Movimento comunal

O movimento comunal surgiu na Idade Média a partir da força de vontade e desejo dos burgueses, mercadores e artesãos, assim como pela busca da liberdade econômica. Esse movimento marcou a tomada do poder dos senhores feudais pela burguesia e a sua consagração. As revoltas urbanas surgiram como resposta da insatisfação dos pobres e reformadores, contra a corrupção, coleta abusiva de impostos e a quebra do princípio básico de igualdade. O movimento comunal foi uma resposta à violência feudal.

Início do movimento comunal

Durante o período do feudalismo tanto a cidade quanto o campo eram dominados pelo senhor feudal (nobres senhores que possuíam muito poder político, militar e econômico), isto é os proprietários do feudo. As cidades eram protegidas por muros, que serviam inclusive para proteger os centros comerciais, chamados de burgos.

Por volta do século XI, com o crescimento populacional o comércio aumentou, as cidades passaram a apresentar forte influência econômica, fazendo com que os burgueses iniciassem uma luta pela sua autonomia em relação ao feudo, iniciando-se o movimento comunal.

Cidades comunas

De início, os senhores começaram a renunciar seus direitos mediante um pagamento, desta forma as cidades passavam a ser chamadas de cidades francas, que eram livres do domínio dos senhores feudais. No entanto alguns senhores não aceitavam o acordo, sendo assim, os burgueses decidiram iniciar um confronto, e as cidades que sofreram com este confronto foram chamadas de comunas. O movimento comunal ocorreu principalmente nas regiões onde a burguesia era mais forte, como no norte da França e na Itália.

Movimento comunal
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Burgueses passam a governar cidades

A burguesia passou a governar várias cidades, das quais se tornaram repúblicas soberanas (independentes). Nessas cidades os burgueses se integraram em atividades urbanas e alguns burgueses mais ricos passaram a exercer o poder político, estabelecendo as leis de aplicação local, cobrando impostos e exercendo poder sobre a milícia urbana. Nessa circunstância, dependendo da cidade o chefe recebia o título de prefeito, burgomestre, podestá ou doge. Na Itália, por exemplo, nem o poder imperial ou o senhorial foi capaz de se fixar.

Início das hansas

Muitas cidades alemãs, durante a Baixa Idade Média, que eram conhecidas como cidades livres, decidiram monopolizar o comércio de determinadas regiões. Essas associações eram denominadas de hansas ou ligas. A mais conhecida foi a Liga Hanseática, que dominou o comércio nos Mares Bálticos e do Norte.

Biografia de Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, nasceu no dia 14 de março de 1847, na cidade de Muritiba, BA, e faleceu no dia 6 de julho de 1871, na cidade de Salvador, BA. Castro Alves é um importante poeta do condoreirismo, referente a terceira fase do romantismo. Possui fortes ideais políticos, colaborando inclusive em favor da abolição da escravatura durante toda sua carreira. Infelizmente, Castro Alves morreu antes de ver os escravos libertados, pois a Lei Aurea foi assinada apenas no ano de 1888.

Infância de Castro Alves

Filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro, Castro Alves foi escrever suas primeiras poesias aos 17 anos de idade, após a morte de sua mãe no ano de 1859. Então seu pai se casa com Maria Rosário Guimarães, no mesmo ano em que Castro Alves decide morar em Recife. Em Recife, Castro Alves recebe fortes influências do líder estudantil Tobias Barreto, iniciando fortes ideais abolicionistas e republicanos.

O poeta dos escravos

Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos”, por ser contra a escravidão. Fez vários poemas sobre a questão, entre eles encontramos o belíssimo, “A Canção do Africano”. Fundou com seus amigos uma sociedade abolicionista, que contava também com Rui Barbosa. No entanto, Castro Alves não vive a tempo de ver a abolição da escravatura no Brasil ser de fato efetivada.

Castro Alves e seu foco político

Com ideais liberais, também escreveu obras sobre a situação política da república que estava por vir, tendo contato com grandes escritores da literatura brasileira, como por exemplo, Machado de Assis e José de Alencar.

