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Meiose

O processo de divisão celular em que uma célula diploide (2n) que forma quatro células haploides (n) é denominado meiose. Ela consiste em dois processos de divisões celulares que são acompanhadas por uma duplicação cromossômica.

Trata-se de uma reprodução assexuada simples e direta que produz organismos geneticamente iguais. É caracterizada por uma redução do número de cromossomos à metade nas quatro células filhas resultantes.

Fases da meiose

A redução dos cromossomos é resultado de uma única duplicação e duas divisões sucessivas denominadas meiose I e meiose II. Na primeira, reducional, há a redução pela metade do número de cromossomos. Esta é dividida em quatro fases denominadas prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. A meiose II, por sua vez, é equacional, pois o número de cromossomos das células que sofrem a divisão igual nas células originárias. Nessa etapa, as fases também são quatro denominadas prófase II, anáfase II, metáfase II e telófase II.

Meiose I

Prófase I

Essa fase é longa e complexa, e por isso é subdividida em outras 5. A primeira é o leptóteno, quando acontece a condensação dos cromossomos duplicados na interfase. A segunda, é o zigóteno, quando os cromossomos homólogos que foram duplicados e condensados se emparelham ao longo do comprimento. Em seguida, tem a terceira fase, que é o paquíteno, quando os pares pareados se completam e encontram-se espessos, uma vez que os filamentos estão muito condensados.

A quarta fase é conhecida como permutação ou crossing-over, onde acontece a quebra de cromátides homólogas e começa a troca dos pedaços e a ressoldagem da parte trocada. É essa fase que permite a variabilidade genética. Por fim, a quinta fase, conhecida como diplóteno, que é quando os cromossomos homólogos começam a separar-se, mas ainda permanecem unidos nos pontos das cromátides de permutação.

A prófase I chega ao fim com a condensação máxima dos cromossomos e o seu deslocamento em direção aos extremos do citoplasma.

Metáfase I

Na metáfase I, acontece uma desintegração da membrana nuclear, e acontece a disposição dos pares de cromossomos homólogos mantidos pelos quiasmas na região equatorial da célula. Isso faz com que os homólogos de cada um dos pares fique voltado para polos opostos na célula.

Anáfase I

Nesta etapa acontece o deslocamento dos cromossomos homólogos para os polos opostos das células. As cromátides irmãs, neste caso, ao contrário da mitose, não se separam, mas sim os cromossomos homólogos.

Telófase I

Os cromossomos duplicados começam a chegar ao polo, e com isso tem início essa etapa. Eles começam a descondensar e os nucléolos e a carioteca reaparecem. Tem início então a divisão do citoplasma que origina duas células filhas – haploides -, chamada de citocinese.

Intercinese

A intercinese é o intervalo que existe entre as duas divisões da meiose e é curto.

Meiose
Foto: Reprodução

Meiose II

Prófase II

A prófase II tem início na condensação dos cromossomos, além de haver ainda o desaparecimento dos nucléolos e migração dos centros celulares para os polos opostos da célula. Essa etapa é marcada pela desintegração da carioteca e, além disso, os cromossomos encontram-se espalhados no citoplasma.

Metáfase II

Nesta etapa acontece a organização dos cromossomos unidos pelo centrômero no polo equatorial da célula. As cromátides voltam para os polos opostos da célula e acontece ainda a divisão do centrômero e separação das cromátides irmãs.

Anáfase II

As cromátides irmãs são puxadas para os polos opostos da célula.

Telófase II

É a fase de conclusão da segunda divisão. Nesta, os cromossomos se descondensam e acontece o reaparecimento dos nucléolos e a reintegração da carioteca. O citoplasma, enfim, se divide, resultando finalmente nas quatro células-filhas.

Ondas gravitacionais

Quem é que nunca ouviu a famosa história da maçã que cai diante de Isaac Newton quando ele tem o estalo sobre a gravidade? Apesar de não termos como saber se essa cena específica aconteceu realmente, existem aqueles que acreditam que ele observou a queda de uma maçã e a Lua, dessa forma intuindo que o movimento da fruta e do satélite natural estariam sob a ação da mesma força.

