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A relação entre antígenos e anticorpos

De acordo com a biologia, anticorpos nada mais são do que glicoproteínas existentes no sangue do hospedeiro, enquanto que os antígenos são considerados quaisquer substâncias dos seres infecciosos.

Ao passo que um antígeno se aloja no hospedeiro, uma reação imune é desencadeada com a constatação e produção de anticorpos, seguida da ativação de células do sistema imunológico. Esse tipo de reação é conhecida como antígeno-anticorpo.

A constatação dos anticorpos dos mais variados antígenos existentes em distintos patógenos – parasitas, fungos, vírus e bactérias -, compreende ligações reversíveis e não covalentes, como pontes de hidrogênio, ligações iônicas e interações hidrofóbicas e de Van der Waal.

Entendendo as ligações

Afinidade é o nome dado ao elo de união entre antígeno e anticorpo. Essa força de ligação é expressa, geralmente, por meio da dissociação constante. De tal modo que o Kd é responsável por descrever a concentração necessária dos antígenos para preencher os espaços de ligação de metade das moléculas de anticorpos existentes em uma solução com anticorpo.

Uma interação mais extensa e resistente é indicada por um Kd menor, haja vista que uma concentração mais tímida de antígenos é necessária para preencher os locais de ligação.

O Kd, geralmente, varia de 10-7 a 10-11M tanto para antígenos naturais quanto para anticorpos específicos. Uma mistura de anticorpos com distintas afinidades ao antígeno de determinado patógeno estará presente no soro de um indivíduo imunizado.

A força total de ligação entre antígeno e anticorpo, por sua vez, é denominada de avidez. Essa pode ser compreendida como aquela que considera a flexibilidade gerada pela “dobradiça” da área dos anticorpos, possibilitando que somente um anticorpo seja suficiente de se unir a antígenos multivalentes por mais de um espaço de ligação.

Assim, a compatibilidade de qualquer um dos espaços de ligação ao antígeno será igual para cada epítopo – porção determinada do antígeno no qual o anticorpo está ligado. A ligação a todos os espaços de todos os epítopos do antígeno disponível deve ser considerada pela força de ligação do anticorpo ao antígeno.

A relação entre antígenos e anticorpos
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Reações do tipo antígeno-anticorpo estão presentes em:

  • Aniquilar células de agentes infecciosos, como os microrganismos
  • Arruinar ou eliminar moléculas, a exemplo das toxinas produzidas pelas bactérias
  • Banir tecidos estranhos do organismo, como o da rejeição em transplantes

Teoria de Lamarck

Jean Baptiste Lamarck, foi um importante biólogo, que contribuiu para estudos dentro da sistematização dos conhecimentos de História Natural. Nasceu no dia 1 de agosto de 1744, na cidade de Bazentin (França) e faleceu no ano de 1829, em Paris.

É considerado o primeiro cientista a desenvolver uma teoria da evolução, muito antes de Charles Darwin. Lamarck foi o primeiro a usar o termo “biologia” para direcionar a ciência que estuda os seres vivos, além disso, foi o primeiro cientista que fundou estudos de paleontologia dos invertebrados.

Teoria de Lamarck

Teoria da evolução e transformação

Suas teorias eram transformistas, isto é, direcionando ao princípio de que os seres vivos evoluem e se transformam, como é o caso de por exemplo, organismos mais simples, onde com o passar do tempo, iriam se transformando em seres mais complexos, atingindo em um determinado momento uma condição de vida ideal.

Teoria do uso e desuso

Mostra que os órgãos possuem evoluções distintas conforme o seu uso, isto é, com o passar do tempo, aquele órgão menos utilizado tende a ser atrofiado, até desaparecer, como exemplo, podemos citar o apêndice humano, que ao longo da evolução, perdeu sua função original.

Em contra partida, os órgãos mais utilizados possuem funções essenciais e importantes para a sobrevivência, estes órgãos tendem a ganhar força e se desenvolverem de forma proporcional ao tempo utilizado.

 O exemplo mais utilizado por Lamarck é o crescimento do pescoço da girafa, onde segundo Lamarck, devido ao esforço da girafa para alcançar alimentos no alto das árvores, desenvolveu um pescoço cada vez maior, como forma de evolução para sua sobrevivência.

Neste caso a lei do uso e desuso é afirmada por Lamarck, como sendo transmitida aos seus descendentes.

