República Populista

Compreendendo um período de 20 anos, a República Populista figurou no Brasil logo após o fim da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1945, e perdurou até 1964. O período representou um divisor de águas na economia brasileira, que aderiu ao capitalismo ocidental alavancando a industrialização nacional e desvalorizando a configuração agrária.

Essa revolução econômica que se instalava no País não agradou a boa parte da população, pois esbarrou no acúmulo de terras e de renda, no predomínio do capital estrangeiro, na exploração do trabalho e na miséria que ainda figuravam de forma abundante no Brasil.

República Populista

Organizações sociais e trabalhistas

À época, esse novo modelo de república que surgia acabou por impulsionar a composição dos movimentos sociais nas áreas rurais, como as ligas camponesas, e na consolidação das instituições sindicais dos profissionais dos centros urbanos. Nesse contexto, siglas partidárias defensoras dessas classes deram um salto e passaram a figurar com maior influência na política, a exemplo do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Durante o período, a relação de proximidade ente alguns governos com movimentos cuja bandeira era popular foi um dos principais fatores que determinou denominação “populista” a essa república.

Golpe do conservadorismo

Diante dessa conjuntura social que se estabelecia contrária à modernização econômica industrial, o setor conservador brasileiro, principalmente as vertentes que estavam inseridas no contexto dos latifúndios e que eram submetidas ao aporte financeiro de outros países, discordou do rumo que esse novo modelo econômico estaria tomando graças à influência das instituições sociais e dos partidos de bandeira trabalhista.

Assim, justamente no mesmo período em que a Guerra Fria atraia a atenção do mundo com a centralização entre os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), diversas foram as investidas com um intuito de promover golpe de Estado no país. E entre as tentativas, uma culminou com a instauração do regime ditatorial civil-militar. Esse período se estendeu de 1964 a 1985 (21 anos) e ficou conhecido como o Regime Militar Brasileiro.

Paralelamente, os setores cultural e artístico sofreram profundas transformações, passando a figurarem com grande magnitude diante da sociedade brasileira. A sétima arte, as produções teatrais, as artes plásticas, a música e a literatura impulsionaram o surgimento de diferentes organizações de caráter estético e cultural.

Conjuntura política

Figuraram enquanto presidentes na Republica populista José Linhares (1945-1946); Eurico Gaspar Dutra (1946-1951); Getúlio Vargas (1951-1954); Café Filho (1954-1955); Carlos Luz (1955); Nereu Ramos (1955-1956); Juscelino Kubitschek (1956-1961); Jânio Quadros (1961); Ranieri Mazilli (1961); e João Goulart (1961-1964). 

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