Gravidade

O cientista chegou a uma conclusão correta, pois a gravidade não é responsável apenas por atrair os corpos na superfície da Terra, mas também é a maior influência para que os astros do Universo se movimentem.

Isaac Newton, no entanto, ao fazer essa descoberta, ignorou alguns fatores determinantes com relação à gravidade. Segundo ele, a força da gravidade atua instantaneamente à distância, sem ter qualquer motivo conhecido para ser transmitida de um corpo para o outro. Como exemplo, podemos citar um caso em que a lua tivesse desaparecido. Neste, as marés imediatamente baixariam onde estavam altas anteriormente.

Ondas gravitacionais
Foto: Reprodução

Albert Einstein

Quem deu atenção a essas questões ignoradas por ele foi Einstein, que, em sua Teoria da Relatividade Geral, descreveu uma hipótese a partir da qual deduziu que o tempo e o espaço estariam diretamente relacionados.

Para ele, a força gravitacional deve ser pensada sempre em quatro dimensões, sendo que três delas são as dimensões do espaço – profundidade, altura e largura – e o tempo.

Para quem não consegue imaginar essas dimensões juntas, é possível fazer uma analogia para explicar melhor. Quando você coloca uma bola de boliche e uma bola de gude em uma cama elástica, a menor seria acelerada somente até chocar-se contra a bola maior. Este é o mesmo caso de um meteoro que estivesse próximo a um planeta.

Ondas gravitacionais

No ano de 1974 descobriu-se a existência de um pulsar binário que tinha uma perda de energia mais rápida do que o previsto. Acredita-se, de acordo com estudos de cientistas, que a causa da perda seja causada pelas ondas gravitacionais geradas pelo sistema.

As ondas gravitacionais nada mais são do que ondas que transmitem energia por meio de deformações presentes no espaço-tempo.

Alguns pesquisadores conseguiram encontrar finalmente algumas evidências das ondas gravitacionais que foram causadas pelo Big Bang. Os resultados podem ser comprovados e, se o forem, poderão mudar tudo que já foi conhecido neste campo no mundo da física.

Essas ondulações cósmicas são essenciais para a evolução do Universo, e nada mais são do que perturbações na estrutura do espaço-tempo – na geometria do Universo. Acredita-se piamente que são resultantes do Big Bang, mas, para ser confirmado realmente, é preciso observar a radiação cósmica de fundo efetuada com um satélite que foi lançado em 2009 e chamado de Planck.

Essas ondas, quando comprovadas, serão a prova de que o Big Bang realmente aconteceu. Além dessa, existem muitas provas de que ele aconteceu, mas isso aumentará a confiança teórica e observacional da comunidade de cientistas.

Qual a diferença entre paradoxo e antítese?

Antes de adentrarmos na explicação sobre paradoxo e antítese, é importante saber de um conceito: as figuras de pensamento. Estas fazem parte das figuras de linguagem, que são o resultado de um desacordo entre o que se deseja falar realmente e o que foi dito. É composta, na verdade de desvios que ocultam um estado de consciência. Entre as linguagens de pensamento, estão o eufemismo, a ironia, a litote, a prosopopeia, a antítese e o paradoxo.

Antítese

Quando falamos em antítese estamos nos referindo à exposição de significados ou ideias contrárias, sendo por meio de palavras, frases ou orações. Por exemplo “Ela não chora, ri”, onde há uma oposição entre rir e chorar.

Esse recurso foi muito presente como característica da literatura barroca, como no trecho de Sermão da Sexagésima “… mas esse espírito tinha impulsos para os levar, não tinha regresso para os trazer; porque sair para tornar melhor é não sair”.

Qual a diferença entre paradoxo e antítese?
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Paradoxo

Já quando nos referimos ao paradoxo presente em um texto, o contraste está na ideia em contradição, como no soneto de Camões abaixo.

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer,
É um querer mais que bem-querer,
É um solitário andar por entre a gente,
É um não contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em perder,
É um estar-se preso por vontade,
É servir quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade,
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade
Sendo a si tão contrário o mesmo amor?

