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Espelhos esféricos

O espelho esférico é muito usado no dia a dia, é possível encontra-lo facilmente ao fazer uma caminhada pelas ruas. Conheça agora o que é um espelho esférico, quais tipos existe, como ocorre sua reflexão e como podemos calcular a sua equação.

Definição

O espelho esférico, é uma calota esférica que possui uma de suas faces polida e com um alto poder de reflexão. Esse espelho pode ser classificado de duas formas, que variam de acordo com a superfície refletora, o espelho côncavo e o espelho convexo.

As características das imagens nos espelhos esféricos mudam de acordo com a mudança de posição do objeto na frente do espelho. Existem dois tipos de imagem, a virtual e a real. Esta primeira é vista no ponto de encontro dos prolongamentos dos raios, já a segunda é vista em um ponto onde realmente passam os raios refletidos.

Espelho côncavo

Os espelhos côncavos são muito utilizados pelas mulheres para passar maquiagem, isso acontece pois esse tipo de espelho amplia a imagem. Dizemos que um espelho é côncavo quando a superfície refletora é interna.

Neste tipo, a imagem pode ser real, imprópria e virtual. Podendo ser invertida com tamanho menor que o objeto, invertida com o mesmo tamanho do objeto, invertida e maior que o objeto, direita e maior que o objeto.

Espelho convexo

Espelhos esféricos
Foto: Reprodução

Quando a superfície refletora é externa, dizemos que o espelho é convexo. Neste caso a continuação do raio refletido é que passa pelo foco. A imagem nos espelhos convexos será sempre virtual, estará posicionada entre o foco e o vértice, será direita e o seu tamanho menor do que o objeto.

Encontramos esse tipo de espelho nos retrovisores direito dos carros, pois diminui a imagem para que caibam mais imagens no espelho, dando assim uma visão mais ampliada.

A reflexão da luz

Da mesma forma que ocorre com os espelhos planos, as duas leis da reflexão são obedecidas nos espelhos esféricos. Ou seja, os ângulos de incidência e de reflexão são iguais, e os raios incididos, refletidos e a reta normal ao ponto incidido.

Os aspectos geométricos

Observe a imagem a seguir para compreender os elementos que compõem um espelho esférico.

Os aspectos geométricos
Foto: Reprodução

 

Observe que c é o centro da esfera e v é o vértice da calota. O eixo que passa pelo centro e pelo vértice da calota é chamado de eixo principal (e.p.), as outras retas que cruzam o centro da esfera são chamadas de eixos secundários. O ângulo α mede a distância angular entre os dois eixos secundários que cruzam os dois pontos mais externos da calota, é a abertura do espelho e o raio da esfera R que origina a calota é chamado raios de curvatura do espelho.

A equação fundamental dos espelhos esféricos

Quando é dada uma distância focal e a posição do objeto se torna possível determinar, analiticamente, a posição da imagem. Ela pode ser determinada através da equação de Gauss, que é expressa da seguinte forma:

A equação fundamental dos espelhos esféricos

Física Moderna

A física tem sido estudada há muitos anos, com o passar dos tempos os estudos foram se aprofundando, novas tecnologias foram criadas e novas teorias também. Com os avanços tecnológicos muitas descobertas puderam ser feitas e com base nas teorias dos estudiosos da Física, foi possível dividir a Física em clássica e moderna. Para compreender um pouco mais dessa segunda é preciso conhecer um pouco sobre a primeira. Continue lendo e aprenda.

A Física Clássica

As duas pessoas que estabeleceram as bases para o estudo da Física foram Isaac Newton e Galileu Galilei. Eles demonstraram que a verdade deveria ser alcançada através da lógica e das experiências controladas. E criticavam quem acreditava apenas no pensamento e crenças do gregos e romanos da antiguidade. Newton formulou as suas teorias e consequentemente acabou estabelecendo um programa para a Ciência, que era o de determinar as forças que regem o universo e as suas leis.

Max Planck e Albert Einstein

No ano de 1900, Max Planck, ao tentar explicar os fenômenos da radiação térmica, revolucionou a física ao apresentar a mecânica quântica.

Cinco anos depois, em 1905, Albert Einstein, um jovem físico alemão, ainda desconhecido, publicou a Teoria Especial da Relatividade e a Teoria do Efeito Fotoelétrico, que revolucionou a mentalidade científica para o estudo dos fenômenos atômicos.

