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Biografia do sultão Saladino

O árabe Salah al-Din Yusuf ibn Ayub, conhecido também como Saladino, foi um dos nomes mais importantes da história durante o período das Cruzadas, mais precisamente durante a Terceira Cruzada, que ocorreu entre os anos de 1189 à 1192.

Quem foi Saladino?

Saladino nasceu no ano de 1138, onde atualmente está localizado o Iraque, e morreu no ano de 1193 na cidade de Damasco, na Síria.

Se tornou conhecido por ser um grande defensor da fé islâmica, além de ser também um astuto comandante e administrador.

No Egito, na Síria e na Palestina se tornou sultão, e reconquistou diversos territórios muçulmanos perdidos durante as Cruzadas.

Biografia de Saladino

 A Terceira Cruzada

A Terceira Cruzada teve início pelo fato de Saladino ter tomado no ano de 1187 a cidade de Jerusalém, com isso o Papa Gregório VIII, expediu o mandato da Terceira Cruzada.

Saladino: um vilão na visão da Igreja Católica

Analisando Saladino pelo ponto de vista da Igreja Católica, o mesmo foi considerado um grande inimigo que ousou desafiar as ordens da Igreja Católica invadindo e dominando Jerusalém e a Terra Santa. Estes foram os principais motivos para ser intitulado como “vilão” aos olhos dos europeus.

Posteriormente os cruzados conseguiram reconquistar Jerusalém, no entanto Saladino se manteve lutando, confrontando por anos os Estados Cruzados, e por muitas vezes conseguiu ser vitorioso.

Fama de conquistador sanguinário

Enquanto isso, no Ocidente, na Europa a fama de Saladino como conquistador sanguinário e matador de cristãos crescia cada vez mais, sendo inclusive comparado ao diabo.

Saladino: um herói na visão muçulmana

Para os muçulmanos, Saladino era um forte representante de seu povo, que lutou pelos preceitos de sua cultura e religião.

Conquistou o Egito, e restaurou o Sunismo (doutrina islâmica), conquistou a Síria, a Palestina, a Mesopotâmia, e ficou conhecido por ser um bom conquistador de terras.

Empregou reformas e construções nos estados que conquistou, sendo marcado como salvador e libertador do povo muçulmano.

Lutou defendendo com afinco contra as investidas de atrocidades causadas pelos cruzados, os quais mataram muitos de seus semelhantes, como também destruíram, roubaram, estupraram, escravizaram e raptaram.

Fama por derrotar três poderosos reis

Se tornou famoso por derrotar durante a Terceira Cruzada os três mais importantes reis da Europa na época, eram eles:

  • Filipe Augusto – França;
  • Ricardo, Coração de Leão – Inglaterra;
  • Barbarossa – Sacro Império Romano Germânico. 

Fim da Terceira Cruzada

Com a morte de Barbarossa e o abandono de Filipe, o rei Ricardo após algumas derrotas, decide assinar um acordo com Saladino para por fim a cruzada.

Então no ano de 1191, chega ao fim a Terceira Cruzada, e no ano de 1193 Saladino vem a falecer. Após sua morte seus súditos decidiram abrir o tesouro real para a realização do enterro de Saladino, no entanto, não havia quase ouro, já que antes de morrer, Saladino havia doado a maior parte de suas riquezas para a caridade.

Era Mesozoica

Com o fim do período Permiano se iniciou a Era Mesozoica, que se divide em três períodos:

  • Triássico;
  • Jurássico;
  • Cretáceo.

A Era mesozoica durou aproximadamente 185 milhões de anos, sendo dominada especificadamente pelos dinossauros.

Nesse período os dinossauros tiveram a chance de se desenvolver, evoluindo ao longo do período triássico e, graças a influências climáticas (sobre as quais discorreremos no decorrer deste artigo), os dinossauros puderam crescer durante os períodos jurássico e cretáceo, o qual acompanharemos a seguir.

Era Mesozoica
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Período Triássico

Durante este período, todos os continentes se encontravam agrupados, formando o que chamamos de Pangeia, isto é, um único continente.