Influência

Na terceira edição do livro de Charles Darwin, Origem das Espécies, Darwin chegou a elogiar as pesquisas de Lamarck, no entanto mesmo estando enganado quanto as suas interpretações, Lamarck é muito respeitado no meio científico, por ter questionado o fixismo e ter defendido ideias sobre a evolução.

Principais diferenças entre a teoria de Lamarck e Darwin

O meio

  • Para Lamarck o meio cria necessidades que induzem mudanças nos hábitos e nas formas dos seres vivos;
  • Para Darwin o meio exerce uma seleção natural, favorecendo os seres vivos que possuam características mais apropriadas para determinado ambiente e num determinado tempo.

Características

  • Para Lamarck as novas características surgem pelo uso ou desuso repetido de um órgão ou parte do corpo;
  • Para Darwin certos indivíduos apresentam características que lhes conferem melhor adaptação em comparação aos demais.

Descendentes

  • Lamarck diz que as características adquiridas são passadas aos seus descendentes;
  • Darwin diz que os seres mais aptos vivem mais tempo, reproduzem-se em maior quantidade e assim transmitem as suas características aos seus descendentes.

Tecido ósseo

Altamente rígido e resistente, o tecido ósseo é formado por células e material extracelular calcificado que recebe o nome de matriz óssea. Essa é importante para a nutrição de uma das células responsáveis pela formação do tecido ósseo, a célula osteócito.

Funções

O tecido ósseo tem como funções principais a sustentação e a proteção dos órgãos vitais do organismo de um ser vivo.

Tecido ósseo

Como é formado?

É formado por basicamente três tipos de célula:

  • Osteócitos: essas são as células que estão na parte interior da matriz óssea. Ocupam as lacunas que se formam entre as células dos ossos conhecidas como canalículos. Cada um desses espaços contém uma célula osteócito, cujos prolongamentos estabelecem contato por meio de junções comunicantes. Estas são o meio de transmissão de pequenas moléculas e íons de um osteócito para o outro.
  • Osteoblastos: as células conhecidas como osteoblastos são aquelas que sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, participando também de sua mineralização. Estão presentes lado a lado nas superfícies ósseas e, uma vez que fique aprisionado na matriz recém sintetizada, este recebe um novo nome: osteócito.
  • Osteoclasto: gigantes, muito ramificadas e móveis, as células osteoclastos contém muitos núcleos e citoplasma granuloso. Estes cavam lacunas na matriz óssea chamadas lacunas de Howship e possuem prolongamentos vilosos em torno da qual existe uma zona citoplasmática. Essa zona é conhecida como zona clara e apesar de ser rica em filamentos de actina, é pobre em organelas. Nesta zona há a adesão do osteoclasto com a matriz criando um ambiente fechado de reabsorção óssea.

Classificações

O tecido ósseo pode ser dividido de duas formas em dois tipos cada:

1ª classificação.

Osso compacto: este não possui espaço medular e está presente quase em toda a diáfise de ossos longos, na periferia dos ossos curtos e nos ossos chatos. Nestes últimos, forma duas camadas conhecidas como tábua interna e externa. Possui canais de Volkmann e canais de Havers, responsáveis por abrigar nervos e vasos sanguíneos.

Osso esponjoso: encontrado na parte mais profunda da diáfise de ossos longos, separando as tábuas dos ossos chatos e no centro dos ossos curtos, o osso esponjoso possui amplos espaços medulares que o dão o aspecto poroso.

2ª classificação

Tecido ósseo primário ou imaturo: trata-se do primeiro tecido ósseo que aparece no osso. Aos poucos, esse é substituído por tecido ósseo lamelar e permanece somente perto das suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos dentários e algumas regiões de inserção dos tendões durante a fase adulta do indivíduo.

Tecido ósseo secundário ou lamelar: possui fibras colágenas que estão organizadas em lamelas, paralelas ou ainda dispostas concentricamente ao redor dos vasos e canais, sendo dessa forma constituídos os sistemas de Havers. Esse tecido normalmente é encontrado em adultos.

Protostômios

Do grego protos, que significa primitivo, primeiro, e stoma, que significa boca, protostômios é o nome dado aos animais que permanecem com blastóporo mesmo após a conclusão de seu desenvolvimento embrionário, sendo que este assume a função de uma boca e, além disso, nestes animais a boca desenvolve-se antes do ânus. Neste grupo dos protostômios, podemos encontrar diversos tipos de seres vivos como vermes, artrópodes e moluscos. O grupo Bilateria, ao qual pertencem os protostômios, eram divididos em protostômios e deuterostômios.

