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Verbos abundantes

Chamamos de verbos abundantes um dos tipos de verbos irregulares presentes na gramática portuguesa.

Verbos irregulares

Quando falamos de verbos irregulares, estamos nos referindo àqueles que se diferenciam dos outros por não seguirem as conjugações a que pertencem. Outras formas pelas quais se diferenciam, é nas terminações – verbos anômalos – ou não apresentando forma verbal – verbos defectivos.

Verbos abundantes – O que são?

Verbos abundantes

Os verbos abundantes, como explicamos anteriormente, são um dos tipos de verbos irregulares. Estes diferenciam-se dos outros verbos por apresentarem mais de uma palavra que corresponde à mesma forma verbal. Se ficou confuso para entender, vamos à definição:

Os verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes para o mesmo tempo e pessoa são chamados de abundantes.

Isso normalmente acontece com o particípio, causando problemas de entendimento para aqueles que já apresentam problemas para entender as regras gramaticais. Apesar de soarem de forma “errada”, eles são corretos, embora não muito usuais.

Exemplos

Como citamos anteriormente, normalmente esses verbos abundantes apresentam-se em particípios, que podem ser tanto regulares – terminados em ado/ido – ou irregulares.

Vamos colocar em uma tabela alguns verbos abundantes para facilitar o entendimento.

Infinitivo

Particípio regular

Particípio irregular

Eleger

Elegido

Eleito

Entregar

Entregado

Entregue

Aceitar

Aceitado

Aceito

Expulsar

Expulsado

Expulso

Isentar

Isentado

Isento

Imprimir

Imprimido

Impresso

Matar

Matado

Morto

Soltar

Soltado

Solto

Suspender

Suspendido

Suspenso

Esses são apenas alguns de muitos exemplos que podem ser dados de verbos abundantes.

Vamos entender com alguns exemplos?

Os políticos foram eleitos pelo povo.

Os políticos foram elegidos pelo povo.

Nesse caso, as duas formas estão corretas e passando a mesma mensagem da mesma forma como no exemplo a seguir:

Eu deveria ter impresso o trabalho antes de vir.

Eu deveria ter imprimido o trabalho antes de vir.

Voz ativa e passiva

Quando falamos em particípio, no entanto, é importante lembrar que os regulares são usados na voz ativa – ter e haver – e os irregulares na voz passiva – ser, estar, ficar.

Curiosidades

Alguns verbos somente possuem particípio irregular, como por exemplo no caso de abrir, que é aberto, cobrir – coberto, dizer – dito, escrever – escrito, entre outros.

Quando falamos no particípio pego, devemos saber que ele somente será usadi no português contemporâneo na voz passiva, por exemplo quando falamos “Fui pego em flagrante”. Em qualquer outra situação deve ser usar apenas pegado, independentemente de ser na voz ativa ou passiva.

Narratologia

A narratologia é o estudo da narrativa. Ela examina o que as narrativas têm em comum, o que as diferenciam umas das outras enquanto narrativas e ainda procura descrever os sistemas específicos de regras que presidem a produção e o processamento narrativo.

Narratologia

Origem do termo narratologia

O termo “narratologia” é uma tradução do termo francês “narratologie”, introduzido por Tzvetan Todorov, no livro “Grammaire du Décaméron” de 1969.

Este estudo insere-se historicamente na tradição do formalismo russo e do estruturalismo francês.

Estrutura de uma narrativa

A estrutura de uma narrativa serve para organizar o andamento da história. Aristóteles, em sua obra “Poética”, já se utilizava de estruturas narrativas, desenvolvendo as características de um drama.

A estrutura de uma narrativa, também pode ser chamada de modo narrativo, que pode ser:

  • Épico: a história é narrada por meio de episódios.
  • Lírico: a história é narrada por meio de harmonia entre a narração e a música. Existe musicalidade nas palavras.
  • Dramático: a história é narrada por meio de uma interpretação ou representação.

Elementos da narrativa

A narrativa pode ser explícita ou implícita. Explícita como ocorre no caso de um repórter que escreve e apresenta a sua matéria. Implícita como ocorre na grande maioria dos livros de literatura destinado ao romance, onde o narrador é o autor da história, assumindo ou não sua identidade.

