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Civilização japonesa

As alternativas de formação da civilização japonesa vêm sendo pesquisadas por historiadores e arqueólogos. Duas crônicas semi-míticas, o Kojiki (registro de assuntos antigos) e o Nihon shoki ou Nihongi (Crônicas do Japão) são os registros mais antigos de que se tem conhecimento da história japonesa, juntamente aos relatos chineses. O primeiro foi selecionado em 712 d.C. e o segundo em 720 d.C. Tais crônicas são as principais fontes da história antiga do Japão e abordam os sucessos ocorridos entre os séculos VII a.C. e VII d.C.

Civilização japonesa

Origem dos primeiros colonos

Considera-se que a origem dos primeiros colonos do arquipélago japonês provavelmente é a zona oriental da Sibéria durante o neolítico, por volta do ano 3000 a.C., porém existem ainda evidências linguísticas que sugerem também a presença de alguns colonizadores da região das ilhas polinésias.

Outra possibilidade é a de que os ainos tenham chegado ao arquipélago durante no decorrer dessa primeira fase, só que nos primeiros tempos a predominância era dos protojaponeses de raça mongolóide.

A primeira referência registrada ao Japão é encontrada nas crônicas oficiais chinesas da dinastia Han. Contam que, no ano 57 d.C., existia o estado de Nu en Wo, que era um dos estados que ocupavam o arquipélago japonês. Estas crônicas também falam sobre uma sociedade muito desenvolvida com uma organização hierárquica, que possuía um comércio de intercâmbio.

Durante alguns períodos históricos, o Japão sofreu interferências de ideias estrangeiras, assim como também teve longos períodos de mínimo contato com o exterior. Ao longo do tempo, a civilização japonesa desenvolveu a habilidade de estudar e absorver elementos de outras culturas que complementavam as suas crenças estéticas.

A cultura japonesa

As manifestações culturais (artísticas e religiosas) mais antigas do Japão datam dos séculos VII e VIII e têm relação com o budismo. O pincel é um instrumento bastante utilizado pelos japoneses na prática da pintura e da caligrafia. A língua denominada aglutinante possui cerca de 120 milhões de falantes no Japão, aproximadamente 200 mil no Havaí e cerca de 400 mil pessoas no Brasil.

A classe guerreira do Japão, os samurais, surgiu como os administradores das províncias e a sua função era representar os ricos cortesãos que habitavam na capital Kyoto. Os famosos samurais fizeram parte de uma casta privilegiada naquele país até o ano de 1871, quando o sistema feudal ruiu. 

Revolução do Porto

A Revolução Liberal do Porto – ou, simplesmente, Revolução do Porto – foi um movimento de caráter militar iniciado em agosto do ano de 1820 na cidade do Porto e que se espalhou rapidamente por Portugal até chegar à sua capital, Lisboa.

Desde a sua primeira manifestação até a chegada em Lisboa, o movimento conquistou o apoio de importantes estratos sociais portugueses, dentre os quais a burguesia, o clero, a nobreza e o Exército.

A Revolução do Porto ocorreu no continente europeu, porém está ligada a vários acontecimentos da história do Brasil no século XIX.

Antecedentes históricos

Desde 1808, quando a Família Real Portuguesa fugiu para a então colônia Brasil, Portugal sofria com uma grave crise econômica, política e social. A mudança da corte portuguesa, que fugira da invasão das tropas francesas lideradas por Napoleão Bonaparte, trouxe profundas consequências para Portugal e sua população.

Uma das consequências foi a abertura dos portos brasileiros, pondo fim ao monopólio comercial português sobre o Brasil que durava praticamente três séculos. Com a perda do monopólio colonial, a metrópole não conseguiu resistir à concorrência britânica, os preços subiram e a moeda se desvalorizou.

Além disso, aumentou a insatisfação com a ditadura do marechal Beresford, regente inglês que governou o país enquanto o rei se refugia no Brasil.