Física Moderna
Foto: Reprodução

Descobertas da Física Moderna

Entre as principais descobertas da física moderna temos:

  • A matéria e a energia são equivalentes – a matéria pode ser considerada uma grande quantidade de energia organizada. Algumas formas de provar isso é através das usinas nucleares e das bombas atômicas que utilizam a energia contida em pequenas quantidades de matéria. A fórmula proposta por Einstein que afirma isso é: E=mc². Onde E é a energia, m é a massa e c é a velocidade da luz.
  • O tempo e o espaço dependem do referencial – as medidas de tempo e de espaço não são iguais para todos. Se uma pessoa move-se em velocidade próxima à da luz, o tempo se dilata e o espaço se comprime em relação a uma outra pessoa que está em repouso. Atualmente satélites do sistema GPS possuem correção dos seus relógios por conta dos efeitos da relatividade.
  • A mecânica quântica – se a energia se propaga de forma quantizada, a matéria e a energia são equivalentes e o tempo-espaço é relativo as teorias de Newton deixam de ser aplicáveis a muitos fenômenos, principalmente em corpos muito pequenos como átomos e moléculas. A partir deste momento surge a física quântica que estuda alguns desses casos.
  • O princípio da incerteza de Heisenberg – ao estudar física quântica foi descoberto que quanto maior a precisão para definir a velocidade de uma partícula, menor será a precisão para identificar sua posição e vice-versa. Isso não acontece devido a erros de medição, é uma lei da natureza. De modo simplificado, este é o princípio da incerteza de Heisenberg.

Nêmesis – A deusa da mitologia grega

A mitologia grega é muito rica em suas histórias, estas são cheias de deuses e lutas. Entre esses deuses está Nêmesis, uma deusa muito bela que defendia a ética. Em alguns momentos fazia o bem, em outros fazia o mal, como forma de vingança ou punição por algum ato cometido. Conheça agora um pouco mais sobre essa deusa.

Quem era?

Nêmesis é uma deusa da mitologia grega. A palavra Nêmesis vem do verbo distribuir, mas já foi utilizada com diferentes significados por diversos autores. Quando escreveu a Odisseia, Homero utilizou com o sentido de desdém, da mesma forma fez Aristóteles. Mas, Heródoto, Claudio Eliano e Plutarco deram a ela o sentido de vingança.

A deusa faz referência à harmonia que deve haver no mundo, compensando bem com o mal de forma igual, para que haja equilíbrio. Ela era descrita como detentora de uma beleza que se comparava a da deusa Afrodite (deusa do amor), que chegou a atrair até o desejo de Zeus. A relação entre eles dois teria gerado Helena de Esparta e Pólux. Em suas representações artísticas a deusa geralmente aparece com asas.

Nêmesis – A deusa da mitologia grega
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Na mitologia grega

Nêmesis era uma deusa da segunda geração, filha da deusa Nix (deusa da noite), nasceu ao mesmo tempo em que Gaia concebeu Têmis. Por estar preocupada com Têmis, Gaia entregou-a a Nix para que cuidasse dela longe das loucuras de Urano. Mas Nix, já cansada, entregou Nêmesis e Têmis aos cuidados das moiras, que eram as deusas do destino.

As duas deusas foram criadas como irmãs e educadas por Cloto, Láquesis e Átropo. Elas possuíam atributos comuns e tiveram a mesma educação. Têmis tornou-se a personificação da ética e Nêmesis a personificação da retribuição e da justiça distributiva.

A importância da deusa

Essa deusa era encarregada de abater a desmesura, censurando o excesso de felicidade ou de orgulho dos reis. Um exemplo foi Creso, o rei da Lídia, este era um rei muito feliz com suas riquezas e seu poder. A deusa o castigou, levando-o à guerra contra Ciro II, rei da Pérsia. O reino caiu em ruínas e desgraça, compensando os excessos que faziam o rei feliz anteriormente.

Narciso

Outro no mito no qual Nêmesis faz parte é o de Narciso. Que era um homem extremamente contente com a sua beleza, ele desprezava o amor por isso. E consequentemente, acabava ferindo o coração de muitas jovens donzelas. Estas, desprezadas e muito tristes, pediram vingança à deusa Nêmesis.