Principais eventos

  • Repteis diferenciados, Mais baixos e em sua maioria quadrúpedes;
  • Surgimento de répteis voadores, como os pterossáurios;
  • O Postosuchus foi o réptil dominante da época;
  • Surgimento do primeiro mamífero.

Os primeiros fósseis de animais mamíferos mais antigos datam dessa época, e nesse mesmo período se iniciou o surgimento de diversos tipos de répteis. A temperatura média do planeta era quase o dobro da atual, favorecendo o aparecimento de formações de arenito e evaporito.

Período Jurássico

Neste período ocorreu um aumento no nível da água dos oceanos, dando origem aos mares intracontinentais, principiando-se com isso a divisão da pangeia, isto é, a separação dos continentes.

Principais eventos

  • Surgimento da primeira ave, chamada de Archaeopterys Lithographica;
  • Crescimento abundante das Amonites (moluscos gigantes);
  • Surgimento dos dinossauros.

O período jurássico é marcado pela diversidade de fauna terrestre, aérea e marinha, além do surgimento de sedimentações que culminaram nas reservas petrolíferas contemporâneas.

Período Cretássio

A última separação de continentes ocorreu no período Cretássio, entre a África e a América do Sul.

Principais eventos

  • Surgimento do Tiranossauro Rex, que tinha mais de 15 metros de comprimento e cerca de 6 metros de altura, pesando cerca de 8 toneladas;
  • Primeiras plantas com flor, as chamadas angiospérmicas;
  • Final do período traz a extinção dos dinossauros e outros grupos de organismos.

É um período marcado pela extinção dos dinossauros, fato que marcou o fim da Era Mesozóica. Acredita-se que a extinção de todos os dinossauros foi causada por um impacto de um grande meteoro no planeta Terra e pela modificação climática.

Era Mesozóica – Aspectos gerais

É conhecida como a era dos répteis. O nome Mesozóico é de origem grega, fazendo referência ao meio animal, sendo interpretado como “a idade medieval da vida”. O clima no início do Mesozoico era predominantemente quente e seco, tornando-se mais úmido a partir do período jurássico.

Darwinismo

Darwinismo é o nome dado aos estudos e teorias do naturalista britânico Charles Darwin, que viveu entre os anos de 1809 a 1882. Darwin é considerado o pai da Teoria da Evolução. O termo darwinismo é também conhecido como evolucionismo. Seus estudos surgiram em oposição à ideia do criacionismo, que prega que todos os seres vivos presentes no planeta Terra surgiram da criação de “Deus”, um ser superior.

Seleção natural darwinista

Dentro dos estudos da doutrina darwinista, acredita-se que os ambientes (natureza) selecionam os organismos que sobreviverão, isto é, os mais adequados para habitar determinado ambiente. Darwin deu a isso o nome de “seleção natural”.

As espécies que se mostrarem com mais facilidade para sobreviver em determinado ambiente, serão as que irão se multiplicar e evoluir, sendo os seus descendentes os dominadores daquela região. Já os organismos que não forem capazes de se adaptar em dado ambiente serão, consequentemente, extintos.

Capacidade de reprodução segundo Darwin

Segundo as observações de Darwin, a capacidade de reprodução dos organismos é maior do que a capacidade do meio-ambiente de proporcionar condições para o seu sustento; é o caso de alimentos e um local para se esconder de predadores.

Com base em suas experiências científicas, Darwin percebeu que sempre existirá uma “luta pela sobrevivência”, desta forma sempre encontraremos variações entre as espécies, sendo que uma terá mais facilidade de sobreviver do que outra. Desta forma ocorrerá sempre a propagação de organismos mais adaptados, ao passo que os mais fracos serão naturalmente eliminados.

Darwinismo
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Darwinismo e o mutualismo

Atualmente escutamos muitos naturalistas falando em mutualismo, teoria sintética ou neodarwinismo, que significa dizer que após o descobrimento do DNA humano, percebemos que as mutações genéticas e a seleção natural ocorrem apenas com a finalidade de que novas espécies de seres vivos possam vir a surgir na Terra.