Como podemos ver, o texto é cheio de paradoxos, ou seja, cheio de ideias que aparentam ser contraditórias, mas tem explicação que transcende os limites da expressão verbal.

Para melhor entendimento, podemos citar um paradoxo que não envolve as palavras: a amizade entre um cão e um gato. Estes, conceitualmente, não se dão bem, mas vivem bem com a sua antítese – oposição de ideias – de amor e ódio.

Objetivos

Ambas as figuras de linguagem – e de pensamento – descritas neste artigo podem ser usadas para conferir ao texto maior expressividade, demonstrando mais sentimento fugindo da expressão verbal tradicional. Além disso, os textos em que há uma dessas figuras, ou ainda outras, ficam mais interessantes, divertidas e expressivas.

Romantismo

O período cultural que ficou conhecido como romantismo teve início no final do século XVIII na Europa, mas que espalhou-se pelo restante do mundo até o final do século XIX. O romantismo despontou principalmente em três países no início: a Inglaterra, Alemanha e Itália. Na França, no entanto, foi o país em que o romantismo ganhou mais forças, e foi por meio deste que o estilo se espalhou.

Características

As principais características do movimento envolvem a valorização da emoção, amor platônico, temas religiosos, história, nacionalismo, liberdade de criação e individualismo, recebendo fortes influências dos ideais iluministas e da liberdade que foi conquistada durante a Revolução Francesa.

O romantismo nas artes

O romantismo e suas características tiveram algumas influências em diferentes formas de expressão de arte. Na literatura, por exemplo, a poesia lírica foi o formato do romantismo nos séculos XVIII e XIX. Nesta época, os poetas faziam muito uso de metáforas, comparações, frases diretas e palavras estrangeiras, abordando temas como a morte e os mistérios que a envolvem, os amores platônicos e os acontecimentos históricos nacionais.

Entre os principais escritores e obras, podemos citar William Blake, com a obra Cantos e Inocência; Goethe, com Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto; William Wordsworth com Baladas Líricas, Victor Hugo com Os Miseráveis e Alexandre Dumas com Os Três Mosqueteiros, entre muitos outros.

Romantismo
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Artes plásticas

As marcas deixadas nas artes plásticas pelo romantismo foram fortes, representando a natureza, os problemas sociais e urbanos, além da valorização das emoções e dos sentimentos. Como artistas importantes da época, podemos citar Eugène Delacroix e Francisco Goya.

Música

A valorização da liberdade de expressão e das emoções, assim como a utilização de todos os recursos da orquestra, marcaram a música do período do romantismo. Eram usados assuntos nacionalistas, folclóricos e populares, onde se destacaram músicos como Ludwig van Beethoven – cujas ultimas obras são consideradas românticas –, além de Fréderic Chopin, Franz Liszt, Franz Schubert, Feliz Mendelssohn, Hector Berlioz, entre outros.

Teatro

A religiosidade, o cotidiano, o individualismo e a subjetividade de Willian Shakespeare foram a forma da manifestação do romantismo na dramaturgia. Neste segmento artístico, Victor Hugo também obteve destaque por levar muitas inovações ao teatro. Além disso, os mais conhecidos dramaturgos do período foram Friedrich von Schiller e Goethe.

O romantismo brasileiro

No Brasil, o romantismo teve início no ano de 1863, quando ainda estava presente a euforia proveniente da Independência do país. Os artistas românticos brasileiros optaram por demonstrar em suas obras as fortes inspirações na natureza, além das questões políticas e sociais do país. Eram valorizados o amor sofrido, a importância da natureza, o cotidiano popular e a religiosidade cristã. A literatura, meio artístico em que o estilo se manifestou mais fortemente, teve três gerações.

A primeira geração, conhecida como nacionalista ou indianista, valorizada muito os temas nacionais e fatos históricos do país, que envolviam a vida dos índios. Estes eram representados como “bons selvagens” e acabaram se tornando símbolo do Brasil. Como autores de destaque, podemos citar Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.