A deusa causou um forte calor na terra para punir Narciso, com a alta temperatura, após uma caçada ele foi a uma fonte de água cristalina para se refrescar. Neste momento Narciso se deparou com o reflexo do seu belo rosto e apaixonou-se pela sua própria imagem. Como era incapaz de satisfazer a sua paixão, ele definhou até a morte.

Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo

Um grande conflito de interesses aconteceu no século XI, entre a Igreja Católica do Ocidente e a Igreja Católica do Oriente. Desse conflito ocorreu o Cisma do Oriente, que foi um acontecimento que estabeleceu o rompimento dentro da Igreja, onde ambos os lados passaram a defender suas próprias doutrinas, o que persiste até os dias atuais.

Definição

O Cisma do Oriente é um termo dado à divisão da Igreja Católica, que ocorreu em 1054, entre a igreja que era dirigida pelo papa, em Roma, e a igreja que era dirigida pelo patriarca, em Constantinopla.

Cisma do Oriente, a divisão do catolicismo
Imagem: Reprodução

É possível afirmar que o Cisma foi resultado de um constante distanciamento entre as práticas cristãs realizadas pelas duas vertentes do catolicismo, que gerou um conflito entre ambas as partes, além de representar uma disputa pelo poder político e econômico na região mediterrânea.

As sedes da Igreja Católica

Durante a Idade Média, a Igreja Católica possuiu três sedes, uma localizada em Roma, no Ocidente, outra na cidade de Constantinopla, no Oriente e a terceira em Alexandria, no Egito. Esta última acabou perdendo sua importância depois da anexação do Egito ao Império Muçulmano.

Quando o Império Romano ainda estava no poder, foi estabelecido e acordado entre as duas partes da Igreja que a capital do Império seria Roma. Mas mesmo com a Igreja do Oriente concordando, havia ressentimento devido a algumas exigências jurídicas que os papas faziam.

Essas exigências foram mais marcantes entre 1048 e 1054, durante a ocupação do papa Leão IX, mas seus seguidores deram continuidade às suas determinações. E a Igreja do Ocidente passou a se opor ao sistema adotado pela Igreja do Oriente. 

Constantinopla x Roma

Com a discordância do sistema proposto de Igreja do Oriente, em Roma, as duas Igrejas, de Roma e Constantinopla, passaram a ter diversos conflitos ideológicos. Com o passar dos séculos as duas Igrejas cultivaram mais desigualdades culturais e políticas e após vários conflitos chegaram a causar a divisão do próprio Império Romano entre Ocidental e Oriental.

As Igrejas passaram a desenvolver suas próprias características com o tempo, o Império Romano chegou ao seu fim gerando uma nova estruturação. E no Oriente as tradições ainda eram as mesmas na sociedade e a Igreja cultivava a cristandade helenística. Enquanto a Igreja do Ocidente se influenciou pelos povos germanos, a Igreja do Oriente carregou a tradição e o rito grego e integrou, principalmente, o Império Bizantino.

O Cisma do Oriente

A partir do segundo milênio os conflitos aumentaram significativamente. Na Igreja Bizantina, em 1043, o patriarca Miguel Cerulário passou a pregar contra as Igrejas Latinas na cidade de Constantinopla. Alguns anos depois, Roma enviou o Cardeal Humberto para compreender e solucionar o problema em Constantinopla. Mas a crise já tinha tomado um grande espaço e o Cardeal decidiu excomungar o patriarca Miguel Cerulário. Esse ato acabou se estendendo por toda a Igreja Bizantina e o papa Leão IX foi excomungado. Foi neste momento que aconteceu o Cisma do Oriente, também chamado de O Grande Cisma do Oriente, que deu origem à Igreja Ortodoxa, no Oriente, e a Igreja Católica Apostólica Romana, no Ocidente.

Dadaísmo

O dadaísmo, também conhecido como movimento dadá, foi um movimento artístico que ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial. Era um movimento artístico da vanguarda artística moderna que teve início no Cabaret Voltaire. O dadaísmo era formado por um grupo de escritores, poetas e artistas plásticos. Conheça agora mesmo um pouco mais sobre esse movimento.

O significado

Não se sabe ao certo a origem do termo dadaísmo, porém entre as versões feitas, a mais aceita é a que diz que ao abrir aleatoriamente um dicionário apareceu a palavra dada, que em francês significa “cavalo de madeira”. Mas essa palavra também pode ser utilizada indicando a falta de sentido que pode ter a linguagem, pois é muito comum vê-la sendo usada na fala dos bebês.