Darwinismo e os animais criados em cativeiro

Aqui Darwin pode perceber que quando os animais são criados em cativeiro, com todos possuindo as mesmas condições ideais para a sua sobrevivência, os animais em tal situação possuem as mesmas chances de sobreviver. Com isso, todos se reproduzem rapidamente, não ocorrendo o que chamamos de seleção natural, tendo em vista a neutralização da ação.

Seleção artificial

Em sua teoria Darwin também observou que a influência do homem durante o processo de criação de animais ocorre conforme suas necessidades, isto é, realizando um tipo de seleção, chamada de seleção artificial. Como exemplo, podemos citar a diferença entre um porco selvagem e um doméstico.

Czarismo

Czarismo foi um sistema político que ocorreu na Rússia no final do século 18. Até a revolução de 1917, o país foi governado de forma absoluta pelo imperador russo, Czar Nicolau II. Czar era o título que se dava ao imperador russo.

O regime de czarismo é muito parecido com o absolutismo, onde o imperador russo agia em função da grandeza imperial e da ampliação de seu poder, isto é, governando com poder absoluto.

Czarismo e as classes dominantes

As classes dominantes viveram durante esse período, cercadas de luxo e recheadas de privilégios, como por exemplo, viviam em enormes residências que possuíam arquitetura neoclássica, andavam em carruagens pomposas, belos vestidos e trajes. Além disso, organizavam grandes bailes e ocupavam o topo da pirâmide social.

Mais de 70% dos cargos públicos eram ocupados pelo império, os ricos e poderosos, garantindo a eles uma série de benefícios, como por exemplo, bons salários, impostos menores e até mesmo encaminhar seus filhos com mais facilidades a universidades ou exército.

Czarismo
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Czarismo e a população

Nesse período, a Rússia era gigante em termos territoriais e populacionais, o equivalente a quase quatro vezes o tamanho do Brasil, com uma população de aproximadamente 140 milhões de habitantes. Um país atrasado, onde mais de 80% de seus súditos trabalhavam no campo, no auge da Revolução Industrial.

Com rendas familiares baixas, a pobreza assombrava boa parte da população. Epidemias de cólera exterminavam parcelas significativas da população, onde em sua grande maioria eram analfabetos. Com uma diferença exorbitante entre o “mundo” dos pobres e o “mundo” dos ricos não iria demorar muito até que uma rebelião organizada entre a população miserável estourasse.

Início do capitalismo selvagem

Nicolau II decide modernizar a economia do país, incentivando a industrialização e a construção de um grande sistema de ferrovias. A principal delas, a Transiberiana, ligava a Rússia europeia aos territórios mais distantes da Ásia, sendo quase concluída em 1890.

Para dar conta dos gastos, o regime czarista aumentou ainda mais os impostos da população miserável e buscou altos empréstimos em bancos estrangeiros. Como resultado obteve uma dívida externa exorbitante, e então em questão de pouco tempo a Rússia estaria na mãos de banqueiros ingleses, americanos e franceses.

Entre 1890 a 1900 a população urbana dobrou de tamanho, ocorre o surgimento do proletariado russo e muitos abandonam o campo em busca de qualidade de vida. As atuais jornadas de trabalho chegavam a 15 horas por dia, com baixos salários, sem qualquer tipo de assistência social.

Mudanças no czarismo

Surgem os primeiros partidos de esquerda, e outros grupos passam a se organizar clandestinamente em 1890, reivindicando melhores condições de trabalho. No ano de 1886 ocorre uma greve que contou com mais de 40 mil operários, trazendo como resultados:

  • Reajuste salarial;
  • Redução da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Czar Nicolau II tenta impedir o surgimento de novas organizações operárias, porém sua opressão não mostra qualquer resultado. Entre os grandes líderes de esquerda se destacam dois que entraram posteriormente para a história da Revolução Russa de 1917, o ditador Josef Stálin e Vladimir IIitch Ulianov.

