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Marilena Chaui

Marilena de Souza Chaui nasceu no ano de 1941 ao dia 4 de setembro na cidade de São Paulo. Filha de um jornalista chamado Nicolau Chaui e sua esposa, a professora Laura de Souza Chaui. No Grupo escolar Pindorama fez o curso primário, passando a estudar, em seguida, no Colégio Nossa Senhora do Calvário e terminando no Colégio Estadual Presidente Roosevelt.  No ano de 1960, a filósofa entrou na Universidade de São Paulo para cursar filosofia, terminando o curso cinco anos depois.

Orientada pelo professor Doutor Bento Prado de Almeida Ferraz Junior, Chaui defendeu em 1967 sua dissertação de mestrado. “Merleau-Ponty e a crítica do humanismo”. No mesmo ano, iniciou doutorado na França. Sua tese de livre docência “A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade” foi defendida em 1977. Especializou-se em História da Filosofia Moderna e em Filosofia Política.

Marilena Chaui

Vida profissional

No ano de 1987, Marilena Chaui prestou concurso e passou a ser a professora titular de filosofia, ministrando, desde então, aulas no Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. A professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) é, atualmente, historiadora de filosofia brasileira.

Reconhecimento

Além de professora, Chaui é presidente da Associação Nacional de Estudos Filosóficos do século XVII, Doutora Honoris Causa pela Universidade de Paris VIII e Doutora Honoris Causa pela Universidade Nacional de Córdoba, da Argentina.

É reconhecida devido à sua produção acadêmica que conquistou muito êxito tendo, inclusive, algumas obras que se destacaram entre as pessoas leigas por serem escritos em termos mais simples e de fácil compreensão.

Além de sua produção acadêmica, Marilena Chaui é reconhecida por sua participação no âmbito político e intelectual do Brasil, sendo integrante fundadora do Partido dos Trabalhadores. Foi secretária da cultura de São Paulo e tem papel ativo na vida política do país.

Trabalhos

Entre suas obras publicadas, estão O que é ideologia, Da realidade sem mistérios ao mistério do mundo, Seminários – o nacional e o popular na cultura brasileira, Cultura e democracia – o discurso competente e outras falas, Desejo, paixão e ação na ética de Espinosa, Introdução à história da filosofia volumes 1 e 2, A nervura do real e Política em Espinosa.

Ela recebeu ainda o Prêmio Jabuti no ano 2000 na categoria Ciências Humanas e Educação com o livro A Nervura do Real.

Confúcio

Esse homem tão admirado pelos orientais nasceu em 551 a. C. e viveu até 479 a. C. Os pensamentos de Confúcio foram codificados nos Anacletos de Confúcio, uma obra que no Oriente possui valor tão sagrado quanto a Bíblia para o Ocidente.

O compilado é uma relíquia entre os mínimos e confiáveis registros que traduzem os ensinamentos de Confúcio. Este livro é formado por vários aforismos deixados pelo filósofo chinês.

Confúcio

Vida

A trajetória de Confúcio teve início ao longo da região Nordeste da China, local onde atualmente se situa a província de Xantug. Ainda com três anos, o pensador teve que lidar com a perda do pai, que era a base de sustentação da família.

Apesar de mergulhado em dificuldades com a mãe devido à morte do pai, Confúcio se graduou em história e arqueologia e se tornou um professor referência na educação. A filosofia dos seus ensinamentos era sustentada em Lao Tzu, o Taoísmo e K’ung Fu-Tzu.

Todavia, mais adiante, o filósofo passou a adotar uma postura que não se pautava em explorar temáticas como a vida após a morte. Suas diretrizes filosóficas se restringiam a alavancar as relações entre os seres humanos, como prova um dos seus aforismos: "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?".

Influência pública

O auge da trajetória de Confúcio pode ser compreendido quando ele conquistou o título de filósofo da Corte. A partir de então o pensador alçava seus ideais com o intuito de que os homens públicos que integravam os governos da China pudessem se tornar referência perante a sociedade. 

