Materialismo histórico

O termo materialismo histórico é usado para denominar a abordagem metodológica do estudo da sociedade, economia e história desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels. No entanto, a expressão nunca foi usada pelos dois, apenas posteriormente por outros para referir-se ao método.

Materialismo histórico
Foto: Reprodução

 

Objetivos

O materialismo histórico tem como objetivo encontrar as causas de desenvolvimento e de mudanças na sociedade humana nos meios em que produzem coletivamente as necessidades da vida. Tendo a teoria marxista como base, o principal objetivo do materialismo histórico é explicar a história da sociedade humana em todas as épocas usando como base os fatos materiais, econômicos e técnicos.

Compreendendo o contexto

Pode-se comparar a sociedade, para melhor entendimento, com um edifício em que as fundações e a infraestrutura seriam as forças econômicas e a superestrutura, o prédio em si, seria formado das ideias, costumes, instituições políticas, religiosas e jurídicas.

Marx, em sua obra de 1847 chamada A Miséria da Filosofia estabeleceu uma polêmica com Proudhon no trecho a seguir: “As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial.”

Forças produtivas, relações de produção e materialismo histórico

A teoria socialista foi desenvolvida por Karl Marx (1818-1883) a partir da análise crítica e científica do capitalismo. Sua maior preocupação não era a respeito de uma sociedade ideal, mas da compreensão da dinâmica do capitalismo.

O socialismo marxista foi fundamentado em princípios básicos:

– Teoria da mais-valia: nela era demonstrada a maneira como o trabalhador é explorado na produção capitalista.

– Teoria da luta das classes: nessa teoria, afirma-se que a história da sociedade humana é baseada em uma história de luta das classes, ou ainda do conflito permanente que existe entre os exploradores e os explorados.

E por fim a teoria do materialismo histórico, sobre o que se trata este artigo.

O que é?

A teoria, como já explicamos acima, é uma forma de esboçar a história dos modos de produção prevendo o colapso do capitalismo, que é o modo de produção vigente. A teoria envolve toda e qualquer forma produtiva desenvolvida e criada pelo homem em seu ambiente no decorrer do tempo evidenciando que os acontecimentos históricos acabam determinados por condições materiais, ou seja, econômicas, da sociedade.

Forças produtivas e relações de produção

A estrutura da sociedade, segundo os pensamentos de Marx, depende de como a produção social de bens é organizada pelos homens. Segundo ele, a produção social abrange dois fatores básicos que são as forças produtivas e as relações de produção.

O termo forças produtivas foi usado por ele para denominar as condições materiais de toda a produção, ou seja, tudo que é usado para a produção, como por exemplo os instrumentos, técnicas de trabalho, matéria prima e os homens usados na produção. Com isso e com a forma de divisão de trabalho, pode-se reconhecer o nível de desenvolvimento dessas forças produtivas.

Já as relações de produção se referem mais à maneira como os homens se organizam para conseguir executar de forma eficaz a atividade produtiva. Isso envolve às maneiras como são apropriados e distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho. Esse tipo de relação pode ser cooperativista, quando trata-se de um mutirão, escravista, servis – como era na Europa feudal – e capitalista, como é na indústria atual.

As duas coisas são condições naturais e históricas em quaisquer atividades produtivas que acontecem na sociedade, e a forma como são reproduzidas em uma sociedade é o que Marx chamou de modo de produção.

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