Formas de narração

  • Onisciente: possui o conhecimento completo da narrativa, personagens, e situação. Narrador clássico e mais conhecido na literatura.
  • Incluso: também chamado de participante, quando a narrativa participa como um dos personagens. Narra em primeira pessoa ou apenas como observador.
  • Oculto: conhecido também como ausente, ocorre quando o narrador não se mostra.

Personagens

Protagonista: personagem principal, geralmente personifica o “bem”, defende valores morais de seu narrador. Popularmente chamado de herói. No caso de ser um protagonista que vá de contraexemplo, é chamado de anti-herói.

Antagonista: pode ser um personagem tão importante quanto o protagonista, ou até mesmo ser classificado como o segundo personagem mais importante. De um modo geral personifica o “mal” e vai contra os valores morais defendidos pelo narrador. Popularmente chamado de vilão.

Par romântico: vária no gênero (masculino e feminino), representa um forte sentimento de afeto do protagonista, considerado um “ponto fraco”.

Personagem humorístico: conhecido também como “comic relief”, é o personagem feito para quebrar situações de drama ou suspense. De um modo geral são amigos ou ajudantes do protagonista ou antagonista.

Teoria narrativa

Discurso: ordem cronológica dos acontecimentos de um texto narrativo.

História: é a sequência na qual os acontecimentos realmente ocorrem.

Narração: o ato de narrar os acontecimentos.

Narrador: traz a dinâmica própria da história. É o produto das relações e interações de seus componentes dos mais vários níveis e em todos os seus aspectos.

Divisões da gramática

Todos nós, quando crianças e adolescentes, passamos pelas aulas de Português e Gramática, certo? A Gramática é um livro usado para ensinar a todos as regras que envolvem a língua portuguesa, falada por nós, brasileiros e em muitos outros países. Dentro deste livro encontramos alguns fatos que acabam por nortear a língua e que, habitualmente, são divididos em três partes mais específicas para facilitar seu estudo: a fonologia, a morfologia e a sintaxe, que serão explicados em seguida. Essa divisão, no entanto, não é normalmente repassada aos alunos em sala de aula e, portanto, eles apenas aprendem acerca dos assuntos, mas não sabem distinguir suas divisões.

Divisões da gramática

Tipos de gramática

Existem ainda alguns tipos de gramática:

A gramática normativa busca a padronização da língua e normalmente é usada em livros didáticos e salas de aula. Nela estão estabelecidas normas para se falar e escrever de forma correta. Já a gramática descritiva é responsável pela descrição dos fatos da língua portuguesa, não estabelecendo o certo ou o errado, mas sim investigando esses fatos. Nela estão enfatizados principalmente o uso oral da língua e suas variações. A gramática histórica é o terceiro tipo de gramática. Neste, são estudadas a origem das línguas e toda a sua evolução durante a história. E por fim, o quarto tipo: a gramática comparativa. Nesta são estudadas as línguas em comparação com a sua família, como por exemplo no caso do português que engloba a gramática comparativa das línguas românicas.

Fonologia

Na área da gramática destinada à fonologia, tratamos sobre os fonemas e os sons da língua, além das sílabas que são formadas por esses fonemas. Nesta parte, o objetivo maior é estudar os elementos distintos e menores, que são chamados de fonemas. Estes são responsáveis pela diferenciação do significado das palavras e das sílabas pelas quais são formados.

Neste segmento, estudamos a ortoepia, que é o estudo da articulação e da pronúncia de todos os vocábulos; a ortografia, que se refere mais à preocupação com a forma como as palavras são grafadas; e por fim a prosódia, que é a parte em que estudamos a acentuação tônica dos vocábulos.

Os destaques neste segmento são os estudos a respeito das vogais e semivogais, consoantes, classificação de sílabas quanto à tonicidade, emprego de letras, encontros vocálicos e consonantais, entre outras coisas.

Morfologia

Na morfologia estudamos a estruturação, a formação e os mecanismos de flexão de cada uma das palavras. Nessa parte estão explicadas as classes gramaticais, ou seja, os substantivos, adjetivos, advérbios, preposições, artigos, numerais, verbos, pronomes, conjunções e interjeições.

Sintaxe

Por último, temos a sintaxe, parte da gramática em que são estudadas as relações entre os termos de uma oração. Essa última parte, no entanto, é também dividida para facilitar o seu estudo.