Revolução do Porto
Foto: Reprodução

Com esses acontecimentos, o descontentamento e o espírito revolucionário foram crescendo até culminar na Revolução do Porto. Em 1818, na cidade do Porto, foi criado o Sinédrio, grupo formado por liberais que pregavam a expulsão dos ingleses e que buscavam afirmar o Exército Português no país.

A Revolução

A explosão da Revolução Liberal do Porto ocorreu efetivamente no dia 24 de agosto de 1820, aproveitando a ausência do marechal Beresford, que fazia uma visita ao rei D. João VI no Brasil. Os grupos militares iniciaram os levantes no campo de Santo Ovídio e foram até a Câmara Municipal.

Contando com o apoio das tropas militares e do povo, os rebeldes conseguiram a adesão de Lisboa no movimento, capital onde foi instalada a “Junta Provisional do Conselho do Reino”. Esta junta buscava o exercício do governo em nome do rei e a preparação dos trabalhos constituintes.

No mês de dezembro do mesmo ano ocorreram as eleições para as Cortes Constituintes, órgão máximo da revolução. Em março do ano de 1821, a primeira constituição portuguesa foi aprovada e jurada pelo rei, já de volta a Portugal, no mês de setembro do mesmo ano. Ao voltar para Portugal, a Corte Portuguesa deixa D. Pedro de Alcântara como regente do Brasil.

Modos de produção

Ao longo da história encontramos vários modos de produção, isto porque dentro das transformações em sociedade encontramos estes sempre estarão presentes. Atualmente enxergamos o capitalismo como o maior e mais bem consolidado sistema produtivo, porém encontramos outros modos de produção pré-capitalistas.

O que é modo de produção?

Modo de produção é o mesmo que forças produtivas, somadas às relações de consumo, por exemplo: quando vamos a uma loja de roupas, compramos blusas, calças, meias, etc. Nesta situação estamos adquirindo bens. Quando pagamos por uma passagem de avião ou uma consulta ao dentista, estamos pagando por serviços.

Por vivemos em uma sociedade estamos constantemente participando da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, isto é, estamos a todo o momento participando da vida econômica em sociedade. Sendo assim, entendemos como modo de produção, a forma como a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui.

Modos de produção
Foto: Reprodução

Tipos de modo de produção

Modo de produção primitivo

Ocorreu quando os homens não produziam seu próprio alimento. Eram chamados de nômades, o trabalho era realizado de forma coletiva, como por exemplo, caçando, pescando e coletando plantas. Neste modelo de produção não havia desigualdade social.

Modelo de produção escravista

Neste modelo a terra, os instrumentos de produção e os escravos eram de propriedade do senhor. O escravo era tido como um objeto, da mesma forma que, por exemplo, uma ferramenta. Aqui a relação era de domínio e de sujeição, onde uma minoria sendo comandada pelos senhores, se encarregava de explorar a maioria, dominada pelos escravos.  Nesse modelo os meios de produção eram a terra, o gado, as minas e os instrumentos de produção. A maioria dos escravos trabalhava na agricultura, mineração e serviço doméstico. Outros escravos eram gladiadores, onde faziam parte da política de pão e circo.

Modo de produção feudal

Formado por senhores e servos. Aqui os servos não eram escravos, não sendo considerados propriedade dos senhores. Trabalhavam em troca de casa e comida, revezando entre trabalhar com o senhor e um pouco para eles mesmos. O servo tinha o direito de cultivar um pedaço de terra, que era cedido pelo senhor, onde poderia viver com sua família. As relações feudais entraram em crise tendo em vista a dificuldade no desenvolvimento das forças produtivas, onde deram espaço e início as relações capitalistas de produção.

Modo de produção capitalista

O que caracteriza o modo de produção capitalista é a relação assalariada de produção, isto é, o trabalho assalariado. O modo que substituiu o feudal, o capitalismo é movido a dinheiro e lucro. Aqui se originam duas classes sociais, a burguesia e os trabalhadores assalariados.