Guerra, pobreza e muita fome

Não bastando todos os problemas que o país russo enfrentava naquele período, em 1904, o país decide entrar em guerra contra o Japão, em busca de controle de territórios localizados no nordeste da China. Nicolau II teve como resultado uma derrota humilhante, onde aproximadamente 4,3 marinheiros perderam suas vidas.

Com o alto custo da guerra, os preços dos alimentos no país alcançou altos índices, e o povo que já estava descontente com o regime czarista, revolta-se ainda mais com Czar.

Em 1905 o ano foi marcado por várias revoltas populares que foram reprimidas por czar com extrema violência.

O fim do czarismo

Em janeiro de 1917 mais de 676.000 mil trabalhadores foram às ruas em greve, e até mesmo as tropas que haviam sido enviadas para acabar com a manifestação acabaram se juntando a eles, marcando o fim do czarismo e o início da União Soviética.

Funções químicas

Funções químicas é o nome dado aos grupos de substâncias compostas que apresentam propriedades químicas e comportamentos parecidos.

Dentro deste estudo encontramos as quatro principais funções: ácidos, bases, sais e óxidos. Para entendermos melhor o comportamento de cada substância e como se transformam em outras substâncias, vamos nos aprofundar um pouco mais para conhecer as funções químicas.

Ácidos

São compostos covalentes, que reagem com água, sofrendo ionização, formando soluções que apresentam como único cátion o hidrônio H3O1+, conhecido também como o cátion H1+.

São capazes de conduzir corrente elétrica, como é o caso do Ácido Clorídrico, Acido Fórmico, Ácido Bórico, entre outros.

  • Características dos ácidos: sabor azedo, a exemplo do limão. Possuem boa condução da eletricidade e conseguem alterar a cor dos indicadores, substâncias que servem para identificar se a substância possui caráter ácido ou básico.
  • Onde podem ser encontrados: podem ser utilizados como corrosivos, como na limpeza de baterias de automóveis, na produção de fertilizantes, em compostos orgânicos e até mesmo na limpeza de metais e ligas de aço.
  • Exemplo: H2SO4  → H3O1+ + HSO4
Funções químicas
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Bases

Bases são substâncias que em contato com a água produzem o ânion OH-, conhecido também como hidroxila. Reconhecemos uma base através da presença do OH-, presente sempre ao lado direito da fórmula.

  • Características das bases: sabor adstringente, a exemplo da maça. Conduz eletricidade em água. Conseguem alterar a cor dos indicadores e reagem com ácidos formando sal e água.
  • Onde podem ser encontradas: em soda cáustica para desentupir pias, antiácido estomacal, no preparo e argamassa para a construção civil, na criação de tintas e até mesmo na limpeza doméstica.
  • Exemplo: NaOH(s)  → Na1++  OH1-

Sais

São compostos capazes de se dissociar na água, liberando íons, mesmo em pequena porcentagem, sendo que pelo menos um cátion é diferente de H3O1+ e pelo menos um ânion é diferente de OH1-.

São formados a partir da reação de um ácido com uma base, tornando-se a reação de neutralização, formando também água.

  • Características dos sais: conduzem eletricidade quando estão na fase líquida (por conter elétrons livres) e, de um modo geral, são sólidos quando em temperatura e pressão ambiente.
  • Onde podem ser encontradas: água do mar, sal de cozinha, conservação de carnes, soda cáustica e até mesmo no gás cloro.
  • Exemplo: NaCl → Na1+ +  Cl1-

Óxidos

São compostos formados apenas por dois elementos químicos, dos quais o oxigênio é o elemento mais eletronegativo. É conhecido também por compostos binários.

  • Características dos óxidos: os óxidos se formam através da combinação do oxigênio com quase todos os elementos da tabela periódica.
  • Onde podem ser encontrados: para a fabricação de cimento, tijolo e cerâmica. Podem agir como bactericidas e fungicidas, já na agricultura servem para corrigir a acidez do solo.
  • Exemplos: CO2, SO2, SO3, P2O5

Modos de produção

Ao longo da história encontramos vários modos de produção, isto porque dentro das transformações em sociedade encontramos estes sempre estarão presentes. Atualmente enxergamos o capitalismo como o maior e mais bem consolidado sistema produtivo, porém encontramos outros modos de produção pré-capitalistas.

