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Clima tropical

O clima tropical é caracterizado por altas temperaturas, que ocorrem durante todos os meses do ano.  Apresenta uma temperatura média de 18°C, e está presente em regiões intertropicais, ou seja, uma faixa de transição entre o clima equatorial e o clima desértico e, além disso não possuem estação de inverno rigorosa.

Clima tropical

Território brasileiro

O clima tropical está presente em muitas das regiões do Brasil, e possui como a principal de suas características as temperaturas bastante elevadas. Esse clima apresenta uma diferença entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão), apresentando estas duas estações bem definidas.

Durante o inverno, as regiões com o clima tropical, apresentam sempre temperaturas amenas e clima bastante seco, enquanto o verão é uma estação com temperaturas bastante altas e é acompanhado de grandes quantidades de chuvas. Seu índice pluviométrico é mais forte em regiões litorâneas.

Climas tropicais se dividem em quatro tipos:

Tropical de floresta

Conhecido também como equatorial úmido, o clima conhecido como tropical de floresta tem, normalmente, precipitações de 60 mm durante todo o ano.

Esse clima é típico de regiões próximas ao equador, como é o caso de cidades como Cingapura, Belém e Cambina. Em algumas regiões a umidade permanece a mesma durante os 12 meses, como é o caso da Colômbia.

Tropical de monções

O clima tropical de monções é caracterizado pelos ventos sazonais que mudam de direção conforme as estações do ano.

Este é muito comum em lugares como no Sul da Ásia e na região leste da África e apresenta um mês mais seco, chegando a menos de 60 mm de chuva. Cidades como Mombasa e Siri Lanka possuem estas características.

Clima tropical úmido e seco

Conhecido também como clima tropical de savana, esse tipo de clima tropical possui uma estação seca e intensa. As regiões com este clima possuem poucas precipitações, chegando a ser menores que 60 mm. Lugares como o Havaí, Honolulu, Veracruz (México) possuem este tipo de clima.

Em locais de clima tropical úmido e seco a estação seca acontece durante a época de sol mais baixo, com dias mais curtos.

Clima tropical de altitude

Possui o mesmo regime pluviométrico do clima tropical úmido e seco, porém seu regime de temperaturas é igual ao de clima subtropical, com efeitos de geadas e, raramente, algumas pequenas precipitações de neve.

A Serra da Mantigueira, no Brasil é um exemplo de região com este clima característico por ser uma região de altitude elevada, como por exemplo, entre serras e regiões montanhosas.

Commonwealth

Commonwealth ou Commonwealth of Nations é a Comunidade de Nações, uma organização intergovernamental que é composta por 53 países que são membros independentes. Com exceção de Moçambique e Ruanda, todos os países que a compõe fazer parte do Império Britânico. Seu símbolo é o chefe da Commonwealt que é, atualmente, a rainha Isabel II que também é monarca de dezesseis desses membros da organização.

Recentemente, Fiji e Zimbábue tiveram sua participação suspensa devido a afrontas graves aos princípios democráticos e direitos humanos. Além disso, os países mais recentes são Ruanda, Moçambique e Camarões.

Commonwealth
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Objetivos

A organização tem como objetivo a cooperação entre os Estados-membros em um quadro de valores e objetivos comuns que foram descritos na Declaração de Cingapura. Entre esses objetivos comuns estão a promoção da democracia, dos direitos humanos, da boa governança, do estado de direito, da liberdade individual, do igualitarismo, do livre comércio, do multilateralismo e da paz mundial. Esta, no entanto, não é uma união política, mas sim uma organização intergovernamental por meio da qual os países que tem diversas origens sociais, econômicas e políticas são considerados iguais. O secretariado permanente da Commonwealth é responsável por realizar suas atividades. Este é chefiado pelo Secretário-Geral e por reuniões entre os Chefes de Governo da organização.

A atividade que é mais visível da organização é chamada de Jogos da Commonwealth, produto de uma dessas entidades. Esses países não são considerados, entre si, como estrangeiros.

Origem

Suas raízes apontam para um início da instituição no ano de 1870, no entanto, somente foi reconstituída no ano de 1949, quando houve a Declaração de Londres. Nesta, ficou acordado que os países membros seriam livremente e igualmente associados, ou seja, não seriam diferenciados por nenhuma característica e poderiam aderir livremente à organização. Além disso, ficou acordado ainda que trabalhariam todos de forma conjunta para que conseguissem alcançar o interesse comum de seus cidadãos para o desenvolvimento, a democracia e a paz.

