Transpiração vegetal

A transpiração vegetal é um processo pelo qual a planta expele quantidade de água excedente pelas folhas. Através do sistema de transpiração vegetal, a seiva bruta é levada para as folhas através do xilema. O xilema é o tecido das plantas vasculares, por onde circula a água com sais minerais que dissolvidos integram a seiva bruta, percorrendo da raiz até às folhas.

Transpiração estomática

A respiração mais comum entre os vegetais é chamada de transpiração estomática. Essa respiração ocorre através dos estômatos, cuja abertura o próprio vegetal pode controlar. A transpiração estomatal (fechamento e abertura) ocorre durante a fotossíntese.

Os estômatos são anexos epidérmicos das folhas, constituídos por duas células-guardas ou também conhecidas como estomáticas. Repletas de cloroplastos, que delimitam entre elas uma fenda chamada de ostíolo. Ao lado do ostíolo, encontramos duas ou mais células, conhecidas por anexas. O ostíolo abre-se, no interior da olha, numa grande cavidade denominada de câmara subestomática.

A função da transpiração estomática é a transpiração e trocas gasosas que devem ocorrer durante a respiração. Sua transpiração é fundamental para garantir a sobrevivência da planta. Caso ocorra em excesso a perda de água em forma de vapor, este procedimento pode até matar a planta.

Transpiração vegetal
Foto: Reprodução

Transpiração cuticular

A transpiração cuticular é pouco comum, ocorrendo em cerca de 10% das plantas. Ocorre quando a cutícula, localizada na epiderme da folha, permite a passagem de água. Nestes casos a planta possui uma cutícula que impermeabiliza a folha, evitando a perda de água em excesso. Como exemplo, podemos citar os cactos, que possuem uma cutícula espessa para evitar a sua desidratação.

Fatores que modificam a transpiração vegetal

  • Temperatura: se a temperatura aumentar pode-se observar um aumento na transpiração da planta, pois a temperatura causa efeito sobre o potencial de água. Caso a planta esteja com uma temperatura superior ao ambiente, a mesma continuará transpirando;
  • Iluminação: a transpiração está completamente ligada a iluminação, afinal como os estômatos entram em funcionamento ao amanhecer, a taxa de transpiração também entra em funcionamento. No período noturno os estômatos estão fechados;
  • Água no solo: quando há pouca água no solo os estômatos de um modo geral diminuem seu funcionamento, diminuindo a transpiração da planta, evitando a sua futura desidratação;
  • Umidade do ar: quando a umidade do ar é baixa, a transpiração da planta também tende a aumentar;
  • Vento: o vento sobre a folha tende a retirar o vapor de água presente em sua superfície, desenvolvendo o aumento da transpiração.

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