O que é modo de produção?

Modo de produção é o mesmo que forças produtivas, somadas às relações de consumo, por exemplo: quando vamos a uma loja de roupas, compramos blusas, calças, meias, etc. Nesta situação estamos adquirindo bens. Quando pagamos por uma passagem de avião ou uma consulta ao dentista, estamos pagando por serviços.

Por vivemos em uma sociedade estamos constantemente participando da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, isto é, estamos a todo o momento participando da vida econômica em sociedade. Sendo assim, entendemos como modo de produção, a forma como a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui.

Modos de produção
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Tipos de modo de produção

Modo de produção primitivo

Ocorreu quando os homens não produziam seu próprio alimento. Eram chamados de nômades, o trabalho era realizado de forma coletiva, como por exemplo, caçando, pescando e coletando plantas. Neste modelo de produção não havia desigualdade social.

Modelo de produção escravista

Neste modelo a terra, os instrumentos de produção e os escravos eram de propriedade do senhor. O escravo era tido como um objeto, da mesma forma que, por exemplo, uma ferramenta. Aqui a relação era de domínio e de sujeição, onde uma minoria sendo comandada pelos senhores, se encarregava de explorar a maioria, dominada pelos escravos.  Nesse modelo os meios de produção eram a terra, o gado, as minas e os instrumentos de produção. A maioria dos escravos trabalhava na agricultura, mineração e serviço doméstico. Outros escravos eram gladiadores, onde faziam parte da política de pão e circo.

Modo de produção feudal

Formado por senhores e servos. Aqui os servos não eram escravos, não sendo considerados propriedade dos senhores. Trabalhavam em troca de casa e comida, revezando entre trabalhar com o senhor e um pouco para eles mesmos. O servo tinha o direito de cultivar um pedaço de terra, que era cedido pelo senhor, onde poderia viver com sua família. As relações feudais entraram em crise tendo em vista a dificuldade no desenvolvimento das forças produtivas, onde deram espaço e início as relações capitalistas de produção.

Modo de produção capitalista

O que caracteriza o modo de produção capitalista é a relação assalariada de produção, isto é, o trabalho assalariado. O modo que substituiu o feudal, o capitalismo é movido a dinheiro e lucro. Aqui se originam duas classes sociais, a burguesia e os trabalhadores assalariados.

O capitalismo possui quatro etapas:

  • Pré-capitalismo: ocorreu durante a transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista (final do feudal, onde ocorreu ambos os modos de produção);
  • Capitalismo comercial: conhecido também como a hegemônica da sociedade, o lucro é concentrado na mão dos comerciantes;
  • Capitalismo Industrial: capital é investido nas indústrias, se tornando a atividade econômica mais importante, fixando o trabalho assalariado;
  • Capitalismo financeiro: instituições financeiras (bancos), passam a controlar as atividades econômicas, financiando áreas como a agricultura, à pecuária, a indústria e o comercio.

Biografia de Auguste Comte

Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, mais conhecido como Auguste Comte, foi um importante filósofo e sociólogo francês do século XIX. É considerado o pai do Positivismo e da disciplina Sociologia. Auguste Comte nasceu na cidade de Montpellier, na França em 19 de janeiro de 1798, e veio a falecer na cidade de Paris, na França em 5 de setembro de 1857.

Inteligência reconhecida desde jovem

Aos 16 anos de idade, em 1814, Comte entra para a Escola Politécnica. Influenciado por personalidades como Aristóteles, Bacon, Descartes, Hume, Condorcet e Diderot, todos ligados ao Positivismo e considerados percursores ao tema. Desde adolescente, Comte sacrificava sua alimentação para comprar livros, posteriormente passa a se dedicar a meditação.

Pai da Sociologia

No ano de 1817, aos 19 anos de idade, descobre o princípio da relatividade. Com apenas 24 anos, no ano de 1822, após 60 horas de meditação, descobre a Lei dos Três Estados, conhecida também como Lei da Inteligência, Comte cria então a Sociologia. A partir de então Comte ganha a fama de pai da Sociologia Positiva.