Os valores citados anteriormente – liberdade, democracia, paz, estado de direito e oportunidade para todos – foram definidos em duas reuniões bienais, a primeira realizada no ano de 1971 em Cingapura com uma reafirmação no ano de 1991, na reunião que aconteceu em Harare, em Zimbábue.

Manutenção

A manutenção dos valores dentro dessa organização é responsabilidade do Grupo de Ação Ministerial da Commonwealth (CMAG) que é um grupo rotativo composto por nove ministros das relações exteriores. Estes avaliam a natureza das infrações e recomendam medidas de ação coletiva entre os países, podendo suspender ou recomendar que um país seja expulso.

Clima subtropical

Característico da transição entre os climas tropicais que possuem latitudes menores e temperaturas maiores e climas que tem temperaturas mais frias e latitudes maiores, como o clima temperado, o clima subtropical apresenta características mescladas entre os tipos de clima de transição.

Clima subtropical
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Onde está presente?

Este tipo de clima pode ser encontrado principalmente no lado oriental dos continentes, na região sul da América do Norte, no sul e no centro da China, na Austrália, na África e em alguns países da América do sul como o norte da Argentina e do Uruguai e o sul do Brasil e Paraguai.

Clima subtropical no Brasil

No Brasil, é comum encontrarmos esse clima em regiões como a região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Campinas, Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul.

Aqui no país, este clima é caracterizado pelas temperaturas médias anuais que ficam abaixo dos 21°C, além da amplitude térmica entre 9°C e 13°C. A neve é rara em regiões mais baixas, mas ocasionais em regiões de maior altitude. Nestas, o verão é ameno e o inverno mais frio.

As regiões mais ao sul do Brasil que possuem clima subtropical são representadas pela classificação climática de Köppen-Geiger como Cfa ou Cfb, sendo que a primeira é o subtropical com verões quentes, correspondendo às regiões mais baixas, e o segundo com verões amenos, correspondendo às regiões mais altas.

Características principais

Neste tipo de clima, há a presença de quatro estações bem definidas e a distribuição regular da precipitação (de chuvas) durante o ano. O verão é quente e apresenta temperaturas em torno de 22°C e uma taxa de precipitação alta. O outono possui precipitações que quase sempre são provocadas por tufões e furacões como nos Estados Unidos, por exemplo, enquanto o inverno tem temperaturas entre 0°C e 10°C com bastante chuva e muita umidade. A primavera, em contrapartida, possui temperaturas mais amenas e chuvas regulares.

Além disso, as regiões onde predomina o clima subtropical apresentam umidade relativa do ar anual entre 60% e 85%, com um índice pluviométrico anual entre 500 e 1000 milímetros. Nesses locais pode ocorrer geadas durante o inverno, principalmente nas regiões que são mais altas.

A vegetação das regiões de clima subtropical não são padronizadas, podendo variar de acordo com a altitude do local. Em regiões mais altas, por exemplo, podem ser encontradas vegetações como bosques de araucárias, já nas planícies, em contrapartida, há a predominância dos pampas, que são campos que apresentam vegetação rasteira de gramíneas.

Clima temperado

O clima temperado acontece em regiões centrais da Europa, sudeste da Austrália, litoral sul da América do Sul, nordeste da China, norte do Japão e parte do Oriente Médio. Este tipo de clima pode ser dividido em 5 classificações, que serão demonstradas em um tópico deste artigo.

Características

Com temperaturas variadas ao longo do ano, o clima temperado apresenta uma média acima de 10° nos meses mais quentes e entre -3° e 18°C nos meses mais frios. O verão é relativamente quente, o outono tem temperaturas gradativamente mais baixas no decorrer dos dias, a primavera temperaturas mais altas gradativas no decorrer dos dias e o inverno é bem frio, caracterizando estações bem definidas.

De uma forma geral, suas características envolvem o índice pluviométrico entre 1.500 mm e 2.000 mm como uma média anual, verões moderados e invernos frios, além da umidade relativa do ar que no inverno é em torno de 80% e no verão 90%.

Clima temperado
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Tipos de climas temperados

Clima temperado mediterrâneo

Normalmente as regiões entre as latitudes de 30° e 40° possuem o clima temperado mediterrâneo. Neste, o inverno está diretamente associado às chuvas, e é caracterizado por temperaturas amenas decorrentes das correntes marítimas quentes. Durante o verão a precipitação de chuva é quase nula, sendo essa época bem quente e seca devido aos centros barométricos de alta pressão. Em áreas costeiras, as temperaturas do verão são um pouco mais amenas devido às correntes frias do oceano. Lisboa, Madrid, Roma e Santiago são exemplos de cidades com este clima.

