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América Central

O continente americano é dividido em três partes: América do Norte, América Central e América do Sul. Cada uma dessas regiões possuem suas especificidades. Veja agora um pouco mais sobre a América Central, suas características, localização e economia.

América Central
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Localização

A América Central se localiza entre a América do Sul e a América do Norte, limitando-se a oeste com o Oceano Pacífico e a leste com o Oceano Atlântico, a norte com a América do Norte na fronteira da Guatemala com o México, e a sul com a América do Sul na fronteira do Panamá com a Colômbia.

Ela é dividida em dois trechos: o insular e o continental. Este primeiro é formado pelas ilhas, já o segundo a parte continental que liga a América Central à América do Norte e à América do Sul.

Atualmente a América Central se constitui de 7 países e várias ilhas. Os países são: Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Na América Central insular, temos o Caribe, que é composto por 13 países independentes e mais 11 territórios: Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Cuba, Dominica, Granada, Haiti, Jamaica, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago (países), Anguila, Antilhas Holandesas, Aruba, Guadalupe, Ilhas Caimã, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Virgens Britânicas, Martinica, Monte Serra e Porto Rico (territórios).

Características naturais

O clima na região da América Central é tropical quente com estação úmida no verão e seca no inverno, nesta região são comuns tempestades tropicais. Devido a sua altitude, é possível identificar três domínios climáticos.

As terras quentes representam as regiões em que se localizam as planícies e os baixos planaltos, nestas as temperaturas médias mensais medem cerca de 25ºC, possuindo características de climas tropical úmido e equatorial.

As terras temperadas estão localizadas entre as planícies e as montanhas, nelas as temperaturas médias medem cerca de 20ºC, possuindo um clima tropical de altitude.

Já as terras frias, localizam-se nos locais onde há montanhas elevadas e por este motivo as temperaturas são semelhantes às de clima frio.

Uma grande parte da América Central é constituída por montanhas que periodicamente desenvolvem o processo de vulcanismo e também de terremotos. A vegetação da região é formada por densas florestas, porém quase 50% já foram desmatadas devido à exploração de madeira.

Economia

A América Central não se destaca muito economicamente, sua economia é pouco desenvolvida e tem como base principal a agricultura, há ainda o turismo e algumas pequenas indústrias.

O MCCA (Mercado Comum Centro-Americano) é o bloco econômico dessa região, e o seu principal objetivo é a integração econômica entre os países-membros, que são: Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Honduras e Costa Rica.

Planalto central

A região localizada no centro brasileiro é chamada de planalto central, isto é, está no meio do Brasil, o planalto central compreende partes dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato grosso do sul e Tocantins.

O planalto central tem como maior altitude a Chapada dos Veadeiros, tombada como Patrimônio Mundial do Brasil, em 2001, pela Unesco, o local possui altitudes que variam de 600 metros a 1650 metros, como é o caso da Serra da Santana, considerada por muitos um local místico e especial.

Planalto central
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O planalto central é usado para designar o espaço geográfico em que está localizado o Distrito Federal, denomina o grande platô, isto é, parte elevada e plana de um terreno. Entre outros fatores, está localizado a construção do Distrito Federal, isto é, a cidade de Brasília, que atualmente é uma das maiores metrópoles do Brasil.

Características do planalto central

O planalto central é caracterizado por terrenos cristalinos do pré-cambriano com alterações com os terrenos sedimentares do paleozoico e do mesozoico, com feições, sendo as mais presentes: as chapadas como as dos Parecis, Guimarães, Pacaás Novos, Veadeiros e Espigão Mestre, sendo o Espigão Mestre, o divisor de águas dos rios São Francisco e Tocantins.

Os rios Araguaia e Tocantins, um dos rios mais importantes do Brasil, também estão localizados na região do planalto central, estes são responsáveis pela constituição da maior bacia hidrográfica, sendo totalmente brasileiros, os rios abrigam parte de cursos da bacia Amazônica e da bacia do São Francisco.

Com relevo e perfil hidrológico em potencial, mesmo em período de estiagem, tem capacidade para abastecer grande parte da região, como por exemplo, a hidrelétrica de Tucuruí, localizada no Tocantins, responsável pelo abastecimento da Serra dos Carajás e Albrás.