O capitalismo possui quatro etapas:

  • Pré-capitalismo: ocorreu durante a transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista (final do feudal, onde ocorreu ambos os modos de produção);
  • Capitalismo comercial: conhecido também como a hegemônica da sociedade, o lucro é concentrado na mão dos comerciantes;
  • Capitalismo Industrial: capital é investido nas indústrias, se tornando a atividade econômica mais importante, fixando o trabalho assalariado;
  • Capitalismo financeiro: instituições financeiras (bancos), passam a controlar as atividades econômicas, financiando áreas como a agricultura, à pecuária, a indústria e o comercio.

Revolução Verde

Revolução verde foi o nome que recebeu um conjunto de mudanças implantado no segmento agropecuário em países subdesenvolvidos. Seu objetivo principal era solucionar o problema da fome, e é fundamentado na aplicação da biotecnologia para produzir sementes melhoradas, assim como a utilização de fertilizantes, defensivos, adubos, mecanização de campo e tudo que fosse possível para tornar maior a produção dos alimentos no mundo.

O termo usado para designar esse conjunto de mudanças foi criado no ano de 1966 em Washington, mas esse processo aconteceu de fato ao final da década de 1940.

Como aconteceu a revolução?

O desenvolvimento de sementes com especificações para cada tipo de solo e clima, além da adaptação do solo para o plantio foram o principal meio da revolução. Com alta resistência às pragas e doenças, além de ter seu plantio feito com ajuda de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e outros equipamentos, a revolução ajudou a aumentar a produção de forma significativa.

O programa foi idealizado exatamente com o objetivo de aumentar a produção com a implementação de técnicas de alteração genética de sementes, baseando-se no intenso uso dessas, da irrigação e colheita com uso extensivo de tecnologia.

O início da revolução se deu por meio dos avanços tecnológicos do pós-guerra, quando pesquisadores prometiam aumentar a produtividade e resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento.

Revolução Verde

O programa

Com início no século XX, o programa foi iniciado com o convite do governo mexicano para a Fundação Rockfeller para fazer estudos a respeito da fragilidade da agricultura do país. Os cientistas, a partir de então, passaram a desenvolver variedades de milho e trigo que tinham alta produtividade, alcançando para o México um grande aumento na produção. As sementes passaram a ser inseridas em outros países alcançando também excelentes resultados.

A fundação conseguiu, com isso, uma expansão de seu mercado consumidor passando a vender verdadeiros pacotes de insumos agrícolas para países em desenvolvimento como a Índia, o Brasil e o México.

Resultados

Apesar de prometer acabar com a fome nos países em desenvolvimento, este objetivo não foi cumprido pelo programa. Neste sentido, os resultados foram negativos, pois apesar de ter aumentado a produção dos países, acabou criando uma grande dependência destes países pelas sementes modificadas, alterou a cultura dos pequenos proprietários, não resolveu o problema da fome e, de quebra, ainda aumentou a concentração fundiária. Vários problemas sociais não foram resolvidos, apesar de ter gerado os benefícios das tecnologias que trouxeram mais resultados na produção agrícola.

Era Mesozoica

A Mesozoica é quarta Era da ordem das eras geológicas, cuja idade se compreende entre 250 a 65 bilhões de anos atrás. A origem dessa nomenclatura se deve a junção de meso (meio) e zoico (vida). A divisão da Era Mesozoica compreende três grandes períodos, são eles do mais remoto ao mais recente: o triássico, o jurássico e o cretáceo.

Aspectos determinantes no planeta Terra se constituíram durante esse período. Destaque para a formação do grupo de animais mamíferos, o vulcanismo em larga escala e o desenvolvimento da flora.

Além dessas, outras características, consideradas ainda mais importantes, também se desenvolveram durante a Era Mesozoica: a sedimentação dos fundos marinhos, a formação das extensas jazidas de petróleo que hoje são objeto de exploração e a origem dos dinossauros e répteis.

Era Mesozoica

Época triássica

Triássico foi o período primitivo da Era Mesozoica. Nessa etapa da existência do globo terrestre, todos os continentes ainda estavam agrupados, o que constituía somente um continente gigante, chamado de Pangeia. Os primeiros fósseis de animais mamíferos, assim como o aparecimento das primeiras espécies de répteis, foram encontrados ao final da época triássica.