Biografia de Castro Alves
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Problemas de saúde

O escritor sofreu com tuberculose a partir do ano de 1863. Realizando uma caçada machucou o pé, onde posteriormente teve que amputá-lo, depois de várias tentativas malsucedidas de tratamento.

Estilo literário

Sua temática tem o social como foco principal, vários autores da época questionavam a escravidão e apoiavam a proclamação da república. Em seus poemas, o escritor mostrava a miséria humana e como o tratamento dado aos escravos era errado. Castro Alves sempre colocava os escravos como heróis em suas histórias. Alguns poemas abordavam romances, sensualidade e paixão. O lirismo amoroso também é muito presente em suas obras.

Principais poemas de Castro Alves

  • A Canção do Africano;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso;
  • Adormecida;
  • Amar e Ser Amado;
  • Amemos! Dama Negra;
  • As Duas Flores;
  • Espumas Flutuantes;
  • Hinos do Equador;
  • Minhas Saudades;
  • O Adeus de Teresa;
  • O Coração;
  • O Laço da Fita;
  • O Navio Negreiro;
  • Os Anjos da Meia Noite;
  • Vozes da África.

Evolução das espécies

De acordo com o princípio da evolução das espécies que habitaram e habitam o nosso planeta, é de conhecimento que elas não foram criadas independentemente, e sim que são descendentes de outras espécies, isto é, estão todas ligadas por laços evolutivos. No entanto, antes de chegarmos a explicação de Charles Darwin, em seu tratado “A Origem das Espécies”, do ano de 1859, vamos conhecer as duas hipóteses acerca da evolução das espécies:

  • Fixismo ou criacionismo
  • Evolucionismo

Fixismo ou criacionismo

Baseava-se no livro Gêneses, onde afirmava que as espécies eram fixas e imutáveis ao longo do tempo, isto é, as espécies permaneciam no mesmo formato, desde sua criação, seres inalterados até os dias de hoje, com o passar dos milhares de anos.

Evolucionismo

Este é o tema de nosso artigo, o qual vamos compreender melhor ao longo do texto. Dentro da teoria da evolução das espécies, encontramos o evolucionismo que admite mudanças nos seres vivos até os dias de hoje, com base nas seguintes teorias:

  • Lamarckismo;
  • Darwinismo;
  • Mutacionismo;
  • Teoria Sintética ou Neodarwinismo.

Lamarckismo

Teoria desenvolvida por Jean Baptiste Lamarck, que viveu no ano de 1744 e morreu em 1829. Diz que as características adquiridas durante a vida, em decorrência da lei do uso e desuso, são transmitidas aos seus descendentes, isto é, informa que o uso constante de um determinado órgão determina a sua hipertrofia e o seu desuso a sua atrofia.

A teoria de Lamarck usa como exemplo a girafa que vive em lugares onde o solo é de um modo geral, seco e sem capim, sendo assim, esse animal se viu obrigado a buscar alimentos em folhas e brotos no alto das árvores. Com o hábito de forçar a se esticar para cima, ao longo do tempo, resultou no alongamento de suas pernas anteriores e pescoço.

Evolução das espécies
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Darwinismo

Teoria desenvolvida por Charles Darwin, que viveu no ano de 1809 e morreu em1882. Darwin formulou a teoria da seleção natural. Ao viajar para a Argentina encontrou fósseis de preguiça e de tatus gigantes, bastante semelhantes aos atuais, Darwin percebeu então que havia algumas diferenças a depender do local onde o animal era encontrado.

Darwin passa a perceber que a origem das espécies e a adaptação ao meio ambiente eram processos muito relacionados.  Sua teoria recebeu influências da teoria de Lamarck em relação à lei da herança dos caracteres adquiridos e de Thomas Malthus, que diz que a população cresce em progressão geométrica e o alimento em aritmética, preconizando com isso uma luta pela sobrevivência.