Clima Subtropical úmido

Presente no interior dos continentes, ou ainda no litoral ao leste dos continentes, esse clima acomete regiões entre as latitudes 25° e 35°. Nessas regiões, o verão é úmido devido as massas tropicais instáveis, e no leste asiático os invernos podem ser secos e mais frios que regiões com latitudes similares devido à pressão atmosférica alta da Sibéria. São exemplos de cidade com este clima as cidades de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Houston, Ialta, Ludian e Brisbane.

Clima temperado marítimo

Localizado entre as latitudes de 45° e 55°, este clima está normalmente próximo aos locais com clima mediterrâneo. Os verões nestas localidades são frescos e nublados, e os invernos são frios, mas amenos quando comparados aos invernos de outros climas. São exemplos de cidades com esse clima Limoges, langebaanweg, Ponta Delgada e Prince Rupert.

Clima temperado subártico

Esse tipo de clima acontece próximo aos polos quando comparado aos climas temperados marítimos, mas está limitado ou a estreitos litorais da parte ocidental dos continentes, ou em ilhas de litorais, principalmente no Hemisfério Norte. Como exemplo de locais com esse clima, podemos citar Punta Arenas, Monte Dinero e Torshavn.

Clima temperado continental

Típico de regiões do interior dos continentes em latitudes superiores a 45°, esse clima é caracterizado por uma falta de chuva, principalmente no inverno. Isso acontece devido à distância que separa as regiões das áreas de influência marítima. As temperaturas de verão são muito altas e as de inverno muito frias, no entanto, a temperatura média anual é inferior aos 10°C. O clima é comum em cidades como Moscou, Chicago e Kiev.

Clima desértico

O clima desértico é marcado em regiões que possuem a presença de deserto. É fácil de encontrar em lugares como Saara, Arábia, Austrália, Atacama, Kalahari, Neguev, Norte do México, Sudoeste da África do Sul, Sonora, entre outros no caso de clima desértico quente. No caso de clima desértico gelado, podemos citar: Mongólia, Turquestão, Grande Bacia do oeste do EUA, entre outros.

Geralmente encontramos o clima desértico em latitudes de 12° e 30°. É caracterizado pelo baixo índice de pluviosidade que dá aos locais com o clima assim a sua fisionomia característica, sendo solo árido e flora esparsa e seca.

Clima desértico
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Categorias

O ambiente de um clima desértico pode ser dividido em duas categorias diferentes de acordo com a amplitude térmica e a sua localização, que conferem características diferentes aos dois climas.

  • Quente: apresenta alta amplitude térmica diurna, isto é, por se localizar em regiões de alta pressão a insolação durante o dia é muito intenso o que eleva a temperatura rapidamente, podendo chegar a até 50°C em alguns lugares. No período da noite ocorre o inverso, o calor irradia muito rápido e a temperatura cai drasticamente, porém a temperatura nunca fica abaixo de 0°C.
  • Frio: é gelado o tempo inteiro com pequenas oscilações de frio na parte do dia, podendo ficar abaixo de 0°C a qualquer momento (em especial durante o período noturno), incluindo até o risco de nevar.

Diferenças entre os climas

Além da questão da diferença de temperatura entre ambos os ambientes, outra característica é a localização de um clima desértico quente e de outro frio. Em climas quentes os desertos são encontrados geralmente na costa ocidental dos continentes, chegando até o litoral (sem ir até o litoral oriental). No caso do clima frio, os desertos são encontrados no interior dos continentes em regiões limitadas por altas montanhas.

Nos desertos de clima quente sua fauna é composta por roedores, répteis, aracnídeos, insetos e camelos. Com a falta de água, os seres deste clima sofreram determinadas adaptações, onde a maioria desenvolveu hábitos noturnos para evitar as elevadas temperaturas do dia. A vegetação é composta por gramíneas, cactos e pequenos arbustos que se adaptam à seca da região através de xeromorfia.

Já a situação que encontramos em desertos de clima frio, a fauna é composta por pinguins, peixe-do-gelo, lagópode, elefante-marinho, baleia azul, focas, entre outras espécies. Sua vegetação é composta pela tundra, planta muito rasteira, constituída por ervas, musgos e líquens.