A segunda geração, por sua vez, ficou conhecida como o mal do século. Nessa época, eram relatados os temas amorosos extremos marcados por um pessimismo, a tristeza, uma visão decadente da sociedade e da vida. Muitos dos escritores desta época morreram jovens. Como exemplo de escritores que marcaram o período, podemos citar Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo.

Por fim, a terceira geração, conhecida como condoreira, foi marcada pela forte crítica social. A escravidão, por exemplo, era fortemente criticada por escritores como Castro Alves.

Biografia de Lima Barreto

O escritor, mulato e de família pobre era um aluno brilhante. Seu nome de batismo era Afonso Henriques de Lima Barreto, o menino nasceu em 13 de maio de 1881 e teve seu estudo no Colégio Pedro II devido à proteção que recebia do Visconde de Ouro Preto. Após alguns anos, entrou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde começou a estudar engenharia e foi alvo de muitas críticas, preconceito social e racial. Sua mãe faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas seu pai enlouqueceu quando ele já estudava, fazendo com que desistisse de seu curso para trabalhar e sustentar sua família.

Arrumou um emprego como escrevente copista na Secretaria de Guerra, mas para conseguir mais dinheiro, escrevia textos para os jornais cariocas da época. O autor tinha pensamentos relacionados ao anarquismo militando na imprensa socialista do período em que viveu.

Por ter lido muito depois de concluir o segundo grau, a qualidade de seus textos e de sua produção era excelente, de forma que pode iniciar sua carreira como jornalista. Nesta época, contribuiu com conteúdo de qualidade para diversas revistas como Brás Cubas, Fonfon, Careta, entre outras.

Alcoólatra e depressivo, Lima Barreto chegou a ser internado com problemas psiquiátricos, e faleceu no dia 1 de novembro de 1922, aos 41 anos de idade de um ataque cardíaco proveniente de seu alcoolismo.

Biografia de Lima Barreto
Foto: Reprodução

Estilo do autor

Lima Barreto escrevia desde romances até sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas, sempre buscando abordar em seus trabalhos as injustiças sociais que aconteciam. Foi um dos críticos do regime político da República velha e foi elemento de transição entre o Realismo e o Modernismo. Ele, no entanto, possuía um estilo literário que contradizia os padrões da época, sendo fluente, coloquial e despojado.

Quando vivo, trabalhou com obras que relatavam suas experiências pessoais e denunciou a desigualdade social – em Clara dos Anjos –, o racismo que os negros sofriam – assim como ele mesmo, como mulato –, e também as decisões políticas da época.

Principais obras do autor

Entre suas principais obras, podemos citar “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e ninfa”, “Os bruzundangas”, “Clara dos Anjos” e “Diário Íntimo”.

A obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi sua principal obra e contava a história de Policarpo Quaresma, um funcionário público, nacionalista e fanático que tinha desejos absurdos como de resolver os problemas do país e tornar como língua oficial do Brasil o tupi.

Conjuntos numéricos

A matemática estudada hoje em dia nas escolas precisou de muitas mudanças na organização de conceitos matemáticos para ser estruturada. Os conjuntos numéricos foram estruturados com rigor por Georg Cantor partindo dos números inteiros usados para contar até os mais complexos que são usados em engenharias e áreas igualmente complexas.

Os conjuntos numéricos são, enfim, compreendidos como um conjunto de números cujas características são semelhantes. Confira abaixo alguns dos conjuntos de números.

Conjuntos dos números naturais

Os números naturais compreendem todos aqueles que são inteiros e positivos, inclusive o 0. Representado pela letra N, o conjunto pode ausentar o 0, mas como N*, que representará o conjunto dos números naturais não nulos.

N= {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, …}

N*= {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, …}

Conjunto dos números inteiros

Os números inteiros são todos os números naturais somados aos seus opostos negativos. Esse grupo, representado pela letra Z, possui alguns subconjuntos.

Z = { …, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, … }

Inteiros não negativos

O conjunto de números inteiros não negativos é igual ao conjunto dos números naturais, porém é representado por Z+.

Inteiros não positivos

É o conjunto que somente apresenta os números inteiros negativos, representado por Z -.