Segundo a concepção do Confucionismo, a premissa para um governo digno e exitoso era a “virtude interior”, esta que seria responsável por impor respeito aos líderes governantes. Para ele, era essencial manter desprezo para com qualquer tipo de formas de opressão e sustentar a bandeira de que o Estado devia servir a população. 

Com o passar dos tempos, as obras de Confúcio foram traduzidas para idiomas do Ocidente e assim seus pensamentos ganharam regiões como Europa e as Américas. Suas obras consistem no Livro dos Poemas, Livro da História, Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações, o 1º I Ching. Além de versões como Chang Yü, Cheng Hsüan e de Ho Yen.

Biografia de Ariano Suassuna

Professor, advogado, teatrólogo e escritor, Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de julho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, na Paraíba. Desde 1990, o paraibano ocupava, até a sua morte, em 23 de julho de 2014, no Recife, Pernambuco, a 32ª cadeira da Academia Brasileira de Letras. Ele morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Suassuna teve como pai João Suassuna e Rita de Cássia Vilar como mãe. Com pouco mais de três anos, o romancista paraibano perdeu o pai –que já tinha governado o estado nordestino entre 1924 e 1928- após ser assassinado no Rio de Janeiro (RJ), devido conflitos políticos pouco antes da Revolução de 1930.

Depois a perda do marido, Rita mudou-se com Suassuna e outros oito filhos para Taperoá, no Sertão da Paraíba. E foi lá onde o escritor estudou o primário e se habituou às temáticas e expressões regionais que anos depois se tornaram referência em suas obras.

Biografia de Ariano Suassuna

Carreira inicial

As primeiras publicações de Suassuna ocorreram em 1942, após ter se mudado com a família para o Recife. O escritor começava a trilhar carreira, à época, com textos publicados em jornais pernambucanos.

Quatro anos depois, em 1946, ele ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde se integrou a um grupo de artistas e escritores, cujo líder era Hermilo Borba Filho. Juntos, eles fundaram o Teatro do Estudante de Pernambuco.

Um ano depois, Suassuna idealizou sua primeira trama teatral: “Uma Mulher Vestida de Sol”, com a qual conquistou o prêmio Nicolau Carlos Magno. Em 1950, já graduado, ele passou a atuar como advogado. No ano seguinte, transferiu-se de volta para Taperoá, onde desenvolveu a peça teatral “Torturas de um Coração”.

Apogeu

Pouco tempo depois, Suassuna retornou à capital pernambucana e deu formas a representação de “O Auto da Compadecida”, em 1955, encenada em 1957 pelo Teatro Adolescente do Recife e que foi coroada com medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. A trama alçou Suassuna nacional e internacionalmente, pois esta chegou a ser interpretada em nove línguas e foi ainda adaptada para a sétima arte.

Suassuna foi pai de seis filhos com a esposa Zélia de Andrade Lima, com quem casou-se em 19 de janeiro de 1957. Ele também se consagrou como membro fundador do Conselho Federal de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, participando de ambos de 1967 a 1973 e de 1968 a 1972, respectivamente.

O escritor paraibano também foi nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de 1969 a 1974. Nesse período, em 1970, ele deu origem ao Movimento Armorial, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina: do Barroco ao Armorial”.

Suassuna também desempenhou a função de Secretário de Educação e Cultura do Recife, de 1975 a 1978, e fez doutorado em história pela UFPE, em 1976, onde também lecionou por mais de 30 anos. Sua obra de quase 800 páginas “Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai e Volta” (1971), foi relançada em 2005 tendo a segunda edição esgotada em menos de 30 dias. 

Biografia de Érico Veríssimo

Érico Veríssimo foi um dos melhores escritores romancistas brasileiros. Suas obras são muito famosas, ele fez parte do segundo tempo modernista e recebeu prêmios e homenagens por suas obras. Conheça agora um pouco mais sobre a vida e história desse escritor.