Casamento e crise

Aos 27 anos Comte decide se casar com Carolina Massin, e devido a situações de conflito entre o casal, Comte acaba tendo uma crise nervosa no ano de 1828, aos 30 anos de idade. Neste período Comte se afastou das aulas que ministrava a celebridades da época, e sua mãe veio de Paris para ajudar em seu restabelecimento.

Durante a recuperação de sua crise Comte escreveu seu curso de Filosofia Positiva, em seis volumes, que posteriormente foram editados nos anos de 1830 e 1842. Carolina abandona o marido e assim, passou a receber uma pensão, proporcional aos lucros de Comte como professor.

Biografia de Auguste Comte
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O amor por Clotilde leva a criatividade

No final do ano em 1844, Comte conhece Clotilde De Vaux e desenvolve um amor platônico por ela, este sentimento leva Comte à criatividade, então Comte cria a Moral Teórica e a Moral Prática. Clotilde vem a falecer no início do ano de 1846, então Comte se aproxima do Catolicismo, influenciado por Clotilde.

Igreja independente do Estado

Comte escreve o Sistema de Política Positiva em 4 volumes, no ano de 1851 a 1854, sendo o primeiro tratado de sociologia, mostrando a separação espiritual e a temporal, isto é, igreja independente do Estado.

Fim de Auguste Comte

Aos 59 anos de idade Comte vem a falecer, deixando de herança criações como a Sociologia Positiva e a Moral Positiva, além de ter conseguido definir e classificar as ciências. Suas ideias impressionam até hoje todos os intelectuais de todos os países do mundo.

Obras

  • Sistema de Filosofia Positiva – 1830-1842;
  • Sistema de Política Positiva ou Tratado de Sociologia instituído a Religião da Humanidade – 1851-1854;
  • Catecismo Positivista ou Sumária Exposição da Religião Universal – 1852;
  • Apelo aos Conservadores – 1855;
  • Síntese Subjetiva ou Sistema Universal das Concepções próprias do Estado Normal da Humanidade – 1856;
  • Testamento, Orações Quotidianas, Confissões anuaus e Correspondências com Madame Clotilde de Vaux – 1884;
  • Circulares Anuais – 1850-1857;
  • Tratado Filosófico D’Astronomia Popular – 1845;
  • Tratado elementar de Geometria Analítica – 1841;
  • Cartas a M. Vallat – 1815-1844;
  • Cartas a John Stuart Mill – 1841-1844;
  • Correspondências Inéditas de Auguste Comte (Elaborado pela Sociedade Positivista) – 1903.

Máxima de Auguste Comte

 “Ordem e progresso.” Lema este inspirado na doutrina desse filósofo francês, teve grande influência na formação da república no Brasil.

Biografia de Van Gogh

Vincent Van Gogh é considerado um dos pintores mais importantes da história. Nasceu na Holanda, no ano de 1853 e faleceu no ano de 1890. Foi o precursor da pintura de vanguarda, e através das cartas que enviava ao seu irmão chamado Theo, pesquisadores puderam resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho deste excelente e único pintor.

Início da vida de Van Gogh

Aos 15 anos, Van Gogh foi trabalhar para um comerciante de arte, localizado na cidade de Haia, alguns anos depois, foi morar em Londres e posteriormente em Paris.

Van Gogh possuía grande interesse por religião, então decidiu estudar Teologia, em Amsterdã, e logo após a conclusão do curso se tornou pastor na Bélgica, por cerca de seis anos. Por conta desta forte influência religiosa Van Gogh passou a realizar vários desenhos a lápis sempre com o foco nas histórias religiosas.

Com o voto de pobreza declarado, Van Gogh se desfez de todos os seus bens entre os pobres e passou a morar com o irmão Theo, em Haia, no ano de 1880, passando a se dedicar a pintura.