A sintaxe das funções, sua primeira parte, é responsável pelo estudo da estrutura das orações e dos períodos, enquanto a sintaxe das relações, a segunda parte, é responsável pelo estudo da regência, da colocação pronominal e da concordância. São estudados nessa parte os termos essenciais, termos integrantes e os termos acessórios das orações.

Verbos reflexivos

Ao longo de nossa jornada de estudos encontramos dentro da gramática na Língua Portuguesa muitas classificações, não é verdade? E a cada momento que estudamos, nos aprofundamos ainda mais nas particularidades de nossa língua, provando o quanto o nosso conhecimento está caminhando para se tornar cada vez mais completo e avançado.

A partir de agora vamos nos aprofundar um pouco mais em nossos estudos, conhecendo mais uma categoria de nossa classe gramatical representada pelos verbos, os chamados verbos reflexivos.

Verbos reflexivos
Foto: Reprodução

O que são verbos reflexivos?

O termo reflexivo tem muita semelhança com o verbo refletir e, na verdade, é exatamente ai onde o estudo pretende chegar, pois quando se trata de um verbo reflexivo, esta classificação quer nos dizer que a ação praticada pelo sujeito reflete nele mesmo. Analise o exemplo abaixo:

“O menino se feriu com o objeto pontiagudo.”

Quem praticou a ação foi o menino, assim, concordamos que a ação voltou para ele mesmo. Isto é, além de pegar, tocar o objeto, o menino ficou ferido.  Como podemos perceber, antes do verbo aparece um pronome pessoal oblíquo, desta forma devemos concordar que além desses aspectos, isto é, aqueles que fazem com que o verbo se torne reflexivo, ele aparece acompanhado desse pronome.

Qual a diferença entre verbos reflexivos e verbos pronominais?

Se tanto os verbos reflexivos e os verbos pronominais trazem consigo o pronome oblíquo “se”, então qual é a diferença entre eles? Descobrimos as diferenças através de minúcias relacionadas às ocorrências linguísticas, isto é:

  • Verbos reflexivos: aqueles cujo pronome pessoal oblíquo apenas os acompanha, haja vista que a ação do sujeito ocorre nele mesmo.
  • Verbos pronominais: como a própria classificação nos informa, são aqueles que, necessariamente, trazem para junto de si esse pronome.

Análise de exemplos

“A funcionária feriu-se com um objeto pontiagudo durante a execução de um trabalho.”

Aqui verificamos que a funcionária executou a ação, isto é, teve contato com o objeto pontiagudo e, ao mesmo tempo, recebeu a ação de se ferir com ele. Portanto, podemos dizer que essa ação voltou para quem a praticou, se tratando então de um verbo reflexivo.

“O garoto queixou-se de dor durante a aula.”

Verificamos o uso do pronome oblíquo que se materializa em virtude de uma exigência, isto é, dos próprios pressupostos gramaticais, por isso, equivale dizer que se trata de um verbo pronominal neste caso.

Regência nominal

Regência nominal é a parte da gramática que estuda a relação sintática que se dá entre os nomes e os respectivos termos regidos por esse nome, isto é, o nome da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Toda esta relação é intermediada por uma preposição. Dentro do estudo da regência nominal é importante saber que diversos nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam.

Regência nominal
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Neste caso é importante conhecer o regime de um verbo, que significa conhecer o regime dos nomes cognatos, como no exemplo abaixo.

Obedecer a algo/ a alguém.

Obediente a algo/ a alguém.

Nos exemplos abaixo de substantivos, adjetivos e advérbios vamos verificar diversos nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem, observando-os é importante procurar, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja a regência você conheça.