Desmatamento no Brasil

O termo desmatamento é também conhecido como desflorestamento. No Brasil teve início com a chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Eles foram desmatando o pau-brasil e enviando à Europa. Os povos lusitanos deram início na exploração pela a Mata Atlântica. A madeira do pau-brasil era utilizada para a construção de móveis e instrumentos musicais e sua seiva colorida era utilizada para tingir tecidos.

Desmatamento no Brasil
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Desmatamento constante em outras regiões do Brasil

Desde tempos passados, o desmatamento no Brasil se tornou uma constante. Depois da Mata Atlântica foi a vez da Floresta Amazônica de sofrer com a derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras como o mogno, por exemplo, várias madeireiras se instalaram na região para realizar a prática ilegal de exploração.

Um relatório divulgado pela WWF, uma ONG que se dedica a proteção do meio ambiente, informou no ano de 2000, que o desmatamento na Amazônia já atingia 13% de sua cobertura original. Uma pesquisa realizada pela revista Science, publicada em 2012, informou que no ano de 2050, poderá ocorrer cerca de 80% de extinção das espécies animais (anfíbios, mamíferos e aves) em áreas que sofrem com o desmatamento. Na Mata Atlântica, atualmente, existe apenas 9% de sua cobertura original do ano de 1500. Várias espécies de animais e vegetais já foram extintas.

Vale lembrar que o desmatamento no Brasil não é um problema apenas focado na Amazônia e na Mata Atlântica, ele ocorre nos quatro cantos do país. Muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio, são as chamadas frentes agrícolas. O desmatamento em determinada região pode provocar o processo de desertificação, isto é, a formação de desertos e regiões áridas, situação está que já vem ocorrendo no sertão nordestino e no cerrado de Tocantins nas últimas décadas.

Crescimento das cidades e diminuição das florestas

O crescimento das cidades também traz a diminuição de áreas verdes, além do crescimento das indústrias, construções de condomínios, polos industriais e rodovias, que provocam a derrubada de grandes áreas florestais.

Queimadas e incêndios em regiões florestais

As queimadas e incêndios são outro grande problema de regiões com área verde. Fazendeiros provocam incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Alguns motoristas também provocam incêndios por pura irresponsabilidade, através de pontas de cigarros jogadas nas beiras das rodovias.

Desmatamento no mundo

O problema do desmatamento não é exclusivo do Brasil. No mundo inteiro o desmatamento ocorreu e ainda está ocorrendo. Em países asiáticos como a China, quase toda a sua cobertura vegetal foi explorada, outros países como Estados Unidos e Rússia, também destruíram suas florestas com o passar do tempo.

O que fazer contra o desmatamento?

Apesar de o problema ser recorrente, ao longo dos anos houve uma diminuição significativa em comparação ao passado, a consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Legislações mais rígidas estão sendo desenvolvidas em prol do meio ambiente e uma fiscalização mais atuante está ocorrendo para combater os crimes ambientais.

As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico e bom funcionamento climático do planeta Terra. Espera-se que cada vez mais o ser humano tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes de seus interesses financeiros individuais, está a vida de um planeta inteiro e o futuro de novas gerações depende deste bom funcionamento.

Mata de araucárias – Vegetação, características e extinção

A mata de araucárias é encontrada na região Sul do Brasil e onde se encontra relevos mais elevados na Região Sudeste. É conhecida também como Pinheiro do Paraná (Araucaria angustifólia), e encontra-se ameaçada de extinção. Os dados atuais são alarmantes, apenas 1,2% de sua cobertura original encontra-se preservada, e apenas 0,22%, está sob a proteção de Unidades de Conservação (UC), mostrando assim os riscos que a vegetação corre atualmente.

Mata de araucárias - Vegetação, características e extinção
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Mata de araucárias pelo mundo

Existem dezenove espécies de araucárias, das quais treze são endêmicas (existem em lugar específico). Essas são encontradas na Ilha Norfolk, Nova Guiné, Argentina, sudeste da Austrália, Chile e no Brasil também.

A vegetação se desenvolve apenas em regiões nas quais se predomina o clima subtropical, isto é, apresentando invernos rigorosos e verões quentes. Os índices pluviométricos são relativamente altos, porém, devem ser bem distribuídos durante o ano.