Protostômios

Características

Quando o blastóporo, durante a fase embrionária que recebe o nome de gástrula, dá origem, em um anima, apenas à boca, ou tanto à boca quanto ao ânus, os animais recebem o nome de protostômios, ao contrário dos deuterostômios cujo blastóporo dá origem apenas ao ânus. Com simetria bilateral e três camadas germinativas, os animais protostômios são ainda esquizocelomados.

Protostômios x deuterostômios

Os deuterostômios e os protostômios possuem o início do desenvolvimento do zigoto de forma semelhante: por meio de um aglomerado de células chamado de mórula, começam as divisões. No entanto, os protostômios possuem algumas diferenças quando comparados aos deuterostômios. Confira na tabela abaixo:

 

Protostomia

Deuterostomia

Clivagem

Espiral

Radial

Blastóporo

Dá origem à boca

Dá origem ao ânus

Formação do celoma

Esquizocelia

Enterocelia

Mesoderme

Deriva do mesentoblasto

Deriva da parede do arquêntero

Animais protostômios

Os principais animais protostômios que podem ser encontrados são moluscos, por exemplo, o caramujo e a lesma, vermes e artrópodes, que são os insetos, aracnídeos e crustáceos, por exemplo.

Animais deuterostômios

Como citamos anteriormente, os animais deuterostômios são aqueles que, durante sua fase embrionária – gástrula -, no surgimento do blastóporo, este dá origem apenas ao ânus. Como exemplo, podemos citar dois grupos, que são os cordados, que envolvem os mamíferos, peixes, anfíbios, répteis e aves, e os equinodermos, que são as estrelas do mar. 

Tradução gênica

Entre tantos processos essenciais que ocorrem em nosso organismo, um deles é classificado como tradução gênica. Esta se dá por meio da união de aminoácidos segundo a ordem de códons do RNA mensageiro.

Cada códon constitui uma trinca de bases nitrogenadas do mRNA, cuja trinca adicional, o anticódon, está localizada no RNA transportador correspondente.

Tradução gênica

Conceito

Devido a sequência do mRNA ser deliberada pelo gene, a ordem de bases nitrogenadas do DNA, o fator que representa a tradução da informação genética é a síntese de proteína, chamada assim de tradução gênica.

Uma quantidade superior a 50 polipeptídeos e entre três e cinco moléculas de RNA em cada ribossomo participam da tradução gênica. Além, claro, de ao menos 20 enzimas acionadoras de aminoácidos, de 40 a 60 moléculas distintas de RNA transportador e diversas e solúveis proteínas que participam desde o início até a conclusão da tradução.

Processo

Os ribossomos localizados no citoplasma são o espaço onde ocorre esse processo. O mRNA é traduzido em proteína através da atividade de uma diversidade de moléculas de tRNA, própria para cada aminoácido.

Seguindo as determinações do código genético, a ordem de nucleotídeos de uma molécula de mRNA é convertida na ordem adequada de aminoácidos. Mesmo com 64 trincas existentes de nucleotídeo, somente 61 criptografam a formação de aminoácidos, pois três representam a ordem de conclusão da tradução.

A associação de um ribossomo é o fator responsável pelo ponto de partida da tradução gênica, em que um mRNA e um tRNA transportam o aminoácido metionina, que se unem ao sítio P do ribossomo.

O anticódon correspondente a esse tRNA e seu códon no mRNA são UAC e AUG, respectivamente. Esta trinca é a que corresponde ao códon de iniciação e, um posterior tRNA, se une ao ribossomo no sítio A.

O ribossomo somente catalisa a união dos aminoácidos de seus tRNAs, depois que os dois primeiros tRNAs se enquadram nos sítios P e A. Depois disso há o deslocamento pela molécula de mRNA, este que configura uma trinca de bases.

Ao passo que o ribossomo se locomove, os sítios são preenchidos por novos tRNAs, cada um com seus aminoácidos correspondentes ao mRNA. Imediatamente após, as uniões entre os aminoácidos são sintetizadas, para assim seguirem a ordem para a conclusão da tradução.

O processo é concluído quando um códon final se encontra em igual fita de mRNA em processo de tradução, cujos códons são UGA, UAA ou UAG. Ao final, o polipeptídeo é dispensado do ribossomo. Assim, o início de uma nova síntese de outra proteína já é possível. 