Princípios básicos da teoria de Darwin

  • Indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações;
  • Todo organismo tem capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes, no entanto apenas alguns desses descendentes irão chegar à idade adulta;
  • Existe uma grande luta pela sobrevivência, pois apesar de nascerem muitos seres, poucos atingem a maturidade, mantendo constante o número de indivíduos na espécie;
  • Na busca pela sobrevivência organismos com variações favoráveis possuem maiores chances de sobreviver;
  • Organismos com variações vantajosas têm maiores chances de deixar sobreviventes, através da transmissão de caracteres de pais para filhos;
  • Ao longo das gerações a atuação da seleção natural, mantém ou melhora o grau de adaptação destes seres ao meio.

Mutacionismo

Teoria desenvolvida por Hugo de Vries, que viveu no ano de 1848 e morreu em 1935. Dentro da teoria do mutacionismo, Vries corrige o erro da hereditariedade onde Darwin e Lamarck haviam se equivocado (caracteres adquiridos), sugerindo que a variação de uma mesma espécie se daria por alterações no material genético.

Neodarwinismo ou Teoria Sintética

É a junção da:

  • Adaptação da teoria de Lamarck;
  • Seleção natural de Darwin;
  • Mutação de Hugo de Vries.

É possível verificarmos as evidências da evolução das espécies através de:

  • Fósseis;
  • Radiação adaptativa ou divergência evolutiva;
  • Convergência adaptativa;
  • Órgãos homólogos e análogos;
  • Órgãos vestigiais;
  • Embriologia comparada.

Números-índices

Utilizados com frequência por economistas, engenheiros e administradores, os números-índices são medidas estatísticas capazes de estabelecer comparações de conjuntos de variáveis que se relacionam entre si. São também os números-índices os responsáveis por permitir a obtenção de um quadro sintetizado das alterações significativas em áreas afins, a exemplo dos preços de matérias-primas, dos produtos acabados, volume físico de produto, entre outros.

A partir da utilização de números-índices é possível determinar: 1) As variações que se passaram ao longo do tempo; 2) As diferenças entre lugares; 3) As disparidades entre categorias afins, a exemplo de produtos, organizações, pessoas, entre outras.

Influência e aplicação

Na área de administração, os números-índices exercem papel fundamental, sobretudo no que se refere a frequente desvalorização de uma moeda e quando o processo de crescimento econômico promove alterações continuadas nos hábitos dos consumidores. Tudo isso colabora para a ocorrência de transformações qualitativas e quantitativas na composição da produção nacional e de cada empresa.

Já na economia, a aplicação dos números-índices é essencial como um mecanismo de extrema utilidade para economistas, tanto para solucionar problemas relacionados tanto a microeconomia como a macroeconomia. Como exemplo, nessa área é possível constatar como exemplo, por meio dos números-índices, a precisão de se obter até que ponto o preço de algum produto foi elevado com relação aos preços dos outros produtos em um mesmo mercado econômico.

Enquanto que se a necessidade for estabelecer a inflação se fará necessário aferir a elevação dos preços dos vários produtos como um todo, por meio do índice geral de preços.

Números-índices
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Compreendendo o conceito de relativo

O total em dinheiro gasto a cada 12 meses (um ano), se comparado a determinado ano base, sofre variação de um ano para o outro em decorrência das alterações no número de unidades comparadas dos diferentes artigos, assim como por causa das alternâncias nos preços unitários de tais produtos. Assim, constituem-se três variáveis, são elas: valor, quantidade e preço. De forma que o valor corresponde ao resultado do produto entre o preço e a quantidade.

Aplicação de índices agregativos ponderados

Um problema comum quando o assunto são os índices ponderados -além da fórmula a ser empregada para expressar as alterações de preço e de quantidade dos bens- é o critério para a fixação dos pesos correspondentes a cada um dos deles. A consideração levantada pelos métodos mais utilizados tem como fundamento a cooperação de cada bem no valor transacionado total. Esta é estabelecida, geralmente, respeitando dois critérios: o peso fixo na época básica ou o peso cambiante no período atual.

Entendendo o índice de Laspeyres (método da época Básica)

O índice de Laspeyres nada mais é do que a representação de uma média ajuizada de relativos, em que os aspectos que determinam isso são constituídos segundo preços e as qualidades da época básica. Assim, no índice de Laspeyres o fundamento que ajuíza os relativos é a época básica. Por isso tal menção na nomenclatura do método.