Época jurássica

Durante esse período o nível da água dos oceanos subiu de forma considerável, fazendo surgir os mares intracontinentais. A separação da Pangeia, processo de divisão dos continentes, teve como período inicial a época jurássica.

O progresso e a variedade da fauna e dos dinossauros na Terra também ocorreram nesse período. Foi no jurássico que as espécies terrestres, aéreas e marinhas se perpetuaram em larga escala. As reservas petrolíferas do globo, originadas a partir das sedimentações, também tiveram o seu início durante essa época.

Época crustácea

Último período da era mesozoica, o crustáceo representou transformações importantes no processo de desenvolvimento da do planeta, a exemplo da separação de alguns continentes, como a América do Sul e África.

Entretanto, o que mais marcou a época crustácea e, consequentemente, colocou um fim na Era Mesozoica foi a conhecida extinção dos dinossauros e seus descendentes.

Segundo a geografia, o desaparecimento desses seres ocorreu devido o impacto de um gigantesco meteoro que, ao atingir o globo terrestre, provocou mudanças climáticas que afetaram as condições de sobrevivência desses animais em seu habitat na Terra.

Principais animais da Era Mesozoica 

  • Lactiossauro
  • Plesiossauro
  • Diplodocus
  • Brontossauro
  • Dismenorreia
  • Tricerratops
  • Igualodonte
  • Ceratossauro
  • Tiranossauro
  • Pterodáctilo
  • Pteranodonte

União Ibérica

Engana-se quem pensa que os portugueses tiveram vida fácil durante todo o período colonial. Tal constatação disso pode ser observada com o desaparecimento do rei português dom Sebastião, fato ocorrido durante o confronto contra os mouros marroquinos em Alcácer-Quibir, em 1578.

Diante do cenário descrito acima, à época, teve início uma das mais difíceis crises sucessórias do trono português, uma vez que a morte prematura do jovem rei pegou os portugueses de surpresa, sem que houvesse nenhum lusitano pronto assumir o cargo.

Assim, o tio-avô de dom Sebastião, o cardeal do Henrique, assumiu o Estado português. Todavia, pouco tempo de assumido o cargo, o mesmo também veio a morrer, dificultando novamente o trono português que não tinha de pronto um herdeiro para assumir o posto de rei.

União Ibérica

Duas monarquias nas mãos de um rei

À época, vendo livre o comando do Estado português, o rei da Espanha e neto do falecido rei de Portugal dom Manuel I, Felipe II, se coloca a postos para ganhar o cargo.

Para enfrentar a resistência dos portugueses e chegar ao trono, o monarca espanhol se utilizou do parentesco e ainda ameaçou os lusitanos com exércitos armados.

Assim, a partir da força e do poder de Felipe II foi então sacramentada a União Ibérica, em 1580, esta que marcou a centralização em um único governo dos comandos da Espanha e do Estado português. 

Reinado de Felipe II

Com a vitória do rei hispânico, a Espanha –que havia gastado fortunas durante embates militares- ganhou a oportunidade de se reestabelecer financeiramente.

Para a obtenção de lucros financeiros os espanhóis teriam que estabelecer o mercado de escravos com os portugueses e ainda assumir o controle da maior parte do território americano colonizado por Portugal. Investidas que não tiveram a permissão do novo imperador.

Felipe II teve a audácia de deixar nas mãos dos comerciantes e burocratas portugueses o controle de grande parte do que esses lusitanos já haviam conquistado.

Assim, em 1581 sob os olhos do monarca espanhol foi firmado o Tratado de Tomar. Esse acordo garantiu aos navios portugueses o controle do comércio com a colônia, a permanência dos líderes lusitanos no Brasil, além determinar o respeito às leis e costumes brasileiros implantados pelos lusitanos.

Declínio da União

Ao passo que a União Ibérica constituiu os governos espanhol e português em apenas um, essa também serviu com brecha para as nações contrárias a Espanha.

