Biografia de Lima Barreto

O escritor, mulato e de família pobre era um aluno brilhante. Seu nome de batismo era Afonso Henriques de Lima Barreto, o menino nasceu em 13 de maio de 1881 e teve seu estudo no Colégio Pedro II devido à proteção que recebia do Visconde de Ouro Preto. Após alguns anos, entrou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde começou a estudar engenharia e foi alvo de muitas críticas, preconceito social e racial. Sua mãe faleceu quando ele ainda era muito pequeno, mas seu pai enlouqueceu quando ele já estudava, fazendo com que desistisse de seu curso para trabalhar e sustentar sua família.

Arrumou um emprego como escrevente copista na Secretaria de Guerra, mas para conseguir mais dinheiro, escrevia textos para os jornais cariocas da época. O autor tinha pensamentos relacionados ao anarquismo militando na imprensa socialista do período em que viveu.

Por ter lido muito depois de concluir o segundo grau, a qualidade de seus textos e de sua produção era excelente, de forma que pode iniciar sua carreira como jornalista. Nesta época, contribuiu com conteúdo de qualidade para diversas revistas como Brás Cubas, Fonfon, Careta, entre outras.

Alcoólatra e depressivo, Lima Barreto chegou a ser internado com problemas psiquiátricos, e faleceu no dia 1 de novembro de 1922, aos 41 anos de idade de um ataque cardíaco proveniente de seu alcoolismo.

Biografia de Lima Barreto
Foto: Reprodução

Estilo do autor

Lima Barreto escrevia desde romances até sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas, sempre buscando abordar em seus trabalhos as injustiças sociais que aconteciam. Foi um dos críticos do regime político da República velha e foi elemento de transição entre o Realismo e o Modernismo. Ele, no entanto, possuía um estilo literário que contradizia os padrões da época, sendo fluente, coloquial e despojado.

Quando vivo, trabalhou com obras que relatavam suas experiências pessoais e denunciou a desigualdade social – em Clara dos Anjos –, o racismo que os negros sofriam – assim como ele mesmo, como mulato –, e também as decisões políticas da época.

Principais obras do autor

Entre suas principais obras, podemos citar “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e ninfa”, “Os bruzundangas”, “Clara dos Anjos” e “Diário Íntimo”.

A obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma” foi sua principal obra e contava a história de Policarpo Quaresma, um funcionário público, nacionalista e fanático que tinha desejos absurdos como de resolver os problemas do país e tornar como língua oficial do Brasil o tupi.

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