Z = { …, -5, -4, -3, -2, -1, 0}

Inteiros não negativos e não nulos

É o conjunto semelhante ao conjunto dos números inteiros não negativos, somente excluindo o zero.

Z*+ = { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, … }

Z*+ = N*

Inteiros não positivos e não nulos

São todos os números do conjunto Z , com exceção do zero:

Z*= {…, -4, -3, -2, -1}

Conjunto dos números racionais

O conjunto dos números racionais e composto por todos os números inteiros acrescidos dos números decimais finitos (3,45, por exemplo), os números decimais infinitos periódicos (repetindo uma sequência de algarismos da parte decimal infinitamente, como 2,040404040404…). Esse conjunto é representado pela letra Q.

Conjunto dos números irracionais

Esse conjunto é representado pela letra I e é composto por todos os números decimais infinitos não-periódicos, como o Pi, por exemplo. O Pi vale 3,14159265… e, além dele, estão inclusos nesse conjunto ainda as raízes não exatas como a raiz quadrada de 2 que dá algo como 1,4142135…

Conjunto dos números reais

Os números reais, representados pela letra R, formam um conjunto com todos os conjuntos explicados anteriormente.

Conjuntos numéricos
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Neoclassicismo

Tendência dominante da arte europeia no final do século XVIII e no começo do século XIX, o neoclassicismo tem como principais características a revalorização dos valores gregos e romanos antigos que possivelmente foi estimulada pelas escavações e descobertas realizadas neste período em sítios arqueológicos de Atenas, Herculano e Pompeu.

Influenciando a arte de todo o ocidente no período, o neoclassicismo teve como base alguns ideais do iluminismo também, buscando os princípios da moderação, equilíbrio e idealismo.

O início

O neoclassicismo teve seus primeiros sinais vistos nas primeiras décadas do século XVIII, tendo uma série de fatores que fizeram com que surgisse na Europa. Esses fatores visavam o combate às últimas formas de manifestação do Barroco e do Rococó. O esgotamento da fórmula barroca, assim como a condenação dos seus excessos, decorativismo fútil, falta de decoro e outros elementos, em conjunto com o grande e crescente interesse pela antiguidade fizeram com que ressurgissem os valores desses tempos antigos, assim como da harmonia, racionalismo e aperfeiçoamento pessoal.

Características nas artes plásticas

Nas artes plásticas, as principais características do neoclassicismo eram o retorno ao estilo greco-romano, culto à teoria de Aristóteles, formalismo, racionalismo, democracia, exatidão nos contornos nas pinturas, sobriedade nos ornamentos e nas cores e pinceladas que não marcavam a superfície.

Neoclassicismo

Obras, autores e características das diversas expressões de arte

Na pintura, podemos citar como exemplo de obra deste período “O Juramento dos Horácios” do artista francês Jacques-Louis David, obra inspirada na história da Roma Antiga. Além deste artista, Dominique Ingres, com obras como “Bonaparte”, “A Bela Célia”, “A Grande Odalisca” e “O Banhista” e outros artistas como Pierre-Paul Prud’hon, Antoine-Jean Gros, Karl Briullov, Andrea Appiani, Benjamin West e muito mais.

Na escultura, as obras visavam inspirar-se no passado e, acima de todos os escultores, destacou-se o italiano Antonio Canova com suas obras que dominavam a cena europeia com estátuas de heróis e figuras mitológicas. Entre suas obras, podemos citar “Perseu com a Cabeça da Medusa” e “Eros revive Psique com um beijo”. Outros escultores como Jean-Antoine Houdon, William Wetmore Story e Richard Westmacott inspiraram-se no neoclassicismo em diversos países.

A arquitetura teve marcas peculiares durante o movimento do neoclassicismo. Suas obras eram feitas com materiais nobres, processos técnicos avançados, mas sistemas construtivos simples. As abóbadas de berço, cúpulas, pórticos colunados entre diversas outras características peculiares.

Na literatura, por sua vez, os textos apresentavam linguagens claras, sintéticas, nobres e gramaticalmente corretas, libertando-se em partes do classicismo anterior. O arcadismo, presente na Itália, em Portugal e no Brasil, foi a principal expressão deste movimento na literatura.