Tecidos vegetais

Todos os seres vivos são compostos por células e tecidos, no caso dos vegetais, os tecidos são divididos em tecidos meristemáticos, tecidos de revestimento, tecidos vasculares e tecidos fundamentais. Esses são formados por células que associam-se formando unidades que possuem estruturas e funções determinadas, conforme os nomes dados acima.

Tecidos vegetais

Os tecidos meristemáticos

Responsáveis pela formação dos outros tecidos, assim como pelo crescimento das plantas, os tecidos meristemáticos são formados por pequenas células que possuem uma grande capacidade de dividir-se por meio da mitose. Os tecidos denominados meristemáticos podem ser divididos em dois tipos: os primários e os secundários.

Os primários são responsáveis pelo crescimento primário das plantas, ou seja, pelo crescimento longitudinal. Por isso são encontrados principalmente no ápice dos caules e das raízes. Nestes primários, podemos encontrar ainda três tipos que são o protoderme, responsável por originar a epiderme, o fundamental, que origina os tecidos fundamentais, e o procâmbio, que origina os tecidos vasculares.

Os secundários são responsáveis pelo crescimento secundário, que se refere ao crescimento em espessura das plantas. As células que os formam são adultas que recuperam sua capacidade de realizar a divisão mitótica. Essas são caracterizadas de duas formas distintas: o felogênio, que é responsável pela formação das camadas da periderme, e o câmbio, responsável pela formação do floema e do xilema secundários.

Tecidos de revestimento

Entre os tecidos de revestimento encontramos a epiderme – reveste externamente os órgãos protegendo, absorvendo água, sais minerais, realizando a excreção e a secreção, e realizando trocas gasosas –, o Súber – também conhecido como cortiça, é composto de células mortas. Estes são responsáveis principalmente pela proteção das plantas.

Tecidos vasculares

Os tecidos conhecidos como vasculares ou de condução são responsáveis por transportar a seiva bruta e a seiva elaborada. Neste, temos o xilema – também conhecido como lenho, que é responsável por transportar a seiva bruta – e o floema – também conhecido como líber, responsável por transportar a seiva elaborada.

Tecidos fundamentais

Os tecidos fundamentais, podem ser divididos em dois grupos: os parênquimas e os de sustentação. Os primeiros estão presentes em diversas partes da planta, e são exemplos o clorofiliano, o amilífero, o aerífero e o aquífero que possuem funções distintas. Os clorofilianos são responsáveis pela realização da fotossíntese, os amilíferos, são responsáveis pelo armazenamento do amido como substância de reserva, os aeríferos acumulam o ar para a flutuação de plantas aquáticas, por exemplo, e os aquíferos armazenam água auxiliando na sobrevivência de plantas de climas seco. Os de sustentação podem ser colênquimas ou esclerênquimas: o primeiro é adaptado à sustentação dos órgãos em crescimento, enquanto o segundo confere rigidez às células da planta.

Biosfera

Atualmente, de acordo com estudos e provas científicas, o único local onde há vida no Universo é a Terra. Isso é possível em nosso planeta devido à luz do Sol que, graças à posição da Terra em relação ao Sol, chega em uma grande quantidade de energia. A energia solar permite que a vida de plantas e animais sobrevivam se alimentando de nutrientes da terra, plantas e outros animais.

Fotossíntese

As plantas sobrevivem graças à fotossíntese. O processo acontece a absorção da água e do gás carbônico e a liberação do oxigênio. Neste, a energia solar é transformada em outro tipo de energia que é aproveitado para toda a sua realização. Com isso, animais que se alimentam de plantas adquirirão energia, e os que se alimentarem deles também.

Divisões da Terra

O planeta Terra pode ser dividido em quatro camadas, conforme descrição a seguir:

A litosfera é a parte sólida da Terra que é formada a partir das rochas. A hidrosfera, por sua vez, é o conjunto total de águas no planeta envolvendo rios, lagos, oceanos e etc., enquanto a atmosfera é como chamamos a camada de ar que envolve o planeta. Por fim temos a biosfera, que é o nome que recebem as regiões do planeta que são habitadas.

Biosfera – O que é?

Biosfera

Chamamos de biosfera o conjunto dos ecossistemas que existem no planeta Terra, onde todos os seres vivos fazem parte – muito embora o conceito normalmente seja usado também incluindo os habitats. A biosfera envolve todo o ambiente onde existe vida, deste as montanhas mais altas até o fundo do mar.