Características

Essas árvores, araucárias, possuem altitudes que podem variar entre 25 a 50 metros de altura, e troncos com até 2 metros de espessura. Suas sementes são conhecidas como pinhão, podem ser ingeridas, e os galhos da árvore envolvem todo o tronco central. Um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento dessa planta é que seu habitat deve ser mantido através de clima e relevo apropriado. No Brasil existe uma festa chamada de Festa do Pinhão, localizada na cidade de Lages, Santa Catarina. Um dos motivos que contribui para o desaparecimento desta espécie, é que suas sementes são comestíveis.

As araucárias são encontradas em regiões de solo muito fértil, conhecido como “terra-roxa”, um solo de origem vulcânica e altamente produtivo, presente em uma pequena parcela (1%) do território nacional, fazendo com que a vegetação fosse suprida para o plantio de monoculturas e pastoreio. A planta pertence à família das Coníferas (plantas gimnospermas), isto é, não produzem fruto, está por si só é a espécie que atinge maior longevidade entre todas as outras espécies de plantas.

Outra característica das araucárias é que são restritas de flores, tendo em vista as baixas temperaturas que enfrentam no inverno, além disso, sua composição paisagística consiste principalmente pelo espaçamento entre as árvores e por florestas ralas.

ONU – Organização das Nações Unidas

Fundada no dia 24 de outubro do ano de 1945 em São Francisco nos Estados Unidos, a ONU é a maior organização internacional, sendo constituída de governos de muitos países do mundo. Foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial e, inicialmente, contava com 51 países participantes e buscava formas de, com um grande clima pós-guerra que abatia o mundo, manter a paz mundial e evitar novos conflitos armados. A organização conta com várias organizações subsidiárias para realizar suas missões com sucesso. Atualmente conta com 193 países, mas apenas cinco deles fazem parte do Conselho de Segurança e têm poder de veto em qualquer resolução da ONU: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França.

ONU – Organização das Nações Unidas
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História

A ONU surgiu, como citado anteriormente, depois da Segunda Guerra Mundial. Winston Churchill foi o primeiro a usar o termo Nações Unidas em 1 de janeiro de 1942, quando 26 governos assinaram a Carta do Atlântico e comprometeram-se a continuar esforçando-se contra a guerra. Oficialmente, a ONU foi fundada em 24 de outubro de 1945 quando houve a ratificação da Carta dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança, além da maioria dos outros 46.

Níveis básicos

Dentro da ONU, existem dois níveis básicos de decisões que são a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança. Todos os membros participam da Assembleia e, em comum acordo – com a maioria – uma decisão é tomada; já o Conselho de Segurança, como citado no primeiro tópico, é formado por cinco países que possuem o poder de veto.

Objetivos

Com a sede principal localizada em Nova Iorque, a ONU passa constantemente por reuniões onde são definidas por seus representantes as leis e projetos que envolvem temas políticos, diplomáticos e administrativos internacionais. Dividida em vários organismos administrativos, como a Corte Internacional de Justiça, o Conselho Econômico e Social, Assembleia Geral, entre outros, seus principais objetivos envolvem, de acordo com a Carta das Nações Unidas:

  • Defesa dos direitos fundamentais do ser humano;
  • Garantir a paz mundial, colocando-se contra qualquer tipo de conflito armado;
  • Busca de mecanismos que promovam o progresso social das nações;
  • Criar condições que mantenham a justiça e o direito internacional.

Curiosidades

O Dia da ONU é comemorado no dia 24 de outubro, e celebra a instituição que é mantida por contribuições financeiras dos países que a compõe. Entre os que mais colaboram, estão os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Além disso, a ONU possui algumas línguas oficiais dentre as que os países que a compõe falam: inglês, francês, russo, mandarim, espanhol e árabe.

Regiões polares

Chamamos de regiões polares os polos do nosso planeta. Essas áreas da Terra são pouco povoadas devido às baixíssimas temperaturas. Com uma área de 35 milhões de km², essa porção do planeta encontramos o polo ártico, com 21 milhões de km² que é constituído pelo Oceano Glacial Ártico. Localizado entre o Círculo Polar Ártico e o Polo Norte. O polo Norte é constituído por uma camada de gelo muito espessa que tem aproximadamente 2 km.

Já a região polar antártica, localizada no extremo sul do planeta Terra é considerado um continente que chamamos de Antártica. Com uma extensão de 14.108.000 km², sua extensão territorial, assim como no Polo Norte, é formada por gelo.