Substantivos

  • Admiração a, por
  • Aversão a, para, por
  • Atentado a, contra
  • Bacharel em
  • Capacidade de, para
  • Devoção a, para, com, por
  • Doutor em
  • Dúvida acerca de, em, sobre
  • Horror a
  • Impaciência com
  • Medo de
  • Obediência a
  • Ojeriza a, por
  • Proeminência sobre
  • Respeito a, com, para com, por

Adjetivos

  • Acessível a
  • Acostumado a, com
  • Agradável a
  • Alheio a, de
  • Análogo a
  • Ansioso de, para, por
  • Apto a, para
  • Ávido de
  • Benéfico a
  • Capaz de, para
  • Compatível com
  • Contemporâneo a, de
  • Contíguo a
  • Contrário a
  • Descontente com
  • Desejoso de
  • Diferente de
  • Equivalente a
  • Escasso de
  • Essencial a, para
  • Fácil de
  • Fanático por
  • Favorável a
  • Generoso com
  • Grato a, por
  • Hábil em
  • Habituado a
  • Idêntico a
  • Impróprio para
  • Indeciso em
  • Insensível a
  • Liberal com
  • Natural de
  • Necessário a
  • Nocivo a
  • Paralelo a
  • Passível de
  • Preferível a
  • Prejudicial a
  • Prestes a
  • Propício a
  • Próximo a
  • Relacionado com
  • Relativo a
  • Satisfeito com, de, em, por
  • Semelhante a
  • Sensível a
  • Sito em
  • Suspeito de
  • Vazio de

Advérbios

  • Longe de
  • Perto de

Estrutura de oração

(Sujeito) (Verbo) (Objeto) (Preposição) (Complemento nominal)

Exemplos:

“O pior é a demora do vapor.” (Complemento nominal de substantivo)

“Tinha nojo de si mesma.” (Complemento nominal de pronome)

Regência nominal como fenômeno linguístico

De um modo geral, tanto a regência nominal quanto a regência verbal (relação sintática de dependência que se estabelece entre o verbo, termo regente e seu complemento), são desprezadas no padrão de normas da linguagem escrita. Na linguagem culta passam despercebidas em meio a outros temas, podendo até mesmo em alguns casos serem desconsideradas por alguns gramáticos.

Frase, oração e período

As frases, orações e períodos são elementos que compõe um texto e são estudados pela gramática da língua portuguesa. Mas você sabe o que cada um deles significa?

Frase, oração e período
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Frase

Quando falamos em frase, estamos nos referindo a um enunciado que possui um sentido completo, transmitindo com sucesso determinada mensagem. É sempre terminada em sinais de pontuação independentemente de ser ponto final, exclamação, interrogação, dois pontos ou ainda as reticências e possui um propósito comunicativo. Existem dois tipos de frase: a verbal ou a nominal.

Referir-se à uma frase como uma frase verbal significa que ela possui um verbo e, ao contrário, a frase nominal não possui um verbo.

Por exemplo:

O Brasil possui um grande potencial turístico. – esta é uma frase verbal.

Você precisa ir embora! – esta é uma frase verbal.

Silêncio! – esta é uma frase nominal.

Ai! – esta é uma frase nominal.

Oração

Chamamos de oração o enunciado que possui verbo ou locução verbal e que tenha sentido completo. As frases podem ser caracterizadas como orações desde que seu enunciado possua um sentido completo e que tenha verbo.

Ex.: Camila terminou a leitura do livro.

Essa é uma oração e uma frase, pois seu enunciado nos dá a ideia e a total compreensão de seu sentido e possui um verbo.

Mas atenção, nem toda frase é oração:

Ex.: Que dia lindo!

Observando esse enunciado, podemos concluir que é uma frase, pois faz sentido, mas não é uma oração, pois não possui verbo. A frase pode contar ainda com mais de uma oração, confira abaixo:

Brincamos de bola. – uma oração.

Entrei em casa e sentei-me para jantar. – duas orações.

Cheguei, vi, venci. – três orações.

Período

Período é o termo que usamos para denominar a frase que é constituída de uma ou mais orações que forma um todo, um enunciado com sentido completo. Os períodos podem ser simples ou compostos, conforme explicação abaixo:

Período simples: é constituído por uma oração apenas. Esta recebe o nome de oração absoluta.

Ex.: Quero aquele sanduíche.

O tempo é o melhor remédio.

Período composto: é, ao contrário do simples, constituído por duas ou mais orações.

Ex.: Quando você partiu minha vida ficou vazia.

Quero flores para presentear meu grande amor.

Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece ao anoitecer.

Dica: uma forma simples de descobrir quantas orações existem em um período é contando quantos verbos ou locuções verbais esse período tem, pois toda oração está centrada em um desses dois elementos.

