de esgoto (alterando as condições bióticas da zona pelágica, que fica de zero a duzentos metros de profundidade);
  • Fartura de nutrientes;
  • Pouca profundidade (com o rápido processo de re-suspensão de sedimento pela ação dos ventos e a migração diurna do fundo para a superfície nesses ambientes, sob elevadas temperaturas, aumenta a ocorrência de células vegetativas no plâncton).

A aceleração da reprodução acoplada à aglomeração das algas, com proporcional incidente de morte faz com que ocorra um efeito em cadeia na fauna aquática de um determinado local, liberando substâncias tóxicas em alta concentração. Estas substâncias são capazes de envenenar a água e os organismos e animais que ali vivem.

Diminuição de oxigenação da água

Através do grande número de algas dinoflageladas, ocorre um bloqueio efetuado por elas impedindo a passagem de luminosidade dentro do mar, atenuando o processo fotossintético com a diminuição de oxigênio na água.

Consequências que podem causar ao ser humano

A maré vermelha pode trazer danos à saúde do ser humano, tais como:

  • Diarreia;
  • Problemas respiratórios;
  • Problemas de circulação;

Estes sintomas podem ser causados, caso o indivíduo tenha se alimentado de algum animal que tenha sido eventualmente intoxicado pela maré vermelha, como por exemplo, ostras, peixes e camarões.

Alimentos vendidos assim causam um grande prejuízo à produtividade pesqueira, financeiramente e economicamente. Prejuízos como tornar a água imprópria para o banho e lazer, limitando os turistas e banhistas da região.

Colonialismo português

O colonialismo português é definido por uma ocupação de uma terra estrangeira, à sua exploração agrícola e à instalação de colonos.

Durante os séculos XV e XVI ocorreu o período de auge do colonialismo. Os portugueses colonizaram o continente americano e, durante este processo, o objetivo principal dos colonizadores era a exploração de recursos naturais e minerais.

Neste artigo vamos conhecer e entender um pouco mais sobre o colonialismo português.

O que é colonialismo?

É um sistema onde temos a metrópole como colonizador e a colônia, como o colonizado. A título de exemplo, podemos citar Portugal como sendo a metrópole (o colonizador) e o Brasil como a colônia sendo (colonizado). A estrutura da colônia é totalmente organizada e estruturada pela metrópole, como por exemplo, funções estruturais políticas, sociais e ideológicas.

Colonialismo português
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Colonialismo de Portugal

Graças ao colonialismo realizado por Portugal, este país se desenvolveu se tornando um grande império, que permaneceu forte durante vários séculos, sendo desmantelado somente no século XX.

Foi pioneiro dentre os países europeus, unificado como Estado Nacional, isto é, um conjunto de instituições que controlam e administram uma nação, através de uma estrutura própria e politicamente organizada.

Este passo permitiu a Portugal avanços comerciais, e ainda impulsionando o interesse pela navegação em busca de acesso a novos mercados.

Portugal se torna um império colonial

No século XV, Portugal se tornou um império colonial, sendo o primeiro e o mais duradouro império colonial do mundo, dominando territórios em quatro continentes.

Obtendo sucesso em suas navegações Portugal escolheu três dinastias portuguesas para colherem os benefícios, sendo elas:

  • Os Alvis;
  • Os Habsburgo;
  • Os Bragança.

Estando também incluído Portugal.

Portugal é pautado pelo sentido militar e evangelizador

Inicialmente o expansionismo português ocorreu em função do sentido militar e evangelizador, posteriormente veio o interesse comercial. Portugal então decide investir em uma nova rota para chegar ao mercado das especiarias localizado no Oriente. Portugal realizou toda a sua rota pelo contorno do continente africano, durante este trajeto foi conquistando vários pontos no litoral africano, o qual ficou chamada de Périplo Africano. Os lucros do país passaram a provir destes pontos conquistados.

Portugueses chegam ao Brasil

Apenas no século XIX em meio a uma crise causada pelo império Napoleônico, toda a corte real portuguesa veio às pressas para o Brasil, com cerca de catorze navios com aproximadamente quinze mil pessoas.

Portugal passou a tirar muito proveito do sistema colonial, sendo a base da sustentação econômica, porém no final do mesmo século, o império de Portugal passou a se desmantelar. O Brasil passa a ser independente apenas no ano de 1822.