Quem foi Olga Benário Prestes?

Maria Bergner, mais conhecida no Brasil como Olga Benário Prestes ou Olga Benário, foi uma revolucionária alemã, nascida no dia 12 de fevereiro de 1908, na cidade de Munique, em uma família judia de classe média. Filha de uma dama de alta sociedade de Munique e de um advogado social democrata, Olga entrou em contato com ideias liberais avançadas ao ver o exemplo do pai, que trabalhava com as causas trabalhistas dos operários atingidos pela crise que se instalara no país.

Desde 1926, Olga Benário Prestes era membro do Partido Comunista alemão e foi acusada de atividades subversivas e presa em 1929.

A vida de Olga Benário Prestes

Aos 15 anos de idade, Olga já possuía uma formação cultural sólida composta por grandes escritores e pensadores alemães. Também se aproximou da Juventude Comunista, organização na qual começou a militar de forma ativa.

As atividades na organização aproximaram Olga do dirigente Otto Braun, com quem foi morar aos 16 anos. Em 1928, a alemã, juntamente a outros integrantes da Juventude Comunista, invadiu a prisão de Moahit para libertá-lo. Ambos fugiram para Moscou, onde Olga fez treinamento militar e carreira no Comintern.

Quem foi Olga Benário Prestes?
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Ao lado de Luís Carlos Prestes

Após ser presa em 1929 e libertada, Olga Benário foi para a União Soviética, lugar em que passou a trabalhar na Internacional Comunista e onde conheceu o líder revolucionário brasileiro Luís Carlos Prestes, que liderou a famosa Coluna Prestes. Olga fez parte de um grupo de estrangeiros que acompanhariam Prestes em seu retorno ao Brasil, onde ele deveria liderar uma revolução que tentaria implementar o comunismo no país.

O casal chegou ao Brasil em abril de 1935 e instalou-se no Rio de Janeiro para organizar os preparativos da revolução. Após o fracasso da Intentona Comunista de 1935 nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro, Olga e Luís Carlos Prestes foram presos e separados, em março de 1936.

Logo depois, Olga declarou aos jornalistas brasileiros que estava esperando um filho de Prestes. Mesmo grávida, a alemã foi deportada para a Alemanha nazista, seis meses depois. Ela foi entregue à polícia política alemã, a Gestapo, e enviada para um campo de concentração. Lá, nasceu Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário Prestes e Luís Carlos Prestes.

Anita foi entregue a sua avó paterna após uma campanha internacional pela sua libertação, e Olga continuou presa. Em 1942, morreu executada pelos nazistas na câmara de gás.

Imigração alemã para terras brasileiras

O primeiro grupo de imigrantes alemães chegou ao Brasil em 1818, fixando-se no sul da Bahia, porém a primeira colônia fundada pelos alemães foi em São Leopoldo, no Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul. Na época, o Brasil havia se tornado independente de Portugal há pouco tempo, então Dom Pedro I, influenciado por José Bonifácio, decidiu inaugurar um programa de imigração para o Sul, induzido por questões de segurança nacional.

Nos primeiros 50 anos de imigração, o estado do Rio Grande do Sul recebeu entre 20 e 28 mil alemães, sendo que quase todos eles se dedicaram à colonização agrícola.

A distribuição geográfica da imigração alemã

Desde a fundação de São Leopoldo, cerca de 300 mil alemães vieram para o Brasil. Em 1827, os primeiros imigrantes alemães chegaram ao porto de Santos e se dirigiram a Santo Amaro. Os grupos que vieram depois foram para locais como São Roque, Embu, Itapecerica, Rio Claro e cafezais no interior do estado de São Paulo.