A seleção natural atua diversificadamente em cada uma das regiões, pois em cada um dos ecossistemas, variam as condições ambientais de forma que um determinado animal não sobreviveria fora de seu ecossistema. Por exemplo, quando falamos de animais marinhos, estamos falando de animais que sobrevivem embaixo da água, o que não seria possível para animais de outros ecossistemas que não tem essa capacidade.

Pode-se dizer que a biosfera está relacionada aos outros três componentes abióticos do planeta (hidrosfera, litosfera e atmosfera).

Intervenção do homem na biosfera

A presença do homem em determinados ambientes acaba transformando-os, mostrando não só a fragilidade da biosfera – com a extinção de diversos animais –, mas também a sua capacidade de resistir a determinadas modificações.

No entanto, isso somente quando dentro do limite. Nas últimas décadas os limites tem sido ultrapassados e o resultado tem sido desastroso, o que fez com que a UNESCO, em 1970, lançasse o “Programa Homem e Biosfera”, que fez com que determinadas áreas, denominadas “Reservas da Biosfera” fossem preservadas para serem estudadas e tornarem-se ecologicamente sustentáveis.

Catação – Zoológica e separação de misturas

O termo catação pode ser utilizado de formas diferenciadas, afinal existem dois tipos de catação. A catação dentro do campo da zoologia, é voltado para o comportamento entre animais (de uma mesma espécie ou não). Já dentro do campo da separação de misturas, é um termo característico de trabalho, função ou técnica voltado para realização de separação de materiais. Vamos nos aprofundar melhor em cada tipo de catação, conhecendo explicações mais aprofundadas e exemplos a seguir.

Catação - Zoológica e separação de misturas
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Catação em zoologia

No campo da zoologia a catação é um termo que se refere ao hábito encontrado em vários animais, de buscar, procurar ou catar entre os pelos de outro animal, de sua espécie ou não, ectoparasitas (parasitas que se instalam na superfície do corpo, como por exemplo, piolhos, ácaro vermelho, pulgas, carrapatos e sanguessugas, entre outros).

Tipos de catação em zoologia

  • Catação: Um exemplo é quando um pássaro de uma determinada espécie realiza a catação de ectoparasitas em mamíferos, como elefantes, rinocerontes ou girafas.
  • Catação social: Quando a catação ocorre entre animais da mesma espécie, como por exemplo, entre os primatas, popularmente conhecidos como macacos. Para estes, membros de uma mesma comunidade, a catação tem como finalidade fortalecer o vínculo afetivo e manter a unidade e saúde do grupo.
  • Autocatação: Se o animal decide realizar a catação em si mesmo, esta é chamada de autocatação, tendo como finalidade de manter a higiene de seu corpo.

Separação de misturas – Método da catação

A separação de misturas é a separação de substancias do tipo “sólido-sólido”, que são selecionadas manualmente através de pinça, colher, ou outro objeto que ajude na separação. Como exemplo, podemos citar a catação de grãos bons e ruins de feijão.

O termo catação, também pode ser utilizado para separar diferentes tipos de materiais que compõem o lixo, como o vidro, metais, borracha, papel, plástico, entre outros, destinados à reciclagem.

Dentro do método de separação de sólidos podemos utilizar além da catação, outras formas, cada uma com as suas especialidades e focos diferenciados, como por exemplo, a levitação, dissolução peneiração, separação magnética, ventilação e dissolução fracionaria.

Cadeia alimentar

Todos os seres vivos precisam de energia para sobreviver e esta energia é obtida a partir do alimento que eles retiram do ambiente. Os seres vivos possuem diferentes formas de obter seus alimentos, e por isso existe a cadeia alimentar. Conheça um pouco mais sobre ela agora.

Cadeia alimentar
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Definição

Os seres vivos possuem um ciclo de vida, onde nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Além do ciclo de vida, há o ciclo da cadeia alimentar.

A cadeia alimentar, também conhecida como cadeia trófica, é um ciclo pelo qual os animais passam que surge no produtor e terminar no decompositor, passando pelos níveis tróficos. Neste último nível, os decompositores reciclam a matéria orgânica, iniciando o ciclo outra vez.

Para que haja um equilíbrio ecológico é preciso haver a interação das trocas e das relações que os seres vivos estabelecem entre si e com o meio ambiente.

A energia para sobreviver

As cadeias alimentares são ligadas diretamente em uma rede alimentar ou rede trófica. Essa rede tem início pelas plantas, que convertem a energia solar em energia química.

