Nomenclatura científica

Estudantes de biologia e áreas afins sempre enxergam a nomenclatura científica como sendo um tanto complexo. Entretanto, se aprofundar nas regras e diretrizes da nomenclatura é fundamental, sobretudo para utilização em trabalhos internacionais, uma vez que tais nomenclaturas passaram a ser empregadas de forma unificada em todo o mundo, a partir de 1901, com base em produções científicas realizadas pelo naturalista Lineu.

Por dentro das regras essenciais

  • Uma espécie científica é sempre binominal. O que significa que esta será sempre formada por dois nomes, em que o primeiro representa o gênero e o outro a espécie.
  • O primeiro nome de uma espécie, em hipótese alguma, representa a família, pois esta representa uma categoria mais extensa e envolve vários gêneros.
  • A identidade de uma espécie será sempre constatada por apenas um nome científico.
  • Qualquer que seja o nome da espécie, esse será sempre o mesmo em qualquer parte da Terra.
  • As nomenclaturas científicas são sempre em latim, visto que essa é uma língua imortalizada e, por isso, não é mais passível de modificações em sua grafia ou pronúncia.
  • O nome científico deve sempre estar escrito de forma destacada, em geral sempre se utiliza o estilo itálico.
  • Se utilizado de forma isolada, sozinho, a denominação do gênero irá se referir a todas as espécies inseridas no mesmo.
  • Quando se quer referir a uma determinada espécie, a nomenclatura da mesma deve ser antecipada com o nome do gênero.
  • A denominação do gênero precisa ser escrita sempre com letra maiúscula, enquanto que o da espécie com grafia minúscula.
  • Após já ter sido citado em um trecho, uma nomenclatura pode ser reescrita no mesmo texto de forma que o primeiro nome seja abreviado.
Nomenclatura científica
Foto: Reprodução

Outras regras importantes

  • Toda espécie é possível de ter variedades ou subespécies. Exemplo: A. palmatum atropurpureum.
  • É possível que algumas espécies apareçam com a denominação do gênero, mas sem indicar a espécie. Isso ocorre devido poucas pesquisas  sobre tal ou mesmo em casos de espécies novas.
  • Em casos de espécies cujo nome foi modificado, tal denominação original não passa a ser esquecida, mas permanece válida enquanto sinônimo.
  • Caso um segundo nome que foi dado a uma espécie seja verificado, posteriormente, como errado, o nome original vota a ter predominância.
  • É normal que determinadas letras apareçam entre as nomenclaturas, a exemplo de “var” (variedade), “x” (espécie híbrida de junípero), entre outras.

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