Regiões polares
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Características

O polo norte e o polo sul possuem características peculiares quando comparadas às outras regiões do mundo, mas muito parecidas entre eles. A temperatura normalmente não passa dos 10°C nos dias mais quentes do ano, e ainda possuem o fenômeno conhecido como Sol da Meia-Noite, que é quando o Sol fica durante 24 horas brilhando. Além disso, o que poucos sabem é que essas duas regiões são responsáveis por regular a temperatura do planeta, portanto é essencial a preocupação com a preservação dessas calotas polares. Outra característica comum às duas regiões, são os oceanos bastante frios e com baixo teor de sal.

O Ártico e composto por uma massa de gelo solitária que aumenta o gelo durante o inverno, conhecida como banquisa e, em contrapartida, a Antártida é um continente que possui uma vela geleira. Sua espessura é grande e compõe mais de 90% do gelo de todo o planeta.

Fauna e flora

A coloração da neve, comum nas duas regiões, afeta não só o visual do ambiente, mas também a fauna. Por exemplo, lá são comuns animais como a coruja branca, o urso polar, lebres diversas e a raposa do ártico, todos com coloração mais esbranquiçada. A cadeia alimentar começa, nas duas regiões, com o plâncton vegetal flutuante, que é unicelular e se reproduz rapidamente durante o verão – quando tem 20 horas de claridade -. Muitos pequenos animais como as larvas, crustáceos, moluscos e peixes mais jovens alimentam-se dos plânctons, e estes, por sua vez, são alimentos para animais maiores – cetáceos, como a baleia, peixes, como o arenque e o bacalhau, e para alguns pássaros marinhos, como a andorinha do Ártico).

Em pequenas ilhas rochosas e desérticas da região – arquipélagos circumpolares – são encontrados ainda animais como focas e morsas durante a primavera, e aves marinhas durante o verão. Existem ainda durante a primavera alguns elefantes marinhos nas praias da Antártida, região onde os residentes permanentes são pinguins e focas.

Nesses pequenos arquipélagos, a tundra é a vegetação com charcos e rochedos que ficam cobertos por liquens. Além disso, existem nas regiões também as florestas de pinheiros e bétulas da taiga do norte, onde podem ser encontrados outros animais como o alce, o lemingo, o lobo, entre outros.

Reforma agrária

De acordo com o Estatuto da Terra criado no ano de 1964, o Estado tem por obrigação garantir o direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha. Esse estatuto, no entanto, não é posto em prática uma vez que diversas famílias camponesas são expulsas do campo e suas propriedades são adquiridas por grandes latifundiários.

Existem duas formas de serem obtidas as propriedades rurais destinadas para a reforma agrária. A primeira, é a expropriação, uma modalidade que é original para este fim. Prevista na Lei 8.629/93 “a propriedade rural que não cumprir a função social é passível de desapropriação”.

Outra forma de obtenção das terras rurais para reforma agrária é por meio de compra direta da terra direto com os proprietários. Entre 2003 e 2009, de acordo com dados do INCRA, o Governo do Brasil comprou mais de 40 milhões de hectares com intuito de tornar possível a reforma agrária.

Reforma agrária
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Objetivos

O processo realizado pelo governo visa a compra ou a desapropriação de terras de grandes latifundiários, que são os proprietários das grandes extensões de terras cuja maior parte não é usada, e distribui lotes para as famílias camponesas.

Reforma Agrária no Brasil

Desde o ano de 1530 há no Brasil uma distribuição desigual das terras. Na época das capitanias hereditárias e do sistema de sesmarias – que era a distribuição de terras por parte da Coroa portuguesa a todos aqueles que tivessem como produzir, desde que pagassem 1/6 de sua produção à Coroa -, a política de aquisição das terras acabou formando vários latifúndios.

Mais tarde, com a independência do Brasil, houve a predominância da lei do mais forte para a demarcação dos imóveis rurais, de forma que houve grande violência, além da concentração das terras nas mãos de poucos proprietários. Isso segue até os dias atuais.

Importância

Com diversas barreiras como a resistência dos latifundiários, dificuldades jurídicas e altos custos de manutenção das famílias assentadas, a reforma agrária no Brasil tem acontecido de forma lenta. É, no entanto, muito importante, pois proporciona condições para a população trabalhar na terra aumentando, consequentemente, a produção agrícola e reduzindo a desigualdade social no país.

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra atualmente exerce uma grande pressão para que essa divisão das terras aconteça como é determinado por lei. Sua maior forma de manifesto a ocupação de propriedades que são consideradas improdutivas.