Planalto Central: fauna e flora

Possui vegetação característica, o Cerrado, com espécies como ypê do cerrado aroeira, orquídeas, copaíba entre outras, que somam mais de 3 mil diferentes espécies de flora. Sua fauna apresenta muita diversidade com cerca de 1.500 espécies, algumas inclusive, com alto risco de extinção. O clima do planalto central é quente e possui fortes períodos de chuva e de seca.

Floresta amazônica

A floresta amazônica é uma das florestas tropicais mais importantes do mundo, conhecida popularmente como “pulmão do mundo”, devido sua tamanha biodiversidade e importância, está localizada ao norte da América do Sul, possui uma extensão de sete mil quilômetros quadrados, espalhadas pelos territórios: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

A maior concentração da floresta amazônica está localizada no Brasil, ocupando 61% do território brasileiro, entre os estados do Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, Pará e Roraima. A floresta possui uma fauna que corresponde a 80% das espécies do Brasil, e uma flora que contém mais de 20% de espécies vegetais do planeta terra, seus rios (Rio Amazonas e afluentes), representam a maior reserva de água doce do mundo.

Floresta amazônica
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Origem do nome Amazônia

O explorador espanhol Francisco de Orellana, em 1542, relatou em sua expedição, ter sido atacado por mulheres nuas que usavam arco e flecha, no rio Amazonas, Orellana então as chamou de amazonas, fazendo referência também a mitologia grega, onde as mulheres não aceitavam homens em suas tribos, dando origem ao nome de floresta amazônica.

Características gerais da floresta amazônica

É uma floresta tropical fechada, formada por árvores de porte grande, seu solo possui uma fina camada de nutrientes, que é formado por decomposição de folhas, frutos e animais mortos. A floresta é rica em húmus, sendo essencial para a grande maioria das espécies de plantas e árvores da região.

A região possui grande quantidade de chuva o que facilita em seu aproveitamento de produção, colaborando para manter o seu perfeito desenvolvimento. Sua vegetação rasteira está presente em pouca quantidade, tendo em vista que as árvores do local crescem muito próximas, evitando a chegada de raios solares ao solo, limitando o crescimento das pequenas plantas.

Os animais localizados na floresta amazônica são de pequeno e médio porte, como por exemplo: macacos. marsupiais, cobras, tucanos, pica-paus, morcegos, roedores, entre outros. Os rios que cortam a floreta possuem uma grande diversidade de espécie de peixes.

O clima é equatorial, pois a floresta amazônica se encontra perto da linha do equador, com temperaturas e índices pluviométricos elevados, sendo calor durante o dia e finais de tarde com chuva.

Floresta amazônica e seus problemas atuais

O desmatamento ilegal e predatório é um de seus principais problemas. Madeireiras cortam para vender troncos de árvores nobres e em extinção, fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo, colocando em risco todo ecossistema da região. Cientistas estrangeiros entram ilegalmente na floresta em busca de amostras de plantas ou espécies de animais, desenvolvendo substancias, registrando a patente em seu país de origem e lucrando, sem darem os devidos créditos ao Brasil.

Oceanografia

A oceanografia também é conhecida como oceanologia, é a ciência que estuda os oceanos buscando compreender, descrever e prever os acontecimentos desde ambiente. Teve como início as primeiras viagens de navegação que aconteciam nos oceanos, que possuem registros desde 7230 a.C., através do comercio que existia entre Grécia e a Ilha de Melos.

Conforme os anos foram se passando os antigos egípcios desenvolveram tecnologia naval, melhorando as técnicas de navegação, suas viagens aconteciam até o Mar Mediterrâneo, porém, alguns historiadores dizem que os egípcios chegaram até o oceano Atlântico, colaborando com o povoamento das Américas.

Oceanografia
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Oceanografia e seus quatro aspectos

A oceanografia estuda os oceanos através de quatro aspectos, sendo eles: físico, químico, biológico e geológico.