Biografia de Érico Veríssimo
Foto: Reprodução

Nascimento

Érico Lopes Veríssimo nasceu no dia 17 de dezembro de 1905, em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Veio de uma família rica e tradicional, que acabou perdendo tudo no início do século. Os pais de Érico se chamavam Sebastião Veríssimo da Fonseca e Abagahy Lopes.

Inicialmente teve início nos estudos no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta. Quando tinha seus 13 anos, Veríssimo já lia vários autores nacionais, como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e também autores estrangeiros como Dostoievski e Walter Scott. No ano de 1920 ele foi para Porto Alegre, lá estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, porém não concluiu o seu curso. Voltou para Cruz Alta, abandonando os planos de cursar uma Universidade.

Vida profissional

No ano de 1925 ele trabalhou no Banco Nacional do Comércio. No ano seguinte, tornou-se sócio de uma farmácia e trabalhava como professor, dando aulas de literatura e inglês. Em 1929, ele começou a escrever seus contos para revistas e jornais. Após um ano, a farmácia em que era sócio foi a falência.

No ano de 1931 Veríssimo casou-se com Mafalda Halfem Volpe e com ela teve dois filhos. Após isso ele se mudou novamente para Porto Alegre e lá foi contratado para trabalhar como secretário de redação da Revista do Globo, onde conviveu com escritores renomados. No ano seguinte foi promovido a Diretor da Revista do Globo e passou a atuar no departamento editorial da Livraria do Globo.

Primeira fase de Érico

O Segundo Tempo Modernista ocorreu entre 1930 e 1940, e Érico fez parte dele, neste a literatura trazia para reflexão os problemas sociais. Sua primeira publicação literária aconteceu no ano de 1932, quando publicou uma coletânea de contos chamada “Fantoche”. Nesta primeira fase, a preocupação era ética e urbana. A fase de transição dele é refletida em sua obra “O Resto é Silencio”, onde o narrador analisa a reação de sete pessoas que presenciam o suicídio de uma moça.

Segunda fase de Érico

Diferente da primeira fase, nesta segunda Érico se volta para uma investigação completa do passado histórico do Rio Grande do Sul. Sua obra “O Tempo e o Vento”, composta por três romances mostra as famílias do patriarcalismo gaúcho.

No ano de 1941, Veríssimo foi para os Estados Unidos em uma missão cultural, a qual foi convidado pelo Departamento de Estado americano. Se sentindo ameaçado pela ditadura do governo Vargas, em 1943, passou a lecionar Literatura brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Após 10 anos passou a ocupar o posto de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. Em 28 de novembro de 1975, Érico Veríssimo morre vítima de enfarte.

Principais obras

Entre as suas principais obras temos:

Fantoche, contos, 1932
Clarissa, ficção, 1933
Caminhos Cruzados, ficção, 1935
Música ao Longe, ficção, 1935
A Vida de Joana D’Arc, biografia, 1935
Um Lugar ao Sol, ficção, 1936
As Aventuras do Avião Vermelho, literatura infantil, 1936
Os Três Porquinhos, literatura infantil, 1936
Meu ABC, literatura infantil, 1936
As Aventuras de Tibicuera, romance didático, 1937
Olhai os Lírios do Campo, ficção, 1938
A Vida do Elefante Basílio, 1939
Outra Vez os Três Porquinhos, 1939
Viagem à Aurora do Mundo, 1939
Saga, ficção, 1940
Gato Preto em Campo de Neve, impressões de viagem, 1941
As Mãos de Meu Filho, contos, 1942
O Resto é Silencio, ficção, 1942
A Volta do Gato Preto, impressões de viagem, 1946
O Tempo e o Vento I, O Continente, 1948
O Tempo e o Vento II, O Retrato, 1951
Noite, novela, 1954
Gente e Bichos, 1956
O Ataque, novelas, 1959
O Tempo e o Vento III, O Arquipélago, 1961
O Senhor Embaixador, 1965
O Prisioneiro, 1967
Incidente em Antares, 1971
Solo de Clarineta, memórias, vol.I, 1973; Vol.II, 1975