O grupo de artistas adotou então esse termo ao movimento, que era claramente contrário à Primeira Guerra Mundial e aos padrões da arte que havia sido estabelecida naquela época.

Quando surgiu?

O movimento do dadaísmo surgiu em um café, em Zurique, no ano de 1916. Neste local os cantores se apresentavam e era permitido recitar poemas. Após a Primeira Guerra Mundial ter iniciado, essa cidade acabou se transformando em um refúgio para pessoas de toda a Europa. Nela se reuniram pessoas de várias escolas como o cubismo francês, o expressionismo alemão e o futurismo italiano. Deste modo é possível observar que o dadaísmo não foi um movimento de rebeldia contra uma escola anterior, mas sim um movimento que passou a questionar o conceito de arte antes da Primeira Guerra Mundial.

Esse movimento surgiu com a intenção de destruir todos os sistemas e códigos estabelecidos no mundo da arte. É possível afirmar que este foi um movimento antipoético, antiartístico e antiliterário, já que questionava as artes. Poucos anos após o surgimento, o movimento se expandiu, alcançando as cidades de Barcelona, Berlim, Colônia, Nova York e Paris.

Dadaísmo
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As principais características

Entre as principais características do movimento, podemos citar:

  • Objetos comuns do cotidiano que eram apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
  • Irreverência artística;
  • Combate às formas de arte institucionalizadas;
  • Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
  • Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
  • Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc.) na composição das obras de artes plásticas;
  • Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.

Os principais artistas

Entre os principais artistas do dadaísmo temos:

  • Tristan Tzara
  • Marcel Duchamp
  • Hans Arp
  • Julius Evola
  • Francis Picabia
  • Max Ernst
  • Man Ray
  • Raoul Hausmann
  • Guillaume Apollinaire
  • Hugo Ball
  • Jean Crotti
  • Marcel Janco
  • Hans Richter

Epístola

Você sabe o que é uma epístola? Ao ler a bíblia nos deparamos com as Epístolas de São Paulo, mas não é apenas na bíblia que podemos encontrar as epístolas. Essa escrita era usada principalmente na literatura latina, há muitos anos atrás. Conheça um pouco mais sobre a epístola agora.

Definição

A palavra epístola vem de tempos muito remotos, segundo o latim significa “carta, mensagem escrita e não assinada”. Esse é um texto escrito em forma de carta, para ser correspondido a alguma pessoa ou até mesmo a ninguém. A diferença da epístola para a carta é que a primeira expressa opiniões, manifestos e discussões que vão além das questões ou interesses meramente pessoais ou utilitários, mas elas não deixam de possuir o estilo formal, que combina amores objetivos e apelos subjetivos com o debate de cenas abrangentes e abstratas.

Chamamos de epistolografia o ato de redigir as próprias epístolas, de epistolaridade a maneira como se classifica a execução dos escritos ficcionais e de epistológrafo o autor das epístolas. Estas, quando reunidas podem vir a ser publicadas devido a seu interesse histórico, institucional ou documental.

Epístola
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Onde podemos encontrar?

Podemos encontrar as epístolas na literatura latina, por exemplo. Entre os principais autores temos Horácio, Varrão, Plínio, Ovídio, Sêneca e, principalmente, Cícero. Algumas gerações que sucederam também copiaram esse tipo de escrita ao serem influenciados pelos autores acima.

Também é possível encontrar na bíblia, em alguns escritos presentes no Novo Testamento. Como exemplo temos as Epístolas de São Paulo. A partir do Renascimento esse gênero textual passou a se expandir com os humanistas. Eles utilizavam as epístolas como forma de transmitir os acontecimentos mundiais, já que na época ainda não havia imprensa jornalística.

Na literatura

Além de se constituir como um gênero literário da epistolografia, surgiu ainda um estilo epistolar de redação que não possuía a intenção de ser uma correspondência. Podendo ser um prólogo de um autor, introduzindo e justificando sua obra, ou um recurso ficcional para a narração de personagens fictícios através de cartas.

Atualmente, com a propagação de meios eletrônicos de escrita, o futuro desse gênero parece se revigorar, porém através de outros moldes e estilos mais atuais.