Pronomes demonstrativos

Entre os diversos assuntos que compõem a gramática da língua portuguesa, temos os pronomes demonstrativos. Eles são muito utilizados diariamente na linguagem escrita e falada, porém nem sempre são empregados corretamente nas frases. Você sabe como podem ser classificados e quais são os pronomes demonstrativos? Veja como emprega-los corretamente nos textos de acordo com a necessidade.

Pronomes demonstrativos
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Definição

Os pronomes demonstrativos são aqueles que demonstram a posição de um elemento qualquer com relação às três pessoas do discurso. Podendo ocorrer com relação ao tempo, ao espaço ou até no próprio texto. Os pronomes demonstrativos podem se apresentar em formas variáveis e invariáveis.

Classificações

Os pronomes demonstrativos podem ser classificados como variáveis (quanto ao gênero e número), ou invariáveis. Veja a seguir:

Pronomes demonstrativos variáveis
Pessoas Masculino Feminino
Singular Plural Singular Plural
Este Estes Esta Estas
Esse Esses Essa Essas
Aquele Aqueles Aquela Aquelas
Pronomes demonstrativos invariáveis
Pessoas
Isto
Isso
Aquilo

São também pronomes demonstrativos:

  • o, a, os, as, quando equivalem a isto, aquele, aquela, aqueles, aquelas. Exemplo: Imagino o que ela já passou esses anos ao lado dele. (=aquilo)
  • mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias, quando reforçam pronomes pessoais ou fazem referência a algo que foi expresso anteriormente. Exemplo: Eu mesma vi essas pessoas aqui ontem.
  • tal e semelhante, quando equivalem a esse, essa, aquela. Exemplo: Tal era a solução para o problema.

No tempo

Quando usamos os pronomes demonstrativos para nos referir ao tempo, é importante observar que:

  • Este, esta, estes, estas e isto indicam o tempo presente em relação à pessoa que fala. Exemplo: Este ano tem sido cheio de surpresas para todos nós. O pronome este está se referindo ao ano atual.
  • Esse, essa, esses, essas e isso indicam o tempo passado próximo ao momento da fala. Exemplo: Essa noite dormi muito mal, tive febre e crise de garganta. O pronome essa está se referindo a noite passada.
  • Aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo indicam um afastamento no tempo, um tempo distante. Exemplo: Aquele ano as pessoas passaram por muitas dificuldades. O pronome aquele está se referindo a um passado distante.

No espaço

Quando usamos os pronomes demonstrativos para nos referir ao espaço, é importante observar que:

  • Este, esta, estes, estas e isto indicam o que está perto da pessoa que fala. Exemplo: Comprei este celular.
  • Esse, essa, esses, essas e isso indicam o que está perto da pessoa com quem se fala. Exemplo: Esse livro que está perto de você parece ser bom.
  • Aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo indicam o que está longe tanto da pessoa que fala quanto da pessoa com quem se fala. Exemplo: Olha aquele cartaz!

No texto

Quando usamos os pronomes demonstrativos para nos referir ao próprio discurso, é importante saber que:

  • Este, esta, estes, estas e isto fazem referência a algo sobre o qual ainda vai ser dito. Exemplo: São estes os problemas: a falta de água e o calor.
  • Esse, essa, esses, essas, e isso fazem referência a algo que já foi citado anteriormente. Exemplo: Organizar todos os pagamentos do mês, essa é a prioridade.
  • Este e aquele são empregados quando se faz referência a termos já mencionados. Exemplo: Pedro e Rafael são ótimos funcionários: este pela responsabilidade e aquele pela criatividade.

Empréstimo linguístico

Empréstimo linguístico é a influência que outras línguas exercem sobre a língua portuguesa, isto é, em matéria de língua podemos dizer que não há propriedade privada, e sim um ambiente onde tudo é socializado.

O empréstimo linguístico é quando encontramos contato entre culturas, dos mais variados tipos, isto é, entre falantes de línguas distintas, sendo impossível não haver o uso de determinadas palavras e expressões de outras línguas, que acabam sendo usadas para expressar pensamentos e até mesmo se referir a determinadas coisas, situações, processos e comportamentos, onde usamos quando não encontramos palavras em nossa própria língua.