Revolução Verde

Revolução verde foi o nome que recebeu um conjunto de mudanças implantado no segmento agropecuário em países subdesenvolvidos. Seu objetivo principal era solucionar o problema da fome, e é fundamentado na aplicação da biotecnologia para produzir sementes melhoradas, assim como a utilização de fertilizantes, defensivos, adubos, mecanização de campo e tudo que fosse possível para tornar maior a produção dos alimentos no mundo.

O termo usado para designar esse conjunto de mudanças foi criado no ano de 1966 em Washington, mas esse processo aconteceu de fato ao final da década de 1940.

Como aconteceu a revolução?

O desenvolvimento de sementes com especificações para cada tipo de solo e clima, além da adaptação do solo para o plantio foram o principal meio da revolução. Com alta resistência às pragas e doenças, além de ter seu plantio feito com ajuda de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e outros equipamentos, a revolução ajudou a aumentar a produção de forma significativa.

O programa foi idealizado exatamente com o objetivo de aumentar a produção com a implementação de técnicas de alteração genética de sementes, baseando-se no intenso uso dessas, da irrigação e colheita com uso extensivo de tecnologia.

O início da revolução se deu por meio dos avanços tecnológicos do pós-guerra, quando pesquisadores prometiam aumentar a produtividade e resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento.

Revolução Verde

O programa

Com início no século XX, o programa foi iniciado com o convite do governo mexicano para a Fundação Rockfeller para fazer estudos a respeito da fragilidade da agricultura do país. Os cientistas, a partir de então, passaram a desenvolver variedades de milho e trigo que tinham alta produtividade, alcançando para o México um grande aumento na produção. As sementes passaram a ser inseridas em outros países alcançando também excelentes resultados.

A fundação conseguiu, com isso, uma expansão de seu mercado consumidor passando a vender verdadeiros pacotes de insumos agrícolas para países em desenvolvimento como a Índia, o Brasil e o México.

Resultados

Apesar de prometer acabar com a fome nos países em desenvolvimento, este objetivo não foi cumprido pelo programa. Neste sentido, os resultados foram negativos, pois apesar de ter aumentado a produção dos países, acabou criando uma grande dependência destes países pelas sementes modificadas, alterou a cultura dos pequenos proprietários, não resolveu o problema da fome e, de quebra, ainda aumentou a concentração fundiária. Vários problemas sociais não foram resolvidos, apesar de ter gerado os benefícios das tecnologias que trouxeram mais resultados na produção agrícola.

Classicismo

A Era clássica foi dividida em três estilos literários: o Classicismo, o Barroco e o Arcadismo. A época conhecida como classicismo foi marcada por uma doutrina estética de ordem, equilíbrio e simplicidade. Dos povos de movimentos clássicos, temos os antigos gregos, os romanos, depois os franceses, ingleses e muitos outros, sendo que cada um deles possuía características particulares, mas sempre com ideias muito comuns a respeito do mundo, do homem e da arte. Também conhecido como Quinhentismo, o classicismo se deu na época do Renascimento – na Europa do século XV a XVI –, quando ocorreram muitas transformações não só culturais, mas também políticas e econômicas. O classicismo chegou ao fim no ano de 1580 com a o domínio da Espanha sobre Portugal e com a morte do escritor Camões.

Foco

O foco do classicismo está nas faculdades intelectuais, e não tanto nas emocionais quando se refere à criação de uma obra de arte. Esta busca a expressão dos valores universais, e não das ideias individuais ou nacionais.

A inspiração deste movimento se deu com o modelo da Antiguidade Clássica Greco-Romana, além do Renascentismo Italiano, de onde foram tiradas as normas e os princípios.

Principais características

O movimento Classicista teve como principais características a harmonia das proporções, a simplicidade e equilíbrio aplicados na composição, além da idealização da realidade. Além disso, sempre houve a recusa da emotividade e a exuberância decorativa do barroco.