Dois anos depois, deu-se o início da colonização de Santa Catarina, que hoje é o mais alemão dos estados brasileiros, sendo que 35% de sua população têm ascendência alemã. No estado do Paraná, a colonização alemã começou pela cidade de Rio Negro; em 1833, o número de imigrantes aumentou em Curitiba. Embora em menor número que nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a imigração alemã também ocorreu em estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

O ápice da imigração alemã no Brasil ocorreu após a I Guerra Mundial e antes do início da Segunda Grande Guerra, entre os anos de 1920 e 1930. Naquele período, a Alemanha passava por grandes tensões de cunho político e econômico.

Imigração alemã para terras brasileiras
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As características da imigração alemã

Os colonos alemães adaptaram-se em terras brasileiras sem abdicar de sua cultura, construindo um novo espaço onde puderam manter o seu próprio estilo de vida junto aos traços da cultura brasileira.

Muitos dos imigrantes alemães eram artesãos, industriais, comerciantes, professores e profissionais do meio urbano, e a mão de obra alemã contribuiu bastante para o desenvolvimento da industrialização do sul do país.

Um dos traços visíveis da expansão da imigração alemã no território brasileiro é a ampla rede de igrejas luteranas nas frentes de colonização, o que pode exemplificar um pouco a vasta influência alemã no país.

Pré-Modernismo

Situado ao longo na história nas duas décadas iniciais do século XX, o período literário do pré-modernismo precedeu o movimento modernista de 22. Na essência, esse período não é considerado uma escola literária. O Pré-Modernismo é definido como uma corrente de autores que, após se identificarem como não correspondentes a nenhuma das estéticas predominantes no final do século XIX, lançaram produções impactantes, retratando novas ideologias temáticas/estilísticas na literatura.

Características do Pré-Modernismo

  • Ruptura com o academicismo
  • Ruptura com o passado e o parnasianismo
  • Predominância da linguagem coloquial
  • Exposição da realidade social brasileira
  • Regionalismo e nacionalismo
  • Marginalidade dos personagens (sertanejo, caipira, mulato)
  • Temáticas históricas, políticas, econômicas e sociais

Brasil – Autores pré-modernistas

O pré-modernismo foi o período em que os autores elevaram o tom no que tange a sociedade e aos estilos literários que existiam até então. Inúmeros escritores pré-modernos deixaram de lado a linguagem formal do arcadismo e, se utilizando de uma abordagem coloquial, passaram a explorar temáticas históricas, sociais, econômicas e políticas, sobretudo devido o instante pelo qual o Brasil passava, época da República do café com leite e outras revoluções.

Pré-modernismo
Euclides da Cunha | Foto: Reprodução

Euclides da Cunha (1866-1909)

Ocupante da cadeira de número sete na Academia Brasileira de Letras de 1903 a 1906, Euclides Rodrigues da Cunha foi escritor, poeta, ensaísta, jornalista, historiador, sociólogo, geógrafo, poeta e engenheiro brasileiro.

Obra destaque:

Os Sertões: Campanha de Canudos (1902), escrito regionalista, separado em três partes: A Terra, o Homem, A Luta. A obra expressa a vida do sertanejo e a Guerra de Canudos (1896-1897) no interior do Estado da Bahia.

Graça Aranha (1868-1931)

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e um dos fomentadores da Semana de Arte Moderna de 1922, José Pereira da Graça Aranha foi um escritor e diplomata maranhense.

Obras destaque:

  • Canaã (1902)
  • Malazarte (1914)
  • A Estética da vida (1921)
  • Espírito Moderno (1925)

Monteiro Lobato (1882-1948)

Um dos mais famosos escritores do século XX, José Bento Renato Monteiro Lobato foi um escritor, editor, ensaísta e tradutor brasileiro. Sua fama é decorrente, sobretudo, das obras infantis de cunho educativo.

Obras destaque:

  • Sítio do Pica-pau Amarelo (1920-1947)
  • Urupês (1918)
  • Cidades Mortas (1919)

Lima Barreto (1881-1922)

Escritor e jornalista brasileiro, Afonso Henriques de Lima Barreto ficou mais conhecido como Lima Barreto. Autor de uma obra crítica atrelada às temáticas sociais, o escritor desbaratou o nacionalista ufanista e teceu críticas ao positivismo.