Empréstimo linguístico
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O processo de empréstimos linguísticos

Encontramos processos de empréstimo linguístico ao analisarmos expressões e palavras estrangeiras, que antes eram usadas individualmente e posteriormente ganharam determinada popularidade, passando a serem utilizadas por uma comunidade, região, cidade, etc.

Durante o empréstimo linguístico, vale apena ressaltar que há diferenças em sua pronúncia, que ocorre em função do processo de adaptação dos sons e adequação ao padrão fonológico da língua que recebe determinada palavra, e por isso chamamos metaforicamente de empréstimo.

Exemplos comuns utilizados no Brasil

Stress, ticket, delete, e-mail, office boy, outdoor, hotdog, online, offline, web, abajur, marketing, shopping, cowboy, mouse, scanner, notebook, piercing, site, remix, link, drag queen e playground.

Incidência de palavras oriundas estrangeiras e aportuguesadas

Em nossa língua portuguesa encontramos palavras oriundas de línguas estrangeiras, como as de línguas célticas, germânicas e árabes. Com o decorrer da formação da Península Ibérica e o advento das grandes navegações, recebemos empréstimos provenientes de línguas europeias, africanas, asiáticas e americanas.

Atualmente, a maior influência dos empréstimos linguísticos está sendo derivada do inglês norte-americano, difundida de forma original (como os exemplos citados acima), ou até mesmo aportuguesada. Como exemplo de palavras aportuguesadas, podemos citar: bife, futebol, xampu, chá, café, blecaute, sanduíche, surfe e tabaco.

As palavras aportuguesadas estão tão presentes em nosso cotidiano que nem percebermos que se tratam de palavras estrangeiras, concebendo-as como se fossem genuinamente portuguesas, tais palavras como podemos perceber, não deixam claro para o emissor que se trata de uma verdadeira influência, onde outras línguas exerceram sobre a nossa.

É importante saber utilizar os empréstimos linguísticos, afinal, certas palavras possuem notável relevância, porém, é importante saber utilizar as palavras de forma coerente, do contrário, as palavras se tornam uma subserviência cultural, manifestadas de forma abusiva, sendo altamente condenáveis pelos padrões.

Esse ou este – Quando usar?

Há palavras na língua portuguesa que possuem grande semelhança na escrita, na fala e até mesmo no sentido, porém que não devem ser confundidas, pois mesmo possuindo tanta semelhança, seu uso pode estar gramaticalmente incorreto. O uso do “esse” e do “este” pode confundir muitas pessoas, esse é o seu caso? Então continue lendo e descubra como não errar!

Esse ou este – Quando usar?
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Os pronomes demonstrativos

Os pronomes demonstrativos são aqueles que demonstram a posição de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou até mesmo no próprio discurso. Ele pode ainda apontar para elementos intradiscursivos, termos ou ideias que foram mencionados ou que ainda serão.

Os pronomes demonstrativos “esse” e “este” se apresentam em formas variáveis de acordo com o gênero e o número e geralmente são empregados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço.

Usando o esse

Esse, essa e isso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem se fala, ou seja, da 2ª pessoa (tu, você). Veja o exemplo:

Compro esse apartamento.

O pronome esse indica que o apartamento está perto da pessoa com quem se fala, ou está afastado da pessoa que fala.

O pronome pode se referir ao tempo ou ao espaço. Veja mais exemplos:

Esse ano que passou não foi tão agradável. (tempo)

O pronome esse se refere a um passado ainda próximo.

Dirijo-me a essa empresa com o objetivo de solicitar informações sobre o serviço prestado. (espaço)

Neste caso estou me referindo à empresa destinatária.

Usando o este

Este, esta e isto são usados para objetos que estão próximos de quem está falando, ou seja, da 1ª pessoa (eu). Veja o exemplo:

Irei comprar este apartamento.

O pronome este indica que o apartamento está perto da pessoa que está falando.

O pronome pode se referir ao tempo ou ao espaço. Veja mais exemplos:

Este ano está sendo cheio de acontecimentos inesperados. (tempo)

O pronome este se refere ao ano presente.

Reafirmamos a posição desta empresa em participar do próximo treinamento do Sebrae.

Neste caso é a empresa que envia a mensagem.

É importante observar que quando usamos o pronome este para o tempo, estamos nos referindo ao presente, já o uso de esse pode ser para o passado ou futuro.