Classicismo

Quando se fala em literatura, pode-se dizer que o classicismo foi um retrato vivo da Renascença, pois estes seguiram de perto a literatura da antiguidade revelando em suas obras uma estrutura formal, rigidez das normas de composição e, além disso, em seu conteúdo, o paganismo, amor platônico, entre outras marcas da tradição mais antiga.

Havia nesse tipo de literatura, a busca por um homem universal, além dos valores greco-latinos, novas medidas e formatos de composição, consciência da nação, entre outras. Escrita basicamente em versos, a literatura classicista apresenta temáticas sempre grandiosas e heroicas, referindo-se à história de um povo. É caracterizada por sua composição que tem proposição, invocação, além da dedicatória, narração e epílogo.

Principais autores e obras

Entre os nomes dessa literatura, temos Luís Vaz de Camões, cuja literatura envolvia poesias tanto líricas quanto épicas, além de peças teatrais. Entre suas obras mais conhecidas, podemos citar “Os Lusíadas”, que é considerada uma obra-prima.

Outros escritores foram destaque, porém não tanto quanto Camões, como Sá de Miranda, Bernardim Riveiro e Antônio Ferreira.

Ácidos

A definição mais usada para os ácidos é a de Arrhenius: ácidos são substâncias que se ionizam em solução aquosa liberando íons H+. Por exemplo, vamos pegar o ácido clorídrico. Este, em solução aquosa, se decompõe conforme demonstrado abaixo:

Ácidos

Características

Como citamos, os ácidos são substâncias que dão origem a íons quando em solução aquosa. Além disso, neste mesmo meio, são capazes de conduzir eletricidade justamente por se desdobrarem em íons. Com sabor azedo, o limão, o vinagre e o tamarindo são exemplos de elementos que contêm ácidos.

Algumas substâncias conhecidas como indicadores têm a propriedade de alterar suas cores de acordo com o caráter da substância: ácido ou básico. Quando a solução é ácida, os indicadores terão suas cores alteradas. Como exemplo dessas substâncias, podemos citar o tornassol e a fenolftaleína.

Quando em reação com as bases, os ácidos passam por uma reação chamada neutralização, originando sais e água.

Ácidos
Foto: Reproduão

Ácidos orgânicos

Existem alguns ácidos que fazem parte de nossa alimentação, como por exemplo, o ácido acético, presente no vinagre; ácido tartático, presente na uva; ácido málico, presente na maçã; ácido fosfórico, que é utilizado no processo de fabricação de refrigerantes à base de cola; e o ácido carbônico, que é um dos constituintes das águas gaseificadas e refrigerantes.

Ácidos inorgânicos

Ao contrário dos ácidos orgânicos, estes, quando ingeridos, podem inclusive levar a pessoa à morte. Como exemplo, podemos citar o ácido sulfúrico, ácido clorídrico, ácido fluorídrico, ácido nítrico e ácido cianídrico – este último é usado em câmaras de gás para executar pessoas condenadas à morte.

A força dos ácidos

Os ácidos podem ser fracos ou fortes, mas como saber de qual se trata? Isso se deve ao grau de ionização de cada um deles.

Para definir, você pode usar a seguinte regra:

m = número de átomos de oxigênio – número de hidrogênios ionizáveis

Tendo isso em mente, siga a seguinte regra:

m = 3 – ácido muito forte

m = 2 – ácido forte

m = 1 – ácido semiforte

m = 0 – ácido fraco

Atenção: essa regra não se aplica aos hidrácidos. O H2CO3 é uma exceção.

Ácidos fracos

Os ácidos fracos são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente alta. Por exemplo:

Ácidos

Neste caso, temos duas setas que indicam que os sentidos das reações possuem dimensões diferentes – isso posto propositalmente para mostrar que a dissociação dos íons ocorre com menor frequência do que a formação de CH3COOH.

Ácidos fortes

Os ácidos fortes, por outro lado, são aqueles cuja reversibilidade de dissociação é relativamente baixa.

Ácidos

Toda reação é, mesmo que irrisoriamente, reversível e, por isso, foram colocadas duas dimensões diferentes demonstrando que a dissociação dos íons acontece com mais frequência do que a reversão do processo, ou seja, do que a formação de HCl.