Obra destaque:

Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911). Obra com linguagem coloquial pela qual o autor critica a sociedade urbana da época.

O processo cíclico das rochas na Terra

No planeta Terra predominam três tipos de rochas, as quais são denominadas de ígneas, metamórficas e sedimentares. De tal modo que as características das mesmas se prezam por estarem em constante modificação de um tipo para o outro, uma espécie de ciclo conhecido como ciclo das rochas.

De ígneas para sedimentares

Devido os movimentos do planeta, inúmeras rochas ígneas são compostas há centenas de quilômetros no interior da superfície terrestre e, ao longo de anos e mais anos, acabam por emergir. Tais sedimentos rochosos sofrem interferência da ação de agentes naturais externos, a exemplo dos ventos, da água, das chuvas, da luz do sol, entre outros.

Assim, as características dessas rochas acabam por se modificarem e, tal processo de modificação do solo por agentes naturais externos é conhecido como intemperismo, cuja consequência disso têm-se as rochas sedimentares. Essas são compostas ao passo que os sedimentos formados pelo intemperismo se aglutinam nos fundos de lagos e rios.

O processo cíclico das rochas na Terra
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De sedimentares para metamórficas

As camadas do globo, com o passar do tempo, se sobrepõem e tais rochas sedimentares se acumulam em extensas profundidades. De tal modo que as mesmas passam a sofrer interferências devido a pressão do planeta e suas altas temperaturas internas. Esse processo as torna mais duras e assim passam a ser classificadas como rochas metamórficas.

De metamórficas em ígneas

A pressão e as altas temperaturas do interior da Terra podem provocar transformações ainda maiores nas rochas. De tal modo que as metamórficas podem passar por processos de calor até o seu derretimento (processo de fusão) e formação de lavas. Ao passo que essas lavas endurecem há a composição das rochas ígneas

Modificações diretas

Também é possível que ocorra o inverso desse processo. Ou seja, que as rochas ígneas sofram novas alterações e se transformem novamente em metamórficas. Do mesmo modo que é possível que as rochas metamórficas não se aqueçam, mas que surjam na superfície e passem por ações do intemperismo e se formem rochas sedimentares.

Entretanto, rochas sedimentares não podem se transformar diretamente em ígneas, isso porque as mesmas antes precisam passar pelo estágio de metamórficas e, somente depois poderão se alterar para ígneas.

Teoria dos mundos

Durante a Guerra Fria, ocorreu a separação dos países em todo o planeta Terra, quando os mesmos passaram a ser classificados segundo os seus aliados. Assim, as nações do globo passaram a ser separadas em “três mundos” (entre 1945  e 1990), a partir dos sistemas de produção e dos níveis de desenvolvimento.

A designação atribuída às subdivisões do mundo seguia o critério de grandeza econômica de cada nação. De tal modo que os países considerados ricos, mais desenvolvidos, ocupavam o posto de “primeiro mundo”, enquanto que na classificação de “segundo mundo” estavam as nações do antigo bloco socialista. Já os demais países faziam parte do “terceiro mundo”.

Primeiro Mundo

Situavam no estágio de “primeiro mundo” países cuja economia é capitalista e possui avançado grau de desenvolvimento econômico. Destacam nesse posto nações como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Holanda, entre outros.

Segundo Mundo

Segundo embasamento da Teoria dos Mundos, as nações do antigo bloco socialista são as que integram o chamado “segundo mundo”. Os integrantes desse posto são os países consagrados com economia planificada (socialista). Com exemplo desse grupo é possível identificar a antiga União Soviética.

Teoria dos mundos
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Terceiro Mundo

Nesse bloco incluem-se as nações capitalistas consideradas não ricas, atrasadas socialmente e economicamente devido a desproporcionalidade nas suas relações comerciais com países do “primeiro mundo”.

São nações que, geralmente, exportam manufaturas (matérias-primas) a um valor bem reduzido e importam manufaturas industrializadas e tecnologia a um alto custo, promovendo um agravamento no cenário de desigualdade social. Como exemplo de nações consideradas de “terceiro mundo” pode-se identificar a Argentina, México, Brasil, Egito, Índia, Arábia Saudita, entre outros.