Art Nouveau

A história e a arte sempre andam juntas, os acontecimentos históricos e sociais de cada época, consequentemente interferem e influenciam na arte e literatura. Por volta do ano de 1830, o governo britânico incentivou a criação de escolas de desenhos devido ao início da Revolução industrial. Com isso muitas pessoas passaram a criticar a interferência do capitalismo industrial no mundo artístico, fazendo com que um novo estilo artístico surgisse, a Art Nouveau que surgiu como uma reação às ordens da sociedade industrial.

Art Nouveau

Definição

Em português chama-se “Arte Nova”, a Art Nouveau é um estilo artístico que surgiu na França na década de 1890. Em seguida esse estilo tomou conta da Europa, Estados Unidos e diversos países do mundo, chegando até ao Brasil.

A Art Nouveau foi um estilo que atingiu muitos setores artísticos como o design, a arquitetura, as artes decorativas, as artes gráficas e a criação de móveis, também conhecida como arte mobiliária. Este estilo artístico teve destaque no mundo das artes durante anos e terminou no final da década de 1920.

As principais características

Entre as principais características desse estilo temos: a utilização de materiais como o vidro, a madeira e o cimento; a relação com a produção industrial em série; o uso dos conhecimentos físicos e também matemáticos; a valorização da lógica e do conhecimento racional; a oposição ao movimento romântico e à valorização das expressões sentimentais nas artes; a busca da massificação das artes plásticas através da valorização dos processos industriais; a valorização de temas ligados à natureza, como plantas flores, árvores e animais, retratados com linhas em movimento, dando valor às formas; a figura feminina era muito retratada nas pinturas e ilustrações; os arabescos eram muito utilizados nas ilustrações; as cores possuíam tonalidades frias nas pinturas; e no âmbito social, a Art Nouveau estava muito ligada ao desenvolvimento da burguesia industrial.

A Art Nouveau no Brasil

A Art Nouveau chegou ao Brasil no início do século XX. O estilo teve grandes influências em nosso país, principalmente na pintura decorativa e na arquitetura. Este estilo ainda influenciou, embora que sem muita expressão, o movimento modernista brasileiro. É possível encontrar as influências desse estilo, principalmente, nas obras de John Graz, que era artista decorador, e Antonio Gomide, que era pintor e desenhista.

Os principais artistas da Art Nouveau

Entre os principais artistas desse estilo, temos:

  • Victor Horta – projetista e arquiteto belga
  • Ferdinand Hodles – pintor suíço
  • Emile Gallé – designer e artesão francês
  • Alfons Maria Mucha – designer e ilustrador checo
  • August Endell – arquiteto alemão
  • Jan Toorop – pintor holandês
  • Hector Guimard – arquiteto e desenhista industrial francês
  • Antoni Gaudí – arquiteto espanhol
  • Henry Van de Velde – projetista, designer e arquiteto belga
  • Gustav Klimt – pintor austríaco
  • Joseph Olbrich – arquiteto austríaco
  • Les Vingt – pintor belga
  • Emilie Flöge – designer austríaca

Pop Art

Muitos movimentos artísticos fizeram e fazem parte do mundo. De acordo com o passar dos anos, novas influências vão surgindo e em consequência disso aparecem novos movimentos artísticos. Entre eles está a Pop Art, movimento que se desenvolveu na década de 1950. Veja agora um pouco mais sobre esse movimento.

Pop Art
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Definição

A Pop Art, é uma abreviatura de Popular Art (em inglês), foi um movimento artístico que aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos durante a década de 1950. Ela exerceu uma grande influência no mundo artístico e também cultural das épocas que vieram posteriormente.

Esse movimento foi uma espécie de reação artística ao movimento do expressionismo abstrato que aconteceu nas décadas de 1949 e 1950. Utilizava em suas representações pictóricas imagens e símbolos de natureza popular. A Pop Art influenciou ainda o grafismo e desenhos relacionados à moda.

Surgimento

Esse movimento surgiu particularmente na Inglaterra e Estados Unidos, no final dos anos 50. Recebeu esse nome em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway assim o chamou quando se referia a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental, principalmente os produtos que tinham origem norte americana.

As raízes da Pop Art vêm do dadaísmo de Duchamp e o objetivo era fazer oposição ao expressionismo abstrato, que predominava desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Consequentemente trouxe à tona o conceito da arte figurativa.