Sem a existência da radiação solar não seria possível existir um ecossistema, pois é partir dela que é feita a fotossíntese, processo que é responsável pela produção de energia nas plantas.

Todos os seres vivos precisam de energia para produzir as substâncias que são necessárias para que haja vida e reprodução deles. Existem basicamente duas formas de obter energia: através da energia do Sol (nos seres clorofilados) e através da alimentação dos seres clorofilados (nos seres não-clorofilados).

Os componentes da cadeia alimentar

A cadeia alimentar é composta pelos produtores, consumidores e decompositores. Veja um pouco mais sobre cada um deles a seguir:

  • Produtores: estes são organismos autótrofos clorofilados, ou seja, aqueles que produzem o próprio alimento através do processo de fotossíntese. Eles estão presentes em todas as cadeias alimentares e transformam a energia solar em energia química. Esta é a única forma de entrada de energia em um ecossistema.
  • Consumidores: estes podem ser classificados ainda como consumidores primários, secundários ou terciários. Se alimentam dos produtores (os primários) ou de outros consumidores (os secundários e terciários).
  • Decompositores: estes são responsáveis por rciclar a matéria orgânica, decompondo-a e degradando-a em matéria inorgânica. Essa matéria é reaproveitada pelos produtores e dá continuidade ao ciclo. Fazem parte os micro-organismos, como fungos e bactérias.

Exemplos de cadeia alimentar

Ecossistema Aquático

Produtor Alga
Consumidor primário Peixe herbívoro
Consumidor secundário Peixe carnívoro
Consumidor terciário Ave aquática
Decompositor Bactérias e fungos

Ecossistema Terrestre

Produtor Árvore
Consumidor primário Gafanhoto
Consumidor secundário Ave
Consumidor terciário Jaguatirica
Decompositor Bactérias e fungos

Genética

A genética é o ramo da biologia que estuda a transmissão dos caracteres hereditários, ou seja, a natureza química do material hereditário. Antigamente, acreditava-se que as características passavam de pais para filhos por meio do sangue em partes proporcionais entre os progenitores. No entanto, algum tempo depois essa concepção foi deixada de lado: por meio de alguns experimentos, a ciência comprovou a existência de elementos que teriam como objetivo justamente a transmissão dessas características: os gametas.

Genética
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A transmissão genética de características

Apesar de ser sabido que não era pelo sangue que eram transmitidas essas características, ainda assim estavam parcialmente errados. Não eram exatamente os gametas que carregavam essa função, mas sim os cromossomos, que são parte de seu conteúdo nuclear. O gene foi evidenciado algum tempo depois como um elemento pertencente aos cromossomos que era o real transportador dos caracteres hereditários. Cada um destes genes ocupa um lugar definido ao longo dos cromossomos.

Quem descobriu as leis de transmissão de características hereditárias foi Gregor Mendel que, por meio do cruzamento de ervilhas encontrou semelhança na transmissão. Seus trabalhos, no entanto, ficaram esquecidos por muitos anos quando, em 1900, três pesquisadores que trabalhavam independentemente redescobriram seu trabalho e confirmaram suas descobertas.

A lei de Mendel

Gregor Mendel, nascido em 1822, estudou matemática e ciências por conta própria, mantendo-se sempre interessado na área. Realizou estudos meteorológicos, estudou a vida das abelhas e cultivou plantas, sempre criando novas variedades dos frutos pera a maçã. Entre os anos de 1856 e 1865, realizou estudos e experimentos envolvendo ervilhas objetivando descobrir como eram transmitidas as características hereditárias de pais para filhos. Em 1965 ele apresentou seu trabalho sobre as suas leis da hereditariedade à Sociedade de História Natural de Brünn, mas seu estudo ficou praticamente desconhecido no mundo das ciências até que os pesquisadores citados anteriormente redescobriram e retomaram as leis de Mendel.

Considerado atualmente como pai da genética, Mendel teve reconhecimento apenas após a sua morte no ano de 1884 em Brünn.

  • 1° Lei de Mendel: “cada caráter é determinado por um par de fatores que se separam na formação dos gametas, indo um fator do par para cada gameta, que é, portanto, puro”.
  • 2° Lei de Mendel: “os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso”.

A importância da genética

Este campo da biologia, além de revelar como são transmitidas as características hereditárias, ajuda na identificação de anormalidades cromossômicas mesmo que durante o desenvolvimento do embrião. Isso é importante pois tem caráter preventivo e curativo no descobrimento prévio e na utilização de terapias genéticas como medidas corretivas.