De tal forma que durante a união das coroas, holandeses, ingleses e franceses tentaram invadir as terras brasileiras, numa tentativa de assim conseguir atrapalhar o reinado de Felipe II.

Nesse aspecto é possível identificar, por exemplo, a invasão de autoridades holandesas ao Brasil. Durante o período, a atividade açucareira em quase todo o litoral do Nordeste ficou submetida ao monopólio holandês.

Já enfraquecida, a União Ibérica teve o seu fim decretado a partir da chamada “Restauração”, em 1640, quando os portugueses desbarataram a dominação dos espanhóis sob o território lusitano.  Com isso, o controle de Portugal foi para as mãos de dom João IV, que dava início a dinastia de Bragança.

G20 – O grupo dos 20

Constituído por ministros da economia e presidentes de bancos centrais de 19 países cujas economias são as mais desenvolvidas do mundo, acrescidos da União Europeia, o G20, ou ainda Grupo dos 20, foi criado no ano de 1990.

G20 - O grupo dos 20

Objetivos

O grupo promove debates realizados de forma construtiva envolvendo países emergentes e industrializados. Esses debates abrangem assuntos como a estabilidade econômica global, políticas nacionais e cooperação internacional. De uma forma geral, seu objetivo é reunir as economias mais importantes e promover discussões em torno das questões-chave da economia global.

Entre os principais objetivos da criação do grupo que age como um tipo de fórum de consulta e cooperação relacionada aos assuntos financeiros internacionais, podemos citar:

  • Realização de debates a respeito das políticas globais de forma a conseguir promover de forma sustentável o desenvolvimento econômico mundial;
  • Eliminação de restrições em torno do movimento de capital internacional;
  • Criação de condições de mercado de trabalho flexíveis;
  • Garantir os direitos de propriedade privados;
  • Privatização.

Países membros

Os países membros são a África do Sul, Argentina, Brasil, México, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, Alemanha, França, Itália, Rússia, Reino Unido, Austrália e União Europeia. O grupo, no entanto, não tem pessoal fixo como em organizações internacionais: a presidência anual é rotativa alternando entre os países membros. No ano de 2014, por exemplo, a presidência esteve nas mãos da Austrália e no ano de 2008 esteve com o Brasil.

Origem

No ano de 1975 houve uma reunião entre as seis maiores economias mundiais daquela época com o objetivo de estabelecer uma cooperação entre eles. Conhecido como G6, no ano seguinte, o grupo recebeu mais um participante, mudando então seu nome para G7.

Posteriormente, ao final do século XX, houveram muitas mudanças na realidade mundial de forma que o G7 passou a ser visto como um grupo elitista e obsoleto. A União Soviética foi dividida e a Alemanha unificada, a Rússia, herdeira da União Soviética, entrou na economia de mercado com uma grande importância, sendo então inserida no grupo que passa a ser conhecido como G8, contando com a representação da União Europeia.

No ano de 2008, George W. Bush, presidente dos Estados Unidos da época reuniu os líderes das 20 mais importantes economias em uma reunião que pretendia ser uma resposta para o rescaldo decorrente da crise financeira originada nos Estados Unidos. A partir de então, o grupo que passou a se chamar G20 passou a reunir-se duas vezes ao ano.

Tratado de Kadesh

Também conhecido como Tratado Egípcio-Hitita, o Tratado de Kadesh foi um acordo celebrado entre o rei hitita Hatusil III e o faraó egípcio Ramsés II buscando a paz. Segundo historiadores, o tratado foi celebrado no ano de 1259 a.C. marcando o fim oficial das negociações, e a aceitação de Ramsés II de uma tabuleta de prata que continha termos do tratado que foi oferecida por diplomatas hititas.

Tratado de Kadesh

Objetivo

Apesar de o texto original escrito sobre esta tabuleta ter se perdido, seu conteúdo ficou conhecido devido às cópias que foram feitas em paredes de muitos dos templos egípcios em escrita hieroglífica e em tabuletas de barro no Império Hitita – onde atualmente é a Turquia.

