Tenentismo no Brasil

O tenentismo ocorreu no Brasil nas décadas de 1920 e 1930, foi um movimento social de caráter político-militar, ganhou força entre jovens tenentes do exército e militares de média e baixa patente durante os últimos anos de República Velha, conhecido também como período da República das Oligarquias.

O movimento foi muito influenciado pelos anseios políticos das populações urbanas, os militares se mostraram favoráveis as tendências políticas republicanas liberais, entre outros pontos.

Tenentismo no Brasil
Foto: Reprodução

Tenentismo defendia mudanças no governo

O movimento defendia a mudança, a reforma política e social do governo, que naquele momento era dominado por representantes das oligarquias cafeeiras, isto é, o famoso coronelismo. O tenentismo, mesmo tendo características conservadoras e autoritárias, queria o fim da corrupção, defendendo as seguintes e principais mudanças: o fim do voto de cabresto (fraude nas eleições que só beneficiavam os coronéis); reforma do sistema educacional público; mudança no sistema de voto aberto para secreto.

O movimento também era favorável à liberdade dos meios de comunicação, os tenentistas queriam que o poder Executivo tivesse suas atribuições restringidas, maior autonomia ao poder judiciário e até mesmo a moralização dos representantes do poder Legislativo.

Momento de tensão nas eleições de 1922

Durante as eleições que aconteceram em 1922, os tenentes apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha, em oposição estava o mineiro Arthur Bernardes, político fortemente comprometido com os cafeicultores, esta primeira manifestação foi conhecida como “Reação Republicana”, fortes críticas foram atribuídas nos jornais da época falsamente a Arthur Bernardes, com a vitória das oligarquias, a primeira manifestação tenentista ocorreu no episódio chamado de “18 do Forte de Copacabana”. Em julho de 1922, no Rio de Janeiro

No Rio Grande do Sul, em 1923 houve uma revolta militar e em São Paulo, em 1924, houve outra revolta militar, mostrando a partir daí a presença dos tenentistas no cenário político. Os tenentistas de ambas as cidades se juntaram para a formação de uma guerrilha conhecida como Coluna Prestes, de 1925 a 1927, foi um grupo composto por civis e militares armados, que seguiram milhares de quilômetros sob os cuidados do líder Luís Carlos Prestes, com o objetivo de conscientizar a população contra as injustiças sociais promovidas pelo governo republicano.

Tenentismo se torna cada vez mais fraco

A pós a Revolução de 1930, o movimento tenentista perde forças e Getúlio Vargas chega ao poder. Getúlio Vargas conseguiu dividir o movimento, onde importantes nomes do tenentismo passaram a atuar como interventores federais, enquanto outros continuaram no movimento, fazendo parte da Coluna Prestes.

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