Oceanografia física: estuda os processos físicos nos oceanos e suas relações, tanto com a atmosfera como também com a litosfera. Trabalha com as características das massas de água e estuda fenômenos como, correntes marinhas, ondas, marés, vórtices e outros. A oceanografia trabalha com boias oceanográficas, sensoriamento remoto e modelos hidrodinâmicos, entre outros, e juntamente com a meteorologia ajuda nas informações do funcionamento da dinâmica climática mundial, como por exemplo, fenômenos como o El Ninõ.

Oceanografia química: estuda a química dos oceanos como um todo, visando sua composição química, concentração de compostos na água e a geoquímica dos oceanos. É o ramo da oceanografia que estuda a poluição dos oceanos, realizando análises de comportamento de metais pesados, óleos, graxas e matéria orgânica em todos os seus aspectos dentro do oceano e de seus sedimentos, procura caracterizar também os processos de bio-magnificação e bio-acumulação, isto é, a forma como um elemento químico é transmitido na cadeia alimentar.

Oceanografia biológica: estuda a biota (nome do superdomínio que corresponde à vida na terra em sua totalidade), e a ecologia dos oceanos, busca compreender os mecanismos biológicos que estão conectados diretamente ou indiretamente com os oceanos, a oceanografia biológica estuda os organismos marinhos em três categorias: plâncton, nécton e bentos.

Oceanografia geológica: se vale da geologia para estudar os processos geológicos que acontecem no oceano, tópicos como, o estudo do gênese dos oceanos, sedimentação marinha, geomorfologia, formação de feições geológicas, entre outros temas. Sua aplicabilidade é muito utilizada na exploração de petróleo e de recursos minerais marinhos.

Oceanógrafo estuda a oceanografia

A pessoa que se aprofunda nos estudos e chega a se formar em oceanografia é chamado de oceanógrafo. O oceanógrafo está habilitado a trabalhar na pesquisa científica dos oceanos e na gestão dos recursos marinhos e ambientais. No Brasil a profissão foi regulamentada em 2008, o profissional desta área busca trabalhar com a preocupação focada na preservação ambiental e a exploração sustentada de recursos naturais.

A maior parte do número de empregos está ligado a órgãos públicos e empresas, através de consultorias ambientais. Empresas nas áreas de pesca, mineração, meteorologia e ONGs oferecem boas oportunidades ao profissional.

Megablocos econômicos

Com o acontecimento da globalização (um processo econômico social que estabeleceu a integração em caráter econômico, social, político e cultural entre mercados e pessoas de diferentes países), a economia mundial desenvolveu blocos econômicos que possuem a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros desses blocos.

Vantagens como impostos e tarifas alfandegárias não são cobradas entre estes países, além de buscarem por soluções para problemas comerciais, são conhecidos como megablocos econômicos por garantirem o crescimento econômico de todos os países envolvidos nos blocos.

Megablocos econômicos
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Formação de um megabloco econômico

Através de características onde cada país pertencente a determinado bloco econômico deve ter como, por exemplo, uma Zona Livre de Comércio, buscando assim a liberação do fluxo de mercadorias, uma Zona Livre de Comércio serve para interagir com a economia de cada bloco; União monetária, é quando os países que formam um bloco adotam uma moeda em comum acordo e um banco único para interagir dentro do bloco; União Aduaneira é um livre comércio com uma tarifa externa em comum a todos os países deste bloco, tendo em vista que a todos não se exige uma tarifa alfandegária.

A uniformização de todos os países pertencentes ao bloco, tais como legislação, economia, fiscal, ambiental, trabalhista, padronização de tarifas de comércio exterior, mercadoria, serviços e pessoas, entre outros, relativo ao interior do bloco.

Que países podem participar de um bloco econômico?

Os blocos econômicos são formados por países com afinidades culturais ou comerciais, ou por países vizinhos. Alguns especialistas afirmam não ser aconselhável um país viver fora de um bloco econômico, cada vez mais os blocos são uma tendência mundial.

Principais megablocos econômicos mundiais

União Europeia: oficializada em 1992, este megabloco econômico é formado pela Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Finlândia e Suécia. A moeda utilizada é o Euro, possui sistema financeiro e bancário comum, os cidadãos dos países membros podem circular e estabelecer residência em qualquer dos países da União Europeia.

Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA): oficializada em 1991, formado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Colocaram o fim as barreiras alfandegárias, possuem regras comerciais, proteção comercial, leis financeiras em comum, e reduziram tarifas de mais de vinte mil produtos.

Mercado Comum do Sul (MERCOSUL): oficializado em 1991, formado pelo Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Tem como objetivo excluir barreiras comerciais, aumentando o comércio entre eles, também é estabelecido tarifa zero e futuramente existe a pretensão de criar uma moeda única.

Outro megablocos económicos importantes: Pacto Andino, Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Mercado Comum Centro-Americano (MCCA), Aliança do Pacífico e o Benelux.

Camadas da atmosfera

Com uma massa de aproximadamente 5 x 1018 kg, a camada atmosférica terrestre possui aproximadamente ¾ dessa massa nos primeiros 11 km a partir da superfície do planeta. A camada faz com que o planeta Terra, quando visto do espaço, tenha uma coloração azul brilhante, efeito cromático que é derivado da dispersão da luz solar sobre a atmosfera – isso acontece também em outros planetas que sejam dotados de atmosfera.

Camadas da atmosfera
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O que é a atmosfera terrestre?

A atmosfera é uma camada de gases que protege a vida na Terra com a absorção da radiação ultravioleta solar, mantendo, por meio do efeito estufa, o planeta aquecido e reduzindo temperaturas extremas de noite e dia. Os gases que a formam são, principalmente, o nitrogênio, oxigênio e argônio, sendo que os restantes são chamados de gases traços – entre eles podemos nomear os gases do efeito estufa que são os vapores de água, metano, ozônio, óxido nitroso e dióxido de carbono.

Além disso, a camada pode apresentar ainda algumas substâncias naturais, mas em quantidades muito pequenas em uma amostra de ar não purificada. Da mesma forma, podemos encontrar diversos poluentes industriais como o cloro, flúor, compostos de enxofre e mercúrio, por exemplo.

Camadas da atmosfera

Agora que entendemos o que é a atmosfera terrestre, vamos conhecer suas camadas. Nelas, a temperatura varia de acordo com a altitude, trazendo uma relação variante entre temperatura e altura. Essa é uma das bases da classificação das camadas.

Podemos estruturar a atmosfera em cinco camadas, sendo que três delas são relativamente quentes e estão separadas por duas capadas relativamente frias. Entre as camadas, temos a área de contato, áreas de descontinuidade que são nomeadas com o nome da camada subjacente, mais o sufixo pausa.

Troposfera

A troposfera é a camada que está localizada mais próxima da Terra, se estendendo até a base da estratosfera. Nela está concentrado aproximadamente 70% do peso atmosférico e, além disso, é somente nela que nós humanos, e todos os seres vivos, podemos respirar normalmente. Com uma espessura média entre 12 km e 17 km, a camada abrange praticamente todos os fenômenos meteorológicos e, além disso, é nessa camada que podemos ver os aviões voando, além de balões e outros.

Estratosfera

Com gás ozônio em sua composição, a estratosfera é a segunda mais próxima da Terra. Esse gás é responsável por barrar os raios ultravioletas e faz com que seja conhecida por todos como a Camada de Ozônio. Com até 50 km de altura, nessa camada o fluxo de ar é baixo e isso faz com que não seja propícia para a presença de seres vivos.

Mesosfera

Chamamos de mesosfera a terceira camada, contando a partir da Terra. Entre suas principais características, estão a baixíssima temperatura, oscilando sempre em torno de – 100°C – mas isso não é uniforme em toda a extensão. A temperatura somente fica mais quente nas partes de contato com a estratosfera, mantendo uma troca de calor entre elas.

Termosfera

Podendo alcançar 500 km de altura, essa é a camada mais extensa entre todas. A camada atinge temperaturas próximas aos 1000°C, uma vez que o ar é escasso e dessa forma essa camada absorve mais facilmente a radiação solar. Essa é a camada mais quente de toda a atmosfera.

Exosfera

Por último, temos a camada mais distante da terra, que alcança até 800 km de altura. Não existe gravidade nessa camada, composta essencialmente por gás hélio e hidrogênio. As partículas desprendem-se com facilidade e é nessa camada que estão os satélites de dados, telescópios espaciais e outros equipamentos espaciais.