O tratado é o mais antigo escrito que ainda existe, e o primeiro acordo diplomático do Oriente Médio e foi assinado com o objetivo de terminar uma longa guerra entre as duas partes que durou mais de dois séculos, visando a conquista das terras ao leste do Mediterrâneo. A batalha de Kadesh teve como resultado um impasse, pois ambas as partes tiveram baixas grandes em seus exércitos, mas nenhuma delas se sobressaiu para sair vitorioso na guerra.

Essa, no entanto, apesar de ser o nome do tratado, aconteceu muito tempo antes dessa batalha e Kadesh nem mesmo é mencionada em seu texto. O tratado, que foi ratificado no ano 21 do reinado de Ramsés II, no ano de 1258 a.C. continuou em vigor até o colapso do império hitita, aproximadamente 80 anos mais tarde.

O tratado

Publicada no ano de 1916 pela E. F. Weidner, a primeira tradução do tratado revelou informações precisas sobre ele. Este foi elaborado de forma a tratar os dois povos de forma igual, obrigando-os, inclusive, a assumir obrigações mútuas. A versão hitita, no entanto, apresenta um ângulo um pouco mais evasivo abordando inclusive deuses e o destino. Já a versão egípcia, de forma direta, afirma que os povos estavam em guerra e que o tratado visava o seu fim.

Com uma determinação de paz eterna entre os dois povos, o tratado vinculava filhos e netos destes, dando a cada geração a obrigação de manter-se em paz com o outro povo, não cometendo agressão e não repatriando refugiados políticos e criminosos do outro lado. Além disso, havia um acordo de proteção militar mútua, e ambas nações se ajudavam em casos de revoltas.

Um exemplo do tratado, encontrado em escavações arqueológicas em grandes arquivos do palácio real da capital hitita – Hattusa –, encontra-se atualmente em exposição no Museu Arqueológico de Istambul.

O que foi o New Deal?

O New Deal foi um novo acordo que determinava que o estado poderia intervir na economia, ao contrário do que acontecia. Esse acordo deu fim ao capitalismo liberal. O conjunto de medidas foi criado no governo de Franklin Delano Roosevelt e visava medidas econômicas para garantir o emprego dos trabalhadores abrangendo a agricultura, a indústria e a área social.

O acordo foi bem sucedido, pois trouxe ao país resultados muito positivos. Como resultados temos a diminuição do desemprego, aumento na renda dos trabalhadores, aumento da exportação e das vendas no mercado interno.

O que foi o New Deal?

Contexto

A crise de 1929 abriu caminho para que as práticas capitalistas fossem reformuladas, assim como o poder de intervenção do estado sobre a economia. Os princípios do liberalismo clássico foram colocados em questão durante a crise que foi uma das maiores da história do capitalismo.

O ideal do liberalismo clássico era uma economia como um organismo auto regulamentado: quanto maior fosse a liberdade dada às atividades econômicas, maiores seriam as condições para que um determinado país conseguisse expandir suas fontes de riqueza.

Foram estabelecidas, no entanto, perspectivas falsas a respeito do crescimento econômico, e com isso a especulação financeira impôs um ritmo de crescimento que não correspondia à realidade. Com os impactos dessa artificialização da economia, houve a exigência do desenvolvimento de um modelo alternativo para lidar com a economia.

O New Deal

Nesse contexto foi desenvolvido por um grupo de economistas do governo, inspirados nos princípios do economista John Maynard Keynes o New Deal. Neste, o Estado poderia ter participação na economia nacional, entre outras determinações.

O acordo, apesar de não ter dado fim à crise econômica, ajudou a manter a estabilidade. A partir do ano de 1935, a economia começou a se estruturar novamente, tendo seu reestabelecimento total somente com a ocorrência da Segunda Guerra.

Medidas e objetivos do New Deal

Investimento em obras públicas

Com o investimento de verba na construção de obras como pontes, rodovias, aeroportos, hospitais, escolas, entre outros, o governo dos Estados Unidos visava gerar empregos, pois este estava alto após a crise.