Biografia de Van Gogh
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Van Gogh e Gauguin

No ano de 1886, Van Gogh decide ir para Paris e após dois anos na cidade, resolve mudar-se para Arles, cidade localizada ao sul da França. O pintor decide alugar uma casa e passa a intensificar sua produção, junto ao pintor Gauguin.

O foco era montar junto à Gauguin um centro artístico de pintura naquela região.

Discussões e a perda do lóbulo da orelha

Após um período de boa convivência entre ambos, inicia-se uma fase de brigas e discussões, até que em 1888, Van Gogh em um ato de impulsividade ataca Gauguin com uma faca.

Frustrado e atormentado por se sentir um fracassado e não ser reconhecido como desejava, Van Gogh decide em um ato de loucura cortar o próprio lóbulo da orelha esquerda. Van Gogh embrulhou a orelha em um pedaço de papel e entregou a uma prostituta.

Internação de Van Gogh e o início de seu reconhecimento

Em 1889 o pintor passou a apresentar sinais de disfunção mental, estando tranquilo em um momento e transtornado em outro, com alucinações e delírios.

Foi internado em um asilo por seu irmão Theo, porém não deixou de fazer o que mais amava em sua vida, continuou pintando dentro do asilo, criando obras que cada vez mais se destacavam pela classe artística.

A chegada de seu suicídio

No ano de 1890 Van Gogh parecia estar recuperado, foi morar em Auvers-sur-Oise e voltou a se dedicar freneticamente a pintura, porém em julho do mesmo ano voltou a estar depressivo com a situação financeira que ele e seu irmão enfrentavam.

Atordoado com toda situação Van Gogh decide atirar contra si mesmo, no tórax. Levado ao hospital por amigos que o encontraram, Van Gogh não resistiu e após três dias de internação veio a falecer.

Arte reconhecida

Durante toda sua vida, Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras, sendo reconhecido posteriormente após sua morte.

Curiosidade: Alguns biógrafos dizem que Van Gogh arrancou o seu lóbulo da orelha como espécie de vingança contra sua amante Virginie, após descobrir que ela estava apaixonada por seu amigo Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado seu lóbulo da orelha para Virginie.

Principais obras de Van Gogh

  • Os comedores de batatas;
  • Caveira com cigarro acesso;
  • A ponte Debaixo de Chuva;
  • Natureza morta com absinto;
  • A italiana;
  • A vinha encantada;
  • A casa amarela;
  • Auto-retratos;
  • Retrato do Dr. Gachet;
  • Girassóis;
  • Oliveiras;
  • Vista de Arles, Pomar em flor;
  • A Igreja de Auvers.

Poluentes radioativos

Há muitos anos começaram as experiências com material nuclear, e isso tem feito com que muitos resíduos fiquem na atmosfera. No entanto, esse material acaba se espalhando pela Terra devido às forças das correntes de ar e, posteriormente, como consequência, isso acaba chegando ao solo e aos oceanos, sendo incorporada e absorvida inclusive pelos seres vivos que aqui habitam. Mas essa não é a única forma de liberação desse material no meio ambiente: existem ainda as usinas nucleares que produz lixo atômico e não tem onde descarta-lo. Esse problema atual tem trazido muitas consequências para o meio ambiente.

Outras formas de emissão

Além das formas citadas acima, há ainda outros meios de emissão. Existem agentes bacteriológicos que atuam na produção desse material quando os adubos são mal acondicionados, ou ainda quando suas embalagens não são tratadas da forma correta. Além disso, os esgotos, quando não tratados, causam bactérias e vírus. Existe ainda a liberação de agentes químicos como os detergentes não biodegradáveis, por exemplo, que contaminam o solo, assim como inseticidas caseiros e muitos outros produtos.

Emissão natural

A emissão natural pode acontecer por meio de agentes físicos, no caso de erosão do solo e perturbações do meio ambiente.  Estas podem passar a liberar gases e produtos químicos com um nível elevado de radiação.

Consequências

Essa poluição é a mais perigosa de todas, pois produz uma contaminação radioativa, ou seja, um efeito químico proveniente de ondas de energia. Essa já está presente no ambiente de formas naturais, em níveis aceitáveis e, passado este nível, sua presença pode ocasionar em muitas doenças à quaisquer organismos vivos com os quais entre em contato.