Pós-comunismo

Devido a queda da União Soviética, o fim do regime socialista em grande parte do planeta e a integração das antigas nações do “segundo mundo” no leste europeu, o “segundo mundo” acabou inexistindo. De tal modo que, a partir de então, a divisão do mundo passou a ser renomeada em países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos.

  • Desenvolvidos – São os países que integram o antigo “primeiro mundo”. São ricos, industrializados e apresentam alto índice de desenvolvimento humano, qualidade de vida.
  • Emergentes – Integram esse grupo as nações ricas e industrializadas, mas que ainda carregam problemas sociais e econômicos, a exemplo do Brasil.
  • Subdesenvolvidos – Nesse bloco fazem parte os países pobres e com baixo desenvolvimento humano, além de larga dependência externa e economia primária.

Unidades de medidas

A presença das unidades de medidas é uma constante no cotidiano de todo ser humano. Tanto para constatar a extensão de objetos e coisas, além de distâncias, áreas, a prática de medição numérica é muito comum. A unidade básica mais utilizada é o metro.

Entretanto, a utilização de um elemento de medida ou de outro depende da dimensão do que vai se medir. Há casos, por exemplo, em que o metro se torna obsoleto para precisar a extensão de coisas objetos/áreas muito extensas, fazendo-se necessário medir por meio do quilômetro.

Por outro lado, há situações em que o metro configura um elemento de medida grande demais para delimitar algo cuja dimensão é mínima, sendo preciso, assim, a utilização de unidades menores como o centímetro, milímetro. Todos esses conceitos se aplicam a outros sistemas de medida como área e volume, por exemplo.

Unidades de medidas
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Unidades de comprimento

Chamados de unidades secundárias de comprimento, os múltiplos e submúltiplos do metro possuem, consequentemente, valores e símbolos diferentes. Confira no esquema abaixo.

Unidades de comprimento

Conversão de medidas de comprimento

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 10. Exemplo: 5 m = 50 dm.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 10. Exemplo: 5 m = 0,5 dam.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m = 500 cm / 5 m = 0,005 km.

Unidades de área

Unidades de área

Conversão de medidas de área

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 100. Exemplo: 5 m2 = 500 dm2.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 100. Exemplo: 5 m2 = 0,05 dm2.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m2 = 500 cm2 / 5 m2 = 0,005 km2.

Unidades de volume

Unidades de volume

Conversão de medidas de volume

  • A conversão de uma unidade de medida para outra inferior deve ser feita por meio da multiplicação por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 500 dm3.
  • A conversão de uma unidade de medida para outra superior deve ser alcançada mediante a divisão por 1.000. Exemplo: 5 m3 = 0,05 dm3.
  • Assim, a conversão de uma unidade de medida para qualquer outra deve ser executada por meio da aplicação, sucessivas vezes, de uma das duas regras citadas acima. Exemplos: 5 m3 = 500 cm3 / 5 m3 = 0,005 km3.

Compreendendo o litro

Uma medida de volume bastante conhecida do dia a dia da sociedade e que equivale a 1 dm3. Assim é compreendido o litro.

  • 1 litro = 0,005 m3 => 1 m3 = 1000 litros
  • 1 litro = 1 dm3
  • 1 litro = 1.000 cm3
  • 1 litro = 1.000.000 mm3

Por dentro do Sistema Internacional de Unidades (SI)

Fundamentado em seis unidades básicas, o Sistema Internacional de Unidades (SI) possui o metro como unidade fundamental de comprimento. Entretanto, para cada unidade há também as unidades secundárias, essas representadas por meio do acréscimo de um prefixo, a partir da proporção da medida, à nomenclatura da unidade principal. Confira abaixo:

  • Tera = T
  • Giga = G
  • Mega = M
  • Quilo = k
  • Hecto = h
  • Deca = da
  • Deci = d
  • Centi = c
  • Mili = m
  • Micro = m
  • Nano = n
  • Pico = p
  • Fento = f
  • Atto = a