Principais características

Entre as principais características do movimento temos a crítica irônica que fazia a sociedade, através dos objetos de consumo. Muitos eram os temas utilizados como inspiração para compor a trajetória da Pop Art no mundo artísticos, entre eles podemos citar a publicidade, quadrinhos e ilustrações.

Os artistas da Pop Art

Entre os vários artistas desse movimento, podemos destacar cinco deles:

  • Andy Warhol – que foi o maior representante da Pop Art. Além de pintor Warhol era ainda cineasta. Costumava fazer serigrafias e retratos sobre telas de mitos como Marilyn Monroe, Pelé, Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy e Elvis Presley.
  • Peter Blake – ele foi o criador da capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
  • Wayne Thiebaud – foi um pintor norte-americano que teve destaque a partir da criação de obras com teor humorístico e nostálgico.
  • Roy Lichtenstein – foi um pintor norte-americano que trabalhava muito com as histórias em quadrinho e através delas criticava a cultura de massas.
  • Jasper Johns – também foi um pintor norte-americano, a sua principal obra foi Flag em 1954.

Inspirações

Os artistas da Pop Art se inspiravam na cultura de massas para criar as suas obras de arte, desta forma se aproximavam criticando de forma irônica a vida cotidiana da época, que era materialista e consumista.

Eles usavam latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinho, bandeiras e outros objetos. Usavam cores vivas e modificavam o formato desses objetos.

Cadeia alimentar

Todos os seres vivos precisam de energia para sobreviver e esta energia é obtida a partir do alimento que eles retiram do ambiente. Os seres vivos possuem diferentes formas de obter seus alimentos, e por isso existe a cadeia alimentar. Conheça um pouco mais sobre ela agora.

Cadeia alimentar
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Definição

Os seres vivos possuem um ciclo de vida, onde nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Além do ciclo de vida, há o ciclo da cadeia alimentar.

A cadeia alimentar, também conhecida como cadeia trófica, é um ciclo pelo qual os animais passam que surge no produtor e terminar no decompositor, passando pelos níveis tróficos. Neste último nível, os decompositores reciclam a matéria orgânica, iniciando o ciclo outra vez.

Para que haja um equilíbrio ecológico é preciso haver a interação das trocas e das relações que os seres vivos estabelecem entre si e com o meio ambiente.

A energia para sobreviver

As cadeias alimentares são ligadas diretamente em uma rede alimentar ou rede trófica. Essa rede tem início pelas plantas, que convertem a energia solar em energia química.

Sem a existência da radiação solar não seria possível existir um ecossistema, pois é partir dela que é feita a fotossíntese, processo que é responsável pela produção de energia nas plantas.

Todos os seres vivos precisam de energia para produzir as substâncias que são necessárias para que haja vida e reprodução deles. Existem basicamente duas formas de obter energia: através da energia do Sol (nos seres clorofilados) e através da alimentação dos seres clorofilados (nos seres não-clorofilados).

Os componentes da cadeia alimentar

A cadeia alimentar é composta pelos produtores, consumidores e decompositores. Veja um pouco mais sobre cada um deles a seguir:

  • Produtores: estes são organismos autótrofos clorofilados, ou seja, aqueles que produzem o próprio alimento através do processo de fotossíntese. Eles estão presentes em todas as cadeias alimentares e transformam a energia solar em energia química. Esta é a única forma de entrada de energia em um ecossistema.
  • Consumidores: estes podem ser classificados ainda como consumidores primários, secundários ou terciários. Se alimentam dos produtores (os primários) ou de outros consumidores (os secundários e terciários).
  • Decompositores: estes são responsáveis por rciclar a matéria orgânica, decompondo-a e degradando-a em matéria inorgânica. Essa matéria é reaproveitada pelos produtores e dá continuidade ao ciclo. Fazem parte os micro-organismos, como fungos e bactérias.

Exemplos de cadeia alimentar

Ecossistema Aquático

Produtor Alga
Consumidor primário Peixe herbívoro
Consumidor secundário Peixe carnívoro
Consumidor terciário Ave aquática
Decompositor Bactérias e fungos

Ecossistema Terrestre

Produtor Árvore
Consumidor primário Gafanhoto
Consumidor secundário Ave
Consumidor terciário Jaguatirica
Decompositor Bactérias e fungos

Biografia de Érico Veríssimo

Érico Veríssimo foi um dos melhores escritores romancistas brasileiros. Suas obras são muito famosas, ele fez parte do segundo tempo modernista e recebeu prêmios e homenagens por suas obras. Conheça agora um pouco mais sobre a vida e história desse escritor.