Controlar os preços e a produção das empresas

O aumento dos estoques das empresas foi uma das causas da Crise de 1929, portanto a fiscalização do estoque das empresas foi uma das medidas do New Deal. Isso foi feito para que não houvesse um grande aumento nos estoques que pudesse gerar um risco operacional. Além disso, para evitar o aumento da inflação, foram determinados alguns valores para determinados produtos, além do controle dos preços de outros.

Governo interfere na economia

Antes, os Estados Unidos viviam sobre um regime liberal econômico e, com o New Deal, isso acabou. O país poderia controlar e fiscalizar o mercado financeiro e evitar fraudes financeiras, diminuindo também riscos de operação dos bancos.

Incentivos aos agricultores

Os agricultores passaram a receber empréstimos e subsídios de forma a aumentar a atividade agrícola eliminando dívidas. Isso aumentou não só a produção, mas a quantidade de empregos no campo, diminuindo ainda o grande êxodo rural que causava problemas sociais nos grandes centros.

Estabelecimento de tempo de jornada de trabalho

Ficou determinado que a carga de trabalho seria reduzida. Com isso, além de aliviar os funcionários, seriam gerados novos empregos, pois as empresas precisariam cobrir as horas que passaram a não ser autorizadas. 

Inquisição no Brasil

A inquisição foi um grupo de instituições da Igreja Católica Romana que visava combater a heresia, atuando principalmente na França e na Itália. A perseguição era feita principalmente àqueles que não iam a favor dos dogmas católicos, ou ainda que desrespeitavam normas determinadas pela Igreja.Com início no século XII na França, a inquisição teve sua força ampliada no final da Idade Média e no início do Renascimento. Outros países europeus foram atingidos por esses ideais, e isso resultou na inquisição espanhola e portuguesa.

Os tribunais dessas duas nações atuavam também em suas colônias e tinham como foco principal converter os judeus e os muçulmanos ao catolicismo, pois eram vistos como suspeitos. Estes eram forçados a converter-se, pois a inquisição, no princípio, somente poderia julgar aqueles que eram batizados. As fogueiras marcaram esse período da história em que tribunais condenavam hereges a serem queimados vivos com plateia da população.

Inquisição no Brasil

A inquisição no Brasil

O Brasil teve tribunais instalados nos séculos XVII e XVIII, apesar de não apresentar tanta força como em Portugal. Os visitadores eram enviados pelo Tribunal de Lisboa à colônia brasileira de forma a observar e fazer relatórios a respeito da fé do povo que aqui residia. Em Pernambuco, Bahia, Maranhão e Grão Pará aconteceram três visitações em que foram julgados casos de heresia diretamente relacionadas às condutas morais e às práticas religiosas e, além disso, a inquisição perseguiu alguns judeus que residiam na colônia.

A inquisição e o Tribunal do Santo Ofício, no entanto, não queimaram ou torturaram pessoas no Brasil. Os processos eram iniciados aqui e os presos eram levados a Portugal. As delações eram estimuladas criando um clima de terror e insegurança.

Os cristãos-novos, aqui, foram os principais perseguidos – esse era o nome dado aos judeus que foram obrigados a converter-se ao catolicismo. Neste período da inquisição, mais de 1000 pessoas foram presas, e 29 foram para a fogueira. Os condenados eram torturados para confessar os “crimes”, e ao confessarem apenas não eram condenados à queimar vivos, mas ainda assim eram assassinados e posteriormente queimados. Seus corpos não podiam ser enterrados, portanto suas cinzas eram abandonadas ao vento.

Como aconteceu?

O Brasil, com os índios que aqui viviam e os negros escravos que foram trazidos, estava rodeado de culturas diferentes. Aqueles que foram obrigados a converter-se, quando não viam soluções para as enfermidades dentro da religião católica e das práticas médicas da época, acabavam recorrendo às crendices populares de suas culturas anteriores. Isso passou a ser criminalizado e denunciado por muitas pessoas. Mesmo que fossem denúncias sem provas, os alvos da denúncia eram retirados de sua residência e passavam a responder ao processo da inquisição. Após a denúncia, os acusados eram presos e torturados até confessarem seus pecados.