Tratado de Kadesh

Também conhecido como Tratado Egípcio-Hitita, o Tratado de Kadesh foi um acordo celebrado entre o rei hitita Hatusil III e o faraó egípcio Ramsés II buscando a paz. Segundo historiadores, o tratado foi celebrado no ano de 1259 a.C. marcando o fim oficial das negociações, e a aceitação de Ramsés II de uma tabuleta de prata que continha termos do tratado que foi oferecida por diplomatas hititas.

Tratado de Kadesh

Objetivo

Apesar de o texto original escrito sobre esta tabuleta ter se perdido, seu conteúdo ficou conhecido devido às cópias que foram feitas em paredes de muitos dos templos egípcios em escrita hieroglífica e em tabuletas de barro no Império Hitita – onde atualmente é a Turquia.

O tratado é o mais antigo escrito que ainda existe, e o primeiro acordo diplomático do Oriente Médio e foi assinado com o objetivo de terminar uma longa guerra entre as duas partes que durou mais de dois séculos, visando a conquista das terras ao leste do Mediterrâneo. A batalha de Kadesh teve como resultado um impasse, pois ambas as partes tiveram baixas grandes em seus exércitos, mas nenhuma delas se sobressaiu para sair vitorioso na guerra.

Essa, no entanto, apesar de ser o nome do tratado, aconteceu muito tempo antes dessa batalha e Kadesh nem mesmo é mencionada em seu texto. O tratado, que foi ratificado no ano 21 do reinado de Ramsés II, no ano de 1258 a.C. continuou em vigor até o colapso do império hitita, aproximadamente 80 anos mais tarde.

O tratado

Publicada no ano de 1916 pela E. F. Weidner, a primeira tradução do tratado revelou informações precisas sobre ele. Este foi elaborado de forma a tratar os dois povos de forma igual, obrigando-os, inclusive, a assumir obrigações mútuas. A versão hitita, no entanto, apresenta um ângulo um pouco mais evasivo abordando inclusive deuses e o destino. Já a versão egípcia, de forma direta, afirma que os povos estavam em guerra e que o tratado visava o seu fim.

Com uma determinação de paz eterna entre os dois povos, o tratado vinculava filhos e netos destes, dando a cada geração a obrigação de manter-se em paz com o outro povo, não cometendo agressão e não repatriando refugiados políticos e criminosos do outro lado. Além disso, havia um acordo de proteção militar mútua, e ambas nações se ajudavam em casos de revoltas.

Um exemplo do tratado, encontrado em escavações arqueológicas em grandes arquivos do palácio real da capital hitita – Hattusa –, encontra-se atualmente em exposição no Museu Arqueológico de Istambul.

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