Biografia de Érico Veríssimo
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Nascimento

Érico Lopes Veríssimo nasceu no dia 17 de dezembro de 1905, em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Veio de uma família rica e tradicional, que acabou perdendo tudo no início do século. Os pais de Érico se chamavam Sebastião Veríssimo da Fonseca e Abagahy Lopes.

Inicialmente teve início nos estudos no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta. Quando tinha seus 13 anos, Veríssimo já lia vários autores nacionais, como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e também autores estrangeiros como Dostoievski e Walter Scott. No ano de 1920 ele foi para Porto Alegre, lá estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, porém não concluiu o seu curso. Voltou para Cruz Alta, abandonando os planos de cursar uma Universidade.

Vida profissional

No ano de 1925 ele trabalhou no Banco Nacional do Comércio. No ano seguinte, tornou-se sócio de uma farmácia e trabalhava como professor, dando aulas de literatura e inglês. Em 1929, ele começou a escrever seus contos para revistas e jornais. Após um ano, a farmácia em que era sócio foi a falência.

No ano de 1931 Veríssimo casou-se com Mafalda Halfem Volpe e com ela teve dois filhos. Após isso ele se mudou novamente para Porto Alegre e lá foi contratado para trabalhar como secretário de redação da Revista do Globo, onde conviveu com escritores renomados. No ano seguinte foi promovido a Diretor da Revista do Globo e passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo.

Primeira fase de Érico

O Segundo Tempo Modernista ocorreu entre 1930 e 1940, e Érico fez parte dele, neste a literatura trazia para reflexão os problemas sociais. Sua primeira publicação literária aconteceu no ano de 1932, quando publicou uma coletânea de contos chamada “Fantoche”. Nesta primeira fase, a preocupação era ética e urbana. A fase de transição dele é refletida em sua obra “O Resto é Silencio”, onde o narrador analisa a reação de sete pessoas que presenciam o suicídio de uma moça.

Segunda fase de Érico

Diferente da primeira fase, nesta segunda Érico se volta para uma investigação completa do passado histórico do Rio Grande do Sul. Sua obra “O Tempo e o Vento”, composta por três romances mostra as famílias do patriarcalismo gaúcho.

No ano de 1941, Veríssimo foi para os Estados Unidos em uma missão cultural, a qual foi convidado pelo Departamento de Estado americano. Se sentindo ameaçado pela ditadura do governo Vargas, em 1943, passou a lecionar Literatura brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Após 10 anos passou a ocupar o posto de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. Em 28 de novembro de 1975, Érico Veríssimo morre vítima de enfarte.

Principais obras

Entre as suas principais obras temos:

Fantoche, contos, 1932
Clarissa, ficção, 1933
Caminhos Cruzados, ficção, 1935
Música ao Longe, ficção, 1935
A Vida de Joana D’Arc, biografia, 1935
Um Lugar ao Sol, ficção, 1936
As Aventuras do Avião Vermelho, literatura infantil, 1936
Os Três Porquinhos, literatura infantil, 1936
Meu ABC, literatura infantil, 1936
As Aventuras de Tibicuera, romance didático, 1937
Olhai os Lírios do Campo, ficção, 1938
A Vida do Elefante Basílio, 1939
Outra Vez os Três Porquinhos, 1939
Viagem à Aurora do Mundo, 1939
Saga, ficção, 1940
Gato Preto em Campo de Neve, impressões de viagem, 1941
As Mãos de Meu Filho, contos, 1942
O Resto é Silencio, ficção, 1942
A Volta do Gato Preto, impressões de viagem, 1946
O Tempo e o Vento I, O Continente, 1948
O Tempo e o Vento II, O Retrato, 1951
Noite, novela, 1954
Gente e Bichos, 1956
O Ataque, novelas, 1959
O Tempo e o Vento III, O Arquipélago, 1961
O Senhor Embaixador, 1965
O Prisioneiro, 1967
Incidente em Antares, 1971
Solo de Clarineta, memórias, vol.I, 1973; Vol.II, 1975