Entre as doenças, podemos citar leucemia, câncer, perda de cabelo e muitas outras. Além disso, vem o agravante: até então, não existe nenhuma forma de livrar-se dessa contaminação radioativa.

Poluentes radioativos

Poluentes radioativos

Existem no mundo muitos poluentes radioativos, mas entre os mais perigosos, encontramos o estrôncio 90. Este possui uma meia vida relativamente alta, ou seja, o intervalo de tempo em que perde a capacidade de emitir radioatividade é relativamente grande, e, além disso, é metabolizado pelo organismo animal de forma muito semelhante ao cálcio.

A ingestão de leite e ovos contaminados faz com que o estrôncio 90 chegue ao corpo, alojando-se nos ossos. Isso fará com que a atividade da medula óssea seja alterada quanto à produção das células sanguíneas, trazendo sérios riscos de o indivíduo passar por uma anemia muito forte, ou até mesmo de adquirir leucemia.

Teoria de Lamarck

Jean Baptiste Lamarck, foi um importante biólogo, que contribuiu para estudos dentro da sistematização dos conhecimentos de História Natural. Nasceu no dia 1 de agosto de 1744, na cidade de Bazentin (França) e faleceu no ano de 1829, em Paris.

É considerado o primeiro cientista a desenvolver uma teoria da evolução, muito antes de Charles Darwin. Lamarck foi o primeiro a usar o termo “biologia” para direcionar a ciência que estuda os seres vivos, além disso, foi o primeiro cientista que fundou estudos de paleontologia dos invertebrados.

Teoria de Lamarck

Teoria da evolução e transformação

Suas teorias eram transformistas, isto é, direcionando ao princípio de que os seres vivos evoluem e se transformam, como é o caso de por exemplo, organismos mais simples, onde com o passar do tempo, iriam se transformando em seres mais complexos, atingindo em um determinado momento uma condição de vida ideal.

Teoria do uso e desuso

Mostra que os órgãos possuem evoluções distintas conforme o seu uso, isto é, com o passar do tempo, aquele órgão menos utilizado tende a ser atrofiado, até desaparecer, como exemplo, podemos citar o apêndice humano, que ao longo da evolução, perdeu sua função original.

Em contra partida, os órgãos mais utilizados possuem funções essenciais e importantes para a sobrevivência, estes órgãos tendem a ganhar força e se desenvolverem de forma proporcional ao tempo utilizado.

 O exemplo mais utilizado por Lamarck é o crescimento do pescoço da girafa, onde segundo Lamarck, devido ao esforço da girafa para alcançar alimentos no alto das árvores, desenvolveu um pescoço cada vez maior, como forma de evolução para sua sobrevivência.

Neste caso a lei do uso e desuso é afirmada por Lamarck, como sendo transmitida aos seus descendentes.

Influência

Na terceira edição do livro de Charles Darwin, Origem das Espécies, Darwin chegou a elogiar as pesquisas de Lamarck, no entanto mesmo estando enganado quanto as suas interpretações, Lamarck é muito respeitado no meio científico, por ter questionado o fixismo e ter defendido ideias sobre a evolução.

Principais diferenças entre a teoria de Lamarck e Darwin

O meio

  • Para Lamarck o meio cria necessidades que induzem mudanças nos hábitos e nas formas dos seres vivos;
  • Para Darwin o meio exerce uma seleção natural, favorecendo os seres vivos que possuam características mais apropriadas para determinado ambiente e num determinado tempo.

Características

  • Para Lamarck as novas características surgem pelo uso ou desuso repetido de um órgão ou parte do corpo;
  • Para Darwin certos indivíduos apresentam características que lhes conferem melhor adaptação em comparação aos demais.

Descendentes

  • Lamarck diz que as características adquiridas são passadas aos seus descendentes;
  • Darwin diz que os seres mais aptos vivem mais tempo, reproduzem-se em maior quantidade e assim transmitem as suas características aos seus descendentes.