Inquisição no Brasil

A inquisição foi um grupo de instituições da Igreja Católica Romana que visava combater a heresia, atuando principalmente na França e na Itália. A perseguição era feita principalmente àqueles que não iam a favor dos dogmas católicos, ou ainda que desrespeitavam normas determinadas pela Igreja.Com início no século XII na França, a inquisição teve sua força ampliada no final da Idade Média e no início do Renascimento. Outros países europeus foram atingidos por esses ideais, e isso resultou na inquisição espanhola e portuguesa.

Os tribunais dessas duas nações atuavam também em suas colônias e tinham como foco principal converter os judeus e os muçulmanos ao catolicismo, pois eram vistos como suspeitos. Estes eram forçados a converter-se, pois a inquisição, no princípio, somente poderia julgar aqueles que eram batizados. As fogueiras marcaram esse período da história em que tribunais condenavam hereges a serem queimados vivos com plateia da população.

Inquisição no Brasil

A inquisição no Brasil

O Brasil teve tribunais instalados nos séculos XVII e XVIII, apesar de não apresentar tanta força como em Portugal. Os visitadores eram enviados pelo Tribunal de Lisboa à colônia brasileira de forma a observar e fazer relatórios a respeito da fé do povo que aqui residia. Em Pernambuco, Bahia, Maranhão e Grão Pará aconteceram três visitações em que foram julgados casos de heresia diretamente relacionadas às condutas morais e às práticas religiosas e, além disso, a inquisição perseguiu alguns judeus que residiam na colônia.

A inquisição e o Tribunal do Santo Ofício, no entanto, não queimaram ou torturaram pessoas no Brasil. Os processos eram iniciados aqui e os presos eram levados a Portugal. As delações eram estimuladas criando um clima de terror e insegurança.

Os cristãos-novos, aqui, foram os principais perseguidos – esse era o nome dado aos judeus que foram obrigados a converter-se ao catolicismo. Neste período da inquisição, mais de 1000 pessoas foram presas, e 29 foram para a fogueira. Os condenados eram torturados para confessar os “crimes”, e ao confessarem apenas não eram condenados à queimar vivos, mas ainda assim eram assassinados e posteriormente queimados. Seus corpos não podiam ser enterrados, portanto suas cinzas eram abandonadas ao vento.

Como aconteceu?

O Brasil, com os índios que aqui viviam e os negros escravos que foram trazidos, estava rodeado de culturas diferentes. Aqueles que foram obrigados a converter-se, quando não viam soluções para as enfermidades dentro da religião católica e das práticas médicas da época, acabavam recorrendo às crendices populares de suas culturas anteriores. Isso passou a ser criminalizado e denunciado por muitas pessoas. Mesmo que fossem denúncias sem provas, os alvos da denúncia eram retirados de sua residência e passavam a responder ao processo da inquisição. Após a denúncia, os acusados eram presos e torturados até confessarem seus pecados. 

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